Um novo decreto estadual foi anunciado hoje (11) pela governadora Fátima Bezerra. O documento deve ser publicado nesta quarta-feira (12), tendo validade até 27 de maio. Entre as novas determinações, está a liberação da venda de bebidas alcoólicas e flexibilização do toque de recolher.
A partir de agora, os potiguares podem comprar e consumir bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais e também em locais públicos. Além disso, o toque de recolher deixa de ser integral aos domingos e feriados, passando a ser das 22h às 5h todos os dias.
Restaurantes, food parks, bares e similares poderão funcionar das 11h às 22h, com tolerância de 60 minutos para o encerramento das atividades. Segue proibido o funcionamento de circos, parques de diversões, museus, bibliotecas, teatros, cinemas e demais equipamentos culturais; realização de shows, festas ou qualquer outra modalidade de eventos de massa, inclusive os realizados em locais privados, como os condomínios edilícios.
As escolas também tiveram suas atividades ampliadas e poderão funcionar de forma híbrida as turmas de ensino fundamental até o 7° ano, da segunda e terceira séries do ensino médio e do ensino técnico profissionalizante. O decreto anterior autorizava a volta às aulas dos alunos dos cinco primeiros anos do ensino fundamental e apenas da 3ª série do Ensino Médio.
Os templos religiosos continuam autorizados a realizar celebrações com limite de 30%, e se caso aconteçam em áreas abertas e com autorização autorização da autoridade sanitária, esse valor pode chegar a 50%. Não houve nenhuma mudança nos horários de funcionamento do comércio.
É fundamental o engajamento e o cumprimento responsável dos protocolos sanitários por parte de toda a sociedade; dos empresários e trabalhadores; Prefeituras e demais Poderes; e de você, cidadão e cidadã, para que não tenhamos retrocessos e avancemos no combate à pandemia.
O 4ª depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, foi o mais curto até agora. Durou de 5h48min horas.
Ele disse que se arrependeu de se aglomerar com o presidente Jair Bolsonaro. Também afirmou ser contrário à cloroquina e que as falas do presidente vão na contramão do que pensa a agência.
A CPI investiga ações e omissões do governo federal durante o combate à pandemia de covid-19 e também o uso de recursos federais repassados a Estados e municípios.
“É óbvio que, em termos da imagem que isso passa, eu, hoje, tenho plena ciência de que, se pensasse por mais cinco minutos, eu não teria feito…De minha parte, digo que foi um momento em que não refleti sobre a questão da imagem negativa que isso passaria. E, certamente, depois disso, nunca mais houve esse tipo de comportamento meu, por exemplo.”
Ele explicou, depois de ser questionado pelos senadores, que não usava máscara porque em março do ano passado essa orientação ainda não era ampla para todas as pessoas e que se encontrou com o presidente para ter uma reunião e por isso precisou esperar que Bolsonaro cumprimentasse os apoiadores no local.
O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), leu ao presidente da Anvisa falas do presidente Jair Bolsonaro contra a vacinação, como a de que os efeitos adversos seriam desconhecidos na qual citou uma pessoa virando jacaré. Barra Torres disse que não concorda com essas declarações.
“Vai contra tudo o que nós temos preconizado em todas as manifestações públicas, pelo menos aquelas que eu tenho feito e aquelas de que eu tenho conhecimento, que os diretores, gerentes e funcionários da Anvisa têm feito. Então, entendemos, ao contrário do que o senhor acabou de ler, que a política de vacinação é essencial; nós temos que vacinar as pessoas. Entendemos também que não é o fato de vacinar que vai abrir mão de máscara, de isolamento social e de álcool-gel imediatamente – não vai acontecer.”
BULA DA CLOROQUINA
Barra Torres, disse à CPI da Covid que a médica Nise Yamaguchi defendeu a mudança na bula da cloroquina para que fosse usada contra covid-19.
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse à CPI em 4 de maio que esteve em reunião onde foi lhe mostrado um rascunho de decreto que mudava a bula do medicamento. O remédio não tem comprovação de eficácia para o tratamento da covid-19.
Segundo Barra Torres, ele reagiu de forma “deselegante” à sugestão por não ser possível que uma pessoa física proponha isso. Pelas regras, é preciso que o fabricante peça à Anvisa uma mudança na bula e envie todas as provas para que isso seja aprovado.
