Lira e Pacheco se reúnem com ministros do TSE para discutir legalidade da PEC dos Combustíveis

Foto: Reprodução

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, se reunirão nesta segunda-feira, 14, às 19 horas, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e com seus sucessores, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, para discutir soluções para a alta dos combustíveis no país.

No momento, existem dois projetos sobre o tema no Congresso Nacional: a PEC dos Combustíveis, do deputado Christino Áureo (PP-RJ), na Câmara dos Deputados e a PEC Kamikaze, do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), no Senado Federal. Ambos os textos preveem que a União, os Estados e municípios zerem ou diminuam impostos sobre combustíveis sem fonte de compensação. A PEC Kamikazeainda cria um auxílio diesel para caminhoneiros com recursos que serão pagos fora do teto de gastos.

A equipe de Paulo Guedes teme que a aprovação das propostas gerem um rombo nas contas públicas do Estado. Os textos, além do impacto na economia, podem esbarrar na Constituição Federal, que proíbe concessão de benefícios em ano eleitoral.

“No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa”, diz a Lei.

A reunião entre Lira, Pacheco e os ministros deverá discutir se as PEC’s podem infringir alguma norma eleitoral. Além dos nomes já citados, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o Advogado-Geral da União, Bruno Bianco, também participarão no encontro.

Fonte: Terra Brasil Notícias

Câmara de Parnamirim irá realizar Audiência Pública para debater o Novo Plano de Cargos e Carreiras de Arquitetos e Engenheiros

A Câmara Municipal irá realizar, às 11h30 da manhã da próxima terça-feira (15), uma Audiência Pública direcionada aos arquitetos e engenheiros do município. O evento, proposto pela Mesa Diretora, ocorrerá no Plenário Dr. Mário Medeiros.

O intuito da audiência é debater a gestão dos cargos dos arquitetos e engenheiros do setor público, incluindo questões como a qualificação profissional e a valorização dos servidores efetivos da área.

Em reunião, Damares recusa a Bolsonaro oferta para ser candidata em SP

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, recusou ao presidente Jair Bolsonaro o convite para ser candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

Segundo auxiliares presidenciais, a ministra comunicou a recusa durante uma reunião com o presidente no final da tarde da última sexta-feira (11/2), no Palácio do Planalto.

A oferta de Bolsonaro foi para que Damares fosse candidata ao Senado na chapa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que deve disputar o governo paulista este ano.

Interlocutores da ministra dizem que ela ainda não decidiu se disputará as eleições deste ano nem por qual estado. Além de São Paulo, ela recebeu convites para ser candidata por Espírito Santo, Pará, Amapá e Roraima.

Como a coluna já noticiou, embora publicamente venha alimentando especulações de que poderá ser candidata ao Senado, Damares já reforçou a aliados que não pretende disputar as eleições deste ano.

Fonte: Metrópoles

SEGURANÇA PÚBLICA: Governo do RN reduz violência e ultrapassa a marca de 2.000 vidas salvas

O Rio Grande do Norte atingiu mais uma marca expressiva no projeto de redução dos índices de violência contra a vida. Neste final de semana, ao chegar a 1.141 dias de gestão, o Estado ultrapassou a marca de 2.000 vidas salvas na segurança pública. O número expressivo é consequência da diferença entre as 6.400 mortes violentas da gestão anterior, no período entre 1º de janeiro de 2015 e 14 de fevereiro de 2018, para as 4.397 mortes na atual gestão, entre 1º de janeiro de 2019 e 14 de fevereiro de 2022, o que representa uma redução de 31,5%.

Os dados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), que contabiliza e analisa diariamente os registros das Condutas Violentas Letais Intencionais, os chamados CVLIs.

