Bolsonaro anuncia projetos que alteram legítima defesa e definição de terrorismo; especialistas veem ‘licença para matar’

 

Presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia do Ministério da Justiça nesta sexta-feira (25). — Foto: TV Brasil/Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (25) que enviará ao Congresso Nacional projetos que ampliam situações que configuram legítima defesa, inclusive as que envolvem agentes de segurança, e alteram a lei de terrorismo. O anúncio foi feito durante um evento do Ministério da Justiça.

Em 2019, o governo enviou ao congresso o chamado pacote anticrime que propunha alterações na legislação penal. Entre as propostas, estava a ampliação das situações que configurariam excludente de ilicitude (determinadas situações podem levar à isenção da pena).

Atualmente, pelo Código Penal, são causas de excludentes de ilicitude: casos de legítima defesa; estado de necessidade e no estrito cumprimento do dever legal. Isto pode ser utilizado por agentes de segurança e, a depender do caso, por qualquer cidadão.

“Devemos trabalhar e buscar o entendimento entre os poderes para que, no futuro, espero que não demore muito, o policial, ao cumprir sua missão vá pra casa repousar, reencontrar-se com a sua família e, no dia seguinte, receber uma medalha e não a visita de um oficial de justiça. A vida dessas pessoas se decide em frações de segundos, é uma classe especial, e nós temos que ter consciência disso”, disse Bolsonaro nesta sexta (25).

A TV Globo teve acesso aos textos que serão propostos pelo presidente e ouviu especialistas que viram nos textos a criação de “licenças para matar” (veja mais abaixo).

Projetos

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta (25) três projetos e dois decretos. Um dos textos altera a legislação penal no que se refere à legítima defesa.

O governo pretende incluir no Código Penal um artigo para prever que a legítima defesa pode ser configurada para evitar ato ou iminência de ato “contra a ordem pública ou a incolumidade das pessoas mediante porte ou utilização ostensivos, por parte do agressor ou suspeito, de arma de fogo ou outro instrumento capaz de gerar morte ou lesão corporal de natureza grave” ou de terrorismo.

O governo também propõe na legislação um parágrafo que afirma que “considera-se exercício regular de direito a defesa da inviolabilidade do domicílio”.

Outra mudança reduz as situações em que se considera excesso no direito à defesa, condição que pode impedir a isenção de pena.

Pela proposta, “continuar empregando meios para defesa, de si ou outrem, mesmo tendo cessado a agressão” só passa a ser considerado excesso se comprovada intenção de causar lesão mais grave ou morte do agressor. Ou seja: se mesmo após impedir a agressão a pessoa continuar se defendendo, isso só é considerado excessivo em caso de comprovação de intenção de ferir ou matar o agressor.

‘Licença para matar’

 

Para Felippe Angeli, gerente de relações institucionais do Instituto Sou da Paz, no entanto, o que as mudanças propostas fazem é criar “uma grande licença para matar”.

“Claramente você vai contra a ordem constitucional, porque o valor jurídico da vida é muito superior ao do patrimônio”, explica Angeli.

O gerente de relações institucionais do Instituto Sou da Paz vê na proposta uma tentativa de importar um entendimento comum nos Estados Unidos mas “sem encontrar nenhum embasamento na nossa ordem constitucional.”

O jurista Wálter Maierovitch também classifica as novas regras propostas como um “incentivo” para que policiais “possam agir sem receio”, “possam matar”.

“Os policiais em ação vão ter esse juízo que eles mesmo vão fazer e evidentemente vão deixar de lado requisitos básicos de uma legítima defesa que, como o próprio nome indica, tem que ser legítima”, explica Maierovitch.

“É liberar e dar um incentivo extra para que os policiais possam agir sem receio, quer dizer, possam disparar, possam matar”, disse o jurista.

Terrorismo

 

Outro projeto de lei que será enviado pelo governo muda a lei que trata de terrorismo no país. O governo propõe alterar a definição do crime para incluir atos realizados “com o emprego premeditado, reiterado ou não, de ações violentas com fins políticos ou ideológicos”.

Já o trecho da lei que diz que, nestas condições, é terrorismo “atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa” seria ampliado para dizer que é terrorismo “atentar contra a vida ou integridade física de pessoa ou contra o patrimônio público ou privado.”

O projeto muda ainda um parágrafo que esclarecia que a regra não se aplica “à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional”, entre outros. O texto a ser enviado pelo governo ao Congresso inclui no artigo a necessidade de que a conduta seja “de caráter pacífico”, sem explicar como este caráter é definido.

