CNH’s devolvidas pelo Correios estão disponíveis para retirada no Detran

Foto: Reprodução

A entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo Correios, é uma das medidas que visa facilitar o serviço e comodidade do cidadão. No entanto, em algumas ocasiões a entrega não é devidamente realizada. Diante da situação, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) organiza o mutirão de entrega desses documentos que se encontram na sede.

Neste primeiro momento, apenas serão entregues as carteiras devolvidas pelos Correios dos municípios de Natal ( ano 2018, 2019, 2020 e 2021) e Parnamirim (ano 2018, 2019 e 2020).  A entrega será na sede do Detran, no horário entre 8 às 16h, iniciando nesta segunda (9) e terminando na sexta(13). 

O cidadão poderá consultar a listagem completa no site www.detran.rn.gov.br (botão cidadão/mutirão CNH -listagem), caso o nome esteja na lista, basta comparecer na sede com documento de identificação e informar na guarita. O nome será conferido na listagem para que o cidadão possa ter acesso ao setor de retirada da CNH.

A ideia é estender o mutirão para os outros municípios também, mas nesse primeiro momento direcionamos para Natal e Parnamirim, explica Jonas Godeiro, Coordenador de Registro de Condutores. Aproximadamente quinhentas carteiras de habilitação estão na sede e nunca foram reclamadas.

Facebook lança recurso para orações on-line e divide opinião de religiosos


O Facebook lançou um recurso para pedido de orações. Apesar de ser uma ferramenta para engajar fiéis, líderes religiosos têm preocupações acerca da privacidade e segurança. Alguns pontuam que a empresa estaria ganhando dinheiro em cima da fé das pessoas.

A nova funcionalidade está em versão de teste em grupos religiosos dos Estados Unidos. Nesses grupos, os fiéis pedem orações para ajudá-los em entrevistas de emprego, no tratamento de doenças e outros desafios pessoais. Depois que a postagem vai para o ar, outros usuários podem reagir com “eu orei” ou outras reações já existentes, deixar comentários ou enviar mensagem privada para o dono do post.

Durante a pandemia da covid-19, vimos muitas comunidades de fé e espiritualidade usando nossos serviços para se conectar, então estamos começando a explorar novas ferramentas para apoiá-los”, diz nota de um porta-voz da empresa.

A política de dados do Facebook permite que as informações dos usuários sejam utilizadas de várias formas, como na personalização de anúncios. Contudo, a empresa afirma que mensagens de oração não serão usadas para esse fim.

O recurso divide opinião de religiosos. O Reverendo Robert Jeffress, da 1ª Igreja Batista em Dallas, disse à AP que a rede social está sendo extremamente importante na pandemia e que, como qualquer outra ferramenta, pode ser mal utilizada.

O Facebook e outras plataformas de mídia social continuam a ser ferramentas incríveispara evangelizar e conectar os crentes entre si, especialmente durante esta pandemia”, falou Jeffress. “Embora qualquer ferramenta possa ser mal utilizada, apoio esforços como esse, que incentivam as pessoas a se voltarem para o Deus único e verdadeiro em nossos momentos de necessidade”, completou.

Adeel Zeb, líder muçulmano do The Claremont Colleges, na Califórnia, se disse otimista, mas tem algumas ressalvas. “Contanto que essas empresas tomem precauções e protocolos adequados para garantir a segurança das comunidades religiosamente marginalizadas, as pessoas de fé devem embarcar no apoio a esta iniciativa vital”, declarou à publicação.

O reverendo Bob Stec, pastor da Paróquia Católica de St. Ambrose, em Ohio, reconheceu a boa intenção. No entanto, ele afirmou que a comunidade on-line não substitui a necessidade de orar da forma tradicional. “Precisamos juntar nossas vozes e mãos em oração. Precisamos ficar ombro a ombro uns com os outros e passar por grandes momentos e desafios juntos”, falou à AP.

Sobre a segurança dos fiéis, o pastor questiona se “é sensato postar tudo sobre todos para que o mundo inteiro veja”. “Quando estamos sob estresse ou angústia ou em um momento difícil, é quase muito fácil entrar em contato com todos no Facebook”, avaliou.

Jacki King, ministra para mulheres na Second Baptist Conway, congregação Batista do Sul em Conway, Arkansas, vê o benefício que a comunidade pode ter para pessoas que estão isoladas em meio à pandemia e lutando contra problemas de saúde mental, finanças e outros. “Eles são muito mais propensos a entrar e fazer um comentário do que entrar em uma igreja agora. Isso abre uma linha de comunicação”, disse.

O bispo Paul Egensteiner, da Igreja Evangélica Luterana no Sínodo Metropolitano de Nova York, tem ressalvas sobre o Facebook, mas está satisfeito com o novo recurso. “Espero que este seja um esforço genuíno do Facebook para ajudar as organizações religiosas a avançar em sua missão”, falou. “Também oro para que o Facebook continue melhorando as suas práticas para impedir a desinformação nas redes sociais, o que também está afetando nossas comunidades religiosas”, completou.

O reverendo Thomas McKenzie, da Igreja do Redentor, uma congregação anglicana em Nashville, Tennessee, lamentou que o Facebook esteja disposto a explorar a fé das pessoas por dinheiro. Ainda assim, disse enxergar o lado positivo da iniciativa. “As motivações malignas do Facebook podem ter fornecido uma ferramenta que pode ser usada para o bem”, disse McKenzie.

