O governo do Rio Grande do Norte está sendo comparado ao de Bolsonaro por causa de uma compra realizada em 2021. Blogues que fazem oposição à governadora Fátima Bezerra (PT) publicaram nesta quinta-feira (18) que a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) teria adquirido 900 comprimidos de Viagra, usado para disfunção erétil. A pasta publicou nota esclarecendo que, na verdade, a aquisição diz respeito a Sildenafila20mg, usada para tratamento de hipertensão arterial pulmonar, com dosagem inferior à do Viagra – que é encontrado com 25, 50 ou 100 mg.
O comunicado do Estado explica também que a compra atende a uma medida judicial, requisitada por um paciente devido à demora de fornecimento desse remédio por parte do Ministério da Saúde.
A polêmica surgiu porque recentemente foi revelado que as Forças Armadas compraram com dinheiro público 35 mil comprimidos de Viagra, próteses penianas de até 25 centímetros e remédio para calvície. A denúncia foi feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO).
Apesar do governo federal ter dado a mesma justificativa, de que o medicamento seria usado para hipertensão arterial pulmonar, a dosagem da substância não é compatível com esse tratamento, de acordo com o requerimento que deputado enviou solicitando esclarecimentos ao Ministério da Defesa. O documento mostra que os lotes comprados eram de 25 e 50 mg, usado para disfunção erétil.
Veja a nota da Sesap:
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) emitiu nota nesta esclarece que a compra de 900 comprimidos de Sildenafila 20mg em 2021, segundo consta no Portal da Transparência, se dá com objetivo de tratamento médico de hipertensão pulmonar, como aponta a dosagem contida nos comprimidos, e ocorreu por força de medida judicial, requisitada por um paciente devido a demora de fornecimento do medicamento por parte do Ministério da Saúde.
Cabe reforçar que a dosagem adquirida segue a orientação médica de destinação exclusiva para tratamento de diagnóstico de pacientes com hipertensão pulmonar e não para disfunção erétil.
A Sesap ressalta manter toda a lisura e a responsabilidade com os processos de aquisição de todo e qualquer medicamento para atender a população do Rio Grande do Norte.
A Prefeitura de Parnamirim realizará na próxima quarta-feira (20), no auditório do Instituto Federal do Rio Grande Norte (IFRN) Campus Parnamirim, a 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Juventude. O evento tem como objetivo promover o debate e o conhecimento a respeito de políticas públicas voltadas para a juventude no âmbito municipal.
A Conferência da Juventude é realizada através do Conselho Municipal dos Direitos da Juventude (COMJUVE), órgão da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), a qual empossou os novos conselheiros no dia 31 de março deste ano. A ocasião, que acontecerá das 8h às 17h, tem como tema central “O protagonismo do jovem no desenvolvimento de políticas públicas de Juventude em Parnamirim”.
O presidente do COMJUVE, Elinaldo Bernardo, explica a importância do evento. “O momento é de muito trabalho e de mobilização dos jovens para o envolvimento nas políticas públicas, visando sempre um estreitamento entre os Poderes Públicos de Parnamirim e a sociedade civil, por isso se faz necessário a presença massiva de jovens na nossa conferência”, disse.
Durante o evento, serão abordados 12 eixos de debates e serão criadas propostas, as quais serão enviadas para a Gestão Municipal, o Governo do RN e o Governo Federal. Os interessados poderão se inscrever através do link: https://forms.gle/8pBMmdjbTbS311iY6
O empresário Flávio Rocha, notável defensor da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018, diz hoje não apoiar nenhum “rosto” para as eleições de outubro. “Não consigo me apaixonar por rostos, por pessoas, na minha vida toda sou apaixonado por ideias”, disse à Coluna, se esquivando de declarar apoio a um candidato. Ele, que já foi cotado para compor o primeiro escalão do governo do presidente, para o extinto Ministério da Indústria e Comércio Exterior, diz que se frustrou ao não ver implementada a agenda liberal defendida na última eleição, mas não por falta de esforço do ministro Paulo Guedes, mas sim pelas “camadas da democracia”, citando resistência no Legislativo e no Judiciário.
