Com alta de internações, Prefeitura de Natal abre 10 leitos de UTI e decide ampliar horário de atendimento em unidades básicas

Comitê Científico Municipal de Combate a Covid-19 se reuniu na noite desta quinta-feira (18), no gabinete da prefeitura de Natal, para discutir a necessidade de adotar medidas mais restritivas contra o avanço da doença, após as altas de internação no município.

A equipe decidiu que, por enquanto, não vai restringir o horário de funcionamento do comércio, bares e restaurantes na capital do estado, ou suspender as aulas presenciais nas escolas privadas. Uma das medidas tomadas será a ampliação no horário de atendimento das unidades de saúde.

O comitê científico municipal informou que vai avaliar o comportamento da pandemia nas próximas semanas.

“O nosso comitê científico entende que a princípio não precisamos aumentar as medidas restritivas com relação ao horário de funcionamento de bares e restaurantes. Por enquanto, não. Vamos observar, vamos recomendar a profilaxias, a prevenção através das medidas sanitárias recomendadas”, justificou o prefeito Álvaro Dias.

As unidades de saúde passam a funcionar até às 20h. Além disso, o comitê informou que irá distribuir nesses locais medicamentos que não tem comprovação na prevenção e combate a Covid-19, como a ivermectina. remédio não tem eficácia comprovada cientificamente contra a Covid-19, como informou a própria farmacêutica Merck, responsável pela fabricação do vermífugo. Segundo a empresa, não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19.

A prefeitura anunciou também a reabertura de 10 leitos de UTI no Hospital Municipal de Campanha a partir desta sexta-feira (19), totalizando 30 leitos na unidade. De acordo com os médicos do comitê científico, a demanda de pacientes com síndromes respiratórias cresceu nas últimas semanas na rede municipal de urgência e emergência, principalmente pacientes de outras cidades atendidos na rede de saúde de Natal.

“Já foi detectado que muitos municípios, principalmente da região metropolitana, não estão conseguindo oferecer uma assistência mínima dos seus pacientes, ou fecharam serviços. E esse paciente acaba migrando aqui para a capital. E como a gente está vendo que houve esse aumento do quantitativo, então se faz necessária a abertura desses leitos pra dar uma maior assistência e fluidez às portas”, explicou o médio intensivista integrante do comitê, Augusto Ramalho.

G1

Nilda e Kleber fazem dobradinha em 2022

 

Já está fechada a dobradinha entre Nilda e Kleber Rodrigues para a eleição de 2022. A ex-vereadora, que concorreu ao cargo de prefeito no pleito eleitoral de 2020, já fechou acordo político com o parlamentar de Monte Alegre.

Na conversa, Nilda pleiteará uma vaga de deputada federal e Kleber irá para a reeleição de deputado estadual.

Se essa decisão de Nilda permanecer, frustará o projeto de Abidene que andou comentando sobre uma possível dobradinha com a professora.

Como boa profissional, já está planejando as aulas de 2024, cujo foco será o executivo municipal.

STF deve relaxar prisão de deputado e determinar uso de tornozeleira

O STF (Supremo Tribunal Federa) deve relaxar a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).
A ideia, de acordo com ministros ouvidos pela coluna, é que ele passe pelo menos o fim de semana na prisão, mas depois seja solto.
O parlamentar, no entanto, deve ser submetido a medidas cautelares, como por exemplo usar tornozeleira e ser impedido de usar as redes sociais.

A possibilidade de relaxamento, pelo próprio STF, passou a ser considerada depois que a Câmara dos Deputados sinalizou que não derrubará a prisão de Daniel Silveira. Ou seja, não desautorizará o Supremo.

A Casa tem a palavra final sobre o assunto. Uma decisão a favor do parlamentar, no entanto, abriria uma crise com a Corte, que na quarta (17) ratificou a detenção, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, por unanimidade.

O deputado foi preso depois de divulgar um vídeo em que ofendia e ameaçava ministros do STF, além de defender a ditadura militar.
A determinação de Alexandre de Moraes, num primeiro momento, causou forte reação na Câmara dos Deputados, e parlamentares ameaçaram derrubá-la em plenário.

Depois que ela foi referendada pelos 11 ministros do STF, no entanto, houve um recuo. Líderanças da Câmara passaram a dizer que não valeria a pena desautorizar o Supremo e abrir uma crise para defender um parlamentar radical, que fez ataques aos magistrados e à democracia com os quais a maioria não concorda.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, comunicou mais cedo ao presidente Jair Bolsonaro que o plenário deve manter a prisão de Daniel Silveira.

 

Mônica Bergamo – Folhapress

Deputados oferecem proposta de autoafastamento a Daniel Silveira

Deputados ligados à cúpula da Câmara que tentam costurar um acordo para tirar Daniel Silveira (PSL-RJ) da prisão enviaram um recado ao parlamentar, que segue detido na Superintendência da Polícia Federal no Rio desde a noite de terça-feira após insultar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em vídeo.

