Semur realiza ação educativa em Nova Parnamirim

Os agentes do plantão da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semur) realizaram na manhã desta quinta-feira (6) mais uma ação educativa nas mediações de Nova Parnamirim, especificamente na Rua Pedro Avelino.

O órgão municipal executou a ação educativa, quanto ao descarte irregular de água servida no local. Algumas situações de risco potencial foram verificadas, com os servidores prontamente realizando as devidas orientações. A equipe deve retornar ao local em 30 dias para verificar o cumprimento das adequações de despejo de água servida em vias públicas.

O combate ao despejo irregular de águas de uso doméstico é uma das atribuições da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Parnamirim e acontece de forma diária por toda a cidade.

Ezequiel alerta sobre celeridade em obra de açude em Ipanguaçu

As chuvas que têm caído no Rio Grande do Norte nestes primeiros dias de 2022 começam a causar preocupação entre os moradores de Ipanguaçu, região do Vale do Açu. Segundo relatos, a parede do Açude Pataxó corre risco de romper a qualquer momento, o que causaria a inundação de boa parte da cidade. 

Diante disso, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), espera celeridade do Governo do Estado na busca por uma solução para o problema, assim como que sejam adotadas medidas como forma de prevenir uma tragédia que acabe colocando a vida de potiguares em risco. O deputado faz um apelo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) para discutir a situação. 

“É urgente a necessidade de adoção de iniciativas para que algo pior não aconteça. Esta barragem é de grande importância para a região e a precariedade do local já estava sendo apontada há algum tempo pelos seus representantes. Agora é trabalhar para evitar qualquer problema”, alertou Ezequiel Ferreira.

Com a possibilidade do rompimento da barrragem, um grupo de populares está se mobilizando para cobrar do Governo do RN a reforma do Açude Pataxó. Já existe um projeto de recuperação na Semarh, que estaria se arrastando há mais de dois anos.

A barragem pública do Pataxó tem capacidade para 15 milhões de metros cúbicos de água e foi construída pelo DNOCS em 1953. O projeto de recuperação da barragem foi elaborado em 2014.

Caraúbas em ação. Prefeito Juninho Alves renova a frota da cidade

O prefeito Juninho Alves, de Caraúbas, com o auxílio do experiente Siderley Bezerra, está entregando à cidade uma frota nova de veículos.

Com recursos próprios do município, o prefeito comprou quatro carros Moby destinados à secretaria de saúde.

Além disso, também conseguiu garantir, com ajuda do governo federal, um caminhão compactador de lixo para atender a secretaria de Infraestrutura.

Nesta sexta-feira (7), a prefeitura realizará a solenidade de entrega dos novos veículos, no auditório do palácio Jonas Gurgel.

Covid: veja as regras para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Ministério da Saúde divulgou, nessa quarta-feira (5/11), as regras para a vacinação infantil contra a Covid-19, que terá início em 14 de janeiro.

De acordo com a pasta, o imunizante que será usado em crianças de 5 a 11 anos é o da farmacêutica Pfizer, o intervalo sugerido entre cada dose é de 8 semanas. Caso o menor não esteja acompanhada dos pais, ele deverá apresentar um termo por escrito assinado pelo responsável.

A imunização dessa faixa etária começará por crianças que tenham comorbidades. Apesar de não ser necessária a prescrição médica para vacinação, o governo federal recomenda que os pais procurem um profissional da saúde antes de levar seus filhos para tomar a vacina.

Inicialmente, a intenção do governo era de exigir prescrição médica. No entanto, após a audiência pública realizada na terça-feira (4/1) com membros de entidades médicas, o ministério decidiu recuar.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina é específica para crianças e tem concentração diferente da utilizada em adultos. A dose pediátrica do imunizante, conhecida como Comirnaty, equivale a um terço da aplicada em pessoas com mais de 12 anos.

A decisão do Ministério da Saúde de prolongar o intervalo das doses da imunizante contraria a orientação da Anvisa, que defende uma pausa de três semanas entre uma aplicação e outra para crianças de 5 a 11 anos.

