EXTRA DBN: André Mendonça responde Moraes e toma nova medida junto a Fachin sobre inquérito das fake news

 

EXTRA DBN: André Mendonça responde Moraes e toma nova medida junto a Fachin sobre inquérito das fake news
Na foto, o ministro André Mendonça. Foto: Wilton Junior/Estadão

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou na noite de segunda-feira, 21, sua resposta à representação movida contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News. Na manifestação encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ele rebateu ponto a ponto as acusações feitas por Moraes, com base em relatórios apócrifos da Polícia Federal e sem valor probatório, e pediu o arquivamento sumário da peça.

Mendonça sustentou que o colega adotou métodos ilegais, desprovidos de validade jurídica, para acusá-lo. Também solicitou a apuração de possíveis crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa cometidos por Moraes.

​Sugeriu, inclusive, que Moraes, que comanda o Inquérito das Fake News há mais de sete anos, é quem deveria ser alvo da apuração.

​“Nesse cenário, com todas as vênias, não é este ministro (André Mendonça) aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos”, diz o documento protocolado nesta segunda-feira.

Mendonça solicitou, ainda, acesso integral aos autos do Inquérito 4.781. Outras solicitações foram para abertura de investigação sobre a origem e autoria dos relatórios produzidos pela PF, além do reconhecimento da ilicitude e proibição de novos relatórios focados em escrutinar atos de ministros do STF.

​As respostas de Mendonça ponto a ponto:

​Em meio à crise no STF e após a revelação de que trocou 52 mensagens em 21 dias com o banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes reagiu atacando. Em vez de explicar as relações com o ex-dono do Master, acusou o relator do caso, André Mendonça, de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade nas relatorias dos inquéritos do caso Master e do escândalo do INSS.

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​Na resposta formal protocolada na segunda-feira no STF, Mendonça foca em desconstruir um a um os três pilares da acusação de Moraes: a suposta interferência na produção de provas, a alegada atuação irregular em delações premiadas e o direcionamento de investigações contra alvos políticos e o próprio magistrado.

Sobre os dados do celular de Daniel Vorcaro, ​Mendonça negou qualquer vazamento ou violação da cadeia de custódia e ressaltou que o HD enviado ao seu gabinete com os dados do aparelho permaneceu com o lacre original da Polícia Federal intacto. Além disso, destacou que a prova principal continuou sob a guarda e o controle da própria corporação, descartando qualquer manipulação.

​Sobre as suspeitas de interferência nas negociações de delação premiada nas Operações Sem Desconto e Compliance Zero, Mendonça afirmou que a acusação se baseia em relatórios opinativos e sem fundamentação real. Ele reiterou que a colaboração é um direito de defesa do investigado e que nunca participou das tratativas, mantendo as apurações em seu curso normal.

​O ministro também negou ter direcionado investigações contra o senador Davi Alcolumbre ou contra o próprio Alexandre de Moraes. Ele explicou que as citações surgiram em relatórios de inteligência da própria Polícia Federal e que seus despachos buscaram apenas organizar o processo.

​Por fim, Mendonça apontou que a Polícia Federal fez um monitoramento ilegal sobre sua vida pessoal, política e religiosa, bem como sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele classificou a prática como “arapongagem institucional” e afirmou que as acusações de Moraes usaram disputas internas e falhas de gestão da própria PF para tentar constranger sua atuação no tribunal.

Com informações de Estadão

URGENTE: Nunes Marques sinaliza voltar para votar no caso Master/Moraes após eleições

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou a interlocutores que pretende votar em processos relacionados ao caso Master após o período eleitoral.

A possibilidade inclui uma eventual votação sobre a abertura de processo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, em razão de seu suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ou contra o ministro André Mendonça, em razão da forma como conduziu o caso, atualmente sob relatoria de Edson Fachin.

Na sessão da semana passada do STF que discutiu o caso envolvendo Moraes, Nunes Marques declarou-se impedido. Como justificativa, apontou o fato de também presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a CNN, o ministro avaliou que o julgamento poderia produzir impactos nas eleições e, por isso, afetar sua independência na Corte Eleitoral.

A declaração de impedimento ocorreu em meio ao vazamento de mensagens que apontariam uma relação entre Nunes Marques e Daniel Vorcaro. Segundo as informações divulgadas, o banqueiro teria pago um encontro com uma mulher, oferecido uma mansão no Rio de Janeiro para a estadia do ministro e realizado pagamentos ao escritório do filho de Nunes Marques.

Nesta semana, também surgiram mensagens nas quais são mencionados supostos pagamentos por serviços judiciais ao grupo de um “ministro KN”.

Ministro nega acusações

Nunes Marques nega todas as acusações e, segundo a CNN, tem dado sinais de que pretende participar da votação relacionada ao caso.

De acordo com a publicação, o ministro é considerado um voto favorável ao afastamento de Moraes e à manutenção da relatoria do caso Master com André Mendonça.

Bancários rejeitam proposta e anunciam nova medida sobre a greve; saiba o que foi decidido

 

Bancários rejeitam proposta e anunciam nova medida sobre a greve; saiba o que foi decidido
Foto: Reprodução/Bancariosdf

Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco. A decisão foi tomada na segunda-feira (21) durante assembleia virtual organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na qual 59,3% dos trabalhadores votaram contra a oferta.

O sindicato e o banco ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. Com o resultado, a paralisação iniciada no último dia 10 segue ativa em todo o país.

Apesar da continuidade da greve, os serviços essenciais à população não sofrem alterações diretas. O pagamento de benefícios sociais gerenciado pela Caixa continua mantido sem atrasos, assim como o pagamento de contas e boletos segue normalmente. Os clientes podem continuar realizando suas transações e consultas por meio dos

aplicativos

Caixa TEM e App Caixa, além dos caixas eletrônicos da instituição.

Com informações do Metrópoles