Reservatórios se aproximam do nível mínimo para geração energia

Os níveis dos principais reservatórios do Brasil seguem baixando em meio à pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Nas regiões Sudeste e Centro Oeste, que concentram 70% de toda a água do país, o nível médio dos reservatórios é inferior a 20%. Os dados foram divulgados pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) na 3ª feira (7.set.2021). Eis a íntegra do documento (673 KB).

Para funcionar, reservatórios de água de usinas hidrelétricas devem operar com, pelo menos, 10% da sua capacidade. Segundo o ONS, abaixo desse percentual, as turbinas ficam comprometidas e há o risco de suspensão repentina do fornecimento de energia.

A usina de Furnas, uma das mais importantes do país, opera com 16,38% da sua capacidade. A pior situação é registrada em Itumbiara, que tem só 10,29% do seu volume.

Um relatório divulgado pelo ONS em agosto deste ano indica que o Brasil terá deficit de potência no SIN (Sistema Interligado Nacional) a partir de outubro. Eis a íntegra do documento (4 MB).

A previsão é que o deficit de potência no Brasil seja de 3.824 MW no mês de outubro e 3.746 MW em novembro. De acordo com o operador, será necessário o aumento da oferta de energia em cerca de 5,5 GWmed de setembro a novembro de 2021 para cobrir o consumo.

O deficit de energia não representa um apagão, mas sim que as usinas não conseguirão atender à demanda do SIN em horários de pico.

Por enquanto, o Ministério de Minas e Energia afasta as hipóteses de racionamento e apagão. O ministro Bento Albuquerqueresponsabiliza a falta de chuva pelo problema e pede para a população economizar. Segundo ele, os reservatórios ficarão ainda mais baixos até o final do ano e não voltarão ao patamar normal até dezembro.

No final de agosto, o governo anunciou a criação da bandeira de “escassez hídrica”, que representa um adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em contrapartida, também anunciou um programa de bônus para incentivar a redução do consumo de clientes residenciais e de pequenos comércios (atendidos por distribuidoras).

Desde o começo do ano, na tentativa de conter a crise, o governo diminuiu a vazão de diversas hidrelétricas, acionou termelétricas, que poluem mais e geram energia mais cara, e abriu consulta pública para a redução voluntária de consumo de energia.
Fonte: poder 360.

Bolsonaro e Tarcísio apelam a caminhoneiros contra paralisação

 

Presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após s reunião com. o presidente da Petrobras Robetto Castello Branco e ministro. presente os ministros José Levi, Tarciso de Freitas, Bento Albuquerque, Paulo Guedes. Lima/Poder360 05.0.2021

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) gravou um áudio pedindo que os caminhoneiros que fazem manifestações nesta 4ª feira (8.set.2021) liberem as estradas. Ele diz que os bloqueios “atrapalham a economia” e teve o apelo reforçado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

“Fala aí para os caminhoneiros que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres”, diz Bolsonaro, no áudio que circula nos grupos dos caminhoneiros no WhatsApp e teria sido enviado pelo presidente a um dos líderes da categoria.

O presidente pede para eles liberarem as estradas para “seguir a normalidade” e diz que fará a sua parte para buscar uma solução para as questões que levaram os caminhoneiros às paradas.

Os motoristas que participam das manifestações mostram apoio ao governo e pedem, entre outras coisas, a destituição dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Líderes de caminhoneiros autônomos que não participam dos protestos dizem que os bloqueios foram convocados pelo agronegócio.

“Deixa com a gente aqui em Brasília. Não é fácil negociar, conversar por aqui com outras autoridades, mas a gente vai fazer nossa parte, vai buscar uma solução para isso”, afirma Bolsonaro, na mensagem.

Escute o áudio do presidente:

Mais cedo, Bolsonaro também apelou que os caminhoneiros “não parem o Brasil” ao falar com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada. “Sei do poder que eles têm, reconheço o trabalho que fazem, mas acredito que a paralisação não interessa para nenhum de nós”, disse o presidente.

No fim da noite desta 4ª feira (8.set), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, enviou um vídeo aos caminhoneiros confirmando a autenticidade do áudio de Bolsonaro e reforçando o apelo pela liberação das estradas. O Ministério da Infraestrutura registrou pontos de manifestações em rodovias federais de 16 Estados brasileiros às 22h30.

“O áudio é real, é de hoje e mostra a preocupação do presidente com a paralisação dos caminhoneiros. Essa paralisação ia agravar efeitos da economia de inflação que ia impactar os mais pobres, os mais vulneráveis”, afirma Tarcísio, no vídeo.

O ministro pede que os caminhoneiros “escutem atentamente as palavras do presidente” e tenham “serenidade para pavimentar um futuro melhor”. Tarcísio diz que a solução virá através do diálogo das autoridades.

“A gente sabe que há uma preocupação de todos com a melhoria da situação do país e com a resolução de problemas graves, mas a gente não pode tentar resolver um problema criando outro e principalmente prejudicando os mais vulneráveis. […] Vamos confiar nesta condução, no diálogo e vamos em frente”, diz o ministro.

Em nota, o Ministério da Infraestrutura disse que Tarcísio de Freitas gravou o vídeo a pedido dos caminhoneiros “como forma de atestar a validade da fala do presidente direcionada à categoria”. O vídeo não foi publicado em nenhuma rede institucional do ministério.
Fonte: poder 360.

