A Anvisa informou ter realizado nesta quarta (19) reunião com a Pfizer para a pré-submissão de pedido de uso emergencial do medicamento Paxlovid, comprimido contra a Covid.
Segundo a agência, a Pfizer “indicou que o pedido será apresentado em breve, mas a data exata do protocolo depende do laboratório”.
O Paxlovid já foi aprovado no Reino Unido, nos Estados Unidos e pela Agência Europeia de Medicamentos.
A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em parceria com a Faculdade Uninassau, unidade de Parnamirim, realizou nessa quarta (18) e quinta-feira (19), uma capacitação de coordenadores, gestores e supervisores.
A secretaria titular da pasta, Alda Lêda e a adjunta, Marta Lopes participaram da abertura da atividade. De acordo com Alda Lêda, “o momento teve como objetivo a atualização de conhecimentos e uniformização de conteúdos referentes ao fluxo de atendimento da rede socioassistencial do município”.
O evento contou com palestras ministradas pelos professores da Uninassau, com os seguintes temas: “Direitos Humanos em tempos de crise” e “Qual o seu legado”, ministrado por Rodrigo Peixoto, Estrategista Comportamental.
A onda de covid-19 causada pela variante ômicron do coronavírus deve atingir o pico em até 6 semanas no Brasil, segundo os dados de países já foram atingidos com mais força pelo vírus. Com base nos cenários desses países, é possível dizer que o Brasil deve ter um ápice de casos da doença no início de fevereiro.
A cepa foi detectada pela 1ª vez na África do Sul, no fim de novembro de 2021. O país teve um forte crescimento de casos nas semanas seguintes. Mas depois, de atingir o pico de casos, a onda causada pela ômicron perdeu força.
A média móvel em 7 dias de casos registrados de covid-19 na África do Sul mostra que o pico de casos no país desde que a ômicron foi descoberta foi em 17 de dezembro. Foram 23.437 casos por dia, em média.
No total, foram pouco mais de 4 semanas até o país atingir o pico de novas infecções e a média móvel começar a cair. Na 3ª feira (18.jan.2022) estava em 4.349 casos.
Já nos Estados Unidos, onde a ômicron foi registrada pela 1ª vez em 1º de dezembro de 2021, o pico de casos pela média móvel levou pouco mais de 6 semanas. Em 15 de janeiro a média de 7 dias chegou a 807.854 casos. Nos últimos dias, a média tem caído, mas ainda está em um patamar alto, com 743.433 casos.
Pouco antes do pico na média de 7 dias, os norte-americanos também registraram recorde de novos casos diários. Foram 1,36 milhão de infecções diárias em 10 de janeiro.
Os dados brasileiros já indicam o impacto da variante na pandemia. Na 3ª feira (18.jan), o país registrou um novo recorde na média móvel de casos de covid-19 desde o início da pandemia, com 83.205 casos por dia.
O número mais alto até então era de 23 de junho de 2021, com 77.328 casos. A média apresenta tendência de alta com uma variação de 778% há duas semanas. A alta vem sendo registrada desde o dia 30 de dezembro de 2021.
A média de mortes também está com tendência de alta, com uma variação de 88% em relação há duas semanas. São 183 mortes por dia, segundo os dados de 3ª feira (18.jan).
Parnamirim iniciou a vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 anos de idade nesta semana, e já nos primeiros dias o fofurômetro foi acionado com sucesso. Na manhã desta quarta-feira (19), a inocência de uma menininha e sensibilidade de uma enfermeira chamaram a atenção daqueles que estavam presentes no posto de vacinação montado na escola Salesiano Dom Bosco, no bairro de Nova Parnamirim.
Na situação em questão, a menina, levada pelos pais para tomar a vacina contra o coronavírus, pediu que a filha dela, uma boneca, a qual ela abraçava com todo o carinho, também fosse vacinada.
Mesmo lúdico, o gesto da criança sensibilizou a enfermeira do município, Jaqueline Reis, que não hesitou e de pronto atendeu o pedido da menina. “é importante saber lidar com as inseguranças das crianças, que geralmente tem muito medo de agulha. Então, entrei na brincadeira dela e ‘vacinei’ a bonequinha, como forma de mostrara que ela não precisava ter medo”, explicou.
A partir desta quinta-feira (20), Parnamirim inicia a vacinação para crianças de 5 a 8 anos de idade. Confira a documentação necessária:
Documento oficial com foto ou certidão de nascimento da criança, cadastro no RN+Vacina e na ausência dos pais, declaração de autorização, disponível no site da prefeitura.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) retornará, nesta sexta-feira (21), às 9h, às sessões de julgamento de 2022. Ao longo deste mês, de acordo com o calendário, estão agendadas nos dias 21, 24, 25, 26, 27, 28 e 31.
