O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou um projeto de lei de infraestrutura de US$ 1 trilhão na 2ª feira (15.nov.2021). Em cerimônia na Casa Branca, Biden juntou democratas e republicanos que atuaram para fazer avançar a legislação em um Congresso profundamente dividido.
A medida foi desenhada para criar empregos em todo o país. Serão distribuídos bilhões de dólares a governos estaduais e locais para consertar pontes e estradas em ruínas, além de investimento na expansão do acesso à internet de banda larga para milhões de americanos.
A cerimônia —realizada no gramado sul da Casa Branca para acomodar um grupo grande— foi um caso cada vez mais raro em que membros dos 2 partidos se dispuseram a comemorar uma conquista bipartidária.
Biden, cujos índices de aprovação caíram por causa da sua gestão da economia e outras questões, ouviu gritos de apoio de “Joe, Joe, Joe” de alguns na plateia e foi aplaudido de pé quando assumiu o microfone.
O político norte-americano disse que a aprovação da lei mostrou que, “apesar dos cínicos, democratas e republicanos podem se unir e produzir resultados”. Ele chamou a lei de “projeto de colarinho azul para reconstruir a América”.
“Muitas vezes, em Washington, a razão pela qual não conseguimos fazer as coisas é porque insistimos em obter tudo o que queremos. Com esta lei, nós nos concentramos em fazer as coisas”, disse Biden.
Eis a íntegra do discurso de Biden em inglês (191 KB).
O presidente dos EUA comemorou a conquista no Twitter:
A Casa Branca informou no último domingo (14.nov) que Biden nomeou o ex-prefeito de Nova Orleans, Mitch Landrieu, para supervisionar a implementação do esforço de infraestrutura
O projeto se tornou um para-raios partidário. Os republicanos reclamaram que os democratas que controlam a Câmara dos Deputados atrasaram sua aprovação para garantir o apoio do partido à política social de Biden de US$ 1,75 trilhão e à legislação de mudança climática, que os republicanos rejeitam.
Quem apostou em um rompimento político, entre o prefeito Taveira e a vice, kátia Pires, perdeu tempo, pois os dois já conversaram, voltaram a aparecer juntos em eventos públicos, como a abertura da festa do boi, no parque Aristofanes Fernandes.
A verdade é que a relação entre os dois não ia lá muito boa, muito disse me disse, mas os dois políticos conhecem muito a arte da boa convivência e já alinharam as coisas para o bem de Parnamirim. Kátia desabafou e ouviu também, Taveira entendeu que o momento era unir o grupo em torno da governabilidade no município.
Agora, é tranquilizar os liderados, visto que muitos andavam apreensivos diante dessa situação desconfortável. Estava um clima tenso entre os políticos, algumas pessoas torciam por um rompimento político.
Mas eles se acertaram, emendaram os bigodes e agora, é só curtir a festa do boi, pois juntos irão resolver os problemas da cidade, principalmente no campo político- administrativo.
A suplente de deputada estadual, e primeira-dama de São Gonçalo do Amarante, Terezinha Maia, esteve em Goianinha nesta sexta-feira (12) participando da inauguração de uma praça pública a convite da prefeita Nira Rocha.
Também estavam presentes a vice-prefeita, Helena Marques, secretários e vereadores. Na ocasião Terezinha destacou a dedicação e empenho que Nira tem conduzido a administração pública, e parabenizou os vereadores pela parceria com o Executivo.
A prefeita é uma das grandes incentivadoras do projeto político de Terezinha para Assembleia Legislativa.
Presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e ministros durante a Solenidade de Lançamento do Projeto em Frente Brasil, politicas públicas de combate ao crime violento, no Palácio do Planalto. Brasilia, 29-08-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
“Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vômito para aliviar a vontade de vomitar”
– Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
Em toda cidade pequena do interior de Minas Gerais, existem algumas pessoas exóticas a perambular pelas ruas, como que para quebrar a monotonia e dar algum charme às noites sempre iguais. Em Patos de Minas, havia, entre outros, 2 bêbados que viviam se estranhando. Um baiano e outro gaúcho. Xingamentos e ameaças de morte eram sempre a tônica da desavença. Certo dia, o gaúcho apareceu morto e a polícia não teve dúvidas: prendeu o baiano. No dia do julgamento, o juiz perguntou se ele havia matado o gaúcho e o baiano respondeu, com seu sotaque inconfundível, “Doutor, achá bão é crime?”. E o juiz, perplexo, indagou: “Por quê?”. A resposta foi sincera e desconcertante: “Matá eu não matei não, mas achei bão demais ele ter morrido!”.
Tal fato me veio à memória ao ver o ex-juiz Sérgio Moro lançar-se candidato à Presidência da República.
O homem que prendeu o principal opositor do atual presidente, viabilizando a eleição deste fascista, instrumentalizando o Poder Judiciário. Que coordenou um grupo de procuradores lavajatistas para defender um projeto de poder, corrompendo o sistema de justiça. Que mercadejou com a toga ao aceitar, ainda com ela nos ombros, ser ministro do governo que ele elegeu, esbofeteando o Judiciário. Enfim, que foi, juntamente com os procuradores da República de Curitiba, o grande responsável por este governo assassino, corrupto e que levou o país à bancarrota, à miséria e a ser alvo de escárnio internacional. Esse é o homem que cinicamente quer enfrentar a sua criatura.
Recorro-me a Boaventura de Sousa Santos:
“não gosto de ver tanta água reunida sei que é o mar mas nada é o que parece. visto de Guantánamo o mar são grades de infinita tessitura visto de goreé é o marulhar multissecular de lágrimas exangues preferia que a água se dispersasse.”
Embora tenha sido considerado pelo Supremo Tribunal Federal um juiz parcial e incompetente, em decisão já transitada em julgado, fez o 1º discurso com o velho mote de combate à corrupção. No mesmo dia, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que 5 procuradores da tal força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, que era de fato ilegalmente coordenada pelo então juiz, devolvessem uma pequena fortuna ao erário por malversação de dinheiro público. Dentre os procuradores flagrados pelo TCU, alguns, pelo que informou a imprensa, também se apresentam como futuros candidatos a cargos políticos. Todos com o lema, que para eles soa falso e hipócrita, de combate à corrupção.