A Crossroads Community Church, uma congregação de Vancouver, Washington, tem o novo recurso no seu grupo do Facebook, que possui 2.500 membros. Por lá, são postados de 20 a 30 pedidos de oração por dia. Cada um deles obtém de 30 a 40 respostas.

Gabe Moreno, pastor executivo de ministérios, reconhece que as motivações do Facebook não são altruístas. De qualquer forma, ele vê benefícios para as igrejas e os fiéis. “Devemos ir aonde as pessoas estão. As pessoas estão no Facebook. Então, vamos lá”, concluiu.
Fonte: poder 360.

Covid: Brasil tem média móvel de mortes abaixo de 1.000 pelo 9º dia seguido

Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) referência no tratamento da covid19 em Brasilia, durante moviemntação de pacientes em transfêrencias. Sérgio Lima/Poder360 11.08.2020

O Ministério da Saúde confirmou 399 novas mortes por covid-19 neste domingo (8.ago.2021). Com isso, o país chegou a 563.151 vítimas desde o início da pandemia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil também registrou mais 13.893 casos de covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, alcançou 20.165.672 contaminados.

A autoridade de saúde disse que, do total de 20.165.672 de casos, 18.907.243 estão recuperados e 695.278 continuam em acompanhamento médico.

Os registros de mortes não se referem a quando alguém morreu, mas ao dia em que o óbito por coronavírus foi informado ao Ministério da Saúde. Aos fins de semana há menos registros não porque morrem menos pessoas, mas porque há menos funcionários nas autoridades de saúde para reportar os dados.

Eis o boletim deste domingo (8.ago):

Média móvel de mortes e casos

A média móvel de mortes por covid-19 nos últimos 7 dias foi de 902. É o 9º dia consecutivo que fica abaixo dos 1.000.

Para explicar a situação da pandemia, o Poder360 usa como métrica a média móvel de 7 dias. Trata-se da média diária de mortes e casos nos 7 últimos dias, incluindo a data.

O indicador matiza eventuais variações abruptas, sobretudo nos fins de semana, quando há menos casos relatados. Nesses dias, há menos funcionários nas secretarias estaduais de Saúde e no Ministério da Saúde para reportar e compilar os dados, respectivamente.

A média móvel de novos casos está em 32.473. Tanto a média móvel de casos, quanto a média móvel de mortes apresentou redução em relação aos números reportados no sábado (7.ago.2021).

MORTES PROPORCIONAIS

O Brasil tem 2.639 mortes por milhão de habitantes. As piores situações estão em Rondônia, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, com mais de 3.000 mortes por milhão.

As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde e a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o ano de 2021 em cada unidade da Federação.

O Brasil ultrapassou Montenegro o dia 28 de julho e agora ocupa a 7ª posição no ranking mundial de mortes proporcionais, de acordo com o painel Worldometer. A lista é liderada pelo Peru, com 5.881 mortes por milhão. No fim de maio, o país decidiu revisar os dados e subiu ao topo do ranking, posição antes ocupada pela Hungria.

Fonte: poder 360.

Seca ou covid-19? Saiba como diferenciar os sintomas respiratórios

Paciente na sala de espera do Hospital Regional da Asa Norte usando máscara. Sérgio Lima/Poder360 14.03.2020

Com um período de estiagem que completa 53 dias neste sábado (07.ago.2021), com o Distrito Federal sem chuva desde 15 de junho, o período de seca vem colaborando para a proliferação de doenças respiratórias, como sinusite, bronquite e rinite. Os sintomas, no entanto, podem confundir quem está receoso com a covid-19. Por isso, o Poder360 trouxe um guia explicando como diferenciar as doenças.

Raphael Rangel, virologista e coordenador do curso de biomedicina do IBMR (Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação), explica que durante esse período não é o indicado recorrer a diversas instâncias pra resolver os sintomas. Segundo o especialista, duas atitudes “simples” podem resolver a problemática dos sintomas relacionados à seca: a ingestão de líquido, principalmente água, umidificadores para pessoas que sofrem de desconforto respiratório ou compressão nasal.

Como fazer a distinção

Segundo Rangel, a baixa umidade do ar e o calor podem causar, como principais sintomas, a tosse, coriza, desconforto para respirar, irritação dos olhos, ressecamento da pele e congestionamento nasal.

No entanto, de acordo com o virologista, existe 1 singularidade dos principais sintomas respectivos a “seca” que podem assemelhar-se a covid-19, como a tosse, a coriza e o incômodo na garganta.

“Especialmente neste momento de alta de infecções relacionadas a variante delta, sintomas como incômodo da garganta, coriza e o congestionamento nasal também podem parecer. Por isso é importante que os serviços públicos ofereçam a população a testagem RT-PCR para identificar os contaminados pelo coronavírus e isolar essas pessoas para elas não passarem a doença”.

Prevenção

Para prevenir o contágio pelas doenças respiratórias advindas das seca e também covid-19, Rangel aconselha hábitos de higiene, utilização de máscara e distanciamento social.

“É aconselhado que as pessoas mantenham a higienização das mãos, a utilização de máscaras, principalmente os modelos PFF-2 e N-95, por conta da variante dela, e distanciamento social sempre que possível”.