Gleisi Hoffmann: PT não estará no dia 12, mas quer união em atos anti-Bolsonaro

 

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse na 4ª feira (8.set.2021) que o partido não foi convidado para se unir às manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro programadas para 12 de setembro, próximo domingo, e por isso não participará dos protestos. Os atos foram convocados pelo MBL (Movimento Brasil Livre).

Segundo Gleisi, só será possível realizar uma grande mobilização contra o governo quando houver uma união de siglas de um chamado “campo democrático”, que engloba partidos de esquerda, centro-esquerda, direita e centro-direita. A deputada diz que essa união é uma das sugestões articuladas pelo PT.

“Essas manifestações já estavam sendo convocadas pelo MBL. Nós não estamos convocando. Também não temos problema nenhum com quem vai participar e não proibimos a participação. […] Nós precisamos reunir o campo democrático e fazer uma construção conjunta. O principal é isso. Não é uma adesão, mas um caminhar conjuntamente. Caminhar ao lado das forças que querem defender a democracia”, afirmou.

Gleisi deu entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública. Assista (20min31s):

O MBL é um dos movimentos que esteve à frente das manifestações que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Os atos de 12 de setembro estão sendo convocados desde a 1ª quinzena de julho. Cinco das 6 principais centrais sindicais brasileiras devem aderir. Só a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não participará.

“Eu espero que o movimento do dia 12 possa ser realizado, e tem toda legitimidade para ser. Nós não fomos procurados para participar da construção desses atos. Nem por isso vamos falar mal, eles tem que acontecer”, diz Gleisi.

Em nota divulgada na noite de 4ª feira (8.ago), o MBL convoca todos os partidos aos atos, mas pede que deixem “suas pautas particulares e suas preferências eleitorais de fora”. O objetivo, segundo o movimento, é um só: o impeachment de Bolsonaro.
Fonte: poder 360.

Governo de São Paulo multa Bolsonaro por não usar máscara em ato na Paulista


A Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo autuou o presidente Jair Bolsonaro(sem partido) por não ter usado máscara durante o ato na Avenida Paulista, nessa 3ª feira (7.set.2021), em apoio ao governo. Segundo o órgão, outras 13 pessoas foram autuadas pelo mesmo motivo.

O governo de São Paulo afirmou que Bolsonaro infringiu a lei federal nº 14.019 de 2020, que torna obrigatório o uso de máscaras em evento público, e a lei estadual nº 6.437 de 1977, que prevê multa de até R$ 1,5 milhão para infrações sanitárias consideradas gravíssimas.

Além do chefe do Executivo, foram autuados:

“Já é a 7ª ocasião em que Bolsonaro descumpre normas sanitárias no território paulista, acumulando 6 reincidências”, disse o governo do Estado em comunicado. O presidente recorreu de todas as autuações. Os valores das multas serão definidos pela Justiça e, de acordo com o governo, podem chegar a R$ 4,5 milhões.

“Esgotados os recursos das multas, o presidente deverá pagar os respectivos valores ou poderá ter o nome incluído na dívida ativa do Estado e no Serasa”, afirmou o governo estadual.

A 1ª infração ocorreu em 12 de junho, em manifestação em São Paulo. Em 25 de junho, Bolsonaro cometeu a 1ª reincidência e foi autuado em evento em Sorocaba (SP). A 3ª autuação ocorreu em 31 de julho, em Presidente Prudente (SP). As outras 3 autuações foram devido à visita de Bolsonaro a 3 cidades do Vale do Ribeira, no fim de agosto.

O presidente participou nessa 3ª feira (7.set) do ato na Avenida Paulista em favor de seu governo. Ao discursar, fez críticas diretas ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O chefe do Executivo afirmou que não cumprirá decisões do magistrado.

Bolsonaro voltou a criticar segurança das urnas eletrônicas e pediu “eleições auditáveis”. Leia a íntegra do discurso neste texto.
Fonte: poder 360.

Fux se manifestará sobre atos do 7 de setembro na abertura da sessão do Supremo nesta quarta


O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que seu presidente, o ministro Luiz Fux, se manifestará nesta quarta-feira (8), na abertura da sessão da Corte, sobre os atos do 7 de setembro.

Em discursos para manifestantes nesta terça-feira (7) em Brasília e em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro fez ameaças golpistas ao Supremo e a integrantes da Corte, em especial ao ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro afirmou que não vai mais cumprir as decisões de Moraes e defendeu o “enquadramento” do ministro. “Ou esse ministro [Alexandre de Moraes] se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes”, afirmou o presidente em São Paulo.
Mais cedo, em Brasília, sem citar nominalmente Moraes, Bolsonaro disse que ou o ministro se “enquadra” ou “esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”.
“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos três poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse o presidente.

'Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos', diz Bolsonaro
‘Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos’, diz Bolsonaro

Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro no inquérito das fake news, que apura a divulgação de informações falsas. A decisão do ministro atendeu a um pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta segunda (6), em outro inquérito, Moraes determinou prisões e buscas e apreensões contra envolvidos em atos antidemocráticos.

Ainda, durante seus dicursos nesta terça (7), Bolsonaro também voltou a pedir o voto impresso e criticou o presidente do TSE, sem mencionar o nome de Luís Roberto Barroso.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso foi arquivada na Câmara dos Deputados em agosto, após ter o apoio de apenas 229 deputados, enquanto precisava de, no mínimo, 308 votos.

“Não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança; em uma ocasião das eleições. Dizer também que não é uma pessoa no Tribunal Superior Eleitoral que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável”, afirmou Bolsonaro em São Paulo.

