Eleições 2020: sem voto em trânsito, eleitor deve justificar ausência

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nas disputas para prefeito e vereador, em que estão em jogo os interesses de quem de fato mora em cada cidade, as normas eleitorais não preveem nenhum tipo de dispensa da presença física do eleitor na localidade em que declara residir. Ou seja, nas eleições municipais não há voto em trânsito.

O voto em trânsito costuma ser lembrado como opção por quem, por motivos diversos, sabe que não vai conseguir comparecer a sua zona eleitoral no dia da votação. Essa modalidade de voto, contudo, somente está disponível nas eleições gerais, para presidente e governador, por exemplo.

Por essa razão, todos que estiverem fora de seu domicílio no dia das eleições municipais deste ano, seja no primeiro turno (15 de novembro) ou no segundo (29 de novembro), têm como única opção justificar sua ausência no prazo de até 60 dias.

Mesmo o brasileiro residente no exterior que consegue se inscrever para votar para presidente, em alguma das sessões montadas a cada quatro anos fora do país, de nenhuma maneira consegue participar das eleições municipais, sendo dispensado inclusive de se justificar.

Se morar fora do país, o eleitor precisa justificar ausência na eleição municipal somente se ainda estiver inscrito para votar em alguma sessão no Brasil. Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa esquece de transferir seu título para alguma zona eleitoral no exterior.

Em todo caso, a Justiça Eleitoral oferece diferentes caminhos para que o eleitor que não comparece a sua sessão de votação justifique sua ausência. Vale lembrar que o procedimento deve ser realizado separadamente para cada turno da eleição.

Opções

No dia do próprio pleito, é possível justificar a ausência por meio do aplicativo e-Título. A funcionalidade estará disponível somente dentro do horário de votação, entre as 7h e as 17h, respeitado sempre o fuso horário de cada localidade onde ocorre a eleição.

Caso não consiga usar a ferramenta, o eleitor pode comparecer a uma mesa receptora de justificativa, se houver, ou a ir a qualquer sessão eleitoral munido de um documento oficial com foto, do número do título de eleitor e de um formulário específico preenchido, o qual pode ser encontrado no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O eleitor que deixar para justificar sua ausência somente após a votação vai precisar fazer um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) dentro dos 60 dias previstos. O procedimento pode ser feito também no aplicativo e-Título ou pela internet, no sistema Justifica. Ambas as ferramentas permitem anexar documentos que comprovem a justificativa, como atestado médico ou comprovante de viagem.

Agência Brasil

Só 6 capitais devem definir prefeito no 1º turno

Foto:Pedro Ribas/SMCS

São 6 as capitais que poderão ter seu novo prefeito definido no 1º turno das Eleições de 2020, no próximo domingo (15.nov.2020).

As últimas pesquisas mostram que mais da metade dos brasileiros deve voltar às urnas no dia 29 de novembro.

Em Belo Horizonte (MG), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) busca a reeleição e conta com ampla vantagem nas últimas pesquisas de intenção de voto. Na capital baiana, Bruno Reis (DEM) lidera a disputa em Salvador.

Na capital do Paraná, o chefe do Executivo da cidade, Rafael Greca (DEM), tem mais da metade dos votos válidos dos eleitores curitibanos, indicando uma possível recondução ao cargo no ano que vem.

Em Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) também busca a reeleição e soma mais de todos os votos dos seus concorrentes. Na capital do Rio Grande do Norte, Natal, o prefeito Álvaro Dias (PSDB) pode vencer o pleito no 1º turno e exercer novamente o mandato.

No Sul, a capital de Santa Catarina conta com uma possível reeleição de Gean Loureiro (DEM), que tem a maior parte da intenção de votos dos eleitores de Florianópolis.

Entre os partidos, MDB, PSDB e DEM lideram a disputa pelas prefeituras das 26 capitais do país, que vão decidir quem será a liderança no Executivo municipal  em 2021.

 

O Movimento Democrático Brasileiro, ex-PMDB, tem candidatos competitivos em 6 capitais brasileiras: Maceió, Cuiabá, João Pessoa, Goiânia, Boa Vista e Teresina. Mas somente nesta última a liderança é isolada. O partido elegeu 4 mandatários nas capitais em 2016.

