Eleições em São Paulo: Pela primeira vez em 35 anos, PT não fica entre os dois primeiros colocados

Pela primeira vez em 35 anos o Partido dos Trabalhadores não termina a disputa pela Prefeitura de São Paulo nas duas primeiras colocações. A última vez que isso aconteceu foi em 1985, quando Jânio Quadros (PTB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se enfrentaram na segunda parte do pleito, com a vitória de Jânio. Na época, a chapa do PT, composta por Eduardo Suplicy e Luiza Erundina como vice, ficou em 3º lugar, com 19,75% dos votos.

Neste domingo, 15, o prefeito Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) ficaram entre os primeiros mais votados e vão se enfrentar novamente nas urnas, no segundo turno, no dia 29 de novembro.

É a primeira vez que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vai para o segundo turno na capital paulista. Dessa vez, Luiza Erundina também é a vice de Boulos.

Jovem Pan

Aliados de Bolsonaro admitem derrotas como ‘termômetro’ para 2022

Foto: Antonio Scorza/Agência O Globo/15-11-2020

O entorno do presidente Jair Bolsonaro tenta fazer uma limonada das derrotas impostas aos seus candidatos nestas eleições municipais. A avaliação é de que o cenário serviu como um importante termômetro para moldar uma campanha para a corrida presidencial de 2022 caso o chefe do Executivo leve adiante o plano de tentar a reeleição. Sem entrar de cabeça neste pleito, avaliam aliados, Bolsonaro teria dificuldade de conhecer o real tamanho de sua força e fraqueza.

Além disso, assessores do presidente consideram que, se tivesse ficado de fora da disputa municipal, o capitão não teria ninguém para defender suas bandeias e seria alvo de ataques nos debates.

Interlocutores do presidente avaliam agora que o presidente deverá repensar sua estratégia de campanha para 2022 já que não terá uma base eleitoral forte nos municípios. Em 2018, Bolsonaro também não contava com esse tipo de apoio nos interiores, mas conseguiu se fortalecer com o discurso de que juntos precisavam expulsar o PT. Agora, seus aliados ponderam que, com o PT mais enfraquecido e eleitores rejeitando o discurso de ódio, é preciso mudar a tática.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que o apoio de Bolsonaro conseguiu impulsionar a candidatura do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) à reeleição no Rio de Janeiro — ele disputará o segundo turno contra Eduardo Paes (DEM) —, mesmo não sendo suficiente para ajudar Celso Russomanno (Republicanos) a avançar na disputa. No Palácio do Planalto, a justificativa para tirar a derrota de Russomanno do colo do presidente está em apontar “falhas” na campanha dele.

Interlocutores do presidente apontam que primeiro o republicano tentou esconder o presidente nas peças de campanha e que mesmo depois, ao voltar atrás e inseri-lo, não conseguiu se comunicar com a militância bolsonarista, que o viu como traidor. Outra crítica levantada por assessores de Bolsonaro foi com o case escolhido pelo candidato, que usou linguagem de futebol enquanto seu público era voltado por telespectadores conservadores que não entendem do esporte. Russomanno virou o CR10, em referência ao jogador português Cristiano Ronaldo e ao camisa 10 do Pelé.

Bolsonaro também sentiu a derrota no Recife, onde apesar do seu apoio a Delegada Patrícia (Podemos) caiu para quarto lugar na disputa. Lá, o segundo turno ficará em família e no campo da esquerda com João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). O ex-ministro Mendonça Filho (DEM) que tinha uma sinalização de que poderia receber o apoio do presidente caso passasse para a fase final ficou em terceiro lugar.

Já em Belo Horizonte, apesar da derrota de Bruno Engler (PRTB) para Alexandre Kalil (PSD), reeleito no primeiro turno com 63,3% dos votos válidos, a interpretação foi de que Bolsonaro conseguiu alavancar o nome do deputado estadual. As pesquisas de intenção de votos colocavam Engler atrás e com, no máximo, de 4% das intenções de voto. Ele, porém, chegou a quase 10% dos votos válidos, ficando em segundo lugar.

Nas redes sociais, Bolsonaro tentou minimizar sua participação no pleito. Alegou que sua “ajuda” se resumiu a quatro transmissões ao vivo que totalizaram “três horas”. O presidente fez questão de criticar o PSDB por não ter conseguido elegar Bruno Covas no primeiro turno e apontar uma derrota da esquerda. “De concreto, partidos de esquerda sofreram uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar”, escreveu.

Por outro lado, o assessor especial da Presidência Filipe Martins escreveu, no Twitter, que “a esquerda se renovou, assimilou as lições de 2018 e soube usar a internet e a nova realidade política a seu favor”. De acordo com Martins, a direta não conseguiu se organizar e precisava fazer a “devida autocrítica”. Caso contrário, segundo ele, os erros “cobrarão um preço ainda maior no futuro”.