“Então, quando houve uma proposta de uma pessoa física fazer isso, isso me causou uma reação um pouco mais brusca. Eu disse: “Olha, isso não tem cabimento, isso não pode”. E a reunião, inclusive, nem durou muito mais depois disso”, disse Barra Torres.
O diretor-presidente declarou à CPI que sua ideia de tratamento precoce não contempla o uso do medicamento, mas que seria preciso tratar os sintomas da covid-19 rapidamente pelo risco que há depois do comprometimento dos pulmões.
“Até o presente momento, no mundo todo, os estudos apontam a não eficácia comprovada em estudos ortodoxamente regulados, ou seja, placebos controlados, duplo-cego e randomizados. Então, até o momento, as informações vão contra a possibilidade do uso na covid-19, essas que falei”, disse.
Nise Yamaguchi foi cotada para ser ministra da Saúde depois da saída de Nelson Teich justamente pela defesa do medicamento. É um ponto em comum com o presidente. Bolsonaro insiste no uso da medicação, apesar da falta de respaldo científico quanto a eficácia e a segurança da substância. O escolhido, à época, foi Eduardo Pazuello.
SEM PRESSÃO POR VACINAS
O diretor-presidente da Anvisa declarou que a agência não sofreu pressão para facilitar a liberação de vacinas contra a covid-19.
Perguntado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se “houve pressão de autoridades públicas ou da indústria farmacêutica para que a Anvisa afrouxasse seus critérios”, Barra Torres foi direto: “Não, senhor”.
Torres disse também que não considera que houve precipitação do governo ao comprar vacinas do laboratório Bharat Biotech, da Índia, que foi rejeitada pela Anvisa, porque o processo ainda pode ser aproveitado caso a empresa corrija os problemas identificados pela agência.
“A Índia tem uma tradição de responder rápido a esses apontamentos, e o Ministério da Saúde tem feito reuniões com a Anvisa a respeito desse novo pedido de importação, o que, aliás, é feito em qualquer análise vacinal….Acreditamos que, nos próximos dias, poderá haver uma assunção de um novo pedido por parte do Ministério.”
A Anvisa negou certificado de boas práticas ao laboratório que fabrica a vacina Covaxin contra a covid-19. A resolução (íntegra – 428 KB) publicada em 30 de março, após inspeções realizadas pela agência no laboratório, mostrou que a produção na Bharat Biotech não respeita as normas brasileiras de fabricação farmacêutica.
O Ministério da Saúde tem contrato para adquirir 20 milhões de doses da vacina indiana ao valor de R$ 1,6 bilhão. Para março, estava prevista a entrega de 8 milhões de doses. Para abril e maio, ainda são previstas outras 12 milhões de doses da Covaxin para o PNI (Programa Nacional de Imunização).
As regras de fabricação analisadas pela Anvisa são para garantir a qualidade e segurança das vacinas, não importa onde elas sejam fabricadas. São avaliadas questões técnicas e estruturais, além das políticas de armazenamento, produção e controle de qualidade das vacinas.
SPUTNIK V
Barra Torres disse que, apesar de a Anvisa ter rejeitado o uso emergencial e a importação da vacina, não quer que se rotule o imunizante como um que não funciona. Segundo ele, as pendências que levaram à rejeição podem ser corrigidos.
“Novos documentos foram acostados a esse processo e encontram-se sob análise. Não há nenhuma porta fechada, absolutamente, e a nossa preocupação é de não a levarmos a um rótulo de vacina que não seja boa, que seja ruim. Não queremos isso. Nós queremos, ao contrário, ter a convicção de aprovar vacinas boas, conforme essa própria tem condição de ser.”
A diretoria da Anvisa negou em 26 de abril permissão de importação e uso emergencial excepcional para 10 Estados comprarem a vacina Sputnik V. Técnicos identificaram falhas no desenvolvimento da vacina russa, na qualidade e na segurança do imunizante.
Todos os 5 diretores votaram para barrar a Sputnik V, depois de 5 horas de reunião. A decisão desta 2ª (26.abr.) vale para 10 Estados (leia mais abaixo), mas a Anvisa ainda precisa avaliar outros 6 pedidos da mesma natureza. Se novas informações forem submetidas até lá, o parecer pode se alterar.
