Respeitem o Supremo

“Conformar-se é submeter-se e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isto toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu a vitória”.

Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego

Há uma dificuldade real em entender o Brasil de hoje. O caso do deputado Daniel Silveira deve ser estudado por quem quiser conhecer o nosso país. O congressista é um exemplo clássico do que é o bolsonarismo. Assim como o chefe, ele tem enorme orgulho de ser idiota, agressivo, vulgar, banal.

Bolsonaro se elegeu mostrando o ser vil que ele é. Não mentiu. Ao contrário, exaltou sua personalidade doentia e desumana. E se aprimorou depois de eleito. Chegou a simular, em uma live, em uma espécie de canal oficial da Presidência, uma pessoa com dificuldade de respirar, em plena crise de oxigênio em Manaus. Sim, é isso mesmo: o presidente da República, responsável direto pela morte de, pelo menos, 1/3 dos 660 mil brasileiros na pandemia, ridicularizou a dor dos que morriam por falta de ar. Brincou com tal aflição. Fez pouco caso dos familiares e amigos que sofriam com o desespero da ausência de ação do governo. E tudo isso faz parte de uma estratégia de comando.

Bolsonaro, Daniel, Damares e tantos outros cumprem um roteiro pré-estabelecido. Todo poder aos completamente sem escrúpulos. A maioria, infelizmente, aplaude essa escória que tem o despudor de assumir que são bárbaros. Essas pessoas têm orgulho de serem os legítimos representantes do racismo, dos que cultuam a tortura, a morte, a violência, o preconceito, o machismo, enfim….

O próprio deputado nunca se esmerou em tentar encontrar uma tese que infirmasse os crimes que ele cometeu. Ele se jactou de ser quem ele é. Ser violento, pregar a morte dos ministros do STF, investir contra o Poder Judiciário, propor o fechamento da Suprema Corte, exaltar a ditadura, fazer homenagens à tortura, tudo faz parte de um ideário bolsonarista. A estratégia é esticar o máximo a corda e tentar sentir quando é possível efetivar o golpe institucional. O esgarçamento tem um planejamento específico e determinado. Quando for viável, a ruptura será promovida.

Na prática, já vivenciamos o terror. Nós ainda não entendemos que o inferno já está instalado no Brasil. Lembra-me o grande poeta Boaventura de Souza Santos, no poema O nome não se deixa nomear:

“A comida que me dás

mata toda a minha fome

mas o que me falta não tem nome”.

O país, que tinha saído, em 2014, do mapa da ONU sobre a fome, voltou a tê-la como realidade para 15 milhões de brasileiros. Fome real. Pessoas que morrem diariamente por não ter o que comer. Não é uma tese de doutorado sobre distribuição de renda, é a dor de ver um filho pedindo para se alimentar. E isso no meio de uma população de milhões de desempregados e subempregados. Com uma inflaçãogalopante e 116 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, ou seja, pessoas que não sabem se terão o alimento mínimo necessário ao final do dia.

Nas grandes cidades, é possível entender o refrão que elegeu o fascismo quando se pregava o “vem para as ruas”. O povo foi e está nas ruas. O contingente de pessoas que não tem residência hoje é assustador. É um Brasil inteiro abandonado, desabrigado e sem esperança.

A estratégia do governo Bolsonaro é exaltar a vilania para se manter no poder. A reeleição passou a ser o único projeto de governo. Talvez a certeza de que o presidente e, principalmente, seus filhos serão responsabilizados criminalmente, caso percam a votação popular, fez com que qualquer escrúpulo fosse deixado de lado. É a luta insana não só pelo poder e dinheiro, mas também pela liberdade. O escancaramento dos métodos vis não causa a esse bando nenhum constrangimento. Antes, exaltam a barbárie.