Para Angeli, a combinação das propostas é preocupante, já que as novas condições para legítima defesa incluem o terrorismo entre as ações que podem justificar a ação dos agentes.

“Se o policial ver uma pessoa com arma, pode atirar. Se ver alguém cometendo um ato de terrorismo, pode atirar, e este terrorismo pode inclusive significar danos patrimoniais e por aspecto ideológico. É ser um juiz executor, é a barbárie, é um cheque em branco para a polícia”, diz Angeli.

Já Maierovitch vê nas propostas a criação de um terrorismo “à brasileira”, fora do direito internacional.

“Em uma classificação decente, honesta de terrorismo, o que existe? Existe uma violência política ou religiosa, que não é evidentemente o caso de algumas manifestações. Na realidade, o que se quer é criminalizar movimentos sociais”, afirmou o jurista.

Fonte G1

Filha do cantor Belchior é condenada a 9 anos de prisão por morte de metalúrgico em São Carlos

Os irmãos Estefano Rodrigues e Bruno Thiago Dornelas Rodrigues foram condenados a 11 anos de reclusão. Jaqueline Priscila Dornelas Chaves, irmã deles e namorada de Isabela Meneghelli Belchior, foi absolvida do crime que aconteceu em agosto de 2019.
A filha do cantor Belchior e os outros dois irmãos envolvidos no assassinato do metalúrgico Leizer Buchwieser dos Santos foram condenados pelo crime que aconteceu em agosto de 2019. O julgamento que começou na manhã de terça-feira (22) no Fórum Criminal de São Carlos (SP) terminou por volta das 3h da madrugada desta quarta (23).
Isabela Meneghelli Belchior foi condenada a 9 anos e 10 dias de prisão, sendo oito anos por homicídio e um 1 ano e 10 dias por ocultação de cadáver.
Os irmãos Estefano Rodrigues e Bruno Thiago Dornelas Rodrigues foram condenados a mais de 12 anos cada, sendo dez anos, dez meses e 20 dias pelo homicídio e um ano, dois meses e onze dias por ocultação de cadáver.
Jaqueline Priscila Dornelas Chaves, namorada de Isabela e irmã dos condenados, foi absolvida das acusações e está em liberdade. Ela, Isabela e o irmão Estefano estavam presos desde 2020, enquanto Bruno foi preso em 2021.
Após os depoimentos dos réus, em que todos declararam que Jaqueline não estava no local do crime, o Tribunal do Júri entendeu que ela não teve participação no homicídio e na ocultação de cadáver.
Suspeitas de matarem metalúrgico durante programa em São Carlos se entregam à polícia — Foto: Reprodução EPTV
A advogada Sandra Mara de Oliveira, que defende os irmãos Estefano e Bruno, informou que não vai recorrer da decisão.
O g1 não conseguiu contato com defensor público Pedro Naves Magalhães, advogado de Isabela.
O crime:
Polícia Civil identifica corpo de homem encontrado em estrada rural de São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal
O metalúrgico desapareceu em 26 de agosto de 2019, depois de sair de casa para trabalhar. O carro que ele usava foi encontrado queimado em um canavial e o seu corpo foi achado por um sitiante com as mãos e os pés amarrados, em uma mata na região rural da Babilônia, em 1º de setembro.
Segundo a Polícia Civil, Santos era pedófilo, costumava marcar programas sexuais pelas redes sociais e pedia o envolvimento de crianças, oferecendo um pagamento maior. Ele teria marcado com Jaqueline um programa por R$ 500, no qual ela teria levado a sobrinha de três anos.
Jaqueline teria informado ao irmão, que é pai da menina, sobre o encontro. De acordo com com delegado, ela convidou ainda a namorada, Isabela, e um outro irmão para ir ao local combinado. A intenção seria de extorquir o metalúrgico.
“Sabiam que a vítima queria cometer um crime e extorquiram a vítima no local e se apropriaram do dinheiro”, afirmou o delegado que comandou as investigações, Gilberto de Aquino.
De acordo com o delegado, Santos foi até uma casa, no Jardim Tangará, onde as duas mulheres e a criança o esperavam. Elas pegaram o dinheiro e começaram a xingá-lo, mas ele reagiu e agrediu uma delas. Os outros homens entraram na briga e esfaquearam o metalúrgico.
Após o crime, o grupo abandonou o corpo em uma área e o carro em outra área. De acordo com Aquino, o combustível usado para queimar o carro foi comprado pela Jaqueline.
Fonte: G1 São Carlos e Araraquara

Prefeitura publica novo edital para contratação de profissionais de saúde

 


A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), lançou nesta sexta-feira (25), o edital de chamamento público em caráter emergencial para o credenciamento de 37 médicos nas especialidades de pediatria e obstetrícia. O processo seletivo oferece 16 vagas de médico obstetra no Hospital Maternidade do Divino Amor e 21 vagas de médico pediatra para atuar na Unidade de Pronto Atendimento – UPA Nova Esperança.

