O 20º Boletim da Balneabilidade das praias do Estado emitido na última quinta-feira (20), informa que os pontos identificados nas praias de Areia Preta (Praça da Jangada) e Redinha (Rio Potengi), em Natal, e na Foz do Rio Pirangi, que fica localizado em Nísia Floresta, estão impróprios para banho.
Foram analisados 33 trechos, dos quais 30 estão próprios para banho, em pontos distribuídos na faixa costeira dos municípios de Natal, Nísia Floresta, Extremoz e Parnamirim.
A base dos dados analisa a quantidade de coliformes termotolerantes encontrados nas águas. A classificação tem por base as normas estabelecidas na Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.
O estudo faz parte do Programa Água Azul e é uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (FUNCERN).
Foto: Ricardo Stuckert/PR – Lula, presidente do Brasil, e Marcelo Rabelo, presidente de Portugal
O presidente de Portugal, Marcelo Rabelo, em discurso de boas-vindas ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a paz no mundo pressupõe retirada das forças armadas da Rússia da Ucrânia. “Paz para ser duradoura e justa, nos termos da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas votada em fevereiro por Brasil e Portugal, pressupõe a disponibilidade da federação russa de retirada imediata das forças armadas”, disse Rabelo, em entrevista coletiva a jornalistas ao lado de Lula.
A declaração de Rabelo ocorre na esteira de falas do presidente Lula que colocou em situação de igualdade a Rússia e a Ucrânia, o que desagradou a países da União Europeia e aos Estados Unidos.
Rabelo citou uma eventual adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e defendeu soberania de Estado “Para aceitação de paz complementados na defesa dos princípios de direitos internacionais como soberania de Estado e integridade do território invadido”, afirmou o presidente português ao mencionar casos em que Brasil e Portugal podem desempenhar parcerias multilaterais.
Rabelo se dispôs também a ajudar o Brasil a retirar brasileiros que estão no Sudão em meio aos conflitos que ocorrem no país. “O presidente sabe melhor que eu quando Portugal ou União Europeia pode desenvolver papel de ajuda em relação a esses irmãos brasileiros”, disse.
O presidente português mencionou a cimeira luso-brasileira, na qual serão assinados pelo menos 13 acordos de cooperação entre os países. “Teremos cimeira para tratar dos nossos povos e dos irmãos brasileiros, para construir o futuro na inovação científica, na energia, na economia, no plano civil e militar multilateral e bilateral”, defendeu Rabelo.
Rabelo resgatou elogios anteriores feitos ao presidente Lula, destacando que é um dos “líderes” do seu tempo e citando em generosidade. “Sejam bem-vindos a esta pátria que tanto deve aos irmãos brasileiros”, disse ao cumprimentar Lula e a primeira-dama Janja.
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O Concurso 2.585 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado à noite em São Paulo, deverá pagar o prêmio de R$ 42 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista. Ninguém acertou o último concurso (2.584), quarta-feira (19), e o prêmio acumulou. Foram sorteadas as dezenas 01 – 05 – 12 – 36 – 53 e 55.
As apostas para o concurso de hoje podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Novos preços
A partir do fim deste mês, as apostas lotéricas ficarão R$ 0,50 mais caras. Segundo a Caixa Econômica Federal, o reajuste será feito após mais de três anos sem elevação de preços. Duas modalidades terão aumentos no início do próximo mês.
Para a Mega-Sena, a Lotofácil, a Quina e a Lotomania, os novos preços valerão a partir de 30 de abril. Para o Timemania e o Dia de Sorte, o aumento entrará em vigor em 3 de maio. Segundo a Caixa, o reajuste foi necessário para repor a inflação acumulada desde novembro de 2019, quando ocorreu o último aumento.
AFPTV – Conflito já deixou mais de 400 mortos e 1.800 feridos
O Itamaraty, órgão responsável pela relação do Brasil com outros países, divulgou uma nota nesta sexta-feira (21) para falar sobre a situação dos brasileiros presentes no Sudão, que passa por confrontos intensos desde o dia 15 deste mês.
No comunicado, o Itamaraty garantiu que o governo está monitorando a situação de violência no Sudão, além de reforçar sua posição de apoio ao cessar-fogo e garantir que está em contato com os 21 brasileiros presentes no país em guerra, e com seus familiares no Brasil.
O órgão também afirmou que toda assistência possível está sendo prestada aos envolvidos, e que o governo brasileiro está se comunicando com outros países que também têm cidadãos em território sudanês. “Ações coordenadas de retirada serão implementadas tão logo as condições de segurança permitam”, concluem. Os combates já deixaram mais de 400 mortos e cerca de 3.500 feridos, acabando com as esperanças da população em ver uma transição pacífica de governo, depois que o ex presidente Omar al-Bashir foi deposto em golpe militar pois dois generais.
Abdel Fattah al-Burhan, líder militar do Sudão, e o comandante da RSF (em inglês), Forças de Apoio Rápido paramilitares, Mohamed Hamdan Dagalo, eram aliados até então, mas agora que seu objetivo em comum foi concluído, ambos competem entre si pelo poder sudanês.