Já o Partido da Social Democracia Brasileira teve 8 vitórias nas capitais mas últimas eleições municipais, e agora pleiteia 5: São Paulo, Natal, Porto Velho, Palmas e Rio Branco. O partido tem 4 lugares de liderança isolada na disputa.

O Democratas lidera isoladamente em 4 capitais, com 1 candidato empatado na liderança. Deve ampliar o leque em relação ao ano de 2016, quando conquistou a prefeitura da capital baiana.

O partido pode ganhar no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Macapá (que teve suas eleições adiadas para o dia 13 de dezembro pelo Tribunal Superior Eleitoral, por causa da queda no fornecimento de energia elétrica da região).

Poder360 analisou e compilou levantamentos divulgados até 5 de novembro com metodologias conhecidas e dos quais foi possível verificar a origem das informações. Os estudos foram registrados na Justiça Eleitoral e estão disponíveis na internet.

Os tucanos podem ter mais de 10 milhões de eleitores governados se obterem êxito no pleito das 5 cidades em que competem. O DEM disputa 8 milhões em 5 capitais e o MDB, 3 milhões em 6 capitais.

Poder360.

Pesquisas: PSDB deve perder prefeitos nas maiores cidades do país; PT pode ganhar

PSDB deve perder nas eleições deste domingo (15.nov.2020) parte das prefeituras que comanda nas principais cidades do país. O grupo reúne as 26 capitais e os 70 municípios com mais de 200 mil eleitores (e nos quais é possível haver 2º turno). É conhecido como G96.

PT –que já dominou o panorama político nacional– deve fazer o movimento inverso. Tende a eleger mais mandatários nos municípios do que há 4 anos, quando emplacou apenas 1 político no grupo.

Os resultados são indicados nas últimas pesquisas eleitorais disponíveis até 14 de novembro com metodologias conhecidas e nas quais foi possível verificar a origem das informações. Foram compilados pelo Poder360.

Os levantamentos mostram 11 candidatos petistas competitivos, que lideram isoladamente ou dentro da margem de erro dos levantamentos. O partido pode recuperar parte do poder perdido em 2016. Mas, mesmo se eleger todos (o que é pouco provável), ficará  em 1 patamar próximo ao que esteve em 1996, antes de Lula assumir a Presidência.

O quadro evolutivo a seguir mostra o nº de prefeitos de cada sigla nas maiores cidades brasileiras e como pode ser o cenário a partir de 2021:

Apenas 4 siglas detêm metade dos candidatos competitivos no G96: PSDB, MDB e PSD. Juntos tem 60 políticos que se encaixam nessa definição (19, 17, 13 e 11, respectivamente).

 

Todas os levantamentos que foram considerados para a produção do infográfico estão registrados na Justiça Eleitoral.

Abaixo, é possível ler na íntegra todos os estudos compilados. O quadro é interativo, portanto é possível escrever e selecionar a cidade para visualizar os percentuais dos candidatos:

DISPUTA PELAS CAPITAIS

Só 6 capitais devem decidir seus prefeitos no 1º turno: Belo Horizonte, Paraná, Campo Grande, Florianópolis, Natal e Salvador. Saiba como estão as disputas:

Saiba quais são os partidos que lideram em cada uma das capitais:

Poder 360.

FM Liberdade, Rádio trampolim e o blog do GM estão juntos na maior cobertura da eleição de Parnamirim

A liberdade FM, rádio trampolim e o blog do GM estarão juntos na cobertura das eleições 2020 em Parnamirim. Uma equipe de peso, formada técnicos, radialistas, repórteres, jornalistas e especialistas, irá acompanhar este momento do exercício da democracia.

Os profissionais acompanharão os votos dos cidadãos e dos candidatos.

Nessa comitiva, estarão presentes, Walter Fernandes, Gugu Albino,   Hedsom Costa , Jarbas França, Pinto Jr, Aristelson Alves, Gilson Moura, Dimas Nascimento, Jorge Cunha, Felipe Cortez, Pedro Hatts, João Maria Medeiros, David Moura, Obedis Damásio e entre outros profissionais.

Será feito um balanço geral de como está sendo o voto neste domingo, dia 15 de Novembro.

Os microfones desses veículos de comunicação estarão abertos para a população de Parnamirim, durante todo o dia, finalizando com a fala dos eleitos e também do poder judiciário.