Mourão vê vitória do centro

Já o vice-presidente Hamilton Mourão apontou os “partidos de centro tradicional” como os “grande vencedores” da disputa.

— Até o presente momento não fiz nenhuma análise aprofundada, (mas) os partidos de centro tradicionais foram os grandes vencedores. Por enquanto é isso — disse, em conversa com jornalistas ao chegar no Palácio do Planalto. — São político mais tradicionais, mais conhecidos, os que foram eleitos já no primeiro turno, em grandes cidades, e aqueles que estão competindo no segundo turno. Isso é uma realidade.

Mourão, contudo, disse que não é possível apontar uma derrota de Bolsonaro porque ele não “entrou de cabeça” na eleição e apenas apoiou “muito pouco” alguns candidatos.

— Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos, muito pouco, mas não tinha. O presidente está sem partido. Sem estrutura partidária fica difícil participar de uma eleição.

O Globo

O novo rei do litoral. Éder Queiroz se elege e faz Taveira o mais votado  

O jovem Éder Queiroz se elege vereador com 1.221 votos e se torna o novo líder político do litoral, resgatando a cadeira desse importante colégio eleitoral. Além de Éder, mais nove novatos irão ocupar 10 cadeiras no legislativo municipal, destinados aos novatos.

O filho de dona Hélia do mercadinho, comemorou com seu povo logo depois do resultado da eleição.

A população de pium, cotovelo e Pirangi saiu às ruas para festejar a eleição do jovem líder que é nativo do litoral e hoje passa a ser o legítimo representante de sua gente.

 

 

Gilson Moura

Taveira é reeleito Prefeito de Parnamirim, confirma TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) confirmou a reeleição do prefeito de Parnamirim Rosano Taveira da Cunha, do Republicanos, neste domingo (15), na Grande Natal. De acordo com a assessoria do órgão, 100% das urnas da capital já foram apuradas e as informações enviadas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda não atualizou o sistema.

Prefeito Rosano Taveira é graduado em administração pela universidade potiguar; Bacharel em segurança pública pela fundação Joaquim Nabuco; Técnico em mecânica pela ETFRN; Oficial pela polícia militar e especialista em policiamento de trânsito urbano (SP).

Em Parnamirim, exerceu as funções de delegado de polícia; Comandante da companhia de policiamento de trânsito; Secretário de trânsito/transportes e Secretário de serviços urbanos. Foi parlamentar durante três mandatos, sendo presidente da Câmara do Município. Com essa vitória, Taveira irá governar o município novamente de janeiro 2021 a 2024.

Gilson Moura

 

Presidente da Câmara de Caicó está sendo ouvida; Juiz esclarece que ela não foi presa

O Juiz Eleitoral de Caicó José Vieira, informou através do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte que a presidente da Câmara Municipal de Caicó não foi presa, pois ‘não praticou crime que tipifique prisão em flagrante’. A vereadora foi levada pela Polícia Militar para a delegacia do município na tarde deste domingo (15), após suspeita de ter realizado boca de urna.

Filiada ao Partido da República, Rosângela Maria foi eleita vereadora com 824 votos e é a presidente Câmara de Vereadores de Caicó do biênio 2019/2020. Ela exerce o primeiro mandato na Casa e é casada com o ex-vereador José Maria de Queiroz, que também já ocupou o Legislativo Municipal.

Confira na íntegra a nota do Juiz Eleitoral:

A presidente da Câmara Municipal de Caicó não foi presa porque em tese, não praticou crime que tipifique prisão em flagrante.

O juiz eleitoral informou que ela foi conduzida ao Fórum Eleitoral Pela possível prática de crimes de Boca de urna, Perturbação de local de votação e ameaça. No momento, está sendo ouvida.

Tribuna do Norte

Trump admite que Biden venceu, mas depois volta atrás

Após mais de uma semana, Donald Trump finalmente reconheceu, em um tuíte, a vitória de Joe Biden nas eleições de 3 de novembro. O presidente americano, porém, voltou a recorrer ao falso argumento de que a votação foi fraudada para justificar sua derrota para o democrata.

Trump admite que Biden venceu, mas repete falsas acusações de fraude Foto: Reprodução
Trump admite que Biden venceu, mas repete falsas acusações de fraude Foto: Reprodução

“Ele venceu porque a eleição foi manipulada”, Trump escreveu neste domingo cedo, em uma postagem que apagou depois que a rede social marcou a publicação como contendo informações não comprovadas. “Nenhum fiscal ou observador de voto foi permitido, voto tabulado por uma empresa privada da esquerda radical, Dominion, com uma má reputação e equipamento ruim que nem pôde se qualificar para o Texas (que ganhei por muito!).”

