Grandes TVs devem R$ 448 milhões ao INSS

Fachada do edifico sede da Previdência SocialFoto: Sérgio Lima/PODER 360

Os grupos proprietários das maiores TVs do Brasil devem R$ 448 milhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A dívida com a Previdência dobrou desde janeiro de 2020, última vez que o levantamento foi feito pelo Poder360. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação.

A RedeTV! é quem mais deve: R$ 170 milhões. Globo, em 2º lugar, deve R$ 138 milhões. O único dos 5 grandes sem dívidas com a Previdência é o SBT. Veja no infográfico abaixo:

O artigo 168-A do Código Penal classifica como apropriação indébita: “Deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional.

A dívida total é R$ 1,2 bilhão ao incluir outros débitos, como impostos. Levando-se em consideração esses valores, a Rede TV!tem R$ 432 milhões inscritos na dívida da União e a Globo, R$ 330 milhões.

Veja no infográfico abaixo as dívidas detalhadas:

A maior parte da dívida (93%) está em situação regular. Ou seja, os créditos podem estar já garantidos, suspensos por decisão judicial e/ou parcelados. Nessa situação, a dívida pode ter exigibilidade suspensa, o que significa que existe, mas que a cobrança está impedida.

Renovações de concessões foram pedidas e estão em análise pelo Ministério das Comunicações ou serão solicitadas por 4 das 5 TVs com dívidas. Eis as datas de vencimento:

  • jan.2021SBT Rio;
  • abr.2021Band Campinas (SP);
  • dez.2021Band Bahia;
  • out.2022Band Minas, Record São Paulo e Globo em Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

O que dizem as empresas (íntegra):

  • Band – “Todos os valores estão com a exigibilidade suspensa em razão dos parcelamentos e os pagamentos rigorosamente em dia”;
  • Globo“A empresa questiona administrativamente ou em juízo algumas cobranças do Fisco, como garante a lei, por entender que são indevidas”;
  • Record – não respondeu;
  • RedeTV! – não respondeu;
  • SBT“São demandas tributárias que no momento se encontram em discussão na esfera judicial. A TVS Rio de Janeiro não possui qualquer óbice à renovação de sua concessão, logo, não há motivo para se preocupar. Confiamos plenamente na qualidade técnica dos órgãos responsáveis pela análise do processo de renovação da concessão”.

Análise

O presidente Jair Bolsonaro ameaçou não renovar a concessão de TVs em outubro de 2019: “Tem empresa que vai renovar seu contrato brevemente, eu não vou perseguir ninguém. Quem estiver devendo vai ter dificuldade”.

Embora ele tenha falado de modo genérico, a “Globo” era a destinatária da mensagem. De lá para cá, a dívida total da empresa com a União aumentou 36%, chegando a R$ 330 milhões.

No Brasil, as emissoras de rádio e TV são concessões públicas. A autorização para operar tem de ser renovada a cada 10 anos (rádios) ou 15 anos (TVs). Quem faz isso é o presidente, mas o Congresso pode referendar ou derrubar na sequência o ato presidencial em votação nominal.

Há 5 concessões da “Globo” que vencem em 5 de outubro de 2022. Parece improvável que Bolsonaro tente minar a concessão da TV em ano eleitoral e mais improvável que o Congresso, de quem depende o aval final, tope fustigar a “Globo”.

A situação da mídia brasileira piorou durante os anos de pandemia. Isso fez com que as grandes TVs abertas aumentassem o seu endividamento com o Estado brasileiro. O método usado pelas empresas para deixar de pagar impostos foi avançar sobre a previdência dos próprios funcionários. Quase toda a dívida está negociada. Mas a Rede TV! tem R$ 87 milhões de sua dívida que são uma única grande exceção.

Fonte: poder 360.

Lula tem mais motivos para se preocupar com Moro que Bolsonaro

Sergio Moro é um enigma. Quem previa que, ainda juiz federal em 2018, ele aceitaria o convite para ser ministro do vencedor da eleição presidencial, Jair Bolsonaro? Algumas pessoas podem dizer que já desconfiavam que Moro tinha vontade de alçar voos na Esplanada e na política. Certo. Mas disso a cravar que ele toparia ser ministro vai uma distância.

Um prejuízo para Moro foi pedir demissão da carreira de juiz. Outro foi enfrentar o risco reputacional. Muitos petistas disseram que, como juiz da Lava Jato, ele condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por simpatia a Bolsonaro.

Mas em 2020 Moro surpreendeu pelo oposto: rompeu com Bolsonaro e passou a ser um ácido crítico do governo. Até recentemente havia incerteza se se ele aceitaria ser candidato em 2022. Na 4ª feira (10.nov.2020) filiou-se ao Podemos e disse que está à disposição para ser candidato ao Planalto.

Agora a dúvida é qual será o efeito de Moro no quadro eleitoral de 2022 caso ele realmente seja candidato. Na pesquisa do PoderData (25-27.out) fica em 3º lugar, com 7% a 8% das intenções de votos, dependendo do cenário.

É difícil imaginar que ele possa tirar muitos votos de Lula em 2022. Quem gosta de Moro rejeita Lula e vice-versa. É mais fácil imaginar alguém que pensava em votar em Bolsonaro e, ao descobrir que o ex-ministro é uma opção, fique com ele.

