O brasileiro Danilo Cavalcante, que fugiu de um presídio na Pensilvania, EUA, segue foragido desde 31 de agosto, “é considerado armado e extremamente perigoso”, segundo a polícia estadual informou nesta terça-feira (12). Na noite de segunda-feira (11), a Polícia Estadual da Pensilvânia recebeu um chamado de um morador relatando que um homem que se encaixa na descrição de Cavalcante invadiu sua casa e roubou um rifle de calibre .22 de sua garagem.
O morador também disse que sacou uma pistola e começou a atirar no invasor, mas a polícia afirma não ter “nenhuma razão para acreditar” que ele tenha sido atingido ou ferido. “Ele agora está armado com um rifle calibre .22 com mira telescópica e lanterna montada”, disse o tenente-coronel George Bivens em entrevista coletiva nesta terça. A polícia solicitou que os moradores da área protejam suas casas enquanto Cavalcante segue foragido.
“Nós o consideramos desesperado, nós o consideramos perigoso, tudo o que isso faz é confirmar para nós que ele tem uma arma”, acrescentou Bivens. “Ele já matou duas pessoas anteriormente. Eu suspeito que ele está desesperado o suficiente para usar essa arma.”
Os polícias também encontraram pegadas na lama “idênticas” às marcas de sapatos que o brasileiro usava quando fugiu da prisão. E pouco adiante, os sapatos foram encontrados abandonados. Um morador da área relatou que um par de botas de trabalho foi roubado de sua varanda.
Mesmo após os tiros disparados pelo morador contra Cavalcante, a polícia afirma que não há sangue ou outras evidências que apontem que ele foi ferido.
O ataque às Torres Gêmeas, em Noca York, no dia 11 de setembro de 2001, deixou cerca de 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos (AFP)
Há exatos 22 anos, em 11 de setembro de 2001, o mundo ficou estarrecido com um dos maiores ataques terroristas da história moderna. Quatro aviões, no espaço aéreo dos Estados Unidos, foram sequestrados por extremistas islâmicos e jogados contra prédios-símbolo do poder americano. Os choques mais impactantes foram quando dois deles explodiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
A barbárie suicida foi de autoria da rede terrorista Al-Qaeda, sob o comando de Osama Bin Laden, e deixou aproximadamente 3 mil mortos, além de mais de 6 mil feridos.
Outra aeronave comercial foi lançada ao Pentágono e deixou 184 mortos, e a última caiu na Pensilvânia, causando 44 mortes (cerca de vinte pessoas sobreviveram e foram retiradas vivas dos escombros). Todo o atentado teria durado uma hora e 46 minutos.
Segundo o relatório final da Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas nos Estados Unidos, divulgado três anos depois, o governo dos Estados Unidos estava “despreparado” e agiu no improviso no momento do atentado terrorista. “Naquele dia de setembro, nós estávamos despreparados. Não percebemos a magnitude da ameaça que estava se formando na época. Como detalhamos em nosso relatório, houve uma falha de política, de administração, de capacidade e -acima de tudo – uma falha de imaginação”, diz o documento.
O relatório aponta que houve falha no controle da entrada dos terroristas, falta de inclusão de suspeitos terroristas em listas de proibição de voos nos EUA e ausência de alerta após prisão de um terrorista. “O governo dos Estados Unidos simplesmente não foi ativo o suficiente no combate à ameaça terrorista antes do 11 de setembro. Muito da nossa resposta no dia 11 de setembro foi improvisada e ineficiente”, pontua a Comissão.
Além disso, o relatório destaca que o atentado causou “traumas insuportáveis”: “Em 11 de setembro de 2001, 19 homens armados com facas, estiletes e gás de pimenta penetraram os sistemas de defesa da nação mais poderosa do mundo. Eles causaram traumas insuportáveis no nosso povo e viraram a ordem internacional de cabeça para baixo.”