O Brasil foi o segundo país do mundo que mais utilizou pagamentos instantâneos no ano passado, ficando atrás apenas da Índia, segundo a pesquisa Prime Time for Real-Time Report, divulgada pelo Banco Central. O sucesso do Pix está por trás do resultado: foram 29,2 bilhões de transações no Brasil, o equivalente a 15% do total mundial.
O uso de pagamentos instantâneos no Brasil teve um salto de 228,9% entre 2021 e 2022. Na Índia, onde as operações somaram 89,5 bilhões, esse número ficou em 76,8% no período.
“Ao mostrar um panorama internacional, o trabalho evidencia o quanto o Pix é uma política pública bem-sucedida e que está impactando positivamente a sociedade”, afirmou Mayara Yano, assessora sênior do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central.
Veja países que lideram o ranking do uso de pagamentos instantâneos:
Índia (89,5 bilhões)
Brasil (29,2 bilhões)
China (17,6 bilhões)
Tailândia (16,5 bilhões)
Coreia do Sul (8 bilhões)
O relatório ainda aponta que os pagamentos instantâneos foram responsáveis por 195 bilhões de transações em 2022, 63,2% a mais do que um ano antes. Espera-se que, em 2027, esse número chegue a 511,7 bilhões e represente quase um terço (27,8%) de todos os pagamentos eletrônicos no mundo.
O trabalho também traz uma projeção favorável para o Pix. Segundo o Prime Time for Real-Time Report, a média de transações mensais do Pix por pessoa de 15 anos ou mais vai subir para 51,8 em 2027, deixando o Brasil na segunda posição nesse tipo de comparação – atrás apenas do Bahrain, cuja estimativa é que esse índice fique em 83,3 em quatro anos.
Segundo o Banco Central, ainda há muito potencial a ser explorado no meio de pagamento. Especialistas ouvidos pelo GLOBO, além do próprio BC, apontam que novas modalidades e inovações devem entrar em cena para aumentar a eficiência e a segurança – como o pagamento de contas em débito automático e agendado e transferências internacionais.
O Gaslub, em Itaboraí, que já se chamou Comperj, deve ganhar novo escopo e ser rebatizado Custódio Coimbra/Agência O Globo
Com nova diretoria e prestes a ter o Conselho de Administração também renovado, a Petrobras já iniciou um ambicioso plano de ampliação da capacidade de suas refinarias. A estratégia inclui o investimento em unidades para produzir diesel 100% renovável e até a ampliação de escopo do polo Gaslub (antigo Comperj), em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, que será rebatizado e pode receber a produção de petroquímicos de segunda geração, como polipropileno, matéria-prima do plástico.
As discussões fazem parte dos ajustes que estão em curso no plano de negócios da estatal, explicaram dois diretores da estatal ao GLOBO. Aprovados os projetos, pode haver aumento do volume de investimentos previstos para a área que inclui refino e gás natural, que hoje está em cerca de US$ 9 bilhões até 2027.
— Nas primeiras deliberações feitas pela diretoria, fizemos uma revisão das propostas de diretrizes para o planejamento estratégico. O pré-sal continua sendo o carro-chefe. Mas tudo isso está alinhado com a transição energética — disse Claudio Romeo Schlosser, diretor de Comercialização e Logística da estatal.
Segundo William França da Silva, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, as discussões do novo plano de negócios envolvem a construção de unidades 100% renováveis no Gaslub e na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, em Pernambuco. O plano atual, herdado da gestão do governo Bolsonaro, previa apenas o biorrefino na unidade de Cubatão.
Guinada no refino
O investimento marca uma mudança na estratégia em relação às refinarias. Nas gestões anteriores, a estatal tinha como meta vender oito unidades, após acordo feito com o Cade, que regula a concorrência no país. Entre as principais, a empresa se desfez das unidades da Bahia e do Amazonas. Perguntados, os diretores não comentaram sobre a venda de ativos e a política de preços da estatal.
Segundo os executivos, as novas unidades no Rio e em Pernambuco vão passar ainda pelas etapas de projeto conceitual, básico e de detalhamento. Só depois vai para licitação e construção.
— Estamos discutindo possíveis ampliações no parque que não significam necessariamente novas refinarias. Vamos reforçar a visão da Petrobras como alavancadora do crescimento desse país, reduzindo as desigualdades, reforçando a empregabilidade e investimentos — destacou Silva.
Segundo o diretor de Refino, os planos para o Gaslub — o antigo Comperj foi um dos símbolos do esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato e teve o projeto original reduzido — vão além da unidade de biorrefino. Estuda-se a “oportunidade” de aumentar o complexo em Itaboraí para produzir produtos petroquímicos de segunda geração, como polipropileno, ideia cogitada no primeiro governo Lula.