Na verdade, há tempos a máscara já caiu. Os que acompanham de perto os malabarismos desse grupo sabem que tudo era apenas um marketing com propósito de encetar um projeto de poder. Na sua maioria, são indigentes intelectuais e tinham na grande mídia o apoio para sustentar uma falsa narrativa. Se fossem coesos, e realmente honestos intelectualmente, parte desses procuradores teria que ter pedido a prisão deles próprios e do ex-juiz; fosse na linha que atuavam, o então juiz deveria ter prendido a todos, inclusive a ele mesmo.
Por muito menos, na verdade, dentro de uma estratégia de poder, eles destruíram famílias, empresas e reputações. Como ensina Valter Hugo Mãe:
“Aprendi que o dinheiro tem valor em troca de muita coisa, mas muita coisa só tem valor se for de graça. Aprendi que o preço é quase sempre o lado corrompido do valor.”
A falta de coerência chega a dar asco. Quando houve o vazamento criminoso da conversa da ex-presidente Dilma, o então juiz, responsável pelo ato, sustentou que o que realmente importava era o conteúdo das conversas e não a forma que ela veio a público. Agora, na chamada Vaza Jato, quando vieram à tona inúmeras mensagens revelando uma verdadeira promiscuidade entre Moro e seus procuradores de estimação, todos se negaram a comentar o conteúdo, escudando-se, contraditoriamente, no fato de as conversas terem sido obtidas por meio de um hacker.
Da mesma maneira, quando criticaram o uso de habeas corpus pela advocacia para enfrentar alguma irregularidade processual. A empáfia era tal que diziam que os advogados eram chicaneiros. No entanto, quando foram investigados pelo Superior Tribunal de Justiça, usaram exatamente tal remédio constitucional para tentar impedir a investigação. Por sinal, à época, o rumor da iminente prisão dos procuradores fez com que a imprensa me procurasse para opinar, e fui contrário à decretação da medida extrema por falta de contemporaneidade dos fatos. Um requisito que os advogados sempre defenderam, mas que o ex-juiz e os procuradores ridicularizavam.
São inúmeros os exemplos para demonstrar o uso oportunista e sem coerência dos poderes constituídos, apenas como instrumento de ação política. Um dos mais óbvios foi ver o chefe formal desses procuradores, depois de conseguir inúmeros adiamentos no julgamento de 1 dos processos a que ele respondia no CNMP, alegar categoricamente o instituto da prescrição. Por sinal, de maneira técnica e correta, mas que fique o registro de que eles pregavam ser a prescrição era uma manobra escusa de corruptos.
Nada como parafrasear o poeta maranhense, na expressão que cunhei, “a vida dá, nega e tira.”
Não fosse uma tragédia para o país, seria muito bom ver o ex-juiz enfrentando o atual presidente. Rigorosamente, eles se merecem. Têm os mesmos princípios éticos e uma visão de mundo muito próxima. Tanto que, no auge da parceria, a “conja” de um deles afirmou que eles eram praticamente a mesma pessoa.
Por isso, lembrei-me do baiano lá no interior de Minas, se os 2 se enfrentassem e saíssem direto para serem responsabilizados pelos inúmeros crimes e malfeitos, eu iria repetir a resposta: “Achá bão é crime?”
Sempre com Cecília Meirelles:
“Aprendi com as primaveras a deixar me cortar e a voltar sempre inteira.”
Um candidato a vereador apostou todas suas fichas eleitorais no projeto Palumbo, resolveu subdividir a cidade em zonas. Pois bem, sua comitiva organizou uma grande carreata , porém essa foi programada para um bairro em que as construções eram em sua maioria edifícios e os eleitores ficavam cada um no seu quadrado… Então, o candidato só conseguiu ver os prédios com as janelas fechadas. O assessor que organizou a carreata, disse ao candidato: “não se preocupe, pois os votos daqui só aparecem na urna”. O candidato confiante, prosseguiu conforme planejado. Ele já tinha tomado a velha 51, resolveu curtir o momento, passou a acenar para os edifícios de luxo. Alguns apoiadores que lhe acompanhavam, perceberam que no final do dia, o candidato havia ganhado uma famosa isolação, o jovem ficou tão vermelho que um senhor comentou: “vixe, nosso candidato ficou tão vermelho que parece um camarão.” Para completar, o resultado das urnas foi motivo de festa, não pelo elevado número de votos, mas pela falta deles, pois nem na suplência o homem ficou.
Fachada do edifico sede da Previdência SocialFoto: Sérgio Lima/PODER 360
Os grupos proprietários das maiores TVs do Brasil devem R$ 448 milhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A dívida com a Previdência dobrou desde janeiro de 2020, última vez que o levantamento foi feito pelo Poder360. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação.
A RedeTV! é quem mais deve: R$ 170 milhões. Globo, em 2º lugar, deve R$ 138 milhões. O único dos 5 grandes sem dívidas com a Previdência é o SBT. Veja no infográfico abaixo:
O artigo 168-A do Código Penal classifica como apropriação indébita: “Deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional.”
A dívida total é R$ 1,2 bilhão ao incluir outros débitos, como impostos. Levando-se em consideração esses valores, a Rede TV!tem R$ 432 milhões inscritos na dívida da União e a Globo, R$ 330 milhões.
Veja no infográfico abaixo as dívidas detalhadas:
A maior parte da dívida (93%) está em situação regular. Ou seja, os créditos podem estar já garantidos, suspensos por decisão judicial e/ou parcelados. Nessa situação, a dívida pode ter exigibilidade suspensa, o que significa que existe, mas que a cobrança está impedida.
Renovações de concessões foram pedidas e estão em análise pelo Ministério das Comunicações ou serão solicitadas por 4 das 5 TVs com dívidas. Eis as datas de vencimento:
jan.2021 – SBT Rio;
abr.2021 – Band Campinas (SP);
dez.2021 – Band Bahia;
out.2022 – Band Minas, Record São Paulo e Globo em Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife.
Band – “Todos os valores estão com a exigibilidade suspensa em razão dos parcelamentos e os pagamentos rigorosamente em dia”;
Globo – “A empresa questiona administrativamente ou em juízo algumas cobranças do Fisco, como garante a lei, por entender que são indevidas”;
Record – não respondeu;
RedeTV! – não respondeu;
SBT – “São demandas tributárias que no momento se encontram em discussão na esfera judicial. A TVS Rio de Janeiro não possui qualquer óbice à renovação de sua concessão, logo, não há motivo para se preocupar. Confiamos plenamente na qualidade técnica dos órgãos responsáveis pela análise do processo de renovação da concessão”.