É importante refletir sobre o que está ocorrendo com o tal Daniel Silveira. O deputado foi condenado à cadeia pelo Supremo Tribunal Federal que, ainda, determinou a perda do mandato e a perda dos direitos políticos. Ou seja, a Corte Suprema, órgão máximo do Poder Judiciário, decidiu, em julgamento pelo plenário da Casa, que o congressista atentou contra os princípios republicanos, contra a segurança física dos ministros do Supremo, contra a segurança jurídica e contra a ordem democrática. Ou seja, o deputado usava uma pretensa imunidade material para colocar em risco a ordem institucional.

Seguindo os passos do seu líder Bolsonaro, de maneira deliberada, o congressista pregava o referido rompimento institucional. O mais grave é que ele usava – e continua usando – a força simbólica do Congresso e do voto popular para investir contra os princípios que sustentam a própria democracia. Um escárnio. Como se fosse possível um poder absoluto. Sem peias, sem controle. A negação expressa do que significa a República.

O deputado, de maneira pensada e determinada, atentou contra a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito. Ele o fez por opção, por entender que a ruptura institucional deve ser levada a cabo pela força da barbárie. Fez em nome do grupo que ele representa, buscando legitimar sua opção pela violência e pelos métodos fascistas. Simples assim.

O Ministério Público Federal, que, em regra, não enxerga crimes nas atitudes governistas, entendeu que a ordem institucional estava em risco e denunciou criminalmente Silveira perante o STF. O Judiciário, que é um poder inerte, só age se provocado, cumpriu o rito constitucional. Julgou o deputado e, em uma decisão técnica, coerente e quase óbvia, condenou-o.

Aí começa o outro show de horrores. O presidente da República, utilizando de maneira enviesada o instituto do indulto individual, da graça constitucional, resolve afrontar o Judiciário e perdoa o seu comparsa. É necessário entender o que ocorreu para saber que houve uma clara e deliberada afronta à estabilidade e à harmonia entre os poderes. Certamente essa é uma decisão com vista a um público específico, buscando a reeleição.

O decreto de indulto se deu antes do trânsito em julgado, ainda na ocorrência do julgamento no Supremo. Ou foi um ato sem nenhum apoio jurídico, ou foi, deliberadamente, uma afronta ao Poder Judiciário. A personalidade autoritária e autocrática do Presidente se confunde, nesse caso, com a conhecida mediocridade dos que o cercam. Mas há muito mais. Sempre me socorro na poesia de T.S. Eliot:

“Mas onde o mundo de um tostão, para comer com ela atrás da tela? Os olhos rubros dos abutres espreitam lá da rua, da viela”.

Na fundamentação do decreto, o Presidente confronta a decisão do Supremo e faz um julgamento próprio do que ele entende ser o direito do deputado! O Executivo resolveu incorporar as funções do Judiciário. Decidiu julgar e reformar a decisão plenária da Corte Superior, em evidente desvio de função.

É necessário frisar que o chefe do Executivo tem sim o direito constitucional de conceder a graça. Embora não seja uma tradição brasileira, existe a previsão constitucional. No entanto, nenhum direito é absoluto e esse ato discricionário pode e deve ser submetido ao controle judiciário.

O que resta ao Supremo Tribunal Federal é fazer cumprir a Constituição. O mais grave será a definição dos limites desse decreto, ou seja, analisar se um cidadão que praticou crimes contra a ordem democrática, que atentou contra as instituições, que afrontou os valores republicanos, que ameaçou as famílias e os ministros do Supremo e que usou a força que emana do Congresso para tentar fechar um Poder da República pode ser indultado. Não existe uma vedação constitucional para esses crimes. Assim sendo, poder-se-ia cogitar que o Estado nada pode fazer para impedir que um golpe seja gestado dentro da normalidade democrática. Essa conclusão seria a própria negação dos princípios republicanos.