Duas horas depois, em outros dois tuítes, Trump tentou se emendar: “Ele só ganhou aos olhos da imprensa fake news”, disse. “Eu não reconheço nada. Temos um longo caminho pela frente. Esta foi uma eleição fraudada”, completou. As novas postagens também foram marcadas como não confiáveis pelo Twitter.

Desde que sua derrota ficou clara, há oito dias, Trump vem contestando a vitória eleitoral de Biden, com base em falsas alegações de fraude que têm sido rejeitadas pela Justiça em todo o país e mesmo por autoridades federais encarregadas de supervisionar a lisura do pleito.

A equipe de campanha de Donald Trump o aplaude durante visita à sede de campanha, no dia da eleição, em Arlington, Virgínia. "Eu moro na mesma rua da sede da campanha de Trump, mas nunca tinha percebido quem trabalhava lá. Quando inesperadamente recebemos permissão para entrar no escritório, fiquei impressionado com a multidão de jovens bem vestidos atrás da campanha de reeleição do presidente - tensa, cansada e animada. Meio-dia, mas o relógio na parede havia parado depois de contar até a meia-noite". Foto: TOM BRENNER / REUTERS
A equipe de campanha de Donald Trump o aplaude durante visita à sede de campanha, no dia da eleição, em Arlington, Virgínia. “Eu moro na mesma rua da sede da campanha de Trump, mas nunca tinha percebido quem trabalhava lá. Quando inesperadamente recebemos permissão para entrar no escritório, fiquei impressionado com a multidão de jovens bem vestidos atrás da campanha de reeleição do presidente – tensa, cansada e animada. Meio-dia, mas o relógio na parede havia parado depois de contar até a meia-noite”. Foto: TOM BRENNER / REUTERS
Joe Biden abre caminho pela multidão fora de sua casa de infância, no dia da eleição, em Scranton, Pensilvânia. "Até o dia das eleições, a ameaça do coronavírus restringiu a campanha de Joe Biden, sem multidões e pouca interação com o público em geral. Aqui, em um tour retrospectivo de sua cidade natal, Scranton, Pensilvânia, Biden se mistura mais livremente com apoiadores reunidos em sua casa de infância, ladeado por suas netas que o ajudam no meio da multidão". Foto: KEVIN LAMARQUE / REUTERS
Joe Biden abre caminho pela multidão fora de sua casa de infância, no dia da eleição, em Scranton, Pensilvânia. “Até o dia das eleições, a ameaça do coronavírus restringiu a campanha de Joe Biden, sem multidões e pouca interação com o público em geral. Aqui, em um tour retrospectivo de sua cidade natal, Scranton, Pensilvânia, Biden se mistura mais livremente com apoiadores reunidos em sua casa de infância, ladeado por suas netas que o ajudam no meio da multidão”. Foto: KEVIN LAMARQUE / REUTERS

Na sexta, 16 promotores federais que haviam sido designados para monitorar a eleição escreveram uma carta ao secretário de Justiça de Trump, William Barr, afirmando não haver quaisquer indícios de irregularidades que comprometam os resultados da eleição.

Na quinta, integrantes de agências federais e associações estaduais responsáveis por supervisionar a infraestrutura das eleições americanas encerradas em 3 de novembro afirmaram não ter encontrado qualquer sinal de irregularidade no processo. Eles refutaram questionamentos sobre a integridade e a segurança da votação — base dos argumentos de Trump para rejeitar sua derrota nas urnas.

“A eleição de 3 de novembro foi a mais segura da História americana. Neste momento, ao redor do país, agentes eleitorais estão revisando todo o processo antes de certificar os resultados”, afirmou o comunicado conjunto do Conselho Governamental de Coordenação de Infraestrutura Eleitoral e da Comissão Executiva de Coordenação do Setor de Infraestrutura Eleitoral.

O Conselho e a Comissão são formados por agências federais, na maioria subordinadas ao Departamento de Segurança Interna, e por associações de autoridades estaduais. Eles supervisionam diferentes níveis de organização do pleito: registro dos eleitores, modelo de votação e, principalmente, a segurança dos sistemas usados ao longo do processo.

Biden teve a vitória projetada na tarde do dia 7 de novembro, ao conquistar 279 delegados do Colégio Eleitoral, nove a mais do que o mínimo necessário. Na última sexta-feira, a imprensa americana também projetou a vitória do democrata no Arizona e na Geórgia, elevando seu total para 306 delegados, o mesmo número obtido em 2016 por Donald Trump, que neste ano teve 232.

Quase 80% dos americanos, incluindo mais da metade dos republicanos, reconhecem Biden como o vencedor da eleição presidencial, segundo apontou uma pesquisa Reuters/Ipsos na semana passada.