Análise
O presidente Jair Bolsonaro ameaçou não renovar a concessão de TVs em outubro de 2019: “Tem empresa que vai renovar seu contrato brevemente, eu não vou perseguir ninguém. Quem estiver devendo vai ter dificuldade”.
Embora ele tenha falado de modo genérico, a “Globo” era a destinatária da mensagem. De lá para cá, a dívida total da empresa com a União aumentou 36%, chegando a R$ 330 milhões.
No Brasil, as emissoras de rádio e TV são concessões públicas. A autorização para operar tem de ser renovada a cada 10 anos (rádios) ou 15 anos (TVs).Quem faz isso é o presidente, mas o Congresso pode referendar ou derrubar na sequência o ato presidencial em votação nominal.
Há 5 concessões da “Globo” que vencem em 5 de outubro de 2022. Parece improvável que Bolsonaro tente minar a concessão da TV em ano eleitoral e mais improvável que o Congresso, de quem depende o aval final, tope fustigar a “Globo”.
A situação da mídia brasileira piorou durante os anos de pandemia. Isso fez com que as grandes TVs abertas aumentassem o seu endividamento com o Estado brasileiro. O método usado pelas empresas para deixar de pagar impostos foi avançar sobre a previdência dos próprios funcionários. Quase toda a dívida está negociada. Mas a Rede TV! tem R$ 87 milhões de sua dívida que são uma única grande exceção.
Sergio Moro é um enigma. Quem previa que, ainda juiz federal em 2018, ele aceitaria o convite para ser ministro do vencedor da eleição presidencial, Jair Bolsonaro? Algumas pessoas podem dizer que já desconfiavam que Moro tinha vontade de alçar voos na Esplanada e na política. Certo. Mas disso a cravar que ele toparia ser ministro vai uma distância.
Um prejuízo para Moro foi pedir demissão da carreira de juiz. Outro foi enfrentar o risco reputacional. Muitos petistas disseram que, como juiz da Lava Jato, ele condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por simpatia a Bolsonaro.
Mas em 2020 Moro surpreendeu pelo oposto: rompeu com Bolsonaro e passou a ser um ácido crítico do governo. Até recentemente havia incerteza se se ele aceitaria ser candidato em 2022. Na 4ª feira (10.nov.2020) filiou-se ao Podemos e disse que está à disposição para ser candidato ao Planalto.
Agora a dúvida é qual será o efeito de Moro no quadro eleitoral de 2022 caso ele realmente seja candidato. Na pesquisa do PoderData (25-27.out) fica em 3º lugar, com 7% a 8% das intenções de votos, dependendo do cenário.
É difícil imaginar que ele possa tirar muitos votos de Lula em 2022. Quem gosta de Moro rejeita Lula e vice-versa. É mais fácil imaginar alguém que pensava em votar em Bolsonaro e, ao descobrir que o ex-ministro é uma opção, fique com ele.
Mas até isso tende a não ser muito frequente. A razão é que Bolsonaro já teve um desgaste no eleitor de classe média urbana em quase 3 anos de governo. A preferência pelo ex-ministro vai a 11% entre os eleitores que cursaram até o nível médio. Moro tira mais votos de outros nomes e dos que estavam indecisos. Poderá crescer mais nesses segmentos.
Para Lula, Moro traz uma desvantagem que não é a disputa direta por eleitores: sua simples presença traz a lembrança de que Lula foi condenado e preso por corrupção. O STF (Supremo Tribunal Federal) depois considerou Moro parcial e determinou novos julgamentos. Mas será preciso explicar tudo isso ao eleitor. E Moro obviamente se defenderá, o que exigirá tréplica.
Seria bem mais fácil para Lula criticar Moro se o ex-juiz ficasse fora da arena eleitoral. Mas, até mesmo por essa razão, não é o que Moro demonstra querer.
O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou nesta 4ª feira (10.nov.2021) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios precisa ser aprovada em novembro para que o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 possa ser pago.
“Se essa tramitação se estender até o próximo mês irá inviabilizar que o benefício de R$ 400 chegue para os brasileiros em dezembro”, disse em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto.
O programa Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa família, terá benefício mensal médiode R$ 217,18 e começa a ser pago em 17 de novembro. O governo quer pagar um auxílio de R$ 400 para as famílias mais vulneráveis por meio de um benefício complementar que deve ser pago até o fim de 2022, ano eleitoral. Para isso, depende da aprovação da PEC.
O líder do Governo no Senado e relator da PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que o texto deve ser votado até 2 de dezembro. O texto precisa de ao menos 49 votos dos 81 senadores em 2 turnos para ser aprovado no Senado.
“Cabe ao Senado Federal ter a sensibilidade e somar todos os esforços para que essa medida seja analisada no mais breve espaço possível, mas, mesmo eu sendo parlamentar licenciado, não cabe a ninguém do Executivo ditar as regras da Casa Legislativa. O que nos cabe é sensibilizar a todos os congressistas da importância dessa matéria”, declarou Roma.
O ministro comemorou a aprovação do texto em 2º turno na Câmara na 3ª feira (9.nov). O texto teve 323 votos a favor, 172 contra e uma abstenção. Era necessário o apoio de ao menos 308 deputados para a aprovação.
“Certamente foi uma aprovação expressiva e isso nos deixa muito confiantes que o Senado Federal também poderá agir com toda a diligência”, afirmou. Roma também disse que além da aprovação no Senado é preciso finalizar outras “tratativas” para o pagamento do benefício.
“Precisamos até agora o mês de novembro finalizar todas as tratativas, que não é apenas a aprovação da PEC. Tem todo um bastidor para viabilizar um pagamento de uma folha dessa de milhões de pessoas, para mais de 17 milhões de brasileiros”, disse.
Pessoas nas regiões Sudeste e Nordeste são os que mais avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. O dado é de pesquisa PoderData realizada de 8 a 10 de novembro de 2021.
No Sudeste, 63% avaliam o chefe do Executivo desta forma. Na região Nordeste, 62% dizem o mesmo. Os percentuais são os maiores entre as 5 regiões brasileiras.
Juntas, as duas regiões concentram 101,7 milhões de eleitores –o que corresponde a 69% do total de pessoas aptas a votar no Brasil, segundo estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizadas em outubro de 2021.
A avaliação mais negativa entre as possíveis é mais frequente em todas as regiões, sendo que os menores percentuais foram nas regiões Sul (42%) e Centro-Oeste (45%).
