ÚLTIMASBolsonaro volta a defender voto impresso: “Vamos mergulhar na Câmara e Senado”

Hoje (5), na tradicional live de quinta-feira, Jair Bolsonaro disse há pouco que vai “mergulhar” na Câmara e no Senado em busca do voto impresso.

O objetivo é fazer a medida valer já nas próximas eleições de 2022.

Segundo Bolsonaro, ele utilizará a PEC de Bia Kicis como ponte.

A proposta estabelece a impressão de cédulas para tornar o sistema eleitoral confiável.

O eleitor, contudo, não chega a ter contato com o papel impresso.

“Vamos mergulhar na Câmara e Senado para que a gente possa realmente ter um sistema eleitoral confiável em 2022. Tem uma PEC da Bia Kicis que pode ser aproveitada para voltar o voto impresso. É a maneira como você tem para auditar, contar os votos de verdade.”

E acrescentou:

“Devemos sim ver o que acontece em outros países e buscar um sistema que seja confiável por ocasião das eleições”.

Conexão política.

Covas tem 26% e Russomanno e Boulos disputam vaga no 2º turno em São Paulo

Pesquisa realizada pela XP/Ipespe e divulgada nesta 5ª feira (5.nov.2020) mostra o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), tecnicamente empatado, no limite da margem de erro, com o deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP) na corrida eleitoral pela prefeitura da capital paulista.

O atual prefeito aparece com 26% das intenções de voto. Russomanno tem 19%. Guilherme Boulos (Psol) aparece numericamente na sequência, com 15%, tecnicamente empatado com o deputado do Republicanos.

O levantamento foi realizado em 2 e 3 de novembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Eis os números da pesquisa mais recente (clique nas datas da parte superior do quadro para ver as pesquisas anteriores):

O estudo ouviu 800 eleitores paulistanos. O número de identificação na Justiça Eleitoral é SP-00875/2020. Eis a íntegra (3 MB).

Covas e Russomanno tiveram oscilação negativa em relação à pesquisa anterior da XP/Ipespe, realizada de 26 a 27 de outubro e divulgada em 29 de outubro. O atual prefeito passou de 27% para 26%, enquanto o deputado foi de 22% para 19%.

Boulos oscilou 1 ponto para baixo no mesmo período, mas sua distância para Russomanno também teve variação negativa, de 6 para 4 pontos percentuais. Os 2 disputam uma vaga no 2º turno.

2º TURNO:

O levantamento também indagou os eleitores sobre 6 possíveis cenários de 2º turno.

CENÁRIO 1

  • Bruno Covas (PSDB) – 49%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum – 17%;
  • não sabe/não respondeu – 2%.

CENÁRIO 2

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum – 19%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 3

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Márcio França (PSB) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum– 16%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 4

  • Celso Russomanno (Republicanos) – 40%;
  • Guilherme Boulos (Psol)– 33%;
  • branco/nulo/nenhum– 24%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 5

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 37%;
  • branco/nulo/nenhum– 22%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 6

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum– 26%;
  • não sabe/não respondeu – 6%.

O Poder360 mantém 1 Agregador de Pesquisas Eleitorais, com dados divulgados por institutos de pesquisas desde o ano 2000. Esses dados estão abertos e livres para consulta. Se você tiver alguma pesquisa disponível e que não esteja em nossa base de dados, envie 1 e-mail para redacao@poder360.com.br.

Poder 360

Brasil estava fora do mapa com Trump, ficará ainda mais de fora com Biden, por José Paulo Kupfer

OBrasil já não era grande coisa para o presidente Donald Trump, mesmo com o presidente Jair Bolsonaro rendendo-lhe vassalagem incondicional, tentando replicar (falta de) modos de governar, e até imitando o estilo pessoal grotesco do americano. Mesmo com Trump, o Brasil já era um ponto fora do mapa.

Caso se confirme o que a marcha (lenta) das apurações das eleições presidenciais nos Estados Unidos está apontando, com o democrata Joe Biden na presidência, a situação, em termos gerais, não vai mudar. O Brasil estava fora do mapa e assim deve continuar. A diferença é que não ganhará, de tempos em tempos, um afago fortuito, daqueles que os tiozões ricos fazem nos filhos do primo pobre do interior quando o visitam na capital, como os que Trump dispensava a Bolsonaro.