As inscrições podem ser feitas até dia 25 de dezembro de 2022, através do SITE, devendo o candidato preencher o formulário de inscrição para o cargo desejado. A seleção terá como critério a ordem de classificação. Depois de publicado o resultado no Diário Oficial do Município, os aprovados deverão apresentar-se no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde em até três dias úteis com os documentos constantes no EDITAL em mãos.

 

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim.
Texto: Hanna Araújo

Taveira deixará o republicano e acompanhará Benes no novo Partido

O prefeito Taveira não ficará no republicano, irá acompanhar o deputado federal Benes Leocádio em sua nova legenda que será definida nos próximos dias. A situação do coronel é confortável, já que não disputará nenhum mandato na eleição deste ano.

Por outro lado, seu filho, Taveira Jr, pré-candidato a deputado estadual, terá que fazer a sua escolha de olhos bem abertos nas nominatas apresentadas, pois o jogo de esconde- esconde ainda não acabou. Há muitos pré-candidatos que constam em várias listas de partidos, dificultando a assinatura de sua ficha de filiação. O certo é que o prazo está se esgotando para quem quer disputar uma cadeira na eleição de 2022 e jr precisa fazer cálculo para já entrar ganhando.

DESTAQUEMENDIGO GARANHÃO RECEBE PROPOSTA DE PELO MENOS QUATRO PARTIDOS PARA SE CANDIDATAR A DEPUTADO.

A Câmara dos Deputados ou a Câmara Legislativa do Distrito Federal pode ter um novo membro a partir de 2023. Givaldo Alves de Souza, o mendigo de Planaltina que se viu envolvido em uma confusão no início de março, quando foi espancado por um personal trainer após ser flagrado tendo relações sexuais com a esposa do profissional, foi convidado para se candidatar a deputado nas próximas eleições.

O convite veio de, pelo menos, quatro partidos, segundo informações do portal Metrópoles. As siglas dos partidos não foram divulgadas, assim como comentários do morador de rua sobre o suposto convite

Fonte : blog do pássaro

A republiqueta está nua

 

O ex-procurador e atual pré-candidatoDeltan Dallagnol (Podemos) evidentemente não merece um artigo. Talvez nem uma linha. A vida desse indigente intelectual e moral é uma reprodução exata do grupo de hipócritas que se autointitulou República de Curitiba e agora agoniza em praça pública. Coordenado pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), figura bizarra e que se esconde atrás de uma candidatura frustrada, o bando de Curitiba tenta se esquivar da Justiça, atormentados pelos inúmeros crimes que praticaram.

Como advogado, devo ressaltar a agressividade com que esse ex-procurador se referiu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao se pronunciar sobre a sua recente condenação pelo uso criminoso, imoral e ilegal do tal power point contra o ex-presidente Lula. Incríveis a ousadia e a desfaçatez com que se ouve esse moleque ao se dirigir ao Poder Judiciário. Logo ele, que se locupletou do cargo para enriquecer e ajudou a corromper o sistema de Justiça. E não sou eu quem diz isso, são o TCU e o STF. Mas ele se julga acima dos poderes constituídos. Vulgar, banal e irresponsável.

Recorro-me a Pessoa, no “Poema em linha reta”:

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse uma vez que foi vil?

Há muito tempo tenho me dedicado a apontar a determinação desse grupo, coordenado pelo ex-magistrado Sergio Moro e secundado pelo Deltan e seu bando, que operacionalizou parte do Judiciário e do Ministério Público para atingir um objetivo político. Corromperam o sistema de Justiça em prol de um projeto pessoal. Não hesitaram em fazer do Ministério Público e do Poder Judiciário instrumentos para um grupelho ambicioso e atrevido.

O país passou por um momento anestesiado, no qual esse grupo, com o apoio de parte da grande mídia, dominou a narrativa e os seus integrantes eram tidos como semideuses e heróis nacionais. Eles se sentiam donos da vida e da morte. Hipócritas, inventaram falsas discussões, como o pacote anticrime e as 10 medidas contra a corrupção. Tudo de uma enorme fragilidade e desonestidade intelectual.

