O Mossoró Cidade Junina 2025 movimentou R$ 366 milhões na economia. Os dados são da pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN) e apresentada nesta sexta-feira (1º), no Palácio da Resistência.
A pesquisa divulgada hoje é realizada pela Fecomércio desde 2017. O Instituto é reconhecido pela qualidade da Fecomércio, que promove esses estudos em todo o estado.
Os dados da pesquisa também mostraram o aumento de público vindo do Ceará, com o dobro do público vindo da capital Fortaleza/CE. Os turistas vindo de Fortaleza gastaram mais de R$ 16,7 milhões no evento.
O levantamento também apontou que o público aprovou o Mossoró Cidade Junina com nota de 9,51.
O MCJ vive uma nova era na gestão do prefeito Allyson Bezerra. Nos últimos quatro anos, o evento ganhou destaque nacional e se consolidou como uma das maiores festas juninas do país. Hoje é apontado como terceira maior festa de São João do Brasil, ao lado de Caruaru/PE e Campina Grande/PB.
O MCJ se consolidou como um grande evento, sendo referência em organização, em segurança como os números apontam, em diversidade cultural em todos os polos e em inclusão, também presente em todos os polos da festa.
“Os números apresentados pela Fecomércio têm comprovado ano após ano, a grandiosidade desse evento. São dados que dão notoriedade a todo o trabalho desempenhado pelas nossas equipes nos últimos anos e que nos ajudam a compreender, de fato, o impacto real do São João de Mossoró”, afirma Allyson Bezerra.
Tarifaço começa a valer na quarta (6) e afeta oito dos dez produtos potiguares mais exportados para os EUA no 1º semestre| Foto: Adriano Abreu
O Governo do Estado vai apresentar, na manhã desta sexta-feira (1º), um pacote de medidas para mitigar os impactos da taxação de 50% estabelecida pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. O chamado “tarifaço” começa a valer na próxima quarta-feira (6) e afeta oito dos dez produtos potiguares que mais foram exportados para o mercado americano no primeiro semestre de 2025. De acordo com a Federação das Indústrias do RN (Fiern), estimativas das indústrias exportadoras indicam que entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões em exportações podem deixar de ser comercializados por ano com o aumento das tarifas. Estima-se ainda que 4 mil postos de trabalho estejam em risco.
Uma Nota Técnica publicada pela Secretaria de Desenvolvimento do RN (Sedec) nesta quinta-feira (31) aponta que, de janeiro a junho de 2025, o valor total exportado pelo RN para os EUA foi de US$ 67,1 milhões. Os dez principais produtos exportados somaram, somente no 1º semestre, US$ 58,1 milhões. Ainda conforme o documento, aproximadamente 48,1% do volume financeiro das exportações potiguares para o mercado americano seria impactado pela tarifa adicional de 50%.
“Diante desse cenário, o Governo do RN informa que adotará todas as medidas cabíveis, em articulação com o Governo Federal, com o objetivo de dar continuidade às negociações diplomáticas e institucionais, buscando mitigar os efeitos da medida e preservar a competitividade das exportações do estado” diz trecho da nota.
O pacote de medidas para mitigar os impactos do tarifaço será apresentado aos setores afetados, segundo informou o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Alan Silveira. Sem dar maiores detalhes, ele adiantou que o pacote integra um conjunto de ações que incluem benefícios fiscais, especialmente para as empresas que já fazem parte do o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e que poderão ter isenções ampliadas. O pacote também deve incluir mecanismos de antecipação de créditos vinculados à exportação, com a criação de linhas financeiras que permitam às empresas antecipar recebíveis a taxas mais vantajosas.
Roberto Serquiz, presidente da Fiern, disse que as possíveis alternativas para reduzir os efeitos do tarifaço estão em fase de ‘gestação’ e comentou que ainda espera uma reversão da medida. “É um desafio buscar essa reversão em tão curto espaço de tempo, mas a gente acredita que isso possa acontecer. O que não podemos é deixar que o ambiente político interfira tanto na economia. Para além disso, uma das saídas de mitigação dos impactos é buscar a recomposição de custos e abrir mercados”, aponta Serquiz.
Presidente da Fiern, Roberto Serquiz disse que ainda acredita na reversão da medida por parte do governo norte-americano, apesar do curto espaço de tempo até que as novas tarifas entrem em vigor| Foto: Divulgação/FIERN
Ele ressaltou que a indústria não planeja demissões, pois está sempre voltada ao desenvolvimento e à geração de empregos. No entanto, caso as dificuldades persistam, adaptações poderão ser necessárias nos setores exportadores.
“Infelizmente, diante desse cenário, pode se tornar impossível manter [todos os empregos nos segmentos que exportam para os EUA]. Ninguém fica feliz com cortes. Quando há desligamentos, é porque há risco à sustentabilidade ou necessidade de redesenhar o próprio negócio”, pontuou Serquiz.
Medidas As medidas que serão apresentadas pelo Governo nesta sexta visam dar algum respiro às atividades afetadas. O setor de pesca, o mais atingido em quantidade de exportação, com cerca de 80% dos produtos enviados ao mercado norte-americano, irá pedir ao Governo do Estado a isenção total do ICMS que incide sobre o combustível das embarcações.
“Sobre a isenção, estamos protocolando um documento a pedido do Governo. Queremos que a medida vigore até o final do ano. E na segunda, vamos nos reunir com a DRT [Delegacia Regional do Trabalho] para ver questões de contratos de trabalho. Essa é a alternativa que a gente observa para manter a viabilidade da atividade pesqueira. No nosso caso, não adianta buscar novos mercados, porque na Ásia e na Oceania há competidores que estão bem mais próximos”, disse Arimar Filho, presidente do Sindipesca.
