Bolsonaro escolhe novo representante do Brasil no Conselho de Direitos Humanos

Jair Bolsonaro escolheu o embaixador Fabio Marzano, atual secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Itamaraty, para representar o Brasil no Conselho de Direitos Humanos e em demais organismos da ONU, diz a Crusoé.

Marzano é um dos auxiliares mais próximos ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. No ano passado, ele representou o país em uma conferência internacional organizada pelo governo autoritário de Viktor Orban, da Hungria, sobre a “perseguição de cristãos”.

A indicação ainda precisará ser aprovada em sabatina pelo Senado.

O antagonista.

Registros de armas de fogo aumentam 120% em 2020, mas apreensões estão em queda

O número de registros de armas de fogo em poder de colecionadores, atiradores e caçadores no Brasil mais do que dobrou em 2020. Na comparação com o ano anterior, houve um aumento de 120%. Trata-se do modelo de registro usado por atiradores esportivos, como os pais da jovem que diz ter atirado acidentalmente na adolescente Isabele Ramos, morta com um tiro no rosto em um condomínio de luxo em Cuiabá no dia 12 de julho.

O total de armas registradas no sistema da Polícia Federal, onde são incluídas aquelas compradas por cidadãos comuns, sem registro de colecionador ou prática esportiva, também cresceu: de 2017 para 2019 houve um crescimento de 65,6% nos registros ativos.

Apesar disso, as apreensões de armas de fogo caíram: a queda foi de 1,9% nas operações da Polícia Rodoviária Federal e de 0,3% nas apreensões feitas pelas polícias estaduais em 2019, na comparação com 2018. Os dados são do 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste domingo (18) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A queda nas apreensões feitas pelas polícias, em um contexto de aumento nos números de armas registradas, mostra que houve uma diminuição no interesse das autoridades neste tipo de operação, segundo Ivan Marques, presidente da Organização Internacional Control Arms e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Como os números demonstram um aumento significativo nos registros de armas ativos, tanto para civis quanto para forças de segurança, e, historicamente observa-se que parte dessas armas migra do mercado legal para o ilegal, infere-se que a diminuição das apreensões é também sinal de redução de interesse neste tipo de operação”, avalia o especialista no Anuário.

Em 2019, das 105 mil armas apreendidas no país, pelos menos 6.740 caíram no mercado ilegal. Para o pesquisador David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e doutorando em sociologia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o número de armas legais que vão parar no mercado ilegal pode ser ainda maior, já que muitos proprietários de armas legalizadas não registram em sistema quando seus equipamentos são furtados, roubados ou extraviados.

Segundo o pesquisador, um dos fatores que podem contribuir para o aumento nas mortes violentas intencionais verificado no 1º semestre de 2020, documentado pelo Monitor da Violência do G1 e confirmado pelo Anuário, é justamente a disponibilidade de armas de fogo no mercado ilegal.

“A questão da violência é um fenômeno multidimensional, que sofre influência de diferentes fatores, e um deles é com certeza a disponibilidade de armas de fogo. Isso está bem comprovado na literatura cientifica, e isso está relacionado também a essa migração, porque algumas dessas armas legais vão ter uma vida útil nas mãos da criminalidade, vão alimentar o mercado ilegal e vão ser usadas em crimes violentos, como homicídio e latrocínio”, explica David Marques.

No primeiro semestre deste ano, mesmo com a pandemia, houve uma alta nas mortes intencionais, segundo o Monitor da Violência. O Anuário também identificou o aumento. Foram 25.712 mortes violentas de janeiro a junho, segundo a publicação, ante 24.012 do mesmo período do ano passado – um aumento de 7%.

Dois sistemas diferentes reúnem os registros de armas de fogo no Brasil, um administrado pelo Exército e outro pela Polícia Federal.

O Exército é responsável pelo Sistema de Gerenciamento Militar de Armas de Fogo (Sigma), que reúne dados das armas registradas para as Forças Armadas, policiais militares dos estados, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além daquelas usadas por Colecionadores, Atiradores desportivos e Caçadores, que são chamados CACs.

No sistema do Exército, há 1.128.348 registros de armas de fogo ativos, segundo dados de agosto de 2020. Dessas, 496.172 armas são da categoria CACs – um número 120% maior do que o verificado em 2019.

Um outro banco de dados, chamado Sistema Nacional de Armas (Sinarm) e controlado pela Polícia Federal (PF), reúne as armas da própria corporação e também as usadas pelas polícias civis dos estados, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, de órgãos como Ministério Público e Poder Judiciário, além daquelas compradas por qualquer cidadão que tenha direito a posse ou porte.