O presidente atacou, ainda, governadores e prefeitos que seguiram a ciência e determinaram o isolamento social como medida para evitar a propagação do coronavírus.
Fonte: G1.

Pacheco cancela sessões do Senado previstas para 4ª e 5ª

Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, durante entrevista exclusivas ao Drive/Poder360, na residência oficial do Senado.Sérgio Lima/Poder360 16.03.2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(DEM-MG), cancelou as sessões deliberativas e reuniões de comissões da Casa previstas para 4ª e 5ª (8 e 9.set.2021). A decisão foi comunicada aos senadores na noite dessa 3ª feira (7.set.2021).

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Pacheco teria resolvido suspender as sessões depois dos discursos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas manifestações de 7 de Setembro em Brasília e São Paulo. O senador avaliou não haver clima para votações e não ser possível garantir a segurança de senadores e servidores.

Em breve discurso realizado em Brasília, Bolsonaro afirmou que autoridades não podem passar por cima da Constituição Federal e ameaçou o STF (Supremo Tribunal Federal): “Ou o chefe desse Poder [STF]enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”.

Mais tarde, em São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que não cumprirá decisões do ministro da Corte Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”.

Depois dos discursos, partidos de oposição cobraram uma manifestação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). As legendas pedem que o deputado analise pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

Os ministros do STF se reuniram na 3ª feira (7.set) para discutir uma resposta às declarações de Bolsonaro durante os atos. Segundo apurou o Poder360, dos 10 integrantes da Corte, só Dias Toffoli não participou.

Na reunião, ficou acertado que Luiz Fux, presidente do Supremo, fará um pronunciamento na abertura da sessão de 4ª feira (8.set), que retoma a análise sobre o chamado “marco temporal”. O julgamento começa por volta das 14h.
Fonte: poder 360.

Criminosos explodem cofre e roubam dinheiro de posto de combustíveis em Tangará


Criminosos invadiram um posto de combustíveis e destruíram parte do prédio ao usarem explosivos para abrir um cofre, na madrugada desta segunda-feira (6), em Tangará.

O crime aconteceu por volta das 3h30. De acordo com testemunhas, eram pelo menos 7 homens armados. Eles chegaram ao local, colocaram os explosivos próximo ao cofre e detonaram.

Com o impacto da explosão parte da estrutura do teto do posto desabou. A estrutura de uma bomba de combustíveis abriu e outra foi derrubada pela força da explosão.

Os proprietários estão fazendo o levantamento dos prejuízos, mas ainda não informaram se o dinheiro do cofre foi levado.

Fonte: G1 RN.

Na região do Seridó, Rogério Marinho conquista novas declarações de peso em apoio à possível candidatura ao Senado

Declarações ocorreram em evento oficial para apresentação do Projeto da Adutora do Seridó, neste domingo, em Caicó_

Nomes de peso da política Seridoense engrossaram o apoio à possível candidatura de Rogério Marinho ao Senado. As declarações ocorreram em evento neste domingo, em Caicó, convocado para a apresentação do Projeto Adutora do Seridó pelo Ministro do Desenvolvimento Regional.

Ivanildo Albuquerque Filho, o Ivanildinho, prefeito de Timbaúba dos Batistas e presidente da AMS – Associação dos Municípios do Seridó, destacou o trabalho feito pelo ministro Rogério Marinho ao destravar e possibilitar a conclusão de uma das obras mais aguardadas pela região e pelo estado, a Barragem de Oiticica. Ivanildinho também parabenizou o ministro pelo anúncio do Projeto da Adutora do Seridó, que vai levar a água para os 25 municípios da região. Para o presidente da AMS, é o fim de um período de sofrimento para milhares de potiguares que enfrentam a seca por gerações. Ivanildo declarou que em reconhecimento, ele e a maioria dos prefeitos da região deverão estar ao lado de Rogério Marinho em uma possível candidatura ao Senado em 2022.

“Ele é praticamente uma unanimidade na região. Nós temos no Rogério Marinho uma referência. Por ser essa ponte, por conhecer a realidade de todos nós. Já foi vereador, já foi deputado, conhece as agruras dos nossos mandatos. Para o Senado a gente enxerga que ele seria um dos mais preparados para assumir o posto”, afirmou Ivanildinho.

O apoio ao nome de Rogério Marinho ao Senado foi reforçado também pelo presidente da Associação dos Municípios do Seridó Oriental, Fernando Antônio Bezerra, prefeito de Acari. Fernando agradeceu pela revolução que vem sendo feita na região, permitindo que finalmente a região possa ter segurança hídrica. Ele reconheceu a importância do ministro para a região e para o Estado. “Rogério Marinho tem sido um potiguar que brilha no cenário nacional, mas que não esquece os compromissos com a sua região, com o seu estado.” Sobre 2022, o presidente da AMSO foi taxativo.

“A nossa posição é de muita clareza, em reconhecimento a Rogério Marinho e por tudo que ele tem feito pela região, em apoiá-lo se de fato for confirmada a candidatura. Nós e muitos dos nossos amigos e amigas estaremos ao lado dele nessa luta”, declarou Fernando Antônio Bezerra.

Rogério Marinho esteve em Caicó para agenda oficial na Câmara dos Vereadores que reuniu mais de 20 prefeitos de toda a região do Seridó. No encontro, o ministro do Desenvolvimento Regional apresentou o cronograma para as obras da Adutora do Seridó. O projeto prevê a construção de mais de 330 quilômetros de canais adutores, estações de bombeamento e de tratamento, além de pontos de captação de água, beneficiando mais de 288 mil pessoas. O investimento previsto é de mais de R$ 326 milhões.

