Número de beneficiários do Auxílio-Reclusão sobe 26,4% na pandemia

O número de dependentes do Auxílio-Reclusão subiu 26,4% em outubro ante igual mês de 2019. Foram 44.533 os beneficiários que receberam, segundo dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) obtidos pelo Poder360 via Lei de Acesso à Informação. É o maior valor desde maio de 2019.

  • o que é o auxílio – trata-se de 1 amparo mensal à família do preso de baixa renda que contribuiu para a Previdência. O presidente Jair Bolsonaro é contra o benefício, o qual às vezes chama de “bolsa presidiário”.

GASTOS SOBEM

O desembolso do governo com o auxílio avançou 33,8% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2019. Passou de R$ 37,8 milhões para R$ 50,6 milhões. O valor médio destinado para cada dependente foi de R$ 1.135. É maior do que o salário mínimo, de R$ 1.045.

PARA 5% DOS PRESOS

Havia 885 mil presos no país em outubro, segundo o site do Conselho Nacional de Justiça que monitora a situação dos detentos no país (atualmente fora do ar para manutenção). Só 5% cumpriam os pré-requisitos para a família receber o auxílio: ter tido emprego com carteira assinada e ser de baixa renda.

BOLSONARO SUGERIU REDUZIR

O total de beneficiários vinha caindo ao longo da gestão do presidente. Uma medida provisória de janeiro de 2019 dificultou o acesso. Entre as mudanças, estavam:

  • carência – é necessário ter feito ao menos 24 contribuições para fazer a solicitação. Antes da MP, era exigida apenas uma contribuição ao INSS;
  • presos com direito – apenas para familiares dos detentos do regime fechado, e não mais do semiaberto;
  • renda – a comprovação de baixa renda leva em conta a média dos 12 últimos salários do segurado, não só a do último mês antes da prisão;
  • acúmulo de benefícios – ficou proibido.

Bolsonaro criticou o Auxílio-Reclusão em janeiro de 2019. O presidente costuma chamar o auxílio de “bolsa-presidiário” e “estímulo ao crime”

EFEITO PANDEMIA

Por causa da crise econômica, mais pessoas estão buscando os benefícios aos quais têm direito, informou o INSS. Houve uma alta de 87,3% no número de beneficiários em outubro (44.533) na comparação com fevereiro (23.778) –período pré-pandemia.

Um pedido da Defensoria Pública da União, de maio, também fez o órgão flexibilizar as exigências durante o estado de calamidade pública –até 31 de dezembro de 2020.

“Os motivos que nos levou a oficiar diz respeito à dificuldade das pessoas entregarem o atestado de recolhimento à prisão no auge da pandemia, pois tinham que conseguir o documento no presídio e levar no INSS ou colocar no [aplicativo] Meu INSS”, informou a defensora Fernanda Hahn, do Comitê de Crise da defensoria.

POR QUE ISSO IMPORTA

Porque o Auxílio-Reclusão, sem entrar no mérito, mostra como é difícil os governantes impor suas políticas públicas.

Bolsonaro e seu time sempre falaram com indignação sobre o benefício. Davam a entender que o dinheiro secaria. Em 2019, houve uma redução. Em 2020, até por causa da pandemia, o cenário se inverteu.

Agora, com quase 2 anos no Planalto, Bolsonaro vai percebendo como é difícil cumprir o prometido. É assim com o auxílio-reclusão, mas também com a venda de imóveis da União, da privatização das estatais e com as reformas estruturantes em geral.

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O Poder360

Alexandre de Moraes testa positivo para covid-19

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, anunciou nesta terça-feira, 10, que testou positivo para a covid-19. De acordo com a assessoria do Tribunal, Moraes está assintomático e, durante o período de isolamento, manterá as atividades profissionais normalmente em sua residência.

“O ministro Alexandre de Moraes informa que testou positivo para Covid-19. Está assintomático e sob os cuidados do infectologista Davi Uip. Durante o período de isolamento, ele manterá as atividades profissionais normalmente em sua residência, em São Paulo”, diz o comunicado.