Penso não existir dúvida de que o deputado já perdeu os direitos políticos com o julgamento, até pela aplicação dos efeitos da Ficha Limpa. O indulto não tem o poder de afastar os efeitos secundários da pena. Extingue a punibilidade, o que já é muito. Isso, claro, se a Suprema Corte não o afastar do mundo jurídico. E resta também ao plenário do Supremo decidir quem declara a perda do mandato parlamentar. O Judiciário já determinou que Daniel Silveira perca o mandato, mas a execução dessa ordem, em homenagem à independência dos Poderes, deve se dar pelo plenário da Casa Legislativa.

Já é hora de o país ter segurança jurídica e parar de viver nesse verdadeiro faroeste institucional que alimenta o submundo da política nefasta instituída pelo bolsonarismo. É como se nós todos estivéssemos com os olhos vendados, aprisionados em um círculo imaginário de giz, no meio de uma tempestade de areia em que a luz não superasse a densa cortina que nos imobiliza e que nos impede de respirar. A angústia da falta de ar pode vir também da escassez de lucidez democrática. Vamos respirar e vencer a barbárie.

O pior é que escuto até de gente lúcida que cabe agora ao Judiciário ser prudente, cauteloso e não acirrar a crise. Em outras palavras, ser omisso. Basta ver que, mesmo condenado pelo Supremo, o deputado foi eleito agora membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Um acinte. Não percebem essas pessoas que o golpe está em curso, só nos resta resistir, lembrando sempre de Guimarães Rosa:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Fonte: Poder 360.

Câmara de Parnamirim realiza o evento Abril Laranja Pet

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Em, Parnamirim, a reforma administrativa está mais perto do que se imagina

Em diversas entrevistas, o prefeito Taveira reafirma a necessidade de fazer uma reforma administrativa que possa estar em sintonia com o novo momento político da cidade. Em 2021, houve o anúncio, a expectativa era que ocorresse logo após o Carnaval, mas já passamos da Páscoa e até agora nada, mas está bem pertinho de acontecer, pois o diário oficial já está pronto, faltando só sua publicação.
Uma coisa é certa, os nomes já estão na boca do povo Parnamirinense, por exemplo,, o professor Gildásio Figueiredo para educação, no lugar da também professora Justina Iva. Na secretaria de obras, o compete engenheiro João Albérico Jr está sendo contado para assumir outra pasta. Comentam também que haverá rodízio na Sensur. Uma outra mudança que já é dada como certa é a ida de Homero Grac para o gabinete civil. Fala-se também em mudança no esporte, saúde e alguns remanejamentos nos cargos de segundo escalão nas demais pastas da administração pública. Um observador, da cena política da cidade, fez o seguinte comentário: “só quem vai ficar de fora é quem já está fora mesmo.”

Prefeitura apresenta projeto eixos estruturantes de Parnamirim em Brasília

A Prefeitura de Parnamirim, em visita ao Comando de Preparo (COMPREP) em Brasília, apresentou na tarde da última quarta-feira (27), o projeto de eixo estruturantes de Parnamirim. Na oportunidade, o projeto foi exposto ao Comandante da Comprep, da Aeronáutica, Brigadeiro Medeiros.

Na ocasião, estiveram presentes o prefeito Rosano Taveira, os secretários Giovani Júnior (Planejamento), Rogério Santiago (Habitação) e o vereador Vavá Azevedo. Foram abordados durante a reunião, assuntos relativos à Base Aérea e Centro Cultural Trampolim da Vitória (CCTV), Via Verde e duplicação da Felizardo Moura.

Fonte:  portal da prefeitura de Parnamirim

Governo do RN oficializa entrega de veículos e equipamentos para forças de segurança

 

O Governo do Rio Grande do Norte entrega nesta sexta-feira (29), às 10h na Escola de Governo, novos veículos e mais equipamentos para fortalecer as instituições que compõem as forças de segurança pública que atuam no Estado. Os materiais e veículos adquiridos somam R$ 11.423.948,00 — recursos oriundos de convênios com o Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), de emendas parlamentares e de recursos próprios, que estão sendo destinados para as Polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).

