Wolney França vence e toma posse como presidente da câmara

Há chegada de 2021, traz também a posse dos eleitos em 2020, no legislativo e no executivo.

O prefeito Taveira, aos 63 anos, um ano mais velho quê há cidade, irá governar Parnamirim pela segunda vez.

Na câmara, o jovem advogado, Wolney França, irá presidir e tendo que administrar um colegiado formado por 18, dos quais, obteve 17 votos dos seus pares, Fativan Alves se absteve de votar.

O legislativo sofreu a maior renovação de sua história.

O clima é de uma aparente tranquilidade, principalmente no executivo, em que o prefeito Taveira tem na figura de Wolney um aliado fortíssimo.

O novo presidente do legislativo não esconde sua ligação política, mas tem deixado claro que não abrirá mão da independência e manterá a harmonia entre os poderes.

O prefeito confidenciou, para alguns aliados, que quando Wolney sentar na cadeira de presidente será obrigado a manter a transparência total no legislativo e será necessário também promover algumas mudanças regimentais, especialmente no âmbito da lei orgânica do município para poder governar em sintonia com os órgãos de controle.

Taveira já falou com o futuro presidente e garantiu o apoio necessário para ajudar no que for preciso, sobretudo para Wolney não ter problemas na sua passagem na gestão do legislativo.

Com esse cuidado, só teremos boas notícias, em 2021, 2022 e 2024, tudo seja repleto de esperança, forças e conquistas na cidade trampolim da vitória.

Vem aí, o diário oficial do apocalipse

 

Os poderes executivo e legislativo já estão concluindo as relações dos servidores que serão exonerados no dia 31 de dezembro.

A lista vai do mais simples servidor aos cargos mais elevados. O retorno de alguns nomes só acontecerá após a análise da nova composição política do legislativo e também do alinhamento político com o coronel.

Ele não esconde de ninguém que só fechará o novo grupo de apoio depois do carnaval.

Já no legislativo, o futuro presidente da câmara, Wolney França, por força de lei, irá
realizar as nomeações em janeiro de 2021. Sem as tradicionais programações do réveillon, as atenções se voltam agora para quem irá sobreviver ao diário oficial que alguns observadores políticos, já estão chamando de diário do apocalipse…

Já não basta a nova cepa do corona, agora tem o apocalipse, my God, será o fim do mundo para alguns?

Governadores pedem prorrogação do decreto de calamidade

Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum de Governadores e presidente do Consórcio Nordeste, pediu ao governo federal a prorrogação do decreto de calamidade pública.

Dias participou há pouco de reunião com representantes do Ministério da Saúde.

A proposta busca prorrogar o decreto por mais seis meses, para viabilizar a continuidade do pagamento do auxílio emergencial e de outros programas para preservar empregos.

“No Brasil, estamos vivendo uma situação de SOS. Por isso, a emissão de medida provisória tem a nosso apoio para a prorrogação tanto da calamidade e também para garantir mecanismo seguro e ágil para a Anvisa garantir validação de vacinas que já foram aprovadas em agências reguladoras, como na Argentina e no Reino Unido”, disse o governador.

O Antagonista

Jacó já arrumou as malas para deixar a Secretaria de Assistência Social de Parnamirim

O suplente de deputado estadual Jacó Jácome, já andou arrumando as gavetas para deixar a SEMAS – Secretaria de Assistência Social de Parnamirim.
A passagem repentina do filho de Jacome não foi das melhores e o jovem pretende se dedicar à carreira de médico.
Jacó veio cumprir uma missão e ocupar um espaço que tradicionalmente fica com o seguimento religioso, antes ocupado pela vice Elienai Cartaxo, que abandonou o grupo de Taveira para ser vice ao lado de Nilda na oposição.
O comentário no meio político é que dessa vez  a indicação para pasta será uma pessoa de confiança da primeira dama Alda Lêda, e dois nomes estão na mesa do prefeito, a competente Kátia Soares, que já conhece todo desenrolar dos trâmites da gestão pública e também é da confiança do casal Taveira e Lêda, e a jovem Frankilandia que circula bem na casa dos Taveiras.
Alda confia nas duas, mas o que deve prevalecer, é a competência administrativa para tocar uma Secretaria tão complexa como a Assistência Social.