Silveira deixaria a prisão em troca de, assim que for liberado, licenciar-se do cargo até o Conselho de Ética da Câmara decidir qual punição lhe será aplicada. Além disso, os interlocutores informaram a Silveira que não poderiam absolvê-lo diante da repercussão do caso, mas trabalhar para que ele seja apenas suspenso, sem ter o diploma de deputado cassado. Todo esse processo custaria ao parlamentar cerca de seis meses de mandato.

A proposta foi levada a Silveira durante visitas que recebeu de políticos nesta quarta-feira. O deputado, contudo, não se mostrou entusiasmado com a oferta, argumentando que o prazo seria longo demais.

De acordo com um dos interlocutores que o visitou, Silveira respondeu, acompanhado de seu advogado, que “toparia um mês” longe das atividades legislativas ou “um pouco mais que isso”. O mesmo aliado aconselhou Silveira a aceitar a proposta, tendo em vista que, diante de uma possível cassação, a suspensão “seria lucro”.

Exame.com

PSL repudia ataques de Daniel Silveira ao STF e analisa expulsão do deputado

O presidente do Partido Social Liberal (PSL), o deputado Luciano Bivar, afirmou, nesta quarta-feira, 17, que a Executiva Nacional da legenda está tomando “todas as medidas cabíveis” para a expulsão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso na noite de terça-feira, 16, em sua casa em Petrópolis, no Rio de Janeiro, após decisão do ministro do Supremo Tribunal FederalAlexandre de Moraes. A prisão foi decreta depois de Silveira ter publicado um vídeo em suas redes sociais fazendo ataques, xingando e proferindo palavrões aos ministros do STF, em especial o ministro Edson Fachin, que criticou a interferência de militares no Judiciário.

“O PSL repudia com veemência os ataques proferidos pelo deputado Daniel Silveira a ministros do STF, ofendendo, de maneira vil, a honra dos mesmos, bem como proferindo críticas contundentes à instituição como um todo”, diz a nota assinada por Bivar. Segundo o documento, os ataques de Silveira, especialmente a maneira como foram feitos, são “inaceitáveis”. A legenda ressalta que atitudes dessa natureza não podem ser confundidas com liberdade de expressão. O PSL fez defesa ao Supremo, afirmando que a instituição é a guardiã da Constituição Federal e um dos pilares do Estado Democrático de Direito e que jamais “abrirá mão de defender este alicerce institucional”. A nota termina com Bivar informando que o PSL “está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para o afastamento em definitivo do deputado dos quadros partidários”.

Jovem Pan

O que se pode aprender com a vacinação em Israel

Enquanto as campanhas de vacinação progridem lentamente em muitos países da UE (União Europeia) devido a gargalos de fornecimento, Israel tem até mais doses do que necessita.

Israel ostenta a maior cota per capita de doses inoculadas no mundo. Desde o início da campanha de vacinação, em 20 de dezembro, 4 milhões de israelenses já receberam a primeira dose da vacina de RNA da parceria entre Biontech e Pfizer, o que correspondente a 43% da população do país. Mais de 30% já receberam a segunda dose, sendo que mais de 80% das pessoas com mais de 60 anos já foram imunizadas.

Quem tiver mais de 16 anos e quiser tomar a vacina já pode fazê-lo. No ritmo atual, Israel terá aplicado duas doses em metade da população até o fim de março.

Mesmo com esse ritmo de vacinação, Israel ainda dispõe de tantas doses da vacina da Biontech-Pfizer que o inoculante da Moderna nem mesmo teve de ser empregado, embora seja permitido, desde 5 de janeiro.

A campanha de vacinação israelense mostra ser um claro sucesso: o número de casos sintomáticos entre as pessoas que receberam as duas doses caiu 93%, segundo dados de uma seguradora de saúde.

VACINA POR DADOS VALIOSOS

O fato de esse país com 9,3 milhões de habitantes ter sido capaz de garantir grandes quantidades de vacinas está ligado aos termos contratuais muito específicos que Israel negociou com as fabricantes. Ao contrário da UE, Israel não manteve esses termos contratuais sob sigilo, mas disponibilizou o acordo com a Pfizer, por exemplo, na internet.

Segundo o texto, Israel paga bem mais pelas doses da vacina da Biontech-Pfizer do que a UE, em torno de 23 euros por dose, em comparação com os 12 euros da UE.

Além disso, o Estado israelense assume a responsabilidade pelo produto. Já para a União Europeia, é muito importante que os fabricantes Biontech e Pfizer continuem sendo responsáveis ​​pelo produto.

