Eleições terão regras mais rígidas para evitar fraude em cota feminina

As eleições municipais deste ano serão as primeiras em que os partidos terão de apresentar autorização por escrito de todas as suas candidatas, publica o Estadão.

A assinatura é uma forma de garantir que as candidatas têm mesmo interesse em concorrer e não foram indicadas pela legenda apenas para cumprir a determinação da cota feminina. Caso a irregularidade seja constatada, o juiz eleitoral poderá derrubar uma lista inteira de candidatos a vereador antes mesmo da votação.

Fonte: O Antagonista

Preto no branco: professora Nilda dá uma aula de resistência e reafirma pré-candidatura a prefeita

A professora Nilda já enfrentou situações difíceis na vida política. Preconceito, racismo, esvaziamento partidário, o vírus do covid-19 e, por último, até fake news. Os boatos afirmam que ela iria desistir da pré-candidatura à Prefeitura de Parnamirim, para ser vice na oposição. Ela já sabe quem são os responsáveis pelas notícias falsas que pretendem atrapalhar seu projeto político e optou por não silenciar e reafirmar sua disposição de continuar na oposição e na firme convicção da vitória, em seu projeto de concorrer a vaga no Executivo Municipal.

A vereadora tem boa aceitação entre os parnamirinenses, boa atuação no legislativo e é oposição raiz. Nilda confessou, para alguns amigos, que mesmo tendo uma aceitação popular altíssima e sendo uma das poucas pessoas que militaram na oposição desde o início, só está recebendo convites para sentar com os ‘news’ oposicionistas, sendo que eles propõem a composição de uma chapa, deixando-a como vice. Mas, como boa professora e mulher destemida, a vereadora Nilda vem dando uma aula de resistência e coragem, enfrentando o poderio econômico da Prefeitura e o jogo interno dos seus “colegas” de oposição. Com Nilda, tudo é preto no branco.

 

Dois passos do paraíso

Gilson Moura
Jornalista e advogado

No pleito eleitoral de 2008, a oposição, com seu projeto de mudança, encabeçada pelo Partido Verde(PV), deixou um marco de que era possível vencer o grupo do poder, composto por Agnelo, Maurício, Taveira, Elienai e Naur Ferreira.

Na época, o PV contou com a minha participação, como deputado estadual. Eu e o grupo da oposição tivemos a coragem de enfrentar os mais de 94% de aceitação da administração de Agnelo e a maior estrutura de poder político do RN. Naquela ocasião, os verdes optaram por caminhar na direção oposta ao poder e hoje, muitos do grupo do poder estão do lado da oposição. No ar, ficam algumas questões: será que os atuais oposicionistas têm o mesmo papel do grupo de 2008, que enfrentaram os poderosos em favor do povo? Qual a importância da oposição raiz nesse ambiente de poder?

No cenário atual da política parnamirinense, o professor Gildásio Figueiredo optou por se manter fora do governo, conservando o discurso de oposição e credenciando ao grupo de Elienai a fala como se fosse oposição. Analisando a cronologia de 2008 para 2020, o que mudou? Quais lições podemos tirar daquela época? A estratégia poderosa era o discurso, pois foi com essa arma forte que se cultivou o sentimento de mudança, dividindo o eleitorado da cidade.

O discurso da época não apontava para mudança, mas sim para o avançar, uma vez que o governo gozava de uma credibilidade e aceitação gigantesca. Hoje, Elienai e Maurício não podem criticar o prefeito Taveira, pois eles foram os principais responsáveis pela vitória do coronel. Especialistas defendem que, em Parnamirim, o caminho para a vitória passa pela união da oposição. Vejamos algumas evidências: se Nilda e Gildásio tiverem condições de subir no palanque como oposicionistas, serão capazes de apontar os erros do governo de Taveira, dando tom ao discurso do grupo que pertencem. Além disso, os votos que esse grupo traz, sobretudo Gildásio e Fativan, darão a Elienai uma maior identidade juntos aos oposicionistas, principalmente, nessa fase da construção da aliança política contrária ao prefeito-coronel, antes das convenções partidárias.

