Confusão à vista e a Prazo no PSC e no PL.

Os partidos PSC e PL, vivem momentos de tensão pré eleitoral. Os candidatos, começaram a fazer as contas e descobriram que serão as esteiras de luxo para outros se elegerem.

No PL, quem anda com a calculadora na mão, é o vereador Rogério Santiago, que não esconde de ninguém, os seus encontros com o Prefeito Taveira, tentando conciliar seu retorno a base de apoio no Legislativo.

Ocorrendo algum acordo de Rogério Santiago com o prefeito, a reeleição de Thiago Cartaxo fica comprometida, e esse fato, agradaria de uma vez só, Maurício Marques, que ainda não engoliu a desaprovação de suas contas na Câmara, patrocinada pelo grupo de Elienai e Taveira, que lutam para enfraquecer a candidatura da Professora Nilda.

Já no PSC, o caso é ainda mais grave, pois a negativa do espaço de vice a legenda cristã, deixou o grupo abatido, desmotivado e sem discurso para justificar ao eleitorado que em 2018, deu ao vereador Abidene 6.315 votos, o fazendo mais votado em Parnamirim.

Com isso, o sonho da quarta cadeira na Câmara, foi totalmente descartado, restando três espaços para ser disputados por 24 candidatos.

A matemática, afastou a emoção e depois de muitas contas, existe agora um sentimento coletivo que com ou sem a presença de Wolney França, apenas três candidatos serão eleitos em 15 de novembro pelo PSC.

A maioria do grupo já decidiu que cabeças irão rolar para desobstruir e manter o sonho de fazer três vereadores. E para continuar todo grupo unido em torno da reeleição do Prefeito Taveira, o blog do GM descobriu que esse assunto já foi pautado por um secretário que apoia um candidato dentro do PSC.

O assunto já chegou ao gabinete do Prefeito. Existe uma sinalização positiva de uma renúncia que manteria todos unidos e trabalhando forte para reeleição do Coronel.

Gilson Moura

O HOMEM PÚBLICO


GILSON MOURA
O que se espera de um homem público? Eis o questionamento que se ergue, buscando respostas objetivas e contundentes. Há os que pensam ser os legisladores e executivos somente homens letrados, eruditos, mestres, doutores, cientistas, jornalistas etc. Existem os que desejam e aspiram indivíduos teóricos, paternalistas, falsos caridosos, amadores e descomprometidos com o serviço. “São os que se servem do povo e não servem ao povo”, no dizer de Dom Helder Câmara. Não é disto que a nossa gente necessita, tampouco desse tipo de homem público que nossos conterrâneos de Parnamirim esperam. O homem público, engajado na política, deve ser alguém com alta sensibilidade, humanista, antenado com os problemas atuais, criativos, disponíveis, desafiadores e desafiados. Foi-se o tempo em que o homem público devia ser um “doutor”, anelão no dedo, longe e distante de sua gente. Não é disso que os potiguares, máxime os parnamirinenses, carecem. Temos exemplos que falam e cujos mandatos são as melhores respostas. Como não citar Agnelo Alves, que administrou Parnamirim, por dois mandatos? Não era detentor de diploma ou título universitário. Estudou até o quinto primário, mas sua sensibilidade e amor pelo próximo o fez ir longe: jornalista, legislador e administrador, culminando com a sua glória, enquanto membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Como não citar Dinarte de Medeiros Mariz, detentor apenas do certificado do antigo ensino primário (primeira etapa do ensino fundamental). Homem aparentemente pouco erudito e ilustrado, que revolucionou o Rio Grande do Norte, dotando-o com a sua primeira Universidade? Seria interessante rever a sua entrevista no Programa Memória Viva. Talvez, muitos ficassem desarmados de seus preconceitos e idiossincrasias.
É impossível não citar João Café Filho, um homem de grande atenção ao povo a ponto de ser eleito vice-presidente da República, com uma vitória esmagadora de mais de duzentos mil votos sobre o seu concorrente. Café Filho não tinha título acadêmico, havia apenas frequentado os primeiros anos do antigo ensino secundário. Sensível aos problemas dos potiguares, tornou-se advogado provisionado (rábula) para defender os interesses de seus conterrâneos. Chegou a ser discriminado pois era presbiteriano, recendo inúmeras críticas da Liga Eleitoral Católica, ao tornar-se o primeiro presidente da República evangélico.
Nosso torrão potiguar está cheio de exemplos e testemunhos de pessoas simples, aparentemente incultas ou pouco alfabetizadas, que honraram nossa terra com mandatos e administrações profícuas. Quem não se lembra de Radir Pereira, sertanejo, homem valente do Seridó, que tanto bem ao RN, estadualizando a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte?
Inspirado nesse exemplo, o vereador Abidene Salustiano da Silva, que volta-se para as letras, entre tantos feitos, criando uma biblioteca ambulante, permitindo que os habitantes desta Cidade possam desfrutar do sabor da leitura e do conhecimento, já que na sua infância e juventude, tendo que lutar pela sobrevivência, bem cedo, não pode desfrutar dos bens culturais. Homem simples, de origem humilde, traz para todos o legado de homem trabalhador, honrado, vencedor, sucedido como empresário e industrial. Seu amor aos simples e humildes levou-o a renunciar em favor dos desvalidos seus honorários como vereador do terceiro maior município potiguar. Abidene é um homem curtido pela luta, pelas provações e pelo sofrimento. Cada limitação o desafia, não se rendendo aos obstáculos que a vida e o tempo lhe colocam no caminho.
É preciso dizer, como alguns pensam, que Abidene não se candidatou a ser membro de uma academia de letras ou ciências, à cátedra universitária, mas a um cargo de servidor do povo. Capacidade de trabalho, devotamento à causa pública, desejo de servir não lhe faltam. Seu desprendimento como um homem de fé leva-o a pensar no próximo num mundo e num tempo de egoísmo, de materialismo, de consumo e prazer.
Enquanto homem cristão, caro vereador Abidene, lembre-se do Salmo 23/22: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”. Ou por outra do hino religioso cantado nas igrejas evangélicas e católicas: “Segura na mão de Deus e vai. Ela te sustentará”. E como diz o poeta: “A vida é luta renhida, viver é lutar”!