PAZ E AMOR. Rocha também faz críticas ao PT e diz que há no discurso de Lula pontos de preocupação à classe empresarial, como a possibilidade de revisão das reformas trabalhista e da Previdência.
LIBERAL. “Temos muito tempo ainda na campanha, mas torço para que eu possa votar em um candidato que possa protagonizar as ideias nas quais eu acredito, um Estado menor, mais eficiente”, disse.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (15) durante evento com apoiadores em Americana (SP) que o acordo entre o aplicativo de mensagens WhatsApp e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representa “censura” e que, para ele, “não tem validade”.
Em fevereiro, o WhastApp e outras redes sociais firmaram um acordo com o TSE prevendo a adoção de medidas de combate a fake news nas eleições. Nesta quinta (14), o WhatsApp anunciou a permissão para envio de mensagens a milhares de pessoas, mas acrescentou que, no Brasil, a ferramenta só será liberada após o período eleitoral, o que segundo a empresa, reforça o acordo de fevereiro.
Ao anunciar a decisão, o WhatsApp informou que a medida é uma “cautela” para “não haver nenhum ruído em um ano de eleição”. Nesta sexta, o WhatsApp informou que não comentará a declaração de Bolsonaro. O g1procurou a assessoria do TSE e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
“Adianto para vocês: o que eu tomei conhecimento nesta manhã é simplesmente algo inaceitável, inadmissível e inconcebível. O WhatsApp passa a ter uma nova política para o mundo, mas uma especial, restritiva para o Brasil. Isso após um acordo com três ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Cerceamento, censura, discriminação. Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês nem por lei, quem dirá por acordo com o TSE. Esse acordo não tem validade, e nós sabemos como proceder”, afirmou Bolsonaro em Americana (SP).
1 de 4 Presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com apoiadores em Americana (SP) — Foto: Reprodução/Redes sociais
Presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com apoiadores em Americana (SP) — Foto: Reprodução/Redes sociais
Ainda nesta sexta, durante uma transmissão ao vivo em uma rede social, Bolsonaro acrescentou: “Já adianto: isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que, porventura, eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento.”
O WhatsApp também já adotou políticas específicas em ano eleitoral em outros países, entre os quais Estados Unidos e Índia.
Durante as eleições norte-americanas, por exemplo, os usuários da plataforma puderam enviar mensagens para checar informações.
Em 2019, uma ferramenta de checagem de fatos também foi implantada pelo aplicativo na Índia. A atualização ocorreu em meio a críticas que o aplicativo sofria sobre utilização da plataforma para disseminar desinformação.
2 de 4 Após passeio de moto, Bolsonaro participa de evento em Americana — Foto: Reprodução/Facebook
Após passeio de moto, Bolsonaro participa de evento em Americana — Foto: Reprodução/Facebook
Passeio de moto
Bolsonaro chegou às 13h em um evento com apoiadores no recinto da Festa do Peão de Americana (SP). O presidente saiu de São Paulo em um passeio de moto que começou às 10h e provocou interdições na Marginal Tietê e também na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348).
Em razão da agenda de Bolsonaro, as rodovias Bandeirantes e Anhanguera registraram 53 quilômetros de lentidão por volta das 12h30.
A Bandeirantes teve um trecho bloqueado (do km 13, na capital paulista, ao km 134, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior do estado). A partir das 8h, o tráfego no sentido interior foi totalmente interrompido, incluindo todos os acessos à rodovia que fazem esse trajeto. Porém, a vinda à capital seguiu liberada.
Em uma rede social, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o passeio de moto de Bolsonaro com apoiadores: “A gasolina cara leva a inflação nas alturas. Mas a prioridade para alguns é fazer motociata sem destino, usando combustível caro e comprado com dinheiro público enquanto o povo sofre”, escreveu.