Professor Diego Américo é vítima de fake news

Professor Diego Américo vem recebendo a solidariedade de centenas de amigo, os quais se revoltaram com a calúnia criada, supostamente por uma jovem, em que o acusa de assédio.

 

O professor indignados com a fake news, provavelmente usada para desestabilizar sua candidatura e consequente enfraquecer sua campanha, foi à delegacia prestar queixa e exigir uma plena investigação para esse tipo de acusação sem provas e fundamentos.

 

O professor Diego é um homem honrado e goza do respeito da sociedade e veio a público esclarecer a situação, apresentando sua versão para a história que aponta com uma verdadeira mentira. Essa fake news, principalmente nessa reta final do pleito, abre precedentes para identificar a real intenção dos seus idealizadores, desestabilizar o candidato, uma vez que esse vem sendo apontado, nas pesquisas, como um dos prováveis eleitos para o legislativo municipal.

Batalha entre Rappi e iFood está no começo e vai envolver mais gente

A batalha dos aplicativos de entrega deixou o âmbito econômico para ganhar espaço nos tribunais. Na última quarta-feira 11, VEJA noticiou que a Rappi, entregou uma denúncia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, por suposta prática anticompetitiva de sua principal concorrente no Brasil, o iFood. O processo corre em sigilo desde o início de novembro e é motivado sobretudo pelos contratos de exclusividade firmados com diversos restaurantes. É importante ressaltar que a prática é comum entre os players do segmento – algo que acontece, inclusive, em outros países – e o próprio Rappi também pratica. Mas, como o mercado recebeu diversos novos competidores, os acordos de exclusividade firmados nos últimos anos pelo iFood poderiam, com a sua posição de liderança no mercado, trazer prejuízos do ponto de vista do consumidor.

O contrato de exclusividade dá benefícios aos restaurantes como menores taxas de venda e entrega, além de posição de destaque nas visualizações dentro da plataforma de entrega. Como o iFood começou a operar no Brasil em 2011 e reinou por muitos anos sozinho neste setor, ele, em dado momento, ofereceu benefícios em troca de ter o cardápio exclusivo de vários dos principais estabelecimentos sobretudo nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, no entanto, há donos de bares e restaurantes que se dizem “reféns” dessa estratégia. “Eu acho que alguém tinha de protestar mesmo. Essa situação está muito ruim para todo mundo. Há dois elos da cadeia escravizados: os restaurantes, que se abraçaram a essas margens do iFood, e os motoboys, que são precarizados nessa situação”, diz uma fonte do mercado que prefere não se identificar. “O Cade deveria ter feito alguma coisa antes, quando eles saíram consolidando o mercado e comprando dezenas de empresas.”

Para driblar os aplicativos e marcar presença em mais de uma plataforma, alguns estabelecimentos adotam uma prática tão inteligente como suicida: trabalham com cardápios distintos para serviços de entrega diferentes. Outros preferem não aceitar o contrato de exclusividade sob risco de serem penalizados com pouca visibilidade. Há quem diga que valha a pena ter um parceiro-fiel. “Nós somos parceiros exclusivos do iFood. Fizemos essa escolha, mas não existe nenhuma obrigatoriedade nesse sentido”, diz Afrânio Barreira, dono da rede especializada em frutos do mar Coco Bambu. “Entendo que quando o parceiro é exclusivo ele acaba tendo mais vantagens. É uma prática normal de mercado. Hoje, para nós, essa estratégia faz sentido. Desenvolvemos um app próprio, mas que ainda não tem um volume significativo. Com o iFood, conseguimos entregar para mais pessoas”, complementa.

BOAS VENDAS? – Mensagem do iFood aos restaurantes em maio: em plena pandemia, empresa revisou suas taxas de entrega para cima – Reprodução/Reprodução

Outra reclamação comum no mercado é acerca das taxas cobradas aos restaurantes. Líder de mercado, com cerca de 75% de participação em tráfego de usuários, o iFood cobra em torno de 27% sobre o valor dos pedidos realizados pela plataforma, porcentagem que pode variar e que a empresa não confirma oficialmente. “São cifras exorbitantes. Mas quem é o número 1 do mercado acaba colocando a taxa lá em cima para ditar a regra do jogo. No início, o iFood cobrava uma taxa simbólica de 6%”, diz um empresário do mercado, que já foi franqueado de algumas redes de alimentação e vendia pelo aplicativo. Hoje, o sistema de entregas Uber Eats aparece como segundo principal player, com uma fatia de 15% do mercado. A Rappi, unicórnio de origem colombiana, por sua vez, tem 7% e sofre para ganhar escala no mercado de restaurantes no Brasil — ela lidera em entregas de compras de mercados e farmácias. Em 2019, a empresa recebeu um aporte de 1 bilhão de dólares por parte do fundo japonês SoftBank. Recentemente, em setembro, mais 300 milhões de dólares foram levantados com outros fundos. A injeção de capital tem sido usada para ampliar as suas linhas de atuação no país.

