Menina de 10 anos morre após acidente com rede na casa da avó em Mossoró

Uma menina de 10 anos morreu neste domingo (5) após um acidente envolvendo uma rede de dormir na casa da avó, no bairro Pintos, em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A Polícia Civil trata o caso, inicialmente, como uma morte acidental por suspeita de enforcamento.

A vítima foi identificada como Maria Vitória Silva de Morais. O acidente aconteceu em um dos quartos da residência. Segundo o delegado Luiz Antônio, que esteve no local, a menina tinha o costume de brincar com a rede, enrolando o tecido ao redor do corpo enquanto girava.

De acordo com as primeiras informações da investigação, durante uma dessas brincadeiras, a criança pode ter passado mal ou ficado tonta. Ao cair, a rede teria se enroscado em seu pescoço, provocando a asfixia.

“A dinâmica é que a criança entrou no quarto e tinha o costume de brincar na rede. Ela enrolava na cintura e ficava girando. Ou ela passou mal ou ficou tonta e, ao cair, a rede sufocou ela, enganchando no pescoço”, explicou o delegado.

Maria Vitória foi socorrida pela mãe e levada ao Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a equipe médica conseguiu reanimá-la em um primeiro momento, mas a menina sofreu uma parada cardíaca em seguida e morreu na unidade hospitalar.

Em nota, a Prefeitura de Mossoró lamentou a morte da criança, manifestou solidariedade aos familiares e informou que todos os procedimentos médicos cabíveis foram realizados pela equipe do hospital.

O caso será investigado pela 38ª Delegacia de Polícia Civil de Mossoró. Segundo o delegado, o laudo da perícia médico-legal será fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte e concluir o inquérito, que aponta, preliminarmente, para uma fatalidade.

A família informou ainda que Maria Vitória viajaria nesta segunda-feira (6) para Minas Gerais, onde passaria a morar com a mãe.

Carreta tomba na BR-110, em Serra do Mel, e mobiliza Corpo de Bombeiros

Uma carreta tombou na tarde do domingo (5), na BR-110, nas proximidades da entrada do município de Serra do Mel, na região Oeste do Rio Grande do Norte. O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Inicialmente, a informação repassada às equipes de resgate era de que uma vítima estaria presa às ferragens. No entanto, ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que populares já haviam retirado a vítima do interior da carreta, enquanto profissionais do SAMU prestavam os primeiros socorros.

Após o resgate, os militares realizaram os procedimentos de segurança na área, incluindo o desligamento do sistema elétrico do veículo para evitar riscos de curto-circuito e de incêndio. Uma equipe especializada em combate a incêndios permaneceu no local devido ao potencial risco provocado pelo tombamento da carreta.

O estado de saúde da vítima não foi informado, assim como as causas do acidente, que deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

O Corpo de Bombeiros orienta que, ao presenciar acidentes de trânsito, a população sinalize o local, evite intervenções que possam colocar vidas em risco e acione os serviços de emergência pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros) e 192 (SAMU).

Itamaraty admite temor de ações extraterritoriais dos EUA envolvendo PCC e Comando Vermelho

O Ministério das Relações Exteriores admitiu, em documento oficial, a preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos utilizarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas para justificar ações extraterritoriais, incluindo, em um cenário extremo, o uso da força militar em território brasileiro.

A avaliação consta em um documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, encaminhado em resposta a um pedido de informações da Câmara dos Deputados.

No texto, o chanceler afirma que a classificação unilateral feita pelos Estados Unidos pode servir de fundamento para medidas contra instituições brasileiras nas áreas financeira, migratória e penal.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma o documento.

Apesar da preocupação manifestada, Mauro Vieira esclarece que o governo brasileiro não recebeu comunicação oficial das autoridades norte-americanas sobre a classificação das facções. Segundo ele, por se tratar de uma decisão unilateral dos Estados Unidos, não há obrigação de manifestação formal por parte do Brasil.

Ainda assim, o chanceler destacou que o governo brasileiro já expressou sua oposição à medida.

“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral que, portanto, não requer manifestação formal do governo brasileiro. Ainda assim, o governo brasileiro tem externado sua oposição a essa medida”, conclui o documento.

Neymar foi o jogador mais criticado após eliminação do Brasil, diz estudo

A eliminação da seleção brasileira para a Noruega na Copa do Mundo repercutiu nas redes sociais e o principal alvo das críticas foi Neymar.

De acordo com um levantamento da Content CO, o atacante foi o jogador mais citado nas redes sociais durante a partida e também o atleta brasileiro com o maior índice de rejeição.

A análise considerou mais de 2,6 milhões de publicações realizadas entre 16h e 20h de domingo (5), intervalo que abrangeu o confronto válido pelas quartas de final da Copa.

De acordo com a pesquisa, Neymar apareceu em cerca de 101 mil publicações, número superior à soma das menções aos quatro jogadores seguintes no ranking: Rayan (33 mil), Endrick (30 mil), Vinicius Jr. (17 mil) e Martinelli (14 mil).

Além de liderar em volume de citações, o camisa 10 também foi o jogador com a maior taxa de menções negativas. Segundo o levantamento, 39% das publicações sobre o atleta tiveram tom desfavorável, o maior percentual entre os jogadores que estiveram em campo.

Segundo a Content CO, o momento que mais movimentou as conversas nas redes não foram os gols da Noruega nem os lances desperdiçados por Bruno Guimarães e Endrick, mas sim o pênalti convertido por Neymar.