— Isso é uma oportunidade que estamos estudando. A região tem muito potencial. Vamos mudar o nome. Lá é um complexo maior. Hoje, o que tem no plano estratégico é a planta de gás natural da Rota 3, com capacidade de processamento de 21 milhões de metros cúbicos, e deve entrar em operação em meados de 2024. As obras já voltaram. Tem ainda a unidade de produção de lubrificante tipo 2 e uma nova térmica — listou Silva.
Schlosser destacou também que o Gaslub tem integração com a Reduc, a refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense:
— A Reduc é uma planta complexa, com uma variedade de produtos, e tem uma planta (Gaslub) onde você terá gás, lubrificantes e produção de hidrogênio. E isso cria oportunidades.
No Gaslub e na Rnest, a ideia é usar o hidrogênio gerado no tratamento do gás natural para processar o diesel a partir do óleo vegetal. Segundo cálculos, haveria uma economia entre US$ 500 milhões a US$ 800 milhões sem necessidade de construir uma unidade de produção de hidrogênio.
— A viabilidade do projeto fica melhor. Isso está dentro das diretrizes da adequação do parque de refino. Ou seja, vai investir menos, e o tempo de implementação é mais rápido — disse Schlosser.
Mercado sustentável
Outro pilar da Petrobras na área envolve a produção do chamado diesel R5, que contém 5% de conteúdo renovável (por meio do óleo de soja) na composição final do diesel fóssil. Hoje, a capacidade de produção é de 5 milhões de litros por dia na Repar, em Auracária (PR).
A meta é dobrar a produção até o fim do ano com a inauguração da unidade de coprocessamento em Cubatão. Há planos de investimentos similares em Reduc (RJ), Replan (SP), Regap (MG) e Rnest (PE). A produção pode chegar a 21 milhões de litros por dia entre 2025 e 2026.
Para rentabilizar o investimento, o plano é buscar empresas interessadas na compra do diesel renovável. A exportação não está descartada.
— Buscamos parceiros e empresas (como distribuidoras) que tenham compromisso com sustentabilidade. Temos capacidade de produção— pontuou Schlosser.
Refletir sobre a execução de políticas econômicas e sociais diante dos desafios de reduzir os riscos de doenças, fornecendo perspectivas de acesso universal e igualitário, é algo fundamental em qualquer gestão. Seguindo esse critério, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) e do Conselho Municipal de Saúde (CMS), promoveu nos dias 19 e 20 de abril, no auditório Vereador Clénio José, a 8ª Conferência Municipal de Saúde com tema baseado na garantia dos direitos e na defesa do SUS, da vida e da democracia.
O evento faz parte de uma das programações da 17ª Conferência Mundial de Saúde promovida em Brasília, pelo Ministério da Saúde, onde cada estado e município desenvolve suas conferências sobre a mesma temática com a presença de autoridades, gestores e usuários que participam de serviços públicos e movimentos sociais.
A abertura deu-se ao som do Hino Nacional Brasileiro e do Hino Oficial de Parnamirim, executados pelo quinteto da Secretaria Municipal de Cultura (Semuc). Os participantes puderam acompanhar várias atividades como palestras, discussão de grupo e escolha de propostas, intervalo cultural e eleição de representantes para a 9ª Conferência Estadual de Saúde.
Foto: Ney Douglas
Compareceram no evento algumas autoridades como a secretária municipal de saúde, Luciana Guimarães; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Matheus Eutrópio; o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Francisco Canindé Santos, o representante da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Michael Borges e o conselheiro nacional de saúde e representante do Movimento Pop na Rua, Vanilson Torres. Também estiveram presentes representantes de conselhos e secretarias.
A secretária de saúde, Luciana Guimarães, fala sobre a importância da conferência. “É preciso aprofundar sempre esse debate em relação às possibilidades sociais objetivando políticas para barrar os retrocessos. O setor saúde necessita, cada vez mais, da democratização do estado”, comentou.
Importância da participação social
A conexão entre o conceito de participação social incorporado ao SUS e o de democracia participativa deve ser sempre mantida e aliada à proposta da comunidade, definindo o serviço público que ela deseja como parte do princípio organizativo do SUS, além do acompanhamento de políticas públicas em defesa do direito à saúde, fiscalizando as ações do Estado.
Eixos temáticos centrais da conferência:
1 – O Brasil que temos. O Brasil que queremos; 2 – O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas; 3 – Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia; 4 – Amanhã será outro dia para todos, todas e todes. Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim RN – ASCOM Escrito por Jean Xavier
A Federação Norte-rio-grandense de Futebol divulgou nesta quinta-feira as datas das finais do Campeonato Potiguar. ABC e América-RN vão se enfrentar em jogos de ida e volta nos dias 17 e 31 de maio – ambos às 20h.
O primeiro confronto será na Arena das Dunas, e a segunda partida no Frasqueirão. A vantagem de decidir o título em casa é do ABC por ter feito melhor campanha durante toda a competição.
Na resolução publicada nesta quinta, a FNF diz que considerou a participação dos clubes nas Séries B e C do Brasileirão, além dos jogos do ABC na Copa do Brasil, o que acabou adiando a conclusão do estadual.