Fonte: Metrópoles

O silêncio da cidade e a caneta azul

O veraneio já começou e os bons ventos vêm soprando favoráveis para alguns frequentadores do litoral e, com isso, a única coisa que está incomodando os parnamirinenses é o silêncio sepulcral vivido nesses tempos que antecedem o carnaval e a reforma administrativa, pois o sussurro da presença da caneta azul vem tirando algumas horas de sono de alguns secretários, vereadores e cargos comissionados da prefeitura de Parnamirim.

O prefeito Taveira não quer nem ouvir falar sobre o assunto, pois anda em céu de brigadeiro com a classe política da cidade, mas já afirmou que logo depois do veraneio irá anunciar as mudanças na gestão.

O blog já andou adiantando alguns nomes que farão parte da lista do coronel: o vereador Léo Lima, que deixará a câmara e dará oportunidade ao suplente Edivaldo da Casa do Sofá, além de mudanças no gabinete civil, educação, obras e sensur.

O comentário é que nessa mexida seis cadeiras irão girar, mas não significa mudanças e remanejamento. Agora é só deixar o coronel Taveira curtir os ventos do litoral para poder conferir o Diário Oficial do Município.

Fábio Faria parabeniza agilidade na aprovação da lei que simplifica licenciamentos para tecnologia 5G em Natal

A capital do Rio Grande do Norte conta com uma nova legislação para recepcionar a tecnologia 5G, que deverá chegar nos próximos meses ao município.

A lei elaborada pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo – SEMURB e aprovada pela Câmara dos Vereadores de Natal, é um instrumento moderno que adota critérios objetivos e tecnológicos e vai simplificar os licenciamentos das infraestruturas de suporte das novas antenas de celulares e permite expedições das licenças mais ágeis e confiáveis.

“Parabenizamos o município de Natal, que além de ágil na aprovação dessa nova legislação, ainda sai na frente também com o desenvolvimento desse novo sistema para simplificar e desburocratizar o processo de autorização de licenciamento via internet”, destacou o ministro das comunicações Fábio Faria.

A Semurb passará a liberar as licenças das instalações já concedidas e homologadas pela Anatel, e adotará um sistema para registro desses equipamentos por cadastro virtual.
Apenas as antenas usadas para radares militares e civis com propósitos de defesa ou controle de tráfego aéreo obedecerão à regulamentação própria.

Em Natal, o 5G pode ser implementado pelas operadoras Brisanet, Claro, Vivo e TIM. Todas arremataram faixas de 3,5GHz no leilão, sendo Brisanet na região Nordeste e demais operadoras ganharam lotes nacionais.

De acordo com as regras estabelecidas pelo certame, o 5G estará implementado até julho deste ano em todas as capitais do país.

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay: Instantes de afeto que salvam

Foto: Divulgação

Por Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Durante o período de isolamento na pandemia, todos nós, de alguma maneira, nos reinventamos em muitos sentidos. Desde aprender a ter a solidão como companheira e confidente, até criar coragem para fazer coisas inusitadas em horários tidos como não usuais. Quem não tinha rotina adorou organizar uma, mas aberta, sem grades e nem satisfação para dar. E quem já tinha, amou não ter que cumpri-la.

Também parece ter havido um cuidado maior para valorizar o olhar do outro, a dor do outro e o gesto do outro. Mesmo o outro não estando ali ao lado. Talvez, por termos que enfrentar a pandemia tendo um sádico como presidente, alguém que jamais teve qualquer empatia ou solidariedade com nada nem com ninguém – um monstro -, passar a nos preocupar com os detalhes, numa tentativa de olhar o mundo também com o olhar de quem estivesse dividindo o instante com a gente, ganhou um valor especial. E cada instante passou a ser realmente um instante de significado.

Até nos vários grupos de WhatsApp a gente se reinventou. Em alguns, fomos cortando os fascistas, os negacionistas e os chatos, nos permitindo encontrar uma identidade que justificasse estarmos conectados. Em um outro, passamos a prestar atenção e a esperar, ansiosamente, certas pílulas literárias que uma companheira coloca todos os dias e alimenta a alma. Acaricia. Instiga.

