Visão de mundo: ex-ministro Mandetta aponta caminhos para convivência em época de pandemia

 

Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em uma entrevista à TV Tropical esclarecendo sobre a crise sanitária que o mundo enfrenta, apontou novos desafios que o Brasil terá pela frente para controlar o avanço do vírus. Sensato, didático e com equilíbrio, Mandetta direcionou os governos federal, estadual e também municipais para o pós descoberta da vacina, que irá possibilitar uma convivência mais harmônica com os efeitos dessa pandemia. A luz continua acessa para o isolamento social, uso de máscaras e a higienização pessoal de cada cidadão. O ex-ministro fez um novo alerta aos governos do mundo e, em especial, ao Brasil. Temos que nos preparar para reforçar a produção da vacina, pois nenhum país irá disponibilizar esse medicamento para outras pessoas diferentes de seu povo.

Acompanhe a entrevista de Mandetta:

https://www.youtube.com/watch?v=xTg8L3mrFA4

 

Maurício Marques grava áudio e pede para espalhar nos grupos: “Eu sou pré-candidato a prefeito, sim”

 

Quem estaria interessado(a) em desestabilizar a candidatura de Maurício Marques a prefeito de Parnamirim? Ele anda sumido do noticiário político, se esquivando das entrevistas e já é a terceira vez que faz esse tipo de pronunciamento (ouça áudio), reafirmando que é pré-candidato. MM está louco para voltar à cadeira que ocupou, sucedendo Agnelo Alves, seu – hoje saudoso – guru político. Digo e repito, sou candidato! Ou essa é mais uma estratégia que o ex-prefeito encontrou para manter o seu nome na mídia, uma vez que, nos últimos dias, assistiu suas principais concorrentes avançarem com apoios importantes com a vice-prefeita Elienai Cartaxo, ganhando o apoio do PV, e ele apenas colecionando letrinhas?

Seria gente do governo Taveira ou da oposição que estaria desejando ver a “caveira” de Maurício? Pois na famosa votação na Câmara Municipal, quem lhe derrotou, reprovando suas contas quando prefeito, foram suas ex-secretárias Ana Michele e Vandilma e os aliados de Elienai, Paulão Jr. e o pastor Alex.

Ouça o apelo de MM:

Onshore potiguar será tema do Circuito Brasil de Óleo e Gás

 

O novo mercado potiguar de petróleo e as oportunidades de operação onshore e de fornecedores estratégicos estão no centro das discussões do “Circuito Brasil de Óleo e Gás”, que ocorre de forma virtual no Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (22) e quinta-feira (23), 16 horas. O evento é realizado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás Natural (ABPIP) e vai apresentar o cenário atual e as oportunidades para as empresas do estado face à entrada de operadoras independentes na Bacia Potiguar. 

Durante o evento, serão apresentados os principais resultados dessa atividade no estado. O diretor superintendente do Sebrae no Rio Grande do Norte, José Ferreira de Melo Neto, participará do circuito na quinta-feira e vai mostrar como a instituição de apoio às micro e pequenas empresas tem atuado para articular os envolvidos nessa cadeia produtiva com foco na inserção e capacitação dos pequenos negócios nesse setor.  

“O Sebrae manteve um processo de capacitação e qualificação dessas pequenas empresas inseridas na cadeia produtiva do petróleo, gás e energia para obtenção de certificações, visando atender as novas normas técnicas internacionais da qualidade. Além disso, realizamos capacitações continuadas nas áreas de gestão, finanças, inovação tecnológica e consultorias especializadas”, explica o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto. 

A transmissão online contará com a participação de Marcio Félix, vice-presidente executivo da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (ONIP; Anabal Santos Júnior, secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás Natural (ABPIP); e Karine Fragoso, diretora geral da ONIP, que mediarão o evento, além de convidados entre autoridades estaduais e representantes das companhias independentes.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Defensoria instaura ação para apurar irregularidades no “Minha Casa, Minha Vida” em Parnamirim

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) entrou com ação coletiva para averiguar denúncias na seleção de beneficiários para o Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ pela Prefeitura de Parnamirim. O documento pede que o Município apresente os procedimentos administrativos das seleções realizadas no âmbito do programa desde 2011. As denúncias incluem beneficiários que foram sorteados e, mesmo assim, não receberam informações sobre o imóvel a que tem direito.