Destaca-se na entrega para a Polícia Militar, 50 motocicletas, 15 bicicletas equipadas, 2.157 coletes balísticos, 574 capacetes de diferentes níveis de proteção, 14 drones e um ultrassom. No total, a PM soma R$ 5.989.379,36 em investimentos.

Para a Polícia Civil, destaque para a entrega de 1.531 coletes balísticos, que irá proporcionar, ainda, um colete balístico para cada policial em atividade, além de um boroscópio e diversos equipamentos mobiliários para melhorias estruturais das unidades. O valor total do repasse à Polícia Civil é de R$ 1.628.018,87.

O Corpo de Bombeiros Militar recebeu equipamentos no valor total de R$ 579.076,86. Desse valor, foram adquiridos 57 equipamentos de proteção respiratória para os bombeiros, dois botes infláveis e um caminhão Bomba-Tanque para o combate de incêndios.

Já o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), recebeu um equipamento de Sistema de Espectroscopia Portátil e um conjunto analisador genético de DNA. O valor da aquisição é de R$ 1.872.463,43.

Como parte do sistema de segurança, o Centro de Inteligência também foi beneficiado. A atualização do sistema para extração e análise forense recebeu investimento de R$ 381.110,25.

*Equipamentos para a Polícia Militar:*
_Total: R$ 5.989.379,36_

*07 Drones:*
R$ 178.444,00 (Emenda de Bancada)

*07 Drones:*
R$ 276.896,69 (Emenda de Rafael Mota)

*01 Ultrassom:*
R$ 136.253,67 (Emenda de Natália Bonavides)

*550 Capacetes anti-tumulto*
R$ 99.900,00 (Emenda de Walter Alves)

*24 Capacetes balísticos Nível III*
R$ 130.800,00 (Emenda de Bancada)

*2.157 Coletes balísticos (P,M e G)*
R$ 3.480.035,00 (Emenda de Bancada)

*50 Motocicletas estilo Trail 300cc para Patrulhamento*
R$ 1.687.050.00 (Recurso MJSP/ Governo do Estado)

*15 Bicicletas equipadas*
R$ 52.900,00 (Banco Mundial/ Governo Cidadão)

*Equipamentos para a Polícia Civil*
_Total: R$ 1.628.018,87_

*1.531 Coletes balísticos*
R$ 1.508.330,47 (Emenda de Bancada)

*01 Boroscópio*
R$ 13.740,00 (Emenda de Styvenson)

*20 Armários para escritório*
R$ 21.500,00 (Emenda de Natália Bonavides)

*19 Gaveteiros/ móvel em madeira*
R$ 8.550,00 (Emenda de Natália Bonavides)

*33 mesas retas*
R$ 23.100,00 (Emenda de Natália Bonavides)

*09 Mesas redonda de reunião*
R$ 3.960,00 (Emenda de Natália Bonavides)

*33 Cadeiras Giratórias*
R$ 15.840,00 (Emenda de Natália Bonavides)

*64 Cadeiras Fixa*
R$ 32.998,40 (Emenda de Natália Bonavides)

*Equipamentos para o Corpo de Bombeiros Militar*
_Total: R$ 1.500.000,00_

*02 botes infláveis*
R$ 85.618,17 (Emenda de Rafael Mota)

*57 Equipamentos de proteção respiratória*
R$ 493.458,69 (Emenda de Bancada)

*O1 Caminhão Bomba-Tanque*
R$ 921.000,00 (Fundo dos Bombeiros)

*Equipamentos para o ITEP*
_Total: R$ 1.872.463,43_

*01 Sistema de Espectroscopia portátil*
R$ 1.136.913,43 (Emenda de Bancada)

*01 Conjunto Analisador Genético de DNA*
R$ R$ 735.550,00 (Emenda de Bancada)

