As polêmicas fontes de recursos que custearão o Renda Cidadã

O governo teve muita dificuldade para encontrar os recursos no orçamento para custear o Renda Cidadã, programa que pode vir a substituir o Bolsa Família. Para conseguir 35 bilhões de reais além do que é o orçamento do programa original, o governo mudará as regras para pagamento de precatórios e também a destinação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb.

Uma parte do que é destinado para o pagamento dos precatórios — as dívidas assumidas pelo governo após perder ações na Justiça — equivalente a 2% da Receita Corrente Líquida será usada para impulsionar o programa. O restante dos recursos serão redirecionados do Fundeb para sustentar o pagamento do Renda Cidadã voltado para crianças. Como isso será feito ainda não foi definido.

As saídas encontradas tiveram como objetivo o respeito ao teto de gastos e a orientação do presidente Jair Bolsonaro de “não tirar do pobre para dar ao paupérrimo”. A equipe econômica teve muita dificuldade para chegar a essas soluções e entendem que são polêmicas. O novo programa será incluído no projeto de lei do orçamento de 2021, relatado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC). A discussão no Congresso será quente.

Radar Econômico/Veja

PASSOU A BOIADA: Salles aprova extinção de regras que protegem manguezais e restingas

Com um conselho de meio ambiente controlado majoritariamente por ministérios e membros do governo federal, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aprovou nesta segunda-feira (28) a extinção de duas resoluções que delimitam as APPs (áreas de proteção permanente) de manguezais e de restingas do litoral brasileiro. A revogação dessas regras abre espaço para especulação imobiliária nas faixas de vegetação das praias e ocupação de áreas de mangues para produção de camarão.

O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), presidido por Salles, revogou ainda uma resolução que exigia o licenciamento ambiental para projetos de irrigação, além de aprovar uma nova regra, para permitir que materiais de embalagens e restos de agrotóxicos possam ser queimados em fornos industriais para serem transformados em cimento, substituindo as regras que determinavam o devido descarte ambiental desse material.

Pela manhã, ambientalistas, parlamentares e a Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente) pediram que todos itens fossem retirados da pauta da reunião do Conama, instituição que tem caráter consultivo e deliberativo sobre questões ambientais. Houve ainda tentativa de cancelar a reunião, por meio de ação judicial. Todas as tentativas fracassaram.

A revogação das resoluções 302 e 303, ambas de 2002, elimina instrumentos de proteção dos mangues e das restingas, as faixas com vegetação comumente encontradas sobre áreas de dunas, em praias do Nordeste. O argumento do governo é que essas resoluções foram abarcadas por leis que vieram depois, como o Código Florestal.

Especialistas em meio ambiente apontam, porém, que até hoje essas resoluções são aplicadas, porque são os únicos instrumentos legais que protegem, efetivamente, essas áreas. No mês passado, por exemplo, em São Paulo, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) perdeu uma ação na Justiça e foi obrigada, por meio de sentença, a respeitar as delimitações previstas na resolução de 2002, “para evitar a ocorrência de dano irreparável à coletividade e ao meio ambiente”.

A extinção da resolução 302, também acaba com regras que definiam limites de áreas de preservação permanente de reservatórios artificiais, bem como o regime de uso do entorno desses lagos.

Já revogação da resolução 284, de 2001, acaba com os critérios de regras federais para licenciamento ambiental de empreendimentos de irrigação. No entendimento dos ambientalistas, a revogação tem o objetivo de acabar com exigências legais a pedido de parte do agronegócio.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que é membro do Conama, argumentou, no entanto, que a resolução conflita com outras que já estão em vigor. O Ministério da Agricultura declarou que irrigação não é “atividade”, mas sim um acessório da agricultura. “Não vemos impacto positivo nessa resolução no meio ambiente”, declarou o ministério, que é um dos membros do conselho.

R7

Em novo recorde, eleições municipais têm mais de 545 mil candidatos

Foto: Marcello Casal

O número exato de candidatos que vão disputar vagas de prefeito, vice-prefeito e vereador ainda nem foi fechado pela Justiça Eleitoral, mas já é o a maior desde 2000, quando a votação no país foi 100% eletrônica pela primeira vez. Até as 15h desta segunda-feira (28), o portal lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com essas informações, já registrava 545.036 solicitações. O recorde anterior havia sido em 2016, com 496.887 candidatos.

No último sábado (26), terminou o prazo para que partidos políticos e coligações solicitassem à Justiça Eleitoral os registros. Somente interessados em ocupar uma cadeira em uma das Câmaras Municipais do país somam 507.727 inscritos. Na pesquisa por candidatos a comandar prefeituras dos 5.570 municípios são mais 19,1 mil interessados.

Coligações

O fim das coligações para as eleições proporcionais, aprovado pelo Congresso Nacional em 2017, que será aplicada pela primeira vez nas eleições deste ano, é a responsável pelo aumento. A mudança na regra fez com que um candidato que queira disputar como vereador, só possa participar do pleito na chapa única do partido ao qual ele é filiado. Antes, uma chapa tinha candidatos de partidos distintos.