De acordo com a ação, o núcleo de atendimento da DPE/RN em Parnamirim recebeu diversos pedidos de atendimento relacionados à seleção de beneficiários do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, ao longo dos anos de 2019 e 2020. Em comum, todos alegavam ausência de transparência e de esclarecimentos nos processos de seleção e convocação. Na maioria dos relatos, apresentados na ação, a documentação necessária para dar entrada no processo era enviada à Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Regularização Fundiária de Parnamirim – SEMAS, mas os solicitantes não chegavam a participar de sorteios.

A ação apresenta relatos de beneficiários que foram sorteados pela SEMAS e, mesmo assim, não receberam qualquer informação acerca do imóvel a que tinham direito. Ao entrar em contato com a Secretaria em busca de esclarecimentos, alegam que as informações eram desencontradas e contraditórias.

No início deste ano, a DPE/RN instaurou um procedimento preparatório onde expediu ofício à SEMAS pedindo esclarecimentos sobre a relação de empreendimentos entregues, das pessoas sorteadas, seleção dos beneficiários, entre outras questões. O ofício foi recebido pela SEMAS no dia 20 de janeiro de 2020, sem que tenha havido, até o momento, qualquer resposta.

“Com a iminente entrega do empreendimento Irmã Dulce III, muitos munícipes correm o risco de serem preteridos ou mesmo de sequer terem participado da seleção para tais empreendimentos em razão de omissão do Município de Parnamirim. Muitos interessados foram informados pela SEMTAS de sua migração para este empreendimento ou foram indevidamente excluídos de seleção anteriores e poderiam fazer jus à reserva de unidade habitacional nesse novo empreendimento a ser entregue”, explica o defensor público André Gomes, responsável pela ação.

Diante do exposto, a ACP solicita, em tutela provisória de urgência, a suspensão da seleção e convocação de beneficiários para os empreendimentos Irmã Dulce realizadas pelo Município de Parnamirim, até que sejam prestados os devidos esclarecimentos. A Prefeitura deve esclarecer também a forma de realização da referida seleção, os critérios utilizados e quais pessoas participaram, bem como especificar os que migraram de empreendimentos anteriores para os Irmã Dulce I, II e III.

Fonte: Defensoria Pública do RN

Covid-19: Brasil lidera pesquisas entre nações ibero-americanas

 

O Brasil lidera o ranking de países ibero-americanos em pesquisas sobre a pandemia do novo coronavírus. O país é o que tem mais artigos científicos sobre o assunto e mais instituições trabalhando em aspectos diversos, do conhecimento do fenômeno às formas de prevenção e tratamento.

De acordo com levantamento da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), a partir da base de trabalhos científicos PubMed, cientistas brasileiros haviam publicado nessa segunda-feira (20) 833 artigos. Em seguida vêm o México (231), a Colômbia (157), Argentina (153), o Chile (110) e o Peru (76). No total, foram mapeadas 1.478 investigações.

O Brasil é a origem das instituições com mais trabalhos publicados: Universidade de São Paulo (165), seguida pela Fundação Oswaldo Cruz (65), Universidade Federal de Minas Gerais (51), Universidade Federal do Rio de Janeiro (50). Em seguida vem a Universidade Tecnológica de Pereira (46), na Colômbia.

A entidade disponibiliza um observatório voltado ao tema, atualizado em tempo real, e que pode ser consultado na internet.

Quando considerada uma rede de repositórios institucionais de artigos científicos da região denominada LA Referência, a Argentina é a que tem mais trabalhos publicados (131), seguida pelo Peru (124), Brasil (45), Chile (33) e a Costa Rica (19).

No levantamento sobre essa base de dados, destacam-se as universidades de Rosário, na Argentina (50), Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (42), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Comissão Nacional de Investigação Científica e Tecnológica do Chile (33) e o Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina (29).

Para o coordenador de Desenvolvimento de Cooperação da OEI-Brasil, Allan Torres, a liderança brasileira mostra a importância do trabalho feito pelos pesquisadores do país sobre o tema neste momento excepcional.