Agora é oficial, Daniel Américo será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Parnamirim

Um empresário e professor, será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Município de Parnamirim.
A recém criada secretaria já tem um nome certo para ocupar a pasta. Trata-se do empresário e professor, Daniel Américo, que além de ser um empreendedor no área da educação, também tem experiência na gestão pública.
Daniel Américo chega ao governo Taveira como um dos representantes do empresariado local, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição do prefeito Taveira e goza da confiança do chefe do executivo.
Veja o perfil do futuro secretário:
Daniel Américo tem 40 anos de idade, casado com Lígia e tem 2 filhos.
É professor de Física formado pela UFRN e atuou em várias escolas de Parnamirim e do RN tais como: Hipócrates e Objetivo.
Começou a trabalhar bem jovem quando abriu o Cursinho Sistema, que depois virou Sistema Colégio e Curso.
Daniel Américo é atualmente um dos diretores da CDL de Parnamirim e foi Secretário de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Vera Cruz/RN, cidade natal de sua esposa.
Com essa nomeação, Taveira cumpri um compromisso com o setor produtivo e também com o turismo da cidade, que estava órfão de um representante que falasse a linguagem do empreendedorismo e do mercado.
A expectativa é quê com há chegada de Daniel o Município possa atrair novas empresas, criar novos empregos e a nova Secretaria fomentar o Turismo local gerando renda e oportunidade para os parnamirinenses.

Juíza morta por ex-marido pode virar nome de rua no Rio

Brutalmente assassinada na frente das três filhas pelo ex-marido, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronezi, de 45 anos, pode virar nome de logradouro público. Prefeito interino do Rio após a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), o presidente da Câmara dos Vereadores da capital fluminense, Jorge Felippe (DEM), disse ter feito a solicitação de homenagem.

“Pedi que a Viviane seja homenageada com nome de logradouro público. O feminicídio que a vitimou na véspera de Natal é repulsivo e causa muita indignação. Precisamos estabelecer marcos contra esse tipo de violência. Desejamos e pedimos a Deus que conforte o coração de suas filhas”, escreveu Jorge Felippe.

Viviane foi assassinada, na véspera de Natal, a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronezi, de 52 anos, preso em flagrante. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva e foi encaminhado para um presídio do Rio.

Um vídeo mostra as filhas do casal pedindo ao pai que ele pare de esfaquear a mãe. No carro do engenheiro foram encontradas três facas. Viviane Vieira trabalhava como juíza há quinze anos e estava lotada na 24ª Vara Cível da Capital.

Veja

Para defender voto impresso, Bolsonaro dá informação falsa sobre eleição na Câmara

Ao tentar defender o voto impresso, Jair Bolsonaro deu uma informação falsa sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

O presidente disse que a eleição na Câmara é feita “no papelzinho”. Na verdade, o processo de escolha é eletrônico desde 2007.

“O que é comum na Câmara, não sei como está agora. As eleições na Mesa [Diretora], para presidente, é no papelzinho. Não sei como vai ser esta agora”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O sistema eletrônico foi instituído pela Câmara em 2006 e foi usado pela primeira vez no ano seguinte, quando Arlindo Chinaglia (PT) foi eleito presidente da Casa.

Segundo a Folha, o presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) defendeu à época a votação eletrônica em uma resolução.

“Na recente eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados verificou-se, além do tumulto no processamento eleitoral, um enorme lapso de tempo —mais de duas horas— entre a constituição da Mesa apuradora, a constrangedora fila indiana e a apuração (…). Esse sistema de votação por cédula, escrutínio secreto e contagem manual dos votos é superado, porque arcaico, quando a própria Casa dispõe de sofisticado sistema eletrônico que poderá ser adaptado a qualquer tipo de eleição.”

O Antagonista

Vice-presidente Hamilton Mourão testa positivo para covid-19

De acordo com a nota, o teste positivo para a covid-19 foi confirmado na tarde de ontem. O documento diz ainda que Mourão permanecerá em isolamento na residência oficial do Jaburu, em Brasília.

Nota

“Na tarde de hoje, domingo, 27 de dezembro, foi confirmado o teste positivo para Covid-19 do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que permanecerá em isolamento na residência oficial do Jaburu.”

Agência Brasil

Trump assina pacote que libera US$ 2,3 tri para socorrer economia dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou neste domingo (27) um pacote que libera US$ 2,3 trilhões (quase R$ 12 trilhões) irrigar a economia. A nova injeção de capital restaura o seguro-desemprego para milhões de americanos e evita o chamado “shutdown”, a suspensão parcial de atividades e serviços do governo federal.

