A Turc Operações Marítimas foi a vencedora do leilão do Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Natal, promovido nesta segunda-feira (18) na sede da Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A empresa foi a única proponente no certame e ganhou a concessão de exploração de uso por 20 anos com o valor de outorga de 21 R$ mil.
O anúncio da vencedora foi feito por volta das 14h15. O edital para a licitação do TPP potiguar foi aberto pela primeira vez em 2020 e, desde então, recebeu autorizações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para a relicitação.
“Muito feliz. Agradeço às autoridades, ao nosso secretário do Rio Grande do Norte de Agricultura e Pesca [Guilherme Saldanha] por todo apoio, por ter acreditado na gente. O Teminal Pesqueiro de Natal é uma infraestrutura muito interessante, é uma ferramenta essencial para o estado, que a gente acredita que vai movimentar a economia do estado. Estamos muito otimistas e temos um grande trabalho pela frente”, disse Lessany Nassif, diretor operacional da TURC Operações Marítimas.
A concessão do TPP de Natal tem como objetivo a finalização das obras do equipamento, que foram interrompidas com 95% de execução, tornando assim possível o início da operação do Terminal.
No último edital, lançado em março de 2025, foram flexibilizadas exigências de editais passados, não sendo mais necessária a integralização imediata do valor do contrato. A mudança permitiu que fosse integralizado apenas 10% do valor, visando a possibilidade de reversão do montante para as melhorias a serem feitas no terminal.
O Terminal Público Pesqueiro de Natal começou a ser construído em 2009, mas teve sua obra interrompida em 2010, com o projeto 95% executado. Além da necessidade de conclusão das obras, o equipamento também não possui nenhum aparelho de manipulação, processamento ou refrigeração, que precisam ser adquiridos para que seja iniciada a operação das atividades portuárias.
O projeto original inclui um cais de atracação de embarcações com 8,74 metros de largura e comprimento aproximado de 305 metros; galpão para recepção, limpeza, processamento e frigorífico; prédio administrativo; posto de serviço e abastecimento; reservatório elevado; guarita de controle de acesso; instalações frigoríficas com fábrica de gelo em escama com capacidade de 60 toneladas/dia; silo para estocagem de gelo com capacidade de 180 toneladas; áreas para administração e áreas para órgãos fiscalizadores federais e estaduais.
O projeto de licitação está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde julho de 2020, por meio do Decreto nº 10.442. O edital foi publicado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com apoio da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos da Presidência da República.
A Expofruit 2025 – Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – está com inscrições abertas para sua programação científica, que acontece de 20 a 22 de agosto na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró/RN.
As inscrições são gratuitas e a agenda reúne painéis, fóruns, seminários, encontros e cursos, abordando temas essenciais para o desenvolvimento da fruticultura.
Veja programação:
Quarta-feira (20) – Painel Empresarial
O Painel Empresarial acontece das 8h às 17h. O evento contará com apresentações de entidades ligadas ao desenvolvimento econômico, ambiental, agrícola e industrial, além de cases de empresas expositoras da feira.
Quinta-feira (21) – Fórum da Fruticultura e Seminário de Cajucultura
Das 8h às 12h, será realizado o Fórum da Fruticultura – Inovação e Perspectiva, com três palestras:
Panorama da Fruticultura de Exportação e a Importância da ESG – com Abrafrutas e ApexBrasil;
Fruticultura Regenerativa – Produção Sustentável – com Sebrae e Senar;
Mesa-redonda com Coex, Abrafrutas, Sebrae e Ufersa.
À tarde, das 14h às 17h, o Seminário de Cajucultura discutirá manejo sustentável e mecanização na produção de caju, com a Embrapa e o Canal da Cajucultura.
Sexta-feira (22) – Pesquisa no Semiárido e Encontros Setoriais
Pela manhã, pesquisadores da Ufersa apresentarão estudos sobre frutíferas do semiárido – como umbu-cajazeira, serigueleiras, pinheira, pitaya, maracujazeiro e cajuzeiro – com foco em pós-colheita, polinização e no uso da remineralização na fruticultura.
À tarde, a programação será no Auditório da pró-reitoria de extensão e cultura, com:
Encontro de Cooperativas Potiguares – palestra Cooperativismo da Agricultura Familiar e Acesso às Políticas Públicas (Unicicafes Brasil) e apresentação Nordeste que Coopera: Experiências que Inspiram (Cooperxique); Encontro de Negócios com a presença de várias redes de supermercado na palestra Como fazer negócio com o Governo Federal através das Compras Públicas (CONAB), com participação de redes de supermercados.
A programação científica ainda inclui cursos, apresentação de trabalhos e visitas técnicas com temáticas ligadas à fruticultura. Inscrições e programação completa no site: www.expofruit.com.br.
A Expofruit 2025 é uma realização do COEX – Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e da Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa), com a promoção da Promoexpo e conta com a promoção da PromoExpo. A feira tem o patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura de Mossoró/RN, da Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, do Banco do Nordeste, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – ApexBrasil e da Neoenergia Cosern.
Também possui o apoio do Ministério da Agricultura, Governo Cidadão, Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), Sistema Fiern, Sistema Faern/Senar, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea/RN), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da OCP Brasil. Além do apoio de mídia da Editora Gazeta, do Notícias Agrícolas, do Sistema Tribuna e da TCM.