O mais importante é que o governo israelense acertou com as fabricantes da vacina que Israel forneceria semanalmente a elas os dados da campanha de vacinação. Isso inclui não só os números de infecções e vacinações, mas também as informações demográficas dos pacientes, como idade e sexo. Segundo as autoridades israelenses, os dados são enviados de forma anônima.

Assim, as empresas farmacêuticas não apenas recebem dados de maneira muito rápida e confiável, graças ao sistema de saúde digitalizado em Israel, como também recebem muito mais dados do que obteriam de qualquer estudo –uma fonte de informação de valor inestimável para as empresas farmacêuticas.

Em troca, a fabricante da vacina se compromete a fornecer doses a Israel até que seja alcançada a imunidade de 95% da população do país.

DADOS ENCORAJADORES

É desses dados que saíram as informações mais completas disponíveis sobre a eficácia da vacina da Pfizer-Biontech. Elas vêm da Maccabi, uma das quatro organizações de seguros de saúde israelenses, que assegura cerca de um quarto da população, e foram publicados pelo jornal Times of Israel.

Os dados foram coletados uma semana após a aplicação da segunda dose, ou seja, no momento em que a vacinação presumivelmente já havia desenvolvido seu efeito protetor total.

Dos então 523 mil segurados que haviam sido vacinados, apenas 544 foram infectados com Sars-CoV-2 após a segunda dose. Isso corresponde a uma parcela de 0,1%. Desses 544 infectados, 15 tiveram de ser hospitalizados: oito apresentaram apenas sintomas leves, três apresentaram sintomas moderados e apenas quatro desenvolveram um quadro grave. Nenhum morreu em consequência da infecção.

A seguradora comparou os dados coletados com 628 mil membros não vacinados, dos quais 18.425 foram infectados no mesmo período. A partir disso, a Maccabi calculou uma eficácia da vacina de 93%.

Esse percentual é encorajador não só porque corresponde aos valores que a Biontech e a Pfizer haviam detectado nos seus estudos. Ele mostra que a vacinação parece proteger contra um quadro grave e pode minimizar as mortes em decorrência da infecção.

No entanto, os dados da Maccabi são representativos apenas até certo ponto, já que ainda não foi publicado como o grupo examinado é composto em termos de idade e doenças preexistentes. Os dados da Clalit, maior seguradora de Israel, que também devem ser publicados em breve, podem fornecer mais informações.

Além disso, também devem ser divulgados nas próximas semanas dados sobre a eficácia da vacina entre a população mais jovem e entre pessoas com doenças como diabetes ou câncer, assim como entre mulheres grávidas.

Os números de Israel são encorajadores, mas ainda não permitem tirar uma conclusão sobre a eficácia das vacinas contra as variantes muito mais contagiosas do coronavírus. Em condições de laboratório, a vacina da Biontech-Pfizer é eficaz contra a variante britânica B.1.1.7 e a mutação sul-africana B.1.351. Mas essas são análises de laboratório; não há ainda evidências ​em condições reais.

RELAXAMENTO NO LOCKDOWN

Enquanto muitos países estão progredindo lentamente com suas campanhas de vacinação, Israel suspendeu algumas das restrições que estavam em vigor desde o fim de dezembro. Os cidadãos podem agora circular livremente no país, as creches e as escolas voltaram a funcionar.

Entretanto, o número semanal de novas infecções ainda é muito alto na comparação internacional: são mais de 400 por 100 mil habitantes. Na Alemanha, essa taxa atualmente é de cerca de 60.

Em tese, o número de novas infecções em Israel pode cair rapidamente se o resultado da pesquisa do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), em Haifa, estiver correto. Segundo avaliação da entidade, a carga viral cai já 18 dias após a administração da primeira dose da vacina. Aqueles que foram vacinados se tornam menos contagiosos.

No entanto, há uma disposição significativamente menor para se vacinar entre os israelenses mais jovens. Em Israel, pela primeira vez em toda a pandemia, mais pessoas com menos de 60 anos de idade precisam ser tratadas em hospitais do que na faixa etária acima dos 60 anos.

Isso acontece porque o vírus atualmente se dissemina mais entre a população mais jovem. Pacientes mais jovens chegam a desenvolver quadros tão severos que alguns têm de ser conectados a aparelhos. Por isso, o governo já está debatendo sobre um sistema de benefícios para quem se vacina ou mesmo possíveis penalidades para quem se recusa.

Poder 360.

Mais armas, mais segurança: a questionável lógica de Bolsonaro

Foto Sergio Lima

Especialistas afirmam que mais armas também representam mais violência e simplesmente facilitar acesso a elas dificilmente ajudará a resolver os problemas de segurança no Brasil.