Fonte: poder 360.

As coligações voltarão na eleição de 2022. A proposta já é consenso em Brasília

A discussão política sobre a reforma eleitoral para regular as eleições de 2022 ainda não acabou.

Ao que tudo indica, o distritão perdeu a força e a forma para se obter o consenso seria aprovar a matéria até o fim de outubro, com intuito de trazer de volta a fórmula que já deu certo no passado.

Nos últimos dias, a coligação ganhou força e deverá ser a grande alternativa para acalmar os ânimos dos parlamentares e dirigentes partidários.

A comissão especial que analisa a matéria votará o projeto na próxima semana, caberá ao plenário das duas casas, câmara e senado, dá a palavra final. Os deputados estão preocupados com suas eleições e até lá é bom se segurar na cela do poder que o cavalo vai pular.

O famoso distritão já é carta fora do baralho.

Michael Diniz: “serei um deputado de oposição ao governo Fátima Bezerra e aliado de Taveira”

O futuro deputado estadual Michael Diniz, do Solidariedade, irá assumir a cadeira de deputado estadual na licença do titular Kelps Lima, que anunciou o seu afastamento do mandato para o próximo ano. Em uma entrevista, o jovem político já mostrou o seu cartão de visita. “Serei oposição ao governo Fátima Bezerra e aliado do prefeito Taveira”, afirmou Michael Diniz.

O empresário não perdeu tempo e já apresentou as principais bandeiras do seu mandato: a questão fiscal e tributária no Rio Grande do Norte, ressaltando sua indignação com o valor absurdo dos impostos pagos pela população. O filho do ex-vereador Diniz também apontou a necessidade do estado ter uma alternativa através das linhas férreas para criar um outro meio de transporte para cargas e pessoas.

Sobre suas expectativas para a cadeira de deputado, que deverá ser ocupada por ele em meados de janeiro, Michael Diniz diz que vai tentar fazer algo grande. “Sei que não vou agradar a todos lá dentro, mas vou mostrar meu cartão de visitas mesmo”, afirmou.

Entre as revelações políticas, Michael Diniz abriu o jogo sobre uma possível dobradinha em família. Sua irmã, Monalisa Diniz, também será candidata à deputada nas eleições de 2022, competindo por uma cadeira na Câmara Federal.

Confira a entrevista completa AQUI.

“A morte do meu filho não será em vão”, afirma César Soanata à Liberdade FM

Em uma entrevista emocionante para os jornalistas Gilson Moura e Valdemir Tapioca na Liberdade FM, o empresário e cantor César Soanata falou sobre a morte do seu filho Lucas Santos. O bate-papo aconteceu na manhã deste sábado (7).

Lucas Santos, filho de César com a cantora Walkyria Santos, foi encontrado morto na última terça-feira (3) depois de tirar a própria. O motivo: ataques de ódio nas redes sociais após postar um vídeo fazendo uma brincadeira.

“Não acreditei”, contou o cantor. A tia de Lucas foi a porta-voz da notícia. “Ela me ligou aos prantos dizendo que ele tinha tirado sua própria vida.”, relata emocionado. “Saímos imediatamente, minha mulher dirigindo porque eu não tinha condições. Quando cheguei lá não tive coragem de subir pra ver.”, completou.

No entanto, César tem transformado o luto em luta. Juntamente com a cantora Walkyria Santos, familiares, amigos e figuras públicas, ele tem travado uma batalha para que casos como o do seu filho não continuem acontecendo. “A morte do meu filho não será em vão”, afirmou.

Já está tramitando no Congresso Federal a Lei Lucas Santos, que tem como objetivo impedir os ataques de ódio no ambiente virtual. A ideia veio do juiz Fernando Moura, da Paraíba, que publicou nas redes sociais uma mensagem sugerindo que deveria ser criada uma lei para proibir os ataques virtuais, inspirando, assim, o deputado Jullian Lemos a criar a lei que já está tramitando na Câmara Federal.

No Rio Grande do Norte, diversos deputados já demonstraram apoio à matéria legislativa. Um deles é Beto Rosado, que fez questão de participar da entrevista e reafirmar seu comprometimento em fazer com que este projeto tramite o mais rápido possível.

“Tenho certeza que a manifestação de toda a população em prol desta lei será o fator essencial para a aprovação desta lei. E eu farei questão de fazer parte de uma Comissão Especial na Câmara para que a Lei seja aprovada o mais rápido possível.”, afirmou Beto Rosado.

Confira a entrevista completa AQUI.

 

VEREADOR DR. CÉSAR MAIA APRESENTA PROJETO QUE CRIA “LEI LUCAS SANTOS” EM PARNAMIRIM

Diante da triste notícia do crime que levou o jovem Lucas Santos a cometer suicídio após ser vítima de cyberbullying e violência psicológica nas mídias sociais, protocolamos um Projeto de Lei que autoriza o poder Executivo a adotar medidas de conscientização sobre o bullying praticado na internet, no município de Parnamirim.

Dentre as medidas a serem adotadas, foram sugeridas a criação de campanhas educativas nas escolas e a inserção no projeto pedagógico de medidas que combatam e conscientizem sobre o cyberbullying.

Do mesmo modo, os estabelecimentos e instituições públicas e privadas deverão desenvolver ações que visem informar e conscientizar a população sobre a importância da pauta e as consequências da violência nas mídias sociais.