Em junho, o índice de volume de serviços no Rio Grande do Norte obteve uma variação positiva de 1,3% ante o mês de maio. O índice de receita nominal de serviços, estimado em 1,2%, também cresceu no mesmo período. O resultado dá ao estado o melhor desempenho entre os estados do Nordeste, empatando apenas com o Ceará em receita nominal (1,2%), mas superando o estado vizinho em volume de serviços (0,1%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estado potiguar foi obteve a melhor posição da Região em três das seis variáveis analisadas pelo Instituto. A variação de junho deste ano frente a junho passado foi de 11,6% para o índice de receita de serviços e de 6,4% para o índice de volume de serviços, ficando a frente do Maranhão (9,2% – receita; 4,9% – volume), e da Paraíba (7,7% – receita; 3,7% – volume).
O RN também teve o melhor desempenho na variação acumulada no ano em relação ao mesmo período do ano anterior, com índice de 11,9% na receita nominal de serviços e 6,4% no volume de serviços.
Na variação acumulada em 12 meses, em relação ao período anterior de 12 meses, o setor de serviços potiguar ficou com o segundo melhor desempenho da Região, com índice de receita nominal de serviços de 13,5% e índice de volume de serviços de 8,5%, atrás apenas de Sergipe, que obteve variação de 13,9% e 8,5% em ambos os indicadores, respectivamente.
Comércio
Em junho, o volume de vendas do comércio varejista no Rio Grande do Norte apresentou alta de 0,9% frente a maio, na série com ajuste sazonal, registrando o melhor resultado entre os estados do Nordeste. O avanço ocorre após variações negativas nos dois meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o volume de vendas apresentou, em junho, um ganho de 0,7 ponto percentual (p.p) em relação ao mês anterior. No acumulado de 2025, as vendas do varejo potiguar cresceram 1,9%. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 3,2%.
No comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo —, o volume de vendas aumentou 0,3% em junho frente a maio. Com esse percentual, o estado ocupou a 6ª posição nacional e a 1ª da Região Nordeste no segmento.
No ano, em relação ao acumulado no volume de vendas, o crescimento foi de 1,7%, e, nos últimos 12 meses, de 4,2%.
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse em evento na capital paulista nesta segunda-feira (11) que a desancoragem das expectativas do mercado para a inflação segue em “patamar incômodo” para a autoridade monetária.
“Ainda não enxergamos as expectativas de médio e longo prazo produzirem a convergência para a meta, como é desejável para o Banco Central. As expectativas continuam desancoradas em um patamar incômodo para o Banco Central”, disse.
Segundo o Boletim Focus publicado nesta segunda, o mercado prevê inflação de 5,05% em 2025; de 4,41% em 2026; de 4% em 2027; e de 3,8% em 2028. Os valores ficam distantes do centro da meta perseguido pelo BC, de 3%.
Do outro lado da moeda, Galípolo celebrou o fato de que 90% dos entrevistados do último QPC (Questionário Pré-Copom) disseram que o BC tomaria a decisão que de fato foi concretizada e indicaram que esta seria a escolha correta. “Credibilidade é muito importante”, destacou.
O Banco Central decidiu em julho manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, indicando que manterá a taxa nesse patamar por período prolongado, sem dar sinalização sobre o momento em que poderia eventualmente iniciar um ciclo de corte.
“Talvez, ao longo do final de 2025 e de 2026 vão demandar a vigilância do Banco Central como a gente vem fazendo. E por isso que a gente vem repetindo que demandam a gente manter a taxa no patamar bastante restritivo por um período prolongado”, completou.
A indústria brasileira de frutos do mar enfrenta um momento de incerteza após a entrada em vigor, na quarta-feira (7), das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre a maioria das exportações do setor. O mercado norte-americano responde por cerca de US$ 400 milhões anuais em compras de pescados brasileiros, o equivalente a 70% das exportações totais.
Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a medida pode impactar até 20 mil empregos no país. O setor já articula junto ao governo federal a criação de uma linha de crédito emergencial de R$ 900 milhões e a intensificação das negociações para reabrir o mercado europeu, fechado desde 2017 para pescados brasileiros.
No Rio Grande do Norte, Arimar França Filho, presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Estado do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), afirmou que a situação inviabiliza os negócios da categoria. Segundo ele, embora o mercado interno possa absorver parte da produção, não é suficiente para todo o volume, e os barcos não podem pescar exclusivamente para o Brasil.
Algumas empresas começaram a reduzir a atividade antes mesmo da vigência das tarifas, com a paralisação de barcos para evitar excesso de produção. Representantes da pesca afirmam que, sem crédito e novos mercados compradores, há risco de falências e cortes em massa de postos de trabalho.
Natal Airport anuncia chegada da JetSMART ao Rio Grande do Norte | Foto: reprodução
O Rio Grande do Norte e a Argentina vão ficar mais próximos até o fim do ano. A partir de 30 de dezembro de 2025 os passageiros que embarcarem no aeroporto localizado em São Gonçalo do Amarante (RN), poderão partir em voo direto para Buenos Aires, na Argentina, com a JetSMART, marcando a estreia da companhia aérea no estado e a chegada da primeira low cost ao Rio Grande do Norte. As passagens estão à venda a partir desta terça (5), no site da www.jetsmart.com.