No evento também foi assinada a liberação de mais R$ 19,8 milhões para a continuação das Obras da Barragem de Oiticica. Com previsão de conclusão no final deste ano, a barragem vai recepcionar as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco, atendendo mais de 330 mil pessoas com água para matar a sede da população e proporcionar a produção.

Marinho também aproveitou o encontro para assinar o repasse de R$ 6,7 milhões para a primeira etapa da Feira do Produtor de Caicó. O complexo industrial e econômico será destinado aos comerciantes locais, que poderão produzir e vender suas mercadorias no local.

Risco “seríssimo” de racionamento em outubro e novembro, diz ex-ministro

O ex-ministro de Minas e Energia (2015-2016), e líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), disse em entrevista ao Poder360 que o Brasil corre risco “seríssimo”de precisar racionar energia em outubro e novembro.

Para ele, faltou planejamento do governo federal e, se não houver racionamento, haverá um deficit na conta de luz de R$ 24 a R$ 30 bilhões a serem cobertos possivelmente pelos consumidores.

“Primeiro, acho que o planejamento foi insuficiente. Porque nós deveríamos ter ligado há mais tempo, e num volume maior, as térmicas para que pudéssemos preservar o pulmão hídrico dos reservatórios das hidrelétricas”, declarou.

Assista à íntegra da entrevista (35min27s):

Para o senador, é injusto que só os consumidores paguem a conta da crise hídrica causada pela escassez de chuvas, que baixou o nível dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras. Sem a fonte, as distribuidoras precisam recorrer a térmicas, mais caras.

“É preciso entender que para evitar o racionamento nós vamos precisar de mais recursos. E esses recursos, para não impactar a inflação, para não onerar ainda mais o consumidor, precisaria vir de um planejamento tributário para a geração de caixa no setor o para fazer frente ao aumento de despesas.”

A ideia de Braga seria atrasar o pagamento de tributos estaduais e federais que incidem sobre a conta de luz durante o período da estiagem. Isso abriria espaço na conta para comprar o excedente necessário de energia, sem precisar repassar o valor ao consumidor.

“Eu não estou falando, portanto, de renúncia fiscal. Eu estou falando de carência fiscal, você faz um planejamento fiscal para você poder baixar o custo da energia nesse período hídrico e você poder botar energia mais cara sem aumentar a tarifa de energia elétrica”, disse.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou na 3ª feira (31.ago) novo patamar da bandeira tarifária, chamado “bandeira escassez hídrica”, no valor de R$ 14,20 por 100 kWh. É quase 50% a mais que o do patamar 2 da bandeira vermelha atual, de R$ 9,49.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o reajuste se deve ao custo adicional projetado de R$ 8,6 bilhões com energia de setembro a novembro, o que inclui importação da Argentina e do Uruguai e ativação de novas termelétricas. Essas medidas são necessárias para suprir a necessidade de 5,5 GW de energia a ser acrescentada ao SIN (Sistema Interligado Nacional).

O senador disse que o pior cenário possível é o de racionamento de energia porque impacta em diversos setores da economia e pode aumentar a inflação, enquanto desacelera a economia.

“Acho que temos que entrar num esforço nacional equivalente a um esforço de guerra, porque é grave, é gravíssima a situação dos nossos reservatórios. Nos últimos 91 anos, nunca tivemos uma crise hídrica dessa proporção. O povo não aguenta mais, então, não dá para ficar pensando que eu vou deslocar isso tudo para ser pago pela população na conta de energia elétrica”, afirmou.

CPI da Covid

Integrante titular da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, Braga avalia que o colegiado ajudou a pressionar o governo federal a acelerar a compra de vacinas contra covid-19, mas que há equívocos dos senadores ao ampliar demais os focos de investigação.

O senador amazonense fez parte mais ativamente no começo da comissão do chamado G7, composto por 7 senadores titulares da comissão que eram mais críticos ao governo de Jair Bolsonaro.

Com o passar do tempo, Braga se afastou mais do grupo e lamenta que a crise sanitária do Amazonas, que teve disparada de casos e falta de oxigênio durante a pandemia, não foi mais abordada pelos senadores.

“Óbvio que também houve exageros e, na minha opinião, equívocos. Porque a CPI também tem que ficar dentro das 4 linhas [da Constituição]. Essas quatro linhas são o limite constitucional e os limites legais. Eu não posso, porque você me fez uma pergunta que eu não tenha gostado, apresentaram requerimento para quebrar o teu sigilo telefônico financeiro bancário”, declarou.

Apesar dos deslizes, o senador diz acreditar que o relatório conseguirá responsabilizar os responsáveis pelos erros na condução da pandemia no país. Segundo ele, está claro que houve equívocos porque o Brasil tem 2,5% da população mundial e 25% das mortes por covid-19.

“Há algo que aconteceu de errado e o que aconteceu de errado foi não ter planejamento para assistência, não houve coordenação, não houve treinamento, ficamos batendo cabeça com que não deveríamos ficar batendo cabeça, como tratamento precoce”, disse.
Fonte: poder 360.

Sergio Mamberti, tio Victor do “Castelo Rá-Tim-Bum”, morre aos 82 anos


O ator Sergio Mamberti, de 82 anos, morreu na madrugada desta 6ª feira (3.set.2021), no hospital da rede Prevent Senior, em São Paulo. Ele estava intubado desde o dia 28 de agosto com uma infecção nos pulmões.