Impactos
De acordo com a União Geofísica Americana, o impacto dos aviões causaram abalos sísmicos de 0,9 a 2,3 de magnitude na escala Richter. Um terceiro prédio também teria caído por conta de falhas estruturais geradas por um incêndio de sete horas — causados pela queda das torres.
Possíveis outros alvos
Conforme relatos colhidos pela Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas nos Estados Unidos, é possível perceber que os passageiros de um avião tentaram invadir a cabine e isso fez com que os terroristas derrubassem a aeronave antes. Até hoje não se sabe ao certo qual era o alvo da aeronave, mas acredita-se que poderia ser a Casa Branca ou o Capitólio.
Memória
Nesta segunda-feira (11/9), o governo dos Estados Unidos realiza uma solenidade em memória das vítimas do atentado terrorista. Pelas redes sociais, o presidente Joe Biden comentou sobre a data. “O 11 de Setembro é um dia não apenas para ser lembrado, mas um dia de renovação e determinação para todos os americanos – na nossa devoção a este país, aos princípios que ele incorpora, à nossa democracia. É isso que devemos uns aos outros. E o que devemos às futuras gerações de americanos.”
Equipe de potiguares do Geoparque Seridó no Marrocos, onde um terremoto deixou mais de mil mortos – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um grupo de quatro pesquisadores potiguares vivenciou o momento de tensão na noite da última sexta-feira, quando um forte terremoto, de magnitude 6,8 na Escala Richter, atingiu algumas cidades do Marrocos, deixando uma onda de mais 1.000 pessoas mortas. Os potiguares são pesquisadores do Geoparque Seridó, e estão na cidade de Marrakesh, desde a última quarta-feira (6), onde participavam da X Conferência de Geoparques Mundiais da Unesco.
Apesar do susto, os potiguares estão bem e seguros. A informação sobre o estado deles foi divulgada no perfil oficial do Geoparque Seridó nas redes sociais. O grupo é comandado pelo professor Marcos Nascimento, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e coordenador científico do Seridó Geoparque Mundial da Unesco. Além de Nascimento, estão lá também representando o geoparque potiguar, a diretora executiva do consórcio público, Janaína Medeiros; o coordenador científico adjunto, Matheus Silva; e o diretor de divulgação, Silas Costa. Todo são egressos dos cursos de Geologia e Turismo da UFRN.
Onda de destruição registrada pelo potiguar Silas Samuel, do Geoparque Seridó – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Além do grupo potiguar, outras quatro comitivas estão em Marrakesh para o mesmo evento, representando os geoparques Araripe-CE, Caminhos dos Cânions do Sul-RS/SC, Caçapava-RS e Quarta Colônia-RS.
A nota, divulgada no fim da noite de ontem, diz que toda a comitiva brasileira em Marrakesh para participação da Conferência, está segura e e encontra-se bem.
Uma atração turística nos Estados Unidos (EUA) foi fechada “até segunda ordem” após o brasileiro Danilo Cavalcante, condenado à prisão perpétua no país, ser flagrado por um morador próximo ao local.
O brasileiro foi visto pela segunda vez próximo ao jardim botânico Longwood Gardens, nesta quinta-feira (7/9), segundo o tenente-coronel da Polícia Estadual da Pensilvânia, George Bivens, que comanda a busca pelo fugitivo prisioneiro. Os jardins são atração turística da cidade de Longwood, no condado de Chester, na Pensilvânia.
As buscas pelo brasileiro então levaram ao fechamento da atração. As redondezas onde Cavalcante foi visto ficam próximas ao local onde ele foi flagrado por câmeras de segurança caminhando pelas mata duas vezes na noite desta segunda-feira (4/9).
Recompensa sobe
A polícia dos Estados Unidos elevou para US$ 20 mil, o equivalente a quase R$ 100 mil, a recompensa por pistas sobre o paradeiro de Danilo Sousa Cavalcante, de 34 anos. O brasileiro é procurado há oito dias na região de Chester, na Pensilvânia, após fugir da cadeia onde cumpria pena de prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada a facadas.
