Partidos têm até abril para registro de estatuto e renúncia de políticos

Abril marca o encerramento de alguns prazos do calendário eleitoral de 2022, divulgado pelo TSE, como os que tratam da janela para trocas partidárias, do registro de estatuto de partidos e da renúncia de políticos que pretendam disputar outros cargos nas eleições deste ano.

Uma novidade deste ano é o instituto das federações partidárias, regulamentado pelo TSE ano passado. Elas devem ser registradas até seis meses antes das eleições, ou seja, em abril.

A união de partidos em federações foi instituída pelo Congresso Nacional na reforma eleitoral de 2021 com o objetivo de permitir às legendas atuarem de forma unificada em todo o país, como um teste para eventual fusão ou incorporação.

Mesmo regulamentado pelo TSE, em fevereiro, o plenário do Supremo vai analisar a validade das federações. O PTB pediu a derrubada, mas o relator do caso no STF, Luís Roberto Barroso, negou a suspensão do novo instituto eleitoral. Os ministros agora vão decidir se ele é ou não válido.

De 1º de abril até 30 de julho o tribunal promoverá, em até cinco minutos diários, propaganda institucional destinada a incentivar a participação feminina, de jovens e da comunidade negra na política, bem como a esclarecer cidadãs e cidadãos sobre as regras e o funcionamento do sistema eleitoral.

Na mesma data termina a janela para trocas partidárias, período no qual os candidatos que concorrerão à reeleição ou a novo cargo podem mudar de partido sem perder o mandato eletivo.

Já 2 de abril é a data-limite para que novas legendas que pretendem participar das eleições tenham seus estatutos registrados no TSE.

Também acaba em 2 de abril o prazo para que os candidatos renunciem aos respectivos mandatos para pleitear outros cargos eletivos nas eleições deste ano.

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Fonte: o antagonista. 

Moro pode furar a bolha bolsonarista

 


O bolsonarismo está apavorado com a possibilidade de crescimento de Sergio Moro nas pesquisas.

Esse é um resumo do que os cupinchas do sociopata disseram para a reportagem do UOL.

“Auxiliares do presidente se dizem preocupados quanto ao poder de alcance do discurso bolsonarista. A popularidade de Bolsonaro está em baixa, de acordo com as pesquisas mais recentes (…). Apesar da situação, Bolsonaro continua a dialogar apenas com a ‘bolha’ — isto é, a base militante, que não passa de 20% do eleitorado (…).

Na avaliação de aliados do presidente, os cenários conturbados nas áreas social, econômica, política e sanitária do país têm potencial para aproximar a população a um nome da chamada ‘terceira via’ — nem Bolsonaro nem Lula. A maior preocupação entre os apoiadores do presidente é a possibilidade da transferência de votos ao campo da direita mais moderada no primeiro turno — com destaque ao pré-candidato do Podemos, Sergio Moro”.

Os cupinchas do sociopata estão certos. Se Moro for capaz de roubar 5% de seus votos, Bolsonaro está acabado.

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Fonte: o antagonista.

PoderData: 55% são contra a liberação do aborto no Brasil

Pesquisa PoderData realizada de 2 a 4 de janeiro de 2022 indica que 55% dos brasileiros são contra a liberação do aborto. A taxa se manteve estável em relação ao levantamento realizado em janeiro de 2021, quando 58% eram contrários, considerando-se a margem de erro de 2 pontos perrcentuais do levantamento.

A parcela dos que se dizem favoráveis à legalização da prática diminuiu 7 pontos percentuais em 1 ano –de 31% para 24%. O percentual daqueles que não sabem como responder cresceu. Agora, são 20%; na pesquisa de 1 ano atrás, eram 10%.

Os grupos com as maiores taxas de pessoas contrárias à liberação do aborto são homens (61%), pessoas com 60 anos ou mais (64%), moradores da região Centro-Oeste (74%), aqueles que cursaram até o ensino fundamental (59%) e quem recebe de 2 a 5 salários mínimos (61%).

Já as maiores taxas de pessoas favoráveis estão concentradas nos grupos de pessoas com 16 a 24 anos (27%), moradores da região Sul (31%), aqueles que cursaram ensino superior (48%) e quem ganha acima de 5 salários mínimos (52%).

A pesquisa PoderData foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 501 municípios, nas 27 unidades da Federação, de 2 a 4 de janeiro de 2022.

Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Aqueles que consideram o trabalho do presidente Bolsonaro “ótimo” ou “bom” são os mais contrários à prática (77%). Entre aqueles que o avaliam como “ruim” ou “péssimo”, a taxa cai para 45%.

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Fonte: poder 360.