“Além do que, a logística para os dois continentes custa muito caro ao nosso mercado. E para a Europa, desde 2018 o Brasil é proibido de exportar por uma questão que envolve aspectos técnicos, mas também políticos. Então, a gente não tem saída quanto a novos destinos”, completou Arimar. As exportações da pesca potiguar aos EUA movimentam mais de R$ 250 milhões ao ano, com mais de 2,5 mil empregos.
Doces, sal e reciclagem também serão afetados
A indústria de doces e pirulitos será a segunda atividade no Rio Grande do Norte mais afetada pela taxação, uma vez que 70% das exportações desse setor têm como destino os Estados Unidos. Luiz Eduardo Simas, que integra o Sindicato de Doces do RN, disse que as empresas exportadoras estão em contato com o Governo do Estado, por meio da Fiern, para entender quais medidas serão oferecidas para aliviar os impactos. “O que o setor tem feito é negociar para que demissões e perdas no faturamento não se concretizem. Não temos falado expectativas de números nem sobre possíveis perdas, porque preferimos esperar a entrada em vigor da medida”, explicou Simas.
O setor de sal, que tem metade das exportações voltadas ao mercado americano, disse que a taxação vai representar perda de empregos e prejuízos às empresas, que não terão para onde direcionar os próprios produtos. “Não temos muitos outros mercados. Nós exportamos 550 mil toneladas aos EUA por ano. Por conta da logística e do fato de o sal ser um produto de baixo valor, ele não consegue ser competitivo quando se colocam distâncias muito maiores do que os Estados Unidos. Portanto, estamos fadados a esse mercado, em um primeiro momento”, explicou Aírton Torres, presidente do Siesal.
“De todo modo, junto com o Governo do Estado estamos vendo a possibilidade de abrir um pouco mais para a Europa”, frisou Aírton Torres. Ainda segundo ele, o setor gera cerca de 4 mil postos de trabalho no RN, volume que será atingido pela taxação. “Ainda não temos como quantificar esse impacto, mas sabe-se que, além dessas pessoas, aquelas outras ligadas à cadeia de distribuição sentirão os efeitos.
Estamos desenhando alternativas com o apoio da Fiern para encontrar algum tipo de incentivo junto ao Governo do Estado para compensar, ainda que parcialmente, os prejuízos”, disse.
O quarto setor que mais irá sentir o peso do tarifaço é o de reciclagem, que destina 30% dos produtos exportados aos Estados Unidos.
Etelvino Patrício, presidente do Sindirecicla-RN, disse que o real valor dos efeitos só será conhecido após a medida do governo americano passar a valer. O que o setor tem feito, segundo Etelvino, é procurar novos destinos para tentar compensar as perdas com a taxação.
“Nosso planejamento é tentar buscar novos mercados e novos clientes, para que a gente possa suprir as perdas que teremos, mesmo entendendo que, em casos de precificação, não conseguiremos mercado melhor do que o americano”, pontuou.
Fruticultura Para a fruticultura potiguar, cujo impacto deverá ser de R$ 100 milhões ao ano, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) esclareceu que também tem buscado alternativas para o tarifaço. “Está sendo elaborada uma proposta de crédito emergencial voltada a produtores que precisam manter contratos de trabalho, mesmo diante de uma redução temporária de produção. Além disso, a Faern defende que prefeituras atuem de forma proativa, ativando redes locais de proteção social e ampliando compras públicas de frutas para merenda escolar, como forma de sustentar o escoamento da produção e proteger os empregos”, afirmou José Vieira, presidente da Federação.
“A Faern também defende a criação de uma frente interestadual da fruticultura irrigada, reunindo RN, PE, BA e CE. Essa articulação permitirá uma resposta coordenada, fortalecerá a defesa dos interesses do semiárido fruticultor e ampliará o poder de negociação do setor em âmbito nacional e internacional”, completou Vieira.
O Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex), projeta um fechamento de 1,5 mil postos de trabalho com a taxação, o que, de acordo com José Vieira, representa cerca de 25% da força de trabalho do setor na alta temporada. “Isso impacta diretamente municípios como Mossoró, Baraúna e Apodi, onde a fruticultura representa até 40% da economia local”, explicou.
BALANÇO Principais produtos exportados pelo RN aos EUA (1º semestre de 2025)
Óleo combustível: US$ 23,9 milhões
Outros produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões
Albacoras-bandolim frescos: US$ 4,7 milhões
Caramelos e confeitos: US$ 4,1 milhões
Sal marinho: US$ 3,3 milhões
Albacoras/atuns: US$ 3,2 milhões
Outros granitos: US$ 2,6 milhões
Outros açúcares de cana: US$ 2,1 milhões
Outros peixes congelados: US$ 2 milhões
Castanha de caju: US$ 1,9 milhão
Total: US$ 58,1 milhões
Produtos excluídos do tarifaço Óleo combustível: US$ 23,9 milhões Castanha de caju: US$ 1,9 milhões Total: US$ 25,8 milhões
Empresas ligadas ao setor de petróleo e gás — segmento estratégico para a economia do Rio Grande do Norte — têm até quinta-feira (31), para inscrição no Programa Petris. Iniciativa inédita no país, desenvolvida pelo Sebrae RN, o Petris objetiva fomentar projetos de inovação, fortalecer conexões entre corporações e startups e impulsionar a competitividade do setor. O programa é gratuito e aberto a corporações, fornecedores e startups interessados em desenvolver soluções para os desafios da cadeia de óleo e gás. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.moaventures.com.br/programapeg.