Segundo a Zurich, a rota regular será operada durante todo o ano, inicialmente diária e com aeronaves Airbus A320, com capacidade para 186 passageiros, conectando o Aeroporto de Ezeiza, na capital argentina, ao terminal potiguar. As passagens já estão disponíveis no site, com preços a partir de R$ 866 por trecho, mais taxas e impostos.
“A chegada da JetSMART reforça nosso compromisso em posicionar o Rio Grande do Norte como uma das principais portas de entrada do turismo internacional no Brasil. Ampliamos as opções de viajantes sul-americanos que buscam sol, praia e experiências únicas no Nordeste brasileiro e contribuímos para desenvolver a vocação turística do estado”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
A chegada de argentinos no Brasil no primeiro semestre deste ano foi de mais de 2,3 milhões, 94,1% a mais que no mesmo período do ano passado, quando o registro foi de pouco mais de 1,1 milhão de entradas. E a chegada de turistas internacionais no Rio Grande do Norte nesse intervalo apresentou um crescimento de 55%. Considerando somente a entrada de argentinos em solo potiguar, o crescimento é de 137%. Atualmente, o Natal Airport conta com outra frequência semanal para Buenos Aires, operado pela GOL.
As negociações que deram origem ao novo voo foram finalizadas pelo Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Turismo do Estado e da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), e pela Zurich Airport Brasil. O diretor presidente da Emprotur, Raoni Fernandes enfatiza os benefícios da colaboração entre as empresas: “Se trata da primeira cia aérea internacional dos últimos 25 anos. São voos diários do nosso principal país emissor, com uma ultra-lowcoast, que vai permitir bilhetes com preços mais acessíveis, para além de fortalecer o fluxo turístico no nosso estado, democratizar o acesso do nosso povo à viagens internacionais. Resultado de um trabalho árduo da Emprotur e do governo do estado.”
De acordo com a governadora Fátima Bezerra, “o Rio Grande do Norte vive um momento excepcional no turismo internacional, os dados apontam um crescimento acima de 50%, no primeiro semestre deste ano. O início dessa rota direto para Argentina, fruto da parceria com a Embratur e Zurich, promoverá ainda mais esse aumento. Nossa gestão trabalha sempre no sentido de envidar esforços, com ações estratégicas da Emprotur e Secretaria de Turismo, e também na permanente busca por melhorias na na Infraestrutura e Segurança Pública, o que torna o Rio Grande do Norte um destino convidativo”.
A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) intermedia, desde o início da atual gestão, negociações entre companhias aéreas, aeroportos e destinos brasileiros para fortalecer a conectividade internacional do país. Procurada pela JetSMART, a Agência facilitou as conversas entre a empresa e o potencial destino, o que resultou na concretização desta conexão para o Rio Grande do Norte.
Diante da nova rota que surge em direção ao Brasil, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, ressalta que “o trabalho da Embratur, integrando companhias aéreas, aeroportos e destinos, para trazer mais turistas internacionais para o Brasil, tem sido essencial no fomento de novos negócios, entrada de divisas na nossa economia e geração de emprego e renda para milhares de brasileiros”.
O que é uma empresa low cost?
Em sua tradução literal, low cost significa “baixo custo”. No setor aéreo, refere-se a companhias que oferecem passagens mais baratas, com serviços reduzidos e cobrança à parte por itens como bagagem e alimentação.
A JetSMART é reconhecida por oferecer opções de viagem com passagens mais acessíveis, permitindo que mais turistas argentinos visitem a capital Potiguar e outros destinos do estado.
“Ampliar a oferta de voos internacionais no Nordeste do Brasil é parte essencial do nosso compromisso com uma aviação mais democrática e acessível. Reconhecemos o enorme potencial turístico da região e queremos ajudar mais viajantes brasileiros a descobrir a Argentina com eficiência, segurança e tarifas ultrabaixas. Este novo voo também representa a quarta rota que lançaremos no Brasil em 2025, refletindo nosso firme compromisso com o crescimento sustentável no país”, pontuou Víctor Mejía, Diretor Comercial (CCO) da JetSMART.
A cia aérea de baixo custo conta com operações no Chile, Argentina, Peru e Colômbia, e mais de 80 rotas em toda a América do Sul, incluindo destinos no Brasil, Equador, Paraguai e Uruguai. Desde sua fundação, em 2016, já transportou mais de 42 milhões de passageiros
O Mossoró Cidade Junina 2025 movimentou R$ 366 milhões na economia. Os dados são da pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN) e apresentada nesta sexta-feira (1º), no Palácio da Resistência.
A pesquisa divulgada hoje é realizada pela Fecomércio desde 2017. O Instituto é reconhecido pela qualidade da Fecomércio, que promove esses estudos em todo o estado.
Os dados da pesquisa também mostraram o aumento de público vindo do Ceará, com o dobro do público vindo da capital Fortaleza/CE. Os turistas vindo de Fortaleza gastaram mais de R$ 16,7 milhões no evento.
O levantamento também apontou que o público aprovou o Mossoró Cidade Junina com nota de 9,51.