Na noite de sábado, depois de uma marcha em apoio a Trump que reuniu cerca de 5 mil pessoas em Washington, integrantes do grupo de extrema direita Proud Boys entraram em confronto com manifestantes pró-Biden. Nas redes sociais, apoiadores do presidente editaram as cenas de violência para fazer parecer que os membros do grupo eram alvo de agressões, e não o contrário, como de fato aconteceu. Entre os agredidos pelos Proud Boys estavam jornalistas e ativistas do Black Lives Matter.

O Globo

Presidente interino do Peru anuncia renúncia ao cargo

Foto: Divulgação Congresso do Peru/ Reuters

O presidente do Congresso peruano, Luis Valdéz, em entrevista coletiva, havia afirmado que, se Merino não apresentasse sua renúncia, o Congresso unicameral iniciaria um processo de impeachment.

Merino tinha assumido a Presidência da República há menos de uma semana, após a destituição do então presidente Martín Vizcarra.

Agência Brasil

Eleições 2020: 29 candidatos são alvos de crimes e 52 foram detidos

De ontem (14) até as 13 horas de hoje (15), as forças de segurança pública de todo o país registraram ao menos 29 casos de supostos crimes cometidos contra candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país.

Segundo o mais recente balanço do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, quatro candidatos foram alvo de tentativa de homicídio em municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Paraíba. Outros quatro sofreram lesões corporais em situações associadas à disputa eleitoral que ocorre hoje, em mais de 5 mil cidades brasileiras. Ainda segundo o boletim, 21 candidatos sofreram ameaças nas últimas horas – cinco deles entre 11h e 13h de hoje.

Os nomes dos postulantes a um cargo público vítimas da violência não foram informados. O nome das localidades onde as ocorrências foram registradas também não foi divulgado.

De acordo com o balanço, 52 candidatos cujos nomes também não foram confirmados e 515 eleitores foram detidos ou conduzidos a delegacias em todo o país. Mais cedo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que, até as 11h de hoje, 13 candidatos já tinham sido presos e outros dez flagrados em algum tipo de conduta irregular. Segundo o tribunal, a maioria destas ocorrências foi registrada em Minas Gerais; Goiás; Sergipe e São Paulo.

Além disto, segundo o boletim do centro integrado, agentes das forças de segurança pública registraram 720 ocorrências eleitorais até as 13 horas. A maioria delas relacionada à realização de boca de urna (285) – ou seja, fazer propaganda eleitoral e/ou distribuir material de propaganda política no dia da eleição. Em seguida vem a compra de votos (169); desobedecer ordens da Justiça Eleitoral (129); concentração (41) ou transporte irregular de eleitores (36).

Entre outros supostos crimes eleitorais, as autoridades também foram notificadas sobre 26 casos de atribuição de fatos ou informações mentirosas a candidatos, o que, no balanço do Centro Integrado, é classificado como divulgação de fake news. Também houve 39 casos com indícios de desinformação sobre o processo eleitoral. Até o início da tarde, 42 armas e pouco mais de R$ 418 mil em espécie, além de material de campanha e 126 veículos, tinham sido apreendidos.

De acordo com o mais recente boletim, que é atualizado a cada duas horas, mais de 294 mil agentes públicos, incluindo militares das Forças Armadas, estão atuando para garantir a segurança das eleições municipais.

Às 15h30, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, devem se reunir nas dependências do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília. Na sequência, os dois devem conversar com jornalistas sobre o andamento das eleições no país.

Agência Brasil

No RN, 64% dos prefeitos concorrem à recondução

Foto: TSE

Cerca de 2,4 milhões de eleitores irão às urnas para a escolha de prefeitos em 167 municípios do Rio Grande do Norte, onde 107 candidatos ou 64% dos atuais chefes de Executivos tentam à reeleição, contando inclusive com aqueles que assumiram mandatos em decorrência de afastamentos, cassação de mandados, renúncia ou desistência de disputa do cargo por diversos motivos.

Pelo menos 26 prefeitos eleitos pela primeira vez em 2016 deixaram de concorrer à reeleição, alguns por motivação política, mas também houve dois casos de prefeitos que faleceram no exercício do mandato, Targino Pereira, em Nova Cruz e Patricia Targino, em Pedro Velho. Os vice-prefeitos que os substituíram, Flávio Nogueira (MDB) e Derjelane Macedo (PSDB), respectivamente, tentam novo mandato nas eleições de hoje.

Também há casos de municípios que acordos políticos levaram à substituição de candidatos, como em Rodolfo Fernandes, na região Oeste, onde o prefeito Wilson Filho passou a apoiar Wilton Monteiro, prosseguindo com o rodizio iniciado em 2016, quando o então prefeito Monteiro Neto não disputou a reeleição para que o atual prefeito apoiasse o irmão de Wilton Monteiro (MDB) em 2020.