Posse no STF

Em setembro, a ministra Cármen Lúcia foi a 9ª autoridade a contrair a doença após a posse de Luiz Fux na presidência do STF. Antes de Cármen Lúcia, testaram positivo o ministro do STJ Benedito Gonçalves, o próprio Luiz Fux, o PGR Augusto Aras, os ministros do STJ, Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro, a presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Migalhas

Enfrentamento negativo de situações pode levar a doenças, diz médico

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O enfrentamento negativo de situações, envolvendo o sentimento de raiva, falta de perdão e ruminação, pode levar ao adoecimento, conforme avaliou o médico cardiologista Álvaro Avezum, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). A recomendação da Socesp é de que os cardiologistas abordem a questão do que definem como espiritualidade com seus pacientes. No entanto, a orientação não tem relação com religião, conforme ressaltou Avezum.

Segundo ele, a definição “é que espiritualidade é o conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam os nossos pensamentos, os nossos comportamentos e as nossas atitudes, na vida de relacionamentos consigo mesmo e com o outro. Mas nós acrescemos: passível de observação e mensuração científica”. Ele acrescenta que os padrões de comportamento, pensamentos e sentimentos devem ser levados em consideração no tratamento e na prevenção de doenças cardiovasculares.

O tema da espiritualidade e cardiologia comportamental e social estão na última edição da revista da Socesp, que trouxe a discussão sobre a integração desses elementos na prática clínica. “Este é um assunto em que a ciência está se envolvendo e deve se envolver cada vez mais, porque é uma maneira de avaliar o paciente na sua integralidade e não apenas um órgão isoladamente”, disse o cardiologista.

A orientação da entidade para que haja uma avaliação por parte dos médicos envolvendo fatores de espiritualidade está baseada na Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Avezum reforça que a indicação de abordagem dessas questões é para pacientes considerados estáveis. “Se o paciente estiver em situação clínica instável, em uma UTI, você não deve avaliar isso. Entretanto, o paciente estável, em ambulatório ou consultório, deve ter sua espiritualidade avaliada.”

“[Infarto e acidente vascular cerebral] constituem a causa número um e número dois de morte no Brasil, e o AVC é a causa número um de incapacitação. Dentro dos fatores de risco, além da hipertensão, do diabetes, tabagismo, da obesidade, do colesterol alterado, da alimentação não saudável e do sedentarismo, nós já tínhamos a confirmação de que estresse e depressão são preditores independentes de infarto, como também de acidente vascular cerebral”, disse. O termo preditores independentes significa que a presença daquele fator aumenta significativamente a chance da ocorrência dos eventos, no caso, infarto e AVC.

O médico avalia que a associação é significativa. Segundo ele, prevenir e gerenciar estresse evita em torno de um terço do total de casos de infarto. “O enfrentamento negativo das situações adversas – raiva, hostilidade, não perdoar, mágoa, ruminação, isso é enfrentamento negativo – está associado à liberação e produção de determinados hormônios [adrenalina e cortisol], aumentando a atividade inflamatória e pró-coagulante, associando-se ao adoecimento cardiovascular”, disse Avezum ao explicar que atividade inflamatória é nociva para o paciente.

Segundo ele, o enfrentamento positivo – quando o indivíduo tem disposição ao perdão, altruísmo, gratidão – está associado a uma melhor saúde cardiovascular. “Há estudos mostrando a associação de enfrentamento negativo, sentimentos não edificantes, com adoecimento cardiovascular. Se isso se associa com adoecimento, eu preciso avaliar, dentro da minha consulta, se o indivíduo tem questões de estresse, de depressão ou de enfrentamento negativo das situações adversas, sejam conjugais, profissionais ou mesmo na sociedade.”

Estudos

O cardiologista citou dois estudos norte-americanos que avaliaram se um fator de risco estava associado a uma doença. Em ambos foi observada a associação entre raiva e adoecimento. “Quando nós falamos primeiro do diabetes, esse estudo chamado MESA avaliou quase 5,6 mil indivíduos e seguiu por 11 anos. Ele mostrou que indivíduos que tinham o traço de raiva, o indivíduo mais explosivo,  aumentava o risco de desenvolver diabetes em 50%.”