Já na campanha eleitoral o presidente Jair Bolsonaro defendia armar a população para que, segundo ele, os cidadãos pudessem se defender contra o crime e a violência no país. Uma vez no cargo, ele tratou então de liberalizar as regras para aquisição e porte de armas de fogo no Brasil por meio de uma série de decretos.

Entre as novas normas está o direito à posse de até 6 armas de fogo em casa ou no trabalho. Os civis agora também têm acesso a calibres que antes eram restritos aos militares ou à polícia e podem comprar muito mais munição. Além disso, também foi abolido recentemente o imposto de importação sobre armas de fogo.

Dois anos depois da posse de Bolsonaro, a flexibilização parece ter surtido efeito. Se em 2018 havia pouco menos de 700.000 armas de fogo nas mãos de civis, agora o número passou para quase 1,2 milhão –aumento de 65%. Os dados foram obtidos junto às polícias federal e militar como parte de uma pesquisa encomendada pelo jornal O Globo.

Um total de 1,2 milhão de armas de fogo em um país com mais de 211 milhões de habitantes pode não parecer muito quando se compara o Brasil com outros países. Nos Estados Unidos, terra de defensores do armamento, haveria mais de armas do que habitantes. A Alemanha também tem mais armas registradas do que o Brasil: são mais de 5 milhões para uma população de apenas 83 milhões de habitantes.

No entanto, as armas registradas no Brasil são apenas uma pequena parcela do que realmente existe em circulação, afirma o economista Thomas Victor Conti. “Estudos sugerem que o número real de armas de fogo poderia ser de dez a 15 vezes maior”. Neste montante, estão, por exemplo, armas ilegais no âmbito do crime organizado ou simplesmente armas não registradas.

É justamente esse imenso arsenal de armas ilegais que muitos brasileiros culpam pela violência e pelo índice exorbitante de homicídios no país, onde dezenas de milhares de pessoas são vítimas da violência todos os anos. Simplesmente munir os “cidadãos de bem” com mais armas, como argumenta Bolsonaro, dificilmente ajudará a resolver tais problemas, diz Conti.

“Pelo contrário: a maioria dos especialistas afirma que mais armas também representam mais violência”, afirma Conti, que leciona no Instituto Insper, em São Paulo. “Afinal, não há contradição entre armas ilegais e legais; todas fazem parte do mesmo mercado. Se há mais armas legais em circulação, indiretamente aumenta também a quantidade de armas disponíveis para o mercado negro.”

HISTÓRIA RECENTE DESMENTE A TESE DE BOLSONARO

Com o afrouxamento da legislação do armamento, Bolsonaro também age na contramão do que atesta o passado recente do Brasil: no final de 2003, quando a aquisição e a posse de armas de fogo foram regulamentadas de forma mais estrita com o Estatuto de Desarmamento, também com a introdução de incentivos financeiros à venda voluntária de armas, a taxa de homicídios, que até então vinha explodindo, caiu ligeiramente por alguns anos.

Antes disso, a posse e até mesmo o porte de armas era permitido para qualquer brasileiro com 21 anos ou mais, sem grande burocracia. No Estado de São Paulo, os efeitos da nova lei de armas foram sentidos de forma notável, afirma o economista Daniel Ricardo de Castro Cerqueira em sua tese de doutorado Causas e Consequências do Crime no Brasil. Segundo o pesquisador, isso se deve ao fato de o estado ter conseguido implementar as novas regras e combiná-las com outras medidas.

Conti, do Insper, chama a atenção para outros fatores que também contribuem para o alto índice de criminalidade e homicídios no Brasil. “Esses problemas são complexos e não podem ser resolvidos apenas com a política de armas. Desemprego, pobreza e falta de acesso à educação desempenham um papel importante, assim como pouco investimento em segurança pública e na solução de crimes violentos.”

Mas em vez de se concentrar em tais ajustes, a ideia de Bolsonaro segue uma lógica diferente: o cidadão comum deve ser capaz de defender a si próprio se alguém invadir sua casa. Um levantamento publicado em junho de 2019 pelo Datafolha, porém, indica que esse argumento não é compartilhado pela opinião pública, já que dois terços dos brasileiros adultos se disseram contra a posse de armas entre civis.

A QUESTÃO DA AUTODEFESA

Armar cidadãos comuns parece ainda menos sensato quando se tenta imaginar como se daria essa autodefesa na prática. “O criminoso sempre tem a vantagem do efeito surpresa”, diz Conti. “Além disso, se ele achar que a vítima em potencial pode estar armada, é provável que se arme ainda mais e comece a atirar antes.”

Os especialistas alertam ainda que casos de violência doméstica, brigas familiares ou outras discussões em geral poderão ainda mais frequentemente acabar em mortes.

Até que ponto Bolsonaro poderá liberalizar ainda mais o uso de armas no Brasil vai também depender do Congresso, que ainda deve decidir sobre outras propostas legislativas sobre o tema encaminhadas pelo presidente.