Fuga
O brasileiro de 34 anos fugiu da prisão no condado de Chester, na última quinta-feira (31/8). Danilo Sousa Cavalcante gravou o momento em que ele esticou o seu corpo na parede de tijolos e nos blocos de concreto até subir ao telhado da prisão e escapar.
O avião onde estava o fundador do grupo de mercenários Wagner, Yevgeny Prigozhin, foi produzido pela empresa Embraer, símbolo da aviação brasileira nas últimas décadas. O modelo era da família Legacy e o número de série era RA-02795. O avião caiu em um assentamento na cidade russa de Tver. Havia 10 pessoas a bordo – todas morreram. Dados de rastreamento do FlightRadar24 – um popular site de rastreamento de voos – não mostram de onde o jato partiu. Os registros estão inacessíveis,
Hoje cedo ele apareceu perto de Moscou, onde subiu a uma altitude de quase 29 mil pés (cerca de 8.800 metros) antes que os dados mostrassem que ele caiu repentinamente. O avião está registrado na Autolex Transport, empresa que o governo dos Estados Unidos vinculou a Yevgeny Prigozhin. Os dados mostram que a aeronave fez várias viagens nos últimos meses, sempre com saída ou chegada em Moscou e São Petersburgo. O avião também foi retratado pelos meios de comunicação locais na Bielorrússia, onde especula-se que o grupo Wagner esteja sediado atualmente.
Dados do site PlaneSpotters, que congrega informações sobre aeronaves, apontam que o avião de Prigozhim foi fabricado há 16 anos em São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo, onde fica a sede da Embraer. A BBC News Brasil procurou a Embraer, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Como regra da aviação internacional, a empresa deve participar das investigações das causas do acidente.
Fundada em 1969, durante a ditadura militar, a Embraer chegou a ser a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação. Mas ao longo de quase cinco décadas, a empresa enfrentou altos e baixos e já esteve à beira da falência. Tendo sido por décadas uma empresa estatal, a Embraer foi privatizada em 1994, durante o governo Itamar Franco.
Em 2018, durante nova crise financeira, a empresa anunciou um acordo com a americana Boeing, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, que iria adquirir grande parte da empresa brasileira. O acordo, no entanto, foi rompido em abril de 2020.
Normas de investigação
Por ser o país onde o avião foi projetado e produzido, o Brasil teria o direito de nomear representantes para participar da investigação sobre as causas do acidente. Isso é determinado pelas normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês). A participação, porém, não é obrigatória pelas normas da entidade.
O país precisa, no entanto, fornecer quaisquer documentos sobre a aeronave que investigadores estrangeiros considerem relevantes para esclarecer os acontecimentos. Consultado pela BBC News Brasil, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, ainda não se pronunciou sobre o caso.
O órgão é indicado na documentação da ICAO como a autoridade brasileira “de contato” em casos de investigação de acidentes aéreos.
O que se sabe sobre o acidente?
Yevgeny Prigozhin — Foto: Reuters
Segundo as autoridades russas, todas as 10 pessoas – sete passageiros e três tripulantes – a bordo do jato particular pertencente Prigozhin morreram quando a aeronave caiu perto da cidade de Tver. Autoridades russas confirmaram que Prigozhin estava a bordo do avião. Anteriormente, um canal do Telegram ligado ao grupo Wagner, o Gray Zone, afirmou que o jato foi abatido pelas defesas aéreas na região. Todos os corpos foram encontrados até o momento no local do acidente, segundo o governo russo.
Imagens autenticadas pelo serviço de checagem BBC Verify mostram o momento em que um avião pega fogo após cair do céu perto do povoado de Kuzhenkino, em Tver. Ontem, Prigozhin havia divulgado seu primeiro discurso em vídeo desde seu motim fracassado na Rússia. O vídeo indicava que ele estava na África e foi postado em canais do Telegram ligados ao grupo.