Executado pela Moa Ventures, o Petris propõe um modelo de inovação colaborativa, no qual a interação direta entre empresas e startups impulsiona a criação de soluções para desafios reais da cadeia produtiva. Além disso, aproxima os participantes de oportunidades como os investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) previstos pela cláusula ANP.
Na primeira etapa, os participantes terão acesso a uma trilha de capacitação online na qual as startups focarão na estruturação de projetos de P&D alinhados à cláusula ANP. Já as empresas acessarão conteúdos sobre cultura de inovação corporativa e relacionamento com startups.
Ao final, ocorre o chamado Pitch Day, em que startups apresentarão suas propostas para uma banca formada por corporações, investidores e parceiros estratégicos para o setor de petróleo e gás. Em seguida, será realizado um processo de matchmaking, que objetiva viabilizar parcerias para execução conjunta dos projetos.
O programa conta ainda com 20 linhas de pesquisa para orientar o desenvolvimento das propostas. Startups com competência técnica nas áreas mapeadas podem se inscrever para participar da jornada. Conheça as linhas de pesquisa: https://www.moaventures.com.br/desafiospetris.
Inovação colaborativa
Com o Petris, o Sebrae RN pretende consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico e inovador, criando condições para que as empresas potiguares estejam cada vez mais inseridas em projetos estratégicos do setor de petróleo e gás no Brasil.
Para alcançar esse objetivo, o gestor do Projeto de Petróleo e Gás do Sebrae RN, Robson Matos explica que um dos diferenciais do Petris é gerar conexões e promover a inovação entre as empresas do setor.
“O Petris coloca, em um mesmo ambiente, as empresas, que sofrem com as dores do mercado, e startups dispostas a oferecer soluções inovadoras para fortalecer o segmento. Esse formato faz toda a diferença para resultados exitosos que almejamos”, frisa.
DIEGO VILLAR, CEO DA MOURA DUBEUX. FOTO: DIVULGAÇÃO
A Moura Dubeux (MDNE3), incorporadora líder em market share da região Nordeste, anunciou a prévia de seus resultados operacionais do segundo trimestre de 2025, com desempenho recorde de vendas e adesões líquidas. Conforme a divulgação ao mercado no último dia 09/07, a Companhia alcançou R$ 1,2 bilhão em vendas e adesões, representando um crescimento expressivo de 142,5% em relação ao mesmo período de 2024 e 116,5% superior ao primeiro trimestre deste ano.
O desempenho robusto foi impulsionado por seis novos lançamentos no período, que somaram R$ 2,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto e R$ 1,8 bilhão em VGV líquido, alta de 192,4% na comparação anual. Pernambuco concentrou a maior parte do VGV líquido lançado (63%), seguido por Ceará (19%) e Bahia (7%).
A performance comercial manteve-se sólida, com VSO líquido de 29,9% no trimestre e 55,6% nos últimos 12 meses, refletindo a força da demanda regional e a assertividade dos produtos da Companhia. Já o índice de distratos caiu para 6,5%, frente aos 9,5% registrados no mesmo período do ano anterior.
O landbank da Companhia permanece robusto e diversificado, com 53 terrenos que representam R$ 9,5 bilhões em VGV bruto. Somente no segundo trimestre, foram adicionadas seis novas áreas.
“Os números deste trimestre reforçam nossa capacidade de capturar oportunidades em um mercado seletivo e em transformação. Ampliamos nossa escala com disciplina, posicionamento regional, qualidade e assertividade nos lançamentos. Crescemos com segurança, mantendo indicadores sólidos e aproveitando uma janela de mercado favorável no Nordeste”, afirma Diego Villar, CEO da Moura Dubeux.
Com um portfólio resiliente, marca consolidada e forte tração de vendas, a Moura Dubeux reforça seu protagonismo regional e sua capacidade de sustentar um ciclo virtuoso de crescimento.
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na quarta-feira (9) que irá aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a indústria potiguar avalia os impactos significativos dessa decisão. Na manhã desta quinta-feira (10), o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, falou sobre a preocupação da indústria do estado com essa mudança.
Serquiz destaca que a elevação nas tarifas gera preocupação em nível nacional, uma vez que os Estados Unidos são o maior importador do Brasil. “Essa preocupação se amplia quando olhamos para o Rio Grande do Norte. Nossa produção, hoje, tem uma dependência dos recursos naturais, como o petróleo, fruticultura, pesca, mineração e o sal. Esses setores serão impactados com essa tarifa de 50%”, diz.
O comércio exterior entre o Rio Grande do Norte e os Estados Unidos registrou um superávit de US$ 40,1 milhões no primeiro semestre de 2025. O número, levantado pelo Observatório da Indústria Mais RN, representa uma reversão significativa em relação ao mesmo período de 2024, quando houve um déficit de US$ 11,2 milhões. Os dados mostram ainda que, no primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte registrou US$ 67,1 milhões de exportação para os Estados Unidos, uma alta de 120% em comparação com o mesmo período de 2024.
A movimentação comercial total entre os dois parceiros também aumentou, alcançando US$ 94,1 milhões em 2025, contra US$ 72,3 milhões no mesmo período do ano anterior. “Estávamos em uma boa performance, estamos às portas da safra da fruticultura, tem força no mercado americano, os pescados costeiros são todos exportados para os Estados Unidos, assim como boa parte do sal produzido aqui”, ressalta Serquiz.
Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) | Foto: FIERN
“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.
Entre os principais produtos exportados em 2025, destacam-se:
Óleos de Petróleo – US$ 24,3 milhões
Peixes frescos ou refrigerados – US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal – US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção – US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria sem cacau – US$ 4,1 milhões
Em 2024, o quinto lugar nas exportações foi para o sal, que fechava o ranking com US$ 6 milhões.
O presidente da FIERN acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.
Roberto Serquiz explica que a FIERN tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.
Elevação das tarifas pelos Estados Unidos
Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.
A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.
“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.
Entre os principais produtos exportados em 2025, destacam-se:
Óleos de Petróleo – US$ 24,3 milhões
Peixes frescos ou refrigerados – US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal – US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção – US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria sem cacau – US$ 4,1 milhões
Em 2024, o quinto lugar nas exportações foi para o sal, que fechava o ranking com US$ 6 milhões.
O presidente da FIERN acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.
Roberto Serquiz explica que a FIERN tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.
Elevação das tarifas pelos Estados Unidos
Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.
A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.
O Mossoró Cidade Junina reuniu, em todos os dias de festa, 1.551.099 milhão de pessoas na edição de 2025, que se encerrou no sábado (28), com o Boca da Noite. O dado foi contabilizado pelas equipes da Prefeitura de Mossoró e se refere a todos os polos da festa. Os números são recorde em comparação ao ano passado.
Conforme o levantamento, o dia 18 de junho, dia em que se apresentou Wesley Safadão e demais artistas na Estação das Artes, foi o que mais lotou, com 105.862 pessoas. No total, a Estação das Artes recebeu público de 826.752 em 12 dias de festa.
O Arraiá do Povo Poeta Zé Lima contou com a participação de 95.095 pessoas em 5 dias de festa; a Cidadela teve circulação de 127.878 pessoas em seus 18 dias de funcionamento; o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró contou com público de 55.130 pessoas em 14 dias de apresentações.
Já o Polo Poeta Antônio Francisco recebeu 21.648 pessoas em 17 dias de shows. O Polo Igreja São João contou com a presença de 24.934 pessoas em seus 11 dias de festividades. O Festival de Quadrilhas recebeu 18.330 pessoas em 11 dias de apresentações. O Raiá do Dia, que estreou nesta edição, teve público de 1.320 em 5 dias.
O Pingo da Meia Dia, que abre os festejos juninos em Mossoró, bateu recorde de público com 250.536 pessoas. E o Boca da Noite, que encerrou o MCJ em grande estilo com Bell Marques, teve público de 129.476.
No Mercado da Agricultura Familiar, na capital potiguar, fluxo de clientes é considerado abaixo do esperado por comerciantes | Foto: Alex Régis
A procura por milho verde em Natal tem sido considerada abaixo do esperado neste mês de junho, segundo relatos de comerciantes nos principais pontos de venda da capital. Apesar das datas tradicionais do período junino, o movimento permaneceu fraco nas primeiras semanas do mês, mas com expectativa de melhora neste Dia de São João (24) e na véspera de São Pedro, que é celebrado no próximo domingo (29).
Os comerciantes dos tradicionais pontos de venda de milho verde em Natal estão considerando a procura abaixo da média desde o início do mês de junho. No Mercado da Agricultura Familiar, o comerciante permissionário Marciano considera que o fluxo de clientes está baixo esse ano. “Esse ano tá meio tímido ainda, talvez por causa das chuvas. Teve uma reação hoje, porque hoje é o dia principal de se vender o milho, mas o pessoal não veio todo mundo ainda. Esperamos que venham até o São Pedro, que temos muito milho pra vender”, afirma.
No mercado, o consumidor encontra a unidade de milho a R$ 1 real, e a mão de milho (o equivalente a 50 espigas) pelo preço de R$ 50. Marciano oferece ainda a opção de milho descascado por R$ 1,20 – a mão fica por R$ 60; e R$ 7 uma bandeja.
A administradora Ana Cláudia comprou 20 milhos para consumo da família e mais 2 descascados para fazer canjica. Ela conta que, apesar da baixa procura, não achou que o preço do cereal estava caro. “Eu gostei do preço, achei bom. Só deixei para vir comprar hoje, porque minha filha me lembrou que era São João e me pediu para cozinhar”, explica.
Já a dona de casa Maria Lúcia diz que deixou a compra do milho para a véspera de São João por falta de tempo, mas concorda que o preço está bom esse ano. Ela comprou 25 espigas para fazer canjica e também para cozinhar. “Tá bom [o preço], porque na Ceasa a gente compra cinco espigas por R$ 7; aqui, comprei 25 por R$ 20”, relata.
Na Feira do Milho, localizada na avenida Senador Salgado Filho, próximo ao Centro Administrativo, os comerciantes ainda esperavam mais consumidores nesta segunda-feira (24), véspera de São João. A comerciante Beatriz Graciano acredita que a colheita foi menor este ano, razão pela qual espera conseguir vender tudo. “A expectativa que a gente tinha era de mais vendas, já que deu pouco milho, mas está dando para levar, o pessoal agora que está comendo”, afirma, acrescentando que as vendas no começo do mês surpreenderam negativamente. “As primeiras semanas aqui foram bem fracas, a gente descolava praticamente só o valor de pagar os funcionários, então a expectativa é de que aumente nesse tempo de véspera de São João, e São Pedro”, relata.