“E isso é resultado de muito trabalho, compromisso e seriedade no enfrentamento da violência. Foram investidos R$ 250 milhões na segurança pública no período, com contrapartida do governo do estado. Mas, nosso maior investimento para pouparmos vidas é nosso capital humano. Portanto, tão importante quanto aquisição de equipamentos, veículos, obras e pagamento de diárias operacionais, dentre outras medidas acertadas que tomamos, o mais importante de nossa gestão é investir nas pessoas e perceber o empenho profissional, a abnegação de nossos servidores da segurança pública, com um trabalho integrado com todos os setores das forças de segurança. Nosso governo já chamou mais de 1.300 novos policiais concursados que estão nas ruas de todos os municípios, assim como também realizamos promoções de carreira para esses profissionais. Esse número é reflexo disso tudo! E eu tenho certeza de que seguiremos com esse empenho, que traz benefícios diretos para a população”, comemorou a governadora Fátima Bezerra.

Sobre os aspectos das condutas criminais, destaca-se o número de ocorrências de homicídios dolosos no Rio Grande do Norte. Em 1.141 dias da gestão anterior foram registrados 5.235 crimes desta natureza, contra 3.474 do mesmo período da atual gestão, uma diminuição em 33,6%.

Crimes de latrocínio, o roubo seguido de morte, também apresentaram redução no comparativo entre gestões. Foram 204 casos na gestão anterior e 184 ocorrências na atual gestão, o que significa diminuição em 9,8%.
Os índices de lesão corporal seguida de morte também apresentam redução destacada, menos 61,7%. Caíram de 540 ocorrências entre 2015-2018 para 207 registros entre 2019-2022.

Outro tipo criminal que apresenta redução é o feminicídio. As mortes violentas com essa característica caíram pela metade de uma gestão para a outra. Eram 111 casos na última gestão, para 56 ocorrências na atual gestão, redução de 49,5%.

“São índices de fundamental importância para o sistema de segurança pública do Rio Grande do Norte. É resultado do esforço e da abnegação dos servidores, aliado ao trabalho integrado entre as instituições do estado, da federação e dos municípios”, ressaltou o secretário.”, destacou o coronel Araújo Silva, titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social.

Redução de mortes violentas nos maiores municípios

Mossoró (Redução de -12,9%)
2015-2018: 673
2019-2022: 586

Natal (Redução de 49,1%)
2015-2018: 1.756
2019-2022: 894

Parnamirim (Redução de -57,2%)
2015-2018: 477
2019-2022: 204

São Gonçalo do Amarante (Redução de -28,9%)
2015-2018: 339
2019-2022: 241

Câmara de Parnamirim concede título de cidadão a militares na Ala 10

A Câmara Municipal de Parnamirim fará a entrega do Título de Cidadão Honorário Parnamirinense a militares na Ala 10. Na oportunidade, serão homenageados o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, Brigadeiro do Ar Cláudio Alves da Silva, Brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar, Coronel Aviador Luiz César Zampier Ulbrich, Coronel Aviador André Fernando Albuquerque Bergo, Coronel Engenheiro André Eduardo Jansen.

O momento também contará com a apresentação do novo Comandante da Base Aérea de Natal (BANT), Coronel Aviador Éric Cézzane Cólen Guedes.

O título de cidadania honorária é cedido em razão da relevante contribuição de cada agraciado para com o município. Apesar de não serem naturais de Parnamirim, se destacam e mantêm uma importante relação com a cidade. O título vem como forma demonstrativa de gratidão.

A Câmara de Vereadores de Parnamirim conserva um bom diálogo com a Aeronáutica. Através da criação da Comenda do Mérito ao Aviador, Projeto de autoria do vereador Professor Ítalo, todos os anos no mês de outubro, a Casa reconhece os militares de destaque na cidade.

Polícias Civil e Militar prendem suspeito por roubo a veículo, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo em Natal

Policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (DEPROV), em conjunto ao 9º Batalhão de Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), deram cumprimento, nesta segunda-feira (14), a um mandado de prisão em desfavor de Anderson Douglas Cazuza do Nascimento, 26 anos. Ele também foi autuado em flagrante pela suspeita da prática dos crimes de posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Anderson Douglas é investigado pela suspeita da prática do crime de roubo, cometido no dia 04 de janeiro deste ano, por volta das 18h30min, contra uma farmácia, roubando também uma motocicleta. O crime aconteceu no bairro de Cidade da Esperança, zona oeste de Natal. Ao longo do cumprimento do mandado de prisão na residência dele, no bairro do Planalto, também na zona oeste da capital potiguar, foram apreendidas: uma pistola e drogas para venda, motivo pelo qual também foi flagranteado por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Ele foi conduzido até a delegacia e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181, que possam auxiliar na identificação e, posteriormente, na localização e prisão do segundo suspeito, envolvido nos crimes, que aparece nos registros das câmeras de segurança do local.