Segundo o levantamento, as provocações do atacante ao goleiro norueguês Nyland, antes e após a cobrança, desencadearam uma onda de comentários negativos nas redes sociais.

Entre as críticas mais recorrentes, internautas classificaram a atitude do jogador como “arrogante”, “vergonhosa” e “sem noção”. A cobrança de pênalti também foi alvo de ironias, enquanto parte dos usuários passou a questionar o futuro da carreira do atacante e a compará-lo com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Até aquele momento, a percepção sobre a seleção brasileira era predominantemente positiva, de acordo com o estudo. O cenário, porém, começou a mudar após o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães. A escolha do meio-campista para a cobrança, em vez de Vinicius Jr., foi apontada como um dos principais fatores para o aumento das críticas naquele momento.

RN registra chuvas de até 50,3 milímetros em 24 horas, aponta Emparn

 

Foto: Isaac Ribeiro.

O Rio Grande do Norte registrou chuvas de até 50,3 milímetros no período de 24 horas encerrado às 7h desta segunda-feira (6), segundo boletim pluviométrico divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). O maior acumulado foi registrado em Parnamirim, na Base Física da Emparn, na região metropolitana de Natal.

Ainda na parte Leste do RN, em Ceará-Mirim, o volume chegou a 35 milímetros. Montanhas teve 9,5 milímetros, enquanto Goianinha e Taipu registraram 4,8 milímetros cada. Também houve chuva em Macaíba, Tibau do Sul, Pureza, São Gonçalo do Amarante e Natal. De acordo com o levantamento, os dados foram contabilizados entre as 7h de domingo (5) e as 7h desta segunda-feira.

Na região Central, o maior volume foi registrado em Guamaré, no posto Lagoa Doce, com 27,5 milímetros. Macau teve 8,9 milímetros, e Jardim de Angicos marcou 5,8 milímetros. Também houve registros em Caiçara do Norte (1,2 mm), Lagoa Nova (1,22 mm) e Afonso Bezerra (0,4 mm).

No Agreste potiguar, Bom Jesus teve o maior acumulado, com 10,4 milímetros. Na sequência aparecem Nova Cruz, com 8,6 mm; Santo Antônio, com 7,8 mm; Santa Maria, com 6,6 mm; e Bento Fernandes, com 5 mm. Outros municípios da região também tiveram precipitações de menor intensidade.

No Oeste, o maior volume foi registrado em Luís Gomes, com 6,6 milímetros. Também houve chuva em Antônio Martins (2,7 mm), Assu (1,3 mm), Ipanguaçu e Tibau (0,2 mm). Na maior parte dos postos monitorados na região, no entanto, não houve registro de precipitação no período analisado.

O boletim da Emparn reúne dados de pluviômetros manuais, automáticos e plataformas de coleta de dados distribuídos pelo estado. Ao todo, existem 294 estações ativas.

Setor produtivo brasileiro vai aos EUA tentar evitar tarifa de 25% dos EUA sobre exportações

 

Porto de Natal
Foto: Adriano Abreu.

Representantes de empresas, associações e entidades do setor produtivo brasileiro participam, a partir desta segunda-feira (6), de audiências públicas nos Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil. A medida foi proposta pelo governo Donald Trump no âmbito de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, órgão responsável pela formulação da política comercial americana.

As audiências fazem parte do processo aberto com base na Seção 301 da legislação comercial americana, mecanismo usado pelos Estados Unidos para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Nessa etapa, empresas, entidades, governos e demais interessados podem apresentar argumentos antes da decisão final de Washington, prevista para até 15 de julho.

Entre os participantes brasileiros estão representantes da indústria, do agronegócio e de segmentos exportadores. A lista inclui entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de setores como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e pescados.

De acordo com o g1, a linha central da defesa brasileira será demonstrar que a sobretaxa também pode afetar empresas, consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos. A indústria pretende argumentar que a relação comercial entre os dois países é integrada e que parte dos produtos exportados pelo Brasil funciona como insumo para atividades econômicas americanas. No caso de máquinas e equipamentos, por exemplo, entidades do setor sustentam que há cadeias produtivas entre empresas do mesmo grupo econômico nos dois países.

O governo brasileiro não se inscreveu para discursar nas audiências públicas, mas a embaixada do Brasil em Washington enviará representantes na condição de observadores. Segundo o g1, a avaliação do Itamaraty é que as audiências servem para exposição de argumentos, mas que a negociação efetiva deve ocorrer em reuniões técnicas e de alto nível entre os governos brasileiro e americano.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o influenciador político Paulo Figueiredo estão entre os inscritos para discursar nas audiências.

Além da apuração específica que propõe tarifa de 25%, o Brasil também aparece em outro processo americano relacionado a supostas falhas no combate à entrada de produtos feitos com trabalho forçado. Nesse caso, a tarifa proposta é de 12,5%. De acordo com a Folha de São Paulo, o governo brasileiro deve argumentar ao USTR que os Estados Unidos ignoraram evidências apresentadas pelo Brasil e chegaram a conclusões consideradas arbitrárias.

Somadas, as duas medidas podem elevar a cobrança sobre parte dos produtos brasileiros para até 37,5%, caso não haja exceções ou mudança de entendimento por parte do governo americano. Entidades do setor produtivo afirmam que a imposição de novas tarifas pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras e aumentar custos para compradores nos Estados Unidos.

Nos bastidores, o governo brasileiro aposta em negociações diretas com autoridades americanas antes do prazo final. Na última semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, conversou com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Novas reuniões técnicas entre os dois países são esperadas nos próximos dias. O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo.

Com informações do g1 e Folha de São Paulo.