A aposentada Ana Santos espera reunir a família no dia de São João, por isso comprou uma mão de milho ao valor de R$ 50. “Eu tento manter uma tradição de sempre cozinhar e fazer canjica. A família me ajuda a preparar tudo, gostamos de muita fartura”, comenta. Na véspera de São João, na Feira do Milho, a unidade do cereal estava sendo vendida a R$ 1, no entanto a mão varia entre R$ 40 e R$ 50. “A varição de preço depende da qualidade e do dia que o milho chega. O milho novinho é sempre R$ 50, aí passam horas e vai pra R$ 45; quando é no outro dia, passa para R$ 40”, explica a comerciante Beatriz Graciano.
Preço médio aumenta 5,88%
Uma pesquisa do Procon Natal apontou aumento no preço médio da espiga de milho verde neste mês de junho, em comparação com 2024. No ano passado, o valor médio era de R$ 0,80. Em 2025, o preço subiu para R$ 0,85 no início do mês — uma alta de 5,88%. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 13 de junho em feiras tradicionais da capital, como Carrasco, Igapó e Panorama, onde o preço médio se manteve em R$ 0,80. Ainda assim, na primeira semana da pesquisa, os valores variaram entre R$ 0,80 e R$ 1,10.
Nos pontos tradicionais de venda do produto neste período do ano, como o Mercado de Agricultura Familiar, canteiro da Avenida das Alagoas – ambas na Zona Sul – o preço variou entre R$ 0,90 (na Agricultura Familiar) e R$ 2,00 (na Avenida das Alagoas) na primeira semana. Apesar do aumento na oferta do produto na segunda semana, os preços continuaram a subir. A espiga passou de R$ 0,80 para R$ 0,90 nas feiras livres, comportamento também registrado nos pontos de venda, onde o valor médio saiu de R$ 1,50 na primeira semana para R$ 2,00 na segunda.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira 18, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros de 14,75% para 15% ao ano. Trata-se da Selic mais alta desde julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Lula (PT).
No comunicado em que anunciou o resultado, o Copom afirmou que, a se confirmar o cenário esperado, tende a interromper o ciclo de alta na próxima reunião, a fim de “examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado”.
No encontro do fim de julho, os diretores analisarão se o atual nível da taxa de juros, “considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.
“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado.”
Antes da reunião, o mercado financeiro estava dividido sobre o que o Copom faria. Parte dos analistas projetava a manutenção da taxa, enquanto outra fração previa o aumento de 0,25 ponto percentual.
Esta é a sétima alta seguida no índice. Foi a quarta reunião do colegiado sob o comando de Gabriel Galípolo, sucessor de Roberto Campos Neto.
Na justificativa para o novo aumento, o Copom afirma que o ambiente externo segue adverso e incerto, em função da conjuntura e da política econômica dos Estados Unidos. No front doméstico, diz o Comitê, os indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho ainda apresentam “algum dinamismo”, mas observa-se “certa moderação no crescimento”.
“O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros”, sustenta o comunicado. “O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.”
Segundo o Boletim Focus da última segunda-feira 16, elaborado pelo BC após ouvir instituições financeiras, a estimativa de inflação para 2025 recuou de 5,44% para 5,25%. A meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).
Com a Selic em 15% ao ano, o Brasil fecha esta quarta-feira com a segunda maior taxa real de juros no mundo, segundo um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.
Para calcular o índice real, leva-se em conta a taxa de juros “a mercado” — ou seja, um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses consecutivos.
O Brasil tem uma taxa real de 9,64%, atrás apenas da Turquia, com 14,44%. Completam o top 10 Rússia, com 7,63%; Argentina, com 6,7%; África do Sul, com 5,54%; Indonésia, com 4,31%; Filipinas, com 4,23%; México, com 3,75%; Colômbia, com 3,69%; e Índia, com 2,66%.
Em tese, quando o Copom decide aumentar a Selic, busca desaquecer a demanda: os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, razão pela qual taxas elevadas também dificultam a expansão da economia.
Ao reduzir a taxa, por outro lado, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
O Mercado Público de Santos Reis recebeu, neste sábado (7), uma exposição com trabalhos de artesãs cadastradas pela Prefeitura de Parnamirim. A iniciativa, vai acontecer sempre no primeiro sábado de cada mês e tem como objetivo fortalecer a economia criativa e dar maior visibilidade aos artistas locais.
Atualmente, cerca de 130 artesãos estão cadastrados na Coordenadoria do Trabalho, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), e recebem apoio para participar de feiras e eventos diversos.
Entre os itens expostos ao público neste sábado (7) estavam roupas e acessórios de crochê, peças confeccionadas com fio de malha, roupas para bonecas e uma variedade de artigos temáticos para o período junino.
Para a artesã Maria de Lourdes Silva, a ação vai além de uma simples feira. “É uma ideia bacana, mais uma conquista para a gente. Um espaço ideal para vender e divulgar o trabalho dos artesãos do município”, afirmou.
O Dia Livre de Impostos (DLI) 2025 em Natal vai ocorrer nesta quinta-feira (29) e contará com a adesão de mais de 120 lojas de diversos segmentos comerciais, oferecendo produtos e serviços com descontos equivalentes aos tributos embutidos nos preços. A gasolina, por exemplo, vai custar R$ 3,82 no Posto Amigo, localizado na Avenida da Integração, em Candelária, zona Sul da capital, às 6h da manhã.
Segundo a CDL Jovem Natal, vão ser comercializados, no máximo, 20 litros por carro. A entidade informou, ainda, que vão ser vendidos um total de quatro mil litros de gasolina com esse preço promocional entre os consumidores.
