Batalha entre Rappi e iFood está no começo e vai envolver mais gente

A batalha dos aplicativos de entrega deixou o âmbito econômico para ganhar espaço nos tribunais. Na última quarta-feira 11, VEJA noticiou que a Rappi, entregou uma denúncia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, por suposta prática anticompetitiva de sua principal concorrente no Brasil, o iFood. O processo corre em sigilo desde o início de novembro e é motivado sobretudo pelos contratos de exclusividade firmados com diversos restaurantes. É importante ressaltar que a prática é comum entre os players do segmento – algo que acontece, inclusive, em outros países – e o próprio Rappi também pratica. Mas, como o mercado recebeu diversos novos competidores, os acordos de exclusividade firmados nos últimos anos pelo iFood poderiam, com a sua posição de liderança no mercado, trazer prejuízos do ponto de vista do consumidor.

O contrato de exclusividade dá benefícios aos restaurantes como menores taxas de venda e entrega, além de posição de destaque nas visualizações dentro da plataforma de entrega. Como o iFood começou a operar no Brasil em 2011 e reinou por muitos anos sozinho neste setor, ele, em dado momento, ofereceu benefícios em troca de ter o cardápio exclusivo de vários dos principais estabelecimentos sobretudo nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, no entanto, há donos de bares e restaurantes que se dizem “reféns” dessa estratégia. “Eu acho que alguém tinha de protestar mesmo. Essa situação está muito ruim para todo mundo. Há dois elos da cadeia escravizados: os restaurantes, que se abraçaram a essas margens do iFood, e os motoboys, que são precarizados nessa situação”, diz uma fonte do mercado que prefere não se identificar. “O Cade deveria ter feito alguma coisa antes, quando eles saíram consolidando o mercado e comprando dezenas de empresas.”

Para driblar os aplicativos e marcar presença em mais de uma plataforma, alguns estabelecimentos adotam uma prática tão inteligente como suicida: trabalham com cardápios distintos para serviços de entrega diferentes. Outros preferem não aceitar o contrato de exclusividade sob risco de serem penalizados com pouca visibilidade. Há quem diga que valha a pena ter um parceiro-fiel. “Nós somos parceiros exclusivos do iFood. Fizemos essa escolha, mas não existe nenhuma obrigatoriedade nesse sentido”, diz Afrânio Barreira, dono da rede especializada em frutos do mar Coco Bambu. “Entendo que quando o parceiro é exclusivo ele acaba tendo mais vantagens. É uma prática normal de mercado. Hoje, para nós, essa estratégia faz sentido. Desenvolvemos um app próprio, mas que ainda não tem um volume significativo. Com o iFood, conseguimos entregar para mais pessoas”, complementa.

BOAS VENDAS? – Mensagem do iFood aos restaurantes em maio: em plena pandemia, empresa revisou suas taxas de entrega para cima – Reprodução/Reprodução

Outra reclamação comum no mercado é acerca das taxas cobradas aos restaurantes. Líder de mercado, com cerca de 75% de participação em tráfego de usuários, o iFood cobra em torno de 27% sobre o valor dos pedidos realizados pela plataforma, porcentagem que pode variar e que a empresa não confirma oficialmente. “São cifras exorbitantes. Mas quem é o número 1 do mercado acaba colocando a taxa lá em cima para ditar a regra do jogo. No início, o iFood cobrava uma taxa simbólica de 6%”, diz um empresário do mercado, que já foi franqueado de algumas redes de alimentação e vendia pelo aplicativo. Hoje, o sistema de entregas Uber Eats aparece como segundo principal player, com uma fatia de 15% do mercado. A Rappi, unicórnio de origem colombiana, por sua vez, tem 7% e sofre para ganhar escala no mercado de restaurantes no Brasil — ela lidera em entregas de compras de mercados e farmácias. Em 2019, a empresa recebeu um aporte de 1 bilhão de dólares por parte do fundo japonês SoftBank. Recentemente, em setembro, mais 300 milhões de dólares foram levantados com outros fundos. A injeção de capital tem sido usada para ampliar as suas linhas de atuação no país.

