O presidente dos EUA, Joe Biden, brincou com assessores dizendo que a chave para um casamento longo e duradouro é o “sexo bom”, de acordo com um novo livro sobre a primeira-dama Jill Biden que destaca seu romance de 47 anos.
“Mulher Americana – A Transformação da Primeira Dama Moderna, de Hillary Clinton a Jill Biden”, foi de autoria da correspondente da Casa Branca do New York Times, Katie Rogers, e será lançado esta semana.
A parte sobre sexo ocupa apenas alguns parágrafos do livro de 276 páginas, mas já gerou manchetes
Rogers escreve que Biden optou por não concorrer à presidência em 2004, uma decisão pontuada por assessores quando Jill Biden entrou na sala vestindo um top com a palavra “NÃO” rabiscada na barriga.
Joe Biden, agora com 81 anos, disse a um grupo de apoiadores naquele ano que tinha pouco interesse em concorrer à presidência. “Prefiro ficar em casa fazendo amor com minha esposa enquanto meus filhos dormem”, disse ele.
O comentário provocou um encolher de ombros de um porta-voz da época, que disse que o então senador Biden estava “de fato totalmente apaixonado por sua esposa”, escreve Rogers.
“Joe pode ter reprimido suas declarações públicas em ganhar a presidência, mas ele brincou com assessores que ‘sexo bom’ é a chave para um casamento feliz e duradouro, para grande desgosto de sua esposa”, de acordo com Rogers.
O livro descreve a angústia que Joe Biden experimentou quando sua primeira esposa, Neilia, morreu em um acidente de carro em 1972 com sua filha Naomi.
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos apreciou, nesta quarta-feira (17), uma ação contra a rede social TikTok, acusada de ser responsável por um caso fatal envolvendo uma menina de 10 anos. A plataforma de compartilhamento de vídeos é acusada de induzir a criança ao chamado “desafio blackout” – um perigoso jogo de asfixia.
Proteções Legais para Empresas de Internet
Durante a sessão de argumentações no Tribunal do 3º Circuito de Apelações da Filadélfia, juízes mencionaram que a seção 230 da Lei de Decência das Comunicações de 1996, uma peça legislativa central dos EUA, protege, em geral, empresas de internet como o TikTok a serem processadas por conteúdos postados pelos usuários. No entanto, o debate surgiu em torno de como essa lei se aplica a plataformas que, além de hospedar, recomendam conteúdos aos usuários por meio de sofisticados algoritmos.
Detalhes do Caso
O caso penal remonta a 2021, quando a garota Nylah Anderson, aos 10 anos, tentou o perigoso “desafio blackout”. A menina utilizou a alça de uma bolsa pendurada no armário da mãe para se asfixiar, resultando em uma perda de consciência, múltiplos ferimentos e, após cinco dias, em sua morte. A mãe de Nylah, Tawainna Anderson, processou o TikTok e sua empresa controladora, a chinesa ByteDance, acusando a plataforma de promover o desafio letal.
Advogados Apresentam Argumentos
Jeffrey Goodman, advogado de Tawainna Anderson, alegou no tribunal que, apesar da Seção 230 fornecer uma certa cobertura legal ao TikTok, essa proteção não deveria se aplicar a um produto que fomenta conteúdo prejudicial. Segundo Goodman, a plataforma tecnicamente promoveu o desafio “blackout” para a menina por meio de seu algoritmo.
Por outro lado, o representante legal do TikTok, Andrew Pincus, argumentou que, segundo a interpretação correto da Seção 230, o processo de Anderson seria inválido. Segundo Pincus, o tribunal de apelações deve manter a decisão de uma corte inferior de outubro de 2022, que utilizou como premissa a mesma interpretação.
O caso marca mais um episódio no debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais em relação ao conteúdo que seus usuários acessam, especialmente quando este conteúdo põe em risco a segurança e integridade dos mesmos. A decisão que o tribunal de apelações tomar, certamente, terá um impacto significativo nesse debate.
A embaixada do Brasil em Quito confirmou nesta quarta-feira (10) que um brasileiro foi sequestrado no Equador. Na terça-feira o Ministério das Relações Exteriores tinha dito que acompanhava a denúncia do sequestro. Thiago Allan Freitas, de 38 anos, foi sequestrado na cidade de Guayaquil.