Somente nos primeiros quatro meses de 2023, 200 prisões por embriaguez ao volante foram registradas na Grande Natal. O número foi alcançado entre a noite da quarta (19) e madrugada desta quinta-feira (20), quando mais uma operação da Lei Seca foi realizada pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).
Dessa vez, foram montados dois pontos de bloqueio em Natal: um na Avenida Hermes da Fonseca, na zona Leste, e outro no bairro Potengi, na zona Norte. Quatro pessoas foram presas por embriaguez ao volante e outras 12 foram autuadas por dirigir sob o efeito de álcool.
A embriaguez ao volante é considerada uma infração de nível gravíssimo, com penalidade de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão da permissão para dirigir.
Com servidores e vereadores vestidos de branco, o presidente da Câmara Municipal, vereador Wolney França, anunciou o lançamento da campanha “Paz nas Escolas”, visando a conscientização de toda comunidade escolas e sociedade. O evento ocorreu durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 20, no Plenário Dr. Mário Medeiros.
“A campanha visa contribuir com a cultura de paz nos ambientes educacionais. Por isso, a gente mobilizou os nossos servidores. A Câmara Municipal de Parnamirim se soma a diversas instituições que estão tomando essa iniciativa”, declarou Wolney. Na ocasião, houve apresentação do bailarinas do Studio Thaís Kelly e músicos da Secretaria de Cultura.
Com essa ação, a Casa Legislativa se junta a inúmeras entidades e instituições que lutam por mecanismos de prevenção e controle da violência no sistema escolar, visando unir a sociedade em busca de soluções para estimulem a cultura da paz entre estudantes e os colaboradores da rede de ensino, tanto pública quanto particular.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Parnamirim – ASCOM / CMP
O maior evento junino do Rio Grande do Norte foi lançado na manhã desta quinta-feira (20), na 21ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, em Natal. Este ano, espera-se que a festividade supere 2022 e que cerca de um milhão de pessoas passem por algum dia de atrações. Espera-se uma movimentação de mais de R$ 140 milhões.
A festa, que será realizada de 3 a 24 de junho, terá como mote “No São João Mais Cultural do Mundo…É Você Quem vai Brilhar”, e promete ser uma edição ainda mais diversa e próxima do seu público.
De acordo com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (SDD), a movimentação econômica do município começou desde março passado, quando a cidade se preparava para receber a festividade. “Já nesse mês de março e abril, a economia de Mossoró está sendo aquecida pela cidade junina”, garantiu o gestor.
A abertura será com o ‘Pingo Da Mei Dia’, evento estabelecido em Mossoró e conta com uma série de artistas regionais e nacionais confirmados, como Bel Marques e Raí Saia Rodada. Outros nomes fortes na música, como Zé Vaqueiro, Leonardo, Felipe Amorim, Valquíria Santos e Mara Pavanelli, estão confirmados para os demais dias de festa.
Ainda no Pingo, a segurança será reforçada com cerca de 800 profissionais da segurança pública trabalhando nos dias de festa. A partir do dia 7 a festa começa na Estação das Artes. No dia 24 o Boca da Noite já tem Parangolé e Claudia Leite de atrações confirmadas.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal anunciou que vai abrir duas unidades básicas de saúde, desta sexta-feira (21), feriado do Dia de Tiradentes, até o próximo domingo (23), para atender a população que necessitar de atendimento para casos leves de vírus respiratórios. O objetivo, segundo a pasta, é desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), que estão funcionando com alta demanda.
As Unidades de Saúde de Pajuçara e Cidade da Esperança – que normalmente fecham nos feriados e fins de semana – vão funcionar das 7h às 19h, para atendimento de pacientes adultos que apresentarem sintomas gripais leves como febre de até 38 graus, tosse seca não persistente e dor no corpo ou nas articulações.
“Neste período do ano há o aumento na circulação de vírus respiratórios na cidade, também acontece a proliferação de mosquitos que podem causar diversas doenças como dengue, zika e chikungunya. Estamos montando essa estratégia para facilitar o acesso das pessoas que apresentam casos leves e que não precisem de atendimento de urgência e emergência, amenizando assim o tempo de espera desses usuários”, afirma o Secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.
Segundo o secretário, a medida tem a intenção de auxiliar o fluxo das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pajuçara e Cidade da Esperança, facilitando o atendimento para pacientes que apresentem casos não urgentes que são classificados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, nas cores verde e azul no sistema de Acolhimento com Classificação de Risco dos serviços de saúde do município.
O Acolhimento com Classificação de Risco serve para distinguir os graus de riscos ou de sofrimento para os pacientes que procuram os serviços das Unidades Pronto Atendimento (UPAS) de Natal, evitando que casos mais graves não tenham atendimento no tempo adequado. A distribuição é feita por quatro cores que elencam os níveis de classificação, do mais grave aos menos graves.
Os casos de emergência e risco de vida são identificados na cor vermelha e são encaminhados para atendimento em no máximo 15 minutos. A cor amarela representa os casos urgentes, que podem levar no máximo até 30 minutos para receberem atendimento.
Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada.