Trump indicou que poderia sancionar o pacote em um tuíte logo antes de assinar o documento. “Boas notícias sobre o pacote de estímulos! Informações em breve”, diz a publicação.

Desde sábado (26), americanos tiveram seus benefícios de desemprego expirados, depois que Trump se recusou a assinar o pacote.

O presidente surpreendeu republicanos e democratas quando disse, na semana passada, que estava insatisfeito com o projeto de lei, que forneceria US$ 892 bilhões em alívio pelo coronavírus, incluindo benefícios especiais de desemprego que expiraram em 26 de dezembro, e US$ 1,4 trilhão para gastos regulares do governo.

Sem a assinatura de Trump, cerca de 14 milhões de pessoas poderiam perder esses benefícios extras, de acordo com dados do Departamento de Trabalho dos EUA, e haveria uma paralisação parcial das atividades do governo já na terça-feira (29).

O presidente, no entanto, recuou e sancionou o projeto, que foi aprovado no Congresso na semana passada, depois de ter sofrido intensa pressão de legisladores de ambos os lados.

Trump, que jogou golfe no domingo e permaneceu fora da vista do público mesmo com o risco de paralisar parcialmente o governo, exigiu que o Congresso alterasse o projeto de lei para aumentar o valor dos cheques de estímulo para americanos em dificuldades de US$ 600 para US $ 2.000.

Os democratas concordam com os pagamentos de US$ 2.000, mas muitos republicanos foram contra ao aumento do valor.

Segundo economistas, a ajuda financeira prevista no projeto de lei deveria ser maior para fazer a economia andar novamente. Na avaliação de analistas de mercado, o apoio aos americanos atingidos pelo isolamento social e paralisação parcial das atividades por causa da pandemia do novo coronavírus ainda é necessário.

Trump deixa o cargo em 20 de janeiro depois de perder a eleição de novembro para o democrata Joe Biden.

FolhaPress Com Reuters

Gasto de Bolsonaro com cartão corporativo supera Temer e fica perto de Dilma

A média de gastos da Presidência da República com cartão corporativo segue alta no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) mesmo diante da atual pandemia do coronavírus, que afetou a atividade econômica e estabeleceu o isolamento social.

Até novembro deste ano, fatura mais recente divulgada pelo Portal da Transparência, o atual governo teve uma média mensal de desembolso superior à de Michel Temer (MDB) e próxima à de Dilma Rousseff (PT).

Na gestão atual, foi gasto em média até agora R$ 672,1 mil por mês, o que representa uma alta de 51,7% em relação ao governo do emedebista. A despesa em relação à administração da petista foi 2,6% menor.

Por mês, Dilma teve uma média de gastos de R$ 690,2 mil, enquanto Temer despendeu R$ 442,9 mil. Os dados são do Portal da Transparência do governo federal, que reúne informações de 2013 a 2020. Os valores foram corrigidos pela inflação do período.

Dilma, Temer e Bolsonaro tiveram as mesmas regras para uso dos cartões. Não houve mudança nos critérios desde 2008, segundo o Palácio do Planalto.

Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou restrições, como limitação de saques, diante de compras abusivas realizadas com esse recurso.

Antes de assumir o governo, a equipe de Bolsonaro chegou a avaliar o fim desses cartões, que desencadearam um escândalo político com auxiliares do ex-presidente Lula. Os cartões corporativos, porém, ainda continuam funcionando —e sem o detalhamento dos desembolsos.

Neste ano, até o mês de novembro, o presidente desembolsou mais no cartão corporativo do que no ano passado. Ele gastou R$ 7,86 milhões, contra R$ 7,6 milhões em 2019, seu primeiro ano de mandato.

No início deste ano, Bolsonaro justificou que teve um gasto alto em fevereiro, de R$ 1,9 milhão, porque, segundo ele, saiu do cartão corporativo um desembolso de R$ 739 mil para financiar o resgate de brasileiros que estavam em Wuhan, na China, onde foram registrados os primeiros casos do coronavírus.

Sem a despesa com a operação de resgate, o presidente gastou, ainda assim, uma média de R$ 640 mil por mês com o cartão —44,5% a mais que Temer e 7,3% abaixo de Dilma.