Um investidor importante para o desenvolvimento do mercado no Brasil indica que o Cade deva avaliar se há, por exemplo, dumping por trás da atuação do iFood no Brasil. Ao cobrar mais de restaurantes, sobretudo daqueles que não têm um contrato de exclusividade, a empresa fica livre para queimar caixa com ações promocionais aos clientes e campanhas de marketing agressivas. “As taxas do mercado não precisam ser tão abusivas. O iFood, principalmente, cobra a mais dos restaurantes para depois colocar a oferta abaixo do preço de custo para o consumidor ou para o motoboy. Eu entendo a frustração da Rappi. Fica difícil competir assim”, diz.

Não à toa, a maior rede de alimentação rápida do mundo se incomodou. O McDonald’s iniciou negociações recentemente com a 4all para desenvolver uma nova plataforma de delivery em ação conjunta com outros donos de restaurantes. A ideia é mitigar a dependência existente na relação com os apps. Se antes a receita dos restaurantes por meio do delivery era marginal, hoje, com a pandemia do novo coronavírus, tornou-se crucial para os resultados. Quando os estabelecimentos foram fechados em todo o país para se evitar a aglomeração de clientes, os aplicativos garantiram demanda para as cozinhas. Por outro lado, os donos dos espaços viram suas margens serem comprimidas. A conta começou a ficar salgada, apesar de o iFood ter feito algumas ações como zerar a comissão para alguns produtos e medidas de auxílio de 180 milhões de reais para restaurantes sobreviverem nos priores momentos da crise. Fora as questões de taxas e exclusividade, donos de restaurantes querem ter maior conhecimento do perfil de seu cliente na plataforma. Esses dados, atualmente, são exclusivos do aplicativo de entrega.

A seu favor, o iFood conta, na investigação que pode correr no Cade, com o fato de o órgão de controle da concorrência já ter tratado de caso semelhante contra a empresa em 2018. Nenhuma mudança em seu modelo de negócios foi pedida e, desde então, nenhuma grande alteração foi feita pela empresa que justificaria uma decisão diferente desta vez. Além disso, o Cade não deve investigar se o iFood alcançou posição de muita liderança no segmento — algo que o app conseguiu principalmente por meio de crescimento orgânico –, mas se estaria abusando dessa posição ou se estivesse comprando rivais para impedir que crescessem. A empresa também não estaria tornando impossível a expansão de rivais, uma vez que todo o setor experimentou forte crescimento de receitas durante a pandemia.

Novos players

O mercado tende só a ficar cada vez mais competitivo, com a chegada de empresas ainda maiores do que o iFood. Além de McDonald’s, demonstram interesse pelo nicho de atuação o Google e a Magazine Luiza. Algo que deverá ficar claro em 2021. O McDonald’s, a despeito de seu tamanho, pode ter mais dificuldades ou menos interesse de se expandir nesse campo, uma vez que teria de investir muito em marketing para ganhar tração em um mercado que o iFood já domina. O que tende a ser revolucionário, entretanto, é a entrada de gigantes do varejo eletrônico brasileiro nas entregas de alimentos. É o caso, por exemplo, do Magazine Luiza, que comprou a plataforma paranaense AiQFome em setembro. O valor envolvido no negócio não foi revelado, mas a startup de delivery já tem presença em 350 cidades, a maioria pelo interior dos estados, 2 milhões de clientes e cerca de 20.000 restaurantes cadastrados, movimentando algo em torno de 700 milhões de reais ao ano. O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, chamou atenção ao comprar a plataforma James Delivery, em 2018, numa estratégia para competir com a própria Rappi nas entregas a partir dos supermercados. Quem não tem feito muito barulho, mas tem um potencial para ocupar uma fatia considerável do mercado é as Lojas Americanas, que lançou o Americanas Mercado em julho. “Há uma corrida das grandes empresas para se tornarem superapps e venderem de tudo, tendo controle de toda a cadeia. Isso pode fazer com que o mercado se autorregule”, aponta o especialista em comércio eletrônico Pedro Guasti, cofundador da agência de pesquisas Ebit.