O MCJ vive uma nova era na gestão do prefeito Allyson Bezerra. Nos últimos quatro anos, o evento ganhou destaque nacional e se consolidou como uma das maiores festas juninas do país. Hoje é apontado como terceira maior festa de São João do Brasil, ao lado de Caruaru/PE e Campina Grande/PB.
O MCJ se consolidou como um grande evento, sendo referência em organização, em segurança como os números apontam, em diversidade cultural em todos os polos e em inclusão, também presente em todos os polos da festa.
“Os números apresentados pela Fecomércio têm comprovado ano após ano, a grandiosidade desse evento. São dados que dão notoriedade a todo o trabalho desempenhado pelas nossas equipes nos últimos anos e que nos ajudam a compreender, de fato, o impacto real do São João de Mossoró”, afirma Allyson Bezerra.
Tarifaço começa a valer na quarta (6) e afeta oito dos dez produtos potiguares mais exportados para os EUA no 1º semestre| Foto: Adriano Abreu
O Governo do Estado vai apresentar, na manhã desta sexta-feira (1º), um pacote de medidas para mitigar os impactos da taxação de 50% estabelecida pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. O chamado “tarifaço” começa a valer na próxima quarta-feira (6) e afeta oito dos dez produtos potiguares que mais foram exportados para o mercado americano no primeiro semestre de 2025. De acordo com a Federação das Indústrias do RN (Fiern), estimativas das indústrias exportadoras indicam que entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões em exportações podem deixar de ser comercializados por ano com o aumento das tarifas. Estima-se ainda que 4 mil postos de trabalho estejam em risco.
Uma Nota Técnica publicada pela Secretaria de Desenvolvimento do RN (Sedec) nesta quinta-feira (31) aponta que, de janeiro a junho de 2025, o valor total exportado pelo RN para os EUA foi de US$ 67,1 milhões. Os dez principais produtos exportados somaram, somente no 1º semestre, US$ 58,1 milhões. Ainda conforme o documento, aproximadamente 48,1% do volume financeiro das exportações potiguares para o mercado americano seria impactado pela tarifa adicional de 50%.
“Diante desse cenário, o Governo do RN informa que adotará todas as medidas cabíveis, em articulação com o Governo Federal, com o objetivo de dar continuidade às negociações diplomáticas e institucionais, buscando mitigar os efeitos da medida e preservar a competitividade das exportações do estado” diz trecho da nota.
O pacote de medidas para mitigar os impactos do tarifaço será apresentado aos setores afetados, segundo informou o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Alan Silveira. Sem dar maiores detalhes, ele adiantou que o pacote integra um conjunto de ações que incluem benefícios fiscais, especialmente para as empresas que já fazem parte do o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e que poderão ter isenções ampliadas. O pacote também deve incluir mecanismos de antecipação de créditos vinculados à exportação, com a criação de linhas financeiras que permitam às empresas antecipar recebíveis a taxas mais vantajosas.
Roberto Serquiz, presidente da Fiern, disse que as possíveis alternativas para reduzir os efeitos do tarifaço estão em fase de ‘gestação’ e comentou que ainda espera uma reversão da medida. “É um desafio buscar essa reversão em tão curto espaço de tempo, mas a gente acredita que isso possa acontecer. O que não podemos é deixar que o ambiente político interfira tanto na economia. Para além disso, uma das saídas de mitigação dos impactos é buscar a recomposição de custos e abrir mercados”, aponta Serquiz.
Presidente da Fiern, Roberto Serquiz disse que ainda acredita na reversão da medida por parte do governo norte-americano, apesar do curto espaço de tempo até que as novas tarifas entrem em vigor| Foto: Divulgação/FIERN
Ele ressaltou que a indústria não planeja demissões, pois está sempre voltada ao desenvolvimento e à geração de empregos. No entanto, caso as dificuldades persistam, adaptações poderão ser necessárias nos setores exportadores.
“Infelizmente, diante desse cenário, pode se tornar impossível manter [todos os empregos nos segmentos que exportam para os EUA]. Ninguém fica feliz com cortes. Quando há desligamentos, é porque há risco à sustentabilidade ou necessidade de redesenhar o próprio negócio”, pontuou Serquiz.
Medidas As medidas que serão apresentadas pelo Governo nesta sexta visam dar algum respiro às atividades afetadas. O setor de pesca, o mais atingido em quantidade de exportação, com cerca de 80% dos produtos enviados ao mercado norte-americano, irá pedir ao Governo do Estado a isenção total do ICMS que incide sobre o combustível das embarcações.
“Sobre a isenção, estamos protocolando um documento a pedido do Governo. Queremos que a medida vigore até o final do ano. E na segunda, vamos nos reunir com a DRT [Delegacia Regional do Trabalho] para ver questões de contratos de trabalho. Essa é a alternativa que a gente observa para manter a viabilidade da atividade pesqueira. No nosso caso, não adianta buscar novos mercados, porque na Ásia e na Oceania há competidores que estão bem mais próximos”, disse Arimar Filho, presidente do Sindipesca.
“Além do que, a logística para os dois continentes custa muito caro ao nosso mercado. E para a Europa, desde 2018 o Brasil é proibido de exportar por uma questão que envolve aspectos técnicos, mas também políticos. Então, a gente não tem saída quanto a novos destinos”, completou Arimar. As exportações da pesca potiguar aos EUA movimentam mais de R$ 250 milhões ao ano, com mais de 2,5 mil empregos.