A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 2.500 entrevistas em 412 municípios nas 27 unidades da Federação de 8 a 10 de novembro de 2021.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Na população em geral, 57% consideram o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo”, 24% o classificam como “ótimo” ou “bom”, 16% o acham “regular” e 3% não sabem. Saiba mais neste post.
Entre aqueles na faixa de 16 a 24 anos, 64% avaliam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. São 17% os que consideram o presidente como “ótimo” ou “bom”–o menor percentual entre todas as faixas etárias– e 14% os que o acham “regular”. Os que não sabem são 5%.
O maior percentual de avaliação “ótimo/bom”é na faixa etária de 45 a 59 anos (33%). Ainda assim, a parcela entre as pessoas nesta idade que considera o trabalho do presidente como “ruim/péssimo” é maior (55%).
A maior concentração de avaliação negativa do atual ocupante do Planalto é entre aqueles que cursaram o ensino superior. Entre esse grupo, 66% estão no “ruim/péssimo”.
O percentual de classificação como “ótimo/bom” é maior entre os que cursaram até o ensino médio (27%) do que nos demais recortes de escolaridade. No entanto, a parcela que avalia o presidente como “ruim” ou “péssimo” também é a prevalecente nesse grupo (52%).
O levantamento do PoderData aponta que mais homens (30%) consideram o presidente “ótimo” ou “bom” do que mulheres (18%). Entre o público feminino, 60% avaliam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”,enquanto o percentual entre o masculino é de 54%.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) tem 48% das intenções de voto para a eleição do ano que vem, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fica com 21%, de acorco com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta 4ª feira (10.nov.2021).
O levantamento foi realizado de 3 a 6 de novembro, com 2.063 pessoas com 16 anos ou mais. As entrevistas foram realizadas de foram presencial em 123 municípios brasileiros. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Lula ganha de Bolsonaro entre aqueles que ganham até 5 salários mínimos. Mas na faixa de renda acima de 5 salários mínimos há empate técnico, com o petista com 34% das intenções de voto e Bolsonaro com 32%. A maior diferença é entre a população com até 2 salários mínimos: 61% votariam em Lula e 15% no atual presidente.
O petista também ganha em todos as regiões do Brasil. com maior intenção de boto no Nordeste (60%) e menor no Centro Oeste (34%). Esta última também é a região onde Bolsonaro consegue maior pontuação (26%).
A pesquisa Genial/Quaest também mostra que o ex-juiz Sérgio Moro, que se filia ao Podemos nesta 4ª feira (10.nov), está empatado no 3º lugar com Ciro Gomes(PDT). Com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os pré-candidatos ficam empatados: Moro com 8% dos votos e Ciro com 6%.
Os números são similares aos da última pesquisaPoderData. No levantamento realizado pela divisão de estudos estatísticos do Poder360, o ex-juiz tem 8% dos votos. Ciro fica atrás, com 5%.
2º TURNO
No 2º turno, Lula ganha de todos os pré-candidatos testados. Na disputa com Bolsonaro, o petista marca 57% das intenções de votos. O atual presidente fica com 27%. Brancos e nulos são 13% enquanto os indecisos são 3%.
Com Sérgio Moro, o petista mantém 57% dos votos, mas o ex-juiz fica com 22%. Mas os votos brancos e nulos sobem para 19% e os indecisos permanecem em 3%.
Lula pontuou menos com Ciro Gomes. Entre eles, o placar fica em 53% para o petista e 20% para Ciro. Já com o Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Lula alcança sua maior pontuação, 59% contra 12%.
CHANCES DE VOTO
Entre os pré-candidatos, o presidente Bolsonaro é o mais rejeitado entre aqueles que o conhecem. São 67% os que dizem conhece-lo e que não votaria nele. Os que conhecem e votariam são 18% e aqueles que conhecem e poderiam votar são 12%. Apenas 2% afirmam não conhecer Bolsonaro.
O 2º mais rejeitado é Moro. Entre os entrevistados, 61% disseram conhecer o ex-juiz e não votar nele. Aqueles que o conhecem e votariam nele são 5% e os que conhecem e poderiam votar são 19%. Ele é desconhecido para 14%.
Já Ciro Gomes tem 53% de rejeição entre aqueles que o conhecem. Seu potencial de voto entre aqueles que o conhecem é de 22% e os que conhecem e já afirmam que votaria é de 4%. Ele é desconhecido para 19%.
O ex-presidente Lula é rejeitado por 39% daqueles que o conhecem. É o mesmo percentual daqueles que o conhecem e votariam nele. Os que poderiam votar são 19%, enquanto apenas 1% diz não conhecer o petista.
O ex-ministro Sérgio Moro filiou-se ao Podemos e se postou como pré-candidato à Presidência da República para eleições 2022 nesta 4ª feira (10.nov.2021). O anúncio foi realizado durante a filiação do ex-juiz ao partido em um evento que reuniu cerca de 400 pessoas no centro de Convenções Ulysses Guimaraes, em Brasília.
A pré-candidatura de Moro à Presidência da República foi vista por participantes ouvidos pelo Poder360 como alternativa de centro, de direita, ou ainda capaz de aglutinar nomes da 3ª via.
Assista ao evento de filiação:
O Podemos chama a entrada de Moro no partido como um “novo capítulo” na política brasileira.
O general da reserva e ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz definiu a possível candidatura de Moro como uma “alternativa de direita”. Sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse: “Não é de direita nem esquerda. É só um populista”.
O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) disse que a condição de um apoio do MBL (Movimento Brasil Livre) à candidatura de Moro é o apoio à candidatura de Artur do Val ao governo de São Paulo.
Artur do Val disse que Moro pode “unir de uma vez por todas” a chamada 3ª via. Declarou que, no momento, o MBL busca viabilizar uma “parceria” com o ex-ministro. Sobre eventual ida de integrantes do movimento ao Podemos, afirmou que não é o momento para conversas partidárias.
O ex-procurador da Operação Lava Jato, Carlos Fernando , definiu Moro como um nome de centro. Disse que o ex-ministro, depois de deixar o Governo, já criticou o presidente Jair Bolsonaro por “ter matado a Lava jato”.
Além de Moro, outra candidatura possível ligada à Lava Jato é a de Deltan Dallagnol, considerado um nome forte no Paraná. Para Carlos Fernando, não há impasses contra a candidatura do ex-procurador, com exceção da discussão sobre a elegibilidade dele.