Em virtude da pandemia da Covid-19, as sessões seguem acontecendo em ambiente virtual e podem ser acompanhadas, ao vivo, pelo Canal do TRE-RN no YouTube.
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Cras Parque Industrial está com as inscrições abertas até sexta-feira (28) para matrículas e renovações ude quem já é atendido pelo programa. O SCFV, que engloba parte das atividades do antigo PETI, atende crianças, adolescentes e idosos, com intuito protetivo de desenvolver convivência saudável entre os participantes, suas famílias e a sociedade.
No Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Parque Industrial, há turmas para as faixas de até 6 anos, dos 7 aos 14, dos 15 aos 17 anos (em construção) e para idosos. As atividades propostas são adaptadas de acordo com cada faixa etária, por exemplo: na turma dos pequenos, o objetivo é fortalecer os vínculos com a família através de atividades dinâmicas, brincadeiras e jogos interativos; já a turma dos 7 aos 14 anos se reúne no horário contrário ao da escola, com alimentação fornecida pelo próprio Cras e é focada em atividades artísticas, manuais e que inspirem autoconfiança; por sua vez, os idosos se reúnem 2 vezes por semana e exploram atividades de estímulo físico e rodas de conversa.
Por meio do SCFV, a população atendida encontra ferramentas para o enfrentamento de situações de isolamento social e enfraquecimento de vínculos familiares e comunitários. De acordo com a Educadora Social, Runielly Garcia, o objetivo é atender a população dos bairros de Emaús e Parque Industrial.
Para a realização da matrícula no serviço pela primeira vez ou para a renovação, é necessário que o cidadão ou seu responsável apresente alguns documentos, são eles:
RENOVAÇÃO
Para crianças:
Declaração escolar 2022; e
Folha resumo atualizada com a numeração do NIS (pode ser solicitada no próprio Cras).
Para idosos:
Folha resumo atualizada com a numeração do NIS.
NOVAS MATRÍCULAS
RG ou certidão de nascimento e documento do responsável (crianças);
Comprovante de residência;
Folha resumo atualizada com a numeração do NIS ; e
Declaração escolar 2022 (para o caso das crianças).
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos complementa o trabalho da Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e é desenvolvido a partir de ações preventivas e proativas que estimulam a proximidade entre as pessoas.
A documentação deve ser entregue no Cras de Parque Industrial até a próxima sexta-feira (28), no horário das 7h30 às 14h. O local, que atende a população do bairro e adjacências fica na Rua Rio Paraíba do Sul, 278, bem em frente à Marmoraria Santa Luzia.
Policiais civis da Delegacia Municipal (DM) de Alexandria, com apoio da Polícia Militar (PM), deram cumprimento, nesta terça-feira (18), a um mandado de prisão preventiva em desfavor de Francisco Pereira da Silva, 53 anos, ex-policial militar. A prisão ocorreu na residência dele, no município de João Dias, pela suspeita da prática de estupro de vulnerável. O crime aconteceu no dia 10 deste mês, também na cidade de João Dias.
O mandado foi expedido pela Comarca da Vara Única de Alexandria, após representação da autoridade policial. Francisco Pereira já havia sido condenado a 10 anos de prisão por outro crime da mesma natureza e encontrava-se no regime semiaberto.
Ele foi conduzido até a delegacia e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Em meio à campanha de vacinação contra a covid-19, 57.147 crianças e adolescentes em todo o país foram imunizados com doses para adultos não autorizadas para aplicação em menores de 18 anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os equívocos ocorreram em todas as unidades federativas.
Os dados constam em manifestação enviada nesta terça-feira (18) ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo advogado-Geral da União, Bruno Bianco. Segundo ele, os números foram retirados da Rede Nacional de Dados da Saúde, na qual estados e municípios são obrigados a registrar informações inseridas em todos os cartões de vacinação.
Ainda de acordo com Bianco, o Ministério da Saúde enviou dois ofícios aos estados e ao Distrito Federal, em setembro e em novembro do ano passado, questionando os dados sobre a aplicação de vacinas não aprovadas pela Anvisa em menores de 18 anos e também se haveria erros na inserção das informações que pudessem ser retificadas, mas não obteve respostas.
Em nome da União, Bianco pediu a Lewandowski que conceda uma liminar (decisão provisória) para obrigar estados e municípios a interromper qualquer campanha de vacinação de crianças e adolescentes que esteja em desacordo com as diretrizes da Anvisa e do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.