Conti diz esperar que os parlamentares levem em conta o conhecimento científico e a experiência anterior do Brasil com a legislação sobre armas de fogo em suas decisões. “É totalmente legítimo discutir democraticamente sobre o direito do cidadão comum a uma arma de autodefesa. Mas é uma mentira, dada a extensão da violência no Brasil, vender um acesso facilitado a armas de fogo como uma questão de segurança pública”. 

Poder 360.

Fura fila na mira do vereador Éder Queiroz. Câmara aprova urgência para aprovação da matéria

O plenário da Câmara Municipal de Parnamirim, aprovou nesta quarta-feira (10), o regime de urgência do projeto de Lei 04/2021, de autoria do vereador Eder Queiroz ( PSDB ), que trata de quem furar a fila da vacinação contra a covid 19, no âmbito do município de Parnamirim/RN.

O autor do Projeto de Lei justificou a urgência face a vacinação que já está em andamento no município, e as diversas notícias pelo Brasil, de aproveitadores que burlam a ordem de vacinação do Plano Nacional.

A Lei prevê expressamente sanções administrativas às pessoas físicas, jurídicas e agentes políticos. O vereador Eder Queiroz, está exercendo seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Parnamirim/RN, e tem forte atuação política e administrativa no Litoral de Parnamirim.

 
Fonte: Ass. Comunicação.

 

Michael Borges confessa que já recebeu proposta de privilégio em banco por ser vereador

Em um embate na sessão da Câmara, o vereador Michael Borges, líder do prefeito Taveira, só tem aberto a boca para criar polêmica.

Metido a um profundo conhecedor do processo legislativo, a sua Excelência em um embate com a colega de parlamento Fativan Alves, confessou que depois que virou vereador em Parnamirim, vem recebendo propostas de vantagens especiais na agência bancária da cidade.

No discurso, disse que na proposta, ele passaria a fazer parte de um grupo especial de clientes, portanto, não pegaria mais filas, diferente do tratamento que recebia no passado quando não tinha mandato. E, em seu aparte, na discussão sobre a greve dos bancários e a possibilidade de fechamento das agências na cidade e no Estado, Michael Borges, disse que até o fone particular do gerente, lhe foi oferecido, coisa que antes não tinha acesso, e que hoje lhe foi disponibilizado depois de sua posse no parlamento.

Um detalhe que chamou a atenção dos vereadores presentes na sessão plenária, foi ele dizer que foi convidado a furar a fila do banco, tendo assim um tratamento diferenciado dos demais clientes.

A fala do edil mirim, foi logo contestada pela vereadora oposicionista Fativan, que lamentou tal tratamento e fez alguns relatos de dificuldade como cliente nas agências bancárias da cidade.

Terezinha Maia e Paulinho, uma dupla afinada rumo à Assembleia Legislativa

A simplicidade e o carisma do casal, Terezinha Maia e Paulinho, encanta a todos.

Ele reeleito prefeito, com 59,40% dos votos, somando 31.514, para governar mais uma vez a cidade de São Gonçalo do Amarante.

Ela suplente de deputado estadual com exitoso serviço prestado ao povo norte-rio-grandense.

Ambos têm um amplo círculo de amizade e não param de visitar os amigos fiéis por todo estado.

Hoje, a agenda foi cheia, eles estiveram em Macaíba, São José de Mipibu, Nísia Floresta e Goianinha.

Em Nísia, foram recebidos pelos médicos, Dr. Edvaldo e Dr. Meguita, lideranças fortes da antiga Papary e de Macaíba, todos sintonizados com o projeto de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O papo foi longo e animado, falou-se de tudo, do crescimento de São Gonçalo do Amarante, da satisfação da população com a reeleição de Paulinho, da eleição e reeleição de outros amigos em diversas prefeituras, os quais estão juntos no projeto de conquistar mais um espaço político para o fortalecimento dos municípios na Assembleia Legislativa.

Com humildade, o casal falou dos equívocos na campanha de Terezinha Maia, segundo eles, serviram de lição e não irão se repetir, mas acima de tudo o que ficou foi uma verdadeira corrente de amigos, um grupo forte, chamados de amigos fiéis.

Os quais estão prontos para caminhar ao seu lado em 2022. No semblante do casal, percebe-se um otimismo que transparece no brilho dos olhos de Paulinho e deixa transbordar uma sensação boa de vitória.

Os anfitriões, Dr. Edvaldo e Dr. Meguita, capricharam no almoço e na recepção, deixaram as visitas à vontade para conversar, falar do planejamento e dos projetos políticos.

Os médicos falaram da história da comunidade de Pium e do distrito de Alcaçuz, onde Dr. Edvaldo tem uma liderança política e um trabalho como médico.