Doces, sal e reciclagem também serão afetados
A indústria de doces e pirulitos será a segunda atividade no Rio Grande do Norte mais afetada pela taxação, uma vez que 70% das exportações desse setor têm como destino os Estados Unidos. Luiz Eduardo Simas, que integra o Sindicato de Doces do RN, disse que as empresas exportadoras estão em contato com o Governo do Estado, por meio da Fiern, para entender quais medidas serão oferecidas para aliviar os impactos. “O que o setor tem feito é negociar para que demissões e perdas no faturamento não se concretizem. Não temos falado expectativas de números nem sobre possíveis perdas, porque preferimos esperar a entrada em vigor da medida”, explicou Simas.
O setor de sal, que tem metade das exportações voltadas ao mercado americano, disse que a taxação vai representar perda de empregos e prejuízos às empresas, que não terão para onde direcionar os próprios produtos. “Não temos muitos outros mercados. Nós exportamos 550 mil toneladas aos EUA por ano. Por conta da logística e do fato de o sal ser um produto de baixo valor, ele não consegue ser competitivo quando se colocam distâncias muito maiores do que os Estados Unidos. Portanto, estamos fadados a esse mercado, em um primeiro momento”, explicou Aírton Torres, presidente do Siesal.
“De todo modo, junto com o Governo do Estado estamos vendo a possibilidade de abrir um pouco mais para a Europa”, frisou Aírton Torres. Ainda segundo ele, o setor gera cerca de 4 mil postos de trabalho no RN, volume que será atingido pela taxação. “Ainda não temos como quantificar esse impacto, mas sabe-se que, além dessas pessoas, aquelas outras ligadas à cadeia de distribuição sentirão os efeitos.
Estamos desenhando alternativas com o apoio da Fiern para encontrar algum tipo de incentivo junto ao Governo do Estado para compensar, ainda que parcialmente, os prejuízos”, disse.
O quarto setor que mais irá sentir o peso do tarifaço é o de reciclagem, que destina 30% dos produtos exportados aos Estados Unidos.
Etelvino Patrício, presidente do Sindirecicla-RN, disse que o real valor dos efeitos só será conhecido após a medida do governo americano passar a valer. O que o setor tem feito, segundo Etelvino, é procurar novos destinos para tentar compensar as perdas com a taxação.
“Nosso planejamento é tentar buscar novos mercados e novos clientes, para que a gente possa suprir as perdas que teremos, mesmo entendendo que, em casos de precificação, não conseguiremos mercado melhor do que o americano”, pontuou.
Fruticultura Para a fruticultura potiguar, cujo impacto deverá ser de R$ 100 milhões ao ano, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) esclareceu que também tem buscado alternativas para o tarifaço. “Está sendo elaborada uma proposta de crédito emergencial voltada a produtores que precisam manter contratos de trabalho, mesmo diante de uma redução temporária de produção. Além disso, a Faern defende que prefeituras atuem de forma proativa, ativando redes locais de proteção social e ampliando compras públicas de frutas para merenda escolar, como forma de sustentar o escoamento da produção e proteger os empregos”, afirmou José Vieira, presidente da Federação.
“A Faern também defende a criação de uma frente interestadual da fruticultura irrigada, reunindo RN, PE, BA e CE. Essa articulação permitirá uma resposta coordenada, fortalecerá a defesa dos interesses do semiárido fruticultor e ampliará o poder de negociação do setor em âmbito nacional e internacional”, completou Vieira.
O Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex), projeta um fechamento de 1,5 mil postos de trabalho com a taxação, o que, de acordo com José Vieira, representa cerca de 25% da força de trabalho do setor na alta temporada. “Isso impacta diretamente municípios como Mossoró, Baraúna e Apodi, onde a fruticultura representa até 40% da economia local”, explicou.
BALANÇO Principais produtos exportados pelo RN aos EUA (1º semestre de 2025)
Óleo combustível: US$ 23,9 milhões
Outros produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões
Albacoras-bandolim frescos: US$ 4,7 milhões
Caramelos e confeitos: US$ 4,1 milhões
Sal marinho: US$ 3,3 milhões
Albacoras/atuns: US$ 3,2 milhões
Outros granitos: US$ 2,6 milhões
Outros açúcares de cana: US$ 2,1 milhões
Outros peixes congelados: US$ 2 milhões
Castanha de caju: US$ 1,9 milhão
Total: US$ 58,1 milhões
Produtos excluídos do tarifaço Óleo combustível: US$ 23,9 milhões Castanha de caju: US$ 1,9 milhões Total: US$ 25,8 milhões
Empresas ligadas ao setor de petróleo e gás — segmento estratégico para a economia do Rio Grande do Norte — têm até quinta-feira (31), para inscrição no Programa Petris. Iniciativa inédita no país, desenvolvida pelo Sebrae RN, o Petris objetiva fomentar projetos de inovação, fortalecer conexões entre corporações e startups e impulsionar a competitividade do setor. O programa é gratuito e aberto a corporações, fornecedores e startups interessados em desenvolver soluções para os desafios da cadeia de óleo e gás. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.moaventures.com.br/programapeg.