Bolsonaro, e sua diplomacia, construíram, tijolo a tijolo, um formidável muro que separou o Brasil da comunidade internacional. Seguiu, canina e irresponsavelmente, a política isolacionista de Trump, e pagará um preço por isso. Esse preço será tão mais alto quanto o governo brasileiro mais se recusar a estabelecer pontes de convivência adulta com um governo democrata em Washington.

Em qualquer hipótese, porém, Biden deverá se manter indiferente ao gigante sul-americano, pelo menos nos primeiros tempos. Não se trata de um “privilégio” brasileiro. A América do Sul nunca recebeu grande atenção de Washington e o Brasil de Bolsonaro só produziu uma versão atualizada e piorada da velha realidade.

Para Biden, a prioridade número um é reverter os desmontes e estragos produzidos por Trump. No campo das relações externas, México e Canadá, portanto, estão em primeiro lugar na lista de países a merecer atenção. Logo em seguida vem a China e, mais atrás, o retorno dos EUA aos órgãos multilaterais, o que também significa uma reaproximação com a Europa.

Do resto que sobrar, nas vizinhanças do continente americano, Nicarágua, na América Central, e Venezuela, na América do Sul, poderão receber um olhar menos distraído, mas não exatamente cordial. O resto, Brasil incluído, será o resto.

Há uma prioridade zero e esta é doméstica. O primeiro e maior desafio de Biden será estancar a atual e descontrolada disseminação da covid-19. A cada dia em que se desenrola a contagem dos votos, mais de 100 mil americanos estão engrossando as estatísticas de infectados. O esforço do novo presidente será reunir apoio para formatar um mega pacote fiscal, destinando abundantes recursos para a área da saúde e para a sustentação de empresas e empregados – visto que lockdowns, ainda que parciais, terão de ser negociados com estados em que o vírus circula sem barreiras.

Embora congressistas republicanos reeleitos não estejam em condições de boicotar ações de combate à pandemia, a polarização evidenciada pelo resultado das urnas, refletida na composição do Senado e da Câmara dos Representantes, indica dificuldades para governar. Ainda mais com Trump não aceitando a derrota e incitando correligionários, fato inédito na história política americana.

Prevê-se que o moderado Biden terá espaço estreito para se movimentar, com republicanos radicais fechando caminhos de um lado –há senadores eleitos considerados mais trumpistas do que Trump–, e a esquerda dos democratas, de outro. Com base nessa polarização, analistas insinuam que Biden já tomará posse como um presidente “lame duck” (pato manco, na tradução literal), sem forças para aprovar grandes mudanças, num ambiente político “ingovernável”.

Suas propostas de elevar o salário mínimo e aumentar a taxação dos mais ricos, para assegurar recursos à Saúde, combate à Covid-19 e estímulos a investimentos em economia verde, talvez não possam ir adiante ou tenham de ficar para a segunda metade do mandato, se a administração nos primeiros dois anos for bem sucedida. Diante da polarização existente, o risco de que pautas-bomba tentem minar o governo não pode ser desprezado.

Esse ambiente contaminado poderia lembrar o do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff que, depois de ganhar a eleição de 2014 por margem mínima, teve sua vitória contestada e, independentemente da incompetência política que demonstrou, foi, na prática, impedida de governar, até ser tirada da presidência. Mas a comparação não faz sentido, não só porque os Estados Unidos não são o Brasil, mas, principalmente, porque Biden não é como Dilma.

Joe Biden é um político experiente, de longo curso, tendência moderada e treinado no ambiente de negociações do Congresso americano. Faz parte das apostas, por exemplo, que Biden venha a convidar republicanos para o ministério, bem como consiga manter diálogo e negociar com o líder republicano no Senado, o trumpista Mitch McConnel. Mas isso será o de menos, nas atuais e complicadíssimas circunstâncias.

Poder 360.

TVs dos EUA interrompem transmissão de discurso de Trump por acusações falsas

ABC, CBS e NBC, 3 das maiores emissoras de TV norte-americanas, interromperam a transmissão ao vivo do pronunciamento do presidente Donald Trump na noite dessa 5ª feira (5.nov.2020). O canal MSNBC, ligado à NBC, também deixou de veicular o discurso do republicano.

Falando da Casa Branca, Trump chamou os democratas de corruptos que representam o establishment, questionou a validade das apurações dos votos e admitiu que judicializará o resultado caso perca a disputa.