Getty Images – A possibilidade de que os chineses tenham chegado à America sempre ficou às margens nos livros de história
“Quando Cristóvão Colombo se lançou à travessia dos grandes espaços vazios a oeste da Ecúmena (área habitável da Terra), havia aceitado o desafio das lendas. (….) O mundo era o Mar Mediterrâneo com suas costas ambíguas: Europa, África, Ásia. Os navegantes portugueses asseguravam que os ventos do oeste traziam cadáveres estranhos e às vezes arrastavam troncos curiosamente talhados, mas ninguém suspeitava que o mundo seria, logo, assombrosamente acrescido por uma vasta terra nova”. É assim que o uruguaio Eduardo Galeano começa seu clássico As Veias Abertas da América Latina, livro publicado em 1971 que narra a história da região e seu lugar no mundo.
O escritor, assim como toda a historiografia ocidental, parte da primeira viagem do navegador genovês — entre o porto de Palos, na região da Andaluzia, na Espanha, e a ‘Isla de Guanahaní’ (atual Bahamas), onde sua frota desembarcou na manhã do dia 12 de outubro de 1492 — para contar sobre o primeiro encontro entre aqueles que já habitavam as ilhas do Caribe e exploradores vindos de outras partes do planeta.
O encontro é narrado a partir de Colombo em coletâneas respeitadas, como na História da América Latina organizada pelo historiador britânico Leslie Bethell ou nos volumes de Historia de la Conquista, escritas pelo americano William Prescott na primeira metade do século 18. Com isso, possibilidades alternativas — como a de que os vikings da Groelândia teriam assentado colônias no litoral do Canadá ou de que a “grande terra, fértil e de clima delicioso” supostamente encontrada (e descrita) por um capitão fenício do outro lado do oceano por volta de 500 a. C. era a América — ficaram sempre às margens.
Aquele contato inédito marcaria o início de toda a história da invasão europeia e da posterior colonização dos territórios e povos existentes deste lado do globo e seria também o marco inaugural de uma narrativa hegemônica até hoje em torno de uma “descoberta da América” pela Europa.
Getty Images – China foi tecnologicamente mais avançada que a Europa durante séculos
A “descoberta” chinesa
Há quase duas décadas, no entanto, uma história alternativa da “descoberta” das Américas se espalhou: a de que, ao contrário do consenso historiográfico, frotas encabeçadas por dois almirantes chineses, Zhou Man e Hong Bao, haviam navegado da África até a foz do Rio Orenoco, na atual Venezuela, descendo depois por toda a costa do continente até o do Estreito de Magalhães, ao sul da América do Sul, ainda no ano de 1421 — portanto, 71 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Eles tinham sido treinados e eram liderados pelo grande navegador chinês daquela época: o eunuco muçulmano Zheng He.
Agora, essas figuras históricas estão sendo evocadas pela alta cúpula do governo chinês, para reafirmar as pretensões globais da potência asiática.
A tese da ‘descoberta’ chinesa, cujas versões já existiam antes, ficou famosa por meio de dois best-sellers escritos pelo ex-comandante da Marinha britânica Gavin Menzies no começo dos anos 2000: 1421: o ano em que a China descobriu o mundo (Bertrand, 2006) e Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas (“Quem descobriu a América? A história oculta da ocupação das Américas”, sem tradução).
Apesar da tese ser fortemente criticada por alguns historiadores pelo trato pouco ortodoxo com as provas históricas, a discussão permanece em aberto entre especialistas do mundo todo. Alguns deles afirmam hoje que, ainda que os chineses não tenham, de fato, navegado pela costa americana antes de Colombo, é possível dizer que eles reuniam meios para fazê-lo.
“Tecnologicamente falando, a China tinha condições de chegar às Américas ou outras terras, e até não podemos descartar que isso tenha acontecido. Muitos navegadores podem ter chegado nelas e morrido no regresso ou sequer ter feito registros das descobertas. No entanto, a questão é que a tecnologia sozinha não responde essa pergunta”, explica Rita Feodrippe, pesquisadora da Escola Naval de Guerra e estudiosa da marinha chinesa.
“Os europeus saíram para explorar o Atlântico porque o Mediterrâneo estava fechado e eles precisavam encontrar novos mercados. A China, ao contrário, tinha um comércio terrestre muito bem estabelecido com a África, com o que hoje chamamos o Oriente Médio e mesmo com a Europa. Como há havia um relativo sucesso comercial, econômico, cultural e migratório, não haveria necessidade de buscar novas terras — mesmo com a tecnologia disponível”, completa.
Getty Images – Hoje a China tenta ampliar sua influência no mundo através de investimentos em infraestrutura
Para Vitor Ido, pesquisador do South Centre, em Genebra, na Suíça, a reação à possibilidade de Colombo não ter sido o primeiro a navegar pelo continente americano também diz muito sobre a hegemonia da narrativa europeia. “Quais são as razões que parecem tornar até inconcebível para a maioria de nós o reconhecimento de que a China poderia ter uma superioridade tecnológica em relação aos europeus naquele período? Essa pergunta mostra nossa maneira de pensar a história”, questiona ele.
