Prefeitura realiza Reunião com demais secretarias para traçar estratégias em combate às Arboviroses

 

Agentes do Departamento de Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) se reuniram, na manhã desta quinta-feira (7), no Centro Administrativo com servidores das demais secretarias para traçar estratégias de combate às arboviroses, como a Dengue, a Zika e a Chikungunya. O foco principal da reunião foi a realização de um trabalho preventivo, a fim de evitar surtos dessas doenças. Vale ressaltar que a campanha contra as Arboviroses foi iniciada no dia 22 de março, antes do início da campanha nacional.

Estiveram presentes representantes das secretarias de Educação (Semec), Serviços Urbanos (Semsur), Limpeza Urbana (Selim) e Tributação (Semut).

Durante o encontro, foram apresentadas algumas ações que já são realizadas pelo município no combate ao Aedes Aegypti, como as visitas domiciliares, que são realizadas diariamente. Somente nos três primeiros meses deste ano, já foram realizadas 51.069 visitas em diversos os bairros.

Além disso, os agentes de saúde trabalham estabelecendo pontos estratégicos como imóveis que precisam de mais atenção, por oferecerem ambiente favorável pro mosquito se desenvolver e bloqueio utilizando pulverizações com inseticida em áreas delimitadas, direcionada pelas notificações que são enviadas ao departamento em tempo hábil, realizado pela equipe de controle vetorial.

Outra estratégia adotada pelo município é o Ecoponto Pneumático em parceria com a empresa MIZU, localizado na Rua Doutor Carlos Matheus, atrás do posto São Domingos, antigo Posto Chianca. Lá já foram recolhidos entre janeiro e fevereiro um total de 978 pneus. Isso significa menos 978 depósitos favoráveis pro mosquito se desenvolver que foram retirados do ambiente.

A Prefeitura proporciona ainda todo um trabalho educativo através do programa Educação em Saúde, promovendo visitas diárias nas escolas e salas de espera das Unidades Básicas de Saúde (UBS), e disponibiliza um número para consultas e atendimentos 84 98893-7888.

Ovitrampras 

Além de todas essas estratégias já citadas, a Prefeitura conta ainda com uma arma simples, mas muito eficaz. Trata-se das Ovitrampas. A metodologia permite um melhor monitoramento a respeito da incidência do mosquito.

As Ovitrampas, consistem em pequenos recipientes com palhetas de eucatex, água e larvicida biológico, onde as fêmeas dos insetos depositam os seus ovos., funcionando como verdadeiras armadilhas, pois simulam o ambiente perfeito para a procriação do mosquito.
No município, já existem 122 equipamentos instalados em pontos estratégicos. Cada Ovitrampa está instalada com um raio de 600 m² entre elas e são georreferenciadas, ou seja, é possível saber exatamente onde cada uma está situada.

Esse sistema é bem mais eficiente, pois permite um mapeamento e um monitoramento semanal, proporcionando ações mais focadas e direcionadas. Além disso, as operações de campo para o monitoramento por meio dessa ferramenta são mais simples, rápidas e mais econômicas.

Na prática, o uso das Ovitrampas torna o trabalho de combate às arboviroses mais fluido e mais direcionado. As “armadilhas” são substituídas semanalmente, permitindo a análise dos dados coletados periodicamente.

As Ovitrampas são instaladas em residências, o que gera um trabalho de conscientização e educação com a população. Para que o trabalho seja eficiente, a participação da população é muito importante.

Texto: Saulo de Castro e Andrezza Barros

Fotos: Ana Amaral

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Morre em Mossoró o jornalista e ex-vice-prefeito Canindé Queiroz