Um investidor importante para o desenvolvimento do mercado no Brasil indica que o Cade deva avaliar se há, por exemplo, dumping por trás da atuação do iFood no Brasil. Ao cobrar mais de restaurantes, sobretudo daqueles que não têm um contrato de exclusividade, a empresa fica livre para queimar caixa com ações promocionais aos clientes e campanhas de marketing agressivas. “As taxas do mercado não precisam ser tão abusivas. O iFood, principalmente, cobra a mais dos restaurantes para depois colocar a oferta abaixo do preço de custo para o consumidor ou para o motoboy. Eu entendo a frustração da Rappi. Fica difícil competir assim”, diz.

Não à toa, a maior rede de alimentação rápida do mundo se incomodou. O McDonald’s iniciou negociações recentemente com a 4all para desenvolver uma nova plataforma de delivery em ação conjunta com outros donos de restaurantes. A ideia é mitigar a dependência existente na relação com os apps. Se antes a receita dos restaurantes por meio do delivery era marginal, hoje, com a pandemia do novo coronavírus, tornou-se crucial para os resultados. Quando os estabelecimentos foram fechados em todo o país para se evitar a aglomeração de clientes, os aplicativos garantiram demanda para as cozinhas. Por outro lado, os donos dos espaços viram suas margens serem comprimidas. A conta começou a ficar salgada, apesar de o iFood ter feito algumas ações como zerar a comissão para alguns produtos e medidas de auxílio de 180 milhões de reais para restaurantes sobreviverem nos priores momentos da crise. Fora as questões de taxas e exclusividade, donos de restaurantes querem ter maior conhecimento do perfil de seu cliente na plataforma. Esses dados, atualmente, são exclusivos do aplicativo de entrega.

A seu favor, o iFood conta, na investigação que pode correr no Cade, com o fato de o órgão de controle da concorrência já ter tratado de caso semelhante contra a empresa em 2018. Nenhuma mudança em seu modelo de negócios foi pedida e, desde então, nenhuma grande alteração foi feita pela empresa que justificaria uma decisão diferente desta vez. Além disso, o Cade não deve investigar se o iFood alcançou posição de muita liderança no segmento — algo que o app conseguiu principalmente por meio de crescimento orgânico –, mas se estaria abusando dessa posição ou se estivesse comprando rivais para impedir que crescessem. A empresa também não estaria tornando impossível a expansão de rivais, uma vez que todo o setor experimentou forte crescimento de receitas durante a pandemia.

Novos players

O mercado tende só a ficar cada vez mais competitivo, com a chegada de empresas ainda maiores do que o iFood. Além de McDonald’s, demonstram interesse pelo nicho de atuação o Google e a Magazine Luiza. Algo que deverá ficar claro em 2021. O McDonald’s, a despeito de seu tamanho, pode ter mais dificuldades ou menos interesse de se expandir nesse campo, uma vez que teria de investir muito em marketing para ganhar tração em um mercado que o iFood já domina. O que tende a ser revolucionário, entretanto, é a entrada de gigantes do varejo eletrônico brasileiro nas entregas de alimentos. É o caso, por exemplo, do Magazine Luiza, que comprou a plataforma paranaense AiQFome em setembro. O valor envolvido no negócio não foi revelado, mas a startup de delivery já tem presença em 350 cidades, a maioria pelo interior dos estados, 2 milhões de clientes e cerca de 20.000 restaurantes cadastrados, movimentando algo em torno de 700 milhões de reais ao ano. O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, chamou atenção ao comprar a plataforma James Delivery, em 2018, numa estratégia para competir com a própria Rappi nas entregas a partir dos supermercados. Quem não tem feito muito barulho, mas tem um potencial para ocupar uma fatia considerável do mercado é as Lojas Americanas, que lançou o Americanas Mercado em julho. “Há uma corrida das grandes empresas para se tornarem superapps e venderem de tudo, tendo controle de toda a cadeia. Isso pode fazer com que o mercado se autorregule”, aponta o especialista em comércio eletrônico Pedro Guasti, cofundador da agência de pesquisas Ebit.