A ação, que será realizada na quinta, contará com a adesão de mais de 120 lojas de diversos segmentos comerciais. Coordenado localmente pela CDL Jovem Natal e promovido nacionalmente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o DLI tem o objetivo de conscientizar a população sobre o peso da carga tributária brasileira. Durante a campanha, os lojistas assumem simbolicamente o valor dos impostos, reduzindo os preços para alertar sobre o impacto dos tributos no consumo e na sobrevivência dos pequenos negócios.
Entre as empresas confirmadas estão nomes como G Trigueiro, Stalker, Mahogany, Miranda Computação, Magazine Luiza, Santa Lolla, Oticalli, Ótica Diniz, Ecologica, Rio Center, Sport Master, A Graciosa, Grand Optical, USAFLEX, Romanell, Açaíteria do Vale, Bella Vista, Alecrim Colchões, Superzon, Matersol, e o Posto Amigo, localizado na Avenida Integração, em Candelária. A lista inclui ainda lojas situadas nos principais shoppings da cidade, como Natal Shopping, Midway Mall, Praia Shopping, Partage Norte Shopping, além de unidades no Alecrim, Cidade Alta e Zona Norte.
O preço do arroz em casca segue em queda no Brasil. Nesta terça-feira (20/5), a saca de 50 quilos foi cotada a R$ 73,31, o menor valor nominal desde junho de 2022, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
De acordo com o Cepea, a pressão de baixa é uma combinação de dois fatores: recuos no mercado internacional e aumento da oferta interna. Quando a oferta cresce e a demanda não acompanha, os preços naturalmente caem.
A produção nacional deve reforçar essa tendência. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de 2024/2025 deve alcançar 12,14 milhões de toneladas, um avanço de 14,8% sobre a temporada anterior. O crescimento é impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo incremento na produtividade, sobretudo no cultivo irrigado.
O cenário favorece os consumidores, mas pode pressionar a rentabilidade dos produtores.
O Grupo Iskisita, um dos maiores grupos varejistas do Rio Grande do Norte, com três grandes lojas e um super Centro de Distribuição inaugurado em Parnamirim, acaba de contratar a agência Ratts Ratis para cuidar de todo o seu planejamento de marketing e propaganda, para a marca Iskisita Atacado, que envolve o RN, rotas no Nordeste e clientes por todo o Brasil, por meio do e-commerce.
Segundo a Diretora de Operações do grupo, Janini Rangel, “A agência Ratts Ratis possui hoje uma expertise em planejamento – principalmente digital – e uma capacidade criativa que irão atender sob medida o nosso projeto de expansão e consolidação do posicionamento de nossa marca” e conclui que “visitamos a agência e conhecemos o novo formato de trabalho deles e visualizamos que atenderia às novas necessidades de comunicação, para este novo mercado em ebulição”. Para o diretor da agência, publictário Pedro Ratts, “a Iskisita Atakado, talvez o maior cliente no seu segmento, é mais um que entendeu esse nosso novo formato de entrega, e já são vários clientes novos desde que reposicionamos a agência, dois anos atrás, e a gente não para de crescer” concluiu.
Quer conhecer um pouco mais sobre o que a Ratts Ratis pode fazer pelo posicionamento da sua marca? Entre em contato pelo perfil @rattscom ou manda um zap para (84) 99215-9781, e agende uma visita. Sua marca vai ganhar um grande reforço no posicionamento.
Expansão reflete consolidação do Pix como ferramenta preferencial para pagamentos no RN | Foto: Magnus Nascimento
O uso do Pix segue em alta no Rio Grande do Norte e apresentou crescimento expressivo nos primeiros quatro meses de 2025. De janeiro a abril, foram realizadas 371,3 milhões de transações, que movimentaram R$ 81 bilhões no estado, segundo dados do Banco Central (BC). Em comparação com o mesmo período de 2024, o número de operações cresceu 35,5%, enquanto o valor movimentado aumentou 33%. No primeiro quadrimestre do ano passado, o sistema registrou 274 milhões de transações e um volume financeiro de R$ 60,9 bilhões.
No recorte por tipo de usuário, as pessoas físicas foram as maiores responsáveis pelo total de transações no estado neste ano: 323,5 milhões, que somaram R$ 47,4 bilhões. Já entre pessoas jurídicas, o sistema contabilizou 47,8 milhões de operações, movimentando R$ 33,5 bilhões. Em ambos os segmentos, os dados superam os resultados do ano anterior, quando foram registradas 260,8 milhões de operações entre pessoas físicas e 13,1 milhões entre empresas, com R$ 38,2 bilhões e R$ 22,6 bilhões movimentados, respectivamente.
Para o economista Helder Cavalcanti, conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), a expansão no uso do Pix reflete a consolidação da ferramenta como meio de pagamento preferencial no cotidiano do brasileiro. “O Pix tem um poder de atingir a todas as camadas da população. Quando a gente tem uma economia que começa a se aquecer e a gente começa a ter os negócios, as transações com mais frequência, as pessoas se valem do mecanismo de transferência de recurso. Nisso, o Pix é a ferramenta mais acessível, mais democrática que está para todo mundo”, afirma.
A facilidade de uso, a ausência de tarifas e a liquidez imediata são características que tornam o Pix especialmente atrativo, sobretudo em economias locais, onde predomina o comércio de bens e serviços de baixo valor. No Rio Grande do Norte, segundo dados de 2024 da pesquisa “Geografia do Pix”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os moradores do estado usaram o sistema em média 36 vezes por mês, ficando acima da média nacional (32 transações) e superando, inclusive, estados como São Paulo (29) e Rio de Janeiro (34). O valor médio por operação no estado foi de R$ 146,26, o que indica predomínio de transações rotineiras, como pagamentos em supermercados, salões de beleza, oficinas e serviços informais.
