É urgente mudar a política de preços da Petrobras, escreve Rogério Carvalho

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar o Preço de Paridade de Importação (PPI), segundo o qual os preços de derivados de petróleo nas refinarias são formados a partir das cotações no mercado internacional, acrescidas de custos de internação dos produtos. Com isso, a Petrobras passou a agir como se fosse uma importadora de derivados de petróleo, embora a empresa os produza internamente. Em determinados momentos, os preços internos na refinaria chegaram a ficar mais elevados do que os preços internacionais, como na greve dos caminhoneiros.

Não é apenas o patamar de preços nas refinarias que atenta contra o interesse nacional, mas também a sua volatilidade. Em 2021, a gasolina foi reajustada 15 vezes e o diesel 12 vezes. Segundo o IBGE, em 2021, até o mês de outubro, a gasolina e o diesel acumularam alta de quase 40%, contribuindo para a elevação da inflação e desaceleração de uma economia que conta com quase 14 milhões de pessoas desocupadas. O botijão de gás já supera R$ 100 e muitas famílias voltaram a cozinhar com lenha.

Enquanto isso, a Petrobras distribui vultosos dividendos a seus acionistas, resultantes de elevados lucros, em função, principalmente, do segmento de exploração e produção. A opção pela especialização se aprofunda com a privatização em curso de oito refinarias, que respondem por 50% da capacidade de refino. Trata-se de um erro, inclusive, para a saúde financeira da Petrobras, já que empresas petrolíferas integradas são mais resilientes a crises.

O PPI chegou a resultar em ociosidade de cerca de 30% do parque de refino, em função dos elevados preços nas refinarias, abrindo espaço às importações. À luz do interesse público, não há sentido em bater recorde de exportação de petróleo bruto e aumentar a importação de derivados, perpetuando o nosso subdesenvolvimento e ampliando a dependência externa.

O pré-sal precisa ser explorado em favor da população. É passado o tempo de estabelecer outra política de preços. Para tanto, propusemos o Projeto de Lei 1.472/2021, que deve ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado na próximo 3ª feira (30.nov.2021).

Nossa proposta se sustenta nos seguintes pilares: a) política de preços de derivados que leve em conta os preços internacionais, mas também os custos internos de produção; b) sistema de banda de preços, que estabeleça limites mínimo e máximo para os derivados, a exemplo de políticas de estabilização adotadas em países como o Chile; c) adoção de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto, com alíquotas progressivas em relação à cotação do barril de petróleo. O imposto pode ser utilizado para sustentar a banda de preços, criando subvenção temporária para que os preços não excedam o limite superior da banda.

A solução não enseja qualquer tipo de congelamento de preços. Vale-se, ademais, de parcela dos lucros dos exportadores quando a cotação do barril de petróleo está alta, canalizando recursos de uma atividade que não agrega valor para a garantia do abastecimento interno de diesel, gasolina e gás de cozinha. Nossas simulações apontam que o preço do litro da gasolina na bomba poderia alcançar valor em torno de R$ 5,00 e o botijão de gás de cozinha de 13 kg o valor R$ 65,,uma redução de 25% em relação aos valores médios atuais. Ainda assim, a Petrobras manteria uma margem de lucro de 50%.

Já há um entendimento do Legislativo sobre a urgência e a necessidade de avançarmos sobre esse tema. Por isso, esperamos a aprovação do nosso projeto. Afinal, nossa proposta demonstra que há soluções possíveis, que garantem rentabilidade à Petrobras, mas também o abastecimento interno e a estabilidade de preços de derivados. Para tanto, a restrição não é técnica, mas política. É preciso enfrentar os interesses privados que estão levando à desintegração da Petrobras e à obtenção de lucros extraordinários às custas da população brasileira.

Fonte: Poder 360.

Japão fecha fronteiras a estrangeiros para conter variante ômicron

O governo japonês anunciou nesta 2ª feira (29.nov.2021) que fechará suas fronteiras para viajantes de todos os países a partir de 3ª feira (30.nov). Medida será adotada mediante avanço global da variante ômicron. País ainda não identificou nenhum caso.

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, disse que está pronto para receber críticas por ser cauteloso e frisou que medidas são temporárias, até que se tenha mais informações sobre a nova cepa.