Temerosa com os rumos do mercado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel, trabalha na criação de um sistema aberto do mercado. Paulo Solmucci, presidente da entidade, chama o projeto ainda em fase embrionária de “Open Delivery”. “É como o ‘open banking’. Os restaurantes vão usar essa plataforma para subir suas informações, como cardápio. E os aplicativos de entrega poderão consultar esses dados e fechar um acordo. É importante ressaltar que não é uma plataforma ou um aplicativo de entregas nosso”, diz. “A ideia é que a governança desse sistema esteja sob comando da Abrasel. Já conversamos com o Banco Central, com o Cade e o Ministério da Economia. Todos estão preocupados para que esse mercado seja mais competitivo e interoperável. Devemos ter um código aberto, que aumente a concorrência e facilite a entrada de pequenos estabelecimentos nesse mercado”, reforça. O projeto ainda não tem data para ganhar vida, mas vários varejistas e desenvolvedores de softwares estão em contato com a Abrasel. A princípio, o sistema funcionaria no modelo B2B (empresa para empresa).

O setor também olha com curiosidade as movimentações do Google. As redes de shopping center Multiplan e BRF Malls anunciaram, em agosto, que a empresa na qual são sócias Delivery Center estariam participando da plataforma Google Food Ordering. Trata-se de um serviço de entregas de refeições para os usuários da busca do Google. Se a disputa no mercado promete ser cada vez mais competitiva, o consumidor deve ser beneficiado.

Veja

‘Estou pronto’, diz Huck a empresários – os bastidores do jantar

Luciano Huck chegou por volta das 20h da quarta-feira, 11, na casa de João Carlos Camargo, proprietário da rádio Alpha FM, em São Paulo. Era uma reunião marcada a pedido de Claudio Lottenberg, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, e que reuniria oito empresários. Para a surpresa de Huck, a mesa contava com 23 lugares. A notícia de que o apresentador da TV Globo havia se encontrado com o ex-ministro Sergio Moro fez a procura pelos convites crescerem ao longo da semana. Segundo relatos dos presentes a VEJA, Huck admitiu pela primeira vez que se sente preparado para disputar a Presidência da República em 2022.

A afirmação foi feita por Huck após uma pergunta de Antônio Alberto Saraiva, proprietário da rede Habib’s. “E agora, Luciano? Vai ou não vai?”, questionou o empresário. “Da outra vez, achava que não estava pronto. Agora, eu estou. Mas a decisão não está tomada”, respondeu Huck, que desistiu de concorrer ao cargo em 2018.

O apresentador foi sabatinado por cerca de três horas. Além de Saraiva, estavam presentes outros empresários que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência, entre eles Flávio Rocha (Riachuello) e Washington Cinel (Gocil), e representantes de instituições do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o BTG Pactual. Os advogados Arnoldo Wald Filho e Heleno Torres também estavam na reunião, assim como o líder do movimento político RenovaBR, Eduardo Mufarrej, e o economista Daniel Goldberg, gestor da Farallon e que chegou ao jantar no mesmo carro de Huck. No cardápio, tartar de salmão, medalhão ao molho mostarda e, claro, vinhos.

Huck abriu a noite com uma apresentação de quatro minutos. Ele disse que via a oportunidade de construir um projeto político para o país como um “chamado geracional”, já que “ninguém da minha geração deu a cara para bater e para deixar um país melhor para os seus filhos”. Huck afirmou que desde 2018 está estudando o Brasil e que hoje tem a capacidade de “agregar gente e talento” para “tirar o país do lamaçal”. Para isso, o apresentador acredita que a polarização entre Bolsonaro e Lula precisa ser superada. “Esse não é um projeto personalista. Não me preocupo com o que falarão de mim. Se você é honesto, técnico e faz oposição ao Bolsonaro, então estou disposto a conversar com você”, disse, segundo relatos dos presentes.

O apresentador também foi questionado por Flávio Rocha sobre o conservadorismo no campo dos costumes. “Não sou conservador culturalmente e não vou mentir sobre isso”, respondeu. Huck aproveitou o momento para dizer que os presentes teriam de aprender a conviver com essa diferença e que “não adianta nada dizer que é conservador e trocar o ministro da Educação toda hora”. Por diversas vezes, Huck afirmou que o projeto político no qual acredita deve ter a educação e a saúde como prioridades. Também falou sobre pensar novas formas de organização urbana que melhorem a qualidade de vida nas favelas, uma área esquecida pelos políticos, segundo ele.