O segundo estudo, chamado Aric, envolveu em torno de 13 mil pessoas e seguiu por 18 anos, de acordo com Avezum. “[O estudo] mostrou que indivíduos que tinham prontidão para raiva aumentavam em 44% a chance desenvolver insuficiência cardíaca. Então não são apenas os fatores convencionais que conhecemos que aumentam o risco de diabetes ou de insuficiência cardíaca. Complementarmente, há fatores ligados à espiritualidade que mostram associação com adoecimento”, disse.

“Hoje tratamos a hipertensão arterial porque houve confirmação de que ela é fator de risco para infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, e que tratamento anti-hipertensivo permite a redução desses eventos cardiovasculares. Os estudos clínicos em espiritualidade são preliminares e promissores, havendo necessidade de realização de estudos maiores para definir se intervenções baseadas em perdão ou em gratidão, por exemplo, podem reduzir a ocorrência de infarto do miocárdio, acidente vascular e morte cardiovascular”, acrescentou o especialista.

Agência Brasil

Biden diz que nada impedirá transição de poder nos EUA

Foto: REUTERS/Jim Bourg/Direitos Reservados

O presidente eleito Joe Biden afirmou nessa terça-feira (10) que nada irá impedir a transição de poder nos Estados Unidos (EUA) após sua vitória nas eleições presidenciais da semana passada.

Ele acrescentou que a transição está bem encaminhada, apesar da recusa do presidente Donald Trump de aceitar os resultados do pleito eleitoral.

Joe Biden fez a declaração durante evento em Delaware.

Agência Brasil

Mega-Sena acumulada sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 34 milhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As seis dezenas do concurso 2.317 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia no primeiro mês R$ 39,4 mil.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Agência Brasil

IPC e cesta básica aumentam no mês de outubro em Natal

Foto: UOL

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade do Natal, calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema_, através da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES), registrou no mês de setembro, uma variação positiva de 0,95% em relação ao mês anterior. Com este resultado, a variação no ano ficou em 3,87%, nos últimos doze meses (Novembro/19 a Setembro/2020) atingiu 5,18% e 505,60% desde o início do Plano Real.

O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 2,36% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: cereais, leguminosas e oleaginosas (8,91%), óleos e gorduras (6.98%), alimentação dora do domicílio (5,58%), carnes (4,27%), hortaliças e verduras (3,33%) e enlatados e conservas (2,84%).

O grupo transporte apresentou neste período uma variação positiva de 1,27% em função do aumento de preços nos seguintes itens: combustíveis (veículos) (3.25%) e veículo próprio (1,76%). O grupo artigos de residência apresentou uma variação positiva de 0,66%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preço foram: nobiliário (1,29%), eletrodomésticos e equipamentos (1,26%) e utensílios e enfeites (0,39%).

Cesta Básica:

O custo da cesta básica teve uma variação positiva de 1,61% em relação ao mês anterior. Dos produtos que compõem a cesta básica, sete tiveram variação positiva: arroz (11,70%), óleo (10,10%), feijão (8,10%), carne de boi (5,32%), leite (3,22%), farinha (1,92%), margarina (1,24%). As variações negativas ocorreram em seis produtos restantes: tubérculos (-5,11%), pão (-4,90%), frutas (-2,03%), café (- 1,78%), legumes (-1,76%) e açúcar (-0,07%).

O custo com alimentação por pessoa foi de R$ R$ 417,94. Para uma família constituída por quatro pessoas, esse valor alcançou R$ 1.671,76. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com vestuário, despesas pessoais, transportes, dentre outros o dispêndio total seria de R$ 5.155,08.

Assecom IDEMA

Senadores requerem informações de presidentes da Anvisa e do Butantan

Nesta 3ª feira (10.nov.2020), os senadores Rogério Carvalho (PT), Randolfe Rodrigues (Rede), Confúcio Moura (MDB) e Alessandro Vieira (Cidadania) fizeram requerimentos convidando o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, para prestarem esclarecimentos no Senado Federal acerca da suspensão dos estudos clínicos sobre a vacina CoronaVac. O imunizante é desenvolvido no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

A comissão mista que acompanha as ações do Executivo contra a pandemia da covid-19 deverá fazer reunião remota na 4ª feira (11.nov.2020), às 10h, para votar os requerimentos que pedem o esclarecimento da suspensão.