O livro polêmico de Gavin Menzies
Menzies, que morreu há cinco meses ainda em meio às críticas dos historiadores, sustentava que, no começo do século 15, por volta de 1403, o imperador chinês Yongle (terceiro da Dinastia Ming) deu a Zheng He a missão de executar a maior volta ao redor do globo que já fora feita até então. O objetivo era ir “até o fim do mundo coletar tributos dos bárbaros espalhados pelo mar”.
Ele deveria treinar navegadores para saírem pelos oceanos enquanto, em paralelo, centenas de ba chuan, navios de dimensões nunca vistas, eram construídos pelo império. Foram eles que, nos anos seguintes, empreenderam seis viagens pelo planeta travando contatos com povos distintos e alcançando terras cujas existências eram desconhecidas. O único lugar ausente do trajeto foi a Europa. As navegações teriam continuado se, em 1424, Zhu Di não tivesse morrido, interrompendo o projeto de expansão e o contato com outras civilizações — uma sétima viagem aconteceria em 1433, depois da sua morte, e uma oitava frota chegou a partir depois, mas sem alcançar mar aberto.
Menzies diz no livro que, ao longo das outras viagens daquele mesmo período, almirantes liderados por Zheng He também pisaram no que hoje é a Austrália — 350 anos antes da expedição britânica liderada pelo capitão James Cook, que chegou à praia de Kamay Botany Bay (hoje um parque nacional em Sydney) em abril de 1770.
Como a maioria dos mapas originais chineses foram destruídos por oficiais do império anos após a morte de Zhu Di, os que restaram apresentam apenas viagens menores feitas à Índia e às outras ilhas do Sudeste Asiático, por exemplo. Os desenhos referentes aos anos de 1421 e 1423 — quando os barcos de Zheng He teriam ido mais longe — podem ser acessados agora, de acordo com Menzies, apenas por meio de reproduções, como uma encontrada por ele. Feita pelo cartógrafo veneziano Zuane Pizzigano, a reprodução mostra as ilhas de Guadalupe e de Cuba, as costas americanas, a Austrália e até a Antártica — e que provavelmente foi usada pelo próprio Colombo para chegar às Antilhas, diz Menzies.
Décadas depois, em 1512, o cartógrafo turco Piri Reis projetou o mapa mundi incluindo não apenas as Américas, mas detalhando o terreno da Patagônia, ao sul do continente. Ele só foi possível, segundo Menzies, pelas informações obtidas décadas antes pelos chineses e já espalhadas pelos territórios da Ásia.
Nessas viagens ausentes dos registros originais, os navios liderados por Zheng He teriam cruzado o Cabo da Boa Esperança antes de Bartolomeu Dias, passado por Cabo Verde, na África, pelas ilhas dos Açores, hoje território português, pelas Bahamas (Caribe) e pelas Malvinas. Ele teria inclusive estabelecido algumas colônias onde hoje são a Austrália, a Nova Zelândia, a Califórnia, a ilha de Porto Rico (EUA) e o México — para onde teria levado os primeiros cavalos. Além disso, supostamente essas colônias foram pioneiras no cultivo de galinhas na América do Sul e na criação de um comércio de diamantes encontrados na Amazônia com o restante do mundo.
Os livros do ex-comandante naval são questionados principalmente pela fragilidade metodológica. “As conclusões extraordinárias do autor são validadas apenas por suas experiências pessoais e pelo relato que ele traz de sua luta para chegar a elas. Esse método é o que torna possível atrair tantos leitores que, de outra maneira, jamais abririam um livro de 500 páginas cujo assunto são os empreendimentos marítimos chineses e a exploração europeia”, diz Robert Finlay, professor emérito de História Mundial da Universidade de Arkansas, nos EUA.
Há ainda críticas às provas utilizadas por ele: em uma extensa análise da obra de Gavin Menzies, o historiador e oficial da Marinha portuguesa, José Manuel Malhão Pereira, e o professor Jin Guoping, especialista em relações lusitanas na China, apontam incoerências que vão das correntes de ventos às coordenadas astronômicas usadas pelos almirantes chineses, passando por erros graves de análise cartográfica — o mapa de Piri Reis, por exemplo, descreve ilhas da África, não do Caribe. Segundo eles, o autor dos best-sellers não apenas tentou “enganar os leitores” como deturpou diversas provas históricas para construir sua argumentação.
Mas há reações ainda menos amistosas, como a de um professor de Cingapura que, na ocasião da “Exibição 1421”, organizada na marina da cidade-Estado em 2005 pelo próprio Menzies a convite do governo local, chamou o livro de “lixo”.
Um mapa antigo
A tese de que os chineses chegaram às Américas antes de Colombo, no entanto, nunca morreu: em 2006, um advogado chinês chamado Liu Gang afirmou à imprensa internacional que tinha encontrado um objeto que a comprovava: um mapa com os cinco continentes do planeta feito em 1763, mas com uma anotação no verso dizendo ser uma reprodução de outro mapa de 1418. O mapa foi comprado por um valor irrisório em uma livraria de Xangai anos antes e Gang dizia que passara aquele tempo estudando a cartografia com outros especialistas. Ele chegou a uma conclusão parecida como a de Menzies: “A informação contida no mapa pode mudar a história”, disse Gang.