As propostas não eram sérias, tanto que derrotamos fragorosamente esses projetos no Congresso. Eles representavam a face do obscurantismo e da miséria em termos de pensamento humanista. Uns pulhas sem nenhum verniz intelectual. Desse grupo de lavajatistas, nenhum se apresentava para qualquer debate, pareciam apenas entusiastas de reproduções de outdoors e de fake news.

Estão nus. Expostos à realidade e sem a proteção generosa de uma imprensa cúmplice. Mas, e eu tenho dito isto há tempos, agora é necessário aprofundar uma investigação sobre esse bando. A condenação do Deltan tem que ser apenas o começo. Em casos como esse, é apenas uma pena que está sendo puxada e, certamente, logo sairá uma galinha do esgoto. A apuração séria e independente do TCU (Tribunal de Contas da União) já começa a demonstrar que podem ter havido gravíssimos desvios de dinheiro público, seja através de diárias indevidas e passagens aéreas, seja na ainda mal explicada relação profissional com o escritório Alvarez & Marsal, no qual o ex-juiz tinha como sócios até agentes da CIA.

A sociedade tem o direito de saber, com detalhes, como se portaram esses agentes públicos que se escondiam atrás das togas e da força do Ministério Público Federal. O destempero público do pré-candidato Deltan demonstra não apenas arrogância e prepotência, mas o desespero de quem sabe o que fez nos verões passados. Há muito o que analisar e esclarecer. O nebuloso caso dos bilhões que esse bando queria administrar pode mostrar o caminho da investigação. Basta seguir o dinheiro, como aliás sempre diziam os componentes da República de Curitiba.

O esclarecimento da relação desse grupo com os delatores e o sistema de proteção e perseguição que foi montado pela força-tarefa tem que ser desnudado. O vínculo desses agentes com os advogados que acompanhavam as colaborações é um ponto-chave a ser desvendado. Criou-se uma indústria de delações e o país merece conhecer e entender tudo o que estava por trás da Operação Lava Jato.

A criminalização da política e da advocacia fazia parte de uma estratégia de marketing com o objetivo evidente e definido de assumir o poder. Foram os principais responsáveis pela eleição deste fascista que está na Presidência. E, é evidente, são sócios e corresponsáveis pela tragédia obscurantista que se abateu sobre o país. Se eles se afastaram de alguma forma do governo, quando o chefe do grupo deixou o Ministério da Justiça, foi apenas uma briga de quadrilha. Uma tentativa de assumir o poder com cara própria e não se confundirem com o caos estabelecido no atual governo.

O desespero quase infantil do Deltan e a agressividade dele com o Poder Judiciário demonstram que as investigações devem continuar. Afinal, o lema da operação protagonizada por eles era o de que ninguém está acima da lei. É hora de dar razão a eles.

Lembrando-nos do grande Rainer Maria Rilke:

Aceita tudo o que te acontece, o belo e o terrível.
É só andar. Nenhum sentimento é estranho demais. Não deixe que nos separem. Perto está a terra que chamam de vida.
Tu a reconhecerá pela sua gravidade.
Dá-me a mão”.

Fonte: Poder 360

Autor: kakay

Senado dos EUA deve aprovar indicada de Biden à Suprema Corte

 

Indicada pelo presidente Joe Biden à Suprema Corte americana, Ketanji Brown Jackson passou nesta 5ª feira (24.mar.2022) pelo 4º e último dia de sabatina no Senado, que avalia sua entrada como juíza ao tribunal.

A expectativa é que a confirmação seja divulgada nas próximas duas semanas. Se aprovada, Jackson será a 1ª juíza negra da Suprema Corte dos EUA. Durante a sabatina, foi criticada por senadores republicanos e tentou afastar a impressão “branda” com a criminalidade no país.

Segundo a Reuters, o líder da maioria do Senado, o democrata Chuck Schumer disse que a casa está no “no caminho certo” para aprovar a nomeação de Jackson.

Schumer descreveu os questionamentos dos republicanos como uma tentativa de “manchar” a imagem da juíza com informações falsas e enganosas. No entanto, a avaliação é de que os questionamentos dos republicanos não vão afetar a nomeação.

O cálculo considera a maioria simples necessária para a confirmação e o senado dividido. Jackson deve conseguir o cargo se os democratas permanecerem unidos.

Fonte: Poder 360.