Singular foi o caso do prefeito de Encanto, Atevaldo Nazário da Silva, que não criou as condições políticas para passar na convenção do Republicanos, até a sua mãe, teria votado contra ele.

Em Água Nova o afastamento da prefeita Rafaela Carvalha possibilitou que Francisco Ronaldo de Souza (DEM) assumisse o cargo e disputasse a reeleição agora, mesma coisa ocorreu com Nixon Baracho (DEM), que assumiu o posto do afastado prefeito Abelardo Rodrigues Filho, que por sua vez, emplacou o filho, Abelardo Neto, como candidato a vice na chapa de Baracho.

Também concorre à reeleição o prefeito de Ceará Mirim, Júlio César Câmara (PSD), eleito em pleito suplementar depois do afastamento do reeleito Marconi Barreto. Em Galinhos o afastamento do prefeito Fábio Rodrigues elevou o Francinaldo Silva da Cruz (PL) ao cargo, possibilitando sua candidatura de reeleição, bem como a cassação de Alda Romão em São José de Campestre, onde é candidato à reeleição Joseilson Borges (MDB).

Caso inusitado ocorreu em Guamaré, onde Francisco Adriano Holanda também desistiu de disputar mandato, depois de assumir a prefeitura devido o afastamento de Mozaniel Rodrigues de Melo, que agora volta a disputar a eleição, para se concentrar no esforço de administrar o município durante a pandemia de coronavirus.

Pendência é outro município onde o prefeito eleito em pleito suplementar, Flaudivan Martins Cabral (MDB), habilitou-se a um segundo mandato no lugar do afastado Fernando Antonio Bezerra.

Outros municípios que passaram por processos de cassação de mandatos ou afastamentos dos prefeitos são os seguintes – Parazinho, Carlos Veriano de Lima (PP) assumiu o posto depois da cassação da prefeita Rita de Luzier Martins, que tentou obter registro de candidatura nas eleições deste ano, mas renunciou em razão da “Lei da Ficha Limpa”, além de Ivanildo Ferreira Filho (PSDB) que assumiu o cargo de prefeito em Santa Cruz com o afastamento da prefeita Fernanda Costa Bezerra por abuso de poder econômico.

José Alexandre Sobrinho (MDB) é outro a tentar à reeleição depois sair vitorioso em eleição suplementar no município de Pedro Avelino por conta da cassação do mandato da prefeita Neide Suely Costa devido abuso de poder econômico nas eleições de 2016.

Mesma coisa aconteceu em João Câmara, na região do Mato Grande, com o afastamento do prefeito eleito em 2016, Maurício Caetano Damascena, substituído por Manoel dos Santos Bernardo (DEM), que hoje tenta o segundo mandato.

Já em Santana do Matos, a prefeita Maria Alice Silva (Repúblicanos), que vai para a disputa do segundo mandato, assumiu a chefia do Executivo depois da renúncia do médico Edvaldo Guimarães Júnior para assumir o cargo de professor na UFRN.

Em Natal, a renúncia do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves para disputar o governo do Estado em 2018, deixou a disputa pela reeleição para o prefeito Álvaro Dias (PSDB).

Outros prefeitos que desistiram da reeleição por outras motivações políticas ou pessoais, foram Bráulio Cunha, em Arez, até pela idade, porque tem mais de 80 anos; Lúcia Fernandes do Nascimento, em Baraúna, além de Ludmila Carlos de Amorim em Rafael Godeiro e Lídice de Medeiros Brito, em São João do Sabugi; Mariana Fernandes em Luís Gomes e José Gaudêncio, em São Miguel, que atendeu o irmão, deputado Galeno Torquato, na formação de uma chapa puro sangue do PSD para as eleições de hoje. Outra desistência foi a de Polion Maia, em São Fernando e Iracema Pereira, em São Vicente e ainda Stela Sena, em Senador Georgino Avelino.

Já em Afonso Bezerra, o prefeito Chico Bertuleza emitou nota à população, justificando porque renunciou à disputa eleitoral: “Essa decisão foi tomada por razões exclusivamente pessoais e familiares, vou honrar os compromissos que assumi com o povo de governar a cidade por quatro anos”.

Tribuna do Norte

Rumos de 167 municípios do RN dependem de 2,4 milhões

Foto: Arquivo TN

Mais de 2,4 milhões de potiguares devem ir às urnas neste domingo (15) para votar no primeiro turno das eleições municipais deste ano. Os eleitores irão escolher os prefeitos e vereadores pelos próximos quatro anos dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, em uma disputa que têm um caráter diferente das últimas devido à pandemia do novo coronavírus: datas adiadas, restrições em campanhas, ausência de debates (em Natal).