Confira os vídeos divulgados pela Polícia Civil:

Atleta parnamirinense conquista primeiro lugar no jiu-jitsu em Dubai

O atleta parnamirinense, Jefferson Alves Goteu, representando a categoria adulto profissional – faixa roxa – até 85 kg, do jiu-jitsu, conquistou o primeiro lugar no campeonato AJP TOUR ABUDHABI INTERNATIONAL PRO 2022, nos Emirados Árabes. 

Jefferson, antes morador de Pirangi, litoral de Parnamirim, vive atualmente em Dubai, onde se encontra estabelecido há 5 anos. O atleta partiu em busca de um sonho: colecionar vitórias para o município. 

Dessa forma, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), segue apoiando e proporcionando oportunidades em campeonatos internacionais, com todo incentivo ao sonho de Jefferson e outros atletas parnamirinenses que, ao longo dos últimos anos, têm sido motivo de orgulho para Parnamirim.

Carnaval de 2022 deve movimentar 33,7% menos em serviços do que antes da pandemia

Foto: Reprodução

Apesar do cenário ainda atípico, o carnaval em 2022 deve ter uma movimentação financeira de R$ 6,45 bilhões, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do volume de receitas ser 21,5% maior do que o registrado em 2021, quando as celebrações também foram suspensas, ainda está 33,7% inferior ao observado no carnaval de 2020, realizado antes da pandemia ser decretada.

Enquanto, no ano passado, 20 governos estaduais optaram pelo cancelamento do feriado e dos pontos facultativos, este ano, 11 das 26 capitais já confirmaram que manterão o calendário. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que, apesar de o carnaval não ser feriado nacional, é o principal evento da agenda do turismo brasileiro. “Independentemente das festas que, em sua maioria, foram adiadas ou canceladas neste ano, a decretação de feriado ou ponto facultativo, em níveis regionais, acaba movimentando o setor de forma significativa”.

E as projeções reforçam essa relevância. De acordo com a Confederação, a expectativa para o período é que, mesmo sujeito a restrições, o segmento de alimentação fora do domicílio, representado por bares e restaurantes, movimente R$ 2,78 bilhões, seguido pelas empresas de transporte de passageiros rodoviário (R$ 1,55 bilhões) e pelos serviços de hospedagem em hotéis e pousadas (R$ 0,66 bilhões), cuja receita é parcialmente gerada de forma antecipada. Juntos, os três segmentos responderão por mais de 84% de todo o volume financeiro produzido na data.

Recuperação gradual

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, avalia que a desaceleração da pandemia e a queda do isolamento social ao longo de 2021 viabilizaram a retomada gradual da atividade econômica no turismo e que, após a segunda onda da doença, o volume de receitas do setor chegou a acumular alta de 57,5%, segundo o Índice de Atividades Turísticas, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Entretanto, os impactos adversos decorrentes da deterioração das condições econômicas e, principalmente, da chegada da variante Ômicron passaram a limitar o ritmo de recuperação do segmento no fim do ano passado”, observa.

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, os preços dos bens e serviços mais demandados durante o carnaval registraram oscilação média de +8,6%, situando-se, portanto, abaixo da inflação média no período (+11,1%). A CNC projeta variação de 9,8% nos preços médios desses bens ou serviços. Devem se destacar as altas nos preços das passagens aéreas (+23,4%), carnes (+12,95) e bebidas para consumo no domicílio (+12,8%).