Helder Cavalcanti destaca que a simplicidade e a instantaneidade das operações com Pix impulsionam o giro do dinheiro na economia local. “Não tem papel, a transação é extremamente prática, permissível para qualquer nível, não tem taxas, não tem impostos, não tem transação bancária. A agilidade é muito grande, e para a economia isso é super saudável”, pontua.
Dados da pesquisa nacional “O brasileiro e sua relação com o dinheiro – 2024”, publicada pelo Banco Central, mostram que o Pix já é aceito por 98,7% dos estabelecimentos comerciais no país, à frente de cartões de débito (com 98%) e de crédito (com 97,4%). O mesmo estudo revela que o uso do sistema é predominante entre pessoas de até 44 anos, com boa distribuição entre os gêneros.
A tendência de crescimento também acompanha as sazonalidades do calendário econômico. Helder projeta um novo pico nas transações para os meses de junho e julho. “A gente entra numa época dessa de São João, quando a venda é mais democrática, e você vai comprar uma espiga de milho, vai estacionar seu carro, vai comprar um adereço. Em tudo isso, o Pix vai ser a grande ferramenta e a gente deve ter resultados mais expressivos ainda para o futuro”, prevê.
O avanço do Pix como principal meio de pagamento também se dá em meio à queda no uso de dinheiro em espécie. Segundo a mesma pesquisa, apenas 13,2% da população afirma utilizar cédulas para compras e pagamentos com muita frequência. Em 2021, esse percentual era de 18,4%. No valor de compras de até R$10,00, o Pix é utilizado por 35,9%, enquanto acima de R$ 500,00 reduz para 31,5%.
NÚMEROS
33% Foi o aumento percentual no valor movimentado via Pix no RN no 1º quadrimestre
R$ 47,4 bi Foi o valor transferido por meio de Pix por pessoas físicas entre janeiro e abril no RN
Neste ano, o salário mínimo foi estabelecido por decreto em R$ 1.518 a partir de 1º de janeiro. O valor representa um ganho maior do que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apurado nos 12 meses até novembro de 2024.
Presidente Lula sancionou, em dezembro, uma lei que alterou a metodologia de cálculo do salário mínimo.
Pela nova legislação, a concessão de um aumento real em 2025 levou em consideração, além da inflação medida pelo INPC, a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) medido nos dois anos anteriores, mas com uma limitação de 2,5%.
Uma das principais políticas de distribuição de renda, o salário mínimo foi criado para limitar o valor mais baixo da remuneração que alguém pode receber em troca de seu trabalho.
O salário mínimo serve também como valor base de benefícios assistenciais e previdenciários pagos pelo governo, como Bolsa Família, aposentadorias, pensões e benefícios de prestação continuada (BPC).
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 59 milhões de pessoas no Brasil têm rendimento ligado ao salário mínimo. Aproximadamente 19 milhões de aposentados e pensionistas recebem o valor do salário mínimo.
Medida Provisória Apesar do novo mínimo estar vigente desde o início do ano, somente em meados de abril o governo pôde publicar a Medida Provisória (MP) que atualizou o valor da isenção do Imposto de Renda, para que quem ganha até dois salários mínimos voltasse a ser beneficiado, levando em consideração os valores de 2025.
O atraso se deu pela demora do Congresso em aprovar o orçamento deste ano, que foi sancionado apenas em abril, depois de Executivo, Legislativo e Judiciário terem firmado um acordo para garantir maior transparência e rastreabilidade às emendas parlamentares feitas ao orçamento.
Em 2024, RN exportou cerca de 357 mil toneladas de melão, sendo a maior parte para UE, Reino Unido, EUA, Canadá e Chile| Foto: Emanuel Amaral
As exportações de melão do Rio Grande do Norte podem crescer até 40% nos próximos três anos, caso seja viabilizada uma nova rota marítima direta entre o Nordeste e a China. A estimativa é do presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex-RN), Fábio Queiroga, que participa da articulação de uma linha marítima direta para o mercado asiático, a fim de reduzir o tempo de trânsito atual de 54 para 32 dias. No longo prazo, a projeção é ainda mais otimista: se forem vencidos os entraves logísticos e a escassez de mão de obra, o Estado pode até triplicar as exportações em uma década.
O presidente do Coex-RN integrará uma comitiva que visitará a China no próximo mês para tentar a criação de uma rota direta a partir dos portos de Natal ou de Fortaleza, o que é considerado fundamental para viabilizar o negócio com o mercado chinês. “Tudo que nós exportamos para a China foi encarado como experimental. Foi muito pouco, perto do zero ou desprezível. Nós pretendemos começar as exportações esse ano para formar relacionamento com o mercado. A partir do instante que a gente vence esses obstáculos da questão logística, o potencial é muito grande”, afirma.
Em 2024, o RN exportou cerca de 357 mil toneladas de melão, a maior parte para União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Chile, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Embora o RN esteja habilitado há quatro anos para exportar a fruta para a China, os embarques seguem em ritmo experimental. O principal entrave é o tempo de trânsito excessivo, que compromete a qualidade da fruta. Atualmente, a única rota disponível parte do Porto de Santos (SP) e leva em média 54 dias para chegar ao país asiático, limite considerado inviável pelos produtores.