A conversa se estendeu até o final da tarde, tivemos a oportunidade de conhecer, mais de perto, os projetos e as ideias de Terezinha e Paulinho sobre o Rio Grande do Norte.

De Nísia Floresta, os dois voltaram para São Gonçalo para continuar as visitas aos amigos. Detalhe, Terezinha e Paulinho estavam de tênis, para um bom entendedor, eles já estão em plena campanha para deputado estadual.

Pelo jeito, dessa vez, ela garantirá uma cadeira no parlamento estadual.

Agora, o negócio é com o imperador César. A audiência de Berg Silva será terça-feira

O então candidato Berg Silva é o fiel da balança entre o titular do mandato de vereador Gustavo Negócio e o suplente César Augusto Maia.

O motivo desse impasse é um processo que corre na justiça eleitoral de Parnamirim, em que acusa o então chefe do setor de tapa buraco de utilizar seu cargo em proveito político, na eleição 2020.

Detalhe, caso Berg seja condenado, terá os seus 457 votos anulados e a recontagem administrativa ocorrerá, mas isso não será um bom negócio para Gustavo que perderá a vaga no legislativo.

Os bastidores estão fervendo e o suplente do PRB nunca foi procurado na vida.

O rei de Roma disse que iria se meter nessa conversa de justiça, pois de um lado está o imperador César e do outro a família Marciano, que segundo os boatos, o vereador receberá o troco de um débito do passado com o coronel. Mas sabemos que a família Marciano, tem livre trânsito na casa grande do poder.

Terça-feira, será a audiência de instrução do processo, uma briga grande está por vir…Quem será o advogado de Berg Silva nessa audiência? Isso, já diz muita coisa sobre o posicionamento do suplente no processo.

Base do prefeito na câmara ficou em recuperação no primeiro teste

A simples votação de um veto do Prefeito Taveira na Câmara, revelou a fragilidade da base e também o despreparo do líder Maycon Borges na condução das matérias de interesse do Executivo.

Os vereadores de oposição, fizeram uma sustentação oral, baseada no que diz a legislação atual e o bate cabeça se instalou na sessão.

Marquinhos da Climep ficou tonto e não sabia se votava a favor ou contra a matéria que tratava sobre uma emenda impositiva da então vereadora e hoje vice prefeita, Kátia Pires, no valor de 180 mil para a instalação do núcleo de pediatria, no prédio que funcionou a antiga UPA em Rosa dos Ventos.

O novato Marquinhos lavou as mãos e se absteve de votar, dizendo que não tinha entendido nada e deixou o abacaxi para o presidente Wolney França, que foi obrigado a votar para desempatar e garantir a maioria para o prefeito Taveira.

Outro que ficou em recuperação foi o sindicalista e hoje afiadíssimo com o executivo Michel Borges, que tem um discurso forte quando se trata de atacar, mas quando foi chamado para defender e articular a base para manutenção do famoso veto, mostrou-se inexperiente no trâmite legislativo.

O placar da votação já começa a falar 8 X 8, isso porque não foi nenhuma matéria polêmica. Imaginem quando for exigido um esforço maior de cada um e o assunto tenha uma repercussão maior, ou quando a imagem do vereador possa ser arranhada.

O primeiro teste da bancada foi dividido, ou seja, ficou em recuperação. M & M – Michael e Marquinhos foram os destaques da sessão e ficou claro que ser pedra é muito bom, difícil é ser vidraça.

Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado

Sessão do Senado Federal para eleição do novo presidente. Sérgio Lima/Poder360 01.02.2021

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), 44 anos, foi eleito presidente do Senado com 57 votos nesta 2ª feira (1º.fev.2021). Era preciso ao menos 41 para ser eleito. A concorrente Simone Tebet (MDB-MS), 55 anos, recebeu 21 votos. O senador Chico Rodrigues está afastado e os senadores Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) e Jaques Wagner (PT-BA) não compareceram por motivos médicos.

O senador é apoiado por seu antecessor Davi Alcolumbre (DEM-AP), que comandou sua campanha e articulou por sua vitória desde que teve a própria candidatura à reeleição barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Além do amapaense, Pacheco também tem a benção do Palácio do Planalto.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a prometer a Alcolumbre uma vaga na Esplanada em 2021. O então presidente do Senado, que deixou o posto nesta 2ª feira (1º.fev), poderia escolher a pasta que desejar. Não houve, entretanto, anúncio oficial se o convite foi aceitou pelo senador.

Pacheco é formado em direito, está em seu 1º mandato no Senado. Antes, havia sido deputado federal. Com a campanha há mais tempo na rua, era o predileto entre os colegas para assumir a Casa Alta. Tinha apoio até do PT, principal partido de oposição do governo.