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, apesar de ser um período de maior procura, a tendência é que os preços tenham uma variação inferior à prévia da inflação oficial, por conta do panorama incomum. “No carnaval de 2021, o preço médio da hospedagem recuou 8,9% em relação ao carnaval anterior. Já em 2022, apesar da recuperação parcial do turismo, o preço médio deve subir 5,9%. Ou seja, os meios de hospedagem seguem mais baratos que no carnaval de 2020. Isso mostra que o setor tem se esforçado para manter os preços mais baixos, apesar da inflação, para atrair o turista”, afirma Sampaio.

Geração de vagas

A demanda por serviços turísticos ao fim da alta temporada deve gerar 16,5 mil empregos temporários entre janeiro e fevereiro deste ano, quase o dobro de 2021. O número, no entanto, ainda é 38% inferior ao registrado no último carnaval antes da pandemia, quando foram oferecidas 26,3 mil vagas.

Fonte: CNC

Senado confirma para quarta-feira a votação de proposta que congela ICMS sobre combustíveis

Em mensagem encaminhada aos líderes, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), confirmou para a próxima quarta-feira (16) a votação do projeto de lei que congela o valor do ICMS sobre combustíveis por um ano e da proposta que cria um fundo de estabilização do preço da gasolina, álcool e gás.

Como mostramos na semana passada, o relatório do senador Jean Paul Prates (PT-RN) sobre o assunto deve ficar pronto amanhã.

“O primeiro [projeto que congela o valor do ICMS] já possui parecer aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos, e sofrerá poucos ajustes até o Plenário. O segundo está em processo de discussão avançada, dialogando com atores do setor e com os governadores dos Estados. Apresentaremos em breve texto para apreciação, com tempo para avaliação oportuna”, afirmou o relator da proposta.

Os dois textos são uma resposta do Congresso para os constantes aumentos no preço dos combustíveis. A equipe econômica, por sua vez, é contra os dois projetos.

Fonte: O Antagonista

RN recebe carregamento de 225.110 doses para reforço e D2 dos adolescentes

Esta semana, o Rio Grande do Norte recebe 225.110 doses de vacinas para reforçar a Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte.  Hoje (14) chegam 26.910 doses, às 10h55, do imunizante da Pfizer que será destinado à segunda dose dos adolescentes de 12 a 17 anos. 80.250 doses do imunizante da Astrazeneca chegam às 11h55. E amanhã, terça-feira (15), 117.950 doses da Janssen chegam às 12h15 no Aeroporto Internacional. A distribuição acontecerá no início da tarde desta terça-feira (15) e contará com o quantitativo de doses pediátricas que chegaram na última semana. 

A Sesap reforça a importância de procurar os postos de vacinação para completar o esquema vacinal dos adolescentes de 12 a 17 anos e também para que as pessoas façam a dose de reforço. “Os imunizantes são destinados para o reforço dos adultos e para a D2 dos adolescentes. É fundamental que as pessoas tenham consciência de que só com o reforço e a completude do esquema vacinal é que estarão protegidas contra a doença”, disse Kelly Lima, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap. 

Hoje, o Estado do Rio Grande do Norte tem 192.224 pessoas com a segunda dose em atraso e mais de 700 mil pessoas com a dose de reforço. Vacinadas com primeira dose ou dose única são 2.835.178 pessoas, o que representa 89% da população. 2.478.294 são pessoas totalmente vacinadas, ou seja, com a segunda dose, 78% da população. Com a dose de reforço (D3),são 993.562 pessoas, o que representa 31% da população geral. 

O Estado recebeu até hoje 7.099.960 doses durante a campanha de vacinação e foram aplicadas 6.248.975 até o momento.

Prefeitura vacina quase 700 crianças e adultos neste fim de semana

Entre adultos e crianças, o município de Parnamirim registrou neste final de semana cerca de 700 doses aplicadas. As segundas e terceiras doses para adultos ocorreram na Associação de Moradores e contabilizaram 365 pessoas imunizadas.