Em 2014, outra evidência das descobertas marítimas chinesas surgiu: durante uma expedição à remota ilha de Elcho, na Austrália, uma equipe de arqueólogos do país encontrou uma moeda da Dinastia Qing prensada entre os anos 1735 e 1795. À época, Mike Owen, chefe do trabalho de escavação, chegou a dizer que o objeto aumentava os já fortes indícios de que chineses haviam feito contato com aborígenes da região antes de Cook.
Para Júlia Rosa, que fez mestrado em Estudos Chineses Contemporâneos na Universidade de Renmin, em Pequim, e é cofundadora da plataforma Sh?miàn, a grande questão desse debate também gira em torno das possibilidades chinesas no período.
“Por um lado, a dinastia estava envolvida em projetos de expansão e de exploração de novos mercados para comércio e, por outro, tinha tecnologia para isso, já que a literatura afirma que os navios chineses daquela época eram melhores que os italianos. Assim, se eles soubessem que poderia haver uma terra desconhecida do outro lado do mundo, é possível que teriam tentado alcançá-la”, explica.
“Além disso, há certo consenso de que a China era mais avançada do que a Europa tecnologicamente até o século 14 aproximadamente”, completa.
Rita Feodrippe argumenta que, de fato, a indústria naval da China era uma das mais avançadas do mundo até antes do século 15. “Há muitas fontes históricas que mostram que a China chegou ao século 15 com programas e políticas específicas para seu desenvolvimento naval a nível local, isto é, queria navegar pelo Oceano Pacífico e fazer trocas comerciais com os povos do Sudeste Asiático”, explica ela.
O “retorno” de Zheng He
Há três anos, o nome de Zheng He voltou a sair da boca de um governante chinês: foi durante o discurso de abertura do atual presidente, Xi Jinping, no primeiro Belt and Road Forum (BRF) — evento em que delegados de mais de uma centena de países se reuniram em Pequim em 2017 para discutir projetos de infraestrutura financiados pela China pelo mundo.
Na ocasião, Xi Jinping afirmou que Zheng He foi um dos “pioneiros chineses que entraram para a história não como conquistadores, com navios de guerra, armas ou espadas. Ao contrário, eles são lembrados como emissários amigáveis em caravanas de camelos e navegando em navios repletos de tesouros. De geração a geração, esses viajantes das rotas da seda construíram uma ponte para a paz e cooperação entre o Ocidente e o Oriente”.
Segundo Júlia Rosa, a menção do presidente chinês não foi trivial: em um contexto de disputa geopolítica e de reafirmação no cenário global, com a construção de portos e estradas em países da África, da Ásia e da América Latina, o navegador do século 15 coloca uma das dinastias mais gloriosas da história da China em diálogo com as pretensões atuais do Partido Comunista — que governa o país desde a metade do século 20.
“Como na dinastia Ming havia uma participação intensa da China para além do seu território, não necessariamente em conflitos bélicos, mas em trocas comerciais com seus vizinhos. Zheng He é alçado como a figura que ilustra as pretensões da China de hoje: se engajar com outras populações por meio de trocas positivas, de ganhos mútuos, de comércio pacífico”, explica.
“Assim, Zheng He é um exemplo usado para dizer que a China já realiza esse tipo de contato com outros povos há muito tempo”, completa Rosa.
Vitor Ido, do South Centre, conta que a retomada de símbolos nacionais, como Zheng He, também faz parte de outra ambição chinesa. “O país tem feito isso também com Confúcio, por meio do Instituto Confúcio, para expandir o chamamos de soft power, mesmo que o governo tenha uma interpretação muito específica do confucionismo, assim como da história do Zheng He. Esse processo todo, de qualquer forma, me parece muito importante na China contemporânea”.
Para Rita Feodrippe, o navegador chinês é o símbolo perfeito de um país que, nas geopolítica atual, enxerga no mar o principal caminho para seu desenvolvimento econômico.
“Desde a entrada da China na OMC (Organização Mundial do Comércio), em 2001, houve uma ressignificação do mar. Eles não queriam depender de empresas de navegação ou usar rotas marítimas que são controladas financeiramente por potências ocidentais e, para isso, desenvolvem toda uma indústria naval e seu entorno para garantir o principal: importar e exportar muito e da forma mais barata possível. A associação com Zheng He está aí: era um chefe naval que liderava embarcações com capacidade para levar grandes mercadorias, mas não exércitos, para outros lugares do mundo”, analisa.
O presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Wolney França, participou de evento onde foi assinado Termo de Cooperação, entre o Tribunal de Contas do Estado, FECAM/RN e a UFRN, buscando o compartilhamento de tecnologia com as câmaras municipais do estado.
