Liga de Mossoró recebe equipamento de R$ 4,5 milhões para tratamento do câncer

Foto: Heros Lucena

A Liga de Mossoró de Estudos e Combate ao Câncer recebeu nesta terça-feira (29), um novo acelerador linear para ampliar a assistência oncológica no Rio Grande do Norte. O equipamento, considerado um dos mais modernos do mundo, foi adquirido com investimento de R$ 4,57 milhões. O acelerador foi apresentado durante visita da governadora Fátima Bezerra e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à unidade, em Mossoró.

O acelerador linear recebeu investimento por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). O equipamento amplia a estrutura tecnológica da instituição e permitirá aumentar a capacidade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a apresentação do equipamento, Fátima Bezerra destacou a parceria entre o Governo Federal e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer. Segundo a governadora, a unidade recebeu novos equipamentos para ampliar e modernizar o atendimento aos pacientes. Ela disse que os investimentos têm como objetivo fortalecer a estrutura da Liga e ampliar a oferta de procedimentos pelo SUS.

“Recentemente, destinamos novos equipamentos de ponta para a unidade, incluindo um tomógrafo e um novo aparelho de radioterapia. Esse investimento traz mais precisão e tecnologia ao atendimento, permitindo a ampliação do número de procedimentos médicos”, declarou. A governadora também afirmou que a modernização deve contribuir para melhorar o fluxo de atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

“Com essa modernização, otimizaremos o fluxo de atendimento e reduziremos o tempo de espera dos pacientes, cumprindo nosso compromisso maior: salvar vidas. Viva o SUS”, disse.

Mesa de biópsia prona

Outro equipamento apresentado foi uma mesa de biópsia prona, que recebeu investimento de R$ 2,55 milhões. Os equipamentos integram os avanços apresentados durante a visita, que também contemplou ações relacionadas aos programas Mais Cirurgia e Mais Especialista.

“Sabemos que o câncer é uma doença grave, a segunda que mais mata, mas é possível superar e vencer o câncer quando a gente tem hospitais como esse, profissionais como esses, equipes como essas, empresários que se envolvem, dirigentes que se envolvem aqui, numa União Nacional. Então, quero agradecer muito. E saibam: cada um desses equipamentos que estão chegando, cada um deles está acontecendo porque estamos construindo, no Brasil, a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer do mundo”, disse o ministro na ocasião.

Bancários da Caixa encerram greve no RN e agências retomam atendimento nesta quarta

 

Foto: Magnus Nascimento/TN

Os bancários da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte encerraram, na noite desta terça-feira (29), a greve iniciada em 10 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia realizada após o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com o fim da paralisação, as agências da Caixa no Estado retomam normalmente o atendimento nesta quarta-feira (30), segundo o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN).

A assembleia ocorreu após os trabalhadores acompanharem o julgamento na sede do sindicato, em Natal. Mais cedo, a categoria havia realizado um ato público em frente à Agência Potiguar, na Cidade Alta, como parte de uma mobilização nacional.

Segundo o coordenador-geral do SEEB-RN, Alexandre Cândido, o resultado do julgamento não contemplou integralmente as reivindicações dos empregados, mas levou a categoria a decidir pelo encerramento da paralisação. “Mesmo não sendo favorável ao todo aos bancários, mas já definia os passos para o fim da greve e nós aprovamos aquela proposta, mesmo não sendo uma proposta muito boa para os bancários”, afirmou.

Os bancários da Caixa estavam em greve após 20 dias. Antes do julgamento do mérito, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, havia determinado que pelo menos 60% dos empregados permanecessem em atividade em cada agência, de forma presencial ou remota.

TST determina retorno ao trabalho

No julgamento desta terça, o TST decidiu que a greve dos empregados da Caixa não foi abusiva e determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados dos salários, mas deverão ser compensados no prazo de até 180 dias.

O Tribunal também fixou reajuste salarial correspondente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6%. A decisão terá validade de dois anos. O mesmo índice deverá ser aplicado ao auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e à indenização por assalto ou sinistro.

O acordo coletivo dos trabalhadores havia expirado em 31 de agosto. Sem consenso nas negociações entre o banco e os empregados, a Caixa ajuizou o dissídio coletivo para que o conflito fosse analisado pela Justiça do Trabalho. Segundo a representação dos trabalhadores, antes da greve foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Saúde Caixa

Um dos principais pontos de impasse nas negociações foi o modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados. Os sindicatos defendiam a retirada do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio de 70% pela empresa e 30% pelos empregados e reajuste zero. A Caixa, por sua vez, defendia alterações no plano sob o argumento de garantir sua sustentabilidade financeira.

No julgamento, o TST decidiu manter as regras previstas no acordo coletivo de 2024 a 2026, mas determinou a atualização dos valores do plano pelo INPC mais 0,6%, mesmo índice definido para os salários.

Também foi mantida a mensalidade do titular equivalente a 3,5% da remuneração, além das demais regras relativas às mensalidades de dependentes, teto de renda dos beneficiários indiretos, coparticipação em consultas de pronto-socorro e teto de coparticipação.

A decisão ainda incorporou cláusulas econômicas e sociais do acordo coletivo anterior relacionadas a temas como jornada de trabalho, horas extras, licença-paternidade e adoção, estabilidade, saúde do trabalhador, diversidade, teletrabalho, prevenção ao assédio, igualdade salarial, inclusão e negociação permanente.

Com informações da Agência Brasil