OUTROS DEPOIMENTOS
O depoimento do presidente da Anvisa foi 12 minutos mais curto que o do ex-ministro Nelson Teich na última 4ª feira (5.mai), que durou exatamente 6 horas. Ele se disse contrário e que considera um erro o uso de cloroquina para tratar a covid-19 à época.
Além disso, o ex-ministro evitou ser taxativo contra o governo de Jair Bolsonaro ou seu ex-secretário executivo e sucessor na pasta, Eduardo Pazuello. Por diversas vezes alegou não lembrar ou não ser capaz de opinar por não ter dados relativos a determinados assuntos questionados por senadores.
O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta falou por 7h24min disse à CPI que orientou o presidente Jair Bolsonaro a mudar seu discurso contra o isolamento social em uma carta e que a decisão de seguir se posicionando contra as medidas restritivas foi estritamente do presidente.
Já o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga, teve cerca de 9 horas de depoimento, mas evitou responder perguntas que o colocassem em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro, como o uso da cloroquina como tratamento precoce para covid-19, e irritou os senadores. O depoimento dele foi realizado na 5ª feira (6.mai).
A Prefeitura de Mossoró decidiu suspender, desde essa segunda-feira (10). seguir a à vacinação de grávidas com o imunizante da Astrazeneca/Fiocruz. A medida segue a recomendação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O município de Mossoró, também atende a orientação oficializada pela Nota Informativa nº 07/2021 que recomenda a suspensão imediata da vacina ASTRAZENECA/OXFORD/FIOCRUZ em gestantes até que seja feita orientação pelo Ministério da Saúde com maiores informações.
Entenda o caso
O Ministério da Saúde investiga o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro após ter sido imunizada com a vacina AstraZeneca. Diversos estados suspenderam a vacinação de mulheres grávidas contra a Covid-19.
Na noite do dia 10, a Anvisa emitiu nota técnica em que recomenda a suspensão imediata do uso da vacina Covid da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes. A orientação da agência é para que a indicação da bula da AstraZeneca seja seguida. Nela não consta o uso em gestantes.
A Junta Militar de Parnamirim está de mudança. O local deixa de funcionar no interior do Parque Aluízio Alves e passará a atender a população no térreo do prédio onde funciona a Secretaria de Esporte e Lazer, centro de Parnamirim. O novo local fica na Avenida Tenente Medeiros, 83 e já passa por adequações para receber o corpo técnico da Junta.
Até que todas as medidas necessárias à retomada do atendimento, já no novo ponto, sejam tomadas, as atividades presenciais ficarão suspensas. Toda comunicação para tirar dúvidas ou esclarecer os processos de obtenção do certificado de reservista e de alistamento militar deve ser feita pelo e-mail jsm090parnamirim@gmail.com.
O Hamas disparou foguetes contra Israel nesta segunda-feira (10), e na madrugada desta terça feira (11), a partir da Faixa de Gaza, após confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses em Jerusalém deixarem centenas de feridos nos últimos dias.
Segundo autoridades de saúde de Gaza, pelo menos 20 palestinos, incluindo nove crianças, morreram após a reação israelense. O grupo que controla Gaza havia dado um ultimato a Israel para que retirasse as forças policiais na região da mesquita de Al Aqsa até às 18 horas (12 horas horário de Brasília).
O confronto entre Israel e os palestinos faz o mundo olhar para a tensa convivência entre os dois povos. Autoridades do mundo inteiro já pediram um cessar fogo imediato aos dois lados do conflito, enquanto um corredor humanitário é instalado para resgatar os feridos e sobreviventes.
Confira no vídeo abaixo o céu israelense sob ataque:
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante anúncio do plano de vacinação de atletas e credenciados da Delegação Brasileira para os jogos de Tóquio. Foto: Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou hoje (11) a vacinação contra a covid-19 de toda a delegação olímpica e paraolímpica brasileira que vai aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, cuja abertura está marcada para 23 de julho, depois de ter sido adiada em um ano devido à pandemia.
Segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, serão imunizados 1.814 indivíduos, entre atletas e comissão técnica. Ele disse que, para isso, foram doadas 4.050 doses pela farmacêutica norte-americana Pfizer e outras 8 mil pela chinesa Sinovac, fabricante da Coronavac.
“Temos doses suficientes para imunizar nossos atletas e ainda reforçar o Plano Nacional de Imunização”, disse Queiroga nesta terça-feira (11) em uma entrevista coletiva para anunciar a iniciativa, na sede do Ministério da Saúde, em Brasília.
Foto: Agência Brasil
De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), serão imunizados também todos aqueles credenciados a acompanhar as delegações, incluindo jornalistas, oficiais e técnicos que trabalharão nas mais variadas funções, como na coleta de exames antidoping, por exemplo.
A doação de vacinas faz parte de uma estratégia do Comitê Olímpico Internacional (COI) para imunizar todos as delegações que irão a Tóquio. “É uma tendência mundial, hoje 16 países já iniciaram a vacinação de seus atletas”, disse.
Cronograma
De acordo com o cronograma apresentado pelo Ministério da Saúde, a vacinação dos atletas e das comissões técnicas deve se iniciar amanhã (12) nas cidades de Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Haverá imunizações também em Porto Alegre e no Distrito Federal, a partir de 17 de maio.
Para operacionalizar a vacinação desse público específico, o Ministério da Defesa auxilia com a logística de distribuição dos imunizantes e na disponibilização de salas de aplicação.
O presidente Jair Bolsonaro negou nesta 3ª feira (11.mai.2021) a existência de um “orçamento secreto” no governo federal. Deu a declaração a apoiadores no Palácio da Alvorada.
O chefe do Executivo se refere a uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada nesse domingo (9.mai), a qual indica que o governo federal teria montado um “orçamento paralelo” para distribuir emendas do tipo RP9 (emendas de relator) a congressistas para aumentar sua base de apoio. Ainda segundo o jornal, parte dessas verbas teria sido usada para comprar tratores com valores superfaturados.
“Todo dia [apanho]. Faço um churrasco aqui, apanho. Agora inventaram que eu tenho um orçamento secreto. Tenho um reservatório de leite condensado ali, 3 milhões de latas. Pode ver, isso é sinal que não têm o que falar. Como o Orçamento foi aprovado, discutido durante meses e agora apareceu R$ 3 bilhões? Só os canalhas do Estado de S. Paulo para escreverem isso”, disse o presidente.
O churrasco que Bolsonaro cita aconteceu no último fim de semana. O presidente recebeu um grupo de amigos e familiares no Palácio da Alvorada. Registros do encontro foram divulgados nas redes sociais. A foto na beira da piscina com o presidente foi publicada pelo cirurgião plástico Regis Ramos. Na legenda, o convidado escreveu:“Bate papo com o presidente”.
A reportagem do Estado de S. Paulo só revela alguns repasses vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Não há como saber se são todas as emendas RP9 dessa pasta ou se algo mais ainda será publicado. Tampouco há como saber quais foram os valores de todos os pagamentos do tipo RP9 de todos os ministérios. Por fim, também não está claro se os tratores que foram comprados realmente são os que descrevem a reportagem.
O ministro Rogério Marinho falou sobre a acusação e divulgou uma emenda RP9 liberada ao senador de oposição Humberto Costa (PT-PE). “Os recursos do RP9 são de indicação do parlamento. Isso começou em 2019 e é sabido. O que há é tentativa de construção de uma narrativa. A reportagem teve acesso aos documentos de indicação dos parlamentares da oposição, mas os ignorou”, escreveu o ministro.
Os pedidos de dinheiro via emendas RP9 são guardados pelos ministérios correspondentes. Se algum cidadão requer acesso via LAI (Lei de Acesso à Informação), os dados são liberados. Não está claro por que o governo não deixa tudo publicado de maneira proativa, uma vez que não há como legalmente manter as informações em reserva.
No Twitter, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta 3ª feira (11.mai) que há uma tentativa da imprensa em “distorcer a verdade”. “Leite condensado, CPI, exame de Covid, cloroquina, andar de moto sem máscara, orçamento secreto… Qual será a próxima?”, questionou.
