CoronaVac produz anticorpos contra covid-19 em 97% dos casos, diz estudo

Artigo publicado nesta 3ª feira (17.nov.2020) na revista científica Lancet Infectious Diseases mostra que a vacina CoronaVac produz anticorpos depois de 28 dias em 97% dos participantes dos testes. A vacina é fabricada pela empresa chinesa Sinevac.

Leia a íntegra (1,4 MB).

O imunizante está na 3ª fase de testes em diversas regiões do Brasil desde julho em parceria com o Instituto Butantan.

As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades de 18 a 59 anos. Não foram relatados efeitos colaterais graves à vacina.

O Butantan estima que terá 46 milhões de doses do imunizante, sendo que 6 milhões virão da China e 40 milhões serão produzidas em São Paulo.

“Nós temos a última fase da pesquisa, a última e derradeira. Estamos provavelmente nas últimas duas, três semanas dessa fase final da pesquisa para submeter os resultados à Anvisa. Estamos seguindo rigorosamente o protocolo internacional de testagem da vacina e também é o protocolo da Anvisa”, afirmou Doria à Rádio Jornal.

Leia a íntegra de release divulgado pelo Butantan sobre o estudo:

Estudo revela que Coronavac produz anticorpos contra a Covid em 97% dos participantes

Coordenados pelo Instituto Butantan, os estudos clínicos da Coronavac seguem em andamento no Brasil e envolvem 13 mil voluntários; as primeiras doses do imunizante devem chegar em São Paulo ainda esta semana

Na noite desta terça-feira (17) os resultados dos estudos clínicos da Coronavac, vacina em desenvolvimento pela parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, foram publicados pela revista científica Lancet Infectious Diseases. A publicação mostra que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Os resultados publicados na Lancet, que contam com a revisão de diversos cientistas, são mais um passo importante para o desenvolvimento da vacina, que está em fase 3 de testes em diversas regiões do Brasil desde julho deste ano. Os detalhes da publicação podem ser conferidos no próprio site da Lancet: http://www.thelancet-press.com/embargo/covidvaccinetlid.pdf

As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades entre 18 e 59 anos. Os dados mostram que as reações adversas foram leves e nenhum efeito adverso sério relacionado à vacina foi identificado. A reação mais comum foi dor no local da aplicação. A taxa de soroconversão entre os voluntários que receberam a vacina, ou seja, produção de anticorpos, ficou acima dos 90%.

O artigo científico apresenta dados que já eram de conhecimento do Instituto Butantan e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a partir deles foi possível aprovar o uso emergencial em mais de 50 mil pessoas na China e a realização do estudo de fase 3 no Brasil.

Estudos clínicos

Em fase final de estudos no Brasil, a Coronavac é considerada uma das vacinas mais promissoras no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e vem sendo testada em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.

Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que 151 participantes que receberam a substância sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de COVID-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, deverá ser submetido à avaliação da Anvisa para registro e posterior uso em campanhas de imunização contra o coronavírus.

Poder 360.

TSE diz que comprou “cloud Oracle” porque só a Oracle vende o “cloud Oracle”

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TSE (Tribunal Superior Eleitoral) soltou uma nota na noite da 3ª feira (17.nov.2020) para explicar a razão do atraso da totalização dos votos e divulgação dos resultados das eleições municipais.

Leia aqui a íntegra da nota.

Uma explicação curiosa do TSE foi sobre comprar os serviços da Oracle por R$ 26,2 milhões sem licitação. O produto oferecido foi o que se chama de “nuvem privada”: racks com computadores potentes que fazem o processamento dentro do edifício do TSE.

A razão para comprar o “cloud Oracle” foi porque só a Oracle vende o “cloud Oracle”, explicou de maneira redundante o TSE. Além disso, segundo o Tribunal, os serviços dessa empresa são usados pela Justiça Eleitoral desde quando começaram as votações digitais, em 1996 –sugerindo que uma vez que algo é comprado pelo poder público de algum fornecedor, esse histórico acaba retroalimentando futuras aquisições.