“Eu creio que é o caminho real dele [Deltan Dallagnol] ser candidato. Ele vai ter que tomar essa decisão. Ele é um mobilizador social e de qualquer modo tem um trabalho muito importante para fazer em organizações não governamentais e também na advocacia”, disse Carlos Fernando.
Brasília – Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) fazem vistoria em postos de combustíveis para checar as alterações dos preços finais cobrados ao consumidor, após aumento dos impostos federais PIS-Cofins. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A inflação das famílias de baixa renda disparou no início da pandemia, com a alta dos alimentos e da energia elétrica. Agora, é a vez de a classe alta sentir mais o aumento de preços, por causa dos reajustes dos combustíveis e de itens não essenciais como as passagens aéreas.
Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a inflação de outubro foi de 1,02% para as famílias da cidade de São Paulo que ganham até 3 salários mínimos, de 1% para quem ganha de 3 a 8 salários mínimos e de 1,06% para as famílias de maior renda. É a 5ª vez em 20 meses de pandemia e o 2º mês consecutivo em que os preços sobem mais para a classe A.
No acumulado dos 9 primeiros meses de 2021, a inflação subiu 8,5% para os mais pobres e 8,43% para a classe média. Para os mais ricos, foi de 7,84%. Em 12 meses, a inflação dos mais pobres também é maior. Porém, para o economista da Fipe, Guilherme Moreira, essa distância vai diminuir.
Coordenador do IPC/Fipe, Guilherme Moreira diz que a reabertura da economia tem permitido o reajuste de itens que pesam mais para a alta renda, como as despesas de lazer e a alimentação fora de casa. Ele fala também que a recente alta dos combustíveis pressiona principalmente os mais ricos, que têm carro próprio para abastecer. Por outro lado, prevê altas menos intensas nos próximos meses dos alimentos e da energia elétrica, que pesam mais para os mais pobres.
“A inflação foi muito maior para a baixa renda no início do ano, porque estava concentrada na alimentação e na energia. Agora, deve se equalizar, porque alguns itens que afetam a alta renda estão sendo reajustados com a retomada da economia, como viagens, lazer, cultura e restaurantes”, afirma Moreira.
Para o economista, a “inflação subiu para todos em 2021, mas por motivos específicos, porque cada faixa de renda tem um padrão de consumo diferente”. Ele diz, contudo, que o impacto é “mais cruel” para os mais pobres.
“Uma inflação de 10% é muito alta para qualquer nível de renda, mas quem ganha mais de 8 salários mínimos não vai perder qualidade de vida por causa disso. Já as famílias mais pobres podem passar fome”, diz Moreira.
Os dados sobre a inflação por faixa de renda são do IPC FX, índice que será lançado nesta 4ª feira (10.nov.2021) pela Fipe com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor do município de São Paulo). Eis a íntegra (391 KB).
A inflação oficial de outubro também será divulgada nesta 4ª feira (10.nov) pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Amanhã, quinze anos sem a presença física de Dom Nivaldo Monte. Educador, poeta,escritor, acadêmico, sobretudo sacerdote e bispo. Centelha do Eterno, aceno da Onipotência misericordiosa, assim foi nosso pastor. Viveu momentos difíceis para implantar as reformas do Concílio Vaticano II e repensar a vida eclesial, na arquidiocese de Natal. Sofreu com a perda de uma dezena de padres queoptaram pela vida leiga. Alguns colaboradores procuraramcriar um clima de animosidade entre ele e irmãos do episcopado. A todos, Dom Nivaldo respondia com serenidade e sabedoria: “Conheço meus irmãos e eles me conhecem, de longa data.” As rusgas não partiam dele, mas dos auxiliares.
Com ele aprendi muito sobre a vida sacerdotal. Ainda hoje, sua postura me faz refletir sobre o sacerdócio. Tempo houve em que os padres gozavam de forteinfluência social. “Casavam e batizavam”, literal e figuradamente. Diz-se que, em certos lugares, alguns chegavam a mandar mais do que delegados, prefeitos, promotores e juízes. É evidente que se trata de um anedotário – ancorado na realidade – sobre o poder do clero. Lideranças religiosas influem na vida das pessoas. E, não raro, há os que confundem os papéis. Após o Vaticano II, o tipo de padre que, por vezes, ocultava uma forma de mando e controle, tende a desaparecer. Entretanto, é da natureza de uns a nostalgia do poder. Esta reaparece, mesmo em tempos e contextos de secularização.
A dimensão espiritual é estruturante na vida humana. O sagrado encontra-se envolto em reverências e pelo transcendente. É relevante a recomendação da Sagrada Escritura: “Não toqueis nos meus ungidos e a meus profetas não façais mal.” (1Cr 16, 22). Há sacerdotes que vivem suas funções ministeriais na lógica do serviço aos irmãos. “Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para a salvação de muitos.” (Mt 20, 28). Em contrapartida, existem os que encontram realização no status da função exercida. Apesar da crescente consciência do papel do laicato, vários ministros ordenados recriam formas sutis de clericalização.Não se contentando em exercer a liderança no plano pastoral, estendem-na para o profano. “Falta-lhes reflexão teológica sobre o sacerdócio ministerial, a imanência e transcendência da Igreja”, afirmou o teólogo Monsenhor Gerard Phillips, por anos senador cooptado do parlamento belga.
Os lampejos do Vaticano II e os ventos da secularização não empalideceram a figura ministerial do presbítero. Entretanto, é preciso que ela seja redefinidapara evitar ambiguidades, distorções e abusos. O padre não deve ser mais um ordenador social, tampouco aquele que dita comportamentos. A postura impositiva dá lugar à propositiva. Essas concepções e consequentes mudanças desencadearam uma crise no clero, que deve se deparar e adaptar-se à nova realidade. Alguns não conseguem elaborar respostas. Uma atitude – fácil e confortável – consiste em tentar recuperar um passado, tido como áureo: a semiótica da pompa, obnubilando o brilho da espiritualidade como vivência da graça.