Já para as crianças de 5 a 11 anos a vacina ocorreu no Shopping Cidade Verde, em Nova Parnamirim, e na Escola Ivanira Paisinho, na Cohabinal. Lembrando que a Secretaria de Saúde já iniciou a aplicação da Coronavac em crianças de 6 a 11 anos, e segue com a Pfizer nas crianças de 5 a 11 anos.

A segunda dose da Pfizer para os pequenos deverá ocorrer daqui há 2 meses, enquanto da Coronavac precisa ser com 28 dias. Evitem administrar qualquer outra vacina no prazo de 15 dias antes ou após a administração da imunização contra a Covid-19.

ACOMPANHE O CRONOGRAMA DA SEMANA PARA ADULTOS E CRIANÇAS:

CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS

Segunda-feira (14)

– Escola João Gomes – Liberdade

– Cmei Tio Hermes – Nova Esperança

Horário: das 8h às 14h

Terça-feira (15)

– Escola Estadual Maria Cristina ( Boa Esperança)

– Escola Municipal Professor Francisco Avelino ( Parque de Exposição)

Trazer documento oficial com foto ou certidão de nascimento da criança, cadastro no RN+Vacina e na ausência dos pais, declaração de autorização que será dada no local.

Horário: 08 as 14h

Trazer documento oficial com foto ou certidão de nascimento da criança, cadastro no RN+Vacina e na ausência dos pais, declaração de autorização que será dada no local.

POPULAÇÃO GERAL A PARTIR DOS 12 ANOS (D1, D2 e D3).

UBS

Horários: verificar os horários com cada unidade.

Idosos com dificuldade na locomoção poderão ser vacinados no carro.

– D3 para toda a população a partir dos 18 anos que tomou a D2 há 4 meses.

– D3 dos IMUNOSSUPRIMIDOS, respeitando o intervalo de 28 dias entre a D2 e D3.

– D2 de OXFORD/ASTRAZENECA naqueles que tomaram a D1 há 90 dias.

– D2 de PFIZER naqueles que tomaram a D1 há 21 dias.

– D2 de CORONAVAC naqueles que tomaram a D1 no prazo de 28 dias.

– D2 da JANSSEN naqueles que tomaram a D1 há 2 meses, com a própria JANSSEN.

Recuperados de covid apresentam depressão e ansiedade, diz estudo

Em estudo feito com 425 pacientes que se recuperaram das formas moderada e grave da covid-19, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) observaram uma alta prevalência de déficits cognitivos e transtornos psiquiátricos. As avaliações foram conduzidas no Hospital das Clínicas entre seis e nove meses após a alta hospitalar.

Mais da metade (51,1%) dos participantes relatou ter percebido declínio da memória após a infecção e outros 13,6% desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático. O transtorno de ansiedade generalizada foi diagnosticado em 15,5% dos voluntários, sendo que em 8,14% deles o problema surgiu após a doença. Já o diagnóstico de depressão foi estabelecido para 8% dos pacientes – em 2,5% deles somente após a internação.

Os resultados completos da pesquisa, que contou com apoio da FAPESP, foram divulgados na revista General Hospital Psychiatry.

“Um dos principais achados é que nenhuma das alterações cognitivas ou psiquiátricas observadas nesses pacientes se correlaciona com a gravidade do quadro. Também não vimos associação com a conduta clínica adotada no período de hospitalização ou com fatores socioeconômicos, como perda de familiares ou prejuízos financeiros durante a pandemia de covid-19”, conta Rodolfo Damiano, médico residente do FM-USP (Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina) e primeiro autor do artigo.

O estudo integra um projeto mais amplo, coordenado pelo professor da FM-USP Geraldo Busatto Filho, no qual um grande grupo de pessoas atendidas no Hospital das Clínicas entre 2020 e 2021 vem sendo acompanhado por profissionais de diversas áreas, entre elas otorrinolaringologia, fisiatria e neurologia, a fim de avaliar eventuais sequelas deixadas pelo SARS-CoV-2.

“Durante meu doutorado, eu coordenei a avaliação neuropsiquiátrica, cujos resultados preliminares foram descritos neste artigo”,conta Damiano à Agência FAPESP. O trabalho foi orientado pelo professor da FM-USP Eurípedes Constantino Miguel Filho.