Ocorre que os serviços de processamento em nuvem (sejam realmente na nuvem ou no formato de “nuvem privada”) são oferecidos por uma infinidade de empresas. AmazonGoogle e Microsoft são algumas que estão nesse ramo. Obviamente, a Amazon não pode vender o “cloud Oracle”, mas oferece serviço idêntico. Outras firmas também.

Em suma, seria como se o governo precisasse comprar hambúrgueres e decidisse que teria de ser apenas o sanduíche Big Mac, do McDonald’s, porque só essa rede de fast food oferece tal alimento –desconsiderando que várias outras também vendem hambúrgueres.

Na nota, o TSE também relata 1 fato inusitado para explicar a lentidão na contagem dos votos no dia 15 de novembro de 2020. O Tribunal afirma que as máquinas que recebeu da empresa de tecnologia Oracle usavam inteligência artificial, recurso que otimizaria o processamento dos dados. Quanto mais informação recebiam, mais rápidas ficavam.

Ocorreu algo que o TSE considerou 1 imprevisto: “Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias”. Assim, as máquinas da Oracle foram ficando mais lentas, e não mais rápidas, quando os votos começaram a chegar.

O TSE não explica por que não ocorreu a seus técnicos (ou aos da Oracle) que as tabelas de contabilização de votos realmente precisam estar vazias no início da votação.

Também não fica claro por que o banco de dados que apenas recebe informações sobre contabilização de votos tenha de usar inteligência artificial, pois trata-se de operação rotineira –apesar do grande volume de informações.

A contabilização de votos requer a entrada dos dados e alta capacidade de processamento. Esse tipo de operação não precisa aprender nem tomar decisões autônomas com base nas informações que recebe. Basta alocar os votos que chegam para cada candidato listado nas tabelas de totalização.

Poder360 faz a seguir 1 resumo do que disse o TSE em sua nota, com uma análise sobre o conteúdo das explicações da Justiça Eleitoral:

1) imprecisão sobre finalização da contagem dos votos – o TSE afirma que “os cidadãos brasileiros tiveram acesso ao resultado das urnas em todo o país no mesmo dia da realização da votação, antes da meia-noite”.

Barroso pediu desculpas em sessão do TSE de 3ª feira (17.nov.2020). No início da reunião, classificou a lentidão na totalização de votos como um “pequeno problema” e também afirmou que o resultado foi anunciado no mesmo dia do pleito.

Essa afirmação está incorreta.

Em 16 de novembro de 2020, dia seguinte ao da eleição, o site do TSE para divulgar resultados eleitorais mostrava definição de prefeitos eleitos ou candidatos no 2º turno para 5.310 dos 5.567 municípios brasileiros nos quais foram realizadas eleições (seriam 5.568, mas Macapá, no Amapá, teve a disputa adiada por causa do apagão de energia).

Com apenas 5.310 cidades com dados disponíveis na 2ª feira, o Poder360 e diversos veículos de comunicação, ao baixar os dados dos arquivos do Tribunal Eleitoral, só conseguiram divulgar resultados ainda parciais

Na 3ª feira (17.nov.2020), o Poder360 verificou na parte da manhã que só era possível baixar do TSE dados para 5.458 municípios. Ou seja, 48 horas depois da eleição, o sistema do Tribunal continuava a não oferecer para o público os dados 100% completos da disputa –embora, de fato, já estivesse tudo contabilizado.

É importante notar, entretanto, que o atraso na divulgação dos resultados não teve nenhum indício de fraude. A velocidade da apresentação dos dados foi menor do que em anos anteriores, mas o problema foi técnico e sem sinal de adulteração de qualquer natureza.

2) supercomputador – não existe uma definição precisa do que seja 1 supercomputador. Mas o que a Oracle ofereceu o TSE não é uma máquina dessa natureza, como é conhecida de maneira geral no setor de tecnologia. Trata-se de equipamentos com alta capacidade de processamento, mas nada parecido ao que são os supercomputadores de instituições como Nasa ou MIT (Massachussetts Institute of Technology).