Temerosa com os rumos do mercado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel, trabalha na criação de um sistema aberto do mercado. Paulo Solmucci, presidente da entidade, chama o projeto ainda em fase embrionária de “Open Delivery”. “É como o ‘open banking’. Os restaurantes vão usar essa plataforma para subir suas informações, como cardápio. E os aplicativos de entrega poderão consultar esses dados e fechar um acordo. É importante ressaltar que não é uma plataforma ou um aplicativo de entregas nosso”, diz. “A ideia é que a governança desse sistema esteja sob comando da Abrasel. Já conversamos com o Banco Central, com o Cade e o Ministério da Economia. Todos estão preocupados para que esse mercado seja mais competitivo e interoperável. Devemos ter um código aberto, que aumente a concorrência e facilite a entrada de pequenos estabelecimentos nesse mercado”, reforça. O projeto ainda não tem data para ganhar vida, mas vários varejistas e desenvolvedores de softwares estão em contato com a Abrasel. A princípio, o sistema funcionaria no modelo B2B (empresa para empresa).

O setor também olha com curiosidade as movimentações do Google. As redes de shopping center Multiplan e BRF Malls anunciaram, em agosto, que a empresa na qual são sócias Delivery Center estariam participando da plataforma Google Food Ordering. Trata-se de um serviço de entregas de refeições para os usuários da busca do Google. Se a disputa no mercado promete ser cada vez mais competitiva, o consumidor deve ser beneficiado.

Veja

‘Estou pronto’, diz Huck a empresários – os bastidores do jantar

Luciano Huck chegou por volta das 20h da quarta-feira, 11, na casa de João Carlos Camargo, proprietário da rádio Alpha FM, em São Paulo. Era uma reunião marcada a pedido de Claudio Lottenberg, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, e que reuniria oito empresários. Para a surpresa de Huck, a mesa contava com 23 lugares. A notícia de que o apresentador da TV Globo havia se encontrado com o ex-ministro Sergio Moro fez a procura pelos convites crescerem ao longo da semana. Segundo relatos dos presentes a VEJA, Huck admitiu pela primeira vez que se sente preparado para disputar a Presidência da República em 2022.

A afirmação foi feita por Huck após uma pergunta de Antônio Alberto Saraiva, proprietário da rede Habib’s. “E agora, Luciano? Vai ou não vai?”, questionou o empresário. “Da outra vez, achava que não estava pronto. Agora, eu estou. Mas a decisão não está tomada”, respondeu Huck, que desistiu de concorrer ao cargo em 2018.

O apresentador foi sabatinado por cerca de três horas. Além de Saraiva, estavam presentes outros empresários que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência, entre eles Flávio Rocha (Riachuello) e Washington Cinel (Gocil), e representantes de instituições do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o BTG Pactual. Os advogados Arnoldo Wald Filho e Heleno Torres também estavam na reunião, assim como o líder do movimento político RenovaBR, Eduardo Mufarrej, e o economista Daniel Goldberg, gestor da Farallon e que chegou ao jantar no mesmo carro de Huck. No cardápio, tartar de salmão, medalhão ao molho mostarda e, claro, vinhos.

Huck abriu a noite com uma apresentação de quatro minutos. Ele disse que via a oportunidade de construir um projeto político para o país como um “chamado geracional”, já que “ninguém da minha geração deu a cara para bater e para deixar um país melhor para os seus filhos”. Huck afirmou que desde 2018 está estudando o Brasil e que hoje tem a capacidade de “agregar gente e talento” para “tirar o país do lamaçal”. Para isso, o apresentador acredita que a polarização entre Bolsonaro e Lula precisa ser superada. “Esse não é um projeto personalista. Não me preocupo com o que falarão de mim. Se você é honesto, técnico e faz oposição ao Bolsonaro, então estou disposto a conversar com você”, disse, segundo relatos dos presentes.