Europa registra paralisações e atos contra aumento do diesel

 

Em 14 de março, caminhoneiros espanhóis decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em protesto pela alta no preço dos combustíveis, impulsionada pelo conflito na Ucrânia. Não são os únicos. Motoristas de outros países europeus, como França e Alemanha, também vem realizando manifestações contra o valor do diesel.

A guerra exacerbou a crise energética na Europa. O continente tem forte dependência do petróleo e do gás natural da Rússia. Com 1 mês de conflitos, o petróleo teve picos de preço, chegando a US$ 127,98 em 8 de março. Na 5ª feira (24.mar), o barril era comercializado a US$ 119,03. Com isso, o litro do diesel ficou mais caro na região.

Fonte: Poder 360.

Caixa reduz taxa de juros para financiamento imobiliário

 

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (24) que vai reduzir em 0,15 ponto percentual a taxa de juros do crédito imobiliário na modalidade poupança. Com a redução, as novas taxas partem da Taxa Referencial (TR) + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da poupança. Segundo o banco, as contratações com as taxas reduzidas começarão a ser feitas partir do dia 28 de março.

Linha de crédito para PcD

O banco informou ainda que lançou linha de crédito para reforma e adaptação de imóveis próprios destinados a Pessoas com Deficiência (PcD), no âmbito do programa Casa Verde e Amarela. A nova linha também começará a ser operada a partir do dia 28 de março e vai oferecer o crédito com recursos do Fundo e Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O crédito será disponibilizado para quem tem renda bruta mensal de até R$ 3 mil e o limite de crédito será de até R$ 50 mil, limitado a 80% do orçamento da obra apresentado. O prazo para o pagamento do financiamento será de 240 meses.

Novas condições

O banco também informou que, a partir de 12 de abril, passarão a valer as novas condições para financiamento às famílias com renda entre R$ 2.000,01 e R$ 2.400,00 do Programa Casa Verde Amarela, entre elas estão: a redução da taxa de juros de 0,5 ponto percentual no financiamento habitacional; e o aumento dos subsídios para aquisição e construção de moradias, o que amplia o poder de compra das famílias.

Fonte: agência Brasil

 

Mário Frias terá que explicar gastos públicos em viagem aos EUA

A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, hoje, um requerimento de autoria do senador Jean Paul que convida o secretário especial de Cultura Mário Frias e sua equipe, para prestarem informações sobre despesas de quase R$ 140 mil em viagens a Nova York e Los Angeles.

Em dezembro do ano passado, Frias e o secretário-adjunto Hélio Ferraz de Oliveira estiveram em Nova York por cinco dias para encontrar o lutador de jiu-jitsu bolsonarista Renzo Gracie. Já neste ano, o subsecretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula — responsável por encampar mudanças na Lei Rouanet –, esteve por cinco dias em Los Angeles.

“As despesas foram pagas com dinheiro público. Frias tem que explicar o que foi feito nessas viagens e justificar para os brasileiros esse ataque aos cofres públicos. Isso é um escândalo pela ausência de prestação de contas e pela inexistência de motivos reais para essas viagens”, disse o senador Jean Paul.

O parlamentar lembrou que Mario Frias nunca lutou pela valorização da cultura nacional, e ao invés de gastar todo esse dinheiro, ele e sua equipe poderiam muito bem ter feito uma reunião online para tratar do tema. “Lamentamos o uso que se faz das estruturas de cuidado da cultura por esse governo. Eles transformaram a cultura brasileira em algo irrelevante. É humilhante o papel desse ministério para a cultura nacional. O ministério rebaixado, até hoje, não apresentou uma política pública para o setor. Não temos diretrizes e este ministério não dialoga com os autores do setor”, completou o parlamentar.

A ida do secretário ao Senado ainda não tem data marcada. A previsão é que ocorra ainda neste primeiro semestre de 2022.

_Educação_

Os senadores aprovaram ainda requerimentos de convite de autoria do senador Jean Paul e do senador Randolfe Rodrigues, para que o ministro da educação Milton Ribeiro esclareça as denúncias da pasta. O ministro comparecerá à reunião na próxima quinta-feira (31).

Em áudios divulgados pela imprensa, o chefe da pasta afirmou priorizar os amigos do “pastor Gilmar” no repasse de verbas aos municípios, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O ministro da Educação, que atende pastores amigos de Bolsonaro para intermediar verbas públicas para prefeituras, vai ter que passar a semana preparando-se para dar explicações ao Senado”, afirmou o senador potiguar. O ministro disse que denunciou os pastores à CGU e mesmo assim continuou recebendo eles para não despertar qualquer desconfiança. Melhor arrumar desculpa melhor que essa. Vamos esclarecer mais esse gabinete paralelo de Bolsonaro e as mamatas que ele criou”, completou.

