No 1º turno, 48% votariam em Lula e 21% em Bolsonaro, diz Genial/Quaest

  Sérgio Lima/Poder360 08.out.2021

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) tem 48% das intenções de voto para a eleição do ano que vem, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fica com 21%, de acorco com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta 4ª feira (10.nov.2021).

O levantamento foi realizado de 3 a 6 de novembro, com 2.063 pessoas com 16 anos ou mais. As entrevistas foram realizadas de foram presencial em 123 municípios brasileiros. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Eis a íntegra da pesquisa (1 MB).

Lula ganha de Bolsonaro entre aqueles que ganham até 5 salários mínimos. Mas na faixa de renda acima de 5 salários mínimos há empate técnico, com o petista com 34% das intenções de voto e Bolsonaro com 32%. A maior diferença é entre a população com até 2 salários mínimos: 61% votariam em Lula e 15% no atual presidente.

O petista também ganha em todos as regiões do Brasil. com maior intenção de boto no Nordeste (60%) e menor no Centro Oeste (34%). Esta última também é a região onde Bolsonaro consegue maior pontuação (26%).

A pesquisa Genial/Quaest também mostra que o ex-juiz Sérgio Moro, que se filia ao Podemos nesta 4ª feira (10.nov), está empatado no 3º lugar com Ciro Gomes(PDT). Com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os pré-candidatos ficam empatados: Moro com 8% dos votos e Ciro com 6%.

Os números são similares aos da última pesquisa PoderData. No levantamento realizado pela divisão de estudos estatísticos do Poder360, o ex-juiz tem 8% dos votos. Ciro fica atrás, com 5%.

2º TURNO

No 2º turno, Lula ganha de todos os pré-candidatos testados. Na disputa com Bolsonaro, o petista marca 57% das intenções de votos. O atual presidente fica com 27%. Brancos e nulos são 13% enquanto os indecisos são 3%.

Com Sérgio Moro, o petista mantém 57% dos votos, mas o ex-juiz fica com 22%. Mas os votos brancos e nulos sobem para 19% e os indecisos permanecem em 3%.

Lula pontuou menos com Ciro Gomes. Entre eles, o placar fica em 53% para o petista e 20% para Ciro. Já com o Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Lula alcança sua maior pontuação, 59% contra 12%.

CHANCES DE VOTO

Entre os pré-candidatos, o presidente Bolsonaro é o mais rejeitado entre aqueles que o conhecem. São 67% os que dizem conhece-lo e que não votaria nele. Os que conhecem e votariam são 18% e aqueles que conhecem e poderiam votar são 12%. Apenas 2% afirmam não conhecer Bolsonaro.

O 2º mais rejeitado é Moro. Entre os entrevistados, 61% disseram conhecer o ex-juiz e não votar nele. Aqueles que o conhecem e votariam nele são 5% e os que conhecem e poderiam votar são 19%. Ele é desconhecido para 14%.

Já Ciro Gomes tem 53% de rejeição entre aqueles que o conhecem. Seu potencial de voto entre aqueles que o conhecem é de 22% e os que conhecem e já afirmam que votaria é de 4%. Ele é desconhecido para 19%.

O ex-presidente Lula é rejeitado por 39% daqueles que o conhecem. É o mesmo percentual daqueles que o conhecem e votariam nele. Os que poderiam votar são 19%, enquanto apenas 1% diz não conhecer o petista.

 

Fonte: Poder 360

Sergio Moro filia-se ao Podemos e fala como pré-candidato à Presidência

O ex-ministro Sérgio Moro filiou-se ao Podemos e se postou como pré-candidato à Presidência da República para eleições 2022 nesta 4ª feira (10.nov.2021). O anúncio foi realizado durante a filiação do ex-juiz ao partido em um evento que reuniu cerca de 400 pessoas no centro de Convenções Ulysses Guimaraes, em Brasília.

A pré-candidatura de Moro à Presidência da República foi vista por participantes ouvidos pelo Poder360 como alternativa de centro, de direita, ou ainda capaz de aglutinar nomes da 3ª via.

Assista ao evento de filiação:

O Podemos chama a entrada de Moro no partido como um “novo capítulo” na política brasileira.