Morreu na madrugada desta quinta-feira, 07 de abril, o professor, jornalista e ex-presidente da Fuern, Francisco Canindé Queiroz e Silva, aos 79 anos, considerado uma lenda no jornalismo potiguar. Ele estava internado desde terça-feira no Hospital Wilson Rosado(em Mossoró), queixando-se de dores e falta de ar. Foi constatada uma infecção que o levou a falecer na madrugada de hoje.
Canindé Queiroz era professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Econômicas (FACEM). Ele ingressou na Universidade em 1967. Entre os anos de 1969 e 1973, foi diretor da Facem.
Canindé foi presidente da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(FUERN),  entre fevereiro de 1973 e junho de 1975 durante o reitorado de Maria Gomes de Oliveira. Sua gestão ficou marcada, entre outros avanços, pela expansão do Campus Central.
Ele presidiu a Fuern num período em que ela se chamava Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN) e em que os cargos de reitor e presidente eram ocupados por pessoas diferentes. Sendo o primeiro responsável pela parte administrativa e o segundo pela pedagógica.
Canindé fundou o jornal Gazeta do Oeste em 1977, impresso que circulou em Mossoró e região por quase quatro décadas, e fez deste um dos maiores jornais do Estado com destaque para a sua coluna “Penso Logo…”
Canindé foi vice-prefeito de Mossoró entre 1973 e 1977, na primeira gestão de Dix-Huit Rosado no Palácio da Resistência. Em 1982 ele foi candidato a prefeito de Mossoró pela sublegenda do PDS(Partido Democrático Social), ficando em terceiro lugar com 4.388 (8,50%) votos.
Ele faria 80 anos no próximo dia 14 de abril, deixa seis filhos, nove netos e a viúva Maria Emília Lopes Pereira, promotora de Justiça aposentada.

Fonte: Fatos do RN

Morre Garibaldi Alves, pai do ex-governador do RN Garibaldi Filho

Morreu na madrugada desta quinta-feira (7), em Natal, o ex-senador Garibaldi Alves, 98 anos, pai do também ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves Filho (MDB).

Segundo a assessoria do deputado Walter Alves, neto dele, Garibaldi Alves faleceu por causas naturais por volta das 4h30. Ele estava em casa.

O velório acontece no cemitério Morada da Paz, em Emaús, a partir das 12h. Haverá uma missa às 17h e o sepultamento está previsto para 18h no mesmo local.

Garibaldi Alves começou a carreira política em 1958, quando foi eleito deputado estadual. Foi reeleito outras duas vezes, em 1962 e em 1966, mas não concluiu esse último mandato. Em 1969, durante a ditadura militar, foi cassado e teve os direitos políticos suspensos por dez anos.

Também foi vice-governador na gestão de Geraldo Melo e chegou a assumir o governo pelo menos duas vezes durante o mandato.

Ainda foi diretor do Serviço Social da Indústria (Sesi) no estado e diretor da extinta Telern, empresa estadual de telecomunicação.

Em janeiro de 2011, Garibaldi assumiu mandato no Senado Federal. Ele era suplente de Rosalba Ciarlini, que deixou o cargo para assumir do governo do RN. Então com 87 anos, ele era o senador mais idoso naquela legislatura.

Garibaldi foi um dos fundadores do MDB no Rio Grande do Norte. Era filho de Manuel Alves Filho e Maria Fernandes Alves, viúvo de Vanice Chaves Alves e pai de Garibaldi Alves Filho, Paulo Roberto Chaves Alves, Maria Auxiliadora Alves dos Santos e Maria das Graças Alves Emerenciano. Além dos 4 filhos, ele deixa 10 netos, 15 bisnetos e uma trineta.

Fonte: G1 RN

Mortos vivos

Há muitas maneiras de entender essa frase do ensaísta, filósofo, crítico literário e sociólogo judeu alemão, mas ela me veio à cabeça ao deparar-me com a enorme queda da reprovação do Presidente no combate ao Covid-19. Durante a crise sanitária, que levou à morte 690 mil brasileiros, havia uma esmagadora certeza: Bolsonaro era o responsável direto pelo desastre que se abateu sobre o país, com a condução criminosa e cruel no enfrentamento da pandemia. Dados científicos reputam a responsabilidade pessoal do Presidente e de seus assessores diretos por, pelo menos, um terço dos óbitos pelo vírus.

A investigação conduzida pela Comissão Parlamentar de Inquérito, que encheu o país de esperança e depois levou a todos ao fundo do poço do desapontamento – pela falta de efetividade das decisões contidas no relatório final -, cuidou de apontar, com provas e evidências, a mão do Presidente no desastre vergonhoso na condução das políticas públicas no combate à crise.