As imagens mostram Prigozhin em traje de combate, dizendo que o grupo está tornando a África “mais livre”. A BBC não conseguiu confirmar onde o vídeo foi gravado. Acredita-se que o grupo Wagner tenha milhares de combatentes no continente, onde tem interesses comerciais lucrativos.
Prigozhin foi um principais personagens da invasão russa à Ucrânia ao comandar, à frente do exército privado de mercenários, uma rebelião de curta duração contra o governo russo no início de junho.
Durante meses, o nome de Prigozhin foi associado ao papel cada vez mais central que seu grupo mercenário está desempenhando na guerra na Ucrânia. Ele recrutou milhares de criminosos nas prisões da Rússia – não importando quão graves tenham sido os crimes dos condenados, desde que eles concordem em lutar na Ucrânia.
Antes de a Rússia iniciar o que se tornou o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, Prigozhin foi acusado de se intrometer nas eleições americanas e de expandir a influência russa na África. Após uma dura troca de acusações, o grupo Wagner e o governo russo romperam relações.
Na manhã do dia do golpe fracassado, em 24 de junho, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou Prigozhin de “traição” e de lhe dar “uma facada nas costas”. Depois de um acordo para encerrar o impasse, as acusações contra ele foram retiradas e houve uma oferta para que ele se mudasse para Belarus.
Adolescente registra desespero da família para escapar de incêndios no Havaí – Crédito: Reprodução/Noah Tomkinson
Um adolescente de 19 anos gravou um vídeo de sua família se protegendo na água do mar durante o incêndio que destruiu a cidade de Lahaina, no Havaí, no último dia 8 de agosto. A família conseguiu escapar com vida após cinco horas no mar, enquanto o fogo descontrolado consumia a cidade.
Noah Tomkinson, nome do garoto que fez as filmagens, e sua família estavam em casa quando viram as chamas se aproximando. Em um primeiro momento, todos eles tentaram deixar a cidade de Lahaina de carro, mas não conseguiram ter êxito e depois, entraram na água.
Número de mortos nos incêndios no Havaí passa de 100
O governador do Havaí, Josh Green, informou na última quarta-feira (16) que o número de mortos nos incêndios florestais que atingiram o arquipélago norte-americano subiu para mais de 100. Em um discurso, o político revelou que a quantidade de óbitos chegou a 106, mas o número poderá subir ainda mais nas próximas horas.
As autoridades havaianas afirmaram que as equipes de resgate cobriram pouco mais de um quarto da área de busca. Incêndio mais mortal em um século nos Estados Unidos, o fogo destruiu quase totalmente a cidade de Lahaina, na costa oeste de Maui.
Subiu para 55 o número de mortos nos incêndios florestais na ilha de Maui, no Havaí. A informação foi divulgada por autoridades norte-americanas, nesta sexta-feira (11), que continuam auxiliando nos trabalhos de emergência no local. Ao todo, mil imóveis foram destruídos, resultando na evacuação de mais de 11 mil pessoas.
Nesta manhã, o governador do Havaí, Josh Green, visitou Maui para ver o tamanho da destruição causada pelo fogo. Pelas redes sociais, o político afirmou que o incêndio foi provavelmente o maior desastre natural da história do estado. “Vai levar muito tempo para se recuperar disso, mas nos uniremos como uma comunidade”, frisou.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a combinação de vegetação seca, baixa umidade e ventos fortes foi o que levou a ilha às cinzas. Muitos moradores e turistas foram pegos de surpresa e, no desespero, se jogaram no mar para fugir do fogo. O presidente Joe Biden declarou estado de catástrofe no estado.
Os incêndios em Maui, que conta com 170 mil habitantes, acontecem no momento em que os Estados Unidos passam por impactos climáticos extremos, como tempestades, seca, recordes de calor e queimadas em outras regiões. Conforme a Universidade do Havaí, em quase todos os anos há devastação pelo fogo no arquipélago, mas a situação se agravou em 2023.