É importante lembrar que as mídias sociais foram construídas para somar, informar, entreter e não para promover o ódio e a violência. Isso tem que parar JÁ.

#LeiLucasSantosJÁ

Polícia Civil prende homem por fabricação clandestina de arma de fogo em Touros

Policiais civis da Delegacia Municipal de Touros prenderam, nesta sexta-feira (06), Moabe Amaral da Silva, de 19 anos, na comunidade de Lagoa de Sal, na cidade de Touros. Ele foi preso em flagrante, pelos crimes de fabricação e comércio de arma de fogo, e posse ilegal de arma de fogo e munição.

Após investigações, policiais civis fizeram diligências em um imóvel, na comunidade Lagoa do Sal, e constataram que o lugar era utilizado como fábrica e reparo de armas de fogo e munição, para uma facção criminosa atuante no Rio Grande do Norte. No local, foram apreendidos apetrechos e ferramentas para a fabricação dos artefatos, além de uma espingarda caseira calibre 12 municiada.

Moabe Amaral, que se encontrava no imóvel, foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema penitenciário, onde se encontra à disposição da Justiça.

Bolsonaro chama Barroso de “filho da puta”

Jair Bolsonaro chamou o ministro do STF Luís Roberto Barroso de “filho da puta” nesta sexta-feira (6). Ao cumprimentar apoiadores em Joinville, em Santa Catarina, o presidente xingou o ministro mais uma vez. O episódio foi transmitido no Facebook de Bolsonaro, mas o vídeo foi deletado minutos depois.

“O filha da puta ainda traz gente (inaudível)… aquele filho da puta do Barroso.”

O presidente já havia chamado Barroso, por exemplo, de “imbecil” e “idiota”.

Mais cedo, em conversa com empresários, Bolsonaro mentiu que o presidente do TSE quer que meninas de 12 anos tenham relações sexuais. O ministro se tornou o principal alvo do presidente em sua defesa doentia do voto impresso.

Ontem, o presidente do STF, Luiz Fux, condenou os ataques sistemáticos de Bolsonaro e cancelou uma reunião entre os chefes dos Poderes. Fux disse que “quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro”.

A O Antagonista, Barroso afirmou que não vai responder ao xingamento do presidente.

Fonte: O Antagonista

Veículo da prefeitura de Nísia Floresta é apreendido pela Polícia Rodoviária Federal

O veículo palio fire, pertencente à prefeitura municipal de Nísia Floresta, responsável pelos serviços da Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito, Obras e Serviços Urbanos (SMTO) do município, transitava normalmente quando foi parado em uma blits da Polícia Rodoviária Federal em São José de Mipibu.

Os policiais, ao averiguarem a documentação do veículo, sob placa nº QGK0570, constataram um atraso e realizaram a apreensão. Isso mostra o descaso do poder público diante dessa situação de abandono. O pior é que o motorista teve que voltar a pé para o município, enquanto o prefeito Daniel Marinho desfila em um carrão.


Mais de 13,5 mil novos negócios foram abertos no RN em sete meses

A taxa de abertura de novos negócios no Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 15,4% nos sete primeiros meses do ano em comparação com o mesmo intervalo de 2020. Foram formalizadas Norte 13.561 novas empresas na categoria de Microempreendedor Individual (MEI).

Com esse quantitativo, o estado já acumula um universo de 155.007 microempresas inscritas nessa categoria jurídica. Os dados foram divulgados pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, tendo como base informações da Receita Federal.

No início do ano, o Rio Grande do Norte registrava 141.446 negócios nessa categoria do Simples Nacional e chegou ao mês de julho com o total de 155.007 empresas. Nesse mesmo período do ano passado, o quantitativo de MEIs formalizados saiu de 120.758 negócios para 132.508. Ou seja, um incremento de 11.750 empresas.

“Se no primeiro momento da pandemia, vimos uma demanda por formalização fortemente estimulada pela necessidade, seja pela perda do posto de trabalho ou subsistência, percebemos em nosso atendimento um incremento significativo de empreendedores que buscam orientações para novos negócios diante das oportunidades que a crise também gerou, e outro que ‘validaram’ sua proposta de negócio durante a pandemia, atuando informalmente, e agora busca as adequação necessárias para seu crescimento”, pondera Thales Medeiros, gerente da Agência Sebrae da Grande Natal.

A opção de abrir uma empresa na categoria de MEI tem muito a ver com as facilidades e benefícios que essa figura jurídica proporciona para quem começa a empreender. A principal delas é que a carga tributária é menor em comparação com as demais categorias do Simples Nacional, as microempresas, cujo faturamento anual bruto vai até R$ 360 mil, e empresas de pequeno porte, cujo limite de faturamento anual gira na faixa entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

O MEI paga apenas um valor fixo mensal, que varia entre R$ 56,00 (comércio e indústria), R$ 60,00 (prestação de serviços) e R$ 61,00 (atividades mistas) e ainda o empreendedor recebe seguridade social e benefícios, como aposentadoria, auxílio maternidade e auxílio doença, de acordo com a carência cumprida. O registro já garante um número no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e com isso a possibilidade de emitir nota fiscal, participar de licitações públicas e contratar até um empregado com carteira assinada.