Não apenas o culto à morte, o desprezo à vida, a falta absoluta de empatia e o desaforo de encenar uma pessoa com falta de ar – em meio à falta de oxigênio em Manaus -, mas as decisões de não comprar as vacinas, de não apoiar a ciência, de promover campanhas cruéis de desinformação, enfim, de todas as ações capazes de fazer o enquadramento legal do mandatário maior do país pelos milhares de óbitos.

Ao ver, nas pesquisas, a queda violenta da reprovação desses assassinos no combate à pandemia, voltei a sentir nas ruas, como andarilhos sem encontrar lugar para um repouso digno, os milhares de insepultos que já mereciam estar em paz.  Foi como se nós, os sobreviventes, tivéssemos esquecido da obrigação moral, não dita e nem escrita, de fazer justiça aos que não precisavam ter morrido. Sem contar os milhares de sequelados, os órfãos que não conhecerão os pais e os pais que tiveram que enterrar seus filhos em caixões fechados sem sequer cumprir o ritual sagrado de despedida.

Foi como se uma nuvem tóxica e densa voltasse a tirar o ar, novamente rarefeito, e uma venda viesse obnubilar nossos olhos, lançando-nos em um labirinto com precipício no fim da linha. Uma angústia tornou a apertar o peito. A vergonha pelo fato de o Brasil não honrar seus mortos se espalhou entre os que ainda teimam em manter uma réstia de esperança na humanidade.

É hora de nos indignarmos. Para o brasileiro, que luta pela sobrevivência em um país famélico e com um desemprego galopante, fazer justiça aos que se foram passa a não ser prioridade.

Como o governo só cuida da reeleição, o que mobiliza hoje é a nova roupagem que o centrão vestiu o Presidente. Há uma fé cega de que o silêncio do Bolsonaro será tão ensurdecedor que impedirá que ouçamos as lamúrias dos milhões que choram seus mortos ou o vento leve que acompanha os corpos que nos rondam sem o direito ao descanso final.

A nossa cegueira vai coroar a estratégia de mostrar que o que vivemos não foi o caos, não foi a vitória da barbárie e não foi o triunfo do obscurantismo. Tudo o que mais nos uniu vai ser desintegrado no ar. E um bom bocado de fake news, de auxílios financeiros, de orçamentos secretos e de acordos espúrios serão suficientes para fazer crer que nossos mortos não merecem mesmo justiça. Afinal, até os textos bíblicos fazem uma doce confusão quando se referem à morte. Os mortos estão dormindo ou estão conscientes?

Os vivos, ao que tudo indica, estão em um sono profundo e já não se posicionam. Não podemos deixar que essa seja a era da desesperança, na qual o culto à tortura, covarde e atroz, tenha mais espaços do que os gestos de resistência. Voltemos ao enfrentamento diário dos bárbaros e à reverência diuturna dos valores que fazem cada um de nós ser um agente de transformação do mundo.

Como nos ensinou Saramago, “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: ig último segundo

Quem é José Mauro Ferreira Coelho, o novo indicado do governo para comandar a Petrobras

ndicado pelo governo Jair Bolsonaro para a presidência da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho é presidente do conselho de administração da Pré-Sal Petróleo (PPSA) e ocupou o cargo de secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia até outubro do ano passado.

O executivo vai substituir Joaquim Silva e Luna no comando da estatal. Se confirmado, será o terceiro presidente da Petrobras na gestão Jair Bolsonaro. A presidência da empresa também já foi ocupada por Roberto Castello Branco.

Ferreira Coelho assumiu o cargo de secretário no Ministério de Minas e Energia em abril de 2020. Antes, trabalhou por 12 anos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal do governo responsável pelo planejamento do setor elétrico.

O executivo é graduado em química industrial, com mestrado em engenharia dos materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e doutorado em planejamento energético pelo Programa de Planejamento Energético (PPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Substituição

 

Ferreira Coelho foi indicado para o cargo depois que o empresário Adriano Pires desistiu de assumir presidência da Petrobrasem meio à apuração de conflito de interesses.