Uma das indefinições deste ano está relacionada ao comparecimento nas urnas por causa da pandemia do novo coronavírus. No Rio Grande do Norte, assim como em todos os Estados brasileiros, as atividades econômicas e reabertura de atividades já aconteceu, mas há pessoas em todas as cidades que se sentem inseguras e continuam no isolamento social.

Na expectativa do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador Gilson Barbosa, a pandemia não deve afastar tanto as pessoas das urnas. No entanto, a afirmação também não é uma certeza para o presidente. Para o Barbosa, as eleições deste ano estão sendo “as mais difíceis que se teve até agora”, porque a pandemia atingiu muita gente “e não se sabe a dimensão”.

Segundo Gilson Barbosa, “é preciso que a população tenha cuidado e colabora no sentido de ser preservar, porque nós não podemos obrigar as lavar as mãos ou colocar a máscara, ninguém vai colocar máscara no rosto de ninguém, mas na sessão eleitoral só vai entrar o eleitor que estiver com máscara”.

Para evitar aglomerações, a Justiça Eleitoral reservou o horário de 8h às 10h para os eleitores acima de 60 anos.

Disputas

Segundo as estatísticas do TSE, 10.554 pessoas se candidataram para as eleições deste ano nos municípios potiguares, entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. São 1,4 mil candidatos a mais que nas eleições de 2016. O maior número de candidatos – praticamente metade – está em Natal, o maior colégio eleitoral. São 766 registros. Em seguida, está Mossoró, com 488 registros de candidaturas.

Tribuna do Norte

 

Partidos de centro lideram em sete das dez maiores capitais

Foto: Divulgação/Divulgação/Divulgação

Pesquisas divulgadas pelo Ibope neste sábado, 14, mostram que os partidos de centro, que se colocam longe do bolsonarismo e do petismo que polarizaram a eleição de 2018, são os principais favoritos na maioria das dez capitais mais populosas do país.

O DEM desponta como a principal força, com candidatos liderando em três das dez cidades: Rio de Janeiro (Eduardo Paes), Salvador (Bruno Reis) e Curitiba (Rafael Greca). Os dois últimos devem encerrar a disputa ainda no primeiro turno – Reis, que é apoiado pelo prefeito ACM Neto (DEM), tem 66% dos votos válidos e Greca, que tenta a reeleição, 56%.

Eduardo Paes lidera com 41% no Rio de Janeiro e, embora ainda possa vencer no primeiro turno, deve ter que disputar uma segunda rodada eleitoral contra um adversário ainda desconhecido – o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) tem 16%, seguido por Benedita da Silva (PT), com 13%, e Martha Rocha (PDT), com 11%, todos empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O PSDB, que foi o partido que mais elegeu prefeitos em capitais em 2016 (sete), lidera em apenas uma das dez maiores capitais, mas justamente na maior delas. O atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, tem 38% dos votos válidos e deve enfrentar um segundo turno contra Guilherme Boulos, do PSOL (16%), ou Celso Russomanno, do Republicanos (13%), ou Márcio França, do PSB (13%).

Quem certamente liquidará a fatura no primeiro turno é Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte que tenta a reeleição e que tem 72% dos votos válidos – seu perseguidor mais próximo, João Vitor Xavier (Cidadania), possui apenas 9%. Kalil é do PSD, que é hoje um dos principais partidos de centro da política nacional.

Em Goiânia, dois candidatos de centro estão empatados tecnicamente na ponta e devem disputar o segundo turno: o ex-governador Maguito Vilela, do MDB (33% dos votos válidos), e Vanderlan Cardoso, do PSD, com 29%.

Outro ex-governador, Amazonino Mendes (Podemos, também um partido de centro), lidera a corrida em Manaus com 24% dos votos válidos e deverá disputar o segundo turno contra um adversário indefinido – os perseguidores mais próximos são David Almeida, do Avante (18%), e Ricardo Nicolau, do PSD (14%), mas há outros candidatos com chances.

Esquerda

Os partidos de esquerda aparecem à frente na disputa em apenas três das dez maiores capitais. A principal delas é Salvador, onde o deputado estadual José Sarto (PDT), candidato apoiado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, aparece com 32%. Ele está empatado dentro da margem de erro com o policial militar da reserva Capitão Wagner (Pros), que tem 30% — Wagner é identificado com as pautas da direita e com o bolsonarismo. A ex-prefeita Luizianne Lins (PT), que já esteve empatada com a dupla há menos de duas semanas, agora tem 20% e viu reduzidas as suas chances de passar ao segundo turno.