3 de 4 Motociclistas que participam de passeio com o presidente Bolsonaro percorreram a Rodovia dos Bandeirantes, sentido interior — Foto: Paulo Gonçalves/EPTV
Motociclistas que participam de passeio com o presidente Bolsonaro percorreram a Rodovia dos Bandeirantes, sentido interior — Foto: Paulo Gonçalves/EPTV
Segundo a CCR AutoBan, concessionária que administra o Sistema Anhanguera e Bandeirantes, o início da Bandeirantes, em São Paulo, foi liberado às 11h04, com comboio de tráfego sendo feito pela Polícia Rodoviária Estadual (PM) com apoio da empresa.
De acordo com a AutoBan, por volta de 12h30 eram 34 km de lentidão na Anhanguera entre Campinas (kms 92 e 98), Jundiaí (kms 50 e 54) e Cajamar (entre kms 15 e 39). Na Bandeirantes, eram 19 km de congestionamento em Jundiaí (52 a 71).
O evento no município do interior paulista, chamado Acelera para Cristo, também teve a participação do pré-candidato ao governo de SP Tarcísio Freitas (Republicanos).
Cerca de 20 minutos após a chegada do presidente, os portões do recinto foram fechados e ninguém mais pôde entrar. Alguns apoiadores tentaram pular e foram impedidos pela Polícia Militar (PM).
Após cumprimentar apoiadores e discursar, o presidente deixou o local por volta de 13h45.
Custos do evento
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o gasto estimado com o evento de Bolsonaro foi de R$ 1 milhão, referente ao reforço no policiamento.
Segundo a pasta, o patrulhamento foi intensificado nas imediações do local de concentração, na Avenida Olavo Fontoura, em São Paulo, e também na dispersão, em Americana.
Fonte: G1
4 de 4 Bolsonaro em passeio de motocicletas organizado por seus apoiadores, nesta sexta-feira (15) — Foto: Reprodução/TV Globo
O presidente Jair Bolsonaro enviou uma coroa de flores com os dizeres “tributo à democracia” para o velório do general Newton Cruz, que ocorreu neste domingo no Rio de Janeiro.
Chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI) durante a ditadura militar, Newton Cruz (foto) morreu na sexta-feira (15), aos 97 anos, por causas naturais.
Segundo o Metrópoles, o presidente também ligou o neto do general para expressar as condolências.
Newton Cruz chefiou o SNI entre 1977 e 1983 e foi acusado de envolvimento no atentado malogrado do Riocentro, em abril de 1981.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou neste domingo (17.abr.2022), em pronunciamento em rede nacional, o fim da Espin(Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional) da covid-19.
A mudança pode fazer com que normas atreladas à vigência da Espin percam a validade. Isso pode afetar de autorizações emergências concedidas e vacinas e remédios contra a covid-19, como a CoronaVac e Janssen, e até compras públicas.
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Assista ao pronunciamento de Marcelo Queiroga (3min50s):
Em seu pronunciamento, o ministro não deu detalhes sobre como ficam as medidas atreladas à Espin. Queiroga afirmou que um ato normativo deverá ser editado nos “próximos dias”, regulamentando a decisão.
“Graças à melhora do cenário epidemiológico, à ampla cobertura vacinal da população, e à capacidade de assistência do SUS, temos hoje condições de anunciar o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional, a Espin”,declarou o ministro.
Queiroga disse que a medida não significa o fim da covid-19. “Continuaremos a conviver com o vírus. O Ministério da Saúde permanece vigilante e preparado para adotar todas as ações necessárias para garantir a saúde os brasileiros, em total respeito à Constituição Federal”.
Durante o pronunciamento, o ministro exaltou o trabalho do governo federal na pandemia. Disse que houve o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde).
“Agradeço aos médicos que, com a autonomia defendida pelo Governo Federal, utilizaram o melhor da ciência em favor dos pacientes, bem como a todos os profissionais da saúde, que incansavelmente, lutaram contra essa doença”.
