Haroldo Azevedo presta homenagem ao amigo Geraldo Melo

O empresário Haroldo Azevedo prestou uma homenagem ao amigo Geraldo Melo e postou em suas redes sociais a música símbolo das campanhas do então governador, além de 40 fotos retratando diversos momentos da amizade dos dois.

Veja a mensagem.

“O Rio Grande do Norte amanheceu triste, com a perda do meu amigo irmão Geraldo Melo, uma das nossas maiores inteligências do nosso Estado. Governador exemplar, homem de mãos limpas, sério, probo, honesto, correto, afável, competente e de uma memória privilegiada! O maior orador da história política do nosso RN e dos melhores que passaram pelo Senado Federal. Tenho muito orgulho de ter sido seu amigo e um dos seus suplentes no Senado Federal. Que Deus o tenha na Casa do Pai Divino para o descanso eterno”.

 

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Entenda o pensamento de Putin para decidir atacar a Ucrânia

Durante o ano de 2021, o presidente da Rússia, Vladmir Putin, esclareceu seus posicionamentos em relação aos EUA e ao que pensava sobre a possibilidade de invasão à Ucrânia. Vídeos de março e dezembro com falas do líder russo explicam sua visão sobre os Estados Unidos e os motivos de a Rússia se sentir ameaçada com a aproximação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Em um vídeo de 18 de março de 2021, o presidente russo responde o presidente norte-americano, Joe Biden, depois de ser chamado de “assassino“ por ele. Na ocasião, Biden falava que Putin “pagaria” por sua suposta interferência nas eleições presidenciais dos EUA.

Nas imagens, Putin começa dizendo que deseja “saúde” ao presidente dos EUA. Afirma também que existem muitos norte-americanos “dignos, honestos e inspiradores” que querem viver “em paz e amizade” com a Rússia.

O presidente russo também diz que a classe governante dos Estados Unidos é responsável por “genocídios”. Cita o movimento Black Lives Matter, indaga onde o movimento começou e diz que até hoje os afro-americanos enfrentam a injustiça e extermínio.

“É governando com tais ideias que a classe governante dos EUA resolve problemas internos e externos. Os EUA foram o único país que usou armas nucleares, e no mais contra um país não nuclear, contra o Japão no fim da 2ª guerra. Isso foi um extermínio direto da população civil“, afirmou Putin em março de 2021.

Assista ao vídeo de 18 de março de 2021 (5min39s):

Em outro vídeo, este de 23 de dezembro de 2021, Putin responde a uma jornalista sobre os motivos de a Rússia se sentir ameaçada pela aproximação da Otan no Leste Europeu.

Na época, o presidente russo já afirmava que tal expansão era “inaceitável“. Também indagava se era a Rússia quem tinha se aproximado dos EUA com mísseis.

“Somos nós que colocamos mísseis junto das fronteiras dos EUA? Não. Foram os EUA que vieram com esses mísseis para perto de nós. Os mísseis estão na porta da nossa casa“, disse Putin.

Ele também questionou qual seria a reação dos norte-americanos se a Rússia agisse dessa forma. “Como os Estados Unidos reagiriam se colocássemos nossos mísseis na fronteira entre o Canada e os EUA, ou na fronteira do México com os EUA?“.

No mesmo trecho, o presidente russo diz que ninguém se lembra dos conflitos do México com os Estados Unidos.

“Será que o México e os EUA nunca tiveram disputas territoriais? De quem eram a Califórnia e o Texas antes? Já esqueceram? Tudo bem, já passou. Ninguém lembra disso hoje como lembram da Crimeia. É incrível“, afirmou.

Os Estados é quem deveria dar garantias sobre a segurança, segundo Putin. Para ele, o Ocidente enganou a Rússia ao afirmar que não expandiria a Otan para o Leste Europeu nos anos 90. O presidente russo diz que “houve expansão” e que foi enganado “descaradamente“.

Assista ao vídeo de 23 de dezembro de 2021 (7min55s):

Fonte: Poder 360

Biden falará com aliados nesta 2ª sobre guerra na Ucrânia

 

President Joe Biden delivers remarks to Department of Defense personnel, with Vice President Kamala Harris and Secretary of Defense Lloyd J. Austin III, the Pentagon, Washington, D.C., Feb. 10, 2021. (DoD photo by Lisa Ferdinando)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reunirá com aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nesta 2ª feira (28.jan.2022) para discutir os desdobramentos do ataque da Rússia à Ucrânia. O objetivo do grupo é desenvolver uma resposta conjunta para o conflito, que entrou no seu 5º dia.

Segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, a conversa será feita via videoconferência, a partir das 11h15 locais (13h15 no horário de Brasília).

ONU

A Assembleia Geral ONU (Organização das Nações Unidas) também convocou uma reunião emergencial para esta 2ª. No encontro, devem ser discutidas novas sanções contra a Rússia.

A convocatória foi articulada pela diplomacia dos EUA na sequência do veto russo à resolução condenatória ao conflito na 6ª feira (25.fev). Será a 11ª sessão deste tipo desde 1950.

“A Rússia vetou a resolução, mas não pode vetar nossas vozes, o povo ucraniano e a Carta das Nações Unidas. A Rússia não pode e não vai vetar a responsabilização”, disse a embaixadora do país norte-americano no Conselho de Segurança, Linda Thomas-Greenfield.

NEGOCIAÇÕES EM BELARUS

Também nesta 2ª feira (28.fev), Rússia e Ucrânia iniciaram negociações para o fim do conflito em Belarus. O consenso entre os 2 países sobre o diálogo abre a 1ª possibilidade de fim da guerra.

As conversas começaram pouco depois das 12h no horário local (6h em Brasília).

Fonte: Poder 360

A correlação de forças nos impõe aliança com o centro

Estamos vivendo um momento histórico que exige das esquerdas e dos que entendem que a democracia e os destinos do Brasil estão em risco –e comungam do mesmo projeto político e de desenvolvimento nacional que nos levou a governar o país– lutar para garantir nossa unidade política em torno da candidatura de Lula.