Os deputados federais Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), candidatos à prefeitura de Recife Divulgação/Divulgação

A esquerda também vai bem no Recife, onde os dois principais candidatos são de partidos dessa orientação ideológica: os deputados federais João Campos (PSB), que tem 34%, e Marília Arraes (PT), que tem 25%. A disputa também é familiar: ele é bisneto e ela é neta do patriarca político da família, o ex-governador Miguel Arraes. O PSB governa o estado há quatro mandatos, e a prefeitura de Recife há dois — antes, o PT comandou a capital do estado por três gestões. Quem pode encerrar a hegemonia da esquerda na cidade é o ex-ministro Mendonça Filho (DEM), que tem 23% dos votos válidos e está empatado tecnicamente com Marília Arraes.

A esquerda tem vida um pouco mais tranquila em Belém, onde o ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera a disputa com 38% dos votos válidos, seguido por José Priante, do MDB, com 17%, e Everaldo Eguchi, do Patriota, com 13%. Rodrigues, que quando governou a cidade, entre 1997 e 2004, era filiado ao PT, tem como vice o petista Edilson Moura.

Outras capitais

Nas outras dezesseis capitais, há chances de o PSDB liquidar a fatura em Natal, com o atual prefeito Alvaro Dias (62% dos votos válidos), e Palmas, com a prefeita Cinthia Ribeiro – ela tem 38%, mas a cidade é a única capital do país que não tem segundo turno porque não possui o mínimo exigido de 200.000 eleitores.

O DEM também deve vencer a disputa em Florianópolis, com Gean Loureiro, que tem 62% dos votos válidos. Em Campo Grande, outro que pode ser reeleito em primeiro turno é Marquinhos Trad (PSD), que tem 48%. Nas demais cidades, deve haver segundo turno.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), que pode ser reeleito neste domingo ./Divulgação

Além de Brasília, que tem não prefeito, a única capital que não realizará eleição neste domingo é Macapá, onde a votação foi adiada em razão dos problemas no fornecimento de energia elétrica que a cidade enfrenta há quase duas semanas. A nova data do primeiro turno está indefinida. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sugeriu 13 de dezembro, mas a maioria dos candidatos defende que ela ocorra no dia 29 de novembro.

Veja como os primeiros colocados na reta final da disputa nas dez maiores capitais:

São Paulo

  • Bruno Covas (PSDB): 38%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 16%
  • Celso Russomanno (Republicanos): 13%
  • Márcio França (PSB): 13%
  • Arthur do Val – Mamãe Falei (Patriota): 7%
  • Jilmar Tatto (PT): 6%

Rio de Janeiro

  • Eduardo Paes (DEM): 41%
  • Marcelo Crivella (Republicanos): 16%
  • Benedita da Silva (PT): 13%
  • Martha Rocha (PDT): 11%
  • Luiz Lima (PSL): 7%

Salvador

  • Bruno Reis (DEM): 66%
  • Denice Santiago (PT): 17%

Fortaleza

  • Sarto (PDT): 32%
  • Capitão Wagner (PROS): 30%
  • Luizianne Lins (PT): 20%

Belo Horizonte

  • Kalil (PSD): 72%
  • João Vitor Xavier (Cidadania): 9%
  • Áurea Carolina (Psol): 6%
  • Bruno Engler (PRTB): 4%

Manaus

  • Amazonino Mendes (Podemos): 24%
  • David Almeida (Avante): 24%
  • Ricardo Nicolau (PSD): 14%

Curitiba

  • Rafael Greca (DEM): 56%;
  • Goura Nataraj (PDT): 11%;
  • Fernando Francischini (PSL): 8%;
  • João Arruda (MDB): 5%

Recife

  • João Campos (PSB): 34%
  • Marília Arraes (PT): 25%
  • Mendonça Filho (DEM): 23%
  • Patrícia Domingos (Podemos): 13%

Goiânia

  • Maguito Vilela (MDB): 33%
  • Vanderlan Cardoso (PSD): 29%
  • Adriana Accorsi (PT): 16%

Belém

  • Edmilson Rodrigues (PSOL): 38%
  • José Priante (MDB): 17%
  • Everaldo Eguchi (Patriota): 13%

VEJA

Escolha candidatos “sem discurso de ódio”, diz Moro

Foto: Reprodução O Antagonista

No Twitter, Sergio Moro fez apelo ao voto consciente:

“É simbólico que a eleição deste 15/11 ocorra no mesmo dia do aniversário da República. O eleitor é responsável pelo que vai acontecer nos próximos 4 anos. Escolha candidatos íntegros e comprometidos com uma gestão honesta e que beneficie a todos, sem discurso de ódio. Vote consciente!”

O Antagonista

Mais de 80 candidatos foram assassinados durante as campanhas

Foto: Reprodução O Antagonista

Ao menos 84 candidatos a prefeito ou vereador foram assassinados durante as campanhas municipais deste ano, publica o Correio Braziliense.