*Sistema para extração e analise forense*
_R$ 381.110,25 (Recurso MJSP)_

*Total geral:*
_R$ 11.423.948,00_

_Natal, 28 de Abril de 2022_

GOVERNO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA E DA DEFESA SOCIAL (SESED)
ASSESSORIA DE IMPRENSA

 

Graça autoritária e desgraça institucional

Tenho dito que é extremamente difícil exercer o embate democrático com quem não respeita as regras do jogo. Num país que se pretenda sério, o governo tem que agir de acordo com a previsibilidade constitucional. O Brasil foi transformado em uma república onde a surpresa faz parte da estratégia de poder. Não é uma surpresa dentro da normalidade inteligente e inventiva, mas sim a que causa permanente conflito e desgaste entre os Poderes. A tática do esgarçamento e da tensão institucionais virou uma regra cansativa.

O Presidente da República dá claros sinais de instabilidade emocional e não se priva de testar, quase diariamente, a segurança que deve permear a relação entre os Poderes. O pavor de perder as eleições e a certeza de que, caso seja derrotado, ele e sua família quase fatalmente responderão por inúmeros crimes fizeram com que a reeleição fosse uma verdadeira tábua de salvação. É necessário se salvar, a qualquer custo, inclusive, da balbúrdia institucional.

O episódio da condenação do Deputado Daniel Silveira demonstra o grau de desespero que ronda o Presidente da República.

Um deputado desqualificado, arrogante e violento serviu como bucha de canhão dos bolsonaristas raízes. Fazia as mais diversas barbaridades para marcar uma posição como um dos líderes do bando. Um parlamentar com uma vulgaridade agressiva como poucas vezes se viu. Mas que cumpria um papel no tabuleiro da tentativa de emplacar um golpe institucional. Algo baixo, coisa de quem não consegue se posicionar em nenhum tipo de debate e que usa a força física, usa a ameaça no lugar do diálogo, usa a agressividade no lugar da conversa. Uma mente obtusa e plana, como a visão que busca amedrontar na falta de argumentos.

Os crimes cometidos pelo Deputado visavam, entre outros fins, desmoralizar os Ministros do Supremo e a própria Corte. E não deixou outra saída. Mesmo o Procurador-Geral se viu na obrigação de apresentar uma denúncia. Era o processo ou o caos da desmoralização das instituições e, especialmente, do Supremo Tribunal Federal. O resultado veio, com uma condenação absolutamente óbvia, técnica, coerente. E o que poderia ser um episódio para acalmar os ânimos – afinal, em uma democracia, temos de respeitar sempre as decisões do Poder Judiciário – serviu como um pretexto a mais para o enfrentamento institucional.

A reação autoritária do Presidente ao conceder a graça ao condenado tem que ser analisada partindo de pressupostos legais e constitucionais. É bom deixar essas premissas bem claras.

É inquestionável que o Chefe de Estado tem o direito de conceder o benefício da graça, uma previsão constitucional, mas com uma série de condicionantes. Não existe direito absoluto.

A assinatura do decreto antes do trânsito em julgado da condenação, ou antes de esgotado o direito da defesa de recorrer, demonstra o caráter autocrático e a personalidade autoritária do Presidente da República. Ou agiu sem o devido respaldo jurídico da sua assessoria, ou para provocar, afrontar a Suprema Corte.

A fundamentação demonstra claro desvio de finalidade. Não cabe ao Executivo redefinir os critérios do julgamento e decidir o que é ou não crime. O indulto individual não é um outro julgamento do condenado. Se houve desvio de finalidade, cabe o controle do Poder Judiciário. Embora seja um ato discricionário, ele está, obviamente, sujeito ao controle judicial.