Elienai tem dois desafios para chegar ao paraíso. Primeiro, trazer para o seu palanque Maurício Marques e esse, consequentemente, trará o padre Murílo, amigo/representante da governadora petista Fátima Bezerra. Maurício, nessa engrenagem política, com o maior líder religioso católico da cidade, representa a união dos evangélicos e católicos. Em segundo lugar, para finalizar a engrenagem, articular-se com a vereadora Nilda, que ainda é o maior símbolo de resistência oposicionista ao prefeito e mantém o seu projeto de ser candidata à prefeitura.

O pleito de 2008, ainda, serve de norte aos candidatos que querem caminhar na oposição. Para mais informações, basta voltar no tempo e rever alguns episódios dessa série. O lema “tem mais está faltando…” fez a população enxergar as brechas deixadas na administração do prefeito Agnelo, desconstruindo a falsa ideia da cidade dos sonhos. Isso empolgou a população, mostrando que “forte é o povo que tem nas mãos o poder de lutar…” Atualmente, o cenário é diferente… É importante unir a oposição, focar na desconstrução da narrativa do poder, em que tudo funciona perfeitamente, mas a realidade é bem distante do que se prega. Então, o sinal está verde, há muito trabalho a ser feito, só lembrando que a terra prometida ainda está bem distante.

Confirmado, 7° seminário de marketing político da grande Natal, ocorrerá em setembro

A organização do 7° seminário de marketing político da grande Natal divulga a nova data do evento. O seminário acontecerá no dia 10 de setembro, de forma presencial, caso persista esta crise pandêmica e os decretos de isolamento social, o evento será realizado através de videoconferência. Os palestrantes convidados, João Maria Medeiros, Osair Vasconcelos, Felipe Cortez e Pedro Ratts concordaram em transferir a data das palestras e homenagens aos prefeitos, vereadores e empresários, para o mês de setembro, tendo em vista o adiamento das eleições e a manutenção do decreto estadual com recomendações sobre o isolamento social. O organizador, Obedis Damásio, está otimista e afirma que já está tudo pronto, aguardando apenas a grande noite para festejar com os agraciados.

O filme revelado de uma novela sem um final feliz

A estratégia para indicar o vice prefeito de Taveira está associada a duas situações. A primeira foi a derrota do ex-prefeito Maurício Marques na câmara. Já a segunda situação trata-se da eliminação dos nomes indicados pela base aliada para ser o vice do coronel. Essa novela do segundo nome na chapa majoritária começou a ser montada com a participação dos novos aliados de Maurício, eles buscavam sua derrota na Câmara e ainda queriam impedir a atuação da governadora Fátima Bezerra como influenciadora do projeto da oposição. Os novos aliados temiam que a presença da governadora fosse determinante, juntos aos que exercem cargos na esfera estadual, impedindo o desembarque do grupo da melancia no quartel do coronel. Para os aliados da governadora a saída de Marques da disputa eleitoral representaria a construção de uma narrativa, em que a Fátima Bezerra ficaria sem força para enquadrar a turma do contracheque a seguir nesse projeto de oposição. O plano parece que está dando certo… O ex-prefeito perdeu na câmara, os caminhos foram ampliados para que o grupo oposicionista desembarcasse no governo municipal. Porém para consolidação dessa estratégia, a turma dos novos aliados precisou rebolar, influenciando vereadores e até ex-secretárias de Maurício, a fazerem discursos contrários ao ex-prefeito e disseram não à aprovação das contas. A primeira parte da estratégia trouxe um resultado favorável aos novos aliados. Chegou a hora de colocar em prática, a segunda fase do plano que é derrotar a base aliada do prefeito na câmara. Os vereadores situacionistas sonham com a vaga de vice. Para pavimentar essa estrada e carimbar a entrada do papa-figo na chapa de vice de Taveira, foi escalado um secretário que tem uma relação de pai e filho com o vereador Marquês de Soveral. O infiltrado já apresentou bons resultados na primeira etapa do projeto. O edil, nada bobinho, foi para o baixo clero do poder legislativo, enquanto os caciques recebiam as visitas para conhecer o projeto, ele sondava tudo silenciosamente… O presidente da casa não concordou com a ideia de retirar a tradição do vice ser indicado pelo legislativo. O interessado ouviu um sonoro não, mas mesmo assim persiste, pois percebeu que há alguns colegas gostando desse negócio. Quem seriam os principais atingidos? A vereadora Kátia Pires, Abidene Salustiano, Ricardo Gurgel, Ítalo Siqueira ou a tradição do poder legislativo que sempre indica o vice na chapa governista. O que deu errado nessa engenharia do poder? O filme da máquina kodak foi revelado antes da hora e mexeu no tabuleiro da disputa eleitoral. Resta saber, se o prefeito Taveira estava sabendo dessa disputa interna, pois um secretário vem limpando os caminhos para chegada da turma da melancia, esse pessoal vai chegar quebrando tradições e empurrando os antigos aliados para oposição. A resposta virá nas convenções. Só lembrando que a Independência do DEM e a coragem do PSC, a língua de Ricardo Gurgel unidos ao PSDB, tanto tem força para reeleger Taveira como para derrotá-lo. Mas o secretário anda dizendo que consegue juntar tudo, depois registra e ainda vai carimbar a vaga de vice.