É preciso refletir sobre a formação intelectual epsicológicados sacerdotes. O crescente número de padresque adoecem (de vários distúrbios) faz emergir a necessidade de um olhar mais solidário para os que se dedicam ao serviço espiritual. Urge repensar a importante questão de quanto o status religioso e social pode dificultar o processo de equilíbrio e maturidade dos ordenados. Somos convidados a considerara irreversível ressignificação do papel sacerdotal. Este deverá ser qualificado para um verdadeiro serviço humanizador e transcendental. A Igreja no Brasil sente ainda saudades do padroado. Por vezes, o presbítero invade o território leigo ou profano. E, frequentemente, agentes políticos delineiam o discurso “religioso e teológico de membros do clero”. A formação espiritual, intelectuale humanística dospresbíteros é importante. Eles não podem deixar de interagir numa sociedade altamente crítica. Antes, eramadmirados por sua vasta erudição. Hoje, parte dos sacerdotes não detém o diploma de graduação formal devidamente aprovada ereconhecida pelo poder civil. Isso pode levar alguns a compensar a ausência de uma formação acadêmica sólida com um modelo de comportamento impositivo. “Entre vós não seja assim. Quem quiser ser o maior, no meio de vós, seja aquele que serve.” (Mc 10, 43).
Domingo, 6 de novembro de 2016. Sergio Moro era a capa do Estado de S. Paulo pouco depois de decretar a minha prisão preventiva em uma ação –em 14 de setembro de 2021, quase 5 anos depois, o STF reconheceria o ex-juiz como incompetente para me processar e julgar.
A sua entrevista, à época, anunciada como a 1ª depois de 2 anos e meio da chamada operação Lava Jato, nome hoje abolido, tinha a seguinte manchete, atribuída como frase dele: “Jamais entraria para a política”.
Mais recentemente, em um artigo na Folha de S. Paulo, publicado em 3 de novembro de 2021 e intitulado “O candidato veste toga” (link da versão digital para assinantes), o jornalista Bruno Boghossian relembra que, em novembro de 2017, Moro dizia que migrar para o campo eleitoral seria um movimento inapropriado, tanto naquela época como no futuro. Citou fala do hoje ex-juiz: “Isso poderia colocar em dúvida a integridade do trabalho que fiz até o presente momento”.
O que mudou do Sergio Moro daquele momento para o de hoje? Simplesmente nada. Só caiu a sua máscara.
Não estamos falando da máscara que estamos usando pela pandemia da covid-19. Falo do que já abordei em meu livro “Tchau, Querida”: Moro era o chefe de uma organização política denominada Lava Jato.
Como bem explanei no livro, se esse grupo tivesse que responder aos padrões que ele próprio adotava, ele seria tão criminoso quanto as supostas organizações que acusava. No mínimo teríamos a de prevaricação, como no artigo 319 do Código Penal: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.
Não foi isso que ocorreu nos atos de Moro ou do Ministério Público em Curitiba, já comprovados nas conversas divulgadas na Vaza Jato? Não buscaram satisfazer interesse ou sentimento pessoal?
Evidente que, se eles fossem processados por isso, deveriam responder a um processo legal correto, sujeito a um juiz competente, com direito a defesa e a um julgamento justo, com o devido contraditório. Jamais deveriam ser submetidos o tipo de julgamento que impuseram às suas vítimas.
As ações conduzidas pelo chefe dessa operação, o ex-juiz Sergio Moro, inclusive contra mim, estão caindo na Justiça. Seja pelo julgamento da sua incompetência, seja até pela sua suspeição. Ao fim não ficará pedra sobre pedra.
OBJETIVO SEMPRE FOI A PRESIDÊNCIA
Sempre achei que Bolsonaro estava cometendo um grande erro quando nomeou Sergio Moro ministro da Justiça. Quando o então juiz deixou o seu cargo para ingressar na carreira política, já era claro que ele tinha (e ainda tem) o objetivo de tomar conta de tudo –ou seja, de ser o presidente da República. Achei inclusive que Bolsonaro não era candidato à reeleição. Todos sabiam que demitir Moro do ministério seria uma tarefa difícil, já que ele jamais abriria mão do seu projeto político.
Circula nas redes sociais uma declaração atribuída à mulher do ex-juiz: “Eu vejo Moro e Bolsonaro como uma coisa só”. O que o interesse não faz com as posições políticas das pessoas…
Por óbvio, não eram e nunca seriam uma coisa só. Bolsonaro é muito diferente e melhor do que Moro.
Também não posso deixar de ressaltar que a decisão de Moro de sair do cargo de juiz ajudou em muito que a operação fosse desmascarada. Embora o certo seria que ele estivesse no cargo e pudesse ser punido pelo CNJ por seus abusos. No mínimo, com a demissão da cadeira de juiz. Isso certamente aconteceria, como vem acontecendo com alguns integrantes do Ministério Público.
Não podemos esquecer de que Moro já havia antecipado toda essa sua estratégia política em artigo (link para assinantes) publicado na Folha de S. Paulo, anos antes de iniciar a operação política da sua organização. Sem contar com outros abusos cometidos em outros processos anteriores, derrubados em Instâncias superiores.
CAMPANHA CÍNICA À FRENTE
Moro era um caso crônico e contumaz de uso abusivo da caneta de juiz, buscando o seu lugar na política.
Como explicar as inúmeras prisões preventivas ilegais ou até de cumprimento antecipado de pena depois de julgamento em 2ª Instância, envolvendo ações anuladas depois pelo STF?
Como se justifica eu ter ficado em prisão preventiva decretada por Moro, por 4 anos e meio, em uma ação em que o STF depois o julgou incompetente para me processar e julgar?
Como Lula ficou preso 1 ano e meio para execução de uma pena que depois teve a ação anulada, pela reconhecida incompetência e suspeição de Moro pelo STF?
A minha prisão, por exemplo, era para fazer contraponto político ao que ele fazia com Lula. Tentava mostrar uma imparcialidade que, hoje, todo mundo sabe que nunca existiu. Ele mesmo admitia isso em entrevistas, onde tentava se mostrar imparcial com relação a Lula, citando a sua atuação com relação a mim, como exemplo de que atingia a todos os lados da política.
Talvez ele, Moro, tivesse até aceitado continuar como ministro se lhe fosse garantida a vaga de vice de Bolsonaro na reeleição e ele sentisse que essa reeleição era o mais provável. Continuaria com Bolsonaro para depois, de forma pacífica, ser o seu sucessor.
Mas as coisas mudaram. Primeiro ele foi desmoralizado pela Vaza Jato, que levou à anulação das condenações de Lula e a várias outras derrotas no Judiciário. Depois ele mesmo viu que não tinha essa garantia de seria o vice de Bolsonaro. Começou a achar que essa candidatura a vice poderia ser derrotada e passou a buscar uma saída para o seu projeto político.
Mesmo a sua hipotética entrada no STF seria só um passo para corroborar toda a sua estratégia política. Seria um palanque para buscar a Presidência da República na sucessão de uma eventual reeleição de Bolsonaro.