O apresentador também foi questionado por Flávio Rocha sobre o conservadorismo no campo dos costumes. “Não sou conservador culturalmente e não vou mentir sobre isso”, respondeu. Huck aproveitou o momento para dizer que os presentes teriam de aprender a conviver com essa diferença e que “não adianta nada dizer que é conservador e trocar o ministro da Educação toda hora”. Por diversas vezes, Huck afirmou que o projeto político no qual acredita deve ter a educação e a saúde como prioridades. Também falou sobre pensar novas formas de organização urbana que melhorem a qualidade de vida nas favelas, uma área esquecida pelos políticos, segundo ele.

Em outro ponto que foi elogiado pelos empresários, Huck afirmou que um país precisa escolher um tema para dar certo. “Não vamos fazer chips melhores do que a China. Não vamos fornecer mão de obra mais barata que o México nem fazer roupas melhores que o Vietnã. O Brasil deveria ser uma potência verde e aproveitar o momento para criar um mercado cativo. E estamos jogando a chance pela janela”, declarou.

Quando foi questionado sobre quais políticos poderiam fazer parte do seu projeto, Huck citou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e Sergio Moro.

O jantar terminou com uma fala do pai do apresentador, o advogado Hermes Marcelo Huck. “Nenhum pai quer que o filho seja candidato à Presidência. Mas, se ele sair, vou apoiar incondicionalmente”, disse o jurista. Todos se levantaram e foram embora por volta de 23 horas.

Veja

Declarações de Bolsonaro geraram mal-estar entre militares

As declarações recentes de Jair Bolsonaro, sobretudo a quase-declaração de guerra aos EUA, geraram mal-estar entre os militares e foram a razão para que Edson Pujol saísse a campo para tentar dissociar a política dos quartéis, relatam Helena Mader e André Spigariol na Crusoé.

O general Paulo Chagas, que escreveu nas redes sociais “há muito deixei de dar atenção a pronunciamentos de fanfarrões”, afirmou à revista que seu entendimento é o mesmo da maioria de seus colegas de caserna.

Para Lucas Rezende, professor de Relações Internacionais na UFSC, Pujol quer demonstrar que parte das Forças Armadas “se incomoda com a adesão que uma ala aparentemente majoritária das Forças teve ao governo de Jair Bolsonaro”.

O Antagonista

Sexo ‘entre todos’, diz delegada sobre família de Flordelis

A delegada Barbara Lomba, que investigou a morte do pastor Anderson do Carmo, disse hoje, em audiência, que havia “relações [sexuais] entre todos” na casa de Flordelis, relata O Globo.

“Havia relações entre todos ali. Flordelis não se relacionava só com o Anderson e o Anderson não se relacionava só com ela”, disse a delegada, que é testemunha de acusação.

“As relações eram baseadas na mentira. Estabeleceu-se uma lógica de relação familiar baseada em estratégia, e fachadas tinham que ser montadas. Muitas coisas que aconteciam na casa não poderiam aparecer”, afirmou.

A delegada afirmou que a deputada “elegeu” Anderson como seu marido.

O Antagonista

Vacina da Pfizer deve ser vendida com preço reduzido ao Brasil

A farmacêutica norte-americana Pfizer pretende disponibilizar sua futura vacina contra a Covid-19 por valores menores para países com menor capacidade econômica, o que pode ter impacto sobre os preços para o governo brasileiro.

A diferença de precificação “ajuda a garantir a equidade de modo que todo os países possam ter acesso à nossa vacina”, de acordo com nota da empresa.

Segundo noticiou a Reuters, haverá três preços diferentes para a vacina: um para países desenvolvidos, outro para os países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) e um terceiro para países mais pobres.

A vacina BNT162, que está em desenvolvimento pela Pfizer e a empresa alemã BioNTech, se baseia em trechos de RNA (molécula “prima” do DNA) que compõem o material genético do vírus.

O RNA viral da vacina contém a receita para a produção da chamada proteína S (de “spike” ou espícula, o gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se conectar às céculas humanas). Espera-se que, uma vez dentro das células, esse pedaço de RNA seja usado para iniciar a produção da proteína S, a qual, por sua vez, desencadeará uma reação de defesa do organismo. Quando o organismo entrar em contato com o vírus real, a esperança é que ele já esteja com anticorpos prontos para combatê-lo.

Tudo indica que a técnica é relativamente segura, mas resta demonstrar sua eficiência é até hoje, nenhuma vacina de RNA foi liberada para uso comercial.