Carlos Mamberti, filho do ator, informou que o pai faleceu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

Mamberti foi internado em julho deste ano para tratar uma pneumonia. Ele chegou a passar alguns dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas se recuperou e em cerca de 15 dias recebeu alta médica.

Sergio Mamberti é reconhecido principalmente por representar o tio Vitor, no “Castelo Rá-Tim-Bum”, e o mordomo Eugênio, na novela “Vale Tudo”.
Fonte: poder 360.

Projeto que prevê aumento da faixa de areia da praia de Ponta Negra deve ser licitado em 2022, diz secretário


O que já foi uma extensa faixa de areia agora é uma área espremida entre o mar e um calçadão, tomada por guarda-sóis. Na maré alta, a areia some e as ondas batem nas pedras do enrocamento que protege o passeio público na praia de Ponta Negra, em Natal.

A Prefeitura da capital potiguar tem um projeto de engorda — um alargamento da faixa de areia — da praia de Ponta Negra, mas a previsão atual é de que a licitação dessa obra específica só ocorra no início de 2022.

O principal argumento da prefeitura para as obras de alargamento é recuperar o potencial turístico de sua praia mais famosa, inspirada em projetos como o realizado em Balneário Camboriú.

Segundo o secretário de Obras do município, o alargamento da faixa de areia é a segunda etapa do plano de recuperação da praia de Ponta Negra. Antes dele, o município precisará terminar o enrocamento, que é uma proteção feita de pedras, entre a praia e o calçadão.

Atualmente, há dois quilômetros de proteção, que foram instalados de forma emergencial em 2014. Mas faltam outros dois quilômetros, até as proximidades do hotel Sehrs, na Via Costeira. A licitação para a conclusão dessa parte da obra não foi feita até a publicação desta reportagem. O assunto é discutido pelo menos desde 2019.

A previsão era que essa ampliação do enrocamento fosse iniciada ainda em 2020, mas segundo o secretário de Obras, Carlson Gomes, questionamentos do Ministério Público e o atraso na entrega de documentos para recebimento da licença do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) – mudaram os planos.

Além disso, com a alteração do material que será utilizado – de pedras para blocos de concreto pré-moldados – o município teve que apresentar um novo projeto ao Ministério de Desenvolvimento Regional, dono dos recursos que serão usados na obra, estimados em cerca de R$ 25 milhões.

“Eles deram o prazo do próximo dia 20 (de setembro) para dar uma resposta e estamos trabalhando com a expectativa da confirmação, para lançarmos o edital do enrocamento de imediato”, afirmou Carlson Gomes.

Somente com a aceitação da mudança no enrocamento, por parte do governo federal, a prefeitura deverá enviar a alteração para a empresa de consultoria já contratada, que terá 45 dias para alterar o projeto da engorda – considerando também a nova estrutura – e solicitar o licenciamento dessa segunda etapa ao Idema.

“O mar vem avançando. Desde 2012, quando houve uma maré fortíssima que derrubou o calçadão, os estudos vêm mostrando de lá para cá o aumento, o mar vem realmente avançando em Ponta Negra. Tanto que existem os problemas no calçadão, que a gente vive recuperando”, diz o secretário.

De acordo com ele, a previsão é de que, após a obra de engorda, estimada em R$ 50 milhões, Ponta Negra passe a ter uma faixa de areia de 100 metros, na maré baixa, e cerca de 30 metros na maré alta. Atualmente, a maré seca expõe cerca de 25 metros de areia na praia.

Até lá, porém, o município ainda enfrentará as licitações, audiências públicas e uma obra com previsão de conclusão em cerca de 3 anos e meio. O secretário afirma que o tempo pode ser menor, porque já considera possíveis atrasos.

A empresa responsável pelos estudos de viabilidade – que acompanha os efeitos da maré na praia há quatro anos, por exemplo, localizou um banco de areia próximo à praia de Areia Preta. São cerca de 6,7 milhões de metros cúbicos, dos quais o município pretende utilizar 1 milhão m³ para o aterramento.

Gomes explica que assim como em Balneário Camboriú, grandes dragas tiram a areia de dentro do mar e e levam até perto da orla, bombeando o material para o trecho que será aterrado. Em seguida, tratores espalham a areia, realizando o aterramento.

“A gente tem feito um estudo para que isso seja feito por partes, para não interditar toda a praia. Vamos analisar bloqueios a cada 500 metros, por exemplo, para não prejudicar tanto o comércio local”, disse o secretário.

A conclusão do enrocamento é a primeira etapa da obra de recuperação de Ponta Negra e tem custo estimado em R$ 25 milhões. O enrocamento é uma proteção feita entre a praia e o calçadão, para evitar a erosão provocada pelas ondas. Os primeiros dois quilômetros foram instalados em 2014, com pedras. Agora, o município pretende continuar a obra com blocos de concreto. A prefeitura já recebeu a primeira licença do Idema, necessária para a obra em 1.1170 metros da orla — isso porque alguns hotéis já instaram proteções por conta própria e não será necessário construir nesses trechos.

“Essa é uma tecnologia que não existia aqui quando as pedras foram colocadas, mas que é melhor, porque tem garantia de 20 anos, e vai facilitar a acessibilidade, com escadas feiras dos próprios blocos”, explicou o secretário.

O aterramento de Ponta Negra com 1 milhão de metros cúbicos de areia prevê a ampliação da faixa de areia na praia para instalação de barracas, uso esportivo e passeio dos banhistas.

Mesmo com a ampliação da faixa, o secretário afirma que nas marés mais altas do ano, as ondas ainda poderão chegar ao enrocamento e, por isso, essa etapa só pode acontecer depois da conclusão do enrocamento.