Com o desgaste das suas derrotas no Judiciário e da repercussão da Vaza Jato, ele tentou transformar a sua saída do governo em um escândalo contra Bolsonaro –o que já era previsível desde o início. Visava a um eleitorado que votou em Bolsonaro, mas poderia migrar.
Ele só não contava que a percepção da sociedade sobre os seus desmandos e os da sua organização política seria tão clara a ponto de erodir a força política que considerava ter. A última pesquisa doPoderData mostrou que Moro tem rejeição de 61%. Isso torna inviável uma candidatura de sucesso, ao menos para presidente.
A pesquisa de intenção espontânea de votos, importante a essa distância das eleições, mostra Moro com apenas 2%, com Lula em 31% e Bolsonaro em 24%, segundo o Ipespe divulgou em 3 de novembro. Ter 2% de intenção e 61% de rejeição é uma equação que jamais fechará.
Entretanto, Moro precisa nesse momento usar o palanque político para tentar manter perante a sociedade uma percepção de que teria agido corretamente –já está provado que não. Vai querer usar o palco eleitoral como Instância recursal das decisões judiciais contrárias a ele, ao menos para a opinião pública.
Vai tentar capitalizar isso em votos, atacando a todos, na sua jornada política criminosa de se colocar como salvador da pátria, contra os políticos que acusava e julgava ao mesmo tempo.
Até o seu slogan já divulgado de que “Juntos podemos construir um Brasil justo para todos” é uma piada. Juntos com quem? Com a sua organização Lava Jato, de Deltan & Cia? Justo para quem? Só se for para ele. Quem assistiu a seus abusos não vai querer ficar junto. Nem achar que um ex-juiz declarado suspeito pelo STF pode fazer qualquer coisa justa.
Será uma campanha cínica da parte dele. Mas todos os outros candidatos terão a oportunidade de mostrar a verdadeira face da organização política que ele comandou.
O MP SEM CONTROLE
As mudanças legislativas visando a evitar que no futuro surjam novas organizações como a de Moro não devem parar até que estejam fechadas todas as porteiras por onde passaram os seus abusos.
Até o próprio Ministério Público está começando a punir os abusos dos seus integrantes, ainda que de forma tímida. Tenta ajudar na construção de uma imagem que combata algumas propostas legislativas que visem ao seu controle.
Formalmente o Ministério Público nem é um dos Poderes da República. Por que razão ele quer ficar sem controle nenhum, onde cada um faz o que quer e se comporta como se fosse a própria instituição? Como permitir que conduza acordos de delação, onde, sem critério definido em lei, estabelece a indenização, a pena e até o cumprimento dessa pena de forma “especial”, sem qualquer previsão legal?
O Ministério Público quer ao mesmo tempo bater o córner, cabecear, defender e ainda apitar o jogo.
Querem, assim como Moro, acusar e julgar ao mesmo tempo. Distribuem ações não só penais como também de improbidade, sem qualquer lastro, unicamente para criar constrangimentos públicos e submeter as pessoas a uma verdadeira sina para se livrarem delas, sem contar com o custo de advogados. Muitos acabam sucumbindo por não ter condições financeiras ou psicológicas de se submeter a essa barbárie.
Em alguns casos, houve um verdadeiro sequestro de pessoas com as prisões ilegais. A delação era o pagamento do resgaste, cobrado pela organização.
Como mostrou a Vaza Jato, a organização comandada por Moro atuava em conluio com objetivos políticos. Fazia vazamentos à imprensa. Chegaram até ao absurdo de pagar outdoor em defesa da operação.
O que saiu na Vaza Jato é uma pequena parte do que foi feito. Com certeza mais detalhes ainda serão divulgados e causarão mais perplexidade.
Já nas eleições de 2018, assistimos às articulações políticas de integrantes dessa organização de Moro para se infiltrar no processo político. A Vaza Jato mostrou isso. Alguns achavam que estavam eleitos se disputassem. Talvez estivessem, naquele momento. Felizmente o país acordou.
Atuaram até mesmo para manipular a divulgação de delações, às vésperas da eleição, visando a interferir no processo.
A “REPÚBLICA DE CURITIBA”
Logo depois de deixar o Ministério da Justiça, Moro vendeu um parecer contra os interesses de uma empresa brasileira, favorecendo um estrangeiro polêmico, para dizer o mínimo. Recebeu uma fortuna para isso.
Não contente com isso, foi trabalhar em uma consultoria internacional, que, pasmem, presta serviços a empresas em recuperação judicial prejudicadas por ele, com os seus abusos como juiz. É impressionante que ele ganhe fortunas assim, beneficiando-se dos seus atos como juiz, que quebraram essas companhias.
Quem será que deveria ser preso? Ele, ou quem ele prendeu de forma ilegal e abusiva?
Agora, impune, de bolso cheio com o seu “trabalho”, pode se dar ao luxo de ficar sem emprego por um largo período e dedicar-se ao seu real objetivo, que sempre foi a política.
Ele anuncia que se filiará a um partido, o Podemos, antes uma pequena legenda, que trouxe para os seus quadros os defensores dos abusos de Moro como juiz, notadamente os do Estado dele. Lá, alguns sempre acharam que Moro estava em uma ilha de moralidade dentro do país, a ponto de serem os legítimos representantes da tal “República de Curitiba”, alardeada no outdoor pago por um integrante do Ministério Público, recentemente punido com a demissão.
Lá, só falta exigirem para quem viaja. Quem sabe até com a exigência de visto de entrada. Se pudessem, teriam feito a separação do Brasil. Teriam um país para chamar de seu, sem ter que disputar as eleições em todo o território nacional.
Afinal, os que eles perseguiam eram todos de fora daquele Estado –mas, claro, usando os delatores contumazes de lá, para manter o controle e a falsa competência daquela Justiça.
O livro de uma juíza federal de São Paulo, Fabiana Alves Rodrigues, muito usado nos votos do STF que julgaram os casos de Lula, mostra em detalhes técnicos toda a fraudulenta manipulação de competência da Lava Jato.
O FUTURO DE MORO
A filiação de Moro trará, certamente, o debate da possibilidade de uma candidatura sua à Presidência da República, o que certamente ocorrerá. Eu já afirmava isso no meu livro.
Provável que ele queira receber um salário do partido, cujos recursos virão do fundo partidário. Dinheiro público.
Certamente exigirá que paguem segurança para ele e sua família, também com dinheiro público, sob o argumento de que tem muitos inimigos em função dos abusos que cometeu.