A China é atualmente o maior produtor mundial de melão, responsável por metade da produção global. Esse volume traduz um forte hábito de consumo e revela um mercado com grande demanda por frutas tropicais. “A fruta potiguar tem grande aceitação entre os chineses. Quando nós estamos produzindo aqui, no melhor do nosso potencial, é quando os países do Hemisfério Norte não estão produzindo por consequência de seus frios extremos”, completa Queiroga.
União com PE pode viabilizar rota
A expectativa é que o cenário comece a mudar com a missão que acontece entre os dias 8 e 22 de maio. Com representantes da Abrafrutas, Apex Brasil, a comitiva brasileira contará com a presença de integrantes do Governo do Estado do RN, Prefeitura de Mossoró, entidades políticas de Pernambuco, empresários e técnicos da cadeia produtiva da fruticultura. O grupo visitará centros de distribuição e mercados estratégicos em cinco cidades chinesas, com apoio da Apex Xangai e da Embaixada do Brasil.
O objetivo é unir os produtores de melão do RN com os de uva de Petrolina, Pernambuco, para consolidar um volume de carga que justifique a criação de uma linha marítima direta. “O objetivo é sair com o volume de carga completo, sem parada em outro destino, reduzindo o ‘transit time’ de 54 para 32 dias”, explica Queiroga. Além disso, a missão pretende firmar parcerias com grandes compradores que possam bancar os custos logísticos, permitindo que o exportador se concentre apenas na produção.
A missão se encerrará com participação na feira SIAL, maior evento internacional de alimentos, marcada para acontecer em Xangai. O evento também servirá como base de articulação da próxima Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit), em Mossoró, que ocorrerá de 20 a 22 de agosto. “Queremos trazer importadores e compradores da Índia, Taiwan e Singapura para fazer parte da nossa Expofruit”, diz Queiroga.
Governo diz que missão é estratégica
O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), Guilherme Saldanha, reforçou a importância estratégica da viagem. “Há mais de três anos que esse mercado foi aberto, mas pela distância, ele tem que ser feito por via marítima. E o que a gente precisa hoje é encontrar companhias marítimas que façam uma rota direta Natal-China”, diz. “Os chineses são um dos maiores produtores de melão do mundo e, com certeza, esse mercado é muito interessante para nós. A gente precisa entrar nesse mercado chinês”, complementa.
Atualmente, cerca de 90% da produção potiguar é destinada ao mercado europeu. Segundo dados do setor, o RN embarcou em 2024 cerca de 17 mil contêineres, com 21 toneladas cada, totalizando 357 mil toneladas de melão. Se o novo corredor logístico for viabilizado, esse número pode se multiplicar significativamente, especialmente com o avanço tecnológico e a mecanização das lavouras, que podem reduzir a dependência da mão de obra intensiva.
“O grande desafio do setor não é apenas a logística, mas também a limitação de trabalhadores para ampliar as áreas plantadas”, comenta Fábio Queiroga. “Vamos estar procurando tecnologias de automação nessa viagem à China, buscando formas de conviver com essa escassez de mão de obra que hoje nos limita até mais do que o transporte”, frisa o presidente do Comitê.
Exportação de frutas cresce 26% no primeiro trimestre no País
O volume de exportação de frutas do país no primeiro trimestre deste ano cresceu 26% em relação ao mesmo período de 2024, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (24), no período de janeiro a março foram exportadas 301 mil toneladas de frutas.
Os principais estados exportadores foram o Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco; os principais compradores foram Países Baixos, Reino Unido e Espanha; já as frutas mais exportadas foram melões, melancias, limões e limas, mangas e bananas.
O faturamento foi U$S 311 milhões, o que representa um aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre de 2024 e de 23% em relação ao mesmo período de 2023. “O ano foi iniciado de forma bastante promissora, com boas vendas para a Europa e Ásia. Faturamento e volume acimas dos anos anteriores. Além de comercialização destacada para as minimelancias potiguares e, principalmente, para os melões, mas também de limões e limas”, informou a Conab.
As vendas externas da banana no primeiro trimestre de 2025 tiveram um volume de 15,7 mil toneladas, 131,2% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a melancia apresentou um aumento de 90% em relação ao primeiro trimestre de 2024, com um volume exportado de 53 mil toneladas e faturamento no trimestre de U$S 32,1 milhões; 91% maior em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
As vendas externas de maçã registraram 2,57 mil toneladas, no primeiro trimestre de 2025. O resultado é 85,6% maior que o registrado em relação ao mesmo período ano anterior. O faturamento trimestral foi US$ 2,8 milhões, 93,6% acima na comparação com o mesmo período do ano passado.
As maçãs miúdas foram a principal categoria dessas frutas comercializadas, devido a serem bastante procuradas principalmente por países asiáticos. No caso do mamão, as exportações no primeiro trimestre de 2025 tiveram um volume de 13,36 mil toneladas, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já o faturamento foi US$ 17,1 milhões, alta de 31%.
O boletim mostra que as vendas externas de laranja nos primeiros três meses de 2025 tiveram um volume de 125,7 toneladas, 52% inferior em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, o compilado no mês corrente foi menor 68% na comparação com março do ano passado 2024. Já as importações das frutas comercializadas pelas Ceasas analisadas nesse boletim foram de 1,15 mil toneladas, alta de 9,5% no que diz respeito a fevereiro de 2025.
Em relação ao suco de laranja, as exportações brasileiras registraram 528,7 mil toneladas, queda de 22,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já o mês corrente em análise teve queda de 33,2% em face de março de 2024 e alta de 22,4% em relação a fevereiro de 2025. A Conab estima, para os próximos meses, um cenário de continuidade de envios mais baixos.