Fiocruz se adianta para garantir distribuição da vacina contra Covid-19

Foto: Ricardo Borges/Veja

A Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, responsável pelos testes envolvendo a vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, já começou a se mexer para garantir a estrutura logística em torno da vacinação. A Fiocruz solicitou ao governo a dispensa de licitação para a compra de seringas, ponteiras, rótulos e até mesmo caixas de papelão, essenciais para a distribuição do imunizante. O pedido foi feito para agilizar os processos de vacinação para que, assim que aprovada, a autarquia tenha estrutura para iniciar a campanha.

O requerimento foi feito por meio do decreto baixado pelo presidente Jair Bolsonaro em meio ao estado de calamidade que permite a aquisição ou contratação de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus. “Sempre procuramos enquadrar o processo dentro da legislação pertinente e que apresente os melhores benefícios para Biomanguinhos”, disse a Fiocruz ao Radar Econômico.

Veja

Na guerra contra a Netflix, Globoplay se alia ao Disney+

A aguardada plataforma de streaming Disney+ chegará ao Brasil no dia 17 de novembro, mas já vem fazendo barulho. Nesta terça-feira, 3, a Disney divulgou o valor da pré-venda de um pacote de assinatura anual. O anúncio foi seguido por outro mais surpreendente: o Globoplay, plataforma da rede Globo, terá uma parceria com o Disney+. Será possível adquirir uma assinatura única dos dois serviços, com valores a partir de 37,90 reais por mês. A mensalidade representa um desconto de 10 reais quando somadas as assinaturas básicas de ambos (27,90 reais do Disney+ e os 19,90 reais do Globoplay).

O combo prova que o Globoplay está mais do que preparado para o embate dos streamings. No Brasil, a plataforma é a segunda mais popular atrás da líder e pioneira Netflix. Dona de um robusto catálogo nacional, que tem até ressuscitado novelas antigas da emissora carioca, o Globoplay, recentemente, se tornou também a plataforma ao vivo de todos os canais pagos da marca Globo, agregando assim mais conteúdo — estratégia coroada pelo acordo com o Disney+.

Há anos a Globo exibe em sua grade produções da Disney. Não era esperado, porém, que a parceria da TV migraria para o streaming. Nos últimos meses, a Disney retirou gradualmente suas produções de outras plataformas no Brasil, para concentrá-las em seu catálogo. Com a exclusividade, espera-se que os amantes de franquias como Marvel ou das famosas animações da Pixar adicionem a assinatura do Disney+ às contas mensais — valores que quanto mais crescem para o cliente, mais acirram a competição entre as plataformas pelo coração (e cartões de crédito) dos assinantes.

Veja

Pedidos de falência caem para o menor patamar em dez anos

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os pedidos de falência se reduziram ao menor patamar em dez anos, segundo balanço divulgado hoje (4) pela Serasa Experian. Segundo a consultoria, foram feitas 754 solicitações de falência de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período de 2019 foram registradas 1.100 pedidos. O número de falências em 2020 é ainda 50% menor do registrado nos nove primeiros meses de 2011.

Para o economista da Serasa Experian. Luiz Rabi, a redução do número de pedidos de falência está ligado a uma mudança de comportamento no mercado. “O pedido de falência está caindo em desuso. Antes, quando uma empresa atrasava os pagamentos era muito comum o pedido de falência. Hoje, existem diversas ferramentas que a ajudam a evitar essa medida”, explica.

O período de isolamento social também é outro fato que, de acordo com o economista, faz com que as empresas busquem formas diferentes de resolver os seus problemas. “Estamos tendo um ano bem diferente em todos os sentidos. Com o isolamento social as empresas tiveram que se redescobrir e inovar, pensando em estratégias para sobreviverem num momento tão difícil”, acrescentou.

Agência Brasil

Governo quer atrair investimentos para recuperar bacias hidrográficas

Foto: Banco de Imagem PISF / Ministério da Integração

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse, hoje (4), que o governo federal estuda lançar, até o fim deste ano, um programa de revitalização de bacias hidrográficas. Com a recente entrada em vigor do novo Marco Legal do Saneamento Básico, o Poder Executivo espera atrair investimentos privados para projetos de preservação, conservação e recuperação ambiental das bacias.

“Estamos envolvidos no projeto chamado Revitalização de Bacias”, declarou Marinho ao participar de reunião pública remota realizada pela comissão temporária que o Senado criou para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios que atingiram o Pantanal nos últimos meses. Segundo o ministro, o projeto foi discutido durante uma reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ontem (3).