O cenário da Praia Central de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, está mudando, com a chegada de uma draga, responsável pelo alargamento da faixa de areia. O principal argumento da prefeitura para as obras de alargamento é a necessidade de recompor a faixa de areia, que foi “engolida” pelo mar ao longo das últimas décadas.

Com os dois processos de engorda da faixa de areia na região da Praia de Iracema, o aterro de Fortaleza tem, ao todo, desde 2019, até 120 metros. O tamanho decorre de duas obras, uma executada em 2000 e outra já finalizada em 2019. O processo de requalificação da área em Fortaleza, que engloba a adaptação do calçadão, mudanças na Feirinha da Beira Mar e padronização dos quiosques deve ser finalizado, conforme o governo municipal, até o fim deste ano.
Fonte: G1 RN.

Bolsonaro veta parte de texto aprovado no Congresso que revoga Lei de Segurança Nacional


O presidente Jair Bolsonaro vetou nesta quarta-feira (1º) partes de um projeto de lei que revoga a Lei de Segurança Nacional, criada em 1983, período em que o Brasil ainda vivia sob ditadura militar.

Nos últimos meses, a legislação foi utilizada contra críticos de Bolsonaro. Em fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Alexandre de Moraes também usou a Lei de Segurança Nacional para mandar prender o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). O parlamentar havia divulgado vídeo com apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e defensa do fechamento da Corte. As pautas são inconstitucionais.

Cabe ao Congresso Nacional em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal analisar, em 30 dias, os vetos do presidente da República a projetos aprovados por parlamentares. Se não for apreciado neste período, o veto passa a trancar a pauta das sessões do Congresso Nacional.

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional inclui, no Código Penal, uma lista de “crimes contra a democracia”, por exemplo:

Além de revogar a Lei de Segurança Nacional, a proposta aprovada pelos parlamentares acrescenta artigos ao Código Penal para definir crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Atentado à soberania: prisão de três a oito anos para o crime de negociar com governo ou grupo estrangeiro para provocar atos típicos de guerra contra o país ou invadi-lo. A pena pode ser até duplicada se, de fato, for declarada guerra. Se houver participação em operação bélica para submeter o território nacional ao domínio ou soberania de outro país, a reclusão é de quatro a 12 anos;

Atentado à integridade nacional: prisão de dois a seis anos para quem praticar violência ou grave ameaça para desmembrar parte do território nacional para constituir país independente. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Espionagem: prisão de três a 12 anos para quem entregar documentos ou informações secretas, que podem colocar em perigo a democracia ou a soberania nacional, para governo ou organização criminosa estrangeiros. Quem auxiliar espião responde pela mesma pena, que pode ser aumentada se o documento for revelado com violação do dever de sigilo. Além disso, aquele que facilitar a espionagem ao, por exemplo, fornecer senhas a sistemas de informações pode responder por detenção de um a quatro anos. O texto esclarece que não é crime a entrega de documentos para expor a prática de crime ou a violação de direitos humanos;

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: prisão de quatro a oito anos para quem tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Golpe de Estado: prisão de quatro a 12 anos a quem tentar depor, por violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Interrupção do processo eleitoral: prisão de três a seis anos e multa para quem “impedir ou perturbar eleição ou a aferição de seu resultado” por meio de violação do sistema de votação;

Comunicação enganosa em massa: pena de um a cinco anos e multa para quem ofertar, promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por terceiros, por meio de expediente não fornecido diretamente pelo provedor do aplicativo de mensagens privadas, campanha ou iniciativa para disseminar fake news capazes de comprometer o processo eleitoral;

Violência política: pena de três a seis anos e multa para quem restringir, impedir ou dificultar por meio de violência física, psicológica ou sexual o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão do seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional;

Sabotagem: pena de dois a oito anos para quem destruir ou inutilizar meios de comunicação, estabelecimentos, instalações ou serviços destinados à defesa nacional, com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito;

Atentado a direito de manifestação: prisão de um a quatro anos para quem impedir, mediante violência ou grave ameaça, “o livre e pacífico exercício de manifestação de partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos, órgãos de classe ou demais grupos políticos, associativos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos”. A pena pode ser aumentada se houver lesão corporal grave (de dois a oito anos), se resultar em morte (de quatro a 12 anos).

O texto aprovado por senadores e deputados estabelece ainda que as penas previstas para os crimes listados acima serão aumentadas em um terço se o delito for cometido com violência ou ameaça com emprego de arma de fogo.

Se o crime for cometido por funcionário público a pena também será aumentada em um terço e o profissional perderá o cargo. Caso um militar pratique o delito, a pena aumenta em sua metade, cumulada com a perda do posto e da patente ou da graduação.

O texto também estabelece detenção de três a seis meses, ou multa, para quem incitar publicamente a animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os Poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade.

A proposta deixa explícito que não será considerado crime contra o Estado Democrático de Direito:

  • Apelo à manifestação crítica aos poderes constitucionais;
  • Atividade jornalística;
  • Reivindicação de direitos e garantias constitucionais por meio de passeatas, reuniões, greves, aglomerações ou qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais.

Artigo 359-O: promover ou financiar campanha ou iniciativa para disseminar fatos que se sabe inverídicos, com pena de 1 a 5 anos e multa.