Freitas é de São Paulo e mora no Equador há cerca de três anos, onde tem uma empresa que faz churrasco brasileiro. Os diplomatas brasileiros afirmaram que estão acompanhando as diligências das autoridades equatorianas para que o homem sequestrado seja libertado.
O Itamaraty também diz que está prestando apoio aos familiares de Freitas. Segundo a família, há cerca de um ano os três filhos de Freitas também se mudaram para o Equador. Há vídeos em que as crianças mais velhas aparecem ajudando o pai.
Itamaraty confirma sequestro de brasileiro no Equador
Gustavo, um dos filhos de Thiago, afirmou na terça-feira (9) que a família pagou parte do resgate, mas não tem todo o dinheiro que os sequetradores pedem.
Em um vídeo publicado em redes sociais ele disse o seguinte: “Meu pai foi sequestrado nesta manhã. Já enviamos todo o dinheiro que tínhamos. Não temos mais. Por isso, recorro a vocês, [para] que me ajudem com o que têm, com qualquer valor, é muito bem-vindo. Se é US$ 1, US$ 2. Precisamos de verdade. Estamos desesperados. Não temos como fazer. Já pagamos US$ 1,1 mil (R$ 5,9 mil), mas estão pedindo US$ 3 mil (R$ 14,7 mil). Peço que nos ajudem. Muito obrigado”.
Crise de segurança no Equador
Por causa de uma crise de segurança o presidente do país, Daniel Noboa, tomou duas medidas severas de segurança:
Decretou estado de exceção.
Colocou o país em um regime de conflito armado interno.
Os problemas recentes começaram com motins em prisões. Houve fuga de criminosos de grandes facções do país, ataques a delegacias e sequestro de policiais. Em reação, Noboa decretou o estado de exceção.
Na terça-feira, homens armados invadiram um estúdio de TV e transmitiram a ação ao vivo. Foi depois disso que o presidente Noboa baixou o decreto determinando que o país vive um conflito armado interno.
Também na terça-feira, cidades do país registraram invasões, explosões e sequestros. A imprensa equatoriana afirma que 11 pessoas morreram na cidade de Guayaquil e 2 na cidade de Nobol.
Mais de 130 agentes penitenciários e outros funcionários eram mantidos como reféns por detentos, nesta quarta-feira, em pelo menos cinco prisões do Equador, país que está sofrendo com uma escalada de violência nos últimos dias.
Fuga de prisão
A crise começou na segunda-feira (8), após a fuga da prisão do criminoso José Adolfo Macías, mais conhecido como “Fito”. Ele é chefe da “Los Choneros”, uma das facções criminosas mais temidas do país.
O governo disse que a violência é uma reação ao plano de Noboa de construir uma nova prisão de alta segurança para os líderes de gangues.
Após, a fuga de Fito, o presidente Noboa decretou estado de exceção. Essa foi a primeira medida de endurecimento do regime. Um toque de recolher passou a vigorar e foram impostas restrições a direitos de reunião, de privacidade de domicílio e de residência. Além disso, as Forças Armadas também foram autorizadas a ir para as ruas apoiar o trabalho da polícia.
Movimento islâmico tem base no Líbano e é apoiado pelo Irã – Felipe Souza e Leandro Prazeres – Role, Da BBC News Brasil em São Paulo e Brasília
A Polícia Federal (PF) anunciou que prendeu em São Paulo na quarta-feira (8/11) duas pessoas que teriam ligações com o grupo libanês Hezbollah. Os nomes dos detidos não foram informados.
Por meio de nota, a PF informou que a operação, batizada de Trapiche, tem o “objetivo de interromper atos preparatórios de terrorismo e obter provas de possível recrutamento de brasileiros para a prática de atos extremistas no país”.
A operação, segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil, contou com o apoio de órgãos policiais e de inteligência dos Estados Unidos e de Israel.
Ainda de acordo com duas fontes policiais, a investigação apontou que os suspeitos são financiados pelo Hezbollah e que planejavam fazer ataques contra a comunidade judaica no Brasil. Um deles foi preso no aeroporto de Guarulhos, quando chegava do Líbano.