Em outro ponto que foi elogiado pelos empresários, Huck afirmou que um país precisa escolher um tema para dar certo. “Não vamos fazer chips melhores do que a China. Não vamos fornecer mão de obra mais barata que o México nem fazer roupas melhores que o Vietnã. O Brasil deveria ser uma potência verde e aproveitar o momento para criar um mercado cativo. E estamos jogando a chance pela janela”, declarou.

Quando foi questionado sobre quais políticos poderiam fazer parte do seu projeto, Huck citou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e Sergio Moro.

O jantar terminou com uma fala do pai do apresentador, o advogado Hermes Marcelo Huck. “Nenhum pai quer que o filho seja candidato à Presidência. Mas, se ele sair, vou apoiar incondicionalmente”, disse o jurista. Todos se levantaram e foram embora por volta de 23 horas.

Veja

Declarações de Bolsonaro geraram mal-estar entre militares

As declarações recentes de Jair Bolsonaro, sobretudo a quase-declaração de guerra aos EUA, geraram mal-estar entre os militares e foram a razão para que Edson Pujol saísse a campo para tentar dissociar a política dos quartéis, relatam Helena Mader e André Spigariol na Crusoé.

O general Paulo Chagas, que escreveu nas redes sociais “há muito deixei de dar atenção a pronunciamentos de fanfarrões”, afirmou à revista que seu entendimento é o mesmo da maioria de seus colegas de caserna.

Para Lucas Rezende, professor de Relações Internacionais na UFSC, Pujol quer demonstrar que parte das Forças Armadas “se incomoda com a adesão que uma ala aparentemente majoritária das Forças teve ao governo de Jair Bolsonaro”.

O Antagonista

Sexo ‘entre todos’, diz delegada sobre família de Flordelis

A delegada Barbara Lomba, que investigou a morte do pastor Anderson do Carmo, disse hoje, em audiência, que havia “relações [sexuais] entre todos” na casa de Flordelis, relata O Globo.

“Havia relações entre todos ali. Flordelis não se relacionava só com o Anderson e o Anderson não se relacionava só com ela”, disse a delegada, que é testemunha de acusação.

“As relações eram baseadas na mentira. Estabeleceu-se uma lógica de relação familiar baseada em estratégia, e fachadas tinham que ser montadas. Muitas coisas que aconteciam na casa não poderiam aparecer”, afirmou.

A delegada afirmou que a deputada “elegeu” Anderson como seu marido.

O Antagonista

Vacina da Pfizer deve ser vendida com preço reduzido ao Brasil

A farmacêutica norte-americana Pfizer pretende disponibilizar sua futura vacina contra a Covid-19 por valores menores para países com menor capacidade econômica, o que pode ter impacto sobre os preços para o governo brasileiro.

A diferença de precificação “ajuda a garantir a equidade de modo que todo os países possam ter acesso à nossa vacina”, de acordo com nota da empresa.

Segundo noticiou a Reuters, haverá três preços diferentes para a vacina: um para países desenvolvidos, outro para os países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) e um terceiro para países mais pobres.

A vacina BNT162, que está em desenvolvimento pela Pfizer e a empresa alemã BioNTech, se baseia em trechos de RNA (molécula “prima” do DNA) que compõem o material genético do vírus.

O RNA viral da vacina contém a receita para a produção da chamada proteína S (de “spike” ou espícula, o gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se conectar às céculas humanas). Espera-se que, uma vez dentro das células, esse pedaço de RNA seja usado para iniciar a produção da proteína S, a qual, por sua vez, desencadeará uma reação de defesa do organismo. Quando o organismo entrar em contato com o vírus real, a esperança é que ele já esteja com anticorpos prontos para combatê-lo.

Tudo indica que a técnica é relativamente segura, mas resta demonstrar sua eficiência é até hoje, nenhuma vacina de RNA foi liberada para uso comercial.

No Brasil, as vacinas que estão na última fase de testes, com diferentes técnicas e abordagens, são as de Pfizer/BioNTech, Sinovac, Universidade de Oxford/AstraZeneca e Janssen (Johnson & Johnson).

No caso da Coronavac, da chinesa Sinovac, e da vacina de Oxford/AstraZeneca, já há contrato de transferência de tecnologia para a produção no Brasil pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, respectivamente.