Estas são medidas temporárias e excepcionais que estamos tomando por uma questão de segurança, até que haja informações mais claras sobre a variante do ômicron“, falou Kishida a jornalistas.

Japoneses que retornarem do exterior poderão entrar, mas terão que cumprir quarentena em instalações designadas pelo governo.

Kishida não disse por quanto tempo as restrições vão durar.

O ministro da Saúde, Shigeyuki Goto, contou que estão sendo realizados testes para determinar se a variante infectou um viajante da Namíbia.

A nova cepa apresenta mais de 30 mutações na proteína spike, que é a responsável pela entrada do vírus nas células humanas. Pelo menos 13 países registraram casos de infecção pela ômicron até o momento.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a nova variante provavelmente trará “graves consequências” ao se espalhar internacionalmente. “O risco global relacionado à nova variante ômicron é avaliado como muito alto“, avisou a organização de saúde, alertando que a compreensão do nível de gravidade da cepa pode levar semanas.

A OMS orientou os países membros a acelerar a vacinação de grupos prioritários e garantir que os serviços de saúde essenciais estejam funcionando.

Fonte: poder 360.

Pix Saque e Pix Troco entram em operação, mas lojas precisam se adaptar

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, ganha duas novas funcionalidades nesta 2ª feira (29.nov.2021): Pix Saque e Pix Troco. O BC (Banco Central) disse, no entanto, que os estabelecimentos comerciais ainda devem se preparar para oferecer as ferramentas aos consumidores.

O Pix Saque e o Pix Troco permitirão que os consumidores usem o sistema de pagamentos instantâneos para obter dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais, como mercados e padarias.

As ferramentas fazem parte da agenda evolutiva do Pix e estarão disponíveis para os estabelecimentos comerciais interessados em ofertar o serviço. Para o usuário final, no entanto, podem demorar alguns dias.

Em nota, o Banco Central disse que “a efetiva disponibilidade aos usuários finais requer, ainda, que os estabelecimentos comerciais e demais agentes, adaptem seus sistemas e realizem os procedimentos operacionais para a oferta dos serviços”.

O BC afirmou que “a data de 29 de novembro é quando os serviços passarão a estar disponíveis para serem ofertados pelos agentes de saque, uma vez que terá sido concluída a etapa de testes das instituições participantes do Pix”.

A autoridade monetária disse ainda que a oferta dos produtos “é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais”. Caixas eletrônicos também poderão oferecer saques mediante a realização de um Pix. Neste caso, a decisão de aderir ao sistema é das empresas e dos bancos detentores dos caixas eletrônicos.

Os estabelecimentos comerciais que oferecerem o Pix Saque e o Pix Troco receberão uma tarifa de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação. O valor exato da tarifa deve ser negociado com a instituição financeira com que a empresa tem relacionamento. Já o pagamento será feito pela instituição financeira do sacador.

As informações dos agentes de saque serão publicadas no portal de dados abertos do Pix, à medida que as empresas passem a disponibilizar o serviço. Segundo dados do BC, 7,9 milhões de empresas já fizeram um Pix e 14 milhões têm chave Pix.

Entenda

O Pix Saque e o Pix Troco têm como objetivo simplificar a vida dos consumidores que hoje precisam ir a um caixa eletrônico ou a um banco para sacar dinheiro, além de reduzir o custo dos estabelecimentos comerciais com a segurança e o transporte do dinheiro em espécie.

As ferramentas estarão disponíveis para todos os clientes das instituições financeiras que participam do Pix nos pontos comerciais e nos caixas eletrônicos que decidirem oferecer o serviço. O consumidor pessoa física poderá fazer até 8 operações gratuitas desse tipo por mês.

O funcionamento será da seguinte maneira:

  • Pix Saque: permitirá o saque em dinheiro em estabelecimentos comerciais. O cliente só precisará fazer um Pix para a loja, no valor que deseja receber;
  • Pix Troco: também possibilitará o saque, mas associado a uma compra. Neste caso, o cliente fará um Pix com o custo da compra e o valor adicional que pretende receber em dinheiro.

O BC estabeleceu um limite para as operações desse tipo de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 das 20h às 6h. Porém, os estabelecimentos comerciais podem oferecer valores menores.

Fonte: poder 360.