No fim de outubro, o ministério enviou um questionário para diversas empresas e associações, de diferentes setores. O objetivo era avaliar o interesse das organizações. A consulta incluiu temas como recuperação, reflorestamento e preservação de nascentes e de áreas de proteção permanente; de áreas de recarga de aquíferos; de áreas degradadas; manejo sustentável de solo, com prevenção de erosão e projetos de geração de emprego e renda por meio do uso sustentável de recursos naturais. O esboço do projeto também já foi discutido com representantes diplomáticos de vários países. Segundo a pasta, a iniciativa faz parte de um processo que “busca novas formas de cooperação para viabilizar os projetos de revitalização”. Segundo a assessoria da pasta, o foco inicial são as regiões banhadas pelos rios São Francisco, Tocantins, Araguaia e Taquari.

“Nossa ideia é atrair a iniciativa privada”, reforçou Marinho. “Hoje, não temos remanescente em termos de recursos [orçamentários] para fazer este investimento. Coincidentemente, ontem, tivemos uma reunião com a ministra Teresa [Cristina] e com o ministro [Ricardo] Sales para, de forma transversal e integrada, tratarmos de como colocar de pé o programa que permita iniciarmos um processo de revitalização de bacias, de preferência até o fim deste ano”, acrescentou o ministro, indicando que a Bacia do Rio da Prata, atingida pelos recentes incêndios pantaneiros e por problemas mais antigos, venha a ser uma das primeiras áreas contempladas.

“O Rio Taquari, que é, talvez, o mais importante da Bacia do Prata, está extremamente antropizado, deteriorado, pela ação agropecuária que ocorreu ali ao longo das últimas décadas. Estamos em tratativas para recrudescer as ações no Rio Taquari, onde teremos condições de lançar um grande programa de revitalização de bacias. E o Rio Araguaia também precisa ser tratado, revitalizado”, pontuou o ministro, destacando que a iniciativa congrega uma série de ações preventivas.

“Revitalizar bacias não é apenas plantar árvores, mas também preservar e proteger as nascentes; desassorear os rios, preservar suas encostas e integrar as populações. Temos uma série de trabalhos preventivos já em curso; projetos que dizem respeito à sustentabilidade, à integração das populações ribeirinhas, para que as pessoas que vivem no perímetro dos rios possam conviver de forma sustentável com os rios e seus afluentes”, concluiu o ministro.

Agência Brasil

Fora do páreo. Maurício Marques tem candidatura barrada pela justiça eleitoral

Pela segunda vez, o ex-prefeito Maurício Marques, do PROS, recebeu da justiça eleitoral o sinal vermelho para sua candidatura. Os desembargadores do TRE disseram não ao projeto do galego, de concorrer novamente ao cargo de prefeito. O destino de Maurício ainda não foi definido, mas nos próximos dias, ele anunciará caminho irá percorrer a partir de agora!

 

URGENTE: FLÁVIO BOLSONARO E QUEIROZ SÃO DENUNCIADOS

Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia refere-se ao caso da rachadinha no seu gabinete, quando ele era deputado estadual na Alerj.

Considerado o operador financeiro do esquema, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo pessoal de Jair Bolsonaro, também foi denunciado, além de outros 15 assessores.

“Vale destacar que foi decretado supersigilo, não sendo possível fornecer maiores informações”, informou o MP-RJ em nota divulgada em seu site.

O antagonista.

Mourão diz que posição do governo sobre eleições americanas é ‘neutra’

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos seguirá adiante “com as mesmas ligações”.

Segundo Mourão, os acordos continuarão mesmo se Joe Biden vencer.

“O relacionamento do Brasil com EUA é de Estado para Estado, independente do governo que estiver lá. Óbvio que cada governo tem as suas prioridades, suas características, mas no conjunto da obra vamos continuar com as mesmas ligações.”

Sobre o tema, Mourão alega que a fala de Bolsonaro é “opinião pessoal”, ainda que o PR fale “pelo governo”.

“Ah, isso é bobagem, opinião pessoal dele. Se bem que quando o presidente fala, ele fala por todos, pelo governo”, justificou.

Caso as eleições americanas sejam questionadas a ponto de aderir uma judicialização, Mourão defendeu ‘neutralidade’.

Conexão política.

Nos EUA, Barroso diz que país vive ‘clima de polarização semelhante ao Brasil’

Conforme noticiado pelo Conexão Política, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, está em solo norte-americano para acompanhar as eleições presidenciais.

Ele atuará como observador do pleito que escolherá o próximo mandatário do país: Donald Trump ou Joe Biden.

Em publicação no Twitter, Barroso afirmou ter presenciado “clima de polarização” nos Estados Unidos.

O ministro inclusive, chegou a comparar a situação com o Brasil. Apesar disso, relatou que “tudo estava tranquilo” nos locais que visitou.

“Como observador convidado, hoje visitei três locais de votação no estado de Maryland e outro na capital, Washington, D.C. Embora o processo eleitoral dos Estados Unidos seja bem diferente do nosso, o clima de polarização que encontrei aqui se assemelha ao que temos experimentado no Brasil nos últimos anos. Apesar disso, tudo estava tranquilo nos locais que visitei”, escreveu.