Alessandro Vieira (Cidadania) afirmou que “não é aceitável que possíveis disputas políticas possam atrasar uma medida tão aguardada como a distribuição da vacina que, esperamos, poderá facilitar e impulsionar a normalização da situação de calamidade que enfrentamos no momento”.

O senador também disse no requerimento dele que a atitude de comemoração do presidente Jair Bolsonaro quando foi anunciada a interrupção dos estudos clínicos sobre a CoronaVac é “repugnante“. “Não podemos descartar que a ANVISA tenha sido instrumentalizada para cumprir os caprichos do Presidente (…) às custas da saúde, e das vidas, de todos os brasileiros“, disse Alessandro.

No Twitter, Randolfe Rodrigues justificou estar exigindo explicações da Anvisa porque “a saúde das pessoas não é brincadeira. A politização da vacina é algo inaceitável. A vida do povo deve ser prioridade“.

Deputados que são de oposição ao governo de Bolsonaro também querem explicações. O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT) disse que o governo do presidente da República continua “brincando“com a vida dos brasileiros. “Ao suspender os testes da Coronavac, aqui no Brasil, ele atenta contra a possibilidade de nós termos uma vacina que efetivamente cure a Covid-19”, afirmou.

O deputado Alexandre Padilha (PT) também disse que entrará com requerimento para convocar os representantes da Anvisa e do Ministério da Saúde a darem explicações.

INTERRUPÇÃO DOS ESTUDOS CLÍNICOS

Na 2ª feira (9.nov.2020), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), suspendeu os estudos clínicos da vacina contra a covid-19 CoronaVac. Segundo a Anvisa, suspensão ocorre por causa de 1 “evento adverso grave” do dia 29 de outubro.

A causa da morte, segundo laudo médico emitido pelo IML (Instituto Médico Legal) divulgado pela TV Cultura, foi suicídio. Os membros da Anvisa, no entanto, afirmam não ter sido notificados formalmente deste fato.

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo– foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada”.

“Quando temos eventos adversos não esperados, aqueles que num 1º momento não conseguimos fazer uma relação, a sequência é uma só: interromper os estudos”, completou.

Em entrevista concedida na manhã desta 3ª feira (10.nov), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o “evento adverso grave” no voluntário em questão não tem relação com a vacina, mas não detalhou.

BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta 3ª feira (10.nov.2020), que a suspensão dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é mais uma medida que representa sua vitória sobre a gestão do governador João Doria (PSDB).

“Morte, invalidez e anomalia… Esta é a vacina que o Dória (sic) queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la (sic). O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, disse o presidente em seu perfil no Facebook em resposta a um usuário da rede social.

Poder 360.

TSE decide manter inelegibilidade do ex-governador Ricardo Coutinho

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu manter a inelegibilidade do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por 8 anos, contados a partir de 2014. O político foi condenado por abuso de poder político, mediante o uso da máquina administrativa, para ser reeleito.

Coutinho é candidato a prefeito de João Pessoa. Segundo pesquisa Ibope, ele é o 3º colocado nas intenções de voto para o 1º turno. Em nota, o político afirmou que segue na disputa, porque o registro da candidatura já foi deferido pela Justiça Eleitoral. Eis a íntegra.

 

Segundo o TSE, os ministros analisaram, de uma só vez, 3 processos referentes ao caso de Coutinho. Uma das denúncias tratava da distribuição irregular de kits escolares, outro sobre concessão de microcrédito, pelo programa Empreender, enquanto o terceiro tratava da contratação e exoneração de prestadores de serviços no trimestre anterior às eleições de 2014.

Além de perder os direitos políticos, Coutinho terá que pagar multa estabelecida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, cujo valor foi mantido pelo TSE.

A ex-vice-governadora, Lígia Feliciano, também era citada nos processos. Os ministros decidiram isentá-la de responsabilidade, mas também mantiveram as multas da Justiça Eleitoral da Paraíba contra ela.

Poder 360.

STF determina que Anvisa detalhe critério de suspensão da vacina em até 48 h

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 48 horas para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) esclarecer os critérios utilizados para suspender os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A decisão foi tomada nesta 3ª feira (10.nov.2020).

