Campanha de Doria no RN venceu com 90% dos votos

Projeção da vitória no Estado com alto percentual mostra liderança de Ezequiel Ferreira

O PSDB do Rio Grande do Norte, que tem cinco deputados estaduais, 31 prefeitos, 25 vices, 244 vereadores e quase 22 mil filiados foi decisivo nas Prévias do PSDB, encerrada neste sábado (27).

Uma projeção feita pela campanha de João Doria mostrou uma vitória no RN com 90% dos votos. Os dados foram apurados por meio de “procedimentos separados e distintos”, como pesquisas presenciais e por telemarketing, WhatsApp e e-mail. A informação foi contabilizada desde o começo das prévias até a quinta-feira (25), com atualizações durante a semana.

“Iniciamos uma campanha no Estado ainda em agosto. Quando João Doria veio a Natal e lotamos uma das maiores casas de evento com lideranças de todo interior. Os deputados se somaram na luta. E depois a Executiva Estadual aprovou o apoio a Doria. Quero agradecer aos deputados Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Raimundo Fernandes e José Dias, que juntos as suas lideranças foram fundamentais. Também os prefeitos, vices que apoiaram e aos vereadores. Nossos filiados também deram sua contribuição”, afirmou Ezequiel Ferreira, presidente do PSDB Potiguar.

Depois de São Paulo, maior colégio do país nas prévias, o Rio Grande do Norte foi o Estado mais decisivo para Doria. Foi aqui onde ele venceu com folga nos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Além de toda a bancada da Assembleia Legislativa ter também apoiado seu nome. Esses eram os pesos mais importantes da disputa.

Em todo Brasil, Doria venceu com 53,99%. Eduardo Leite teve 44,66% e Arthur Virgílio 1,35%. O Rio Grande do Norte foi decisivo nos grupos de deputados estaduais, prefeitos e vices e também ajudou no de vereadores.

Doria teve equipes para sua campanha em 21 Estados, além de ter enviado 17 pessoas para morar nas unidades da Federação. A organização e profissionalismo da equipe seguiram moldes de campanhas presidenciais, com divisão interna de tarefas, hierarquização de papéis e trabalho de coleta de dados em um data center.

No RN, votaram em Brasília os prefeitos Iogo Queiroz (Jucurutu), Cinthia Sonale (Grossos), Lusimar Porfirio (São Francisco do Oeste), Dr. Tadeu (Caicó), Rossane Patriota (Ielmo Marinho), Saint Clay, o Galo (Florânia), Ivanildo Filho (Santa Cruz), Daniel Marinho (Nísia Floresta), Dr. Tiago Almeida (Parelhas), Joãozinho (Serra Caiada), Alcelio Barbosa (Caiçara do Norte), Raimundo Borges (Cerro Corá), Sergio Fernandes (Serra Negra do Norte), Pedro Henrique (Pedra Preta), Dr. Wellington Rocha (Boa Saúde), Juninho Alves (Caraúbas), Tiquinho (Ruy Barbosa), Fernando Teixeira (Espírito Santo), Iraneide Rebouças (Areia Branca), e Clécio Azevedo (Bom Jesus).

Também marcaram presença os vice-prefeitos Atilio (Parazinho), Manoel Felix (Triunfo Potiguar), Edson Trindade (Pedro Avelino), Humberto Gondim (Parelhas), Rodrigo Aladim (Macau), Riane Guedes (Jaçanã), Erivan Freitas (São Vicente), Francisco Kayrim (Pureza), Juliana Patrício (São Bento do Trairi), Toinho Venceslau (Espírito Santo), e Rosângela Nunes Patrício (Alexandria).

 

O Papa Francisco renunciará?

Padre João Medeiros Filho

No próximo dia 17 de dezembro, Sua Santidadecompletará 85 anos, idade com a qual Bento XVI renunciou ao ministério petrino. O Sumo Pontífice reinante não dá sinais de que deixará de trabalhar. Não tira férias. No verão, apenas algumas de suas atividades são suspensas, permanecendo no Vaticano. Seus antecessores, durante o veraneio europeu, deslocavam-se para a residência pontifícia de Castel Gandolfo ou as montanhas, ao norte da Itália. Ao decidir reestruturar a Cúria Romana, Bergoglio tinha consciência de quão árdua seria a missão de reconfigurar a estrutura eclesiástica. Embora vários de seus colaboradores, oriundos de diversas nações, auxiliem-no nessa tarefa, recaem sobre ele as críticas dos descontentes (leigos e clérigos). Inúmeras são as incompreensões e tentativas de minar seu governo, muitas camufladas de “zelo religioso ou amor à Igreja”. Isso é inevitável. Faz parte da resistência a qualquer modificação profunda, civil ou eclesiástica. São históricas e rotineiras reações às mudanças dentro do catolicismo, apesar dos motivos que as impulsionem. João XXIII e Paulo VI que o digam. O atual Papa, não raro, sente-se isolado e sem apoio para realizar alterações pontuais.