Assessoria de imprensa senador Jean Paul Prates
Ricardo Borges
61 9 9637 0580

Cansei de mim

Cansei-me da elite brasileira! E eu sou parte dela. Cansei de mim.

Branco, com acesso aos Poderes, formado pela UnB e com mais condições de vida do que a absoluta maioria da população. Mas, que coisa nós viramos! Um Brasil triste, capenga e ridículo. Termos ainda 30 % dos brasileiros apoiando o crápula do Presidente diz muito sobre quem nós somos: um país que nega a existência do navio negreiro, que teima em dizer que não há racismo e que convive com a violência e a misoginia. Uma aristocracia que ganha dinheiro com a miséria. Nós somos uma sociedade que aceita sentar-se com o Bolsonaro defensor de torturadores, que cospe nas mulheres, que cultua a morte e exalta a tortura.

A pior representação do que poderíamos imaginar. Vamos esquecer daquela ideia do brasileiro cordial. Vamos fixar no brasileiro sacana, covarde e indiferente com a pobreza, com a fome e com o desemprego. Naquele para o qual pouca importa se nosso sofrido povo está em estado de abandono – com 14 milhões de famélicos e 20 milhões de desempregados. Essa é a nossa elite.

Às vezes, como elite que sou, fico andando pela Europa, ainda que a trabalho, e devo dizer que não vejo aqui o ambiente tóxico que temos no dia a dia da imprensa brasileira. É difícil ter, como temos, alguns jornalistas viúvos do ex-juiz Sérgio Moro e que se apresentam como ícones. Parece não existir fundo nesse buraco. Nós somos o fim do tal poço.

Mas, ainda assim, é preciso resistir às tragédias diárias. Não é possível viver somente entre uma guerra sanguinária de uma ocupação covarde e bandida e um Brasil se desmilinguindo como povo e como nação. Hoje, somos uma imagem pálida do que éramos na era do Lula. O bando chefiado pelo Moro, que foi o principal eleitor do bolsonarismo, a serviço de grupos que precisam ser desmascarados, roubou o que tínhamos de mais nosso: uma identidade orgulhosa de um país.

Sendo lulistas ou não, temos apenas uma chance de voltar a ter o Brasil de volta: derrotar esse projeto obscurantista. Vamos vencer o fascismo, confrontar os representantes da barbárie e fazer um Brasil feliz de novo!

Na verdade, não estamos a pedir muito. É um pouco de respeito, uma pitada de amor, um carinho pelas pessoas que estão absolutamente desprotegidas e um afago, no limite. Até, quem sabe, um abraço amigo. Ou seria pedir demais um contato assim, quase amoroso, com quem esses bárbaros cuidam de afastar das nossas vidas? E vamos enfrentá-los em todas as áreas.

Ainda agora, o Superior Tribunal de Justiça condenou um dos membros daquele bando.  O tal Deltan foi condenado a pagar ao Lula, pela leviandade do uso do power point, um valor a título de danos morais. Um gesto mínimo de respeito por parte do Judiciário. Um reconhecimento de que a breguice, o uso político e a ausência de técnica jurídica do Ministério Público não podem prevalecer. Deltan não é só corrupto e incompetente; ele é coitado, brega e vulgar.  E a sua reação contra o Tribunal foi de um destempero de quem se julga acima das instituições.

É o começo do fim do grupo que Moro comandava. Vamos garantir a eles os direitos que eles desprezaram. Todos, inclusive o da prisão somente após o trânsito em julgado. Sem vingança, apenas com respeito à Constituição.

Remeto-me ao grande Castro Alves, em O Navio Negreiro:

“Quem são estes desgraçados,

Que não encontram em vós,

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz?

Quem são?”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: último segundo.

Tendência é ir para o PL, diz Tarcísio de Freitas

O ministro Tarcísio de Freitas(Infraestrutura) disse na 4ª feira (23.mar.2022) que existe “uma tendência” de se filiar ao PL, mas que a questão não está definida.

Em entrevista ao programa “Em Foco”, da GloboNews, o ministro declarou não ter problema em estar na legenda de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão.

Acho que problemas todos os partidos têm, as pessoas têm, as pessoas pagam pelos seus erros, aprendem, e têm de ter oportunidade de recomeçar. Eu acredito no recomeço, acredito na nova caminhada. Hoje, tenho uma excelente relação com todos”, falou.