A polícia francesa esvaziou e fechou o acesso à Torre Eiffel, um dos monumentos mais visitados do mundo, em Paris, após uma ameaça de bomba neste sábado. O incidente ocorre no momento em que a capital francesa se prepara para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, no ano que vem.
É um procedimento normal nesse tipo de situação, embora seja raro — declarou uma porta-voz do órgão que administra o monumento, informando que especialistas em bombas estavam vasculhando a área, incluindo um restaurante que fica em um dos andares da Torre.
andares da Torre.
Foto: Miguel Medina/AFP
A Torre Eiffel atraiu 6,2 milhões de pessoas no ano passado. O local tem uma estação policial na base de um dos pilares e conta com monitoramento por câmeras. Em 2019, a torre foi esvaziada e ficou fechada depois que um homem escalou as estruturas de ferro sem equipamentos de segurança. Ele foi preso pela polícia depois de chegar ao topo do monumento.
Bombeiros extinguem um incêndio em um prédio residencial destruído por um bombardeio em 20 de julho de 2023, em Mykolaiv, na Ucrânia Valentyna Gurova/Suspilne Ukraine/JSC “UA:PBC”/Global Images Ukraine via Getty Images
Aproximadamente 10.749 civis foram mortos e 15.599 feridos na Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país em fevereiro de 2022, de acordo com o Departamento de Crimes de Guerra da Ucrânia no Gabinete do Procurador-Geral. O número de mortos inclui 499 crianças, disse Yuriy Belousov, chefe do Departamento de Crimes de Guerra da Procuradoria-Geral da Ucrânia, em entrevista à agência de notícias Interfax-Ucrânia.
Assim que os territórios ocupados da Ucrânia forem libertados, espera-se que o número de mortos “aumente muitas vezes”, disse ele. “Acho que haverá dezenas de milhares de mortos apenas em Mariupol”, disse Belousov.
Os números da Procuradoria-Geral da República são semelhantes aos de organizações internacionais como as Nações Unidas, acrescentou. Em 7 de julho, a ONU informou que havia confirmado a morte de “mais de 9.000 civis, incluindo mais de 500 crianças”, mas que o número real deve ser maior. Belousov também disse que sua equipe registrou 98 mil crimes de guerra cometidos por forças russas na Ucrânia desde a invasão.
A criança indígena Lesly Jacobombaire Macutuy, de 13 anos, protegeu e cuidou dos três irmãos mais novos durante os 40 dias que eles ficaram perdidos na selva da Amazônia colombiana.
Além de Lesly, Solecni Ranoque Mucutuy, de 9 anos, Tien Noriel Ronoque Mucutuy, de 4 anos, e Cristian Neryman Ranoque Mucutuy, um bebê que completou um ano enquanto estava perdido, são do povo indígena Uitoto e foram resgatados de helicóptero por causa das dificuldades para pousar no meio da floresta.
A mãe deles, Magdalena Mucutuy Valencia, morreu no acidente aéreo junto com outros dois passageiros adultos: o piloto Hernando Murcia Morales e o líder indígena Yarupari Herman Mendoza Hernández.
“Precisamos reconhecer não apenas a coragem de Lesly, mas também sua liderança. Foi por causa dela que os três irmãos puderam sobreviver. Com seus cuidados, com o conhecimento da selva”, disse o ministro da Defesa da Colômbia, disse Iván Velásquez.
O presidente do país, Gustavo Petro afirmou neste sábado (10) que “foi a sabedoria das famílias indígenas, de viver na selva, que salvaram eles”.
Petro disse que as crianças estavam todas juntas quando foram encontradas e que elas são exemplo de “sobrevivência total que será lembrado na história”.
“Eles são filhos da selva e agora são filhos da Colômbia”, acrescentou.
As autoridades conseguiram localizar as crianças depois de ouvir o choro do bebê, segundo o líder indígena Lucho Acosta, que ajudou nas buscas.