E um ponto fundamental é que cabe à Suprema Corte, em última análise, decidir se o crime a que foi condenado o cidadão é suscetível do benéfico da graça constitucional. No caso concreto, o Deputado não atentou “só” contra a honra e a segurança dos Ministros do Supremo, o que já seria gravíssimo, mas se insurgiu contra os valores republicanos, as instituições e a ordem democráticas. Afrontou a estabilidade institucional.

Sendo um representante do Congresso Nacional, com a força do voto popular, tais fatos são mais graves. A nova lei de Defesa do Estado Democrático de Direito foi flagrantemente conspurcada e esses crimes têm vedação constitucional para o benefício da graça.

A questão que resta a ser decidida é se a perda do mandato deve ser declarada pelo Judiciário, pela Mesa, ou pelo Plenário da Casa legislativa. Não existe dúvida a respeito da inelegibilidade do Deputado. O julgamento já decretou, inquestionavelmente, a perda dos direitos políticos e há também incidência da Lei da Ficha Limpa.

Em homenagem ao equilíbrio entre os Poderes e buscando a estabilidade institucional, entendo que o Supremo Tribunal deve julgar que cabe ao Plenário da Câmara decidir sobre a declaração de perda, mesmo havendo condenação específica a esse respeito.

É necessário que tenhamos segurança jurídica e harmonia constitucional entre os Poderes da República. Como ensinou Torquato Neto, “O jornal da manhã chega cedo, mas não traz o que eu quero saber. As notícias que leio conheço. Já sabia antes mesmo de ler”.

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: último segundo

PF realiza operação contra grupo que produzia e vendia fotos de crianças nuas

PF realiza operação contra grupo que produzia e vendia fotos de crianças nuas
Os agentes cumprem 11 mandados em Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) uma operação para desarticular uma organização criminosa que atuava na produção, disponibilização e comercialização de fotos e vídeos de crianças e adolescentes nuas em poses sensuais e eróticas.

A operação, batizada de “Abusou”cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Segundo a PF, desde 2001 garotas eram convencidas a ser filmadas e fotografadas com roupas de banho e sem peças íntimas, sob a promessa de que o material seria utilizado para agenciamento de modelos em trabalhos de moda e publicidade.

Os aliciadores usavam o argumento de que as fotos seriam exigência das empresas. As imagens eram direcionadas à websites do exterior e vendidas na deepweb, por meio de sites na internet controlados pelo grupo, em países como a República Tcheca, Estados Unidos e Rússia.

Fonte: o antagonista

Biden deve propor doar ativos apreendidos de oligarcas russos à Ucrânia

Biden deve propor doar ativos apreendidos de oligarcas russos à Ucrânia
O presidente americano vai apresentar ao Congresso um modelo de protocolo sobre como enviar os recursos ao governo de Volodymyr Zelensky

Joe Biden (foto) deve pedir ao Congresso dos Estados Unidos nesta quinta (28) uma autorização para enviar à Ucrânia os ativos apreendidos de oligarcas russos, como parte de um novo pacote de recursos para a defesa diante da invasão das tropas de Vladimir Putin.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o governo americano vai detalhar a quantia total que pretende gastar até setembro para apoiar as forças ucranianas.

A proposta de Biden deve incluir um protocolo sobre como os recursos apreendidos podem ser enviados para o governo de Volodymyr Zelensky. O texto também permitiria que os Estados Unidos usassem os lucros da venda dos bens confiscados de oligarcas russos sancionados “para remediar os danos da agressão russa à Ucrânia”.

Fonte: o antagonista

Wolney reforça apoio às quadrilhas juninas de Parnamirim

O vereador Wolney solicitou ao poder executivo e à Fundação Parnamirim de Cultura (FUNPAC) estudos para o retorno dos editais de apoio às quadrilhas juninas do município de Parnamirim. Essa iniciativa busca fomentar e incentivar os festejos juninos, e foi feita por meio da Indicação nº 529/2022.