Imaginem que Moro não consegue viver sem essas mordomias. Ficou fora do país para não expor a sua vida pessoal por aqui. Nos Estados Unidos ele certamente tinha alguns destes luxos, indiretamente às custas das empresas que ele quebrou como juiz.
A candidatura de Moro à Presidência da República, na minha opinião, deveria ser aplaudida por todos.
Tenho certeza do seu fracasso. Mas quero muito vê-lo participando do processo eleitoral, sofrendo o debate. Até porque, como democrata, ao contrário dele, quero que o povo seja o responsável por julgar os seus atos nas urnas.
Jamais concordo com o que ele fez –afastar a Lula e até mesmo a mim de disputar as eleições com seus abusos como juiz, hoje corrigidos pelo STF.
A quebradeira de empresas promovida pela sua organização, com reflexos na economia, até hoje merece discussão. Especialmente depois que ele foi trabalhar nessa empresa de consultoria.
Aliás, uma pergunta que não pode calar: qual a razão de destruir as empresas e os empregos?
Por que simplesmente não obrigar os acionistas a vender as suas empresas, deixando a direção? Por que punir o trabalhador e a sociedade no lugar de acionistas e gestores corruptos?
Como deixar vários corruptos confessos –Joesley Batista, por exemplo– como acionistas controladores das suas organizações corruptas, enriquecendo mais a cada dia? Joesley está “processando” a empresa que controla, em óbvia simulação, para se ressarcir da multa paga pela sua delação. Ninguém vai tomar uma atitude contra isso?
AS URNAS SÃO A SOLUÇÃO
Imaginem só: no momento que muitos buscam a pacificação, como seria um hipotético governo de Moro, caso ele fosse eleito?
Conseguiria compor um governo com maioria no Congresso para governar? Sofreria rapidamente um processo de impeachment? A escolha do vice de Moro seria muito importante. Em um eventual mandato do ex-juiz, ele que acabaria terminando o governo.
Mas isso não acontecerá, simplesmente porque ele jamais será eleito.
Moro tem mesmo de submeter o projeto da sua organização política nas urnas. Tem de ser desmascarado no debate eleitoral. A população merece conhecer o escrutínio dos seus abusos.
O discurso de Moro “contra o sistema da corrupção” também devia valer para o sistema da corrupção institucional que ele mesmo promoveu, junto com a sua organização política. Ou não parece hipocrisia continuar defendendo a prisão pós-2ª Instância quando muitos, dentre eles o seu adversário Lula, foram presos por isso e depois tiveram as respectivas condenações feitas por ele anuladas?
Na prática, ele defende a manutenção e antecipação de cumprimento de pena de quem nem deveria ter sido condenado. Só o foi pelos seus atos ilegais e abusivos, com sua incompetência jurisdicional e suspeição já reconhecida pelo STF.
Isso é um verdadeiro acinte. Só servirá para, durante a eleição, a população se lembrar dos seus abusos.
Moro será muito bem-vindo ao campo que sempre lhe pertenceu, o da política. A diferença é que ele queria jogar sozinho, expulsando os seus concorrentes de campo ilegalmente para ganhar de WO. Infelizmente para ele, os concorrentes vão participar do jogo e ele vai colher nas urnas o mal que cometeu contra o Brasil e os brasileiros, que sofreram as consequências da sua ambição.
É a única forma de virarmos a página desse processo que tanto mal já causou ao país. Em 10 de novembro, com a sua filiação a um partido político, a sua máscara estará no chão.
Depois da sua derrota nas eleições, Moro vai poder voltar a morar nos Estados Unidos, onde é sempre muito bem recebido pelo seu trabalho feito contra o nosso país, contra as nossas empresas, talvez beneficiando as concorrentes do exterior. Pode ainda voltar a trabalhar na consultoria das empresas brasileiras que ajudou a quebrar.
E nós vamos simplesmente poder lhe dar um “Tchau, querido”.
PSDB-Mulher é pioneiro em ações que valorizam candidaturas a deputadas para 2022
O PSDB do Rio Grande do Norte é o partido no Estado com a maior representatividade de mulheres em cargos públicos. Ao todo, são 8 prefeitas, 8 vice-prefeitas e 62 vereadoras em todo o Rio Grande do Norte. Para valorizar e incentivar uma maior participação das mulheres na política, o partido vai realizar nesta segunda-feira (8), a partir das 9h, o encontro “A Força da Mulher Potiguar”, no Versailles Recepções, no bairro Cidade Jardim, reunindo mulheres de todas as regiões do Estado.
Com as novas regras para as eleições municipais deste ano, partidos políticos estão preocupados em ampliar o número de mulheres candidatas. O PSDB-Mulher é pioneiro em ações que valorizam as candidaturas femininas não apenas para cumprimento da cota mínima de 30%, mas principalmente, para capacitar mulheres tanto para as disputas eleitorais quanto para ocupar cargos na Assembleia Legislativa como também na Câmara dos Deputados.
*Tema: Os desafios da mulher multitarefa*
Palestrante: Leila Maia, mãe solo, profissional de educação física, idealizadora dos projetos RN Saudável e Ponte da Vida
Talk Show com a presença da presidenta do PSDB Mulher-RN, Larissa Rosado, apresentadora do Band Mulher, Juliana Celli e palestrantes.
14h20 – Painel 2 – *Tema: Feminismo e a importância da mulher na política*
Palestrante: Carla Fernandes Barros, advogada, professora da UFRN e escritora do livro “Desmistificando o feminismo e a mulher inventada pelo machismo”
*Tema: Mulheres na política: desafios e conquistas*
Palestrante: Eudiane Macedo, deputada estadual, ex-vereadora de Natal.
Talk Show com a presença da presidenta do PSDB Mulher-RN, Larissa Rosado, apresentadora do Band Mulher, Juliana Celli e palestrantes.
15h – Painel 3 – *Tema: Inteligência emocional para mulheres*
Palestrante: Rosângela Patrício, vice-prefeita de Alexandria, formada em direito com pós em psicologia positiva.
*Tema: Case das eleições do município de Passa e Fica*
Palestrante: Adriana Pessoa, segundo lugar na eleição do município, que realizou apenas comícios virtuais, ficando atrás do prefeito eleito apenas por 200 votos.
Talk Show com a presença da presidenta do PSDB Mulher-RN, Larissa Rosado, apresentadora do Band Mulher, Juliana Celli e palestrantes.