Enfim, vamos nos posicionando e mudando o olhar para o enfrentamento necessário neste tempo de angústia e indefinição. E nos tornamos, pelo menos alguns de nós, talvez mais politizados, mais exigentes e mais questionadores. Quem não se manifestava em debates nos meios acadêmicos ou nos bares, encontrou palanque nos grupos virtuais e, claro, a necessidade vital de resistir à barbárie institucionalizada canalizou nossas perplexidades, raivas e frustrações. Tudo isso com os fossos cavados a seco que distanciaram amores antigos e impediram novos, mas também reinventaram e salvaram outros. Uma grande sacudida geral.

No dia do Réveillon, pude sentir na prática o significado de um gesto simples de cuidado e afeto por parte de um casal. Gesto que salva e protege. Meus queridos amigos, Antônia e Marcelo Freixo, nos convidaram para passar a virada na casa de Pedro e Adriana Varejão. Sou tão fã dela que fiquei em dúvida sobre ir.

Quando chegamos, Valéria, minha mulher, e eu, às 23:30, a própria dona da casa estava fazendo o teste de covid em todos os convidados. Montou uma mesa no meio da sala e ela mesma, usando a espátula e o material próprio, realizava o exame. Éramos poucos os convidados, mas todos fizeram. Eu tinha passado o dia correndo na praia e bebendo bons vinhos para me despedir daquele ano maldito. Estava bem-humorado e sem sentir absolutamente nada. Entrei na fila para cumprir o rito. E, para minha surpresa, testei positivo.

Hoje, temos um país jogado às traças e que está à deriva. O governo federal empenhou-se em não comprar vacinas, em não fazer campanha de imunização e em desprezar o SUS, nosso exemplar sistema universal de Saúde. Nossa estrutura para testagem é absolutamente inexistente. E ainda insistem em prosseguir com a ridícula e criminosa consulta popular para decidir sobre a vacinação de crianças e adolescentes.

Por isso me encantou tanto o gesto do casal que nos recebia. Como eu estava completamente assintomático, provavelmente ali mesmo na festa, poderia ter infectado várias outras pessoas. Afinal, é uma tradição os cumprimentos mais efusivos na virada do ano, até porque estaríamos exorcizando os demônios do fascista que nos preside e comemorando os novos tempos que se avizinham.

Essa foi a razão pela qual comecei dizendo dos pequenos gestos e dos instantes. Parar a festa de Réveillon que faziam e preparar pessoalmente o teste é um ato doce de civilidade, de solidariedade e de consciência de grupo. Desde então, estou isolado no meu apartamento e sinto uma certa alegria e conforto por não ter infectado ninguém. Achei isso tão forte que não reclamei um minuto sequer, nem na hora do resultado positivo.

Olho em volta e vejo na mídia o recrudescimento desestabilizador do vírus. E faço um brinde imaginário à Adriana e ao Pedro. Que todos tenhamos um ano de mais cuidados, mais afetos e mais ousadias para que em outubro a gente possa comemorar a entrada de uma nova vida. Eu tive que me segurar nessa virada, mas estou me guardando e quero abraçar e beijar a todos os que estiverem no projeto de um país mais justo, igual e solidário.

Socorro-me ao velho poeta Leão de Formosa, no poema Ainda:

“Ainda é o advérbio lindo da esperança.

Que a palavra trema dentro da frase infinda.

Nos lábios da criança o sorriso é ainda.

Ainda flor é a rosa.

Ainda paz é o poema.”

Fonte: O Dia

Bolsonaro veta projeto que amplia prazo de concursos públicos

 


O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou um projeto de lei que prorrogaria a validade dos concursos públicos homologados antes da pandemia, que começou oficialmente no Brasil em 20 de março de 2020.

O veto foi publicado na edição desta 5ª feira (6.jan.2022) do DOU (Diário Oficial da União). Eis a íntegra (69 KB).

Segundo texto aprovado anteriormente pelo Congresso Nacional, os prazos dos concursos públicos seriam interrompidos a partir de 20 de março de 2020 —quando foi decretado estado de calamidade pública no Brasil— e voltariam a correr em 1º de janeiro de 2022.

O prazo de um concurso é o período que a administração pública tem para nomear os aprovados para preencher as vagas disponíveis, conforme edital.

De acordo com nota da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, a decisão de Bolsonaro dá segurança jurídica aos concursos encerrados no período.