Estamos assistindo o presidente Trump falando ao vivo da Casa Branca e temos que interromper aqui porque o presidente fez uma série de declarações falsas, incluindo a de que houve votação fraudulenta”, disse Lester Holt, da NBC. “Não houve nenhuma evidência disso. Alegações de sua campanha, mas seus porta-vozes não foram capazes de fornecer qualquer evidência.”

“Ele [Trump] está, francamente, fazendo várias acusações falsas, afirmações sem fundamento. E isso não é ser parcial, é constatar fatos. Ele anunciou que ganhou vários Estados nos quais existem projeções ou ainda não foram anunciados [o vencedor]”, disse Linsey Davis, da ABC, ao interromper a transmissão.

Depois de deixar de exibir o pronunciamento de Trump, a correspondente da CBS, Nancy Cordes, elencou as declarações do republicano que não podiam ser provadas.

CNN e a Fox News, outras grandes emissoras do país, exibiram o discurso completo. Depois, no entanto, destacaram que Trump não apresentou evidências para sustentas as acusações.

Quando o republicano terminou o pronunciamento, Jake Tapper, da CNN, disse que aquela era uma “noite triste para os Estados Unidos da América, que ouviu o seu presidente dizer aquelas coisas”.

Acusar falsamente pessoas de tentarem roubar a eleição. Tentar atacar a democracia com uma festa de falsidades. Mentira depois de mentira, depois de mentira, sobre o roubo da eleição. O que ele está falando não tem evidência. São apenas manchas sobre a integridade da contagem de votos em diversos Estados”, falou Tapper.

Na Fox News, emissora simpática a Trump, os âncoras Bret Baier e Martha MacCallum listaram as afirmações infundadas. MacCallum falou que a “evidência” de fraude eleitoral mencionada por Trump “precisará ser produzida, se de fato existir uma.

Kassio Nunes Marques é o único ministro nordestino no STF

 

O novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Nunes Marques, é o único na atual composição que nasceu no Nordeste. Natural de Teresina, ele é o 167º a ingressar na Corte, completando o quórum de 11 membros no plenário, ocupando a vaga deixada por Celso de Mello.

Marques tomou posse em rápida cerimônia na tarde desta 5ª feira (5.nov.2020), no plenário. Entre as autoridades presentes estavam o presidente da República, Jair Bolsonaro; os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Aos 48 anos, é o 4º a assumir o cargo com a idade mais baixa entre os ministros da atual composição. Dias Toffoli, Marco Aurélio e Gilmar Mendes tomaram posse com 42, 44 e 47 anos, respectivamente.

Por ser o membro mais novo, o magistrado será sempre o 1º a votar nas sessões. Passa a ocupar o assento do ministro Alexandre de Moraes, que deixa a posição de novato.

Caso não haja nenhuma mudança na composição, Nunes Marques passará a integrar a 2ª Turma do STF. Participa de sua 1ª sessão no colegiado na 3ª feira (10.nov). No plenário, o magistrado estreia na 4ª feira (11.nov). Será o dia em que os ministros decidirão se cabe ou não a incidência de ICMS sobre licenciamento de softwares.

ÚNICO NORDESTINO

O ministro Nunes Marques foi a 1ª pessoa da região indicada ao tribunal depois de 17 anos. É o único integrante do Nordeste na atual composição do Supremo. O ministro aposentado Carlos Ayres Britto foi o último. Deixou o tribunal em 2012.

ESTADO NATAL

Os juízes do Rio de Janeiro são os que mais ocuparam cadeiras no Supremo desde 1891. Foram 33 ministros. A USP (Universidade de São Paulo) formou a maioria deles.

INDICAÇÕES PRESIDENCIAIS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi quem mais emplacou ministros na Suprema Corte desde a redemocratização. Foram 8 nomes.

O atual presidente, Jair Bolsonaro, ainda terá direito a mais uma indicação, em 2021. O decano, ministro Marco Aurélio completa 75 anos em julho, quando terá de se aposentar compulsoriamente.

O recordista, no entanto, é Getúlio Vargas. O ex-presidente, que se suicidou em 1954, indicou 21 ministros para a Corte. No 1º período em que assumiu o governo, após 1 golpe e depois sob regime ditatorial, ele alterou a lei para garantir a nomeação por tempo indeterminado. Foram 21 membros da Suprema Corte ao todo.

Poder 360.