Além disso, solicitou que a agência reguladora preste esclarecimento sobre o estágio de aprovação desta e demais vacinas contra a covid.19. Eis a íntegra.

O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada.

A agência disse ter recebido do Instituto Butantan apenas a informação de que teria havido 1 “evento adverso grave inesperado”. Nesses casos, afirma, o protocolo é interromper a vacinação.

“As informações recebidas ontem foram informações que levaram a área técnica a tomar a decisão da interrupção temporária. […] As informações detalhadas ontem foram consideradas pela área técnica insuficientes, incompletas”, afirmou.

A Anvisa afirma que só mudará o entendimento depois do posicionamento do Comitê Independente Institucional e de ter acesso a dados pelos canais oficiais.

O Poder360

Interrupção de testes de vacina “era a única medida a ser tomada”, diz Anvisa

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo– foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada”.

“As informações recebidas ontem foram informações que levaram a área técnica a tomar a decisão da interrupção temporária. […] As informações detalhadas ontem foram consideradas pela área técnica insuficientes, incompletas”, afirmou.

“Quando temos eventos adversos não esperados, aqueles que num 1º momento não conseguimos fazer uma relação, a sequência é uma só: interromper os estudos”, completou.

A diretora da Anvisa Alessandra Bastos afirmou que quando a decisão foi tomada, tinha somente esta informação, de “efeito adverso grave não esperado”.

A causa da morte, segundo laudo médico emitido pelo IML (Instituto Médico Legal) divulgado pela TV Cultura, foi suicídio. Os membros da Anvisa, no entanto, afirmam não ter sido notificados formalmente disso.

Em entrevista concedida na manhã desta 3ª feira (10.nov), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o “evento adverso grave” no voluntário em questão não tem relação com a vacina, mas não detalhou.

“Os dados são transparentes. Por que nós sabemos e temos certeza de que não é 1 evento relacionado a vacina? Como eu disse, do ponto de vista clínico do caso e nós não podemos dar detalhes, infelizmente, é impossível, é impossível que haja relacionamento desse evento com a vacina, impossível, eu acho que essa definição encerra um pouco essa discussão”, afirmou a jornalistas.

Covas disse ainda que a agência foi notificada sobre a ocorrência em 6 de novembro e não se pronunciou até a noite de 2ª feira (9.nov.2020). Na nota em que comunicou a interrupção dos testes, a Anvisa afirmou que a ocorrência foi em 29 de outubro. Para Covas, a agência deveria, antes de suspender os testes, ter verificado qual foi o evento adverso grave que ocorreu com o voluntário do estudo. “Foi isso o que aconteceu? Não”.

Segundo a Anvisa, porém, as informações só foram conhecidas nesta 2ª feira por causa de ataque de hackers ao sistema do Ministério da Saúde. Diante da comunicação, as normas indicam a interrupção dos testes. Medida que foi adotada e, depois, informada por ofício e e-mail, de acordo com a agência.

Em relação à afirmação do governo de São Paulo de que teria sido informada da interrupção pela imprensa, Barras Torres disse não ser “razoável”“Se assim foi, deixou-se de verificar uma documentação oficiada”, disse.

O presidente da Anvisa reforçou ainda que a agência “não é parceira de nenhum desenvolvedor. De nenhum laboratório. De nenhum instituto. De nenhum setor regulado”. E que, para a retomada dos testes, será necessário o posicionamento de 1 comitê internacional e o acesso a dados por meio dos canais oficiais.

“Informação para nós não é informação se ela não vem em canal correto. Não estamos diante de nenhuma brincadeira de criança. Existe 1 protocolo”, completou.

BOLSONARO X DORIA

A interrupção dos testes foi comemorada por Jair Bolsonaro na manhã desta 3ª feira (11.nov). Em resposta a 1 seguidor no Facebook, o presidente afirmou: “Morte, invalidez e anomalia… Esta é a vacina que o Dória (sic) queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la (sic). O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

Ambos divergem sobre a obrigatoriedade da aplicação da vacina. O tucano diz que exigirá a imunização em São Paulo. Já Bolsonaro afirma que cabe ao Ministério da Saúde recomendação dessa natureza. Além disso, o presidente tem levantado suspeitas sobre a segurança da CoronaVac. Em 21 de outubro, depois de o Ministério da Saúde anunciar que adquiriria as doses da vacina, Bolsonaro cancelou o acordo.