O suposto plano de ataque a alvos judaicos no Brasil vinha sendo trabalhado há algum tempo, mas as tratativas para que ele fosse executado se intensificaram após o início do conflito entre o Hamas e Israel, no início de outubro, informaram fontes familiarizadas com o assunto.
Os supostos terroristas já teriam selecionado seus alvos, incluindo sinagogas e prédios ligados à comunidade judaica no Brasil. Um deles seria a Embaixada de Israel, em Brasília. Além dos dois suspeitos presos no Brasil, a Justiça Federal expediu mandados de prisão para outros dois suspeitos que estão no Líbano.
Os dois são brasileiros descendentes de libaneses. Seus nomes, segundo investigadores, estão na lista de procurados da Interpol. Ainda de acordo com pessoas familiarizadas com a investigação, um dos alvos presos já respondia por crimes de lavagem de dinheiro e contrabando.
A PF pretende analisar os dados financeiros do grupo para checar como ele era financiado. Além das duas prisões, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela Subseção Judiciária de Belo Horizonte, nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.
Os detidos em São Paulo devem responder pelos crimes de constituir ou integrar uma organização terrorista e de realizar atos preparatórios de terrorismo. De acordo com a PF, se somadas, as penas máximas desses crimes chegam a 15 anos e 6 meses de prisão.
Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são inafiançáveis, e a pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O que é o Hezbollah?
Crédito, Reuters TV – Líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, durante discurso
O Hezbollah — cujo nome significa “partido de Deus” — é um partido político islâmico xiita que tem um braço paramilitar apoiado pelo Irã e exerce grande poder no Líbano.
As origens precisas do Hezbollah são difíceis de rastrear, mas seus precursores surgiram depois de Israel ter invadido uma parte do sul do Líbano em 1982, em resposta a uma série de ataques de militantes palestinos contra Israel, nomeadamente a tentativa de assassinato do embaixador israelense no Reino Unido.
Ariel Sharon, que era então Ministro da Defesa de Israel, visou expurgar a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) do sul do Líbano e impedir as incursões do grupo através da sua fronteira.
Alguns líderes xiitas no Líbano queriam uma resposta militante à invasão e romperam com o Movimento Amal, um grupo político que se tornou uma das mais importantes milícias muçulmanas xiitas durante a Guerra Civil Libanesa (1975-1990).
Os rebeldes formaram um movimento militar xiita que recebeu apoio militar e organizacional da Guarda Revolucionária do Irã (divisão das forças armadas do Irã, fundada depois da Revolução Iraniana) e foi denominado Amal Islâmico.
Pouco depois, essa organização aliou-se a outros grupos e criou o Hezbollah.
O Hezbollah anunciou oficialmente a sua criação em 1985, publicando uma “carta aberta” que identificava os Estados Unidos e a antiga União Soviética (URSS) como os principais inimigos do Islã.
No polêmico manifesto, o Hezbollah também levantou a destruição de Israel como um objetivo fundamental.
“É o inimigo odiado que temos de combater até que os odiados consigam o que merecem”, diz o texto.
“Este inimigo é o maior perigo para as nossas gerações futuras e para o destino das nossas terras, especialmente porque glorifica as ideias de colonização e expansão, iniciadas na Palestina.”
Desde 1992, o Hezbollah é liderado por Hassan Nasrallah e tornou-se a força militar mais poderosa da nação árabe.
No mesmo ano, o grupo participou pela primeira vez nas eleições nacionais, obtendo mais assentos do que qualquer partido.
O grupo ganhou gradualmente influência no sistema político do Líbano e tem poder de veto no Executivo do país.
O Hezbollah é considerado por alguns libaneses como uma ameaça à estabilidade do país, mas continua popular entre a comunidade xiita libanesa que representa.
Apesar de o Hezbollah defender uma corrente do Islã diferente da do Hamas, sendo o primeiro xiita e o segundo, sunita, os dois grupos convergem quanto ao desejo de destruir Israel.
Tanto o Hamas quanto o Hezbollah são considerados organizações terroristas pelos governos do Reino Unido, dos EUA e de outros países.
O Hezbollah possui um vasto arsenal de armas que inclui mísseis guiados com precisão que podem afetar intensamente o território israelense e dezenas de milhares de combatentes bem treinados e experientes em batalha.
Desde o ataque do Hamas a Israel, o Hezbollah intensificou seus ataques a Israel, que está retaliando essas ações.