Os profissionais de enfermagem do Rio Grande do Norte realizarão nesta quarta-feira (12) uma manifestação em prol da aprovação do Projeto de Lei 2564/2020, que estabelece o piso nacional da enfermagem, e da carga horária de 30h.
Na capital potiguar, a concentração será às 15h, na Av. Engenheiro Roberto Freire em frente a faculdade Estácio. A manifestação também acontecerá em cidades de todo o Brasil. A expectativa dos organizadores é realizar um grande evento dentro dos parâmetros sanitários de prevenção da Covid-19.
O PL 2564/2020 altera a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, para instituir o piso salarial nacional do Enfermeiro, do Técnico de Enfermagem, do Auxiliar de Enfermagem e da Parteira. Atualmente, o projeto encontra-se no Senado Federal.
Em Parnamirim, os vereadores Eder Queiroz e Michael Borges já haviam manifestado em suas redes sociais o apoio à aprovação deste PL.
A Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) iniciou, na última sexta-feira (07), o mutirão denominado “Bulla”, em alusão ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O nome escolhido remete a um amuleto circular que era usado pelas crianças na Roma antiga como forma de proteção contra as forças e os espíritos do mal.
A ação, que visa concluir mais de 80 inquéritos policias que tratam de abuso sexual contra crianças e adolescentes, ocorrerá durante todas as sextas-feiras do mês de maio, até dia 28, quando será feita uma avaliação sobre a possibilidade de continuar os trabalhos.
“O mutirão é uma resposta da polícia contra a impunidade, porque busca trazer alívio para as vítimas e as suas famílias, bem como evitar que os abusadores continuem a praticar novos crimes. O trabalho conta com o apoio dos policiais da DCA que se uniram para realizar intimações, cumprir despachos, expedir ofícios e fazer a coleta de depoimentos”, ressaltou a titular da unidade, Igara Rocha.
Estão incluídas no mutirão as investigações referentes aos crimes de estupro de vulnerável, estupro, importunação sexual, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, entre outros.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS.
Padre João Medeiros Filho
A sabedoria popular transmitida por nossos antepassados é rica em axiomas e aforismos, dentre eles: “Palavras ditas nem Deus as tira.” Muitos leram o Pequeno Príncipe, de Exupéry, no qual está escrito: “a linguagem é uma fonte de mal entendidos.” Percebe-se que a humanidade está cansada de tantos desacertos e vem apresentando repulsa aos radicalismos, inverdades e injustiças sociais. Necessita aprender a usar melhor a língua (não apenas o idioma) e a linguagem. Não seria honesto generalizar, pois muitos sabem cuidar daquilo que dizem e da maneira como se expressam. Infelizmente, verifica-se que discórdias, separações e até homicídios advêm de uma comunicação inadequada ou incapacidade de dialogar honestamente. Isto requer saber ouvir e falar com humildade, assim como não desejar ser o centro das atenções e senhor de toda verdade. Vive-se numa sociedade que fomenta um monólogo nocivo, o qual leva forçosamente à imposição, intransigência, empáfia e, não raro, à violência verbal ou física. A conciliação desaparece paulatinamente do cotidiano dos cidadãos.
É gratificante ver pessoas que sabem desenvolver a arte do diálogo edificante. Aprenderam a construir pontes e não muros. As redes sociais “democratizaram” a veiculação das ideias, mas permitem a proliferação de palavras impróprias usadas por incautos, verdadeiras armas deletérias. Vários se acham no direito de opinar sobre tudo e todos, criando ainda mais a cizânia na sociedade. Vale citar o apóstolo Tiago: “Se alguém julga ser religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião é vazia.” (Tg 1, 26).
Hoje, basta um termo mal empregado para originar conflitos. “Guarda tua língua do mal e tua boca da mentira”, recomenda o salmista (Sl 34/33, 14). É frequente encontrar os que agem com desonestidade intelectual. As redes sociais e a mídia têm se constituído em escolas de sofistas, onde se propagam meias verdades ou mentiras. Volta-se à Grécia de Protásio de Abdera e Górgias de Leontinos. Os sofismas dominam atualmente discursos, narrativas, decretos, sentenças etc. Quando uma autoridade profere palavras sem o bom senso e a preocupação de construir a cultura da harmonia, o dano é grande e, por vezes, irreversível. “A prática do sofisma engendra sempre insatisfação e controvérsias, acarretando consequências imprevisíveis”, afirmava Tristão de Athayde.
