Vacina da Moderna tem 94,5% de proteção contra Covid-19, diz estudo

Estudos preliminares divulgados na manhã desta segunda-feira (16) mostram que a potencial vacina da Moderna contra a Covid-19 tem cerca de 94,5% de eficácia na prevenção do novo coronavírus.

O imunizante está na terceira fase dos testes clínicos, a última antes do aval das agências reguladoras para ser aplicada na população. A Moderna é a segunda empresa norte-americana a mostrar resultados que vão além das expectativas nos últimos dias.

A análise preliminar foi feita com base em 95 infecções por Covid-19 entre os voluntários que receberam o imunizante ou placebo. Desse número, apenas cinco tinham tomado a vacina — que foi administrada em duas doses no intervalo de 28 dias.

Os dados do ensaio, feito com 30 mil pessoas, também mostrou que ela previne de casos graves. Desses 95 infectados, 11 tiveram a Covid-19 na forma mais agressiva — e todos receberam placebo.

Joven Pan

Barroso pede que PF investigue ataque hacker ao sistema do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, durante coletiva de imprensa

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, pediu hoje (16) que a Polícia Federal (PF) investigue ataques cibernéticos aos sistemas da Corte. 

Durante coletiva de imprensa no início da noite, Barroso disse que há suspeitas de articulação de grupos para desacreditar o sistema de votação.

Ontem (15), durante o horário da votação, o sistema de informática do TSE foi alvo um ataque de múltiplos acessos. No entanto, o ataque foi neutralizado pelo sistema de defesa e não houve vazamento de dados, segundo o tribunal.

As tentativas de invasão foram feitas por meio de servidores localizados no Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia. Esse sistema não tem relação com a apuração dos votos, que ocorre por meio de uma rede privada.

No mesmo dia, foram divulgados na internet dados pessoais de ex-servidores e ex-ministros. Segundo o presidente, os dados são antigos e foram liberados em sites da internet para tentar desacreditar a segurança da votação.

“Os dados vazados tinham mais de dez anos de antiguidade e divulgação foi feita no dia das eleições para procurar causar impacto e trazer a impressão de fragilidade no sistema. Ao mesmo tempo que esses dados foram vazados, milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeitas de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura, e muitos deles são investigados pelo STF”, afirmou.

Sobre o atraso de três horas na divulgação dos resultados, Barroso disse que a Oracle, empresa responsável pelo computador que apresentou defeito, será acionada para tentar resolver o problema para o segundo turno.

A forma de totalização (soma dos votos) centralizada no TSE vai continuar no segundo turno. Nas eleições passadas, a totalização era feita pelo tribunais regionais eleitorais e foi alterada por motivos de segurança e de custos.

Agência Brasil

Eleições em São Paulo: Pela primeira vez em 35 anos, PT não fica entre os dois primeiros colocados

Pela primeira vez em 35 anos o Partido dos Trabalhadores não termina a disputa pela Prefeitura de São Paulo nas duas primeiras colocações. A última vez que isso aconteceu foi em 1985, quando Jânio Quadros (PTB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se enfrentaram na segunda parte do pleito, com a vitória de Jânio. Na época, a chapa do PT, composta por Eduardo Suplicy e Luiza Erundina como vice, ficou em 3º lugar, com 19,75% dos votos.

Neste domingo, 15, o prefeito Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) ficaram entre os primeiros mais votados e vão se enfrentar novamente nas urnas, no segundo turno, no dia 29 de novembro.

É a primeira vez que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vai para o segundo turno na capital paulista. Dessa vez, Luiza Erundina também é a vice de Boulos.

Jovem Pan

Aliados de Bolsonaro admitem derrotas como ‘termômetro’ para 2022

Foto: Antonio Scorza/Agência O Globo/15-11-2020

O entorno do presidente Jair Bolsonaro tenta fazer uma limonada das derrotas impostas aos seus candidatos nestas eleições municipais. A avaliação é de que o cenário serviu como um importante termômetro para moldar uma campanha para a corrida presidencial de 2022 caso o chefe do Executivo leve adiante o plano de tentar a reeleição. Sem entrar de cabeça neste pleito, avaliam aliados, Bolsonaro teria dificuldade de conhecer o real tamanho de sua força e fraqueza.