Executado pela Moa Ventures, o Petris propõe um modelo de inovação colaborativa, no qual a interação direta entre empresas e startups impulsiona a criação de soluções para desafios reais da cadeia produtiva. Além disso, aproxima os participantes de oportunidades como os investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) previstos pela cláusula ANP.
Na primeira etapa, os participantes terão acesso a uma trilha de capacitação online na qual as startups focarão na estruturação de projetos de P&D alinhados à cláusula ANP. Já as empresas acessarão conteúdos sobre cultura de inovação corporativa e relacionamento com startups.
Ao final, ocorre o chamado Pitch Day, em que startups apresentarão suas propostas para uma banca formada por corporações, investidores e parceiros estratégicos para o setor de petróleo e gás. Em seguida, será realizado um processo de matchmaking, que objetiva viabilizar parcerias para execução conjunta dos projetos.
O programa conta ainda com 20 linhas de pesquisa para orientar o desenvolvimento das propostas. Startups com competência técnica nas áreas mapeadas podem se inscrever para participar da jornada. Conheça as linhas de pesquisa: https://www.moaventures.com.br/desafiospetris.
Inovação colaborativa
Com o Petris, o Sebrae RN pretende consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico e inovador, criando condições para que as empresas potiguares estejam cada vez mais inseridas em projetos estratégicos do setor de petróleo e gás no Brasil.
Para alcançar esse objetivo, o gestor do Projeto de Petróleo e Gás do Sebrae RN, Robson Matos explica que um dos diferenciais do Petris é gerar conexões e promover a inovação entre as empresas do setor.
“O Petris coloca, em um mesmo ambiente, as empresas, que sofrem com as dores do mercado, e startups dispostas a oferecer soluções inovadoras para fortalecer o segmento. Esse formato faz toda a diferença para resultados exitosos que almejamos”, frisa.
DIEGO VILLAR, CEO DA MOURA DUBEUX. FOTO: DIVULGAÇÃO
A Moura Dubeux (MDNE3), incorporadora líder em market share da região Nordeste, anunciou a prévia de seus resultados operacionais do segundo trimestre de 2025, com desempenho recorde de vendas e adesões líquidas. Conforme a divulgação ao mercado no último dia 09/07, a Companhia alcançou R$ 1,2 bilhão em vendas e adesões, representando um crescimento expressivo de 142,5% em relação ao mesmo período de 2024 e 116,5% superior ao primeiro trimestre deste ano.
O desempenho robusto foi impulsionado por seis novos lançamentos no período, que somaram R$ 2,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto e R$ 1,8 bilhão em VGV líquido, alta de 192,4% na comparação anual. Pernambuco concentrou a maior parte do VGV líquido lançado (63%), seguido por Ceará (19%) e Bahia (7%).
A performance comercial manteve-se sólida, com VSO líquido de 29,9% no trimestre e 55,6% nos últimos 12 meses, refletindo a força da demanda regional e a assertividade dos produtos da Companhia. Já o índice de distratos caiu para 6,5%, frente aos 9,5% registrados no mesmo período do ano anterior.
O landbank da Companhia permanece robusto e diversificado, com 53 terrenos que representam R$ 9,5 bilhões em VGV bruto. Somente no segundo trimestre, foram adicionadas seis novas áreas.
“Os números deste trimestre reforçam nossa capacidade de capturar oportunidades em um mercado seletivo e em transformação. Ampliamos nossa escala com disciplina, posicionamento regional, qualidade e assertividade nos lançamentos. Crescemos com segurança, mantendo indicadores sólidos e aproveitando uma janela de mercado favorável no Nordeste”, afirma Diego Villar, CEO da Moura Dubeux.
Com um portfólio resiliente, marca consolidada e forte tração de vendas, a Moura Dubeux reforça seu protagonismo regional e sua capacidade de sustentar um ciclo virtuoso de crescimento.
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na quarta-feira (9) que irá aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a indústria potiguar avalia os impactos significativos dessa decisão. Na manhã desta quinta-feira (10), o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, falou sobre a preocupação da indústria do estado com essa mudança.
Serquiz destaca que a elevação nas tarifas gera preocupação em nível nacional, uma vez que os Estados Unidos são o maior importador do Brasil. “Essa preocupação se amplia quando olhamos para o Rio Grande do Norte. Nossa produção, hoje, tem uma dependência dos recursos naturais, como o petróleo, fruticultura, pesca, mineração e o sal. Esses setores serão impactados com essa tarifa de 50%”, diz.
O comércio exterior entre o Rio Grande do Norte e os Estados Unidos registrou um superávit de US$ 40,1 milhões no primeiro semestre de 2025. O número, levantado pelo Observatório da Indústria Mais RN, representa uma reversão significativa em relação ao mesmo período de 2024, quando houve um déficit de US$ 11,2 milhões. Os dados mostram ainda que, no primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte registrou US$ 67,1 milhões de exportação para os Estados Unidos, uma alta de 120% em comparação com o mesmo período de 2024.
A movimentação comercial total entre os dois parceiros também aumentou, alcançando US$ 94,1 milhões em 2025, contra US$ 72,3 milhões no mesmo período do ano anterior. “Estávamos em uma boa performance, estamos às portas da safra da fruticultura, tem força no mercado americano, os pescados costeiros são todos exportados para os Estados Unidos, assim como boa parte do sal produzido aqui”, ressalta Serquiz.
Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) | Foto: FIERN
“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.
Entre os principais produtos exportados em 2025, destacam-se:
Óleos de Petróleo – US$ 24,3 milhões
Peixes frescos ou refrigerados – US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal – US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção – US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria sem cacau – US$ 4,1 milhões
Em 2024, o quinto lugar nas exportações foi para o sal, que fechava o ranking com US$ 6 milhões.
O presidente da FIERN acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.
Roberto Serquiz explica que a FIERN tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.
Elevação das tarifas pelos Estados Unidos
Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.
A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.
“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.
Entre os principais produtos exportados em 2025, destacam-se:
Óleos de Petróleo – US$ 24,3 milhões
Peixes frescos ou refrigerados – US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal – US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção – US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria sem cacau – US$ 4,1 milhões
Em 2024, o quinto lugar nas exportações foi para o sal, que fechava o ranking com US$ 6 milhões.
O presidente da FIERN acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.
Roberto Serquiz explica que a FIERN tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.
Elevação das tarifas pelos Estados Unidos
Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.
A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.
O Mossoró Cidade Junina reuniu, em todos os dias de festa, 1.551.099 milhão de pessoas na edição de 2025, que se encerrou no sábado (28), com o Boca da Noite. O dado foi contabilizado pelas equipes da Prefeitura de Mossoró e se refere a todos os polos da festa. Os números são recorde em comparação ao ano passado.
Conforme o levantamento, o dia 18 de junho, dia em que se apresentou Wesley Safadão e demais artistas na Estação das Artes, foi o que mais lotou, com 105.862 pessoas. No total, a Estação das Artes recebeu público de 826.752 em 12 dias de festa.
O Arraiá do Povo Poeta Zé Lima contou com a participação de 95.095 pessoas em 5 dias de festa; a Cidadela teve circulação de 127.878 pessoas em seus 18 dias de funcionamento; o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró contou com público de 55.130 pessoas em 14 dias de apresentações.
Já o Polo Poeta Antônio Francisco recebeu 21.648 pessoas em 17 dias de shows. O Polo Igreja São João contou com a presença de 24.934 pessoas em seus 11 dias de festividades. O Festival de Quadrilhas recebeu 18.330 pessoas em 11 dias de apresentações. O Raiá do Dia, que estreou nesta edição, teve público de 1.320 em 5 dias.
O Pingo da Meia Dia, que abre os festejos juninos em Mossoró, bateu recorde de público com 250.536 pessoas. E o Boca da Noite, que encerrou o MCJ em grande estilo com Bell Marques, teve público de 129.476.
No Mercado da Agricultura Familiar, na capital potiguar, fluxo de clientes é considerado abaixo do esperado por comerciantes | Foto: Alex Régis
A procura por milho verde em Natal tem sido considerada abaixo do esperado neste mês de junho, segundo relatos de comerciantes nos principais pontos de venda da capital. Apesar das datas tradicionais do período junino, o movimento permaneceu fraco nas primeiras semanas do mês, mas com expectativa de melhora neste Dia de São João (24) e na véspera de São Pedro, que é celebrado no próximo domingo (29).
Os comerciantes dos tradicionais pontos de venda de milho verde em Natal estão considerando a procura abaixo da média desde o início do mês de junho. No Mercado da Agricultura Familiar, o comerciante permissionário Marciano considera que o fluxo de clientes está baixo esse ano. “Esse ano tá meio tímido ainda, talvez por causa das chuvas. Teve uma reação hoje, porque hoje é o dia principal de se vender o milho, mas o pessoal não veio todo mundo ainda. Esperamos que venham até o São Pedro, que temos muito milho pra vender”, afirma.
No mercado, o consumidor encontra a unidade de milho a R$ 1 real, e a mão de milho (o equivalente a 50 espigas) pelo preço de R$ 50. Marciano oferece ainda a opção de milho descascado por R$ 1,20 – a mão fica por R$ 60; e R$ 7 uma bandeja.
A administradora Ana Cláudia comprou 20 milhos para consumo da família e mais 2 descascados para fazer canjica. Ela conta que, apesar da baixa procura, não achou que o preço do cereal estava caro. “Eu gostei do preço, achei bom. Só deixei para vir comprar hoje, porque minha filha me lembrou que era São João e me pediu para cozinhar”, explica.
Já a dona de casa Maria Lúcia diz que deixou a compra do milho para a véspera de São João por falta de tempo, mas concorda que o preço está bom esse ano. Ela comprou 25 espigas para fazer canjica e também para cozinhar. “Tá bom [o preço], porque na Ceasa a gente compra cinco espigas por R$ 7; aqui, comprei 25 por R$ 20”, relata.
Na Feira do Milho, localizada na avenida Senador Salgado Filho, próximo ao Centro Administrativo, os comerciantes ainda esperavam mais consumidores nesta segunda-feira (24), véspera de São João. A comerciante Beatriz Graciano acredita que a colheita foi menor este ano, razão pela qual espera conseguir vender tudo. “A expectativa que a gente tinha era de mais vendas, já que deu pouco milho, mas está dando para levar, o pessoal agora que está comendo”, afirma, acrescentando que as vendas no começo do mês surpreenderam negativamente. “As primeiras semanas aqui foram bem fracas, a gente descolava praticamente só o valor de pagar os funcionários, então a expectativa é de que aumente nesse tempo de véspera de São João, e São Pedro”, relata.