Ainda assim, o TSE em todos os seus comunicados (como na nota deste 17 de novembro de 2020) se refere ao “Oracle Gen 2 Exadata Cloud at Customer Infrastructure – X8 – Full Rack” como supercomputador. A mídia, em geral, reproduz essa classificação, que é incorreta.

3) recomendação técnica de 3 peritos da Polícia Federal – o TSE afirma que a PF recomendou que os TREs deixassem de fazer contabilização de votos localmente –uma praxe histórica.

A nota relata que a PF “entregou, em outubro de 2018, um relatório elaborado por 3 peritos com análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais nas Eleições 2018”.

E daí? Daí que esse documento da PF apontou que “cada 1 dos 27 TREs realizava a totalização dos votos registrados a partir de 1 servidor instalado fisicamente em cada TRE, mas cuja administração e manutenção estava a cargo do TSE”. Para a PF, “mudar a arquitetura de servidores para estarem fisicamente localizados no próprio TSE melhora[ria] consideravelmente a segurança operacional” do sistema.

Na avaliação de apenas 3 técnicos da PF, haveria “vulnerabilidade” no fato de cada Estado brasileiro contabilizar seus votos localmente. Esses riscos poderiam “ser mitigados com a localização física destas máquinas no ambiente do TSE”.

O que fez a Justiça Eleitoral? Confiou nos 3 peritos da Polícia Federal. Não há notícia de que especialistas em tecnologia que pudessem pensar de maneira diferente tenham sido consultados. O TSE acreditou nos 3 peritos da PF (que não é conhecida por ser especialista de tecnologia da informação) e começou o processo de mudança para Brasília da contabilização dos 100% dos votos da eleição seguinte.

4) só a Oracle fornece o Oracle Cloud – essa é a afirmação mais curiosa da nota de 17 de novembro do TSE. O documento relata que a Justiça Eleitoral no Brasil usa “o sistema de banco de dados Oracle há mais de uma década”. E mais: “Os serviços da Oracle foram contratados em todas as eleições que utilizaram o sistema de votação eletrônica desde 1996”.

Como se sabe, o serviço oferecido pela Oracle é também encontrado no portfólio de empresas de grande reputação. Para citar apenas 3: Amazon, Google e Microsoft.

Mas o TSE entendeu que deveria ser a Oracle e que o contrato seria do tipo que dispensa licitação.

Foi invocada o artigo 25, inciso I, da Lei no 8.666/93 (lei das licitações) que permite ao Estado comprar produtos ou serviços sem licitação “quando houver inviabilidade de competição, tendo em vista a existência de fornecedor exclusivo”, diz o TSE em sua nota.

Essa afirmação é próxima ao surrealismo.

A Justiça Eleitoral recebeu uma certidão emitida pela Abes (Associação Brasileira de Empresas de Software), a entidade que representa a corporação das empresas de tecnologia, com esta afirmação tautológica: “A Oracle do Brasil Sistemas Ltda. detém exclusividade para vender serviços de cloud Oracle para entidades da Administração Pública, nas contratações cujo objeto seja exclusivamente a prestação de serviços de cloud Oracle, ou seja, sem qualquer serviço agregado relacionado ao cloud Oracle”.

O TSE entende, portanto, que só a Oracle pode vender o serviço de cloud Oracle.

Em suma, seria algo como dizer que só o McDonald’s pode vender o sanduíche Big Mac. E, obviamente, se o governo quiser comprar Big Macs isso terá de ser sem licitação. Até porque as lanchonetes Burger KingBob’s ou outras não tem licença para vender os hambúrgueres do McDonald’s.

A afirmação do TSE vai além. Explica que outros órgãos públicos se renderam ao fato de que só a Oracle vende o produto cloud Oracle, como a PGR (Procuradoria Geral da República) e o STF (Supremo Tribunal Federal).

5) equipamento pifado e inteligência artificial que não aprende sozinha – a Oracle entregou 2 equipamentos para o TSE usar no dia da eleição: a) o rack com 8 núcleos de processamento (Exadata X8 Full Rack); b) outro rack com 4 núcleos de processamento (Exadata X8 Half Rack).