A AGU argumenta que, embora as informações contidas na Rede Nacional de Dados da Saúde necessitem de apuração conjunta com os estados para confirmação ou eventual correção, os números já configuram indícios suficientes para justificar a medida cautelar, pois “podem vir a revelar, nas hipóteses mais extremas, casos de negligência gravíssima na aplicação de vacinas”.
Bianco pede ainda que Lewandowski ordene estados e municípios a identificarem todas as crianças e adolescentes que receberam vacinas equivocadamente, para que sejam inseridas no sistema de farmacovigilância e tenham identificados possíveis efeitos adversos. O procedimento é uma recomendação da Anvisa.
Lewandowski é relator de uma ação de descumprimento de preceito fundamento (ADPF) aberta pela Rede ainda em 2020, relativa a atrasos na contratação de vacinas pelo governo federal. Na prática, a ação se tornou um meio de fiscalização sobre o andamento da vacinação no país, após ter recebido sucessivos pedidos de liminar sobre o tema.
Faixas etárias
De acordo com tabela extraída da Rede Nacional de Dados da Saúde e que consta na manifestação da AGU, 2,4 mil crianças de até 4 anos foram vacinadas contra a covid-19 – ainda que a imunização nessa faixa etária não tenha nenhum respaldo da Anvisa ou do próprio Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.
Além disso, 4,4 mil crianças entre 5 e 11 anos teriam recebido vacinas de outros fabricantes que não a Pfizer/BioNtech, única aprovada pela Anvisa para aplicação nessa faixa etária.
A tabela também aponta a aplicação da vacina da Pfizer, mas em sua versão para adultos, em 18,8 mil crianças entre 5 a 11 anos no lugar de doses pediátricas aprovadas pela Anvisa para essa faixa etária e cujas primeiras remessas só chegaram ao Brasil este ano.
No caso de adolescentes entre 12 e 17 anos, 29,3 mil receberam doses de farmacêuticas – AstraZeneca, Sinovac ou Janssen – que ainda não receberam autorização da Anvisa para aplicação nessa faixa etária.
Entre os casos mais graves, a AGU cita a aplicação de doses para adultos e também já vencidas da vacina da Pfizer em 49 crianças no município de Lucena, na Paraíba. Segundo o órgão, o Ministério da Saúde apura o caso para eventual responsabilização criminal.
Vacina
A Anvisa aprovou em dezembro o uso da vacina produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, contra a covid-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos. De acordo com o gerente-geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, com base na totalidade de evidências científicas disponíveis, o imunizante, quando administrado no esquema de duas doses, pode ser eficaz na prevenção de doenças graves, potencialmente fatais e de condições que podem ser causadas pelo SARS-CoV-2. As análises contaram com a participação de diversos especialistas, tanto da Anvisa como de outras entidades.
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) manifestou apoio à aprovação do imunizante para esse público. Em nota, o presidente da entidade, Carlos Lula, destaca que a dose já foi aprovada para a faixa etária de 5 a 11 anos pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), pela Agência Americana Food and Drug Administration (FDA) e pelo governo de Israel.
Pesquisadores da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) ouvidos pela Agência Brasil reforçam que as chances de uma criança ter quadros graves de covid-19 superam qualquer risco de evento adverso relacionado à vacina da Pfizer. O imunizante já está em uso em crianças de 5 a 11 anos em 30 países e cerca de 10 milhões de doses foram aplicadas somente nos Estados Unidos e no Canadá.
O apresentador José Luiz Datena (foto) disse a O Antagonista nesta quarta-feira (19) que será candidato ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.
“Eu vou ser candidato ao Senado: isso é definitivo. Resta saber por qual partido”, afirmou.
Ele acrescentou que, “provavelmente”, estará na coligação de Rodrigo Garcia, atual vice-governador e candidato à sucessão de João Doria pelo PSDB. Em se confirmando, Datena apoiará o tucano nacionalmente. “Com alguns ajustes, Doria é um bom nome, é preparado.”
Segundo Datena, a decisão de se candidatar, desta vez, está tomada e “está tudo certo com a Band”, onde ele poderá continuar no ar até julho, pela lei eleitoral.
O apresentador disse que está conversando com dirigentes do PSD, de Gilberto Kassab, e do Patriota. Também há a possibilidade de ele continuar no PSL, sigla à qual está filiado atualmente, e se lançar pela União Brasil, o futuro partido resultante da fusão do PSL com o DEM. Se o MDB fechar mesmo apoio a Rodrigo Garcia, há ainda a chance de Datena voltar ao partido.