Segundo o presidente, a proposta legislativa contraria o interesse público por não deixar claro qual conduta seria objeto da criminalização, se a conduta daquele que gerou a notícia ou daquele que a compartilhou, bem como deixa dúvida se o crime seria continuado ou permanente, ou mesmo se haveria um ‘tribunal da verdade’ para definir o que viria a ser entendido por inverídico a ponto de constituir um crime.

Artigo 359-Q: Para os crimes previstos neste capítulo, admite-se ação privada subsidiária, de iniciativa de partido político com representação no Congresso Nacional, se o Ministério Público não atuar no prazo estabelecido em lei, oferecendo a denúncia ou ordenando o arquivamento do inquérito.

Segundo o presidente, não é atribuição de partido político intervir na persecução penal ou na atuação criminal do Estado.

Todo o Capítulo V, que dispõe sobre os crimes contra a cidadania, com penas de 1 a 8 anos de reclusão.

Segundo o presidente, a proposição legislativa contraria o interesse público, ante a dificuldade de caracterizar, a priori e no momento da ação operacional, o que viria a ser manifestação pacífica, o que geraria grave insegurança jurídica para os agentes públicos das forças de segurança responsáveis pela manutenção da ordem. Isso poderia ocasionar uma atuação aquém do necessário para o restabelecimento da tranquilidade, e colocaria em risco a sociedade, uma vez que inviabilizaria uma atuação eficiente na contenção dos excessos em momentos de grave instabilidade.

III – de metade, cumulada com a perda do posto e da patente ou da graduação, se o crime é cometido por militar.

Segundo o presidente, a proposição viola o princípio da proporcionalidade, colocando o militar em situação mais gravosa que a de outros agentes estatais.

Segundo o presidente, a proposição contraria interesse público, pois não se pode admitir o agravamento pela simples condição de agente público em sentido amplo, sob pena de responsabilização penal objetiva, o que é vedado.
Fonte: G1.

Câmara aprova reforma do IR com acordo costurado em cima da hora

Deputado Arthur Lira (PP-AL) durante entrevista ao Fernando Rodrigues no Poder360 Entrevita, gravado no estúdio do Poder360 em Brasília.S érgio Lima/Poder360 15-12-2020

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta 4ª feira (1º.set.2021) o PL (projeto de lei) 2.337 de 2021, que altera as regras do Imposto de Renda. Ainda falta a análise dos destaques –trechos deliberados separadamente. Isso significa que o projeto ainda poderá ser alterado.

Os deputados votaram por baixar o IRPJ (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica) de 15% para 8% –empresas grandes pagam 10 pontos percentuais a mais. Além disso, estabeleceram alíquota sobre lucros e dividendos em 20%. Essa alíquota deve baixar para 15% nas votações separadas.

A entrada do projeto em pauta foi inesperada. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conseguiu um acordo com a Oposição durante a tarde para colocar o texto em pauta.

A reforma do Imposto de Renda é uma proposta do governo federal. O ministro da Economia, Paulo Guedes, porém, não teve protagonismo nas negociações. Quem capitaneou as conversas foi Lira.

Ao longo do dia, uma parte dos deputados de esquerda relutava em corroborar com uma votação que será computada como vitória do Executivo.

Foram 398 votos favoráveis e 77 contrários, além de 5 abstenções. Leia a íntegra (395 KB) da proposta aprovada. Concluída a análise dos destaques, o texto segue para o Senado.

Entenda o projeto

O novo texto da reforma do IR (Imposto de Renda) reduz o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) de 15% para 8%. O corte é menor que o previsto anteriormente, mas foi a forma encontrada pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA) de fechar um acordo para votar o projeto.

O projeto diz que “a redução adicional da carga tributária corporativa se dará por meio da redução das alíquotas da CSLL, em até 1%”. O corte da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) é condicionado à revogação de benefícios fiscais do PIS/Pasep e da Cofins.

No texto anterior, apresentado em 12 de agosto, Sabino propunha reduzir o IRPJ de 15% para 6,5% e a CSLL de 9% para 7,5%. Com isso, a carga tributária das empresas cairia de 34% para 24%. O texto, no entanto, afetava a arrecadação de Estados e municípios, que recebem parte do IRPJ. Por isso, foi ajustado para reduzir a resistência dos entes federados e da oposição.

No plenário da Câmara, Celso Sabino disse que a reforma do IR vai reduzir a carga tributária de todas as empresas. Ele também informou que a proposta do governo de taxar em 20% os lucros e dividendos foi mantida.

“Não haverá empresa que terá aumento de carga tributária. Haverá sim sócios e pessoas físicas que, ao retirarem lucros e dividendos das empresas, serão tributados, assim como são tributados no mundo todo”, afirmou.

Empresários, no entanto, ainda projetam um aumento de carga tributária. “Com a nova alíquota do IR, o adicional e a nova CSLL, tem uma carga tributária maior que os atuais 34% de hoje”, afirmou o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso.

Velloso disse ao Poder360 que isso pode mudar caso os deputados aprovem o destaque que reduz a taxação dos lucros e dividendos de 20% para 15%. O Ministério da Economia, no entanto, não queria o corte e conta com os recursos que serão arrecadados pela taxação dos lucros e dividendos para financiar a ampliação do Bolsa Família.

Estarão isentas da taxação de lucros e dividendos as empresas optantes do Simples Nacional e as empresas que operam pelo regime de lucro presumido e faturam até R$ 4,8 milhões por ano. O projeto ainda prevê o fim do JCP.

IRPF

Celso Sabino também fez ajustes nas mudanças propostas pelo governo para o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), em uma tentativa de fechar um acordo com a oposição para a votação do texto.