A máquina principal, de 8 núcleos, teve 1 de seus processadores pifados em 15 de novembro.

A outra máquina (de 4 núcleos) seria usada em caso de falha da primeira –o equipamento de redundância, como se diz no jargão da tecnologia. O TSE não informa se isso foi tentado.

Os técnicos do TSE e os funcionários que a Oracle emprestou no dia da eleição imaginaram que o fato de 1 dos processadores apresentar defeito fosse a causa da lentidão. Depois, acharam que não. Ofereceram uma explicação gongórica sobre a programação do hardware que teria o que chamam de “inteligência artificial”.

Mas, surpresa: houve 1 problema próximo ao realismo fantástico. O TSE afirma que as máquinas aprenderiam com o processamento dos dados e assim sempre otimizariam a operação. E o que aconteceu? Como os computadores da Oracle estavam vazios no início do processo, não tinham como aprender a partir de planilhas vazias. Aí, ficaram lentos. Faltou “calibragem” (sic), diz a nota do Tribunal.

O texto do TSE vale ser lido pelo seu raciocínio helicoidal e pelo pendor pela repetição de palavras para contar algo que jamais poderia ter acontecido:

“Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias. Com o início da totalização às 17h, as tabelas do banco de dados passaram a receber mais de 1 milhão de linhas por minuto. Nesse caso, o plano de execução gerado pelo computador com o banco vazio mostrou-se inadequado para o processamento com o banco de dados cheio. Com isso, o equipamento não deu conta de, simultaneamente e com a rapidez necessária, aprender 1 novo plano de execução adequado para o processamento do grande volume de dados e realizar a totalização com a celeridade esperada. É normal que a aprendizagem da inteligência artificial do equipamento consuma tempo. Porém, isso poderia ter sido evitado com a realização de testes para calibrar o otimizador. Novos planos de execução foram gerados ao longo da totalização, mas se mostraram ineficientes diante do crescimento do volume de dados. 

Para solucionar o problema em definitivo, o sistema de totalização foi temporariamente paralisado, de modo a permitir a geração de um plano de execução novo e adequado. Assim, ao reiniciar o sistema, foi possível a retomada célere da totalização”.

Ao final da nota, o TSE faz uma defesa apaixonada da Oracle. A multinacional norte-americana recebeu R$ 26,2 milhões para entregar uma máquina que chegou com 1 mês de atraso e foi submetida só a 2 dos 5 testes testes de stress recomendados.

“Durante todo o dia do 1º turno das eleições, técnicos da Oracle estiveram presentes nas dependências da Secretaria de Tecnologia da Informação, prestando suporte técnico. O TSE considera que a Oracle cumpriu, no curso do episódio, todas as obrigações assumidas”, diz a nota.

Obviamente, há 1 exagero na afirmação da Justiça Eleitoral, até porque fica claro que a Oracle teve responsabilidade pelos atrasos registrados.

SEGUNDO TURNO

O TSE afirma que “a falha no plano de execução no 1º turno não se repetirá no 2º turno, em 29 de novembro, tendo em vista que o otimizador já está calibrado para processar um volume maior de informações de forma célere”.

Poder 360.

PT elege 2 Lulas nas eleições 2020; entre Bolsonaros, só Carlos é eleito

Lula não foi eleito em São Domingos (MA). Jair Bolsonaro foi derrotado em Laranjal do Jari (AP). Tanto os candidatos que usaram o nome do ex-presidente quanto aqueles que adotaram o sobrenome do atual chefe do Executivo nas urnas não tiveram o sucesso que esperavam nas eleições municipais de 2020.

Dos 26 postulantes filiados ao PT que se identificaram com o nome do ex-presidente Lula, apenas 2 foram bem-sucedidos. Lula do Doce se elegeu vereador por Itaíba (PE), com 483 votos. Lula do Assentamento conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Alto Alegre (RO), com 166 votos. Entre os derrotados está Thamara Lula da Silva, que recebeu apenas 16 votos em Taquaritinga (SP), e Steve Melo Lula Livre da Silva, candidato escolhido por apenas 18 sapeaçuenses, do município de Sapeaçu (BA).