“Uma de nossas preocupações era entender se esse vírus e a doença por ele causada têm impacto no longo prazo, produzindo manifestações tardias no sistema nervoso central”, conta E. Miguel.

Para o pesquisador, o fato de não ter sido encontrada uma correlação clara entre a condição psiquiátrica e a magnitude da doença na fase aguda ou fatores psicossociais – incluindo os de natureza socioeconômica ou vivências traumáticas – corrobora a hipótese de que alterações tardias relacionadas à infecção pelo SARS-CoV-2 (como processos inflamatórios associados a alterações imunológicas, danos vasculares associados a coagulopatias ou a própria presença do vírus no cérebro) teriam papel na origem dos transtornos.

“A presença de manifestações clínicas, como perdas cognitivas, cefaleias, anosmia [perda do olfato] e outras alterações neurológicas nesses pacientes contribuem com evidências adicionais de que essas alterações psiquiátricas possam refletir a ação do SARS-CoV-2 no sistema central.”

Metodologia

Todos os participantes foram submetidos a uma bateria de testes cognitivos para avaliação de habilidades como memória, atenção, fluência verbal e orientação espaço-temporal.

“Observamos bastante perda cognitiva. Em um teste que mede a velocidade de processamento, por exemplo, os pacientes demoravam em média duas vezes mais do que o esperado para a idade [com base em valores médios descritos na literatura científica para a população brasileira]. E isso foi observado para todas as idades”, conta Damiano. “Além disso, mais da metade relatou, de forma subjetiva, um declínio na memória.”

Os voluntários também passaram por uma entrevista estruturada com um psiquiatra e responderam a questionários padronizados usados no diagnóstico de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Como descrevem os autores no artigo, a prevalência de “transtorno mental comum”(sintomas depressivos, estados de ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia, dificuldade de memória e concentração) no grupo estudado (32,2%) foi maior do que a relatada para a população geral brasileira (26,8%) em estudos epidemiológicos.

Nesses pacientes, a prevalência de transtorno de ansiedade generalizada (14,1%) foi consideravelmente maior do que a média dos brasileiros (9,9%). A prevalência de depressão encontrada (8%) também é superior à estimada para a população geral do país (entre 4% e 5%).

“Os pacientes que evoluem para a forma grave, em geral, são mais comprometidos clinicamente [por problemas cardíacos, renais, diabetes e outras comorbidades] e, consequentemente, já apresentam mais sintomas psiquiátricos. Isso foi considerado na análise. Mesmo corrigindo para esse fator, a prevalência observada no estudo foi muito alta”, afirma Damiano.

O agravamento de sintomas psiquiátricos após infecções agudas é algo comum e esperado, comenta o pesquisador. “Mas com nenhuma outra doença viral se observou tanta diferença e perdas cognitivas tão significativas como com a COVID-19. Uma das possíveis explicações é o próprio efeito do vírus no sistema nervoso central”, comenta. “Se essas perdas são recuperáveis é algo que ainda não sabemos.”

Próximos passos

Atualmente, o grupo da USP estuda amostras de sangue coletadas dos voluntários durante o período de internação. O objetivo é avaliar o perfil de citocinas (proteínas do sistema imune que regulam a resposta inflamatória) para descobrir se há correlação entre o grau de inflamação durante a fase aguda da COVID-19 e o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos.

Caso exista alguma correlação, o passo seguinte será investigar se drogas inibidoras de interleucinas [um dos tipos de citocina]podem ser usadas para prevenir o aparecimento ou o agravamento de sintomas psiquiátricos”, conta.

Para quem já foi afetado, Damiano indica vacinação e acompanhamento psiquiátrico. “Há evidências de que exercícios físicos ajudam a reverter alterações cognitivas associadas a doenças graves e também há treinos de reabilitação cognitiva que podem ser feitos com acompanhamento de um neuropsicólogo habilitado. Além disso, acredito que a prática de meditação pode ser benéfica.”