Não é pouco recordar que fomos retirados do governo por um golpe parlamentar-judicial-midiático e por uma guerra jurídica que nos conduziu ao governo Bolsonaro de extrema-direita, negacionista, obscurantista, fundamentalista, de desconstrução nacional. Um governo não apenas com vocação autoritária, mas com determinação de sabotar o calendário eleitoral, colocando em dúvida as urnas eletrônicas e que, com certeza, não reconhecerá, se derrotado, o resultado e fará tudo para impedir nossa vitória e nossa posse.

Há consenso no país sobre a gravidade da situação social da maioria de nosso povo trabalhador, dos riscos que nossa nação corre em um mundo em transformação geopolítica e científica, dos impasses de nossa economia e dos desafios de nossa indústria, da necessidade urgente de financiar uma revolução educacional, científica e tecnológica, de uma redistribuição da renda e riqueza.

As esquerdas, apesar da ampla base eleitoral de Lula e mesmo do PT, não são maioria no país e não têm a hegemonia. Só podem contar com o voto e com o nível de organização, consciência política e capacidade de luta dos trabalhadores e dos que as apoiam. Nos últimos anos, sofremos derrotas políticas, eleitorais e sociais sucessivas e mudanças no mundo do trabalho que enfraqueceram nossa capacidade de resistência e luta.

Historicamente, somos alternativa de governo. Temos um legado e a força e liderança de Lula, mas o momento político e histórico exige enfrentar um adversário que recorre à violência e ao ódio, que renega a democracia e que arma seus seguidores, usa e abusa das fake news e busca apoio para impor no país uma ditadura mesmo com ares democráticos como foi a de 1964 que conviveu com eleições e Judiciário e Congresso sem poderes. É bom lembrar que lutamos unidos contra a ditadura militar em frentes amplas e terminamos por derrotá-la não sem antes percorrer caminhos errados e acumular derrotas.

Quem impõe a nós alianças com o centro é a correlação de forças e o adversário. Não depende de nós. O que nos resta é fazer todos os esforços e não desistir de, em 1º lugar, unir as esquerdas numa federação e em torno da candidatura de Lula e de um programa de centro-esquerda; e, a partir dela, construir alianças com as demais forças políticas, econômicas e sociais, porque sem organização, mobilização e formação de uma consciência política popular não venceremos e, se vencermos, não governaremos.

Não se trata apenas de vencer, o que não será fácil. Mas de governar e superar os desafios que, sabemos, começarão com a desfavorável correlação de forças no Congresso, na mídia, no Judiciário, no conflito de interesses sobre como retomar o crescimento e distribuir renda, combater a pobreza e a fome, criar empregos, como superar o neoliberalismo e colocar o Brasil em seu lugar no mundo.

Basta olhar para nosso entorno geopolítico, a América do Sul, e para a Europa para vermos como as forças politicas conservadoras e de direita manietam, desestabilizam e inviabilizam governos progressistas ou de esquerda.

FEDERAÇÃO, UMA NECESSIDADE

No nosso campo, nas esquerdas, há forças que se opõem à federação, porque não querem Lula e um programa anti-neoliberal. Precisamos separar o joio do trigo e nos concentrar em viabilizar a federação. Queiramos ou não, esta é hoje a forma de construir nossa unidade, a partir de avaliações políticas concretas, de como manter a autonomia dos partidos, com que quórum para a tomada de decisões, como enfrentar o desafio da escolha de candidatos e políticas, programas, ou mesmo porque correm o risco de perder congressistas.

Da mesma forma, há divergências sobre a aliança (necessária) com outras forças políticas –algumas das quais se opuseram a nossos governos e mesmo apoiaram o impeachment da presidenta Dilma– e sobre a escolha e indicação de Geraldo Alckmin como vice na chapa com Lula.

O governo Bolsonaro iniciou uma ampla operação de disputa do eleitorado, seja com uma guerra suja ilegal, inclusive com financiamento nas redes e subliminar nas mídias, esta paga com dinheiro público. Um de seus focos, no momento, é no eleitorado descrente com a chamada 3ª via. Usa e abusa da máquina administrativa e do Orçamento público para disputar bases eleitorais no Nordeste e em todo país. Não vacilará em usar da violência e tumultuar o processo e a campanha eleitoral.

O que está em risco, insisto, não é apenas a democracia, mas o próprio processo eleitoral. O que exige de nós todo o esforço possível para alcançar a unidade de todas as forças políticas e sociais dispostas a apoiar Lula e retomar o fio da história interrompido como tantas vezes em nosso Brasil, a última pelo golpe de 2016. Não podemos perder esta oportunidade histórica. Nossa palavra de ordem tem que ser a unidade das esquerdas como base e núcleo político de uma Frente Democrática para derrotar Bolsonaro.

nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados no espaço “opinião” não refletem necessariamente o pensamento do Poder360, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

Fonte: poder 360.

Ucrânia acusa Rússia de atacar civis “sem distinção”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o exército da Rússia está atacando áreas civis sem fazer “distinção” e comparou a ofensiva russa com a nazista.

“Eles [os russos] dizem que os civis não são um alvo, mas esta é outra mentira deles. Na realidade, eles não fazem distinção entre as áreas em que operam. Esta noite, começaram a bombardear bairros civis. Isto nos recorda [o ataque nazista de] 1941”, falou Zelensky em pronunciamento na manhã desta 6ª feira (25.fev.2022).

O presidente ucraniano se referiu ao Massacre de Babi Yar, quando os nazistas assassinaram ao menos 34.000 ucranianos civis judeus em apenas 36 horas, em Babi Yar, uma ravina em Kiev, em 29 e 30 de setembro de 1941.

Logo depois do discurso de Zelensky, o Ministério do Interior da Ucrânia afirmou que os russos atingiram 33 alvos civis nas últimas 24 horas. Pelo menos duas crianças morreram.

Também nesta 6ª, o presidente da Ucrânia falou com o presidente da Polônia, Andrzej Duda. Ele pediu ajuda na defesa do seu país, sanções e pressão sobre os russos. “Juntos temos que colocar a Rússia na mesa de negociações. Precisamos de uma coalizão anti-guerra”, escreveu no Twitter.