No século XI, Gregório VII lutou para romper com a estrutura eclesial, vigente desde os tempos de Constantino. Contra ela nenhum Pontífice, até então, se opusera. A chamada reforma gregoriana criou um modelo de organização eclesiásticainspirada, não no império romano, mas referenciada na Igreja dos apóstolos. Do ponto de vista teológico, a ideia era recriar uma espécie de “Ecclesiae primitivae forma (a igreja em sua forma primitiva)A reorganização da vida religiosa – a partir da Regra de Santo Agostinho – incluía uma melhor formação do clero. O fim do cesaropapismo e da simonia foram algumas das proposições do Papa Gregório. Os tempos eram diferentes. E, hoje, Francisco enfrenta outros tipos de desvios e erros. Seu desejo é fazer a Igreja voltar-se para as suas origens. Muito se empenha por uma instituição sem traços de nobreza e feudalismo, porém missionária, simples, sem luxo e pompa. Sonha com uma entidade aberta ao diálogo com o mundo plural, a exemplo do apóstolo Paulo, no Areópago de Atenas, pregando o “Deus desconhecido” (At 17, 23). O termo latino “reformatio”(reforma) utilizado frequentemente nos documentos pontifícios mais recentes, enfatiza o retorno às fontes. Bergoglio revela o desejo de mostrar a face verdadeira do cristianismo.

Poucos vaticanólogos acreditam que Francisco renunciará, em breve. Bento XVI segue bem, malgrado aslimitações da idade. Ter dois papas aposentados, vivendo no Vaticano, seria inédito, podendo comprometer ainstituição. Alguns eclesiásticos criticam Bento XVI, acusando-o de partilhar ideias, divergentes da tradição. Não seria diferente com Francisco. É fácil imaginar o constrangimento do sucessor do Pontífice argentino diante de grupos, digladiando-se em torno das ideias de dois papas eméritos. Sabe-se que Bergoglio nunca se opôs a uma eventual renúncia. Porém, só recorrerá a tal medida, se tiver a certeza de que a Igreja não será prejudicada com o seu gesto. Ele é um jesuíta ortodoxo, profundamente fiel à Igreja. Tem-se mostrado exímio conhecedor da história eclesiástica. É consciente de que uma autêntica reforma é trabalho em conjunto, podendo demorar anos. Talvez, não viva para ver a conclusão. Portanto, deseja deixar os alicerces preparados para os sucessores levarem adiante a transformação empreendida. Com a publicação do ato da nova estrutura da Cúria Romana, em 8/12/21, dará mais um passo significativo em seu pontificado.

Não obstante sua dedicação e lucidez, o Santo Padre tem diminuído o ritmo de trabalho. O peso dos anos se faz sentir. Enquanto isso, seus oponentes começam a disseminar boatos de que o atual Pontífice não tem mais condições de governar. Mas, Sua Santidade não dá margem para que tais falácias prosperem. Ao deixar o Hospital Gemelli, em julho passado, voltou disposto, tomando decisões importantes, desde a alteração de cânones do Direito Canônico ao descredenciamento de obras que se desviam dos padrões evangélicos. Renunciar agora? Poucos creem nessa possibilidade. O tempo passa e Francisco segue vivendo a recomendação de Paulo ao discípulo Timóteo: “Proclama a Palavra. Insiste, quer agrade, quer desagrade.” (2Tm 4, 2).

Fábio Faria confirma filiação ao PP e pré-candidatura ao Senado

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias no noticiário político foi a possível indicação do ministro das Comunicações, Fábio Faria, para ser o vice-presidente de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Nesta segunda-feira (29), durante agenda de entregas do Ministério das Comunicações no Rio Grande do Norte, o ministro reafirmou: “Sou pré-candidato ao Senado!”.

“O PP provavelmente vai indicar o vice, mas isso vai ser no momento certo. Eu hoje estou focado em trabalhar pelo Brasil, trabalhar pelo Rio Grande do Norte. Agenda intensa. Mas hoje, minha posição é de pré-candidato ao Senado”.

Fábio Faria cumpriu agenda administrativa hoje (29) no Rio Grande do Norte, com entregas do Ministério das Comunicações para 45 municípios potiguares. Foram dados 500 computadores para escolas municipais, instalados mais de 30 pontos de internet banda larga gratuita, a maioria em comunidades rurais, além de instalação de antenas para sinal digital de TV, com liberação de novos canais.

A solenidade de entregas, no município de Ceará Mirim, reuniu prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, lideranças políticas, estudantes, educadores, além de uma multidão prestigiando as entregas do Governo Federal, na praça da Igreja Matriz de Ceará Mirim.