Natal inicia Agosto Lilás somando 20 meses sem feminicídios na cidade

Foto: Semdes

Natal entra o mês que marca o enfrentamento nacional à violência doméstica e familiar contra a mulher, o Agosto Lilás, alcançando uma marca de 20 meses consecutivos sem registro de feminicídio em solo natalense. A boa notícia é respaldada pelo trabalho que a Prefeitura Municipal vem realizando em várias frentes, integrando ações institucionais de conscientização, informação pública, acesso e incentivo a denúncias, além de uma rede de amparo e proteção à mulher vítima de violência doméstica.

Uma das principais políticas da Prefeitura voltadas à proteção direta e permanente às mulheres que sofrem algum tipo de violência foi a criação, capacitação e operacionalização da Patrulha Maria da Penha, que é gerida pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) e operada pelos integrantes da Guarda Municipal do Natal (GMN). “Não podemos e não vamos tolerar que as mulheres sejam atacadas, assediadas, agredidas e mortas sem que haja uma resposta do Poder Público. Toda a estrutura da administração municipal sempre estará voltada pra dar uma resposta ágil e eficaz para que que o número de casos de violência doméstica diminua cada vez mais, bem como para garantir o atendimento necessário para as vítimas desses tipos de crime”, afirma o prefeito de Natal, Álvaro Dias.

Nesse período, a Patrulha Maria da Penha de Natal contabilizou um número de 80 mulheres monitoradas 24h com medidas protetivas de urgência, todas encaminhadas pela Justiça para fazerem parte do programa de proteção, que opera com patrulhamento realizado dia e noite, e com visitas das guarnições que são feitas periodicamente, como planejado em cronograma operacional específico. O trabalho preventivo atende mulheres em todas as regiões administrativas da capital e de classes sociais distintas, tendo entre elas desde donas de casa até profissionais dos diversos ramos de graduação superior.

O trabalho protetivo da Patrulha Maria da Penha também já conta com avanços significativos como a implantação da escolta de eventos, com uma guarnição acompanhando e concedendo segurança à mulher em locais onde é necessária a presença delas, a exemplo das eleições municipais de 2020, onde a Patrulha garantiu o voto com segurança a essas mulheres, guarnecendo o deslocamento de casa ao local de votação e o retorno ao lar.

Outro ponto positivo criado pela Prefeitura do Natal, por meio da Patrulha Maria da Penha, foi a implantação da Plataforma Virtual de Dados, banco de informações alimentado pela Semdes que busca retratar a violência contra a mulher no âmbito da capital potiguar. A plataforma notifica dados das mulheres atendidas pela Patrulha Maria da Penha com informações compreendendo classe social (financeira), tempo de convivência com o agressor, quantidade de boletins de ocorrência registrados, nível de escolaridade, região que reside, quantidade de filhos e situação no mercado de trabalho.

“O trabalho de proteção envolve uma série de atividades desenvolvidas pelas equipes operacionais da Patrulha. Entre elas, o monitoramento via telefone, rondas, visitas domiciliares, articulação na rede institucional de proteção, acompanhamento na entrada e saída do trabalho, escuta de amparo, e até mesmo prisões, em situações em que o violador desrespeita as medidas protetivas determinadas pelo Poder Judiciário”, relata a secretária da Semdes, Sheila Freitas.

Debates

A partir deste sábado vai ao ar na TV Câmara o programa do ciclo de debates “Agosto Lilás Segurança”, às 17h30, com reprise no domingo (08), no mesmo horário. O programa mediado pela secretária da Semdes, Sheila Freitas, tem o objetivo de informar às mulheres sobre os seus direitos e reforçar o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Na primeira edição do “Agosto Lilás Segurança” foi debatida o Papel do Legislativo. Além da secretária Sheila Freitas, participaram a deputada estadual do RN, Cristiane Dantas, e a vereadora de Natal, Nina de Souza.

Ações informativas

A rede de amparo e proteção municipal ainda conta com ações informativas de conscientização das mulheres vítimas de violência doméstica como o Acolhe Mulher, com atendimento pelo número 0800 281 8000, da Prefeitura do Natal. O Acolhe Mulher consiste em uma prestação de serviço que presta atendimento qualificado realizado por assistentes sociais e psicólogos, com orientações e encaminhamentos específicos, e que se soma à rede de proteção municipal já existente.

Um outro passo importante de divulgação pública é a cartilha “Conheça as regras, vire a página e vença esse jogo – Uma Cartilha para as mulheres de Natal”, que traz, de forma sucinta, as tipificações da violência segundo a Lei Maria da Penha. Traz ainda informações sobre locais onde as mulheres podem buscar ajuda e plano de segurança. O Agosto Lilás é uma campanha que foi criada em referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/ 2006), assinada no dia 7 de agosto e que neste sábado completa 15 anos. Um dos objetivos do Agosto Lilás é a divulgação da lei que foi elaborada justamente para amparar às mulheres vítimas de violência, seja ela física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial.

Diretor do CTGAS-ER aponta “boom” na expansão de matrículas em cursos profissionalizantes

“Hoje o SENAI-RN está no boom com a retomada da economia. O primeiro semestre superou todas as metas previstas para o período, com uma retomada especialmente do final de maio para cá, e um dos destaques é a formação de pessoas nos diversos perfis profissionais no setor de energia”, diz o diretor do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello, em alusão aos resultados alcançados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (SENAI-RN) entre janeiro e junho.