Em nota, a Pfizer afirma que já está em contato com o governo brasileiro para tratar de uma possível aquisição da imunização, caso se confirmem os resultados positivos da pesquisa em andamento.

A vacina da farmacêutica apresentou mais de 90% de eficiência na análise preliminar dos testes de fase 3 (última antes da aprovação), conforme divulgou a própria empresa na segunda-feira (9). Os resultados ainda são parciais e não correspondem à conclusão do ensaio clínico.

Em fases anteriores de estudo, a vacina, administrada em duas doses, estimulou a produção elevada de anticorpos após 28 dias de aplicação.

Um dos aspectos que podem dificultar a distribuição da vacina no Brasil é a temperatura na qual ela deve ser mantida. Segundo a empresa, a imunização deve ser armazenada a -75°C. Para contornar essa particularidade, a empresa diz ter desenvolvido um container com temperatura controlada que usará gelo seco para a vacina se mantenha a -75°C por até 15 dias.

Notícias UOL

Eleição 2020: veja o que levar e o que não levar no dia da votação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral elaborou um plano de segurança sanitária com diversas recomendações aos eleitores sobre procedimentos a serem adotados durante a votação, que ocorre no domingo (15) das 7h às 17h.

Neste ano, os itens imprescindíveis para votar são um documento oficial com foto e a máscara, cujo uso será obrigatório a todo o momento nas sessões eleitorais.

A Justiça Eleitoral recomenda ainda que, se possível, o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação, de modo a evitar o compartilhamento de objetos e a disseminação do novo coronavírus.

Assim como ocorreu em anos anteriores, o eleitor que já fez o cadastro biométrico pode, caso prefira, utilizar o aplicativo e-Título para se identificar, precisando mostrar somente a tela do celular ao mesário. A ferramenta digital dispensa que o eleitor porte qualquer documento em papel.

O eleitor também pode levar a conhecida cola na hora de votar, com os números de seus candidatos. Vale lembrar, porém, que não é permitido portar o aparelho celular dentro da cabine de votação. Por isso, se for mesmo necessária, o melhor é levar a cola em papel.

Dentro da cabine, também são proibidos máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou quaisquer instrumentos que possam comprometer o sigilo do voto. Esses aparelhos devem ficar retidos com o mesário enquanto o eleitor vota.

Está previsto que a Justiça Eleitoral deverá fornecer álcool gel aos eleitores. O previsto é que também haja álcool 70% disponível para higienização de superfícies.

Os organizadores da eleição não incentivam o uso de luvas, seja por mesários ou eleitores, sob o argumento de que o item desencoraja a higienização frequente das mãos e ainda pode se tornar um vetor de transmissão de covid-19, no caso de descarte inadequado.

Abaixo, as recomendações aos eleitores feitas pela Justiça Eleitoral no Plano de Segurança Sanitária das Eleições Muncipais de 2020. Instruções para mesários, coordenadores e outras pessoas envolvidos no processo eleitoral podem ser encontradas na íntegra do documento, disponível no site do TSE.

Instruções aos eleitores

– Se apresentar febre, não saia de casa.

– No transporte até o local de votação, mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas em filas e evite entrar em veículos cheios.

– Mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas dentro dos locais de votação. Evite contato físico com outras pessoas, como abraços e apertos de mão.

– Respeite a marca de distanciamento nas filas e nas seções eleitorais (sinalizada com adesivos nos chãos).

– Se possível, compareça sozinho ao local de votação. Evite levar crianças e acompanhantes.

– Permaneça nos locais de votação apenas o tempo suficiente para votar.

– Use máscara desde o momento que sair de casa até a volta.

– Nos locais de votação, não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija retirada da máscara.

-Se possível, leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

– Mostre seu documento oficial com foto, esticando os braços em direção ao mesário. O mesário verificará os dados de identificação à distância.

– Se houver dúvida na identificação, o mesário poderá pedir que você dê dois passos para trás e abaixe brevemente a máscara.