“Eles estavam muito fracos, podíamos encontrá-los ouvindo os gritos do mais novo, mas estavam muito cansados, não estavam mais em movimento, como nas primeiras semanas”, disse Acosta à CNN.
Um zoológico localizado na região da Ucrânia ocupada pela Rússia foi inundado nesta terça-feira (6) devido à destruição da represa de Nova Kakhovka. O incidente resultou na morte de pelo menos 200 animais. De acordo com os representantes do local, que compartilharam a informação por meio das redes sociais, apenas patos e cisnes sobreviveram à inundação.
Olena Navrotska, responsável pelo parque, expressou sua incerteza sobre a sobrevivência de outros animais além das aves. A torrente de água que invadiu o zoológico trouxe grandes preocupações sobre o destino de espécies como macacos, guaxinins, burros, pôneis, porcos-espinhos, tartarugas, entre outros. A situação atual e o estado desses animais ainda são desconhecidos.
A destruição da represa tem causado inundações em várias localidades ao longo das margens do rio Dnipro. O zoológico, situado na cidade de Nova Kakhovka, próxima à barragem e à usina hidrelétrica, foi uma das primeiras áreas atingidas pela enchente.
Em Kherson, o microdistrito de Korabel testemunhou um aumento de dois metros e meio no nível da água, próximo ao porto fluvial. Os distritos de Antonivskyi e Sadivskyi também estão sofrendo com inundações. A situação obrigou a população a evacuar vacas, cachorros, cabras e outros animais para regiões mais elevadas, em busca de segurança.
As operações de evacuação de pessoas e animais estão ocorrendo em ritmo acelerado, devido à previsão de que a massa de água continue crescendo e cause mais destruição na região. Até o momento, mais de mil pessoas já foram retiradas dos assentamentos ao longo do trecho sul do rio Dnipro.
Anteriormente, o presidente Volodymyr Zelensky informou, por meio do aplicativo Telegram, após uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Segurança e Defesa, que aproximadamente 80 assentamentos estão localizados na zona de inundação. Ele enfatizou a importância de abastecer todas as cidades e aldeias da região com água, delineando o cronograma dos eventos em andamento. A prioridade é garantir a segurança das pessoas afetadas e fornecer-lhes os recursos necessários.
O número de brasileiros que moram fora do país cresceu cerca de 38% nos últimos doze anos. Em 2009, a comunidade brasileira no exterior era de pouco mais de 3 milhões. Dois anos atrás, o número saltou para 4,4 milhões, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty informou que os índices são apenas estimados, uma vez que o registro consular de nacionais no exterior não é obrigatório.
Entre os cinco países com maior número de brasileiros, estão os Estados Unidos, com 1,9 milhão; Portugal, com 275 mil; Paraguai, com 245.850; Reino Unido, com 220 mil; e Japão, com cerca de 206 mil.
Para o economista Riezo Almeida, a quantidade de brasileiros que moram no exterior tem uma relação com o desempenho das taxas de desemprego e PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil. Em 2020, por exemplo, o recuo da soma dos bens e serviços produzidos no país e um elevado índice de desocupação podem ter contribuído para o aumento de saídas do país.
As cinzas do vulcão Etna cobriram os céus e as ruas da Catânia – Direitos de autor screenshot via AP
O vulcão mais ativo da Europa voltou a entrar em erupção no domingo, lançando cinzas sobre a cidade e obrigando ao encerramento do aeroporto. Nada de novo para a maioria dos habitantes locais, que estão habituados a viver com o vulcão e as suas cinzas.
Massimo Padalino, operador turístico no Monte Etna, comenta a propósito das cinzas: “São longas e têm três a quatro centímetros de espessura, mas felizmente são leves porque são escórias. O Etna está a fazer-se sentir novamente, como de costume”. O mau tempo que está a assolar a ilha da Sicília impede uma visão clara da cratera do Etna, que se encontra a cerca de 3300 metros acima do nível do mar.