Neste sistema também houve aumento no número de registros ativos. Em 2017, eram 637.972 registros de armas de fogo ativos no Sinarm. Em 2019, este número passou para 1.056.670, um crescimento de 65,6%.

O Anuário não traz dados dos registros de armas registradas por CACs em cada estado do país, mas há números estaduais dos registros feitos no sistema da Polícia Federal.

A unidade da federação que teve o maior aumento nos registros foi o Distrito Federal, com um crescimento de 538% nos cadastros de posse ativos, que foi de 35.693 em 2017 para 227.940 em 2019.

Apesar do aumento na quantidade de armas registradas, as apreensões estão estáveis há alguns anos no país. Em algumas regiões, houve inclusive queda brusca na taxa de apreensões a cada 100 mil habitantes.

A mais acentuada ocorreu na região Centro-Oeste, que em 2016 era a campeã de apreensões no país, retirando de circulação 99 armas para cada cem mil habitantes. Em 2019, este número despencou para apenas 32,6 para cem mil habitantes, colocando a região como a que menos retira armas ilegais de circulação em todo o Brasil.

Para David Marques, coordenador no Fórum de Segurança Pública, é preciso que a sociedade cobre das forças de segurança mais controle do mercado ilegal de armas.

“A gente não pode achar natural que as policias apreendam menos armas num contexto em que temos mais armas em circulação. A gente tem que demandar, para que seja possível haver uma redução de homicídios, que a gente tenha policias nos estados preparadas para lidar com o mercado ilegal de armas, com mais investigação e inteligência”, afirma Marques.

A existência de dois sistemas diferentes para o registro de armas de fogo é alvo de críticas dos analisas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O pesquisador David Marques explica que os sistemas são “obsoletos” e não permitem comparações e análises que seriam necessárias para melhor controle da posse de armas no país.

O Anuário critica a existência de duas bases que, juntas, não dão conta de indicar exatamente quantos cidadãos brasileiros possuem armas de fogo legais no país – uma questão que especialistas em segurança pública tentam responder há anos.

“Os sistemas federais ainda não conseguem fornecer essa informação básica. Não ajuda a instabilidade jurídica promovida pelo sem-fim de decretos e alterações de portarias publicadas pelo Governo Federal a partir de janeiro de 2019”, avalia o advogado Ivan Marques, presidente da Organização Internacional Control Arms, no Anuário.

Uma determinação de 2004 prevê que o Exército promova a troca de informações com a Polícia Federal do seu cadastro de armas, mas a normativa ainda não é cumprida pela instituição. Em junho de 2019, um decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, reforçou a exigência e deu prazo de um ano para que o compartilhamento passasse a ser feito, mas também foi descumprido.

Segundo Ivan Marques, a criação de novos critérios e classificações faz com que fique difícil definir quais categorias, por lei ou norma infra legal, devem registrar sua arma nos bancos de dados oficiais.

G1

Sergio Moro sai em defesa de João Amoêdo

O ex-juiz federal da Lava Jato e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sergio Moro, defendeu neste domingo (18) o fundador do Partido Novo, João Amoêdo, que tem sido duramente criticado nas redes sociais.

Conforme noticiado pelo Conexão Política, Amoêdo realizou um comentário em torno da polêmica sobre a vacina contra a covid-19. Para ele, as pessoas que não tomarem o imunizante não poderiam frequentar espaços públicos.

“A vida em sociedade pressupõe liberdade com responsabilidade. Quem decide não tomar vacinas, que evitam doenças contagiosas, não deveria poder frequentar espaços públicos, ruas, hospitais e escolas. E sim, permanecer isolado até que todos os demais sejam vacinados”, escreveu o fundador do Partido Novo.

Após a repercussão negativa da publicação de Amoêdo, Moro publicou no Twitter que ‘é preciso respeitar as opiniões contrárias’ e que ‘tolerância é o cerne do liberalismo’.

“A opinião do João Amoêdo sobre vacina pode ser discutível, mas deve ser respeitada. É preciso respeitar as opiniões contrárias, sem ofensas. Temos que valorizar a liberdade de expressão. Tolerância é o cerne do liberalismo político e do espírito da democracia”, escreveu.

conexão política.