O deputado tirou do texto o artigo que limitava o acesso à declaração simplificada do IRPF a quem ganha até R$ 40.000 por ano. O limite era criticado porque faria a classe média a pagar mais imposto. Com o fim da limitação, o deputado fixou o valor máximo para o desconto da declaração simplificada em R$ 10.563,60.

O deputado manteve a correção da tabela do IRPF proposta pelo governo, que eleva de R$ 1.903,98 para R$ 2.500,00 a faixa de isenção do IRPF. Calcula que, com isso, o número de contribuintes que não precisam pagar o imposto subirá de 10,7 milhões para 16 milhões.

Oposição aderiu

Arthur Lira já havia tentado votar a proposta 3 vezes. Retirou de pauta depois de observar que mesmo em seu grupo político não havia apoio suficiente para aprovar o projeto.

No meio de agosto, quando o projeto dava sinais de inviabilidade, o ministro da Economia, Paulo Guedes, procurou a Oposição para conversar. Mas Lira tomou as rédeas da negociação.

Quando as alterações no Imposto de Renda entraram em pauta, deputados da Oposição elogiaram o projeto que seria votado.

“A posição do PT é de retirar a obstrução porque nós conquistamos uma revisão da tabela do imposto de renda, a tributação sobre juros de capital próprio e juros e dividendos, e conseguimos a ampliação do acesso à declaração simplificada do IRPF”, declarou Afonso Florence (PT-BA).

Ele buscou dissociar a aprovação da proposta de uma vitória do Executivo.

“Esse projeto é uma solução que combina posições da oposição articuladas pelo relator. É um projeto da Casa, não do governo”, disse Florence.

O líder do PSB, Danilo Cabral (PE), declarou que o texto aprovado preserva “o que era uma preocupação nossa, que foi apresentada desde o início. Que não tivesse perda de recursos por parte de Estados e municípios”.

“Sabemos que o ótimo é inimigo do bom, tem sempre alguma coisa a mais que poderia ter sido feita. Mas acho que é um marco histórico nós taxarmos aqui os lucros e dividendos”, afirmou o líder do PDT, Wolney Queiroz (PE).

“Não haverá veto nos juros de capital próprio e nem nos dividendos. Se por acaso acontecer o veto por questões jurídicas, faremos acordo para derrubar o veto”, disse o líder do Governo, Ricardo Barros (PP-PR).

“Estamos criando mais um sistema tributário, que é agora o lucro presumido até R$ 4.800. Então o Brasil vai ter simplesmente 5 sistemas tributários. MEI, Simples, lucro presumido até R$ 4.800, lucro presumido acima de R$ 4.800 e lucro real. Não era para simplificar?”, criticou o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP).
Fonte: poder 360

Ezequiel reafirma apoio a Rogério Marinho para o Senado e vai ouvir bases do PSDB para decidir nome ao Governo

Presidente do PSDB no RN anuncia encontros regionais do partido para outubro e novembro

O presidente do PSDB do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira de Souza entrou em contato com o Agora RN para reafirmar apoio a pré-candidatura de Rogério Marinho ao Senado. Em nenhum momento do evento do PSDB em Natal, na última sexta-feira (27), Ezequiel falou que o PSDB teria candidato ao Senado, e nem ao Governo do Estado.

“Rogério tem se mostrado grande como ministro e, sendo ele candidato a Senador, tem o meu apoio, por tudo que tem feito pelo Rio Grande do Norte. Ele tem ainda a capacidade de unir grande parte da classe política, o empresariado e pode fazer uma grande pactuação para o desenvolvimento e progresso do Estado. À frente do Ministério, Rogério tem serviço prestado e tem tudo para fazer a entrega da Transposição do São Francisco, um marco para o Nordeste do Brasil”, disse Ezequiel Ferreira.

Presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel enfatizou que 2021 é um ano de mostrar trabalho. “Estamos chegando a setembro de 2021 e entendo ser importante falarmos em trabalho, o que está sendo feito e o que se desenha para os próximos meses. O Estado vive um momento difícil, há muitos desafios em áreas como saúde, educação, segurança pública, como já citei e tenho me empenhado na busca de soluções, e nos campos da segurança hídrica e infraestrutura. Temas que merecem toda a nossa atenção e empenho”, explicou.

Em relação a decisão de Ezequiel sobre o Governo do Estado ele vai ouvir as bases do PSDB, deputados e também a Executiva do partido. “Estamos organizando os Encontros Regionais do PSDB em outubro ou novembro. Precisamos dialogar com as bases que fortalecem o partido no interior e na capital. Até outubro o Senado Federal vota a definição sobre a aprovação, ou não, da proposta de emenda constitucional (PEC) da Reforma Eleitoral. Sem as regras do jogo eleitoral de 2022, os deputados e os pré-candidatos não sabem qual posicionamento tomar.

Além do presidente da Assembleia Legislativa e mais quatro deputados: Gustavo Carvalho, Tomba Farias, José Dias e Raimundo Fernandes, o PSDB tem atualmente mais de 30 prefeitos e 25 vice-prefeitos, 244 vereadores. A bancada completa do PSDB da Câmara Municipal de Natal, formada por Kleber Fernandes, Aroldo Alves e Chagas Catarino, também esteve presente. Com essa força, Ezequiel e seu PSDB deve ser ouvido para 2022 tanto para quem quiser concorrer ao Governo do Estado, como também o Senado Federal. É o PSDB, mais uma vez, sendo o fiel da balança como foi em 2018 e está sendo em 2022.