Conseguiu também apoio de grandes partidos como o PSD, com bancada de 11, e com o PP, com bancada de 7 senadores. O MDB, que é a maior bancada da Casa, demorou para definir seu apoio à Simone Tebet como candidata. Com menos tempo e a maioria dos senadores já comprometidos com seu concorrente, a sul-mato-grossense não conseguiu chegar no mesmo nível de apoios.

Neste cenário, o próprio MDB desembarcou da candidatura da senadora para negociar com Alcolumbre cargos na Mesa Diretora da Casa. Tebet lançou-se candidata independente fazendo duras críticas à interferência do Planalto na eleição.

PROPOSTAS DE CAMPANHA

Em entrevista 2 dias antes da eleição, Pacheco afirmou que sua candidatura não coloca em risco a independência da Casa. O senador disse que vai usar sua “mineirice” para conciliar interesses diversos caso seja eleito. Negou ainda que tenha prometido alguma coisa ao Palácio do Planalto para conquistar o apoio de Bolsonaro.

Eu vou ter um apelo muito grande à democracia, à convergência, à busca de consenso e ao respeito às divergências. É preciso respeitar essas divergências, e não há nenhum tipo de compromisso com pauta específica, de pautar ou de não pautar. Vamos buscar o colégio de líderes, entender o que é melhor para o país”, afirmou.

Pacheco apoiou a proposta do governo de ampliação, com valor menor (R$ 200 ante os R$ 600 pagos anteriormente), do auxílio emergencial para trabalhadores que perderam a renda em razão da pandemia.

Durante a campanha, disse que se fosse eleito, debateria com o Ministério da Economia a continuidade do auxílio emergencial mesmo que isso fure o teto de gastos. A regra impede que os gastos do governo sejam maiores que a inflação.

O mineiro ajudou a aprovar a reforma da Previdência em 2019. Mas, em outro tema, na contramão do governo, votou para derrubar o veto à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos em 2020.

A expectativa do governo é que os novos presidentes da Câmara e do Senado –que devem ser eleitos nesta 2ª feira (1º.fev)– sejam mais amigáveis às políticas do Planalto.

Na equipe econômica, é esperado que projetos de cunho econômico defendidos pelo ministro Paulo Guedes (Economia) avancem ainda em 2021. É o que eles têm chamado internamente de “limpar a pauta”. Pacheco já sinalizou que, tão logo ocorra a eleição da Mesa da Casal Alta, deve pautar as reformas econômicas “com urgência”.

O PODER DO CARGO

Além de ter o poder sobre a pauta de votações da Casa, Pacheco muda de status com a vitória. Fica em patamar parecido com os presidentes da República (Executivo) e do Supremo Tribunal Federal (Judiciário) ao se tornar presidente do Poder Legislativo.

É o presidente do Senado o responsável por escolher os relatores de projetos que tramitam na Casa. O ocupante do cargo também faz parte da linha sucessória da presidência da República –está atrás do vice-presidente e do presidente da Câmara dos Deputados– e dos conselhos de Defesa Nacional e da República, que deliberam sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio.

O Cargo não vem só com poder político e responsabilidades extras, há também vantagens estruturais disponíveis apenas para quem ocupa a cadeira. No caso do Senado, o presidente tem direito a um gabinete novo e exclusivo da presidência, além do acesso à residência oficial da Casa, que é localizada à beira do lago Paranoá, em Brasília.

INÉDITO PARA MINAS GERAIS

Essa é a 1ª vez que um mineiro presidirá o Senado Federal desde 1985. A eleição de Pacheco quebrou uma sequência de 20 anos na presidência do Senado. É também a 1ª vez depois desse período que um congressista não eleito nas regiões Norte ou Nordeste assumirá a direção da Casa.

Desde 1985, foram 20 presidentes da Casa, todos homens. Desses, 17 eram do MDB e 17 de Estados do Norte ou Nordeste. Esta é só a 4ª vez no período que o chefe do Senado não é dessas regiões. Antes disso, a última vez que aconteceu foi em 2001, quando o pai de Simone Tebet, Ramez Tebet (PMDB-MS), foi eleito depois que Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou ao cargo.

Só outros 2 presidentes foram de outras regiões: em 1985, José Fragelli (PMDB-MS) e em 1989, Nelson Carneiro (PMDB-RJ). A eleição do demista faz com que o MDB fique mais uma vez fora da presidência.

Isso não era comum até 2019, quando o demista Davi Alcolumbre (AP) se aproveitou do racha emedebista e da diversidade de candidatos para se eleger. De todos os senadores eleitos para ocupar a presidência, desde 1985, só Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) foram os únicos sem ser da sigla.

Eis a lista de todos os presidentes do Senado até Pacheco:

 Poder 360.