O apoio aos participantes das quadrilhas por meio de editais garante a continuidade da tradição, com a realização das festas. “As festas juninas são, sem dúvidas, uma das maiores manifestações da cultura popular nordestina. Apoiar as festas é muito relevante porque passamos dois anos sem essas tradições, devido à pandemia”, declara Wolney.

Em Parnamirim, a tradicional Festa do Sabugo anima a população com os ritmos juninos e permite a apresentação de quadrilhas juninas com premiações. As festas juninas são muito tradicionais no Nordeste brasileiro. Todos os anos, milhares de pessoas se reúnem para dançar forró e comer comidas de milho.

Secretário Rogério Santiago acompanha agenda do Prefeito em Brasília

O Secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Rogério Santiago, se encontra hoje (27) em Brasília acompanhando a agenda do Prefeito Rosano Taveira, e faz reuniões produtivas para o desenvolvimento habitacional do Município de Parnamirim.

Atento ao crescimento da Secretaria, Rogério não descansa e continua buscando meios para beneficiar a população parnamirinense.

 

Prefeitura faz vistoria em rodovias estaduais no município

 

Em visita técnica, realizada pelas secretarias municipais de Limpeza Urbana (Selim) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semur), na manhã da última terça-feira (26), foram constatados problemas de manutenção e conservação das avenidas Olavo Lacerda Montenegro, em Parque das Nações, e Prefeito Omar O’Grady, conhecida como prolongamento da Prudente de Morais, ambas de responsabilidade do Governo do RN.

A manutenção das vias deve ser constante, o que inclui a limpeza dos bordos da pista, acostamento e as sinalizações horizontal e vertical. A equipe da Prefeitura de Parnamirim mapeou os trechos mais críticos e deve, nos próximos dias, procurar os órgãos competentes, inclusive o Ministério Público, para tratar da resolução dos problemas em sua área geográfica.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Lula oferece Minas e Pernambuco a Kassab

O escambo entre Lula e Gilberto Kassab está dando resultado.

De acordo com o Estadão, “não é só em Minas Gerais que o PT negocia abrir mão de seus próprios quadros em troca do apoio do PSD de Gilberto Kassab.

Em Pernambuco, Lula vai defender que o nome ao Senado seja André de Paula (PSD) para compor a chapa em que o candidato ao governo é Danilo Cabral (PSB). O nome de André, porém, desagrada a petistas, pois ele tem origem na direita – ele entrou na política por meio do falecido Marco Maciel (PFL)”.

Fonte: o antagonista

Prefeitura se mobiliza para Campanha Maio Amarelo

 

A Prefeitura de Parnamirim já está se mobilizando para a Campanha Nacional Maio Amarelo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de combater o alto índice de mortes e feridos no trânsito.

Nesta terça-feira (26), o secretário municipal de Segurança, Defesa Social e Mobilidade Urbana (SESDEM), Marcondes Pinheiro, e sua equipe técnica, se reuniram com representantes das Secretarias Municipais de Assistência Social (SEMAS) e da Saúde (SESAD) para tratar sobre as ações que serão realizadas.

A Campanha deste ano tem como tema “Juntos salvamos vidas” e além das ações educativas da SESDEM como barreiras de trânsito e entrega de materiais educativos, serão definidas outras ações de Saúde e de combate à violência contra a mulher no trânsito, realizada pela Coordenadoria de Apoio à Mulher, da SEMAS.

 

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Os conselhos de educação

Padre João Medeiros Filho

Em maio próximo, o Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Norte – CEE/RN fará sessenta anos. Criado pela Lei 2.768/62, abriga, ao longo desse período,inúmeras histórias de notáveis educadores, comprometidoscom a lide educacional de interesse coletivo. Atendendo a amigos e pessoas ligadas e estudiosas do tema, estou publicando este texto, parte de um pronunciamentoproferido, há alguns anos, naquele colegiado.