Mas ambos os lados aparentemente tomaram medidas para evitar uma escalada perigosa e a maioria dos ataques se limitou à zona fronteiriça.
Nasrallah disse recentemente que os últimos ataques do Hamas em Israel foram “corretos, sábios e justos”, mas os descreveu como “100% palestinos”.
Ainda no discurso, feito em um local secreto e transmitido para milhares de pessoas na capital do Líbano, ele criticou os Estados Unidos, dizendo que o país era o responsável pelo conflito em Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma resposta de magnitude “inimaginável” se o Hezbollah abrir uma segunda frente no conflito.
Nzamwita sofre de um tipo raro de fobia, a ginofobia — Foto: Reprodução/Twitter
Callixte Nzamwita, um homem de 71 anos residente em Ruanda, país da África Oriental, tem vivido isolado do mundo por mais de cinco décadas, evitando qualquer interação com mulheres devido a uma condição conhecida como ginofobia. A ginofobia é caracterizada pelo medo intenso ou aversão a se aproximar de mulheres ou estabelecer relações sexuais com elas.
Nzamwita iniciou seu isolamento aos 16 anos, confinando-se a um único cômodo de sua casa, onde realiza todas as atividades diárias, desde dormir e cozinhar até urinar. Ele revelou que construiu uma cerca de quase cinco metros de altura ao redor de sua residência, na tentativa de garantir que nenhuma mulher pudesse se aproximar.
Apesar de sua situação, um vizinho bem-intencionado tentou ajudá-lo, porém, Nzamwita insistiu em evitar qualquer contato. O vizinho relatou: “Nós fornecemos suprimentos a ele, lançando-os dentro de sua casa.”
O que é Ginofobia?
Conforme o Instituto de Psicologia Aplicada de Brasília, ginofobia é caracterizada pelo medo ou uma aversão intensa às mulheres.
Os homens ginecofóbicos evitam as mulheres, talvez devido a uma experiência negativa na infância, algum abuso físico, sexual ou mental cometido por uma figura feminina. Inclusive, alguns deles tendem a adiar o casamento por causa de tal medo.
Além disso, a genética, fatores ambientais e histórico familiar de fobias e transtornos de ansiedade também podem causar a ginofobia.
A entidade esclarece ainda quem a doença pode ser definida como um tipo de fobia específica. No entanto, diversos especialistas que afirmam que o termo surgiu para definir o medo que os homens tinham de serem humilhados pelo sexo feminino. Entretanto, o medo, nas fobias, são desproporcionais e sem bases concisas. Em geral , não há um perigo iminente quando os sintomas são desencadeados.
Ademais, há outros termos que se assemelha ao quadro, como a misoginia. Todavia, a misoginia é classificada como o ódio por mulheres. O oposto de ginofobia é conhecido como androfobia, sendo caracterizado como medo ou aversão aos homens.
Segundo estudos, é possível que as origens da ginofobia e a da misoginia estejam interligadas com as origens da sociedade.
Membros palestinos das Brigadas Ezz Al-Din Al Qassamque, a ala militar do Hamas, queimam veículos blindados militares pertencentes às forças israelenses perto da Faixa de Gaza | Crédito: Ashraf Amra/Anadolu Agency via Getty Images
Israel declarou “estado de alerta para guerra” depois de um ataque surpresa do Hamas neste sábado (7). O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está em “em guerra”, mas sairá vencedor. “O inimigo pagará um preço como nunca conheceu antes”, afirmou.
Integrantes do grupo radical islâmico palestino se infiltraram em território israelensee foguetes foram disparados a partir da Faixa de Gaza. Foram relatados tiroteios em cidades do sul do país. O incidente deixou pelo menos 40 mortos e 545 feridas, segundo o jornal Times of Israel.
A IDF (sigla em inglês para Forças de Defesa de Israel) disse que o Hamas “enfrentará as consequências e a responsabilidade por estes acontecimentos”. O órgão informou no X (antigo Twitter) que foi lançada “uma operação em grande escala para defender os civis israelenses”. A operação foi chamada de “Espada de Ferro”.