GOVERNO DE SÃO PAULO

Tarcísio reafirmou que será candidato ao cargo de governador de São Paulo nas eleições de outubro. “Estamos animados para enfrentar [o desafio da eleição]”, falou. “Obviamente é um desafio novo na nossa vida. É algo que você não planeja, acontece. Mas, ao mesmo tempo, você vem se preparando ao longo da vida por meio da sua trajetória.

O ministro afirmou que, antes de aceitar disputar o cargo, pensou por diversas vezes que seu nome não era o melhor para ocupar o Palácio dos Bandeirantes. “No entanto, a coisa evoluiu muito rapidamente. Alguns fatos aconteceram, que era inesperados, e as circunstâncias acabam nos levando a esse ponto”, disse.

Acho que é uma questão de destino. De repente, as portas se abriram e eu acabo chegando nessa condição, tentando ajudar o presidente [Jair Bolsonaro (PL)].

Questionado sobre como “convencer” o eleitorado paulista de que é o melhor candidato mesmo não sendo natural do Estado, Tarcísio ressaltou a veia “acolhedora” de São Paulo, que recebe “pessoas trabalhadoras”.

O convencimento parte da capacidade de entender os problemas do Estado de São Paulo e construir soluções”, declarou.

ALCKMIN

Tarcísio falou sobre uma eventual aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para a disputa à Presidência da República e como essa ligação pode influenciar a disputa em São Paulo –em especial no interior do Estado.

Tenho respeito muito grande por ele [Alckmin], pelo que construiu. No entanto, entendo que essa guinada que deu não foi compreendida por seu eleitorado, conservador, mais à direita, liberal na economia”, falou.

“Acho que ninguém compreendeu exatamente esse movimento. Então, quando ando, sobretudo no interior, e começo a conversar com as pessoas, tenho feito aí muita conversa com muita gente, ninguém compreende exatamente a razão pela qual ele fez essa derivação e mostra certa incoerência.”

BOLSONARO

O ministro afirmou que um dos legados de Bolsonaro é mostrar a importância  de investir em “quadros técnicos” ao se montar um governo. “Eu fui escolhido ministro e não teria sido se fosse qualquer outro vencedor em 2018, certamente o ministério estaria com algum partido”, afirmou.

Eu tenho técnicos em todas as áreas, eu consegui trazer dirigentes de mercado.

Tarcísio disse que Bolsonaro “já sinalizou” que substituirá os ministros que deixarem o governo para disputar as eleições por nomes técnicos.

Eu acho que outra coisa que a sociedade já percebe é que nós não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo federal”, falou.

CAMINHONEIROS

Um dos principais interlocutores do governo junto aos caminhoneiros, Tarcísio disse que visa “uma estratégia de abertura de portas”. Ele participa de grupos da categoria em aplicativos de mensagens, algo que afirma ser importante para mostrar “o que vai ser feito em termos de política pública” e também “relatar as dificuldades” do governo.

Acho que, pela 1ª vez, nós tivemos uma reunião com lideranças de caminhoneiros e agentes de mercado. Nós colocamos o caminhoneiro para conversar com o economista-chefe de banco”, afirmou o ministro.

Tarcísio negou que tenha apoiado greves. Disse ter mostrado aos caminhoneiros que paralisações têm consequências que prejudicam a própria categoria.

DIESEL

Questionado se apoia um programa de subsídio para o diesel, Tarcísio respondeu que os ministérios da Economia e de Minas e Energia estão estudando a questão.

O que a gente tem visto nos últimos dias é um fluxo muito grande de moedas estrangeiras para o Brasil”, declarou. “O mundo enxerga as empresas brasileiras muito aptas a trabalhar nesse cenário de inflação”, continuou.

É importante que a gente mantenha a rigidez fiscal e não faça um movimento brusco do ponto de vista fiscal. Se não, a gente afeta o câmbio e um subsídio que pode ajudar de um lado é perdido do outro.”

Fonte: Poder 360

Deltan Dallagnol recebe R$ 130 mil de apoiadores para pagar Lula

Ex-procurador da Lava Jato afirmou que, caso derrube decisão do STJ, vai doar dinheiro recebido

O ex-procurador da Lava Jato e pré-candidato à Câmara dos Deputados Deltan Dallagnol afirmou ter recebido, até o momento, R$ 130 mil de apoiadores para pagar indenização imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta terça-feira (22), Dallagnol foi condenado a pagar R$ 75 mil – com correções e juros – ao ex-presidente Lula no caso que ficou conhecido como “powerPoint.