A aposentada Ana Santos espera reunir a família no dia de São João, por isso comprou uma mão de milho ao valor de R$ 50. “Eu tento manter uma tradição de sempre cozinhar e fazer canjica. A família me ajuda a preparar tudo, gostamos de muita fartura”, comenta. Na véspera de São João, na Feira do Milho, a unidade do cereal estava sendo vendida a R$ 1, no entanto a mão varia entre R$ 40 e R$ 50. “A varição de preço depende da qualidade e do dia que o milho chega. O milho novinho é sempre R$ 50, aí passam horas e vai pra R$ 45; quando é no outro dia, passa para R$ 40”, explica a comerciante Beatriz Graciano.
Preço médio aumenta 5,88%
Uma pesquisa do Procon Natal apontou aumento no preço médio da espiga de milho verde neste mês de junho, em comparação com 2024. No ano passado, o valor médio era de R$ 0,80. Em 2025, o preço subiu para R$ 0,85 no início do mês — uma alta de 5,88%. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 13 de junho em feiras tradicionais da capital, como Carrasco, Igapó e Panorama, onde o preço médio se manteve em R$ 0,80. Ainda assim, na primeira semana da pesquisa, os valores variaram entre R$ 0,80 e R$ 1,10.
Nos pontos tradicionais de venda do produto neste período do ano, como o Mercado de Agricultura Familiar, canteiro da Avenida das Alagoas – ambas na Zona Sul – o preço variou entre R$ 0,90 (na Agricultura Familiar) e R$ 2,00 (na Avenida das Alagoas) na primeira semana. Apesar do aumento na oferta do produto na segunda semana, os preços continuaram a subir. A espiga passou de R$ 0,80 para R$ 0,90 nas feiras livres, comportamento também registrado nos pontos de venda, onde o valor médio saiu de R$ 1,50 na primeira semana para R$ 2,00 na segunda.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira 18, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros de 14,75% para 15% ao ano. Trata-se da Selic mais alta desde julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Lula (PT).
No comunicado em que anunciou o resultado, o Copom afirmou que, a se confirmar o cenário esperado, tende a interromper o ciclo de alta na próxima reunião, a fim de “examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado”.
No encontro do fim de julho, os diretores analisarão se o atual nível da taxa de juros, “considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.
“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado.”
Antes da reunião, o mercado financeiro estava dividido sobre o que o Copom faria. Parte dos analistas projetava a manutenção da taxa, enquanto outra fração previa o aumento de 0,25 ponto percentual.
Esta é a sétima alta seguida no índice. Foi a quarta reunião do colegiado sob o comando de Gabriel Galípolo, sucessor de Roberto Campos Neto.
Na justificativa para o novo aumento, o Copom afirma que o ambiente externo segue adverso e incerto, em função da conjuntura e da política econômica dos Estados Unidos. No front doméstico, diz o Comitê, os indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho ainda apresentam “algum dinamismo”, mas observa-se “certa moderação no crescimento”.
“O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros”, sustenta o comunicado. “O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.”
Segundo o Boletim Focus da última segunda-feira 16, elaborado pelo BC após ouvir instituições financeiras, a estimativa de inflação para 2025 recuou de 5,44% para 5,25%. A meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).
Com a Selic em 15% ao ano, o Brasil fecha esta quarta-feira com a segunda maior taxa real de juros no mundo, segundo um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.
Para calcular o índice real, leva-se em conta a taxa de juros “a mercado” — ou seja, um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses consecutivos.
O Brasil tem uma taxa real de 9,64%, atrás apenas da Turquia, com 14,44%. Completam o top 10 Rússia, com 7,63%; Argentina, com 6,7%; África do Sul, com 5,54%; Indonésia, com 4,31%; Filipinas, com 4,23%; México, com 3,75%; Colômbia, com 3,69%; e Índia, com 2,66%.
Em tese, quando o Copom decide aumentar a Selic, busca desaquecer a demanda: os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, razão pela qual taxas elevadas também dificultam a expansão da economia.
Ao reduzir a taxa, por outro lado, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
O Mercado Público de Santos Reis recebeu, neste sábado (7), uma exposição com trabalhos de artesãs cadastradas pela Prefeitura de Parnamirim. A iniciativa, vai acontecer sempre no primeiro sábado de cada mês e tem como objetivo fortalecer a economia criativa e dar maior visibilidade aos artistas locais.
Atualmente, cerca de 130 artesãos estão cadastrados na Coordenadoria do Trabalho, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), e recebem apoio para participar de feiras e eventos diversos.
Entre os itens expostos ao público neste sábado (7) estavam roupas e acessórios de crochê, peças confeccionadas com fio de malha, roupas para bonecas e uma variedade de artigos temáticos para o período junino.
Para a artesã Maria de Lourdes Silva, a ação vai além de uma simples feira. “É uma ideia bacana, mais uma conquista para a gente. Um espaço ideal para vender e divulgar o trabalho dos artesãos do município”, afirmou.