Os conselhos de educação (nacional, estaduais e municipais) são órgãos de Estado, não de governos. Têm por finalidade precípua representar a sociedade civil. Constituem-se em fóruns representativos da vontade plural para superar o arbítrio do desejo singular. Objetiva propor a estratégia de continuidade das políticas públicas no campo educacional. Por isso, é de bom alvitre e desejável que a indicação de seus membros busque a renovação não coincidente com os mandatos dos governantes, evitando-se a quebra de continuidade. Tais colegiados devem serconstituídos de pessoas de notório conhecimento teórico e comprovada vivência no campo pedagógico para refletir a concepção educacional da sociedade como um todo e nãode uma fração dela. Os conselheiros são designados e não nomeados pelos agentes executivos. Do ponto de vista administrativojurídico, distinguem-se designar e nomear.

que ter em mente o caráter normativo, deliberativo e consultivo dos conselhos na regulação de políticas públicas, em termos da oferta de ensino. Sua missão é alvidrar a legislação de regência, interpretando-ae iluminando a caminhada das instituições educacionais,por meio de normas claras e atualizadas. Portanto, para cumprir seu papel um conselho de educação necessita deautonomia plena em suas funções e competências próprias. Não deve ser um apêndice da estrutura administrativa degovernos. Estes, não raro, são tentados a representar um segmento da sociedade. Não cabe ao poder executivo interferir direta ou indiretamente em assuntos de competência própria e privativa dos colegiados. Estes, enquanto órgãos de Estado, caracterizam-se como espaço de diálogo, exercendo função mediadora entre o ente público e a sociedade.

Eles não comportam debates característicos da Academia, onde costumam avolumar-se questionamentos, teorias, hipóteses, correntes e metodologias.  Tampouco, podem tornar-se instrumentos meramente políticos, refletindo posições e posturas de setores governamentais. São essencialmente órgãos normativos, cuidando da legislação e do estatuído como política educacional de Estado. Não se pode esquecer o que está determinado em leis e deverá constar de seu corpo regimental. Trata-se deum colegiado responsável e capaz, nos termos da legislação de regência, de assegurar a legítima e efetiva participação da sociedade na execução e no aperfeiçoamento da educação.

No que tange aos diplomas legais vigentes, vale ressaltar que a Carta Magna se refere aos sistemas de ensino nos Artigos 211 e 212, ao tratar de sua organização. O Artigo 8º, da Lei 9394/96, em vigor, também trata do mesmo tema. Cabe destacar o estabelecido nos Artigos 9º,10 e 11 do citado diploma, conferindo aos entes federados, por meio de seus sistemas de ensino (nos quais se inserem os conselhos) as incumbências de regular, supervisionar, avaliar e editar normas complementares para o funcionamento de instituições educacionais e cursos a elas vinculados.

Outrora, Louis Pasteur sugeriu gravar no pórtico de um hospital parisiense estes dizeres: “Ao paciente: Não quero saber qual é a sua etnia, religião ou ideologia. Oque interessa é a sua dor”. Mutatis mutandis”, palavras similares poderiam se inserir no direcionamento dos conselhos de educação. Não importa se a escola é pública, particular, confessional ou filantrópica. O que deve contaré o propósito sério de educar, a busca incessante da qualidade de ensino e o cumprimento das normas que visam ao bem comum. É oportuno lembrar as palavras deAriano Suassuna: Vivemos de modismos e nomes, faltam-nos princípios e convicções. Pensamos que isto é educar. Neste país, criam-se ídolos e se desconhecem os esforços anônimos e edificantes de plêiades de mestres abnegados fincados nesses sertões brasileiros. Quem educa mais: o modismo ou o amor de quem transmite o saber? Quem sabe, não repete coisas ultrapassadas. Aos educadores convém lembrar o ensinamento bíblico: “Ensina ao jovem o caminho certo a seguir e ele não se desviará, mesmo quando envelhecer” (Pr 22, 6).