No Brasil, as vacinas que estão na última fase de testes, com diferentes técnicas e abordagens, são as de Pfizer/BioNTech, Sinovac, Universidade de Oxford/AstraZeneca e Janssen (Johnson & Johnson).

No caso da Coronavac, da chinesa Sinovac, e da vacina de Oxford/AstraZeneca, já há contrato de transferência de tecnologia para a produção no Brasil pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, respectivamente.

Em nota, a Pfizer afirma que já está em contato com o governo brasileiro para tratar de uma possível aquisição da imunização, caso se confirmem os resultados positivos da pesquisa em andamento.

A vacina da farmacêutica apresentou mais de 90% de eficiência na análise preliminar dos testes de fase 3 (última antes da aprovação), conforme divulgou a própria empresa na segunda-feira (9). Os resultados ainda são parciais e não correspondem à conclusão do ensaio clínico.

Em fases anteriores de estudo, a vacina, administrada em duas doses, estimulou a produção elevada de anticorpos após 28 dias de aplicação.

Um dos aspectos que podem dificultar a distribuição da vacina no Brasil é a temperatura na qual ela deve ser mantida. Segundo a empresa, a imunização deve ser armazenada a -75°C. Para contornar essa particularidade, a empresa diz ter desenvolvido um container com temperatura controlada que usará gelo seco para a vacina se mantenha a -75°C por até 15 dias.

Notícias UOL

Eleição 2020: veja o que levar e o que não levar no dia da votação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral elaborou um plano de segurança sanitária com diversas recomendações aos eleitores sobre procedimentos a serem adotados durante a votação, que ocorre no domingo (15) das 7h às 17h.

Neste ano, os itens imprescindíveis para votar são um documento oficial com foto e a máscara, cujo uso será obrigatório a todo o momento nas sessões eleitorais.

A Justiça Eleitoral recomenda ainda que, se possível, o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação, de modo a evitar o compartilhamento de objetos e a disseminação do novo coronavírus.

Assim como ocorreu em anos anteriores, o eleitor que já fez o cadastro biométrico pode, caso prefira, utilizar o aplicativo e-Título para se identificar, precisando mostrar somente a tela do celular ao mesário. A ferramenta digital dispensa que o eleitor porte qualquer documento em papel.

O eleitor também pode levar a conhecida cola na hora de votar, com os números de seus candidatos. Vale lembrar, porém, que não é permitido portar o aparelho celular dentro da cabine de votação. Por isso, se for mesmo necessária, o melhor é levar a cola em papel.

Dentro da cabine, também são proibidos máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou quaisquer instrumentos que possam comprometer o sigilo do voto. Esses aparelhos devem ficar retidos com o mesário enquanto o eleitor vota.

Está previsto que a Justiça Eleitoral deverá fornecer álcool gel aos eleitores. O previsto é que também haja álcool 70% disponível para higienização de superfícies.

Os organizadores da eleição não incentivam o uso de luvas, seja por mesários ou eleitores, sob o argumento de que o item desencoraja a higienização frequente das mãos e ainda pode se tornar um vetor de transmissão de covid-19, no caso de descarte inadequado.

Abaixo, as recomendações aos eleitores feitas pela Justiça Eleitoral no Plano de Segurança Sanitária das Eleições Muncipais de 2020. Instruções para mesários, coordenadores e outras pessoas envolvidos no processo eleitoral podem ser encontradas na íntegra do documento, disponível no site do TSE.

Instruções aos eleitores

– Se apresentar febre, não saia de casa.

– No transporte até o local de votação, mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas em filas e evite entrar em veículos cheios.

– Mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas dentro dos locais de votação. Evite contato físico com outras pessoas, como abraços e apertos de mão.

– Respeite a marca de distanciamento nas filas e nas seções eleitorais (sinalizada com adesivos nos chãos).

– Se possível, compareça sozinho ao local de votação. Evite levar crianças e acompanhantes.

– Permaneça nos locais de votação apenas o tempo suficiente para votar.

– Use máscara desde o momento que sair de casa até a volta.

– Nos locais de votação, não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija retirada da máscara.

-Se possível, leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

– Mostre seu documento oficial com foto, esticando os braços em direção ao mesário. O mesário verificará os dados de identificação à distância.