O general da reserva e ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz definiu a possível candidatura de Moro como uma “alternativa de direita”. Sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse: “Não é de direita nem esquerda. É só um populista”.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) disse que a condição de um apoio do MBL (Movimento Brasil Livre) à candidatura de Moro é o apoio à candidatura de Artur do Val ao governo de São Paulo.

Artur do Val disse que Moro pode “unir de uma vez por todas” a chamada 3ª via. Declarou que, no momento, o MBL busca viabilizar uma “parceria” com o ex-ministro. Sobre eventual ida de integrantes do movimento ao Podemos, afirmou que não é o momento para conversas partidárias.

O ex-procurador da Operação Lava Jato, Carlos Fernando , definiu Moro como um nome de centro. Disse que o ex-ministro, depois de deixar o Governo, já criticou o presidente Jair Bolsonaro por “ter matado a Lava jato”.

Além de Moro, outra candidatura possível ligada à Lava Jato é a de Deltan Dallagnol, considerado um nome forte no Paraná. Para Carlos Fernando, não há impasses contra a candidatura do ex-procurador, com exceção da discussão sobre a elegibilidade dele.

“Eu creio que é o caminho real dele [Deltan Dallagnol] ser candidato. Ele vai ter que tomar essa decisão. Ele é um mobilizador social e de qualquer modo tem um trabalho muito importante para fazer em organizações não governamentais e também na advocacia”, disse Carlos Fernando.

 

Fonte: Poder 360

Inflação avança para os mais ricos depois de pressionar os mais pobres

Brasília – Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) fazem vistoria em postos de combustíveis para checar as alterações dos preços finais cobrados ao consumidor, após aumento dos impostos federais PIS-Cofins. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

A inflação das famílias de baixa renda disparou no início da pandemia, com a alta dos alimentos e da energia elétrica. Agora, é a vez de a classe alta sentir mais o aumento de preços, por causa dos reajustes dos combustíveis e de itens não essenciais como as passagens aéreas.

Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a inflação de outubro foi de 1,02% para as famílias da cidade de São Paulo que ganham até 3 salários mínimos, de 1% para quem ganha de 3 a 8 salários mínimos e de 1,06% para as famílias de maior renda. É a 5ª vez em 20 meses de pandemia e o 2º mês consecutivo em que os preços sobem mais para a classe A.

No acumulado dos 9 primeiros meses de 2021, a inflação subiu 8,5% para os mais pobres e 8,43% para a classe média. Para os mais ricos, foi de 7,84%. Em 12 meses, a inflação dos mais pobres também é maior. Porém, para o economista da Fipe, Guilherme Moreira, essa distância vai diminuir.

Coordenador do IPC/Fipe, Guilherme Moreira diz que a reabertura da economia tem permitido o reajuste de itens que pesam mais para a alta renda, como as despesas de lazer e a alimentação fora de casa. Ele fala também que a recente alta dos combustíveis pressiona principalmente os mais ricos, que têm carro próprio para abastecer. Por outro lado, prevê altas menos intensas nos próximos meses dos alimentos e da energia elétrica, que pesam mais para os mais pobres.

“A inflação foi muito maior para a baixa renda no início do ano, porque estava concentrada na alimentação e na energia. Agora, deve se equalizar, porque alguns itens que afetam a alta renda estão sendo reajustados com a retomada da economia, como viagens, lazer, cultura e restaurantes”, afirma Moreira.

Para o economista, a “inflação subiu para todos em 2021, mas por motivos específicos, porque cada faixa de renda tem um padrão de consumo diferente”. Ele diz, contudo, que o impacto é “mais cruel” para os mais pobres.

“Uma inflação de 10% é muito alta para qualquer nível de renda, mas quem ganha mais de 8 salários mínimos não vai perder qualidade de vida por causa disso. Já as famílias mais pobres podem passar fome”, diz Moreira.

Os dados sobre a inflação por faixa de renda são do IPC FX, índice que será lançado nesta 4ª feira (10.nov.2021) pela Fipe com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor do município de São Paulo). Eis a íntegra (391 KB).

A inflação oficial de outubro também será divulgada nesta 4ª feira (10.nov) pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Fonte: poder 360.