Já entre os candidatos que utilizaram o sobrenome Bolsonaro nas urnas, a taxa de sucesso foi ainda menor. Foi eleito apenas o mais conhecido deles: Carlos Bolsonaro, o “filho 02” do mandatário. Ele foi o 2º vereador mais votado do Rio de Janeiro (RJ), com 71.000 votos. Nas eleições de 2016, foi o mais votado, com 106.567 votos, número 35.567 maior que o alcançado na atual eleição.

Leia o desempenho completo dos Lulas e Bolsonaros ao fim deste texto.

Outros 77 Bolsonaros espalhados por 25 Estados não tiveram o mesmo sucesso que Carlos teve no pleito fluminense e não conseguiram se eleger. É o caso de Márcia Bolsonaro, de Irecê (BA), que recebeu apenas 6 votos. E de Bolsonaro Sergipano, que tentou uma vaga na Câmara de Aracaju (SE), mas foi votado por somente 286 pessoas.

Sergipano não ganhou a cadeira de vereador, mas viralizou nas redes sociais com as caracterizações que fez do presidente da República. Apareceu na propaganda eleitoral  da televisão com 1 terno, uma faixa presidencial fictícia, o cabelo penteado para o lado e finalizou a mensagem com o gesto de arma que o presidente costuma fazer.

 

Ainda no Nordeste, outro candidato atuante nas redes sociais que se gaba de semelhança física com o ídolo é Lula do PT. Ele se candidatou a vereador em Iguatu (CE). Além do nome, outra característica que aproxima os 2 Lulas é a profissão: o candidato de Iguatu é metalúrgico. Porém, não teve o sucesso que o pernambucano teve quando foi eleito e reeleito presidente. Teve apenas 83 votos.

Foram poucos os Bolsonaros apoiados publicamente pelo atual presidente da República. A mãe de Carlos e ex-mulher do mandatário é 1 exemplo de candidata que incorporou o sobrenome do político na urna.

Bolsonaro, o real, manifestou apoio em suas “lives eleitorais” para Deilson Bolsonaro (Republicanos), postulante a vereador em Boa Vista (RR) e amigo do presidente, e para Adilson Bolsonaro (PSD), de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Walderice Santos, ex-secretária do mandatário que ficou conhecida como “Wal do Açaí”, também recebeu aval para utilizar o sobrenome do ex-chefe na disputa. Mas não funcionou: teve 266 votos em Angra dos Reis (RJ).

Poder 360.

Turismo deixou de ganhar R$ 41,6 bilhões desde o início da pandemia

O setor do turismo brasileiro deixou de faturar R$ 41,6 bilhões desde o início da pandemia de covid-19, considerando os meses de março a setembro. O montante representa queda de 44% no faturamento do setor em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (17.nov.2020) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Em setembro, o faturamento das empresas do setor (R$ 8,6 bilhões) foi 37,6% menor do que o mesmo mês de 2019 – o que significa uma retração de R$ 5,2 bilhões no faturamento. Esse é o pior resultado do turismo para setembro desde o início da série histórica, em 2011.

Ao contrário de setores como o comércio e os serviços, em recuperação desde o início do 2º semestre do ano, o turismo não apresenta sinais de retomada. Até por isso a necessidade de uma expansão da oferta de crédito para as empresas do setor, principalmente por meio de ajuda de programas do governo”, destaca a Fecomercio-SP em nota.

Segundo a entidade, a retração do turismo em setembro foi liderada pelo setor de transporte aéreo, que faturou 64,6% a menos do que no mesmo mês de 2019. O resultado, no entanto, é menos pior que os registrados em agosto (-68,8%) e julho (-78,1%).

A Fecomercio-SP destaca que também caíram expressivamente, em setembro, os faturamentos dos agentes de hospedagem e alimentação (-37,3%) e de atividades culturais, esportivas e recreativas (-24,4%).