– Se houver dúvida na identificação, o mesário poderá pedir que você dê dois passos para trás e abaixe brevemente a máscara.

– Higienize as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

Agência Brasil

Fluxo no aeroporto de SGA no Rio Grande do Norte ultrapassa 110 mil passageiros

O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves registrou 110 mil passageiros no mês de outubro, somando os embarques e desembarques. Esse número corresponde a 60% em comparação ao ano passado. Os dados são do setor de inteligência da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e confirmam a retomada da atividade turística no Rio Grande do Norte, um dos principais motores da economia estadual.

“É uma alegria ver novamente essa movimentação em nosso aeroporto. Comprova que o trabalho de planejamento da retomada foi bem desenvolvido. É importante ressaltar a união entre o governo e as entidades do trade turístico durante todo esse processo. Teremos uma excelente alta temporada, isso significa crescimento da economia do estado, geração de emprego e renda”, comemorou Aninha Costa, secretária de turismo do RN.

O transporte aéreo foi um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19, que em abril registrou o mês de maior queda de passageiros e voos pelas companhias. Nos últimos meses, a partir do Plano de Retomada, o foco tem sido no aumento dos voos domésticos regulares e fretados para o estado de várias partes do Brasil.

O volume de passageiros em outubro manteve a taxa de crescimento em torno de 50% em relação ao mês anterior. A previsão para dezembro é o crescimento de 110% em relação a julho deste ano, e a recuperação de 80% da malha doméstica do estado para janeiro de 2021.

Os números também refletem o investimento na promoção do destino, para o qual foram realizadas diversas campanhas com operadoras de viagens, companhias áreas e também para os turistas. “Fomos o primeiro estado do Brasil a receber o selo Safe Travels do WTTC e criamos o selo turismo + protegido para nos posicionarmos com um destino seguro e isso nos colocou numa posição de destaque no âmbito da retomada”, afirmou Bruno Reis, presidente da Emprotur.

Assecom/RN

Taveira lidera em todas as pesquisas

 

De acordo com as pesquisas, o prefeito Rosano Taveira deverá ser reeleito no próximo domingo.

Todas as projeções estatísticas, de vários institutos, registradas na Justiça Eleitoral, confirmam a reeleição de Taveira.

A última pesquisa apresentada pelo instituto consult, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-05605/2020, apontou mais uma vez o atual prefeito como reeleito nesse pleito.

Rosano Taveira lidera com 43,8% das intenções de voto contra 22,8% da vereadora Professora Nilda.

Brancos e nulos somaram 14,2% e o total de indecisos correspondeu a 13,8%.

O ex-prefeito Maurício Marques aparece com 2,6 e o coronel Dolvim com 2,0 prontos percentuais. Já os professores, Edvan Sousa e Francisca Henrique, obtiveram 0,4 e estão empatados em último lugar.

Foram entrevistados 500 eleitores de Parnamirim, no dia 6 de novembro, com margem de erro de 4,3% e invervalo de confiança de 95%. Porém a grande decisão desse páreo eleitoral será domingo com o resultado da eleição.

Maioria no STF rejeita pedido de Witzel contra impeachment

Seis dos 11 ministros do STF já votaram, em julgamento virtual, pela rejeição de um pedido de Wilson Witzel para anular seu processo de impeachment na Alerj.

São eles Alexandre de Moraes, relator, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Kassio Nunes Marques. O único voto contrário, até agora, é de o Dias Toffoli.

Em julho, quando a ação foi protocolada no STF, Toffoli, no plantão, chegou a mandar desfazer a comissão de deputados responsável pela primeira análise da denúncia.

O antagonista.

Covid-19: EUA registram mais de 150 mil casos em 24 horas, novo recorde

As autoridades de saúde dos EUA registraram nesta quinta-feira (12) mais de 152 mil casos do novo coronavírus. É a primeira vez que o total de casos no país em 24 horas supera os 150 mil desde que a pandemia começou, registra o New York Times.

A contaminação pela Covid-19 atingiu níveis críticos em grande parte do país, especialmente no Meio-Oeste, onde diretores de hospitais já alertam para a insuficiência de leitos.

Nos EUA, mais de 100 mil novos casos de coronavírus têm sido registrados todo dia desde 4 de novembro, e o recorde de infecções foi quebrado seis vezes nos últimos nove dias.

O antagonista.