A reportagem do Poder360 apurou que o presidente enviou mensagens a ministros com o seguinte teor: “Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid-19″. No mesmo dia, publicou nota dizendo que a compra de vacinas seria condicionada à comprovação científica de sua eficácia.

Em março, o diretor-presidente da agência reguladora, Antonio Barra Torres, acompanhou, sem máscara, manifestação pró-governo ao lado de Bolsonaro. Questionado sobre uma eventual comunicação sobre o assunto com o presidente, Barras Torres negou. Disse ainda não ter função de assessorar o presidente.

Durante a entrevista a jornalistas na sede do Instituto, Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo, disse que o governo paulista, comandado por João Doria (PSDB), “não trata e nunca tratou a pandemia e a vacina de forma política”.

Barras Torres, por sua vez, declarou: “Nós não tecemos no passado, não teceremos agora e não teceremos no futuro comentários sobre questões políticas. O que o cidadão brasileiro não precisa hoje é de uma Anvisa contaminada por questões políticas. Ela existe, sim, existe. Mas ela tem que ficar daqui para fora.”

Poder 360.

Brasil tem que deixar de ser país de maricas, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (10.nov.2020) que o Brasil tem que deixar de ser 1 país de “maricas” – termo pejorativo para se referir a homossexuais. De acordo com ele, tudo agora é pandemia de coronavírus e superdimensionado. “Não adianta fugir da realidade“, declarou. “Geração hoje em dia é Nutella”.

Bolsonaro também usou o termo marica para criticar pessoas que defendem alianças de centro. O jornal Folha de S.Paulo revelou no domingo (8.nov.2020) que o ex-juiz federal Sergio Moro recebeu o apresentador de TV Luciano Huck em Curitiba, em outubro, para discutir o panorama eleitoral e uma possível união.

“Nós temos que buscar mudanças. Não teremos outra oportunidade. Já vem uma turminha falar: ‘Queremos 1 centro, nem ódio para lá, nem ódio para cá’. Ódio é coisa de marica, pô. Meu tempo de bullying na escola era porrada. Agora, se chamar o cara de gordo é bullying”, declarou o presidente em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo Bolsonaro, diversos políticos querem a cadeira dele e buscam chegar à Presidência criticando-o. “Quem acha que eu tenho tesão nesta cadeira está errado”. De acordo com o presidente, só a esquerda ganha com isso. Bolsonaro falou que o ex-presidente da Argentina Maurício Macri não conseguiu implementar as reformas propostas por ele porque “levava pancadas” de aliados. Na avaliação do chefe do Executivo brasileiro, isso abriu espaço para Cristina Kirchner retomar o poder.

Poder 360.

Bolsonaro faz ameaça a Biden: “Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (10.nov.2020) que “quando acabar a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir a possíveis barreiras comerciais impostas por outros países condicionadas à preservação da Amazônia. No discurso, o presidente se referiu a Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, como “1 grande candidato à chefia de Estado”.

Biden propôs formar de uma coalizão internacional para transferir US$ 20 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) ao Brasil para a preservação da Amazônia.

É a 1ª vez que Bolsonaro se refere indiretamente a Biden depois de a mídia norte-americana declarar a vitória do postulante democrata.

“Assistimos há pouco 1 grande candidato à chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né Ernesto?”, disse, direcionando-se ao ministro das Relações Exteriores.

Porque, quando acabar a saliva, tem que ter pólvora. Se não, não funciona. Precisa nem usar a pólvora, mas precisa mostrar que nós temos”, completou o presidente.

Assista à declaração de Bolsonaro (1min11s):

A proposta de impor barreiras foi apresentada pelo democrata durante o 1º de debate para a eleição norte-americana realizado na noite de 29 de setembro. Biden disse ainda que, caso eleito, poderia impor sanções ao Brasil caso o problema não seja sanado.

Assista ao momento (1min30s):

Poder 360.