A definição, ainda de acordo com o apresentador, será tomada até 10 de fevereiro.
O atacante Robinho foi condenado a nove anos de prisão, nesta quarta-feira, 19, por violência sexual cometida contra uma mulher albanesa na cidade de Milão, em 2013. A Corte de Cassação de Roma, última instância da justiça italiana, rejeitou o recurso apresentado pelo atacante e por Ricardo Falco, amigo do jogador.
A justiça italiana agora poderá pedir a extradição de Robinho e Ricardo Falco, entretanto, a constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros. Assim, os dois poderão cumprir a sentença em uma penitenciária do Brasil. A justiça italiana deve pedir a transferência de execução de pena à justiça brasileira. Para isso, é necessário a homologação do Supremo Tribunal de Justiça.
A audiência começou cerca de 6h30 e durou aproximadamente 30 minutos. O recurso de Robinho foi o primeiro caso julgado no dia. A sentença foi divulgada por volta do meio-dia desta quarta-feira, 19. A execução da pena é imediata e a sentença não cabe mais recurso.
O caso de estupro aconteceu em uma boate de Milão, em janeiro de 2013. A violência sexual foi cometida contra uma mulher albanesa que comemorava seu aniversário. Além do atacante, que na época jogava pelo Milan, e Ricardo Falco, outros quatro brasileiros foram denunciados por participação no ocorrido. Na época das investigações na Itália, os envolvidos já haviam deixado o país, por esse motivo não foram processados.
Quando foi interrogado, em 2014, Robinho admitiu relação sexual com a vítima, porém negou as acusações de estupro. O processo, iniciado em 2016, teve a primeira sentença no fim de novembro de 2017. A defesa do jogador alegou, na ocasião, que era impossível provar que a mulher estava em condição de inferioridade psíquica e física, conforme texto da sentença.
Em outubro de 2020, Robinho foi contratado pelo Santos, entretanto, o clube suspendeu o vínculo com o jogador, após pressão da torcida e de patrocinadores. Em dezembro de 2020, a corte de Apelação de Milão, segunda instância da justiça, confirmou a pena de nove anos de prisão do atacante e de Falco.
Reduzir preço do combustivel e do gás de cozinha é possivel. Diretamente do Seridó, em Caicó, o senador Jean Paul Prates, líder da Minoria, concedeu entrevista à CNNBrasil para falar sobre o projeto de lei que irá relatar para a redução do preço dos combustíveis.
O congresso nacional precisa agir e dar ao executivo condições de devolver à sociedade essa compensação financeira. O relator no senado diz que esse projeto representa um conjunto de ferramentas para ajudar a população nos momentos difíceis, com perspectiva de baixar o combustível entre 2 e 3 reais, além baixar o gás de cozinha entre 10 e 15 reais.
O Projeto de Lei N° 1472/ 2021, relatado pelo Senador Jean (PT-RN), cria o programa da estabilização do preço do petróleo e de derivados no Brasil. A matéria propõe diretrizes e referências para a política de preços de combustíveis e gás de cozinha, levando em consideração não apenas os preços internacionais, mas também os custos internos de produção, de modo a melhor refletir a realidade local e garantir um preço justo aos brasileiros.
Confira a entrevista do Senador Jean e saiba mais sobre o projeto:
Vacinação contra a covid-19. Articulista é contrário ao passaporte vacinal e defende a substituição por resultado de teste PCR atualizado
Na semana em que o Brasil deu início à vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, não por acaso o título deste artigo faz referência ao dramaturgo inglês William Shakespeare, no famoso monólogo em que Hamlet questiona vida e morte, de forma profundamente filosófica.
Do final do século 16 para o início do século 17, época em que o escritor viveu, o mundo ainda passava por recorrentes surtos da Grande Peste, que dizimou 1/3 da população europeia no século 14. Nesse período, as únicas medidas de proteção contra o contágio de doenças eram o uso de máscaras e a quarentena. Relatos históricos afirmam que o próprio Shakespeare passou por isolamento.
Os importantes avanços que tivemos na ciência e na medicina nas últimas 12 décadas diminuíram a mortalidade e propiciaram um salto na expectativa média de vida da população mundial. Desenvolvimento social e econômico, água tratada e saneamento básico estão entre os principais fatores que nos permitiram viver por mais tempo e com mais qualidade. O desenvolvimento das vacinas foi um marco para a humanidade, em termos de saúde pública, iniciado ainda no século 18, durante uma epidemia de varíola.