Palestinians break into separation fence w/Israel, dozens of Israelis captured and brought into Gaza… In 2011, Israel released 1,027 prisoners for an Israeli soldier, many here see this as a rare chance for +550 Palestinians sentenced to life to be released in a similar deal. pic.twitter.com/LaLlnPs1sv
Palestinos retornando à Faixa de Gaza com um veículo israelense capturado. Além de civis israelenses, há também relatos de soldados mortos, feridos e inclusive raptados por palestinos. pic.twitter.com/yKJdqDkC3i
O brasileiro Danilo Cavalcante, que fugiu de um presídio na Pensilvania, EUA, segue foragido desde 31 de agosto, “é considerado armado e extremamente perigoso”, segundo a polícia estadual informou nesta terça-feira (12). Na noite de segunda-feira (11), a Polícia Estadual da Pensilvânia recebeu um chamado de um morador relatando que um homem que se encaixa na descrição de Cavalcante invadiu sua casa e roubou um rifle de calibre .22 de sua garagem.
O morador também disse que sacou uma pistola e começou a atirar no invasor, mas a polícia afirma não ter “nenhuma razão para acreditar” que ele tenha sido atingido ou ferido. “Ele agora está armado com um rifle calibre .22 com mira telescópica e lanterna montada”, disse o tenente-coronel George Bivens em entrevista coletiva nesta terça. A polícia solicitou que os moradores da área protejam suas casas enquanto Cavalcante segue foragido.
“Nós o consideramos desesperado, nós o consideramos perigoso, tudo o que isso faz é confirmar para nós que ele tem uma arma”, acrescentou Bivens. “Ele já matou duas pessoas anteriormente. Eu suspeito que ele está desesperado o suficiente para usar essa arma.”
Os polícias também encontraram pegadas na lama “idênticas” às marcas de sapatos que o brasileiro usava quando fugiu da prisão. E pouco adiante, os sapatos foram encontrados abandonados. Um morador da área relatou que um par de botas de trabalho foi roubado de sua varanda.
Mesmo após os tiros disparados pelo morador contra Cavalcante, a polícia afirma que não há sangue ou outras evidências que apontem que ele foi ferido.
O ataque às Torres Gêmeas, em Noca York, no dia 11 de setembro de 2001, deixou cerca de 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos (AFP)
Há exatos 22 anos, em 11 de setembro de 2001, o mundo ficou estarrecido com um dos maiores ataques terroristas da história moderna. Quatro aviões, no espaço aéreo dos Estados Unidos, foram sequestrados por extremistas islâmicos e jogados contra prédios-símbolo do poder americano. Os choques mais impactantes foram quando dois deles explodiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
A barbárie suicida foi de autoria da rede terrorista Al-Qaeda, sob o comando de Osama Bin Laden, e deixou aproximadamente 3 mil mortos, além de mais de 6 mil feridos.
Outra aeronave comercial foi lançada ao Pentágono e deixou 184 mortos, e a última caiu na Pensilvânia, causando 44 mortes (cerca de vinte pessoas sobreviveram e foram retiradas vivas dos escombros). Todo o atentado teria durado uma hora e 46 minutos.
Segundo o relatório final da Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas nos Estados Unidos, divulgado três anos depois, o governo dos Estados Unidos estava “despreparado” e agiu no improviso no momento do atentado terrorista. “Naquele dia de setembro, nós estávamos despreparados. Não percebemos a magnitude da ameaça que estava se formando na época. Como detalhamos em nosso relatório, houve uma falha de política, de administração, de capacidade e -acima de tudo – uma falha de imaginação”, diz o documento.
O relatório aponta que houve falha no controle da entrada dos terroristas, falta de inclusão de suspeitos terroristas em listas de proibição de voos nos EUA e ausência de alerta após prisão de um terrorista. “O governo dos Estados Unidos simplesmente não foi ativo o suficiente no combate à ameaça terrorista antes do 11 de setembro. Muito da nossa resposta no dia 11 de setembro foi improvisada e ineficiente”, pontua a Comissão.
Além disso, o relatório destaca que o atentado causou “traumas insuportáveis”: “Em 11 de setembro de 2001, 19 homens armados com facas, estiletes e gás de pimenta penetraram os sistemas de defesa da nação mais poderosa do mundo. Eles causaram traumas insuportáveis no nosso povo e viraram a ordem internacional de cabeça para baixo.”