Na verdade, quem designou a doença provocada pelo coronavírus uma pandemia foi a OMS, em 11 de março de 2020. Esse status continua. O que o governo fez foi retirar o estado de emergência por conta do espalhamento da doença decretado em 4 de fevereiro de 2020.
Em entrevista ao Poder360, em 31 de março de 2022, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, declarou que a agência sanitária estava trabalhando para que vacinas e remédios aprovados contra a covid-19, mas em caráter emergencial, continuem sendo usados.
Segundo as leis aprovadas durante a pandemia, o uso emergencial de vacinas e de remédios contra a covid-19 tem duração enquanto valer a emergência em saúde pública de importância nacional decorrente do coronavírus.
Barra Torres afirmou que a pandemia é uma situação inédita em que os órgãos públicos não devem ter uma “interpretação fria” da legislação. “Nós temos que ver que tem vidas que precisamos preservar”.
Queiroga disse, em 30 de março, que tem a “caneta BIC” para determinar o fim da pandemia da covid-19, mas que deve usá-la de maneira “apropriada”.
“É verdade que eu tenho a caneta BIC, que o presidente Bolsonaro me deu, mas eu tenho que usar essa caneta de maneira apropriada”, disse. A declaração foi dada durante o lançamento do Plano de Integridade para 2022-2023 do ministério.
Em entrevista ao Poder360 em 24 de março, o presidente do Conass(Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), Nésio Fernandes, disse que o fim do estado de emergência trará dificuldades para a aquisição de vacinas e medicamentos. Também afirmou que poderá colocar obstáculos para que uma série de medidas mais rápidas sejam tomadas pelos Estados contra a pandemia. Se isso for feito, diz, a agilidade da resposta a uma eventual nova onda da pandemia fica comprometida.
Ele defende que o ministério da Saúde deve esperar uma estabilização de ao menos 60 dias nos índices da covid, como taxas de mortalidade e de incidência, além de um plano de transição.
“Neste momento não estão postas as condições para isso [levantar o estado de emergência]. [A medida] comunica uma percepção para a população de que a pandemia está superada, e isso não procede”, diz Fernandes, que é médico sanitarista e secretário da Saúde do Espírito Santo.
Eleito em 23 de março para comandar o Conass, Fernandes citou como prioridades do conselho neste ano a “construção de consensos” para a superação do estado de emergência.
“Esse debate deve levar praticamente todo o 1º semestre, tanto na definição dos critérios necessários a serem alcançados para levantar estado emergência como para construir uma agenda de um plano nacional de retomada do sistema de saúde e também das atividades sociais e econômicas. Teremos muitas adequações normativas em diversas atividades sociais e econômicas”.
Pesquisa PoderData realizada de 10 a 12 de abril mostra que 62% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) em 2018 têm intenção de repetir seu voto no pleito de 2022.
O percentual saltou 15 pontos percentuais em 1 mês, indicando que a saída do ex-ministro Sergio Moro(União Brasil) da corrida presidencial abasteceu a intenção de voto no presidente.
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Em seguida está Lula (PT), com 17% do voto bolsonarista das últimas eleições, redução de 3 p.p. ante o levantamento anterior, uma variação dentro da margem de erro.
PODERDATA
O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.
METODOLOGIA
A pesquisa PoderData foi realizada de 10 a 12 de abril de 2022. Foram entrevistadas 3.000 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 322 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Devido a esse processo é possível que o somatório de algum dos resultados para algumas questões seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem acontecer devido a ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00368/2022.
AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 mantém acervo com milhares de levantamentos com metodologias conhecidas e sobre os quais foi possível verificar a origem das informações. Há estudos realizados desde as eleições municipais de 2000. Trata-se do maior e mais longevo levantamento de pesquisas eleitorais disponível na internet brasileira.
O banco de dados é interativo e permite acompanhar a evolução de cada candidato. Acesse clicando aqui.
As informações de pesquisa começaram a ser compiladas pelo jornalista Fernando Rodrigues, diretor de Redação do Poder360, em seu website, no ano 2000. Para acessar a página antiga com os levantamentos, clique aqui.