O artigo Post-COVID-19 psychiatric and cognitive morbidity: Preliminary findings from a Brazilian cohort study pode ser lido aqui.

 

*Com informações da Agência Fapesp

Fonte: poder 360.

Como o Brasil chegou ao atual cenário de fome?

 

É um problema mundial, agravado pelos impactos socioeconômicos da pandemia de covid-19: a fome aumentou no mundo. Mas, no Brasil, apontam números e especialistas, a situação é particularmente grave, com o aumento da pobreza e a diminuição da comida no prato sendo um fenômeno que começou bem antes da atual crise sanitária.

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela REde Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), divulgado em 2021, indicou que 55,2% dos lares brasileiros vivenciavam um cenário de insegurança alimentar — um aumento de 54% em relação a 2018, quando esse percentual era de 36,7%.

Ou seja: 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a comida.

A ideia de segurança alimentar foi cunhada logo após a 1ª Guerra Mundial. Atualmente, classifica-se como insegurança alimentar leve quando há indisponibilidade de algum alimento básico; moderada quando a pouca disponibilidade ou variedade afeta o indivíduo do ponto de vista nutricional; e grave quando não é possível fazer nenhuma refeição durante um dia ou mais.

De acordo com o levantamento da Penssan, 9% da população brasileira — 19,1 milhões de habitantes — vivenciam essa situação mais grave.

Pandemia agravou o cenário

Para o economista Renato Maluf, professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e coordenador da Rede Penssan, “a pandemia de covid-19 agravou esse quadro, mas não é sua causa primeira”.

Ele pontua como início desse momento de retorno à fome e à insegurança alimentar a crise econômica iniciada 7 anos atrás e a crise política com o processo de impeachment do governo Dilma Rousseff. “Deles [desses 2 episódios] resultaram comprometimento do acesso aos alimentos em razão do desemprego crescente, precarização do trabalho, baixa remuneração, retirada de direitos sociais e o progressivo desmonte de políticas públicas”, enumera.

Um levantamento da Penssan a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corrobora essa situação. Em 2013, 77,1% dos lares brasileiros estavam em situação de segurança alimentar — um recorde da série histórica. Em 2018, o percentual já havia caído para 63,3% — um recuo para patamar semelhante ao de 2004. E a curva segue em movimento descendente.

A nutricionista Sandra Chaves, professora na Universidade Federal da Bahia e vice-coordenadora da Penssan, afirma que “a pandemia revelou a fome que já se apresentava para parcelas significativas da população brasileira”.

Ela analisa que o fenômeno foi causado por “um conjunto de ações que anunciavam piora nas condições de vida dos brasileiros”. “Reforma trabalhista, piorando a empregabilidade, reduzindo direitos sociais vinculados ao trabalho, gerando desemprego e precarização do trabalho com redução de renda; paralisia de políticas sociais relevantes para o país”, cita a professora.

O economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais FGV Social, concorda que “a extrema pobreza baseada em renda aumentou em todos os anos [mais recentes]” e diz que “isto se deveu à grande recessão brasileira, aumento de desigualdade de renda do trabalho e enxugamento de programas sociais, tipo Bolsa Família”. “A pandemia é uma etapa nesse processo”, comenta.

Dados da FGV Social mostram que em 2019 11% dos brasileiros viviam em situação de pobreza — ou seja, com pouco mais de R$ 260 por mês. Este valor considera um salário mínimo dividido por 4,6 pessoas — o tamanho médio de famílias pobres brasileiras.

Em agosto de 2020, o chamado “auge do auxílio emergencial” por conta da pandemia, essa pobreza extrema havia caído para 4,8% da população. Dados mais recentes, de novembro de 2021, indicam um aumento para níveis superiores ao pré-pandemia: 13% dos brasileiros estão nesta situação de miséria.

Problema pior que no resto do mundo

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a insegurança alimentar grave chegou a patamares perigosamente altos depois da pandemia de covid-19. Dados do Programa Mundial de Alimentos divulgados em novembro apontam que 45 milhões de pessoas estão passando fome em 43 países do mundo — em 2019, eram 27 milhões.