Impactos
De acordo com a União Geofísica Americana, o impacto dos aviões causaram abalos sísmicos de 0,9 a 2,3 de magnitude na escala Richter. Um terceiro prédio também teria caído por conta de falhas estruturais geradas por um incêndio de sete horas — causados pela queda das torres.
Possíveis outros alvos
Conforme relatos colhidos pela Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas nos Estados Unidos, é possível perceber que os passageiros de um avião tentaram invadir a cabine e isso fez com que os terroristas derrubassem a aeronave antes. Até hoje não se sabe ao certo qual era o alvo da aeronave, mas acredita-se que poderia ser a Casa Branca ou o Capitólio.
Memória
Nesta segunda-feira (11/9), o governo dos Estados Unidos realiza uma solenidade em memória das vítimas do atentado terrorista. Pelas redes sociais, o presidente Joe Biden comentou sobre a data. “O 11 de Setembro é um dia não apenas para ser lembrado, mas um dia de renovação e determinação para todos os americanos – na nossa devoção a este país, aos princípios que ele incorpora, à nossa democracia. É isso que devemos uns aos outros. E o que devemos às futuras gerações de americanos.”
Equipe de potiguares do Geoparque Seridó no Marrocos, onde um terremoto deixou mais de mil mortos – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um grupo de quatro pesquisadores potiguares vivenciou o momento de tensão na noite da última sexta-feira, quando um forte terremoto, de magnitude 6,8 na Escala Richter, atingiu algumas cidades do Marrocos, deixando uma onda de mais 1.000 pessoas mortas. Os potiguares são pesquisadores do Geoparque Seridó, e estão na cidade de Marrakesh, desde a última quarta-feira (6), onde participavam da X Conferência de Geoparques Mundiais da Unesco.
Apesar do susto, os potiguares estão bem e seguros. A informação sobre o estado deles foi divulgada no perfil oficial do Geoparque Seridó nas redes sociais. O grupo é comandado pelo professor Marcos Nascimento, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e coordenador científico do Seridó Geoparque Mundial da Unesco. Além de Nascimento, estão lá também representando o geoparque potiguar, a diretora executiva do consórcio público, Janaína Medeiros; o coordenador científico adjunto, Matheus Silva; e o diretor de divulgação, Silas Costa. Todo são egressos dos cursos de Geologia e Turismo da UFRN.
Onda de destruição registrada pelo potiguar Silas Samuel, do Geoparque Seridó – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Além do grupo potiguar, outras quatro comitivas estão em Marrakesh para o mesmo evento, representando os geoparques Araripe-CE, Caminhos dos Cânions do Sul-RS/SC, Caçapava-RS e Quarta Colônia-RS.
A nota, divulgada no fim da noite de ontem, diz que toda a comitiva brasileira em Marrakesh para participação da Conferência, está segura e e encontra-se bem.
Uma atração turística nos Estados Unidos (EUA) foi fechada “até segunda ordem” após o brasileiro Danilo Cavalcante, condenado à prisão perpétua no país, ser flagrado por um morador próximo ao local.
O brasileiro foi visto pela segunda vez próximo ao jardim botânico Longwood Gardens, nesta quinta-feira (7/9), segundo o tenente-coronel da Polícia Estadual da Pensilvânia, George Bivens, que comanda a busca pelo fugitivo prisioneiro. Os jardins são atração turística da cidade de Longwood, no condado de Chester, na Pensilvânia.
As buscas pelo brasileiro então levaram ao fechamento da atração. As redondezas onde Cavalcante foi visto ficam próximas ao local onde ele foi flagrado por câmeras de segurança caminhando pelas mata duas vezes na noite desta segunda-feira (4/9).
Recompensa sobe
A polícia dos Estados Unidos elevou para US$ 20 mil, o equivalente a quase R$ 100 mil, a recompensa por pistas sobre o paradeiro de Danilo Sousa Cavalcante, de 34 anos. O brasileiro é procurado há oito dias na região de Chester, na Pensilvânia, após fugir da cadeia onde cumpria pena de prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada a facadas.
Fuga
O brasileiro de 34 anos fugiu da prisão no condado de Chester, na última quinta-feira (31/8). Danilo Sousa Cavalcante gravou o momento em que ele esticou o seu corpo na parede de tijolos e nos blocos de concreto até subir ao telhado da prisão e escapar.