Além disso, assessores do presidente consideram que, se tivesse ficado de fora da disputa municipal, o capitão não teria ninguém para defender suas bandeias e seria alvo de ataques nos debates.

Interlocutores do presidente avaliam agora que o presidente deverá repensar sua estratégia de campanha para 2022 já que não terá uma base eleitoral forte nos municípios. Em 2018, Bolsonaro também não contava com esse tipo de apoio nos interiores, mas conseguiu se fortalecer com o discurso de que juntos precisavam expulsar o PT. Agora, seus aliados ponderam que, com o PT mais enfraquecido e eleitores rejeitando o discurso de ódio, é preciso mudar a tática.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que o apoio de Bolsonaro conseguiu impulsionar a candidatura do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) à reeleição no Rio de Janeiro — ele disputará o segundo turno contra Eduardo Paes (DEM) —, mesmo não sendo suficiente para ajudar Celso Russomanno (Republicanos) a avançar na disputa. No Palácio do Planalto, a justificativa para tirar a derrota de Russomanno do colo do presidente está em apontar “falhas” na campanha dele.

Interlocutores do presidente apontam que primeiro o republicano tentou esconder o presidente nas peças de campanha e que mesmo depois, ao voltar atrás e inseri-lo, não conseguiu se comunicar com a militância bolsonarista, que o viu como traidor. Outra crítica levantada por assessores de Bolsonaro foi com o case escolhido pelo candidato, que usou linguagem de futebol enquanto seu público era voltado por telespectadores conservadores que não entendem do esporte. Russomanno virou o CR10, em referência ao jogador português Cristiano Ronaldo e ao camisa 10 do Pelé.

Bolsonaro também sentiu a derrota no Recife, onde apesar do seu apoio a Delegada Patrícia (Podemos) caiu para quarto lugar na disputa. Lá, o segundo turno ficará em família e no campo da esquerda com João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). O ex-ministro Mendonça Filho (DEM) que tinha uma sinalização de que poderia receber o apoio do presidente caso passasse para a fase final ficou em terceiro lugar.

Já em Belo Horizonte, apesar da derrota de Bruno Engler (PRTB) para Alexandre Kalil (PSD), reeleito no primeiro turno com 63,3% dos votos válidos, a interpretação foi de que Bolsonaro conseguiu alavancar o nome do deputado estadual. As pesquisas de intenção de votos colocavam Engler atrás e com, no máximo, de 4% das intenções de voto. Ele, porém, chegou a quase 10% dos votos válidos, ficando em segundo lugar.

Nas redes sociais, Bolsonaro tentou minimizar sua participação no pleito. Alegou que sua “ajuda” se resumiu a quatro transmissões ao vivo que totalizaram “três horas”. O presidente fez questão de criticar o PSDB por não ter conseguido elegar Bruno Covas no primeiro turno e apontar uma derrota da esquerda. “De concreto, partidos de esquerda sofreram uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar”, escreveu.

Por outro lado, o assessor especial da Presidência Filipe Martins escreveu, no Twitter, que “a esquerda se renovou, assimilou as lições de 2018 e soube usar a internet e a nova realidade política a seu favor”. De acordo com Martins, a direta não conseguiu se organizar e precisava fazer a “devida autocrítica”. Caso contrário, segundo ele, os erros “cobrarão um preço ainda maior no futuro”.

Mourão vê vitória do centro

Já o vice-presidente Hamilton Mourão apontou os “partidos de centro tradicional” como os “grande vencedores” da disputa.

— Até o presente momento não fiz nenhuma análise aprofundada, (mas) os partidos de centro tradicionais foram os grandes vencedores. Por enquanto é isso — disse, em conversa com jornalistas ao chegar no Palácio do Planalto. — São político mais tradicionais, mais conhecidos, os que foram eleitos já no primeiro turno, em grandes cidades, e aqueles que estão competindo no segundo turno. Isso é uma realidade.

Mourão, contudo, disse que não é possível apontar uma derrota de Bolsonaro porque ele não “entrou de cabeça” na eleição e apenas apoiou “muito pouco” alguns candidatos.

— Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos, muito pouco, mas não tinha. O presidente está sem partido. Sem estrutura partidária fica difícil participar de uma eleição.

O Globo

INSS inicia teste de teleperícia a partir de hoje

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia hoje (16) experiência piloto de realização de perícias médicas com uso da telemedicina. A fase de testes vai até o dia 31 de janeiro de 2021.

Para o trabalhador ter acesso à perícia por telemedicina, a empresa em que trabalha precisa aderir ao projeto. O INSS disponibilizou às empresas, por meio eletrônico, o Termo de Adesão de Participação da Experiência Piloto de Realização de Perícias Médicas com Uso da Telemedicina (Pmut).

Um médico contratado pela empresa terá a responsabilidade de acompanhar o segurado. Com os documentos e informações encaminhadas, o perito do INSS decidirá se concede o auxílio-doença.

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, o protocolo da experiência piloto foi aperfeiçoado para dar segurança ao ato pericial dos peritos médicos federais, que ficam autorizados a realizar perícias médicas por telemedicina, durante o período de enfrentamento da pandemia da covid-19. A medida foi tomada em cumprimento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) se posicionou contra a perícia por telemedicina. “Não existe calamidade no âmbito da perícia médica federal e a prova disso é que as agendas de atendimento dos peritos médicos federais de todo o país estão frequentemente vazias ou incompletas”, diz a nota.

A ANMP argumenta ainda que o Conselho Federal de Medicina (CFM) “possui inúmeros atos que proíbem peremptoriamente a utilização de recursos tecnológicos na perícia médica”.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho disse, em nota, que “está preparada para dar início às Perícias Médicas com Uso da Telemedicina (PMUT)”, nesta segunda-feira. A secretaria não informou quantas empresas já aderiram ao projeto piloto.

Agência Brasil

Pix: novo sistema de pagamento instantâneo entra em funcionamento

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Desde o dia 5 de outubro, pessoas e empresas estão fazendo o cadastro das chaves Pix, para identificar a conta para receber pagamentos e transferências. E a fase restrita de operação ocorreu de 3 a 15 deste mês, com horários específicos para fazer as transações, disponível apenas para alguns clientes selecionados pelas instituições financeiras.

Segundo o Banco Central, não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. As instituições que ofertam o Pix podem estabelecer limites máximos de valor para reduzir de riscos de fraude, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Para fazer transferência ou pagamento, bastar ter a chave de quem vai receber o dinheiro, em vez de informações sobre agência, conta e dados pessoais do recebedor.

A chave Pix previamente cadastrada pode ser CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória (uma sequência alfanumérica gerada aleatoriamente que poderá ser utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta). O recebedor também pode gerar QR Codes.

O Pix deve ser gratuito para pessoas físicas nas operações de transferência e de compra. As exceções serão o recebimento de vendas de produtos e de serviços, que poderão ser tarifadas pelas instituições financeiras.

Também pode haver cobrança se os clientes (pessoas físicas e jurídicas) que, podendo fazer a transação por meio eletrônico (site ou aplicativo), preferir fazê-la presencialmente ou por telefone. Nesse caso, as instituições poderão cobrar tarifas.

Em relação às pessoas jurídicas, as instituições financeiras poderão cobrar tarifa tanto no envio como no recebimento de dinheiro por meio do Pix. Serviços acessórios ligados ao pagamento e ao recebimento de recursos também poderão ser tarifados.

No site do Banco Central, há perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos.

Agência Brasil

O novo rei do litoral. Éder Queiroz se elege e faz Taveira o mais votado  

O jovem Éder Queiroz se elege vereador com 1.221 votos e se torna o novo líder político do litoral, resgatando a cadeira desse importante colégio eleitoral. Além de Éder, mais nove novatos irão ocupar 10 cadeiras no legislativo municipal, destinados aos novatos.

O filho de dona Hélia do mercadinho, comemorou com seu povo logo depois do resultado da eleição.

A população de pium, cotovelo e Pirangi saiu às ruas para festejar a eleição do jovem líder que é nativo do litoral e hoje passa a ser o legítimo representante de sua gente.

 

 

Gilson Moura