Segundo dados da ONU, de 2000 a 2019, as vacinações em países de média e baixa renda evitaram 37 milhões de mortes, e esse número pode aumentar para 69 milhões até 2030. Estima-se que a maior parte desse impacto seja entre crianças menores de 5 anos, principalmente por causa das vacinas contra o sarampo, o rotavírus e a hepatite B.
Estamos, desde o início de 2020, em uma incrível guerra contra um vírus que, no mundo todo, já matou mais de 5 milhões de pessoas e no Brasil ceifou a vida de cerca de 620 mil. Dentre os mais de 22 milhões de casos no país, o número de mortes só não foi maior graças ao trabalho incansável dos profissionais de saúde, aos investimentos na estrutura de atendimento, ao nosso SUS e à vacina. A resposta da ciência foi impressionante. Passados 10 meses desde o início dessa tragédia mundial, a 1ª vacina já havia sido desenvolvida no Reino Unido e as primeiras pessoas já estavam sendo vacinadas.
No Brasil, o governo federal e o governo de São Paulo tiveram iniciativas decisivas e fizeram acertados e altos investimentos, tanto no Rio de Janeiro, na Fiocruz(Fundação Oswaldo Cruz), quanto em São Paulo, no Instituto Butantan, para que tivéssemos a vacina contra a covid-19 disponível no menor tempo possível.
Como congressista, defendo e apoio a ciência e o uso da inovação e da tecnologia na saúde, e sinto muito orgulho do papel que São Paulo teve nisso, bem como da resposta do governo federal a essa emergência.
O Brasil, que já era referência mundial em vacinação, mais uma vez se colocou em posição de destaque. Foram mais de R$ 20 bilhões investidos no desenvolvimento e na aquisição de vacinas. Nos próximos meses, a Fiocruz passará a produzir a 1ª vacina totalmente nacional.
São Paulo, um dos Estados com mais vacinados, já tem 90% da população com duas doses completas. A marca de mais de 300 milhões de doses aplicadas em todo o Brasil é extraordinária, mas ainda insuficiente. Precisamos avançar.
Não apenas tomei a vacina, como tenho incentivado as pessoas com as quais me relaciono a se vacinarem. A segurança sanitária e a recuperação econômica e social do país dependem da vacinação completa da população. Não haverá economia sem vacina. E sem recuperação econômica, a crise social instaurada se aprofundará ainda mais.
Acredito que poderíamos estar mais avançados se esse tema não tivesse sido tão politizado, e entendo que nosso maior líder político, o presidente Bolsonaro, poderia ter contribuído para a aceleração da vacinação no Brasil caso tivesse se vacinado e incentivado a população. Por outro lado, sob seu comando, o governo foi buscar as vacinas.
Embora seja um defensor da vacinação no Brasil, sou contra o passaporte vacinal ou passaporte sanitário. Ninguém deve ser obrigado a tomar vacina. Quem não quiser tomar vacina e for a um local em que a comprovação da vacina se fizer necessária, deve ter o direito de apresentar um teste PCR atualizado, que é ainda mais seguro para todas as pessoas. Temos que simplificar as coisas sem abrir mão da segurança e do respeito ao direito de todos –de quem não quer ou não pode se vacinar e de quem se vacinou e quer estar num ambiente em que se sinta confortável com a segurança sanitária.
Assim como Hamlet, estamos diante de uma grande reflexão entre a vida e a morte. Na época de Shakespeare, quando a morte batia à porta, a vacina não era uma opção, e a peste e suas variantes varreram boa parte da humanidade. Hoje, enfrentamos o vírus, as variantes e as variáveis. As variáveis são, às vezes, mais prejudiciais do que o vírus e suas variantes. Quase sempre as variáveis são políticas e não levam em conta a vida, mas as próximas eleições, infelizmente.
Fonte: Poder 360.
A França registrou nesta 3ª feira (18.jan.2022) o maior número de casos de covid-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, o país contabilizou 464.769 diagnósticos positivos e 289 mortes em decorrência da doença, de acordo com o jornal francês Le Parisien.
Os hospitais franceses somaram 26.526 pacientes internados com a doença. Na 2ª feira (17.jan), eram 25.776. Apenas nas últimas 24 horas, mais de 3.500 pessoas foram internadas com covid.
Nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), há 3.881 pessoas internadas com covid. O número representa uma queda de 14% na comparação com a semana anterior, quando foram registrados mais de 3.900 casos.
De acordo com o Our World in Data, 75% da população francesa está imunizada com duas doses contra covid-19. O Conselho de Análise Econômica da França divulgou um levantamento nesta 3ª feira (18.jan.2022) informando que o passaporte vacinal evitou 4.000 mortes no país.