Adriano Pires desiste de assumir presidência da Petrobras em meio à apuração de conflito de interesses

Adriano Pires desiste de assumir presidência da Petrobras em meio à apuração de conflito de interesses

Na carta em que desistiu da indicação, Pires disse que não poderia conciliar o cargo com as atividades de consultoria que já desempenha, atualmente, para empresas do setor.

Agora, o nome de Ferreira Coelho precisa ser confirmado pela assembleia geral ordinária da Petrobras, que será realizada em 13 de abril.

Fonte: G1

Frustrado com ex-aliados, Lula dispara contra o Centrão

 

Quando saiu da cadeia e viu suas condenações serem anuladas pelo STF, Lula imaginou que voltaria para os braços do povo, da imprensa e de parte significativa do mundo político. Ele estava parcialmente certo.

Hoje, o ex-presidente venceria as eleições. Todas as pesquisas divulgadas mostram o petista liderando as intenções de voto e à frente em quaisquer possíveis cenários de segundo turno, a despeito do fôlego que Jair Bolsonaro vem tomando.

Até dois meses atrás, muita gente no entorno de Lula dava a vitória em outubro como certa. Pipocaram notinhas nos jornais, inclusive aqui em O Antagonista, sobre “o empenho do PT em superar o clima de já ganhou”. Ao mesmo tempo, o ex-presidente, que não gosta de delegar tarefas e se considera a única liderança nacional da esquerda, rifava aliados nos estados, em nome de seu projeto pessoal de poder.

Diante do desastre da gestão Bolsonaro e de, entre outras coisas, a desumanidade do atual presidente durante a pandemia da Covid, Lula também pensou que fosse atrair, sem muito esforço, apoios políticos mais ao centro. Era a tal “grande frente ampla contra o bolsonarismo e tudo o que ele representa”. Lula, porém, na largada, só conseguiu o óbvio: PSB, PSOL, PCdoB, Rede e PV, além do Solidariedade, de Paulinho da Força, que ajudou a derrubar Dilma Rousseff.

Assim que a pré-candidatura de Lula ficou evidente, esperava-se que partidos como PSD e MDB fossem aderir de maneira mais explícita ao projeto petista de retorno ao poder. Leitores deste site devem se recordar que se falava até na possibilidade de PP e PL, que colocaram Bolsonaro no colo, liberar bancadas e flertar com o ex-presidente. Nada disso aconteceu por inteiro, pelo menos até aqui.

Lula, então, passou a disparar contra o Congresso, querendo acertar, principalmente, claro, no Centrão, que hoje está com Bolsonaro, mas que um dia foi dele. O petista intensificou suas críticas públicas às reformas aprovadas pelo Parlamento desde o impeachment de Dilma, sobretudo a trabalhista. Demonizou o nojento orçamento secreto (pelos motivos errados), a principal causa de alegria do Centrão. E, por último, em evento da CUT na segunda-feira (4), sugeriu que parlamentares tivessem sua “tranquilidade incomodada”. Ele falou em “mapear endereços” de deputados e “conversar com a mulher e o filho deles”.

Com essa postura — que só revela o “Lula raiz” –, o petista facilita a escolha da turma do Centrão, que, em a Terceira Via, de fato, não deslanchando, vai se dizer obrigada, coitadinha, a seguir com o atual governo, apesar de tudo. A execução recorde de emendas poderá ajudar parlamentares fisiológicos a justificar em suas bases eleitorais a ligação com Bolsonaro, mas, a esta altura, já há muitos deles com ódio daquele que, também com ódio, se vendeu como alguém capaz de derrotar o ódio.

Fonte: o antagonista

“A Terceira Via é apenas um número”

 

“O ‘público-alvo’ a ser conquistado pela terceira via é uma proporção do eleitorado (uns 30% ou até mais)”, diz William Waack.

“Mas isso é apenas um número, difuso e disperso, que não está, até aqui, agregado a um nome, a uma legenda e, muito menos, a uma plataforma ‘política’.

Regras do jogo, partidos fracos (em termos de programas e ideologias), piora do sistema de governo (que já era ruim) fazem da ‘polarização’ entre Lula e Bolsonaro a continuação do que já temos. Que é paralisia e estagnação”.

Fonte: o antagonista