O CTGAS-ER é uma das cinco escolas do SENAI no estado e Centro de referência do SENAI no Brasil para formação profissional com foco na indústria de energia eólica.

Números apresentados ao Conselho Regional na semana passada mostram que o SENAI-RN encerrou o primeiro semestre com resultados acima do esperado em matrículas de cursos e atendimentos às empresas em tecnologia e inovação. O desempenho foi atribuído a uma ebulição clara no mercado, puxada especialmente pelas indústrias de alimentos e bebidas, têxtil e de confecções, construção civil, energias, petróleo e gás.

Na área de energia, dados do “matriculômetro”, sistema que atualiza diariamente informações sobre matrículas, mostram que cursos voltados ao trabalho em parques eólicos avançaram 258,91% no primeiro semestre deste ano ante igual período de 2020. O resultado catapultou a área à vice-liderança entre as mais procuradas na modalidade aperfeiçoamento e especialização, atrás apenas de cursos ligados à segurança do trabalho.

Inovação

Segundo Mello, o CTGAS que a sociedade conhecia passou por uma mudança de filosofia nos últimos 20 anos, em resposta a transformações experimentadas pela indústria. “Quando você compara a indústria de hoje com a de 20 anos atrás há um modelo diferente, recheado de inovação, de novos comportamentos, de novas ocupações”, diz ele, acrescentando que, nesse sentido, o SENAI criou um Hub de Tecnologia e Inovação no estado e que “o que era apenas o CTGAS, que já era pujante no Brasil, hoje é algo maior, que vem incrementar o ecossistema de inovação potiguar”.

O Hub de Inovação e Tecnologia do SENAI-RN reúne o CTGAS-ER, o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis – principais referências do SENAI no Brasil para soluções de educação, pesquisa, desenvolvimento e inovação para as indústrias de energias renováveis, do gás e sustentabilidade – laboratórios de robótica do Serviço Social da Indústria (SESI), salas de aula e outros ambientes de ensino e inovação.

Avanços e desafios da Lei Maria da Penha são debatidos em audiência na Assembleia Legislativa do RN

Na manhã desta sexta-feira (6), a Assembleia Legislativa do RN promoveu, através da deputada Cristiane Dantas (SDD), audiência pública híbrida a respeito do tema “15 anos da Lei Maria da Penha: avanços e desafios no enfrentamento da violência doméstica contra a mulher”. O debate aconteceu dentro das atividades do Agosto Lilás, mês de combate à violência doméstica, e um dia antes do aniversário de 15 anos da Lei Maria da Penha.

“Para barrar o crescimento da violência contra a mulher e do feminicídio, no Rio Grande do Norte e no Brasil, é preciso que as vítimas rompam o silêncio sobre a violência que acontece dentro de casa. Mas essa luta também deve envolver toda a sociedade. As autoridades aqui presentes neste debate têm fundamental responsabilidade em concretizar a proteção das mulheres que vencem o medo e lutam para retomar suas vidas”, enfatizou a parlamentar.

Cristiane destacou a campanha do Agosto Lilás (Mês de Proteção à Mulher), criada pelo seu mandato em 2016. “O Agosto Lilás vem mais uma vez conscientizar as mulheres sobre os seus direitos e sobre a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que há 15 anos tornou crime esse tipo de violência”.

A deputada lembrou também que, no período crítico de isolamento e em meio ao trabalho remoto, seu mandato teve três importantes leis sancionadas: a que obriga condomínios residenciais a denunciarem os casos de violência contra a mulher; a que autoriza a criação da Casa Abrigo estadual para acolhimento das vítimas; e a que obriga os hospitais públicos e privados a informarem casos de violência doméstica às autoridades de segurança pública.

Primeira a iniciar os discursos da Mesa, a co-fundadora e coordenadora jurídica do Instituto Maria da Penha, Anabel Pessoa, citou um trecho do livro “Sobrevivi…posso contar”, de Maria da Penha, emocionando todos os presentes.

“Eu quis trazer essa fala de Penha, porque ela nos emociona e faz pensar em quantas mulheres e filhos estão sofrendo neste exato momento. Amanhã a lei estará debutando. É uma lei nova, temos muito ainda o que percorrer, mas podemos dizer que tivemos muitos avanços. Todas nós que estamos aqui somos privilegiadas, por estarmos em posições sociais que nos permitem lutar pelas mulheres que ainda sofrem com esse mal”, disse.

Anabel falou também sobre o destaque da lei brasileira no cenário mundial. “A lei brasileira é a terceira melhor do mundo de acordo com a ONU, ficando atrás somente das legislações de Espanha e Chile. Porém, mais importante que a posição é a gente fortalecer os três eixos: proteção e assistência; prevenção e educação; combate e responsabilização”, destacou.

Para a co-fundadora do instituto, esse momento de pandemia foi um divisor de águas, em que se deu muita visibilidade à quantidade de violência, que aumentou mais de 50%.

“Foram 15 mulheres a mais por dia vítimas de feminicídio no País. Então, nós precisamos cada vez mais de mulheres empoderadas nesse ambiente político, para que possamos fortalecer esse processo. Não adianta falarmos aqui e não modificarmos o nosso dia a dia”, concluiu.