O avião onde estava o fundador do grupo de mercenários Wagner, Yevgeny Prigozhin, foi produzido pela empresa Embraer, símbolo da aviação brasileira nas últimas décadas. O modelo era da família Legacy e o número de série era RA-02795. O avião caiu em um assentamento na cidade russa de Tver. Havia 10 pessoas a bordo – todas morreram. Dados de rastreamento do FlightRadar24 – um popular site de rastreamento de voos – não mostram de onde o jato partiu. Os registros estão inacessíveis,
Hoje cedo ele apareceu perto de Moscou, onde subiu a uma altitude de quase 29 mil pés (cerca de 8.800 metros) antes que os dados mostrassem que ele caiu repentinamente. O avião está registrado na Autolex Transport, empresa que o governo dos Estados Unidos vinculou a Yevgeny Prigozhin. Os dados mostram que a aeronave fez várias viagens nos últimos meses, sempre com saída ou chegada em Moscou e São Petersburgo. O avião também foi retratado pelos meios de comunicação locais na Bielorrússia, onde especula-se que o grupo Wagner esteja sediado atualmente.
Dados do site PlaneSpotters, que congrega informações sobre aeronaves, apontam que o avião de Prigozhim foi fabricado há 16 anos em São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo, onde fica a sede da Embraer. A BBC News Brasil procurou a Embraer, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Como regra da aviação internacional, a empresa deve participar das investigações das causas do acidente.
Fundada em 1969, durante a ditadura militar, a Embraer chegou a ser a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação. Mas ao longo de quase cinco décadas, a empresa enfrentou altos e baixos e já esteve à beira da falência. Tendo sido por décadas uma empresa estatal, a Embraer foi privatizada em 1994, durante o governo Itamar Franco.
Em 2018, durante nova crise financeira, a empresa anunciou um acordo com a americana Boeing, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, que iria adquirir grande parte da empresa brasileira. O acordo, no entanto, foi rompido em abril de 2020.
Normas de investigação
Por ser o país onde o avião foi projetado e produzido, o Brasil teria o direito de nomear representantes para participar da investigação sobre as causas do acidente. Isso é determinado pelas normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês). A participação, porém, não é obrigatória pelas normas da entidade.
O país precisa, no entanto, fornecer quaisquer documentos sobre a aeronave que investigadores estrangeiros considerem relevantes para esclarecer os acontecimentos. Consultado pela BBC News Brasil, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, ainda não se pronunciou sobre o caso.
O órgão é indicado na documentação da ICAO como a autoridade brasileira “de contato” em casos de investigação de acidentes aéreos.
O que se sabe sobre o acidente?
Yevgeny Prigozhin — Foto: Reuters
Segundo as autoridades russas, todas as 10 pessoas – sete passageiros e três tripulantes – a bordo do jato particular pertencente Prigozhin morreram quando a aeronave caiu perto da cidade de Tver. Autoridades russas confirmaram que Prigozhin estava a bordo do avião. Anteriormente, um canal do Telegram ligado ao grupo Wagner, o Gray Zone, afirmou que o jato foi abatido pelas defesas aéreas na região. Todos os corpos foram encontrados até o momento no local do acidente, segundo o governo russo.
Imagens autenticadas pelo serviço de checagem BBC Verify mostram o momento em que um avião pega fogo após cair do céu perto do povoado de Kuzhenkino, em Tver. Ontem, Prigozhin havia divulgado seu primeiro discurso em vídeo desde seu motim fracassado na Rússia. O vídeo indicava que ele estava na África e foi postado em canais do Telegram ligados ao grupo.
As imagens mostram Prigozhin em traje de combate, dizendo que o grupo está tornando a África “mais livre”. A BBC não conseguiu confirmar onde o vídeo foi gravado. Acredita-se que o grupo Wagner tenha milhares de combatentes no continente, onde tem interesses comerciais lucrativos.
Prigozhin foi um principais personagens da invasão russa à Ucrânia ao comandar, à frente do exército privado de mercenários, uma rebelião de curta duração contra o governo russo no início de junho.