“Acho que isso mostra a qualidade das nossas universidades e o senso de urgência que tiveram perante a seriedade com que a covid-19 atingiu o Brasil. Tanto o Brasil quanto a Ibero-América mostram o valor do seu capital humano, e o mais interessante disso tudo é o espírito colaborativo”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

Templos fechados, corações abertos

Padre João Medeiros Filho

Doutor William Douglas R. Santos é professor e juiz titular da Quarta Vara Federal de Niterói. Recentemente, afirmou que as igrejas não podem ser fechadas, pois prestam serviço essencial. Comentava que as pessoas vão a supermercados e padarias – atividade vital – a fim de adquirir o alimento cotidiano indispensável para o corpo. Mas, não tiveram chance, mesmo se fossem observados todos os cuidados e precauções, de receber presencialmente o pão espiritual. De acordo com o magistrado, “é natural e cabível que as autoridades civis exijam dentro dos templos o uso de máscara, álcool gel e o distanciamento social. No entanto, não podem determinar o seu fechamento”. O medo calou e tolheu a população. Durante a perseguição de imperadores romanos e em outros momentos, pastores e fiéis foram destemidos. Entretanto, não se deve considerar o silêncio de muitos como ausência de fé ou de convicção religiosa. Várias lideranças cristãs e de outros credos optaram por não questionar medidas determinadas, De acordo com dados científicos disponíveis. Agiram deste modo para não tumultuar ainda mais a vida dos fiéis, apavorados com a pandemia. Fecharam os prédios, mas não as igrejas de nossos corações. O apóstolo Paulo afirmava: “Não sabeis que vós sois o Templo de Deus”? (1Cor 3, 16).

Em texto divulgado nas redes sociais, Chris Banescu (docente da Universidade de Maryland) demonstrou espanto ao ler que o Covid-19 é assaz inteligente. Segundo teorias propaladas, o vírus é passível de se ocultar inclusive nos bancos das igrejas. Assim declaram alguns cientistas, seguidos por certos administradores e líderes. Consoante suas pesquisas, o Sarscov-2 pode contaminar os indivíduos até dois metros (ou metro e meio) de distância. Ironicamente, Chris imagina que o vírus possua um sensor acoplado a uma trena. Conclui dizendo que,em nome da “ciência”, nos transmitiram também relatos fantasiosos e dados de ficção. “Será que não há subliminarmente outros interesses (até ideológicos)?” Assim, indagou Banescu.

Voltando ao Dr. William Douglas, este enfatiza que os templos são lugares protegidos pelos direitos humanos e pela Constituição Federal. O culto religioso constitui-se em atividade essencial à vida. Por isso, ninguém poderá impedi-lo.Ele lembrou ainda que as igrejas pertencem aos fiéis, que as mantêm e devem ser ouvidos. Na ocasião, aludiu à laicidade constitucional do Estado brasileiro e à atuação histórica de teístas no cenário político. Ser laico implica na liberdade e respeito de todas as religiões e até do ateísmo. E o Estado precisa saber lidar com as diversas crenças numa sociedade pluralista e democrática. Constitucionalmente, não se pode abolir Deus e a vida religiosa de nosso povo. Fechar as igrejas acarreta, de forma sutil e velada,a exclusão do Divino no cotidiano dos que creem. Para eles os templos são locais privilegiados da presença do Sagrado.

Há os que querem banir Deus e Cristo da arena pública. Volta à baila a discussão sobre a posição dos símbolos religiosos – máxime os cristãos – em edifícios oficiais. Tem sido objeto de um processo de apelação junto ao Supremo Tribunal Federal. Vale citar as palavras do renomado jurista Sobral Pinto: “O crucifixo nas repartições públicas e nas cortes – independentemente de haver uma religião que surgiu do Crucificado – é uma salutar advertência sobre a responsabilidade dos governantes e juízes, a respeito de erros e riscos de atenderem aos poderosos mais do que aos necessitados e desvalidos”.

À luz do Direito, deveria ter sido analisado o fato das igrejas serem fechadas,durante a pandemia.Como pastores e ministros do culto compete-nos, segundo os postulados teológicos, animar e fortalecer os fiéis na sua fé, com a pregação da Palavra Sagrada e a distribuição dos sacramentos. Santo Irineu, primeiro bispo de Lyon, afirmara: “Não é justo privar os meus irmãos da Ceia do Senhor”. Até em situações bélicas, os capelães militares (de diferentes religiões) se achegam aos campos de batalha para assistir aos feridos e moribundos. Nesta guerra sanitária, há quem questione: não fomos inibidos no exercício do ministério, privando os cristãos da vida litúrgica? “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).