A proposição legislativa contrariava o interesse público ao suspender a contagem dos prazos de validade de concursos até 31 de dezembro de 2021, período já transcorrido, o que poderia implicar a aplicação de efeitos retroativos ao restabelecer a vigência de concursos já encerrados e causar insegurança jurídica. Dessa forma, entende-se que a proposição legislativa perdeu o seu objeto”, informou o órgão.

Fonte: poder 360.

Recusa de Bolsonaro atrasou vacinação, diz deputado evangélico

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Roberto Lucena (Podemos-SP) e crítico da recusa presidencial em tomar vacina contra a covid-19. Segundo Lucena, caso tivesse aderido à vacinação, hoje o país estaria vivendo um momento mais tranquilo.

Já teríamos agora a 3ª dose para toda a população brasileira de Bolsonaro se vacinasse. Faço esse apelo ao presidente Jair Bolsonaro para que ele se vacine. Seu exemplo pode ajudar a salvar a vida de muitas pessoas“, disse em entrevista ao Poder360.

Assista à entrevista (27min59s):

Roberto Lucena tem 55 anos e está em seu 3º mandato como deputado federal. Foi secretário do Turismo de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin. Além disso, é pastor da Igreja O Brasil para Cristo.

O deputado disse que tem orientado pastores e líderes ligados à sua igreja a se vacinarem e também a orientarem os fiéis a fazerem o mesmo.

Entendo que todas as outras igrejas, não só as evangélicas, precisam levar conscientização por amor ao seu povo. E incentivá-los a se imunizarem. Não precisamos de uma nova variante nem de um novo surto“, disse.

Leia trechos da entrevista:

Como será o apoio dos evangélicos ao presidente Bolsonaro em 2022?
Evangélicos são majoritariamente conservadores e têm compromisso com uma agenda. É o que os identificou com as propostas de Jair Bolsonaro em 2018. Hoje, os evangélicos no Brasil são 30% da população brasileira, mais de 60 milhões de brasileiros.

Outros candidatos, como Sergio Moro, João Doria e o ex-presidente Lula buscam interlocução com o grupo. Com quem os evangélicos devem estar?
Os evangélicos não caminham em bloco, então não apoiarão em bloco nem institucionalmente nenhum candidato. Agora eu repito: a identificação com a agenda conservadora faz que majoritariamente os evangélicos estejam com o presidente Jair Bolsonaro. Claro que cada um dos outros projetos dialoga com alguma parcela desse movimento. O candidato Moro está iniciando a sua apresentação ao mundo evangélico, mas ainda não falou sobre essa agenda, não assumiu compromissos. Isso deve acontecer nos próximos dias.

O senhor é da igreja OBPC (O Brasil Para Cristo). Vocês têm alguma preferência nessas eleições?
A igreja O Brasil Para Cristo tem mais de 60 anos e foi fundada pelo missionário Manoel de Melo saída a partir da Assembleia de Deus. É uma igreja pentecostal e se identifica com a pauta conservadora. Mas institucionalmente não levanta bandeira política.

Como o senhor vê o momento da pandemia no Brasil?
Com muita preocupação. Esse sentimento de parte da sociedade de que a pandemia tinha acabado é temerário. Elogio as autoridades que suspenderam as festas de Réveillon, principalmente nas capitais, assim como o Carnaval. Quando falo sobre isso, algumas pessoas pensam que é por ser pastor evangélico, não gostar de Carnaval. Não existe nenhuma relação entre uma coisa e outra. Precisamos superar equações, como a da vacina. Avançamos muito, o Brasil tornou-se referência mundial na vacinação. Agora tem muito a superar. Tem a 3ª dose, e uma nova variante. Houve queda na procura da 2ª dose. Para superar a pandemia e resolver nosso problema econômico, temos que encarar a vacina com muita seriedade.

O senhor se vacinou?
Sim, com duas doses e em janeiro vou tomar a 3ª. E recomendo. Tenho recomendado aos nossos pastores que se vacinem e encorajem os obreiros, líderes e o povo das nossas igrejas.

Qual tem sido a resposta?
Na igreja O Brasil Para Cristo absolutamente positiva. E entendo que todas as outras igrejas, não só as evangélicas, precisam levar conscientização por amor ao seu povo. E incentivá-los a se imunizarem. Não precisamos de uma nova variante nem de um novo surto. Podemos chorar e lamentar as mortes, mas preservar e proteger aqueles que estão ao nosso redor.