E acrescentou: “Torço para que o ambiente continue pacífico até o final da apuração. Dentro de 12 dias, teremos nossas próprias eleições municipais. Por aqui estamos vendo um recorde de comparecimento às urnas. Vamos torcer para que o mesmo se passe no Brasil.”

O Conexão Política entrou em contato com o TSE para solicitar detalhes sobre os custos e despesas da missão internacional de Luís Roberto Barroso.

Em resposta, a Corte informou que as informações acerca dos valores são publicados no site da Transparência “em um relatório mensal no mês seguinte ao do pagamento”.

Deste modo, segundo o tribunal, “as diárias pagas em outubro serão publicadas em novembro e as de novembro, em dezembro”.

Conexão política.

Senado aprova autonomia do Banco Central; texto vai à Câmara dos Deputados

O Senado aprovou por 56 a 12 nesta 3ª feira (3.nov.2020) o projeto que dá autonomia ao BC (Banco Central). O texto define mandato fixo de 4 anos para o presidente e os diretores da autoridade monetária. A matéria agora vai para a Câmara dos Deputados.

Eis 1 resumo do que muda:

  • começo de mandato – será sempre no 1º dia útil do 3º ano de cada governo;
  • criação de mandatos – o período de permanência do presidente e dos diretores será de 4 anos. Hoje não há prazo definido;
  • possibilidade de recondução – o presidente e os diretores do BC poderão ser reconduzidos só uma vez aos respectivos cargos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), discursou no plenário destacando a importância do projeto e da relevância histórica da votação que se iniciaria dali a alguns minutos.

“O Parlamento e a sociedade brasileira vêm debatendo esse tema há quase 30 anos, e acredito que estamos maduros para dar esse passo gigante na nossa inserção internacional. Será mais uma demonstração de maturidade política e de força da nossa democracia. É 1 passo que vai nos colocar no nível de governança monetária das economias desenvolvidas no mundo”.

“Um modelo de Banco Central independente ou, mais especificamente, com autonomia operacional vem se mostrando, ao longo dos anos, como o mais eficiente para se obter e manter o controle da inflação no longo prazo, com os menores custos para a sociedade”, declarou.

O governo enviou 1 projeto à Câmara, mas o do Senado ganhou força. Em visita ao senador Plínio Valério (PSDB-AM), autor do texto, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, manifestou apoio ao projeto.

Entenda o que dizem os textos:

Pela versão aprovada, não há quarentena anterior ao mandato no BC e há o dispositivo, de 6 meses, ao se desligar do BC. O presidente ou diretores, ao saírem de seus postos, não poderão “participar do controle societário ou exercer qualquer atividade profissional direta ou indiretamente, com ou sem vínculo empregatício, junto a instituições do Sistema Financeiro Nacional”.

 

A votação da proposta pode ser 1 alento para o mercado financeiro –pessimista com o andamento das reformas. Na avaliação dos operadores do mercado, a autonomia do BC aumenta a credibilidade do Brasil. Ficam mais seguros que o banco trabalhará sem se preocupar com “custos” políticos.

Hoje, o Brasil é 1 dos poucos países que adotam o regime de metas de inflação, cuja diretoria de Banco Central não tem mandato fixo. A oposição acha que a proposta é uma perda de poder do presidente da República.

DISCUSSÃO ANTIGA

Esse debate não é novo. Foi abordado fortemente nas eleições de 2014, por exemplo. Marina Silva, então candidata à presidência pelo PSB, afirmou que a autonomia do BC foi “corroída” no governo Dilma Rousseff (PT) –acusada de interferir na redução dos juros.

Dilma disse na época que não achava necessária a autonomia do banco. Afirmou na campanha que tornar o BC independente é tirar dos eleitos pelo povo, como o presidente e os congressistas, as decisões sobre a política econômica para “entregá-las aos bancos”. Seu partido, o PT, ate hoje resiste à ideia.

Liberal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse estar otimista com aprovação do projeto, uma das prioridades do governo no Congresso. É 1 “capítulo decisivo da história brasileira”, afirma. “Com inflação baixa, juros são baixos, investimentos privados acontecem, trabalhadores não perdem poder de compra, não precisa de correção salarial”.

Em outros países, a independência das autoridades monetárias é bastante consolidada. O Federal Reserve (Banco Central norte-americano) é presidido por 1 nome indicado pelo chefe do Executivo. O mandato é de 4 anos para o cargo, que pode ser renovado. O presidente dos EUA não tem poder para depor o mandatário do banco. O Senado e a Câmara devem autorizar.

O BCE (Banco Central Europeu), administrador do euro, tem autonomia. Trabalha em conjunto com os bancos centrais dos países que fazem parte da Zona do Euro. Também têm autonomia os bancos centrais da Inglaterra, do Chile e do México, por exemplo.

Poder 360.