Kátia Pires não quer nem ouvir falar em vice escolhido fora da Câmara

A vereadora Kátia Pires está em seu quinto mandato, sendo considerada uma das políticas mais experientes e conciliadoras de Parnamirim. Nas eleições deste ano, como líder do prefeito Taveira, já avisou: o candidato a vice deve sair da Câmara.

Kátia, entrevistada na Liberdade FM pelos jornalistas Gilson Moura e João Ricardo Correia, disse manter um relacionamento de amizade com todos os vereadores e qualquer um que acompanhe Taveira na chapa terá seu apoio, desde que a indicação seja do legislativo.

A vereadora ratifica o acordo político com o colega Abidene e, segundo ela, ambos permanecerão juntos, numa suposta possibilidade de um dos dois ser o companheiro de chapa do coronel Taveira.

Kátia atribui a “fofoca” informes que alimentam cochichos políticos de Parnamirim, dando conta que a primeira dama Alda Leda, que sonhou um dia ser suplente de senadora, não a aceitaria como companheira de chapa do marido prefeito em cima do palanque. “Nos damos muito bem, eu e Leda, isso não passa de fofoca. Não acredito em nenhum veto por parte dela, se caso meu nome fosse escolhido para vice”, pontuou.

Sobre a possibilidade de ser a vice em uma chapa adversária a Taveira, caso ele escolha um vice, ela enfatizou que é da base do prefeito e que permanecerá sua aliada, em quaisquer circunstâncias.

O fetiche da sandália havaiana volta à cena e até o preá se assustou

 

Um vereador que tem fascínio por mulheres que usam sandálias havaianas resolveu atuar a pedido do seu mentor político, visando carimbar a vaga de vice na chapa da situação, em uma cidade da Grande Natal.

Um fotógrafo vem registrando tudo e passando ao Blog do GM, que anda atento ao pisado da sandália. Alguns vereadores não gostaram da forma como o colega, que nem é mais da base, fez a abordagem e preferiram abrir o bico para o presidente, que não assinou embaixo.

O metido a esperto e “auto-intitulado” articulador dessa manobra vai ser chamado pelo prefeito, pois ao invés de ajudar criou um ambiente de revolta dentro da Câmara.

Querendo ser solidário, o homem da chinela havaiana vem ganhando espaço e muitos colegas já estão de olho e afirmam que basta bater uma foto e enviar para o mentor que seu pedido tem prioridade, mesmo sendo de oposição.

Resta saber se o apaixonado pelas sandálias também não deforma e nem solta as tiras.