Durante meses, o nome de Prigozhin foi associado ao papel cada vez mais central que seu grupo mercenário está desempenhando na guerra na Ucrânia. Ele recrutou milhares de criminosos nas prisões da Rússia – não importando quão graves tenham sido os crimes dos condenados, desde que eles concordem em lutar na Ucrânia.
Antes de a Rússia iniciar o que se tornou o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, Prigozhin foi acusado de se intrometer nas eleições americanas e de expandir a influência russa na África. Após uma dura troca de acusações, o grupo Wagner e o governo russo romperam relações.
Na manhã do dia do golpe fracassado, em 24 de junho, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou Prigozhin de “traição” e de lhe dar “uma facada nas costas”. Depois de um acordo para encerrar o impasse, as acusações contra ele foram retiradas e houve uma oferta para que ele se mudasse para Belarus.
Adolescente registra desespero da família para escapar de incêndios no Havaí – Crédito: Reprodução/Noah Tomkinson
Um adolescente de 19 anos gravou um vídeo de sua família se protegendo na água do mar durante o incêndio que destruiu a cidade de Lahaina, no Havaí, no último dia 8 de agosto. A família conseguiu escapar com vida após cinco horas no mar, enquanto o fogo descontrolado consumia a cidade.
Noah Tomkinson, nome do garoto que fez as filmagens, e sua família estavam em casa quando viram as chamas se aproximando. Em um primeiro momento, todos eles tentaram deixar a cidade de Lahaina de carro, mas não conseguiram ter êxito e depois, entraram na água.
Número de mortos nos incêndios no Havaí passa de 100
O governador do Havaí, Josh Green, informou na última quarta-feira (16) que o número de mortos nos incêndios florestais que atingiram o arquipélago norte-americano subiu para mais de 100. Em um discurso, o político revelou que a quantidade de óbitos chegou a 106, mas o número poderá subir ainda mais nas próximas horas.
As autoridades havaianas afirmaram que as equipes de resgate cobriram pouco mais de um quarto da área de busca. Incêndio mais mortal em um século nos Estados Unidos, o fogo destruiu quase totalmente a cidade de Lahaina, na costa oeste de Maui.
Subiu para 55 o número de mortos nos incêndios florestais na ilha de Maui, no Havaí. A informação foi divulgada por autoridades norte-americanas, nesta sexta-feira (11), que continuam auxiliando nos trabalhos de emergência no local. Ao todo, mil imóveis foram destruídos, resultando na evacuação de mais de 11 mil pessoas.
Nesta manhã, o governador do Havaí, Josh Green, visitou Maui para ver o tamanho da destruição causada pelo fogo. Pelas redes sociais, o político afirmou que o incêndio foi provavelmente o maior desastre natural da história do estado. “Vai levar muito tempo para se recuperar disso, mas nos uniremos como uma comunidade”, frisou.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a combinação de vegetação seca, baixa umidade e ventos fortes foi o que levou a ilha às cinzas. Muitos moradores e turistas foram pegos de surpresa e, no desespero, se jogaram no mar para fugir do fogo. O presidente Joe Biden declarou estado de catástrofe no estado.
Os incêndios em Maui, que conta com 170 mil habitantes, acontecem no momento em que os Estados Unidos passam por impactos climáticos extremos, como tempestades, seca, recordes de calor e queimadas em outras regiões. Conforme a Universidade do Havaí, em quase todos os anos há devastação pelo fogo no arquipélago, mas a situação se agravou em 2023.
A polícia francesa esvaziou e fechou o acesso à Torre Eiffel, um dos monumentos mais visitados do mundo, em Paris, após uma ameaça de bomba neste sábado. O incidente ocorre no momento em que a capital francesa se prepara para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, no ano que vem.
É um procedimento normal nesse tipo de situação, embora seja raro — declarou uma porta-voz do órgão que administra o monumento, informando que especialistas em bombas estavam vasculhando a área, incluindo um restaurante que fica em um dos andares da Torre.
andares da Torre.
Foto: Miguel Medina/AFP
A Torre Eiffel atraiu 6,2 milhões de pessoas no ano passado. O local tem uma estação policial na base de um dos pilares e conta com monitoramento por câmeras. Em 2019, a torre foi esvaziada e ficou fechada depois que um homem escalou as estruturas de ferro sem equipamentos de segurança. Ele foi preso pela polícia depois de chegar ao topo do monumento.