Esse mal-estar existente nos campos religioso, social, econômico e político é percebido igualmente nos lares. Muitas tensões e contendas familiares seriam resolvidas, a partir de um diálogo sincero e respeitoso, no qual ninguém se arvore em dono da verdade. A harmonia reina, quando há o desejo de compreender melhor os problemas, tendo em vista a restauração da paz no seio da família. Passou-se da sociedade propositiva para a impositiva, caminho da ditadura. Quando alguém se acha possuidor de todas as certezas, quebra a possibilidade de diálogo. Isso gera o esgarçamento nas relações e pode chegar a uma convivência insuportável. A partir daí, infelizmente, a agressão viraliza e há quem pense ser esta a solução. “Quando cessa a força do direito, começa o direito da força”. Esta postura é bem atual.
Há momentos em que certas denominações religiosas não têm se revelado isentas do mau uso da linguagem. Quando alguns de seus líderes acham que podem dizer o que pensam – esquecendo sua missão precípua de promotores da paz e unidade – suscitam um clima de polarização ou hostilidade. Causam divisão entre aqueles que se creem seguidores de Cristo, ícone da união e fraternidade. E isso acontece, não raro, invocando-se o nome de Deus. Como Ele é usado indevidamente! Não basta ter boas intenções e seguir as correntes ideológicas dominantes ou em moda. É preciso cuidado com aquilo que se transmite. Urge crescer na arte do diálogo, saber discernir os fatos e procurar perceber o que destoa da verdade ensinada pelo Mestre. É fundamental construir uma cultura de paz, a partir da misericórdia revelada por Cristo, o Caminho que todos devem percorrer. “Não podemos ser como crianças, levados por todo tipo de doutrina, ludibriados por alguns espertos e por eles com astúcia induzidos ao erro”, advertiu o apóstolo Paulo (Ef 4, 14).
Uma tecnologia que desinfeta o novo coronavírus de ambientes foi desenvolvida por cientistas e pesquisadores da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), do IFPE (Instituto Federal de Pernambuco) e do CRCN/NE (Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste). Trata-se do Aurora, um robô que une radiação ultravioleta e inteligência artificial para inativar micro-organismos.
A ferramenta começou a ser produzida durante a pandemia da covid-19. O aparelho também serve para eliminar outros vírus, fungos e bactérias. “Essa radiação entra em contato com a estrutura de forma que danifica o DNA e RNA a ponto de inativá-lo”, afirma Leandro Almeida, professor e pesquisador da UFPE.
A tecnologia não substitui a limpeza tradicional, ela funciona como um complemento. “Mesmo com a higienização com produtos químicos ainda são encontrados micro-organismos e esse mecanismo dá mais uma camada de segurança à limpeza”, informa o pesquisador. O robô é controlado por um aplicativo disponível para celulares e tablets. Ainda há a função de programá-lo a distância.
Até o momento, 10 unidades do Aurora já foram produzidas, mas ainda não estão disponíveis para compra. O aparelho só é utilizado em estabelecimentos de Pernambuco, como no Hospital das Clínicas, no Sebrae e em instituições privadas que oferecem cursos na área da saúde. A ideia do projeto é construir uma solução popularizada e acessível a diferentes segmentos, porém os pesquisadores ainda procuram parceiros para comercializar o produto.
O Aurora pode ser utilizado em residências, mas os cientistas reforçam que é necessário seguir um protocolo. Para evitar riscos, seres humanos não devem ficar no mesmo local que o robô enquanto ele desinfeta um ambiente por causa da radiação. Além disso, neste primeiro momento, o mecanismo não estará disponível para pessoas físicas.
A expectativa é que a partir do 2º semestre de 2021, o dispositivo esteja disponível no mercado para instituições, condomínios e hospitais. No entanto, ainda não há previsão do preço em que o produto será vendido.
Veja fotos do robô Aurora:
Esta reportagem foi produzida pela estagiária em jornalismo Geovana Melo, sob supervisão do editor Samuel Nunes.