Arthur Lira deve anular impeachment se Rodrigo Maia assinar nesta 2ª feira

 Sérgio Lima/Poder360 17.06.2020

O favorito para ser eleito presidente da Câmara nesta 2ª feira (1º.fev.2021), Arthur Lira (PP-AL) deve anular a eventual assinatura de um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro que seja despachado hoje por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Poder360 apurou que o caminho a ser seguido por Lira sustentará a argumentação, um tanto controversa, de que Rodrigo Maia somente poderia ter tomado esse tipo de decisão até domingo (31.jan.2021). Para o grupo que apoia Lira, a única função a ser desempenhada hoje por Maia é convocar e presidir a sessão preparatória na qual será eleito o novo presidente da Câmara.

Por essa tese, poderá ser anulada qualquer decisão de Maia, excluindo a sessão que vai escolher o novo presidente da Câmara.

Se Rodrigo Maia realmente assinar o pedido de impeachment e Arthur Lira vier a ser eleito, são reais as chances de o eventual processo (ou anulação do processo) contra Bolsonaro ser contestado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma leitura da Constituição e do Regimento Interno da Câmara indica que é difícil sustentar essa tese.

 

No artigo 57 da Constituição está escrito apenas o seguinte, em seu parágrafo 4º: “Cada uma das Casas [Câmara e Senado] reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece o seguinte em seu artigo 6º (o que mais chama a atenção é o parágrafo 3º):

“Art. 6º No terceiro ano de cada legislatura, em data e hora previamente designadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, antes de inaugurada a sessão legislativa e sob a direção da Mesa da sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da Mesa e dos Suplentes dos Secretários.

  • 1º (Revogado).
  • 2º (Revogado).
  • 3º Enquanto não for eleito o novo Presidente, dirigirá os trabalhos da Câmara dos Deputados a Mesa da sessão legislativa anterior.

Há um entendimento consolidado no STF segundo o qual o Tribunal não deve se envolver em assuntos internos dos outros Poderes. Ou seja, por essa tese, não caberia ao Supremo se posicionar sobre se Rodrigo Maia teria ou não poderes para tomar decisões hoje como presidente da Câmara, inclusive assinando o pedido de impeachment de Bolsonaro.

No domingo (31.jan.2021), Rodrigo Maia ameaçou assinar algum pedido de impeachment contra Bolsonaro depois que a Comissão Executiva Nacional do Democratas decidiu não entrar no bloco de apoio ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para presidir a Câmara. Em seguida, ao saber da decisão do DEM, o PSDB também optou por não participar do grupo pró-Baleia.

Poder 360.

Bolsonaro provoca Maia após ameaça de impeachment: “Seja feliz”

 Sérgio Lima/Poder360 07.jan2020

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta 2ª feira (1º.fev.2021), que deseja que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “seja feliz” após a conclusão de seu mandato à frente da Casa.

O congressista está em seu último dia no cargo. No domingo (31.jan), ameaçou abrir um processo de impeachment de Bolsonaro após o DEM e o PSDB abandonarem o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP), deputado apoiado por Maia para sucedê-lo.

Em conversa com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada, nesta 2ª (1º.fev), Bolsonaro foi incitado a comentar o final do mandato do congressista no comando da Câmara. “Tudo acaba um dia. Meu mandato vai acabar um dia. Vou me preparar para isso”, afirmou.

Após alguns minutos, diante da insistência dos apoiadores para que falasse sobre a saída de Maia, voltou a defender sua gestão da pandemia. Na declaração, criticou indiretamente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por ter viajado a Miami, no Estados Unidos, no final do ano, e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), por ter ido ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Santos, no sábado (30.jan).

“Cada vez fica mais claro que a política do ‘fique em casa’ acaba com a economia, inunda o Brasil de desempregados. Vem inflação, aumento de preços… Não pode continuar culpando o presidente por uma política que não é minha. ‘Fica em casa’ é para alguns. Para outros, é Miami e Maracanã”, disse.

CONFIANÇA NA VITÓRIA DE LIRA

Perguntado sobre a expectativa para a vitória do deputado Arthur Lira (PP-AL) para presidente da Câmara, Bolsonaro mostrou confiança: “Se Deus quiser, vai dar certo hoje”. O presidente apoia Lira para o cargo e já reafirmou sua boa relação com o candidato diversas vezes.

Favorito para ser eleito presidente da Câmara nesta 2ª feira (1º.fev.2021), Lira deve anular a eventual assinatura de um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro que seja despachado hoje por Rodrigo Maia.

Poder360 apurou que o caminho a ser seguido por Lira sustentará a argumentação, um tanto controversa, de que Rodrigo Maia somente poderia ter tomado esse tipo de decisão até domingo (31.jan.2021). Para o grupo que apoia Lira, a única função a ser desempenhada hoje por Maia é convocar e presidir a sessão preparatória na qual será eleito o novo presidente da Câmara.

Poder 360.