Zelensky está buscando apoio dos seus vizinhos do leste europeu que são membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O intuito da Ucrânia de aderir à aliança militar intergovernamental foi a principal motivação do conflito com a Rússia.

OTAN

Os chefes de Estado e de Governo da Otan se reunirão por videoconferência nesta 6ª feira (25.fev). Segundo o porta-voz da organização, Oana Lungescu, eles vão “discutir as consequências” do ataque da Rússia à Ucrânia.

Na 5ª feira (24.fev), o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que a organização não tem tropas na Ucrânia e que não planeja enviar forças militares. No entanto, afirmou que o grupo deve aumentar a sua presença no leste de seu território.

Fonte: poder 360.

URGENTE: Paulinha Abelha morre aos 43 anos após internação por problemas renais em Aracaju

A cantora Paulinha Abelha, vocalista da banda Calcinha Preta, morreu nesta quarta-feira(23), aos 43 anos, em Aracaju. Ela estava internada desde 11 de fevereiro, em virtude de problemas renais. A informação foi confirmada pela assessoria de confirmação do Hospital Primavera.

O quadro clínico da cantora, que era integrante da banda Calcinha Preta, se agravou nos últimos dias. Ela foi internada após sentir dores, logo depois de ter chegado em Aracaju de uma turnê com a banda, em São Paulo, e o caso evoluiu para um coma profundo.

Uma campanha de doação de sangue foi realizada para a artista, que passava por hemodiálise. Correntes de orações foram realizadas durante dias por fãs em frente aos hospitais em que ela ficou internada, mas Paulinha não resistiu.

Questionada sobre possíveis sequelas, a equipe médica que a acompanhava chegou a dizer que o maior desafio era “mantê-la viva”.

Quem foi Paulinha Abelha

Natural do município de Simão Dias, no interior de Sergipe, Paula de Menezes Nascimento Leça Viana, trabalhou com pai comercializando em feiras livres. Começou a carreira como cantora profissional na banda Panela de Barro, onde fez dupla com o cantor Daniel Diau.

Os dois voltaram a cantar juntos na Calcinha Preta, que também é composta, atualmente, por Silvânia Aquino e Bell Oliver. A história na banda tem idas e vindas, mas começou no final dos anos 90, quando o empresário Gilton Andrade a descobriu. Ao todo, ela gravou 21 CDs e três DVDs.

A cantora foi homenageada na música que leva o seu nome, “Paulinha”. Deixou a banda em 2009 para integrar a G.D.Ó. do Forró com Marlus Viana, com quem foi casada. Em 2014, retornou para a Calcinha Preta. Em 2016, Paulinha deixou a banda para formar dupla com a Silvânia Aquino, retornando ao grupo em 2018.

Entre os maiores sucessos interpretados por Paulinha estão as músicas: “Furunfa”, “Baby dool”, “Louca por ti”, “Sonho Lindo”, “Armadilha”, “Paulinha” e “Ainda te amo”.

A Calcinha Preta gravou um DVD de 25 anos em fevereiro de 2020 e retornava à rotina de shows após meses sem apresentações por conta da pandemia.

Até a internação de Paulinha, o último compromisso do grupo foi a gravação do podcast Podpah, em São Paulo, no dia 8 de fevereiro. Paulinha era casada com o modelo Clebinho Santos e não tinha filhos.

Fonte: Terra Brasil notícias

Natal sediará curso nacional de capacitação para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar

Natal sediará o “Curso Nacional de Capacitação para o Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar”, na modalidade presencial, promovido pela Secretaria de Gestão e Ensino em Segurança Pública (Segen) , órgão integrante do Ministério da Justiça, em Parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O objetivo é qualificar profissionais da área de segurança pública (Policiais Civis, Militares, Bombeiros e Guarda Municipais) aprimorando o atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.

O curso contará com docentes de vários Estados da Federação, inclusive a Secretária Nacional de Gestão e Ensino, Ana Cristina Melo Santiago. “O curso tem a proposta de atualizar os conhecimentos e os procedimentos dos agentes de segurança que já atuam no atendimento especializado à mulher. As aulas são ministradas por especialistas em temas como relações de gênero, legislação, atendimento especializado e direitos humanos”, explica Paoulla Maués, delegada de Polícia e coordenadora do curso.

O curso ocorrerá na escola de Governo, entre os dias 21 a 25 de Fevereiro.

 

 

Quase 39 milhões de brasileiros têm R$ 27,71 bilhões em valores a receber; veja onde você pode ter algum dinheiro ‘esquecido’

 

Pelo menos 38,92 milhões de brasileiros têm um total de R$ 27,71 bilhões em valores a receber, entre benefícios não sacados e dinheiro esquecido nos bancos.

O Banco Central liberou consulta aos recursos “esquecidos” nos bancos, referentes por exemplo a contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível e tarifas ou parcelas relacionadas a operações de crédito cobradas indevidamente.

Nesta primeira fase, são cerca de R$ 4 bilhões a serem devolvidos para 28 milhões de pessoas físicas e jurídicas. Ao todo, o Banco Central estima que os clientes tenham a receber cerca de R$ 8 bilhões, mas não informou o total de brasileiros que poderão ser beneficiados com a totalidade dos valores.

Há ainda outras fontes de recursos disponíveis aos brasileiros. As cotas do PIS/Pasep, por exemplo, ainda não foram retiradas por 10,6 milhões de pessoas, que têm direito a R$ 23,5 bilhões.