“É importante que os empresários mantenham os canais digitais ativos desde já, não apenas para ofertar pacotes e destinos, mas também para que os clientes tenham uma comunicação clara dos novos protocolos de segurança do turismo”, recomenda a Fecomercio-SP.

A entidade também ressalta que muitos turistas procuram por locais com flexibilidade de cancelamento ou remarcação, e possibilidades de reembolsos. “Adaptar as reservas e os fluxos a esta especificidade do mercado representa uma vantagem significativa para agora e para o cenário pós-pandemia”, diz.

Com informações da Agência Brasil

Poder 360.

Brasil deve sediar escritório da Organização Mundial do Turismo

O Brasil deve abrigar uma das sedes da OMT (Organização Mundial do Turismo), informou nesta 3ª feira (17.nov.2020) o presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado. Durante cerimônia no Palácio do Planalto para comemorar os 54 anos da Embratur, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, Machado destacou a visita do diretor-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

“Nós temos a Organização Mundial do Turismo aqui, trazendo excelentes notícias, que o Brasil foi escolhido para receber um dos quatro escritórios da OMT no mundo”, afirmou.

Na 2ª feira (16.nov.2020), Pololikashvili se reuniu em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro. O diretor-geral da OMT, que é uma das agências da Organização das Nações Unidas, também cumpriu agenda oficial no Rio de Janeiro, ao lado do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

O escritório da OMT no Brasil será o 1º da entidade na América Latina e deve concentrar esforços para desenvolver o turismo no continente. Gilson Machado chegou a citar Rio de Janeiro, Brasília e Manaus como possíveis sedes para o escritório da OMT, mas essa decisão não está tomada.

Na cerimônia que marcou os 54 anos da Embratur, os Correios também lançaram 1 selo personalizado e 1 carimbo alusivo ao aniversário da agência. Desde maio, quando a Medida Provisória 907 foi sancionada, a Embratur se tornou, de forma definitiva, uma agência com status de serviço social autônomo, sob regime jurídico de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública.

Antes, a instituição funcionava como uma autarquia federal. No novo formato, a Embratur pode receber recursos privados, como contribuições do Sistema S e ganhou mais autonomia administrativa para promover produtos e serviços turísticos no Brasil e no exterior.

De acordo com Gilson Machado, apesar de o setor ter sido fortemente afetado durante a pandemia, a recuperação do turismo no Brasil já está sendo refletida nas estatísticas.

“O Brasil é o país que tem o maior potencial no período pós-pandemia. Hoje, de acordo com dados do Ministério do Turismo, já estamos com 88% do nosso fluxo de turistas internos recuperado. Poucos países do mundo podem dizer isso. Temos as nossas companhias aéreas voltando a trabalhar em torno de 80% das operações, e alguns hubs já estão 100%, como o aeroporto de Recife, que já ultrapassou os números de 2019”, disse Machado.

Na semana passada, o governo federal lançou 1 pacote de medidas para estimular a retomada do turismo no país.

Poder 360.

Vereador Diniz afirma: não quero mandato de ninguém. Agora é a vez dos eleitos

A ação que tenta validar os votos de Carlos Arcanjo, já em tramitação no TSE benefiará o partido de Arcanjo.
Mas uma coisa precisa ser dita, o vereador Manoel Diniz, que hipoteticamente seria o dono da cadeira, caso a ação de Carlos Arcanjo prospera-se, não entrou com nenhum processo para retirar a vaga de Gabriel César.
Diniz, deixou claro que não moverá nenhuma palha para influenciar direto ou indiretamente essa ação eleitoral que corre nas cortes superiores em Brasília.
O vereador, que é conhecido como Dom Manoel Diniz, disse que cumpriu sua missão na câmara e agora irá se dedicar a sua família e seus negócios, mas não descarta a possibilidade de atuar na esfera executiva, mas por enquanto no legislativo, o seu compromisso termina em 31 de dezembro de 2020, aonde cumprirá seu mandato de vereador até o último dia.
Gilson Moura