O número de candidatos que sofreram atentado mas sobreviveram, por sua vez, é de pelo menos 80.

O levantamento foi feito pelo coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes. O estudo mostra ainda que 22 estados registraram ao menos uma morte durante a campanha.

O Antagonista

No Rio, cenário continua indefinido para o segundo turno após pesquisas do Ibope e Datafolha

Foto: Divulgação

Após sete semanas, a corrida pela prefeitura do Rio se afunilou na véspera do primeiro turno, mas segue com cenário indefinido, segundo pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas neste sábado. Eduardo Paes continua na liderança, com a preferência de cerca de um terço do eleitorado: 35%, de acordo com o Ibope, e 33% para o Datafolha.

A indefinição está na briga pela outra vaga no segundo turno. No Datafolha, o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) se descolou de Martha Rocha (PDT), que hoje está mais próxima de Benedita da Silva (PT). Já segundo o Ibope, Benedita ultrapassou Martha numericamente. Nos votos válidos, Crivella supera Martha e Benedita acima da margem de erro no Datafolha, mas os três empatam tecnicamente no Ibope.

Segundo o Datafolha, Crivella oscilou um ponto para cima às vésperas da eleição e agora tem 15% dos votos totais, ante 11% de Martha e 9% de Benedita. Como a margem de erro desta pesquisa é de dois pontos percentuais, Martha só empata com Crivella no limite da margem, hipótese pouco provável. Nos votos válidos, cenário em que brancos, nulos e indecisos são excluídos da porcentagem — esta é a forma como a Justiça Eleitoral calcula o resultado —, a distância de Crivella para Martha (18% a 13%) sugere menor chance para a pedetista chegar ao segundo turno.

Na pesquisa Ibope, Crivella tem 14% dos votos totais, contra 11% de Benedita e 9% de Martha, que caiu cinco pontos em relação à pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira. A margem de erro é de três pontos. Nos votos válidos, o atual prefeito chega a 16%, ante 13% para Benedita e 11% para Martha. Em ambos os levantamentos, Paes tem cerca de 40% dos votos válidos, o que indica ser pouco provável uma vitória em primeiro turno — para isso ocorrer, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos. Nos cenários de segundo turno testados por Ibope e Datafolha, o candidato do DEM venceria todos os adversários.

Martha chegou a empatar numericamente com Crivella no fim de outubro, momento em que a pedetista figurava entre as menores taxas de rejeição do eleitorado, segundo as pesquisas.

Sobe e desce

O crescimento, contudo, acabou estancado em meio a ataques de Paes, de Crivella e também a uma resistência de parte da esquerda ao voto útil na delegada. As intenções de voto em Benedita e também em Renata Souza (PSOL), que aparece com 2% no Ibope e 4% no Datafolha, mal se alteraram durante as flutuações de Martha, indicando que a candidata do PDT não conseguiu, até a véspera da eleição, atrair eleitores mais afinados ao ex-presidente Lula e ao deputado federal Marcelo Freixo.

Ao longo da campanha, a alta rejeição a Crivella deixou em aberto a possibilidade de que ele se tornasse o primeiro prefeito do Rio a ficar fora do segundo turno desde 2000, quando tornou-se possível a reeleição municipal. Naquele ano, o então prefeito Luiz Paulo Conde foi derrotado por Cesar Maia no segundo turno. As duas últimas campanhas à reeleição, do próprio Maia, em 2004, e de Eduardo Paes em 2012 terminaram com vitórias em primeiro turno, cenário mais do que improvável para Crivella este ano.

Diferentemente das disputas de 2000 e 2008, nas quais um candidato liderava com mais de 30% e a outra vaga em segundo turno foi decidida por dois candidatos em votação apertada, a última eleição municipal trouxe uma disputa tripla com o avanço de Flávio Bolsonaro (PSC) acima da margem de erro na reta final, juntando-se ao patamar de Marcelo Freixo (PSOL) e Pedro Paulo (MDB). Naquele ano, a fragmentação ao centro e à direita favoreceu Freixo, que conseguiu atrair votos no campo da esquerda e foi ao segundo turno contra Crivella. Na atual eleição, o mais cotado a se beneficiar da pulverização partidária é o atual prefeito. Luiz Lima (PSL), outro postulante ao voto bolsonarista, estacionou em 5% das intenções de voto na última semana, de acordo com Ibope e Datafolha.

O Ibope ouviu 1.204 pessoas entre ontem e quinta-feira. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-02939/2020. Já o Datafolha ouviu 1.875 eleitores ontem e anteontem, em pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, e registrada como RJ-08430/2020. O nível de confiança das duas pesquisas é de 95%.

O Globo