Procurado, o Palácio do Planalto afirmou que a maior parte dos gastos no cartão de Bolsonaro se refere a custos por causa de viagens pelo país e internacionais.

Também há a cobertura de desembolsos para eventos e manutenção da residência oficial, o Palácio da Alvorada, cujo dispêndio, segundo o governo, tem sido menor que o dos antecessores (Dilma e Temer).

Os cartões corporativos costumam ser usados, entre outras despesas, para financiamento de operações de segurança durante deslocamentos presidenciais.

Eles também são empregados para a compra de materiais, prestação de serviços e abastecimento de veículos oficiais, além de eventos na residência oficial.

Como a lista de despesas não é divulgada, não é possível saber o peso de cada atividade nas contas mensais.

As comparações são com base nas faturas do CPGF (Cartão de Pagamento do Governo Federal) da Secretaria de Administração da Presidência da República, que cuida das despesas de Bolsonaro, da família dele e de funcionários próximos, por exemplo, da Casa Civil.

Em maio, a Folha mostrou que Bolsonaro havia gastado, até então, mais que Dilma e Temer na comparação pela média por mês. De abril a julho, as despesas do presidente com o cartão recuaram. Na época, o Brasil adotou medidas mais duras para tentar conter a Covid-19.

Em julho, quando Bolsonaro testou positivo para Covid-19, a conta do cartão chegou ao nível mais baixo de seu governo.

As faturas, no entanto, mostram que houve um crescimento das despesas vinculadas ao gabinete do presidente e a funcionários do Palácio do Planalto a partir de agosto.

O aumento coincide com o início de estratégia do presidente de intensificar a agenda de viagens pelo país na tentativa de evitar nova queda em seus índices de popularidade. Como mostrou o Datafolha, a aprovação caiu no início da pandemia, mas se recuperou no segundo semestre.

Só em agosto, como mostra a agenda oficial, Bolsonaro fez dez viagens, o maior número de deslocamentos no ano.

Ele desembarcou em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pará, Sergipe e Rio Grande do Norte. Nos meses seguintes, Bolsonaro fez uma média de sete viagens mensais.

O cartão corporativo foi criado em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele é distribuído a pessoas que ocupam postos-chave da gestão pública e cobrem despesas de urgência pela compra de produtos e serviços ou pela cobertura de gastos de viagens.

A Vice-Presidência tem cartões próprios, cujos custos são separados. Segundo o governo, as faturas da Secretaria de Administração da Presidência da República só incluem os gastos do vice-presidente quando ele exerce a função do presidente —por exemplo, se Bolsonaro está em viagem internacional.

Os valores totais das despesas do cartão da Presidência da República são divulgados, mas há sigilo sobre a maioria dos gastos, como alimentação e transporte. O argumento é de que são informações sensíveis da rotina presidencial e que a exposição pode colocar o chefe do Executivo em risco.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro prometeu mostrar aos veículos de imprensa o extrato de seu cartão corporativo pessoal, mas até hoje não o fez. “Eu vou abrir o sigilo do meu cartão. Para vocês tomarem conhecimento quanto gastei de janeiro até o final de julho. Ok, imprensa? Vamos fazer uma matéria legal?”, afirmou na época.

Na transição de governo, o atual ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, chegou a defender o fim dos cartões corporativos, só que a proposta não teve o apoio de toda equipe do presidente e o benefício foi mantido.

No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou trechos de um decreto de 1967 para dar transparência a gastos do Palácio do Planalto, inclusive com cartões corporativos. No entanto, o Palácio do Planalto afirma que a decisão não se aplica aos gastos com o cartão.

“A resistência do presidente da República em dar transparência aos gastos do cartão corporativo da Presidência é inadmissível, e a sociedade deve continuar cobrando”, avalia a ONG Transparência Internacional, reforçando que o sigilo deve existir apenas quando envolver verdadeiramente risco de segurança. “Para todo o resto, a transparência deve ser a regra”, completou.

Para a Artigo19, ONG internacional que defende o direito à liberdade de expressão e acesso à informação, a postura do Palácio do Planalto dificulta o acesso à informação, que é essencial para o exercício da cidadania.

“Esses gastos são vinculados ao orçamento estatal e devem, portanto, seguir a premissa de publicização e controle externo, especialmente no contexto de austeridade imposto à população pelos dirigentes estatais”, afirmou a entidade.