Na sequência, a cabeleireira Natália Abade, vítima de violência doméstica em junho deste ano, falou da experiência pela qual passou e encorajou outras mulheres a denunciarem seus agressores.

“Eu fui agredida pela pessoa que dizia me amar. A mão que me alisou, bateu em mim. Não está sendo fácil. Cada dia é um recomeço. Eu guardei meu medo no bolso, tomei coragem e fui procurar meus direitos, por mim, pelo meu filho e pela minha honra. O meu agressor chegou a ser preso em flagrante, mas em menos de 24 horas ele foi solto. Aquilo para mim foi devastador. Porque eu busquei a minha justiça, mas ela não foi feita”, desabafou.
Natália continuou sua fala, dirigindo-se a todas as mulheres do RN.

“Amem-se, respeitem-se, pensem no amor próprio, não deixem que nenhum homem tire sua dignidade, busquem apoio, denunciem. O amor é bonito, é benevolente. Quem ama não agride. Quem ama cuida e respeita. Depois do que passei, eu resolvi me cadastrar no curso de defensora popular. Porque não é fácil você ver sua vida se esvaindo e buscar todos os dias se refazer. É um trauma que fica para o resto da vida. E agora eu quero ajudar outras mulheres”, disse.

Em seguida, a secretária de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semjidh-RN), Júlia Arruda, começou reforçando que era por Natália e todas as outras mulheres vítimas de violência que a reunião estava acontecendo, com todas levantando a voz e pensando em novas iniciativas e no fortalecimento das políticas públicas.

“Isso é importante para que possamos não só encorajar as vítimas a denunciar, mas para que, após se encorajar, elas possam ter o amparo de todas as instituições, a fim de que sua situação tenha resolutividade”, iniciou.

Júlia ressaltou que assumiu a secretaria com a ideia de interiorizar as políticas públicas, fazendo chegar suas ações aos 167 municípios do RN.

“Nós queremos, sim, que o Agosto Lilás possa reverberar suas ações nos 365 dias do ano. E a determinação da governadora é que a gente tire do papel essas leis que já foram sancionadas, fazendo sua regulamentação”, informou.

A secretária detalhou alguns mecanismos legais de combate à violência contra a mulher, como a Delegacia Virtual da Mulher; o botão do pânico, que atua com o binário da tornozeleira eletrônica; a Patrulha Maria da Penha; e a Casa Abrigo.

“Muitas mulheres têm preconceito com o botão, pois acham que estarão sendo monitoradas ou rastreadas. Então nós precisamos fazer um trabalho pedagógico também, para mostrar que ele é um instrumento importante de combate ao desrespeito das medidas protetivas por parte dos homens”, esclareceu.

Por fim, ela comunicou que o Governo do Estado anunciou a instalação de mais quatro DEAMs (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), nas cidades de Pau dos Ferro, Macau, Nova Cruz e Assu, além da de Caicó, que foi reativada recentemente na Central do Cidadão do município.

Fátima Soares, juíza responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça do RN, destacou o avanço que o Agosto Lilás representa em todas as questões de enfrentamento da violência.

“É importante a gente lembrar que o objetivo dessa campanha é a divulgação e a expansão, para minimizar essa crise que todas nós mulheres enfrentamos de alguma forma e muitas vezes não sabemos que solução trazer. A lei é forte, pedagógica, preventiva. Ela tem todos os mecanismos necessários para combater esse mal. E com a divulgação as mulheres se sentem fortalecidas e inspiradas a ajudar umas às outras, mesmo que não estejam sendo vítimas”, disse.

A juíza expôs ainda dados a respeito das medidas protetivas no Estado, a partir do ano de 2016.

“Eu tenho aqui um registro das medidas protetivas, que são o primeiro passo para sabermos como anda o trabalho de combate. Em 2016, nós tivemos 2.042 medidas; em 2017, 3.372; em 2018, 3.541. Em 2020, esse número começou a baixar: nós tivemos 2.862 medidas. E em 2021 esse índice baixou para 2.017. Isso é bom. Significa que o trabalho não está sendo em vão. É assim que deve ser”, argumentou.

Com relação às medidas adotadas pelo Poder Judiciário, ela esclareceu que se buscou especializar as atuações da prestação jurisdicional nos locais onde o número de casos era muito significativo.

“Por exemplo, aqui em Natal nós tínhamos apenas um juizado. E hoje nós temos mais três, além da formação de uma equipe multidisciplinar, que antes não havia. Também temos um juizado especializado em Mossoró e outro em Parnamirim. Nas demais comarcas, esse trabalho está se realizando de forma híbrida, com juízes que cumulam outras atuações”, explicou Fátima Soares.

Ainda de acordo com a juíza, a ideia é que continuem sendo criadas as equipes multidisciplinares, já que os processos não necessitam apenas do órgão jurisdicional, mas também de uma retaguarda, envolvendo diversos profissionais, como psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.

“Então, há avanços. Não é o ideal, mas já estão sendo abertas portas para trazer uma resposta célere para que essa mulher tenha sua justiça feita, antes de parar no feminicídio”, concluiu.

Na sequência, Érica Canuto, promotora de justiça, falou da alegria ao ver a Lei Maria da Penha sendo
aperfeiçoada, discutida, ampliada e divulgada.