Lewandowski pede à Anvisa informações sobre testes da CoronaVac

Foto: Nelson Jr/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste informações sobre os critérios usados para os testes da vacina CoronaVac e o atual estágio de aprovação em que ela se encontra.

A vacina, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, está no centro de uma polêmica pelo anúncio da paralisação dos testes pela Anvisa.

Além das informações sobre a CoronaVac, Lewandowski também pede para que a agência dê notícias sobre o andamento das outras vacinas contra o coronavírus em fase de teste no Brasil.

O pedido foi feito, segundo o ministro, considerando “o relevante interesse público e coletivo discutido” na ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.

Veja

Maia reage a Bolsonaro: ‘Entre pólvora e maricas, uma economia frágil e um estado às escuras’

 Foto: Jorge William

BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu às declarações do presidente Jair Bolsonaro dadas nesta terça-feira. Em duas curtas postagens nas redes sociais, Maia criticou a posição de Bolsonaro sobre a vacina desenvolvida contra a Covid-19, a condução da política econômica do governo, a política externa e o apagão que atingiu o Amapá.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, enquanto falava sobre a pandemia, Bolsonaro disse que o Brasil “precisa deixar de ser um país de maricas”. Antes, nas redes sociais, após a morte de um voluntário, o presidente comemorou a interrupção de testes da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.

No mesmo dia, Bolsonaro cogitou o uso de “pólvora” para defender a Amazônia contra possíveis sanções dos Estados Unidos. Ele citou a proposta de Joe Biden, candidato eleito pelo partido democrata, de pressionar o Brasil a combater os incêndios florestais.

“Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal”, escreveu Maia em suas redes sociais. Em outra postagem, ele acrescentou: “E a todos os parentes e amigos de vítimas da covid-19 a nossa solidariedade”.

Nesta terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil pode “ir para uma hiperinflação muito rápido” se não rolar sua dívida interna de modo satisfatório. Ele cobra a realização de privatizações para que o país possa superar a crise.

O Globo

Covid-19: Brasil passa de 5,7 milhões de casos

Foto: Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

O Brasil passou da marca de 5,7 milhões de casos de covid-19. De acordo com balanço divulgado na noite desta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde, foram notificados 25.012 novos diagnósticos positivos da doença. Com isso, o número acumulado chegou a 5.700.044.

Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 10/11/2020
Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 10/11/2020 – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil é o terceiro país em número de casos, conforme o mapa global da universidade norte-americana Johns Hopkins, usado como referência mundial de acompanhamento das estatísticas da pandemia. À frente, estão a Índia (8,59 milhões) e os Estados Unidos (10,2 milhões), ambos mais populosos que o Brasil.

O número de mortes pela covid-19 chegou a 162.829 no Brasil. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 201 novos óbitos em função da doença, causada pelo novo coronavírus-19. Até ontem (9), o painel do Ministério da Saúde marcava 162.628 óbitos em razão da doença.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde em nova atualização na noite de hoje. O balanço é feito a partir de informações coletadas pelas secretarias estaduais de Saúde acerca das mortes e casos em cada localidade.

Ainda há 2.295 mortes em investigação, além de 364.575 pacientes em acompanhamento e 5.064.344 que já se recuperaram. Esses dados, contudo, são relativos ao dia 4 de novembro. O Ministério da Saúde atribuiu a dificuldade de atualização a problemas técnicos experimentados no sistema do órgão na semana passada.

O número de casos e de mortes é mais baixo nos domingos e nas segundas-feiras por causa da limitação na sistematização dos dados e alimentação do painel do ministério pelas secretarias estaduais nos fins de semana. Nas terças-feiras, os números diários tendem a subir pelo acúmulo de casos do fim de semana reportado neste dia.

Estados

Os estados com mais mortes são São Paulo (39.717), dados ainda do dia 5, e Rio de Janeiro (20.905), dados referente ao dia 9. Em seguida, vêm Ceará (9.416), Minas Gerais (9.204), dado do dia 7, e Pernambuco (8.763).

As unidades da Federação com menor número de casos são Roraima (695), Acre (704), Amapá (766), Tocantins (1.115) e Rondônia (1.482).

Agência Brasil