Esta manhã, o Aeroporto da ilha informou através do Twitter que os voos de e para Catânia, foram retomados com limitações e poderão sofrer atrasos. A última vez que o vulcão entrou em erupção foi no início de 2021, tendo ficado várias semanas acordado.
A Christie’s está a ser pressionada para cancelar a venda das jóias da colecção de Heidi Horten. As peças foram compradas pelo marido, um alemão que construiu um império no retalho, em grande medida a partir de grandes armazéns e outros bens comprados a judeus que fugiam da perseguição nazi.
A leiloeira diz que as jóias foram todas compradas a partir do início dos anos 70 até ao ano passado, quando Heidi Horten morreu. Mas o rabino Abraham Cooper, do Centro Simon Wiesenthal, considera que a leiloeira não fez o que podia fazer.
“Em primeiro lugar, se a Christie’s quer fazer o que está certo, e deve fazê-lo, tem de suspender a venda, suspendê-la agora, antes que esteja concluída. Em segundo lugar, devem fazer um esforço – agora que vivemos no mundo das redes sociais, não deve ser assim tão difícil fazer um esforço global para tentar identificar os legítimos herdeiros destes objectos,” afirma Abraham Cooper.
O marido de Heidi Horten, Helmut, juntamente com parceiros comerciais, comprou a primeira loja, em 1936, a proprietários judeus.
Peter Hoeres, um historiador da Universidade de Würzberg, na Alemanha, escreveu um estudo encomendado por Heidi Horten sobre o império comercial do marido. De acordo com a investigação que dirigiu, Helmut Horten tornou-se membro do partido nazi em 1937e despediu alguns empregados judeus para cumprir a lei nazi. Conta que também se diz que “tentou ajudar” alguns judeus e que, por vezes, “gozou” com os líderes nazis, o que terá levado a ser expulso do partido em 1944.
“Não houve confisco. Ele comprava, mas, com certeza, lucrava. Aproveitou-se das más circunstâncias, da pressão (para venderem as suas lojas e emigrarem) sobre os proprietários judeus”, diz.
A venda desta coleção de jóias surge num momento em que o debate sobre a restituição de património está mais vivo do que nunca. A leiloeira diz que vai doar os lucros a programas de educação sobre o Holocausto.
“As actividades comerciais do Sr. Horten durante a Segunda Guerra Mundial estão bem documentadas, e isso é algo que a Christie’s considerou cuidadosamente quando apresentou esta colecção. E aceitámos esta colecção no pressuposto de que 100% das receitas da venda final reverterão para causas filantrópicas,” justifica Max Fawcett, chefe do departamento de joalharia da Christie’s, em Genebra.
A cidade suíça vai ser palco de um leilão presencial no próximo sábado, mas a venda já começou online. Prevê-se que o leilão venha a render mais de 150 milhões de euros.
Um júri federal em Manhattan chegou a um veredicto no julgamento de agressão civil e difamação contra Donald Trump apresentado pela escritora e jornalista E. Jean Carroll. Trump foi condenado por abuso sexual e difamação e deverá pagar cerca de US$ 5 milhões em danos compensatórios e punitivos.
O júri de seis homens e três mulheres deliberou por pouco mais de duas horas e meia. Carroll alega que Trump a estuprou em meados da década de 1990, e depois a difamou anos depois, quando ela tornou as acusações públicas.
Trump, que nega as acusações, não se defendeu e acabou optando por não testemunhar. O ex-presidente disse que Carroll “não fazia seu tipo” e sugeriu que ela estava inventando a história para aumentar as vendas de seu livro.
Os jurados deliberaram para decidir se as ações de Trump configuravam estupro, abuso sexual ou toque forçado, qualquer um dos três se enquadraria na alegação de agressão de Carroll. Eles não consideraram que as provas configuravam estupro, e decidiram condená-lo por abuso sexual.
Eles foram questionados separadamente sobre o processo de difamação. Por se tratar de um caso civil, Trump não enfrenta consequências criminais. Carroll buscava compensação monetária não especificada.