O Banco Central liberou a consulta ao dinheiro “esquecido” nos bancos. Em princípio, serão liberados cerca de R$ 4 bilhões para 28 milhões de brasileiros (26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas). O valor médio a ser devolvido é de R$ 142,85 por pessoa ou empresa. Neste primeira fase estão incluídos valores referentes a:

  • contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível;
  • tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o BC;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.
  • Os clientes precisam do CPF, no caso das pessoas físicas, e do CNPJ, no caso das empresas, para consultar a existência de recursos para saque
  • A página vai informar uma data para consultar os valores e solicitar o saque – anote esta data
  • Use seu login gov.br para acessar o sistema (clique aqui para ver como fazer o cadastro)
  • Após o acesso, consulte o valor e solicite a transferência

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Cerca de 10,6 milhões de brasileirosainda não sacaram o Fundo PIS/Pasep, liberado desde agosto de 2019 para beneficiários de todas as idades. Segundo a Caixa Econômica Federal, são R$ 23,5 bilhões ainda esperando pelos beneficiários.

Tem direito às cotas do Fundo PIS/Pasepquem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988 (tanto trabalhadores da iniciativa privada quanto servidores públicos) e ainda não fez os saques dos valores. No caso de morte do titular das cotas, os herdeiros e sucessores poderão sacar o dinheiro.

O prazo final para a retirada do dinheiro é 1º de junho de 2025. Os valores não sacados após esse período serão tidos como abandonados e passam a ser propriedade da União.

A quantidade de recursos ainda não sacada se deve, em parte, ao fato de muitos cotistas terem falecido antes de retirar o dinheiro, sem que seus herdeiros tivessem conhecimento do benefício. Outro fator que contribui para esse cenário é que os beneficiários são idosos, e, com isso, podem não ter se atentado para o direito de sacar os valores.

O valor do fundo é pago somente uma vez, ou seja, uma vez retirado o dinheiro por quem tem direito, o saldo é zerado. A Caixa é responsável pelos pagamentos das cotas do Fundo PIS/Pasep desde junho de 2020, quando os valores foram migrados para o Fundo de Garantia.

O trabalhador poderá solicitar o saque por meio do aplicativo do FGTS, de maneira digital, nas opções “Meus Saques”, “Outras Situações de Saque”, “PIS/PASEP“. É possível, ainda, indicar uma conta em qualquer instituição bancária para receber os valores, sem nenhum custo. Na hipótese de morte do titular das cotas, o saldo da conta será disponibilizado aos seus dependentes.

A consulta ao saldo disponível poderá ser realizada por meio do aplicativo do FGTS, no site do FGTS (www.fgts.gov.br) e pelo Internet Banking Caixa, neste caso para correntistas do banco. Em qualquer desses canais, as contas de origem PIS ou Paseppodem ser identificadas a partir do nome do empregador, que estará cadastrado como Pasep – Programa do Servidor Público ou PIS – Programa de Integração Social.

O Fundo PIS–Pasep é diferente do abono salarial PIS–Pasep, cujo pagamento é feito todos os anos para trabalhadores com renda média mensal de até dois salários mínimos (leia abaixo).

Abono salarial PIS/Pasep: está com dificuldade para consultar? Veja como resolver
Abono salarial PIS/Pasep: está com dificuldade para consultar? Veja como resolver

O total de R$ 208,5 milhões não foram sacados por 320.423 trabalhadores com direito ao abono salarial / do ano-base 2019.

Para receber o valor atrasado, o trabalhador terá que fazer uma requisição ao Ministério do Trabalho e Previdência, a partir de 31 de março.

O pedido poderá ser feito, presencialmente, em uma das unidades regionais do Ministério do Trabalho, ou pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br, colocando no lugar de “uf” a sigla do estado em que reside.

Ao pedir a reemissão do benefício, o trabalhador terá até o dia 29 de dezembro de 2022 para sacar. Caso isso não ocorra, somente poderá pedir a reemissão no calendário do próximo ano.

Pelas regras do Codefat, o beneficiário tem direito assegurado ao abono pelo prazo de cinco anos e acúmulos são depositados no calendário seguinte.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito do trabalhador com carteira assinada e só pode ser sacado mediante condições específicas, como na demissão sem justa causa, na compra da casa própria ou na aposentadoria.

Mas há outras situações que permitem o saque, como quando o titular tem idade igual ou superior a 70 anos ou quando o trabalhador permanece por 3 anos seguidos sem emprego com carteira assinada. Por isso, os trabalhadores devem se atentar às hipóteses de saque para ter direito a resgatar os valores que podem estar “esquecidos” no Fundo de Garantia.

  • Na demissão sem justa causa;
  • No término do contrato por prazo determinado;
  • Na rescisão do contrato por extinção total da empresa; supressão de parte de suas atividades; fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências; falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou decretação de nulidade do contrato de trabalho;
  • Na rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;
  • Na rescisão por acordo entre o trabalhador e a empresa. Nesse caso, ele tem direito de sacar 80% do saldo da conta do FGTS;
  • Na aposentadoria;
  • No caso de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do governo federal;
  • Na suspensão do trabalho avulso por prazo igual ou superior a 90 dias;
  • No falecimento do trabalhador;
  • Quando o titular da conta vinculada tiver idade igual ou superior a 70 anos;
  • Quando o trabalhador ou seu dependente for portador do vírus HIV;
  • Quando o trabalhador ou seu dependente estiver com câncer;
  • Quando o trabalhador ou seu dependente estiver em estágio terminal, em razão de doença grave;
  • Quando o trabalhador permanecer por 3 anos ininterruptos fora do regime do FGTS (sem emprego com carteira assinada), com afastamento a partir de 14/07/1990, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta;
  • Quando a conta vinculada permanecer por três anos ininterruptos sem crédito de depósitos e o afastamento do trabalhador tiver ocorrido até 13/07/1990;
  • Para aquisição da casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional concedido no âmbito do SFH – nesse caso, é preciso ter 3 anos sob o regime do FGTS; não ser titular de outro financiamento no âmbito do SFH; não ser proprietário de outro imóvel;
  • Na amortização, liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações adquiridas em sistemas imobiliários de consórcio.

A consulta ao saldo do fundo pode ser feita somente no aplicativo FGTS ou pelo site da Caixa (neste caso, somente para correntistas do banco).

Fonte: g1

Projetos de novos Programas Habitacionais para o Município de Parnamirim

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Rogério Santiago, participou hoje (19) de mais um evento no intuito de trazer benefícios para o seu Município. Dessa vez, foi o Seminário de Financiamento Habitacional do Programa Casa Verde e Amarela, representado por líderes políticos e o secretário Nacional de Habitação.