A ONU pede para que governos e sociedades civis se unam a fim de mitigar esse cenário, insistindo em uma meta antiga de que a fome seja erradicada do planeta até 2030.

Para o economista Neri, está claro que o aumento da fome no Brasil ocorre em níveis mais intensos do que em outros países. Ele atenta para o fato de que, segundo pesquisa elaborada pela FGV Social a partir de dados da Gallup World Poll, se 17% dos brasileiros declaravam não ter dinheiro para comprar comida em 2014, quando o Brasil saiu do chamado Mapa da Fome da ONU, o número atual é de 28%. O retorno do país ao rol da insegurança alimentar da ONU se deu em 2018.

De acordo com o levantamento da FGV Social, em 2014, o Brasil ocupava a 36ª posição em um ranking de insegurança alimentar com 145 países, e agora está na 80ª. Para Neri, essa queda do país no ranking é “inaceitável na chamada ‘fazenda do mundo”.

O fato de a produção de alimentos brasileira aumentar ao mesmo tempo que a comida falta no prato é um contrassenso que não escapa da análise do sociólogo Rogério Baptistini Mendes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A fome que voltou a infelicitar os brasileiros, a ponto de se tornar um problema de saúde pública, não é resultado da pandemia, mas de políticas deliberadas que inviabilizam a agricultura familiar e subordinam a produção do campo aos interesses do agronegócio”, explica ele.

Enquanto o desemprego explodia e a fome atingia pouco mais de 19 milhões de pessoas[segundo a rede Penssa], o PIB do agronegócio conheceu uma expansão recorde de 24,31% em 2020 [conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada]”, compara o sociólogo.

Segundo Mendes, “não sofremos com falta de produção, mas com o abandono dos brasileiros”. “Não houve interesse por parte do governo em proteger os vulneráveis e combater a fome”, afirma.

Ele ressalta que o que ocorreu foi uma série de perdas de “proteções dos trabalhadores e dos humildes”. “Desregulamentações, ausência de políticas e de planejamento, defasagem na cobertura do Bolsa Família. Isso, somado ao desemprego crescente e a diminuição da renda, trouxeram ao cenário atual”, enumera.

Críticas ao Auxílio Brasil

Para os especialistas, a solução para esse problema passa por um conjunto de medidas — “políticas públicas que implicam em trabalho-renda-produção de alimentos-acesso aos alimentos”, define a nutricionista Chaves.

O Auxílio Brasil, programa recém-criado pelo governo federal, nesse sentido ajuda como algo emergencial. “Qualquer programa emergencial de transferência de renda pode ser um paliativo emergencial em momentos de crise como este em que vivemos”, ressalta Chaves “As famílias precisam ter alguma segurança de que poderão alimentar seus filhos neste momento difícil.

Neri define o programa como “simplista” porque “complexifica as condicionalidades do Bolsa Família”, “anda para trás na focalização e estabilidade” e “tropeça nos efeitos de longo prazo”.

Tenta ser um novo auxílio emergencial e ao mesmo tempo mudar a estrutura de benefícios. Gera muita confusão”, argumenta. “Pode funcionar eleitoralmente mas não leva em conta o tamanho nem o grau de pobreza da família. A política social perde foco e durabilidade e ‘ganha’ oportunismo eleitoral.

Maluf compara os auxílios criados durante a pandemia. “Tanto o auxílio emergencial quanto o Auxílio Brasil foram importantes pela transferência de renda, que amenizou a grave situação de milhões de famílias, porém foram mal desenhados e não tiveram a amplitude necessária”, contextualiza.

O auxílio emergencial teve seu valor aumentado pelo Congresso, a contragosto do governo, teve curta duração e foi interrompido por não ter previsão orçamentária suficiente”, prossegue ele.

O Auxílio Brasil pretende ser um programa sem o improviso do anterior, mas é igualmente mal desenhado, não pode ser considerado propriamente uma política social e não consegue disfarçar o propósito eleitoreiro ao substituir o programa exitoso, o Bolsa Família, por uma marca própria.

Fonte: Poder 360