– Higienize as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

Agência Brasil

Fluxo no aeroporto de SGA no Rio Grande do Norte ultrapassa 110 mil passageiros

O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves registrou 110 mil passageiros no mês de outubro, somando os embarques e desembarques. Esse número corresponde a 60% em comparação ao ano passado. Os dados são do setor de inteligência da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e confirmam a retomada da atividade turística no Rio Grande do Norte, um dos principais motores da economia estadual.

“É uma alegria ver novamente essa movimentação em nosso aeroporto. Comprova que o trabalho de planejamento da retomada foi bem desenvolvido. É importante ressaltar a união entre o governo e as entidades do trade turístico durante todo esse processo. Teremos uma excelente alta temporada, isso significa crescimento da economia do estado, geração de emprego e renda”, comemorou Aninha Costa, secretária de turismo do RN.

O transporte aéreo foi um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19, que em abril registrou o mês de maior queda de passageiros e voos pelas companhias. Nos últimos meses, a partir do Plano de Retomada, o foco tem sido no aumento dos voos domésticos regulares e fretados para o estado de várias partes do Brasil.

O volume de passageiros em outubro manteve a taxa de crescimento em torno de 50% em relação ao mês anterior. A previsão para dezembro é o crescimento de 110% em relação a julho deste ano, e a recuperação de 80% da malha doméstica do estado para janeiro de 2021.

Os números também refletem o investimento na promoção do destino, para o qual foram realizadas diversas campanhas com operadoras de viagens, companhias áreas e também para os turistas. “Fomos o primeiro estado do Brasil a receber o selo Safe Travels do WTTC e criamos o selo turismo + protegido para nos posicionarmos com um destino seguro e isso nos colocou numa posição de destaque no âmbito da retomada”, afirmou Bruno Reis, presidente da Emprotur.

Assecom/RN

Taveira lidera em todas as pesquisas

 

De acordo com as pesquisas, o prefeito Rosano Taveira deverá ser reeleito no próximo domingo.

Todas as projeções estatísticas, de vários institutos, registradas na Justiça Eleitoral, confirmam a reeleição de Taveira.

A última pesquisa apresentada pelo instituto consult, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-05605/2020, apontou mais uma vez o atual prefeito como reeleito nesse pleito.

Rosano Taveira lidera com 43,8% das intenções de voto contra 22,8% da vereadora Professora Nilda.

Brancos e nulos somaram 14,2% e o total de indecisos correspondeu a 13,8%.

O ex-prefeito Maurício Marques aparece com 2,6 e o coronel Dolvim com 2,0 prontos percentuais. Já os professores, Edvan Sousa e Francisca Henrique, obtiveram 0,4 e estão empatados em último lugar.

Foram entrevistados 500 eleitores de Parnamirim, no dia 6 de novembro, com margem de erro de 4,3% e invervalo de confiança de 95%. Porém a grande decisão desse páreo eleitoral será domingo com o resultado da eleição.

Maioria no STF rejeita pedido de Witzel contra impeachment

Seis dos 11 ministros do STF já votaram, em julgamento virtual, pela rejeição de um pedido de Wilson Witzel para anular seu processo de impeachment na Alerj.

São eles Alexandre de Moraes, relator, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Kassio Nunes Marques. O único voto contrário, até agora, é de o Dias Toffoli.

Em julho, quando a ação foi protocolada no STF, Toffoli, no plantão, chegou a mandar desfazer a comissão de deputados responsável pela primeira análise da denúncia.

O antagonista.

Covid-19: EUA registram mais de 150 mil casos em 24 horas, novo recorde

As autoridades de saúde dos EUA registraram nesta quinta-feira (12) mais de 152 mil casos do novo coronavírus. É a primeira vez que o total de casos no país em 24 horas supera os 150 mil desde que a pandemia começou, registra o New York Times.

A contaminação pela Covid-19 atingiu níveis críticos em grande parte do país, especialmente no Meio-Oeste, onde diretores de hospitais já alertam para a insuficiência de leitos.

Nos EUA, mais de 100 mil novos casos de coronavírus têm sido registrados todo dia desde 4 de novembro, e o recorde de infecções foi quebrado seis vezes nos últimos nove dias.

O antagonista.

Moro defende o fim “desse ciclo de ódio” de Bolsonaro e Lula

Em entrevista ao jornal O Globo, Sergio Moro relatou que conversou com Luciano Huck sobre alternativas para 2022.