Rogério está no caminho certo. Sempre buscando conhecimentos e melhorias para sua gestão, trazendo novos projetos para o Prefeito Taveira e a população de Parnamirim.

 

Após parada em Natal, navegador de 79 anos parte em veleiro para travessia do Oceano Ártico

Ucraniano radicado na Bahia, Aleixo Belov já navegou pelo mundo cinco vezes, sendo três delas sozinho. Dessa vez, o desafio conta com adversidades como o frio intenso e o gelo no mar.

O veldor ucraniano radicado na Bahia, decidiu novamente em idade, Âncora, fazer 79 anos novamente em idade, a Âncora, a partir de Salvador, aos veleiro, a partir de Salvador, aos veleiro, a partir de 7 anos de idade. E não para uma jornada curta. Nesta quarta-feira (16), ele Natal, onde chegou há três dias, para cruzar o Oceano Ártico em uma missão que deve durar mais de um ano.

Aleixo é reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Por cinco vezes, já atravessou o mundo em veleiros – três delas sozinho – e também já foi ao Alasca e para Antártica. Mas não se contenta. Segundo ele, é o próprio mar que o convida para essas aventuras.

Navegador deixa Natal para tentar cruzar Oceano Ártico
Navegador deixa Natal para tentar cruzar Oceano Ártico

O desafio agora, ele explica, é diferente de tudo que já viveu. Atravessar o Oceano Ártico pelo norte do Canadá exige outras preparações, como lidar com o frio e com o gelo no mar . Além disso, o período de pandemia pode complicar os trâmites para a sequência da viagem.

Com a situação da Covid, tudo ficou mais difícil. Eu preciso chegar ao tempo no norte do Canadá para poder atravessar . explicar.

O velejador explica que não é possível definir o período da viagem antes de chegar ao fim. Apesar disso, reforça que o tempo pode ser inimigo caso ele e os outros tripulantes não cheguem ao trecho antes da parte do mar congelador.

“Não sei se vai dar tempo, porque se eu ficar preso em alguma quarentena nesses países, o mar do norte congela e eu não vou conseguir passar. Se eu insistir em passar, mesmo chegando tarde, eu corro o risco de ficar preso no gelo durante um ano”, conta.

A pressa não é só para o mar não congelar antes da chegada da Fraternidade. É pressa de viver, de navegar, segundo Belov.

“Eu sei que cada dia estou mais velho e mais fraco, então não posso ativar para o ano que vem, por isso que eu estou indo logo”, conta Aleixo, que em 2023 fará 80 anos de idade.

Ele citou os tempos lida com os joelhos que nestes passos e na coluna, o que dificulta o andar, mas que “a cabeça parece estar boa” e por isso mantém o ritmo para velejar em aventuras como essa.

Mas o navegador ucraniano não vai encarar essa missão sozinho dessa vez. O veleiro sai de Natal com outras seis pessoas. “Mais adiante vão entrar outros e quando para atravessar lá pro norte vão ser no mínimo oito pra que sejam duas pessoas o tempo todo no turn”, explicou.

O turno, sem pressa, ele é de 3 pessoas olhando para o gelo, desviando dos mais rápidos e empurrando os tempos adiante e os mais leves, pra passar e os empurrando o tempo. Não pode ficar parado na explicação.

A viagem, o veleiro polar Fraternidade, também é preparada para a missão. O barco é todo isolado com 12 centímetros de espuma pros tripulantes não congelados e tem um pequeno conjunto interno que, segundo Aleixo, “não está bom, mas quebra o galho”. Ele explica ainda que vai colocar diesel apropriado para locais mais frios.

Aleixo trata essa viagem como uma das mais difíceis que já fez. Além da imprevisibilidade do mar, obstáculos já conhecidos, como o gelo.

O vento joga o gelo para um lado para o outro. Você tem que esperar . Até ser espremido entre um iceberg e outro. Apesar de que meu barco é de aço, ele deve resistir”, conta.

Por outro lado, diz que, com o volume global, a quantidade de gelo contra, mas cita que outro tempo é o frio. “Tem que ter roupas muito boas vistas, pra frio, máscara de ampla não congelar os olhos”.

Além disso, a navegação não é das melhores no Oceano Ártico . “A carro lá navegação não é muito fácil, tem muita correnteza, tem lugares estreitos, cheios de pedra.

Ele conta que no século 19, 500 pessoas morreram tentando atravessar o Oceano Ártico ao tentarem o caminho mais fácil. “Mas isso era aquele tempo que os barcos feitos eram de madeira, aqueles barcos enormes com 50 a 100 pessoas por tripulação comendo carne de porco e como conservas eram soldadas com chumbo, que envenenava as pessoas”,.

“E não estava cartografado. Eles iam por lugares que não tinham saída, tinham que voltar, mais acessíveis no gelo. Hoje temos como cartas náuticas, temos comida de boa qualidade. Temos rádio pra, GPS, até internet a bordo”.

O caminho completo planejado é: ir para o mar do Caribe, atravessar o mar do Panamá, subir Oceano Pacífico, chegar no Alasca, atravessar por cima do Canadá, sair na Groenlândia, descer pela Costa da África, parar na Costa dos Açores e voltar para o Brasil.

O navegador diz que é preciso estar preparado para adversidades em toda a viagem. “Todas as dificuldades gente não sabe. Se a gente sabia, não precisava nem ir, tinha em casa já saber. A gente vai justamente pra descobrir”.

O tempo, ele planeja, é de que seja de pouca coisa mais de um ano para completar todo o trajeto, mas não dá para prever.

“O que vai acontecer, se vai dar certo, nada disso a gente pode dizer de antemão, gente vai seguindo e mais adiante a gente vai saber”.