Para aumentar as chances de voto e conseguir cadeiras nas Câmaras Municipais, as legendas estão lançando mais candidatos. É que em uma eleição proporcional, como é para vereador, as vagas são do partido e não do candidato. Na prática, ao votar para em um nome para esse cargo, o eleitor na verdade está escolhendo um integrante daquela legenda. O cálculo de quem vai ocupar a cadeira é feito em cima do quociente eleitoral. Com base nesse cálculo é que cada partido saberá quantos votos serão necessários para conquistar uma vaga.

Data

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o calendário eleitoral foi alterado por uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso. O primeiro turno foi marcado para o dia15 de novembro. Nos municípios que levarem a disputa às prefeituras para o segundo turno, o pleito será em 29 de novembro. A data da posse dos eleitos continua a mesma, 1º de janeiro.

Agência Brasil

Prova de vida de servidores aposentados é suspensa até 31 de outubro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os servidores federais aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis não precisarão fazer a prova de vida anual (recadastramento) até 31 de outubro. O prazo, que acabaria na próxima quarta-feira (30), foi prorrogado por instrução normativa publicada hoje (28) no Diário Oficial da União.

Segundo a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, o adiamento teve como objetivo reduzir a possibilidade de contágio dos beneficiários pelo novo coronavírus. De acordo com a pasta, a medida foi necessária porque a maioria desses servidores são idosos e integram o grupo de risco para a covid-19.

A prova de vida dos servidores federais está suspensa desde 18 de março. Inicialmente, o recadastramento tinha sido suspenso por 120 dias, até 16 de julho. O prazo tinha sido estendido para 30 de setembro por outra instrução normativa.

Os beneficiários que excepcionalmente tiveram o pagamento das aposentadorias e pensões suspensos antes de 18 e março podem pedir o restabelecimento do benefício. Basta acessar o Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe) e pedir, no campo “Requerimento”, o documento “Restabelecimento de Pagamento – Covid-19”. O servidor receberá um comunicado do deferimento ou não do seu requerimento por e-mail enviado automaticamente pelo Sigepe.

A Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal estabelecerá posteriormente o prazo e a forma para realização da comprovação de vida dos servidores contemplados na suspensão da prova de vida anual, assim como dos que tiveram o pagamento excepcionalmente restabelecido por solicitação via Requerimento do Sigepe. A partir da confirmação do deferimento, caberá à Unidade de Gestão de Pessoas de cada órgão restabelecer o pagamento, obedecendo ao cronograma mensal da folha.

Mais informações estão disponíveis no Portal do Servidor.

Agência Brasil

Centrais do Cidadão de 5 cidades retomam atendimentos presenciais para o ITEP

As Centrais do Cidadão de Natal, Currais Novos, João Câmara, Macau e Parelhas retomaram os atendimentos presenciais para apoio das atividades do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) a partir desta segunda-feira (28). A prestação do serviço é feita mediante agendamento e vem sendo realizada de forma gradual nas unidades, de acordo com a estruturação das medidas de biossegurança e protocolos sanitários, conforme preconiza o Plano de Ampliação da Jornada de Trabalho Presencial do Poder Executivo Estadual.

Em Natal, a unidade da Zona Norte, situada no Shopping Estação, vai ampliar os atendimentos para o Itep, uma vez que a unidade já foi reaberta desde o dia 14 de setembro para prestação de serviços do Detran. O horário de funcionamento é das 12h às 18h.

A unidade do Shopping Via Direta, que estava suspensa desde março, no começo da pandemia, volta a funcionar somente para atendimentos do Itep inicialmente. O horário de funcionamento será também das 12h às 18h. No interior, as unidades estarão reabertas entre 7h e 13h.

Para fazer o agendamento para emissão da Carteira de Identidade (RG) nas Centrais do Cidadão, basta acessar o site www.centraldocidadao.rn.gov.br. No endereço eletrônico, é necessário a criação de um cadastro, com e-mail e senha, além da apresentação do CPF do titular, não sendo possível realizar o agendamento para terceiros. O agendamento pelo site oferecerá atendimento no dia útil seguinte, com horário marcado.

Além das unidades da capital, Currais Novos, João Câmara, Macau e Parelhas, o Itep já retomou os atendimentos presenciais em semanas anteriores nas seguintes Centrais do Cidadão: Canguaretama, Mossoró (Shopping Estação), Nova Cruz, Parnamirim, Pau dos Ferros e São Gonçalo do Amarante, além de São José de Mipibu, que teve inaugurada sua sede própria na última sexta-feira (25). Com isso, um total de 13 unidades passarão a oferecer o serviço.

A Secretaria de Estado da Administração (Sead), que conduz o Programa das Centrais do Cidadão do Rio Grande do Norte, ressalta a necessidade dos usuários em realizar o agendamento, pois somente poderão acessar às unidades aqueles que apresentarem o documento comprobatório de marcação do serviço. Além disso, é preciso respeitar às normas de segurança interna, visando a prevenção de contágio da Covid-19, como realizar higienização das mãos, cumprir distanciamento social, e utilizar máscaras de proteção.

Assecom/RN