“Foi uma lei que realmente nos uniu. Nós avançamos muito no nosso Estado e temos que reconhecer isso. Em 2015, foram 35 feminicídios; em 2016, 26; no ano de 2017, tivemos 34; aí começa a cair: 2018, 30; 2019, 21; e em 2020 foram 12. Nenhum em Natal. E em abril, junho e julho não houve nenhum feminicídio no Estado todo. Então isso nos fortalece, porque quando acontece um feminicídio todos ficamos abalados”, frisou.

Falando sobre a medida protetiva, a promotora lembrou que ela é o coração da lei, e que a mulher não deve hesitar em pedi-la. “A mulher não deve subestimar. Não deve pensar que ele não vai matar, porque ele pode matar, sim. Ninguém pode garantir o que ele irá ou não fazer. Então, peça a medida protetiva, pois ela salva vidas e é cumprida em 95% dos casos. O homem tem medo disso. E, para os que não a cumprem, a gente tem o botão do pânico. Temos também a Casa Abrigo, que já é uma medida de exceção, só para as mulheres que passam por extremo risco de morte”, explicou.

Apoiando a iniciativa, o deputado Hermano Morais (PSB) lembrou a importância da discussão do assunto no Brasil e no mundo.
“Nós sempre lamentamos muito essas situações de violência doméstica. Apesar dos resultados já alcançados, ainda perdura o comportamento machista, de agressão e feminicídio, todos os dias, no ambiente familiar”, ressaltou.

Para Hermano, a campanha mais eficaz é a da prevenção. “Precisamos ampliar a rede de proteção e o combate e responsabilização dos que cometem esse tipo de crime. Tem que haver a denúncia, e isso compete a toda a sociedade. É importante também a educação e conscientização, já nas escolas, criando um novo ambiente de respeito às mulheres, para que isso chegue às residências de cada um”, finalizou.

Representando a Defensoria Pública do RN, Maria Tereza Gadelha, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nudem), falou sobre o projeto “Defensoras Populares”.

“Os avanços da lei nesses 15 anos foram muitos. E é justamente amanhã que a Defensoria Pública, através do Nudem, vai lançar a segunda edição do projeto ‘Defensoras Populares’. Eu escutei Natália, a vítima de violência doméstica que deu seu depoimento aqui, e quero dizer que ela é uma participante do projeto e vai sair de lá sabendo o que é a lei e os direitos da mulher, não só com relação a violência, mas para outros temas importantes”, reforçou.

Enaltecendo a Lei Maria da Penha, a defensora lembrou que a legislação determina que é dever do Poder Público e da sociedade assegurar os direitos humanos das mulheres.

“E todo esse trabalho vem sendo feito. Eu percebo que, ao longo desses anos, a sociedade vem se conscientizando do problema da violência doméstica. E muitas leis e projetos governamentais e não governamentais foram criados justamente em face da Maria da Penha, que deu visibilidade ao tema”, disse.

Destacando a interiorização das delegacias especializadas, ela ressaltou que essa “é uma medida importantíssima, porque as mulheres dos municípios do interior do Estado são carentes de proteção e apoio”.

Em seguida, Rossana Fonseca, advogada e vice-presidente da Ordem dos Advogados – seccional Rio Grande do Norte (OAB/RN), sugeriu à deputada Cristiane que amplie a divulgação da sua cartilha informativa “Toda mulher tem direito de viver sem violência” para as empresas privadas, levando a consciência de direitos formalizados na Lei Maria da Penha para além dos órgãos públicos.

“Apesar de falarmos muito sobre a lei, nem todas sabem como fazer valer esses direitos. Nem todas as mulheres conhecem o botão do pânico ou a Patrulha Maria da Penha. E são instrumentos maravilhosos, que estão à disposição, mas muitas mulheres não conhecem os direitos que possuem. Então esse trabalho é muito importante. Fico muito orgulhosa de ter uma bancada feminina no Legislativo com um trabalho tão bonito e de ver mulheres tão engajadas como vi aqui”, exaltou.

Ao final da sua fala, a advogada pediu uma atenção especial à Delegacia de Plantão das Mulheres, para que aperfeiçoe seu atendimento ao público.

“Já ouvi relatos de mulheres que se sentiram mais uma vez agredidas ao chegar lá, seja por serem questionadas, seja por não serem bem recebidas”, pleiteou. Rossana Fonseca divulgou ainda o telefone da ouvidoria da OAB para os casos de violência doméstica: (84) 9.9868.0166.

Já a secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Natal, Sheila Freitas, elogiou Natália Abade pela força e coragem de expor sua história.

“Natália, sinta-se acolhida. Sua dor é a nossa. A gente precisa mesmo transformar essas lágrimas em luta, e você já deu o primeiro passo. E eu quero enaltecer também a nossa vitória com a Patrulha Maria da Penha, agradecendo o apoio de todos. Além disso, eu quero lembrar uma coisa: a mulher precisa querer a patrulha. Para isso, ela precisa saber como funciona. E é por isso que a gente precisa desse mês todo dedicado ao tema”, enfatizou.

Ao final da audiência, outras mulheres, do meio político e jurídico, além de representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada, demonstraram seu apoio à causa e destacaram a importância de se continuar com o trabalho de combate à violência doméstica no Rio Grande do Norte.