Nasceu em 9 de janeiro de 1943 em Merefa, na Ucrânia, e ainda pequeno imigrou com os pais para o Brasil, onde foi radicado na Bahia, estado em que mora até hoje. Aleixo Belov da Marinha do Brasil o reconhecimento de ser recebido o primeiro navegador a dar uma volta ao mundo sozinho com veleiro de bandeira brasileira, o “Três Marias”. Ele conta essa história no livro “A Volta Ao Mundo Em Solitário”. O navegador já deu a volta ao mundo cinco vezes.

 

Fonte: G1 RN

Prefeito de Parnamirim e Secretário Rogério Santiago, assinam documento que autoriza a Regularização Fundiária

O Prefeito de Parnamirim junto ao secretário Rogério Santiago, esteve presente nesta terça-feira (15) no bairro Emaús, para assinatura da Certidão de Regularização Fundiária (CRF), que autoriza o procedimento de registros e a entrega dos títulos fundiários dos benefícios do Conjunto Dr. Zeca Passos.

“Em um outro momento, quando estas escrituras estiverem prontas, será realizada uma solenidade com todos os moradores para a entrega oficial desses documentos”, disse Rogério.

A regularização assegura o direito a moradia digna e a valorização dos imóveis através das escrituras.

Momento muito importante e histórico para a cidade trampolim.

BC informa viúvos e órfãos sobre saque de valores esquecidos

 

Entrada e fachada do Banco Central, em Brasília. | Sérgio Lima/Poder360 11.01.2022

Disponível desde o último domingo (13.fev.2022), a consulta a valores esquecidos em bancos e demais instituições financeiras pode ser feita facilmente pelos correntistas. Basta digitar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento para saber se existem saldos residuais a serem sacados.

No entanto, como fica no caso de o correntista ter morrido? Os viúvos e herdeiros terão direito a reaver os valores? Responsável pelo site que informa sobre valores a receber, o BC (Banco Central) informou que divulgará, nos próximos dias, os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados que querem pedir o saque de valores. A orientação valerá para herdeiros, procuradores, tutores, curadores, inventariantes e responsáveis por menores não emancipados.

Conforme teste da reportagem da Agência Brasil, a 1ª etapa da consulta, em que o sistema informa se existem valores a receber, pode ser feita digitando o CPF do falecido.

A segunda etapa, em que a quantia disponível é revelada e se pode pedir o resgate, não pode ser executada. Isso porque essa etapa exigiria login prata ou ouro no Portal Gov.br, no nome do titular da conta.

As etapas no site do BC são apenas a primeira parte do desafio. O saque de contas de falecidos só pode ser feito por inventariante e com autorização da Justiça.

Caso o órfão ou o viúvo não tenha inventário pronto, é possível abrir o processo direto no cartório, sem a necessidade de ir à Justiça. Em tese, há uma segunda etapa mais complicada, que pode exigir autorização da Justiça.

O filho, irmão ou viúvo que quer ter acesso ao dinheiro precisará pedir um alvará na Justiça para obter as certidões de nascimento, de óbito e de casamento do parente falecido.

Os documentos precisam estar atualizados com a data do pedido de saque. O pedido de nova emissão só pode ser feito por meio de advogado ou de defensor público, com base nos artigos 666 e 725 do Código de Processo Civil.

As certidões atualizadas são necessárias para verificar o regime de casamento, se o viúvo era casado com comunhão parcial ou total de bens. Assim como na partilha tradicional de bens, o dinheiro seria repartido conforme o testamento do falecido. Na ausência de testamento, cada herdeiro ficaria com sua parcela, com o viúvo podendo ficar com a metade do valor, dependendo do regime de casamento.

O Banco Central pode adotar procedimentos simplificados para reaver o dinheiro. Essa possibilidade, no entanto, precisa estar em linha com a legislação, o que demanda tempo para a autoridade monetária analisar as opções, antes de tomar uma decisão.

Balanço parcial

Segundo o Banco Central, até as 12h de 2ª feira (14.fev.2022), cerca de 20 milhões de pessoas físicas e de empresas haviam consultado a nova plataforma. Diferentemente do sistema anterior, que ficava no ambiente Registrato (site que informa a relação entre correntistas e as instituições financeiras), o novo site exigirá a criação de uma conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br para autorizar a retirada, caso tenha valores esquecidos.

Calendário

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa.

Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março.

Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa.

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Fonte: poder 360.

Recuperados de covid apresentam depressão e ansiedade, diz estudo

Em estudo feito com 425 pacientes que se recuperaram das formas moderada e grave da covid-19, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) observaram uma alta prevalência de déficits cognitivos e transtornos psiquiátricos. As avaliações foram conduzidas no Hospital das Clínicas entre seis e nove meses após a alta hospitalar.

Mais da metade (51,1%) dos participantes relatou ter percebido declínio da memória após a infecção e outros 13,6% desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático. O transtorno de ansiedade generalizada foi diagnosticado em 15,5% dos voluntários, sendo que em 8,14% deles o problema surgiu após a doença. Já o diagnóstico de depressão foi estabelecido para 8% dos pacientes – em 2,5% deles somente após a internação.

Os resultados completos da pesquisa, que contou com apoio da FAPESP, foram divulgados na revista General Hospital Psychiatry.

“Um dos principais achados é que nenhuma das alterações cognitivas ou psiquiátricas observadas nesses pacientes se correlaciona com a gravidade do quadro. Também não vimos associação com a conduta clínica adotada no período de hospitalização ou com fatores socioeconômicos, como perda de familiares ou prejuízos financeiros durante a pandemia de covid-19”, conta Rodolfo Damiano, médico residente do FM-USP (Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina) e primeiro autor do artigo.

O estudo integra um projeto mais amplo, coordenado pelo professor da FM-USP Geraldo Busatto Filho, no qual um grande grupo de pessoas atendidas no Hospital das Clínicas entre 2020 e 2021 vem sendo acompanhado por profissionais de diversas áreas, entre elas otorrinolaringologia, fisiatria e neurologia, a fim de avaliar eventuais sequelas deixadas pelo SARS-CoV-2.

“Durante meu doutorado, eu coordenei a avaliação neuropsiquiátrica, cujos resultados preliminares foram descritos neste artigo”,conta Damiano à Agência FAPESP. O trabalho foi orientado pelo professor da FM-USP Eurípedes Constantino Miguel Filho.