O presidente Jair Bolsonaro fala contra vacinas. Como o senhor interpreta esse movimento?
É uma decisão pessoal. Eu, como líder e pastor, entendo o valor e o poder do exemplo. Entendo que o presidente deveria ter se vacinado. Se pudesse tê-lo aconselhado, ele teria sido o 1º brasileiro a ser vacinado. Sem dúvida o seu exemplo estaria estimulando a sociedade, aqueles que têm dúvida. Esse espetáculo de vacinação que o Brasil deu poderia ter sido muito melhor se nós tivéssemos essa postura do nosso líder.

Há críticas quanto à demora para a vacinação engrenar no 1º semestre.
Em dezembro de 2020 tivemos o 1º vacinado no mundo. No Brasil, não tinha sido aprovado pela Anvisa. Quando foi, o governo foi atrás e trouxe mais de 300 milhões de doses. Ninguém deixou de tomar vacina por falta. É um paradoxo.

Se o presidente tivesse tomado a vacina, o senhor avalia que mais pessoas teriam se vacinado?
Eu tenho certeza que sim, inclusive já teríamos agora a 3ª dose para toda a população brasileira. Faço esse apelo ao presidente Jair Bolsonaro para que ele se vacine. Seu exemplo pode ajudar a salvar a vida de muitas pessoas.

O senhor apoia o governo. Na sua avaliação, quais as principais qualidades e defeitos de Jair Bolsonaro na Presidência?
O governo buscou inicialmente a excelência no serviço público. Identificou os melhores quadros para compor um ministério técnico e começar as reformas que o Brasil precisa. No 1º ano, a Reforma da Previdência logrou absoluto êxito, mas ela sozinha não resolve o problema. Não fosse a pandemia, teríamos avançado para a reforma administrativa, para a tributária e estaríamos em outra situação. Segundo, o governo se comprometeu a fechar as brechas para a corrupção. São duas qualidades que enxergo. Entendo que um governo tão técnico demora para pegar o jeito. Demorou para conseguir se mobilizar e acertar o diálogo com a sociedade e com o Congresso Nacional. Outro ponto negativo foi a condução e a postura do governo da pandemia. A postura que a sociedade esperava do governo era de liderança no meio de uma crise tão severa. Isso não aconteceu.

Recentemente o seu partido filiou o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, ambos ligados ao lavajatismo. Esse movimento ainda vai ser relevante nas eleições de 2022?
Será menos importante que em 2018. Mas estará no top 5 do radar do eleitor. Em 1º lugar o que vai importar é o emprego. Talvez o 2º tema seja a inflação galopante. Há dificuldades para manter o padrão social. A questão da economia e as questões sociais vão dar o norte. Aí sim vem a questão do enfrentamento e do combate à corrupção.

E a pandemia?
Nós temos a questão social e a questão econômica decorrentes dela. Mais de 110 milhões de brasileiros hoje têm algum nível de insegurança alimentar e 19 milhões passam fome. O Brasil voltou ao mapa da fome. Essa tem que ser a nossa prioridade. Houve exagero naquela política do “fica em casa”. Inicialmente a gente tinha que dar um freio de arrumação, mas tínhamos que ter um planejamento para entrar e um para sair de casa. Ficamos muito tempo, a economia sofreu com isso e nisso o presidente Bolsonaro tinha razão. Em muitas cidades os governadores e prefeitos exerceram poder de polícia. Temos muito o que corrigir e a pandemia deixa um rastro de dificuldades.

No meio dessa crise, o Congresso aprovou aumento no fundo eleitoral. Não é contraditório?
É um tapa na cara da sociedade, um escárnio. Votei contra. Tenho um projeto de lei que defende a extinção do fundo partidário e eleitoral. Com nossos impostos, financiamos todos os partidos políticos. Mesmo aqueles que não nos representam. Entendo que isso é antidemocrático. Partidos políticos devem ser financiados com a contribuição voluntária dos seus filiados. Ponto final. Assim como sindicatos e igrejas. O fundo eleitoral saltou de uns R$ 2 bilhões para quase R$ 5 bilhões. O Podemos votou totalmente contra.

Fonte: poder 360.