FolhaPress

PF vê culpa do Exército em controle de armas e defende não zerar impostos de exportação

A Polícia Federal afirmou ao Ministério da Economia que o Brasil tem grave deficiência no controle, fiscalização e combate a crimes envolvendo armas de fogo. A PF vê culpa do Exército na falha, por até hoje não ter dado acesso a três de seus sistemas sobre o tema, como manda decreto presidencial. A PF é responsável por combater o tráfico de armas no país. Por essa e outras razões, a polícia se posicionou de maneira contrária à proposta da Defesa de zerar imposto para exportação de arma.

“Se a PF sequer possui acesso aos sistemas de controle e rastreamento administrados pelo Exército aos quais deveria ter, e diante da possibilidade dos órgãos de segurança não terem condições de monitorar se exportações estão ou não impactando nos índices e apreensões nacionais, não seria adequada e oportuna a extinção do imposto”, diz a PF no documento ao qual o Painel teve acesso.

A PF diz também que o sistema nacional, que deve cadastrar as armas apreendidas, tem um banco com “relevante subnotificação”, porque os estados não “se encarregam de comunicar as apreensões, como determina decreto presidencial.

Mesmo com a falta de dados, a PF diz que o imposto de 150% para exportação, criado em 2001, atende a diretrizes internacionais, de diminuir a oferta nos países da região e ajudou a reduzir o “tráfico de retorno”, quando as armas brasileiras exportadas voltavam ao país via tráfico ilícito.

A polícia também argumenta que os EUA tomaram medidas contra o Paraguai em 2018 com base na existência do imposto no Brasil. A proposta de zerar as taxas foi revelada pelo Painel. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) vai decidir sobre o tema.

FolhaPress

Bruno Covas sanciona lei que aumenta seu próprio salário em 46%

O projeto de lei que estabeleceu o aumento foi aprovado ontem (23) em segunda votação na Câmara Municipal de São Paulo, com 34 votos a favor, 17 contra e uma abstenção. Segundo a casa legislativa, a atualização proposta no projeto está abaixo da inflação acumulada no período.

A prefeitura de São Paulo disse, em nota, que “o novo teto salarial do município, que só entrará em vigência em 2022, está defasado desde 2012, ano da última correção. Nesse período, que completa 8 anos, a inflação acumulada chegou a 63,11% pelo IPCA e 100,41% pelo IGP”.

Além do salário do prefeito, a lei estabelece novos salários para o vice, passando de R$ 21,7 mil para R$ 31.915,80, e para os secretários municipais, de R$ 19.340,40 para R$ 30.142,70.

A vereadora eleita Erika Hilton informou em suas redes sociais que, junto à bancada do PSOL da Câmara de São Paulo, acionou a Justiça paulista nesta quarta-feira (23) contra o aumento salarial do prefeito reeleito Bruno Covas (PSDB), de seu vice Ricardo Nunes (MDB) e dos secretários municipais.

O deputado estadual Gil Diniz (PSL) informou, também em rede social, que impetrou um mandado de segurança para derrubar o aumento salarial aprovado pela Câmara.

Agência Brasil

Vereadores eleitos já estão de olho no empréstimo consignado

Alguns vereadores eleitos mal receberam a diplomação já estão de olho no empréstimo consignado. Para muitos, esse recurso virou a solução para quitar seus débitos no início do período legislativo.

Teve um vereador, que se agarrou com o consignado como o faminto se agarra com o pão.

Ou seja, não largou de maneira nenhuma e vai estrear o mandando com 115 mil reais extra.

Um assessor de um parlamentar, que não conseguiu a reeleição, gritou nos corredores da câmara, esse sim é um verdadeiro mala, pois se tivessemos feito esse famoso empréstimo, a gente estaria com nossa cadeira garantida.

O RH da câmara já informou que os empréstimos consignados estão disponíveis e tão logo os vereadores tomem posse, o banco libera a bolada.

Quem quer dinheiro? Quem quer dinheiro? Bora lá, bora lá minha gente, é o papai noel do parlamento passando na sua ‘time line’!

Flávio Bolsonaro renuncia a cargo na Mesa Diretora do Senado

 Foto: Sérgio Lima

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) renunciou ao cargo de terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, que ocupava desde 2019. Ele não informou o motivo da saída.