“Uma de nossas preocupações era entender se esse vírus e a doença por ele causada têm impacto no longo prazo, produzindo manifestações tardias no sistema nervoso central”, conta E. Miguel.

Para o pesquisador, o fato de não ter sido encontrada uma correlação clara entre a condição psiquiátrica e a magnitude da doença na fase aguda ou fatores psicossociais – incluindo os de natureza socioeconômica ou vivências traumáticas – corrobora a hipótese de que alterações tardias relacionadas à infecção pelo SARS-CoV-2 (como processos inflamatórios associados a alterações imunológicas, danos vasculares associados a coagulopatias ou a própria presença do vírus no cérebro) teriam papel na origem dos transtornos.

“A presença de manifestações clínicas, como perdas cognitivas, cefaleias, anosmia [perda do olfato] e outras alterações neurológicas nesses pacientes contribuem com evidências adicionais de que essas alterações psiquiátricas possam refletir a ação do SARS-CoV-2 no sistema central.”

Metodologia

Todos os participantes foram submetidos a uma bateria de testes cognitivos para avaliação de habilidades como memória, atenção, fluência verbal e orientação espaço-temporal.

“Observamos bastante perda cognitiva. Em um teste que mede a velocidade de processamento, por exemplo, os pacientes demoravam em média duas vezes mais do que o esperado para a idade [com base em valores médios descritos na literatura científica para a população brasileira]. E isso foi observado para todas as idades”, conta Damiano. “Além disso, mais da metade relatou, de forma subjetiva, um declínio na memória.”

Os voluntários também passaram por uma entrevista estruturada com um psiquiatra e responderam a questionários padronizados usados no diagnóstico de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Como descrevem os autores no artigo, a prevalência de “transtorno mental comum”(sintomas depressivos, estados de ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia, dificuldade de memória e concentração) no grupo estudado (32,2%) foi maior do que a relatada para a população geral brasileira (26,8%) em estudos epidemiológicos.

Nesses pacientes, a prevalência de transtorno de ansiedade generalizada (14,1%) foi consideravelmente maior do que a média dos brasileiros (9,9%). A prevalência de depressão encontrada (8%) também é superior à estimada para a população geral do país (entre 4% e 5%).

“Os pacientes que evoluem para a forma grave, em geral, são mais comprometidos clinicamente [por problemas cardíacos, renais, diabetes e outras comorbidades] e, consequentemente, já apresentam mais sintomas psiquiátricos. Isso foi considerado na análise. Mesmo corrigindo para esse fator, a prevalência observada no estudo foi muito alta”, afirma Damiano.

O agravamento de sintomas psiquiátricos após infecções agudas é algo comum e esperado, comenta o pesquisador. “Mas com nenhuma outra doença viral se observou tanta diferença e perdas cognitivas tão significativas como com a COVID-19. Uma das possíveis explicações é o próprio efeito do vírus no sistema nervoso central”, comenta. “Se essas perdas são recuperáveis é algo que ainda não sabemos.”

Próximos passos

Atualmente, o grupo da USP estuda amostras de sangue coletadas dos voluntários durante o período de internação. O objetivo é avaliar o perfil de citocinas (proteínas do sistema imune que regulam a resposta inflamatória) para descobrir se há correlação entre o grau de inflamação durante a fase aguda da COVID-19 e o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos.

“Caso exista alguma correlação, o passo seguinte será investigar se drogas inibidoras de interleucinas [um dos tipos de citocina]podem ser usadas para prevenir o aparecimento ou o agravamento de sintomas psiquiátricos”, conta.

Para quem já foi afetado, Damiano indica vacinação e acompanhamento psiquiátrico. “Há evidências de que exercícios físicos ajudam a reverter alterações cognitivas associadas a doenças graves e também há treinos de reabilitação cognitiva que podem ser feitos com acompanhamento de um neuropsicólogo habilitado. Além disso, acredito que a prática de meditação pode ser benéfica.”

O artigo Post-COVID-19 psychiatric and cognitive morbidity: Preliminary findings from a Brazilian cohort study pode ser lido aqui.

 

*Com informações da Agência Fapesp

Fonte: poder 360.

Como o Brasil chegou ao atual cenário de fome?

 

É um problema mundial, agravado pelos impactos socioeconômicos da pandemia de covid-19: a fome aumentou no mundo. Mas, no Brasil, apontam números e especialistas, a situação é particularmente grave, com o aumento da pobreza e a diminuição da comida no prato sendo um fenômeno que começou bem antes da atual crise sanitária.

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela REde Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), divulgado em 2021, indicou que 55,2% dos lares brasileiros vivenciavam um cenário de insegurança alimentar — um aumento de 54% em relação a 2018, quando esse percentual era de 36,7%.

Ou seja: 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a comida.

A ideia de segurança alimentar foi cunhada logo após a 1ª Guerra Mundial. Atualmente, classifica-se como insegurança alimentar leve quando há indisponibilidade de algum alimento básico; moderada quando a pouca disponibilidade ou variedade afeta o indivíduo do ponto de vista nutricional; e grave quando não é possível fazer nenhuma refeição durante um dia ou mais.

De acordo com o levantamento da Penssan, 9% da população brasileira — 19,1 milhões de habitantes — vivenciam essa situação mais grave.

Pandemia agravou o cenário

Para o economista Renato Maluf, professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e coordenador da Rede Penssan, “a pandemia de covid-19 agravou esse quadro, mas não é sua causa primeira”.

Ele pontua como início desse momento de retorno à fome e à insegurança alimentar a crise econômica iniciada 7 anos atrás e a crise política com o processo de impeachment do governo Dilma Rousseff. “Deles [desses 2 episódios] resultaram comprometimento do acesso aos alimentos em razão do desemprego crescente, precarização do trabalho, baixa remuneração, retirada de direitos sociais e o progressivo desmonte de políticas públicas”, enumera.