A assinatura ocorreu durante evento promovido pela Escola de Contas do TCE sobre “Inteligência Artificial aplicada às ouvidorias dos municípios do RN”, nesta quarta-feira (19), no auditório do órgão.
O objetivo é a cessão de ferramenta de Inteligência Artificial desenvolvida pela universidade, o robô Kairós, para o Poder Legislativo dos municípios, por meio da FECAM/RN. Pelo projeto, o sistema é utilizado nas Ouvidorias de instituições públicas, otimizando processos e diminuindo tempo médio de respostas.
“O TCE/RN intermedia este processo por ter tido êxito na utilização da ferramenta e é uma satisfação fazer parte deste processo de inovação no serviço público, garantindo mais qualidade e celeridade às instituições e, em breve, levaremos esta tecnologia para a nossa Câmara de Parnamirim”, afirmou Wolney França, que também é o presidente Eleito da FECAM/RN.
No evento, que teve a presença da Ouvidora da Câmara Municipal de Parnamirim, Maria Edinara Mesquita Bueno, o documento foi assinado pelo Conselheiro Presidente do TCE/RN, Gilberto Jales, pelo Conselheiro da Escola de Contas do TCE/RN, Tarcísio Costa, pelo atual presidente da FECAM/RN, vereador Ivanildo do Hospital, e pelo Diretor Geral do Inst. Metrópole Digital, José Ivonildo do Rêgo. Também estiveram presentes autoridades, vereadores e população em geral.
Eclipse solar total é visto no Oregon, nos Estados Unidos, em foto de 21 de agosto de 2017. — Foto: NASA/Aubrey Gemignani
O primeiro eclipse solar do ano ocorre na madrugada desta quinta (20), no horário de Brasília. Embora ele NÃO seja possível de ser observado do Brasil, espectadores sortudos da Austrália, Timor Leste e Indonésia conseguirão flagrar um fenômeno ainda mais especial este ano. Isso porque o eclipse desta quinta será híbrido, algo que acontece somente a cada 10 anos.
Assim, dependendo da localização, moradores desses países irão presenciar ou um eclipse solar anular ou um eclipse solar total. Mas o que é isso quer dizer? Primeiro, precisamos entender que um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra de uma maneira que ela acaba lançando uma sombra sobre a Terra.
A Lua então bloqueia a entrada de luz solar que chega à Terra. Às vezes, a Lua bloqueia apenas parte da luz do Sol, no chamado eclipse solar parcial ou anular. Já quando a Lua bloqueia toda a luz do Sol, temos um eclipse solar total.
Entenda os diferentes tipos de eclipse assistindo ao vídeo abaixo:
Veja a diferença nas fotos a seguir:
Eclipse solar total:
Foto mostra Sol totalmente encoberto pela Lua durante eclipse solar total nesta segunda-feira (14). — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
Eclipse solar anular:
A lua passa entre o sol e a terra durante eclipse solar anular visto de Cingapura — Foto: REUTERS/Tim Chong
Assim, como é possível ver nas imagens acima, em um eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham de tal forma e em uma posição tão exata que toda a estrela do nosso sistema é “tampada” da perspectiva da Terra – é possível ver apenas a coroa, a atmosfera do Sol.
No caso do eclipse solar anular, ainda há um alinhamento entre os três corpos celestes, mas com um distanciamento um pouco maior da Lua em relação ao nosso planeta. O resultado é a formação de um “anel de fogo” no céu.
Na madrugada desta quinta, então, espectadores desses países da Oceania poderão observar um desses fenômenos. Segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana, o evento terá início já perto das 22h da noite desta quarta-feira (20) no horário de Brasília, mas atingirá seu pico de 1h da manhã da quinta-feira. De acordo com o Observatório Nacional, o último eclipse híbrido ocorreu em novembro de 2013, e o próximo eclipse solar híbrido – depois do deste ano – só ocorrerá em novembro de 2031.
Quando veremos um eclipse solar no Brasil?
O próximo eclipse solar no Brasil é do tipo anular e será em 14 de outubro de 2023. Estados da região Norte e Nordeste poderão assistir a versão total, enquanto a versão parcial será vista em todo o país. Cidades como Natal (RN), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e São Félix do Xingu (PA) terão a sorte de observar o “anel de fogo” ao redor da Lua criado pelo nosso Sol.
Por outro lado, em boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, quem olhar para o céu perto das 15h da tarde do dia 14 de outubro verá o nosso astro meio que “mordido” pela Lua. Isso acontece porque um eclipse solar parcial sempre acompanha um eclipse solar anular. Estados Unidos e a América Central também terão a visão privilegiada do evento astronômico. Já os eclipses lunares não serão tão marcantes este ano, pelo menos para o Brasil.
Eclipses de 2023
☀️ 20 de abril – Eclipse solar total (não visível no Brasil)
🌗 5-6 de maio – Eclipse lunar penumbral (não visível no Brasil)
☀️14 de outubro – Eclipse solar anular (visível em boa parte do país)
🌗 28-29 de outubro – Eclipse lunar parcial (visível em uma pequena parte do país)