O filho do presidente Jair Bolsonaro enfrenta denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), referente ao caso das rachadinhas. É ainda alvo de representações no Conselho de Ética do Senado.

Flávio enviou um ofício ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) em 11 de dezembro, comunicando que deixaria o cargo em 14 de dezembro.

Uma nova mesa diretora será eleita em fevereiro de 2021, junto com a eleição para a presidência do Senado.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, autorizou em 12 de outubro a abertura de uma investigação preliminar sobre a atuação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na defesa de Flávio no caso das rachadinhas.

O senador é suspeito de comandar um esquema que desviava salários de funcionários do seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) quando era deputado estadual. Flávio nega as acusações.

A Abin teria, a partir de acesso ilegal a informações da Receita Federal, preparado 2 relatórios com orientações sobre como obter documentos para embasar um pedido de anulação do caso na Justiça.

A PGR (Procuradoria Geral da República) está investigando se o presidente Jair Bolsonaro usou órgãos do governo para a defesa do filho.

Os supostos relatórios da Abin detalhariam o funcionamento de uma organização criminosa que atua na Receita Federal em uma suposta operação contra Flávio.

O ministro Augusto Heleno (Segurança Institucional) e a Abin enviaram em 15 de dezembro uma manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) negando que o órgão tenha produzido os relatórios. O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) já havia negado a produção do relatório.

Em 18 de dezembro, a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o prazo de 30 dias para que Aras informe à Corte  as “ações efetivamente adotadas para a elucidação dos fatos”. Também estabeleceu 15 dias para que a AGU (Advogado Geral da União) e a PGR se manifestem sobre o caso.

Eis a íntegra do despacho enviado por Flávio Bolsonaro:

“Brasília, 11 de dezembro de 2020.

A Sua Excelência o Senhor Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal

Assunto: Informo que renuncio ao cargo de terceiro-secretário

Senhor Presidente,

Venho à presença de Vossa Excelência, como integrante da Mesa Diretora dessa Casa, para apresentar a minha renúncia ao cargo de Terceiro-Secretário, a partir de 14 de dezembro de 2020.

Atenciosamente,

Flávio Bolsonaro”

Crivella é o 7º líder político preso ou afastado no RJ em 4 anos; leia a lista

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

prisão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) na manhã desta 3ª feira (22.dez.2020) aprofundou uma estatística negativa no Rio de Janeiro.

Nos últimos 4 anos, 7 políticos que ocuparam os cargos de governador ou prefeito da capital do Estado foram presos ou afastados do mandato.

O último foi Wilson Witzel (PSC), eleito para o governo do Estado em 2018. Em 28 de agosto, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou seu afastamento imediato por supostas irregularidades na saúde pública.

Eis a lista:

  • Wilson Witzel (governador entre 2019 e 2020): afastado em agosto de 2020, é acusado por corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense. Ele não foi alvo de mandados de prisão. Seu vice, Cláudio Castro (PSC), assumiu o cargo.
  • Luiz Fernando Pezão (governador entre 2014 a 2018): preso em novembro de 2018, foi condenado por abuso de poder político e econômico por conceder benefícios financeiros a empresas como contrapartida a doações para a campanha eleitoral de 2014.
  • Sérgio Cabral (governador entre 2007 a 2014): preso em junho de 2017, foi condenado em 11 ações penais da Lava Jato e tem pena total de 233 anos e 11 meses de prisão. Está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.
  • Anthony Garotinho (governador entre 1999 e 2002): preso 5 vezes desde que saiu do cargo, é acusado por crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Responde aos processos em liberdade.
  • Rosinha Garotinho (governadora entre 2003 e 2006): presa em novembro de 2017 junto com o marido por crimes eleitorais. Ficou presa por 1 semana. Foi condenada em janeiro de 2020, mas recorreu e responde ao processo em liberdade.
  • Moreira Franco (governador entre 1987 a 1991): preso em março de 2019 em um desdobramento da operação Lava Jato, sob acusação de negociar o pagamento de propina, no valor de R$ 1 milhão, à Engevix em obras relativas à usina nuclear Angra 3. Permaneceu por 4 noites na cadeia e responde ao processo em liberdade.

Todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro que ainda estão vivos foram presos ou afastados. Nilo Batista e Benedita da Silva, vice-governadores que ocuparam o cargo após a saída dos titulares, são os únicos que não respondem a processos judiciais.

Poder 360