O ex-ministro disse que não gostaria que ‘dois extremos polarizados’ fossem palco da próxima disputa eleitoral.

Segundo Moro, o brasileiro tem um perfil moderado e por isso seria necessário por um fim no ‘ciclo de ódio’.

Neste momento, ao citar um clima de ódio no país, Moro faz menções direta ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula.

Moro também defendeu a construção de uma ‘ponte’, que não necessariamente deveria ser ele, mas que existem outro nomes.

“Eu ficaria bastante desapontado se chegássemos em 2022 e tivéssemos apenas, como perspectivas eleitorais, dois extremos polarizados, a esquerda e a direita. O brasileiro tem um perfil mais moderado, e essa moderação favorece comportamentos de tolerância, que é o que nós precisamos, e o fim desse ciclo de ódio, que envolve principalmente as figuras do presidente [Bolsonaro] e igualmente do PT, especialmente o ex-presidente Lula. A construção disso é uma coisa importante, e não necessariamente passa por mim. Existem várias pessoas”, afirmou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz federal da Lava Jato.

Conexão política.

Antes de resultados oficiais das eleições saírem, Papa Francisco dá a benção e parabeniza Biden

Enquanto em vários estados ainda ocorrem investigações de possíveis fraudes eleitorais que podem mudar os resultados das eleições presidenciais americanas, o Papa Francisco, nesta quinta-feira (12), parabenizou antecipadamente o candidato Joe Biden, que agradeceu por sua “bênção e parabéns”, segundo um comunicado da equipe de campanha de Biden.

De acordo com a Reuters, Biden disse ao papa que queria trabalhar junto a ele em questões de “como cuidar dos pobres, abordar a mudança climática e receber imigrantes e refugiados”.

Em setembro, o Papa Francisco se recusou a se encontrar com o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alegando que ele não queria se encontrar com “figuras políticas” durante as eleições, segundo o site Politico.

Conexão política.

 

Anvisa fará inspeções em fábricas de vacinas na China

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve encaminhar nesta 6ª feira (13.nov.2020) uma equipe de técnicos para realizar inspeções em 2 fábricas de vacinas, que conduzem pesquisas no Brasil. Serão visitadas as instalações da Sinovac e da Wuxi Biologics Co, que fornecem insumos para a CoronaVac e para a vacina do laboratório AstraZeneca, respectivamente.

 

Segundo a Anvisa, as inspeções na Sinovac serão realizadas dos dias 30 de novembro a 4 de dezembro, enquanto a Wuxi Biologics terá a presença dos técnicos no período de 7 a 11 de dezembro. O objetivo das visitas é certificar o exercício de boas práticas nessas instalações, que é 1 dos requisitos para que seja concedido eventual registro das vacinas.

Sobre o calendário da visita, a Anvisa explica que a diferença entre a data da viagem e o início do trabalho é em decorrência de medidas sanitárias impostas pelo governo chinês. Segundo a Anvisa, todos as pessoas que chegam à China devem passar por quarentena antes de serem liberados para circular pelo país.

Poder 360.

Argentina libera cultivo de maconha para fins terapêuticos

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, assinou decreto na 5ª feira (12.nov.2020) liberando o autocultivo de cannabis para fins terapêuticos. O texto também permite a venda de óleos e derivados das plantas em farmácias e põe fim à criminalização do cultivo para uso medicinal. Leia a íntegra (179KB).

“A fim de dar uma resposta equilibrada entre o direito de acesso à saúde e a segurança sanitária, este regulamento estabelece 1 registro específico para os utilizadores que cultivam cannabis para fins medicinais, terapêuticos e/ou paliativos, bem como promove também a criação de uma rede de laboratórios públicos e privados associados que garantam o controle dos derivados produzidos”, afirma o decreto.

No texto, Fernández diz ser “inadiável criar 1 marco regulatório que permita o acesso oportuno, seguro, inclusivo e protetor aos que necessitam utilizar cannabis como ferramenta terapêutica”. Antes da nova legislação, os argentinos que portassem sementes e plantas de maconha poderiam ser punidos com até 15 anos de prisão. Além disso, o uso medicinal era restrito a pessoas com epilepsia refratária.