Lula pediu indenização por uma entrevista, concedida em setembro de 2016, na qual Deltan apresentou um PowerPoint que apontava Lula como líder de uma organização criminosa e disse que o petista era o “comandante máximo do esquema de corrupção” e “maestro da organização criminosa”.

“Em menos de 24h, brasileiros depositaram espontaneamente na minha conta mais de R$ 130 MIL porque estão indignados com a injustiça da condenação que sofri no STJ para indenizar Lula. Não tenho palavras para o carinho, a solidariedade e o senso de justiça desse gesto”, disse em trecho da publicação.

Com correção, o valor a ser pago para Lula se aproxima de R$ 200 mil. Dallagnol afirmou que as ajudas que chegam são doações que variam de R$ 1 a R$ 1 mil.

A decisão ainda cabe recurso e Dallagnol afirmou que as doações feitas servem de inspiração para que ele tente derrubar a decisão do STJ.

“Meu compromisso com os brasileiros é este: vou lutar com todas as minhas forças pra derrubar essa decisão injusta e, se conseguir, todo o dinheiro depositado será doado para hospitais filantrópicos para o tratamento de crianças com câncer e portadoras de autismo”, disse o ex-procurador da Lava Jato.

Fonte: Terra Brasil notícias.

Prefeito se reúne com superintendentes da Caixa para tratar sobre empreendimentos habitacionais

O Prefeito Rosano Taveira se reuniu nesta quarta-feira (23) no seu Gabinete com os superintendentes da Caixa Econômica para tratar sobre empreendimentos habitacionais e sobre o contrato das Obras de Saneamento.

Na ocasião, foi tratado sobre a entrega das unidades habitacionais do Irmã Dulce I para 256 famílias, que vai ocorrer neste sábado (26), e sobre a retomada das obras dos Empreendimento Ilhas do Caribe prevista para iniciar nos próximos meses.

Participaram da reunião os superintendentes da Caixa Econômica, Cleiton Beje e Lamark Mangueira; os secretários municipais de Obras Públicas, Albérico Júnior, de Habitação e Regularização Fundiária, Rogério Santiago, de Planejamento e Finanças, Giovani Júnior e adjunto Josuá Neto; o presidente da Construtora Gaspar, Arnaldo Gaspar; e técnicos da Prefeitura e Caixa Econômica.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim.

Alckmin disputar vice-presidência é ‘quase vingança política’ contra PSDB e Doria, diz analista político

A possível aliança entre Alckmin e Lula nas eleições presidenciais tem sido digerida com desconfiança por aliados do petista e pelas alas conservadoras. A guinada política do ex-tucano foi marcada pelo anúncio de sua filiação ao PSB na última sexta (18). Para o jornalista Fabio Zambeli, que acumula três décadas de cobertura política, os últimos anos de desgaste com o PSDB – especialmente após a aliança Bolsodoria – dão sentido às movimentações de Alckmin.

“Essa aliança é claramente uma resposta do Alckmin ao João Doria, ao grupo que assumiu o PSDB e o colocou para escanteio”, avalia o analista-chefe do Jota em São Paulo em entrevista à Renata Lo Prete, retomando o episódio em que Doria ofereceu ao padrinho político uma candidatura ao senado como “prêmio de consolação”.

Lula e Alckmin se encontram em jantar em SP — Foto: Ricardo Stuckert

“Ficou claro para o Alckmin que ele tinha que sair do PSDB”, diz Zambeli. Para o analista, o caso Doria é emblemático porque a ruptura com o ex-governador teria sido muito dura. Depois das eleições presidenciais de 2018, a relação azedou de vez.

“Nesse aspecto, é quase uma vingança política para o Alckmin mostrara para quem o descartou para planos maiores ser vice-presidente em um projeto nacional e retomar o protagonismo que faz todo sentido nesse contexto de resposta política que Alckmin quer dar para seus desafetos. “

 

As motivações de Alckmin, segundo Zambeli, não se encerram na ruptura com Doria.

“Ele [Alckmin] sempre foi visto como um personagem menor diante dos grão-tucanos. O episódio da morte do Tomás, o filho caçula, foi uma tragédia pessoal muito marcante. Esse ressentimento que ele carregava com o PSDB por nunca ter sido um tucano de alta plumagem fica mais aflorado de lá pra cá.”

Ouça a entrevista completa no episódio #670 do podcast O Assunto.

Fonte: G1