Em nome do pai, do filho e do vereador.

Coronel Dolvim terá o vice-presidente Mourão em seu palanque e considera que gestão de Taveira “deixou a desejar”

O coronel Dolvim está com a artilharia pronta e infantaria treinadíssima; pronto para a guerra que pretende disputar no dia 15 de novembro próximo. Pré-candidato a prefeito de Parnamirim, assegura que no seu palanque, além de tantos outros incentivadores, estará o vice-presidente da República, general Mourão, seu colega de partido, o PRTB. Homem com 33 anos de serviços prestados ao Exército e com livre acesso aos gabinetes governamentais e políticos de Brasília, garante que em hipótese alguma retirará sua candidatura, avisa que, se eleito, mandará auditar as contas municipais e empunha a bandeira de fazer o Aeroporto da cidade “Trampolim da Vitória” voltar a funcionar. Na entrevista que concedeu aos jornalistas Gilson Moura e João Ricardo Correia, neste sábado (04), na Liberdade FM, Dolvim estava convicto que disputará a Prefeitura de Parnamirim. Disse que existe um clamor, entre os eleitores, por uma gestão honesta e transparente. Em nenhum momento, o coronel especialista em combate ao terrorismo, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, levantou suspeita sobre a honestidade do prefeito Rosano Taveira, também coronel – da Polícia Militar potiguar -, mas considera que o município parou no tempo nas últimas gestões e analisa: “A gestão de Taveira deixou a desejar. Ele só fez duas rótulas. As obras maiores foram todas do Governo Federal. Nem um terminal rodoviário Parnamirim tem, as pessoas descem dos ônibus nos postos de combustíveis”. Dolvim já visitou escolas, onde diz encontrado cenários de abandono e falta de estrutura. Está fotografando tudo. Considera muito ruim o sistema de saúde municipal. Lamentou o fechamento de 16 fábricas, no município, nas últimas gestões. Ele nem admite ser candidato a vice na chapa liderada por Taveira, por entender que o prefeito que sucedeu Maurício Marques representa a velha política. Também ainda não sabe quem será seu companheiro ou companheira de chapa. O colega de farda do vice-presidente Mourão tem o apoio do deputado federal General Girão: “Foi ele que me indicou”, ressaltou. Na terça-feira (07), Dolvim terá audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, considerado um dos principais articuladores do Governo Federal. E já conversou sobre obras com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

*AEROPORTO*

O coronel Dolvim, que é assessor do astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, é taxativo: “Fechar o Aeroporto de Parnamirim foi um crime”. E vai além, dizendo que os gestores que nada fizeram para que isso acontecesse foram “omissos, incapazes ou subornados”.

Ele revelou, com exclusividade, que já conversou em Brasília – mas não disse com quem – sobre esse tema e revelou que existe a possibilidade de o Aeroporto Internacional Augusto Severo ser reativado, ficando com parte das operações da Força Aérea e com os voos comerciais, enquanto o Aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, ficaria com o transporte de cargas e parte de operações da Aeronáutica.

O pré-candidato Dolvim contabiliza que Parnamirim perdeu cerca de R$ 2 milhões somente em impostos, por causa do fechamento do Aeroporto, sem falar nos taxistas, pequenos comerciantes e outros autônomos que faturavam no entorno do equipamento aeronáutico.

Dolvim ainda disse ter recebido, pouco antes da entrevista, mensagem em seu celular dando conta que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante estaria correndo o risco de ser fechado, porque as terras onde foi erguido ainda não teriam sido indenizadas.

Sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro vir a Parnamirim, município onde recebeu, proporcionalmente, a maior votação na região Nordeste, em 2018, Dolvim disse não ter como confirmar a presença do 01 durante sua campanha, até porque o chefe da nação ainda não se pronunciou como atuará no processo sucessório.

Nos bastidores, os comentários dão conta que Dolvim está forte e terá em sua caminhada nomes de peso do cenário político nacional que estão totalmente alinhados com Bolsonaro. Tá oquei?!