Um levantamento da Penssan a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corrobora essa situação. Em 2013, 77,1% dos lares brasileiros estavam em situação de segurança alimentar — um recorde da série histórica. Em 2018, o percentual já havia caído para 63,3% — um recuo para patamar semelhante ao de 2004. E a curva segue em movimento descendente.

A nutricionista Sandra Chaves, professora na Universidade Federal da Bahia e vice-coordenadora da Penssan, afirma que “a pandemia revelou a fome que já se apresentava para parcelas significativas da população brasileira”.

Ela analisa que o fenômeno foi causado por “um conjunto de ações que anunciavam piora nas condições de vida dos brasileiros”. “Reforma trabalhista, piorando a empregabilidade, reduzindo direitos sociais vinculados ao trabalho, gerando desemprego e precarização do trabalho com redução de renda; paralisia de políticas sociais relevantes para o país”, cita a professora.

O economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais FGV Social, concorda que “a extrema pobreza baseada em renda aumentou em todos os anos [mais recentes]” e diz que “isto se deveu à grande recessão brasileira, aumento de desigualdade de renda do trabalho e enxugamento de programas sociais, tipo Bolsa Família”. “A pandemia é uma etapa nesse processo”, comenta.

Dados da FGV Social mostram que em 2019 11% dos brasileiros viviam em situação de pobreza — ou seja, com pouco mais de R$ 260 por mês. Este valor considera um salário mínimo dividido por 4,6 pessoas — o tamanho médio de famílias pobres brasileiras.

Em agosto de 2020, o chamado “auge do auxílio emergencial” por conta da pandemia, essa pobreza extrema havia caído para 4,8% da população. Dados mais recentes, de novembro de 2021, indicam um aumento para níveis superiores ao pré-pandemia: 13% dos brasileiros estão nesta situação de miséria.

Problema pior que no resto do mundo

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a insegurança alimentar grave chegou a patamares perigosamente altos depois da pandemia de covid-19. Dados do Programa Mundial de Alimentos divulgados em novembro apontam que 45 milhões de pessoas estão passando fome em 43 países do mundo — em 2019, eram 27 milhões.

A ONU pede para que governos e sociedades civis se unam a fim de mitigar esse cenário, insistindo em uma meta antiga de que a fome seja erradicada do planeta até 2030.

Para o economista Neri, está claro que o aumento da fome no Brasil ocorre em níveis mais intensos do que em outros países. Ele atenta para o fato de que, segundo pesquisa elaborada pela FGV Social a partir de dados da Gallup World Poll, se 17% dos brasileiros declaravam não ter dinheiro para comprar comida em 2014, quando o Brasil saiu do chamado Mapa da Fome da ONU, o número atual é de 28%. O retorno do país ao rol da insegurança alimentar da ONU se deu em 2018.

De acordo com o levantamento da FGV Social, em 2014, o Brasil ocupava a 36ª posição em um ranking de insegurança alimentar com 145 países, e agora está na 80ª. Para Neri, essa queda do país no ranking é “inaceitável na chamada ‘fazenda do mundo”.

O fato de a produção de alimentos brasileira aumentar ao mesmo tempo que a comida falta no prato é um contrassenso que não escapa da análise do sociólogo Rogério Baptistini Mendes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

“A fome que voltou a infelicitar os brasileiros, a ponto de se tornar um problema de saúde pública, não é resultado da pandemia, mas de políticas deliberadas que inviabilizam a agricultura familiar e subordinam a produção do campo aos interesses do agronegócio”, explica ele.

“Enquanto o desemprego explodia e a fome atingia pouco mais de 19 milhões de pessoas[segundo a rede Penssa], o PIB do agronegócio conheceu uma expansão recorde de 24,31% em 2020 [conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada]”, compara o sociólogo.

Segundo Mendes, “não sofremos com falta de produção, mas com o abandono dos brasileiros”. “Não houve interesse por parte do governo em proteger os vulneráveis e combater a fome”, afirma.

Ele ressalta que o que ocorreu foi uma série de perdas de “proteções dos trabalhadores e dos humildes”. “Desregulamentações, ausência de políticas e de planejamento, defasagem na cobertura do Bolsa Família. Isso, somado ao desemprego crescente e a diminuição da renda, trouxeram ao cenário atual”, enumera.

Críticas ao Auxílio Brasil

Para os especialistas, a solução para esse problema passa por um conjunto de medidas — “políticas públicas que implicam em trabalho-renda-produção de alimentos-acesso aos alimentos”, define a nutricionista Chaves.

O Auxílio Brasil, programa recém-criado pelo governo federal, nesse sentido ajuda como algo emergencial. “Qualquer programa emergencial de transferência de renda pode ser um paliativo emergencial em momentos de crise como este em que vivemos”, ressalta Chaves “As famílias precisam ter alguma segurança de que poderão alimentar seus filhos neste momento difícil.”

Neri define o programa como “simplista” porque “complexifica as condicionalidades do Bolsa Família”, “anda para trás na focalização e estabilidade” e “tropeça nos efeitos de longo prazo”.

“Tenta ser um novo auxílio emergencial e ao mesmo tempo mudar a estrutura de benefícios. Gera muita confusão”, argumenta. “Pode funcionar eleitoralmente mas não leva em conta o tamanho nem o grau de pobreza da família. A política social perde foco e durabilidade e ‘ganha’ oportunismo eleitoral.”

Maluf compara os auxílios criados durante a pandemia. “Tanto o auxílio emergencial quanto o Auxílio Brasil foram importantes pela transferência de renda, que amenizou a grave situação de milhões de famílias, porém foram mal desenhados e não tiveram a amplitude necessária”, contextualiza.

“O auxílio emergencial teve seu valor aumentado pelo Congresso, a contragosto do governo, teve curta duração e foi interrompido por não ter previsão orçamentária suficiente”, prossegue ele.

“O Auxílio Brasil pretende ser um programa sem o improviso do anterior, mas é igualmente mal desenhado, não pode ser considerado propriamente uma política social e não consegue disfarçar o propósito eleitoreiro ao substituir o programa exitoso, o Bolsa Família, por uma marca própria.”

Fonte: Poder 360