Mas até isso tende a não ser muito frequente. A razão é que Bolsonaro já teve um desgaste no eleitor de classe média urbana em quase 3 anos de governo. A preferência pelo ex-ministro vai a 11% entre os eleitores que cursaram até o nível médio. Moro tira mais votos de outros nomes e dos que estavam indecisos. Poderá crescer mais nesses segmentos.

Para Lula, Moro traz uma desvantagem que não é a disputa direta por eleitores: sua simples presença traz a lembrança de que Lula foi condenado e preso por corrupção. O STF (Supremo Tribunal Federal) depois considerou Moro parcial e determinou novos julgamentos. Mas será preciso explicar tudo isso ao eleitor. E Moro obviamente se defenderá, o que exigirá tréplica.

Seria bem mais fácil para Lula criticar Moro se o ex-juiz ficasse fora da arena eleitoral. Mas, até mesmo por essa razão, não é o que Moro demonstra querer.

Fonte: Poder 360.

Roma: votar PEC em dezembro inviabiliza auxílio de R$ 400 no próximo mês

O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou nesta 4ª feira (10.nov.2021) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios precisa ser aprovada em novembro para que o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 possa ser pago.

Se essa tramitação se estender até o próximo mês irá inviabilizar que o benefício de R$ 400 chegue para os brasileiros em dezembro”, disse em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto.

O programa Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa família, terá benefício mensal médiode R$ 217,18 e começa a ser pago em 17 de novembro. O governo quer pagar um auxílio de R$ 400 para as famílias mais vulneráveis por meio de um benefício complementar que deve ser pago até o fim de 2022, ano eleitoral. Para isso, depende da aprovação da PEC.

O líder do Governo no Senado e relator da PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que o texto deve ser votado até 2 de dezembro. O texto precisa de ao menos 49 votos dos 81 senadores em 2 turnos para ser aprovado no Senado.

Cabe ao Senado Federal ter a sensibilidade e somar todos os esforços para que essa medida seja analisada no mais breve espaço possível, mas, mesmo eu sendo parlamentar licenciado, não cabe a ninguém do Executivo ditar as regras da Casa Legislativa. O que nos cabe é sensibilizar a todos os congressistas da importância dessa matéria”, declarou Roma.

O ministro comemorou a aprovação do texto em 2º turno na Câmara na 3ª feira (9.nov). O texto teve 323 votos a favor, 172 contra e uma abstenção. Era necessário o apoio de ao menos 308 deputados para a aprovação.

Certamente foi uma aprovação expressiva e isso nos deixa muito confiantes que o Senado Federal também poderá agir com toda a diligência”, afirmou. Roma também disse que além da aprovação no Senado é preciso finalizar outras “tratativas” para o pagamento do benefício.

Precisamos até agora o mês de novembro finalizar todas as tratativas, que não é apenas a aprovação da PEC. Tem todo um bastidor para viabilizar um pagamento de uma folha dessa de milhões de pessoas, para mais de 17 milhões de brasileiros”, disse.

Fonte: poder 360

Bolsonaro tem avaliação pior no Sudeste e no Nordeste, mostra PoderData

Pessoas nas regiões Sudeste e Nordeste são os que mais avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. O dado é de pesquisa PoderData realizada de 8 a 10 de novembro de 2021.

No Sudeste, 63% avaliam o chefe do Executivo desta forma. Na região Nordeste, 62% dizem o mesmo. Os percentuais são os maiores entre as 5 regiões brasileiras.

Juntas, as duas regiões concentram 101,7 milhões de eleitores –o que corresponde a 69% do total de pessoas aptas a votar no Brasil, segundo estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizadas em outubro de 2021.

A avaliação mais negativa entre as possíveis é mais frequente em todas as regiões, sendo que os menores percentuais foram nas regiões Sul (42%) e Centro-Oeste (45%).

A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 2.500 entrevistas em 412 municípios nas 27 unidades da Federação de 8 a 10 de novembro de 2021.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Na população em geral, 57% consideram o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo”, 24% o classificam como “ótimo” ou “bom”, 16% o acham “regular” e 3% não sabem. Saiba mais neste post.

Entre aqueles na faixa de 16 a 24 anos, 64% avaliam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. São 17% os que consideram o presidente como “ótimo” ou “bom”–o menor percentual entre todas as faixas etárias– e 14% os que o acham “regular”. Os que não sabem são 5%.

O maior percentual de avaliação “ótimo/bom”é na faixa etária de 45 a 59 anos (33%). Ainda assim, a parcela entre as pessoas nesta idade que considera o trabalho do presidente como “ruim/péssimo” é maior (55%).

A maior concentração de avaliação negativa do atual ocupante do Planalto é entre aqueles que cursaram o ensino superior. Entre esse grupo, 66% estão no “ruim/péssimo”.

O percentual de classificação como “ótimo/bom” é maior entre os que cursaram até o ensino médio (27%) do que nos demais recortes de escolaridade. No entanto, a parcela que avalia o presidente como “ruim” ou “péssimo” também é a prevalecente nesse grupo (52%).

O levantamento do PoderData aponta que mais homens (30%) consideram o presidente “ótimo” ou “bom” do que mulheres (18%). Entre o público feminino, 60% avaliam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”,enquanto o percentual entre o masculino é de 54%.

Fonte: poder 360.