 

Para ter o uso liberado, é necessário que o paciente complete o formulário do Recann (Registro Nacional de Pacientes em Tratamento com cannabis). A prescrição médica é obrigatória.

“Os pacientes poderão se inscrever para obter a autorização de cultivo para si, através de 1 familiar, uma 3ª pessoa ou uma organização civil autorizada pela Autoridade de Aplicação”.

Argentinos que não tiverem plano de saúde ou de assistência social terão acesso ao tratamento de forma gratuita, esclarece o decreto.

Poder 360.

Aprovação do governo entre beneficiários do auxílio emergencial é de 49%

O governo do presidente Jair Bolsonaro é aprovado por 49% dos brasileiros que receberam ou aguardam receber o auxílio emergencial. É o que mostra pesquisa PoderData, realizada de 9 a 11 de novembro. Por outro lado, 42% dos beneficiários desaprovam a administração federal.

As taxas ficaram estáveis em relação ao levantamento anterior, feito de 26 a 28 de outubro. Variaram dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

A taxa de aprovação está 4 pontos percentuais acima da avaliação nacional (45%). Já o percentual de rejeição do governo está 1 ponto abaixo da média geral (43%).

O levantamento mostra ainda que a avaliação positiva do governo caiu 5 pontos percentuais entre quem tentou receber o benefício, mas teve o cadastro recusado. Foi de 43% para 38% em duas semanas. A desaprovação também registrou queda nesse grupo: passou de 49% para 40% –queda de 9 pontos percentuais.

Entre os que não se enquadram nas condições para receber o auxílio, a avaliação positiva do governo caiu 8 pontos percentuais. Passou de 48% para 40% em 15 dias. A desaprovação foi de 43% para 50% –alta de 7 pontos percentuais.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 9 a 11 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 501 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

AUXÍLIO X TRABALHO DE BOLSONARO

PoderData também perguntou aos entrevistados sobre o trabalho individual do presidente. Bolsonaro é bem avaliado (“ótimo” e “bom”) por 38% dos beneficiários do auxílio emergencial –2 pontos percentuais acima da média nacional (36%).

 

 

A parcela de beneficiários do programa que avaliam o desempenho do presidente como “ruim” ou “péssimo” é de 40% –alta de 5 pontos percentuais. No levantamento anterior, eram 35%.

O número de pessoas que afirmam ter recebido pelo menos uma parcela do auxílio variou de 34% para 33%.  São 35% os que não estão aptos para receber, 10% que ainda aguardam, e 14% que tiveram o cadastro recusado.

O auxílio emergencial foi criado para mitigar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia da covid-19. Com o isolamento social, milhões de brasileiros ficaram sem trabalhar.

A intenção inicial do governo era fazer 3 pagamentos de R$ 200 cada 1 –durante a tramitação no Congresso, subiu para R$ 600. Com a continuidade da pandemia no país, o benefício foi prorrogado com mais duas parcelas no mesmo valor.

Em 3 de setembro, por meio de medida provisória, o governo estendeu novamente o auxílio: mais 4 parcelas de R$ 300. O valor começou a ser pago em 18 de setembro a beneficiários do Bolsa Família e em 30 de setembro aos demais.

Em decreto, publicado em 17 de setembro, o governo estabeleceu que os beneficiários que passaram a ter vínculo empregatício, ou a receber algum benefício previdenciário ou seguro-desemprego, depois do início do recebimento não terão direito às próximas 3 parcelas.

Nesta 5ª feira (12.nov.2020), o ministro Paulo Guedes (Economia) disse que haverá prorrogação do auxílio emergencial caso ocorra uma 2ª onda de covid-19 no Brasil.

“Existe possibilidade de haver uma prorrogação do auxílio emergencial? Aí vamos para o outro extremo. Se houver uma 2ª onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza. Nós vamos ter de reagir, mas não é o plano A. Não é o que estamos pensando agora”, afirmou em evento virtual do troféu “Supermercadista Honorário” da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).

“‘Ah, mas veio uma 2ª onda’. Ok, vamos decretar estado de calamidade de novo e vamos, de novo, recalibrando os instrumentos. […] Em vez de gastar 10% do PIB, como foi neste ano, gastamos 4% [em 2021], completou.

Poder 360.