POLÍTICAConselheiro de Segurança Nacional dos EUA está a caminho do Brasil para fortalecer e expandir parcerias entre as duas nações

O Conselheiro de Segurança Nacional (CSN) dos EUA, Robert O’Brien, chega ao Brasil neste domingo (18). A visita do Embaixador O´Brien representa um marco adicional no produtivo diálogo entre os governos do Brasil e dos EUA em todas as áreas, em particular no campo econômico e na área de defesa e segurança.

“Os EUA e o Brasil são as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental e estamos orgulhosos de nossa cooperação econômica. Um forte comércio e investimento entre nossos dois países ajuda a todos nós”, escreveu o Embaixador O’Brien no Twitter.

 

Segundo o Embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, o Conselheiro de Segurança Nacional se encontrará com líderes econômicos e governamentais de todo o país para ressaltar a robusta relação bilateral entre os EUA e o Brasil, e a forte amizade entre o Presidente Donald Trump e o Presidente Jair Bolsonaro.

“Empresas americanas são a principal fonte de investimento estrangeiro direto no Brasil, com mais de 118 bilhões de dólares já investidos. As empresas americanas que estão no Brasil são, em maioria, lideradas por brasileiros, e criam empregos no país, beneficiando as comunidades. Esta visita complementa nosso trabalho diário para expandir este relacionamento econômico e trazer prosperidade e benefícios para ambos os países! #TrabalhandoJunto”escreveu o Embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman.

Além de representantes do CSN, também fazem parte da delegação da missão oficial do Embaixador O´Brien, o Vice-Representante de Comércio dos EUA, Michael Nemelka, a Presidente do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos da América, Kimberly Reed e a Diretora da Corporação de Desenvolvimento Financeiro dos Estados Unidos, Sabrina H. Teichman.

Na manhã do dia 19, o Embaixador O´Brien cumprirá agenda de natureza econômica e comercial na cidade de São Paulo. Na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o CSN terá um encontro com empresários brasileiros.

No mesmo dia, em Brasília, Robert O´Brien se reunirá com o Ministro da Economia, Paulo Guedes. À tarde, o Ministro de Estado das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, terá reunião e jantar de trabalho com o representante do governo americano. Na ocasião, serão discutidos assuntos bilaterais e se trocarão impressões sobre desafios regionais e internacionais.

No dia 20, o Embaixador O´Brien será recebido em audiência pelo Presidente Jair Bolsonaro no Planalto, e se reunirá com o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno, para discutir assuntos relacionados à defesa e à segurança nacional.

Conexão política.

Senado deve esperar decisão do STF sobre senador do dinheiro na cueca

O Senado deve aguardar a decisão do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) para se posicionar sobre o afastamento o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela PF (Polícia Federal) com dinheiro na cueca. A decisão foi do ministro do STF Luís Roberto Barroso, que pediu que o tema fosse analisado também pelo plenário.

O afastamento não agradou os senadores, que temem pelo precedente aberto. Mas há a ideia na Casa de que o plenário pode alterar a decisão. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), disse ao Poder360 que a Casa deve aguardar o julgamento: “Sobre o afastamento…Não sabemos qual será a decisão do plenário do Supremo.”

Paralelamente a isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve procurar nesta semana os senadores para debater como lidar com o caso.

A ideia seria costurar uma reação à decisão monocrática de Barroso que afastou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) do cargo por 90 dias.

O encontro ainda não foi oficialmente marcado por Alcolumbre, mas líderes já tratam como inevitável o debate. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse ao Poder360 que os senadores devem aproveitar a semana de esforço concentrado para debaterem o caso. A Casa realiza sabatinas de autoridades em sessões semipresenciais na próxima semana.

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (PSL-SP), que primeiramente disse que Barroso “extrapolou”, afirmou neste domingo (18.out) que o ministro poderia até ter decidido de forma mais dura contra o congressista.

“Eu acredito que sim [o Senado vai esperar], analisei hoje toda a decisão do ministro Barroso e conclui que ele ainda foi complacente pois tinha 1 conjunto probatório suficiente para a prisão preventiva ou até em flagrante delito com produto do peculato.”

O presidente do STF, Luiz Fux, decidiu na 6ª feira (16.out.2020) pautar a análise da ordem de afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) do mandato por 90 dias para 21 de outubro.

Na 6ª feira, Barroso pediu a Fux que levasse a decisão para ser analisada pelos demais ministros, embora reconheça que não precisaria ser referendado pelos colegas para dar andamento ao caso. Apesar disso, mesmo que a Corte considere o afastamento válido, Rodrigues só perderá o mandato temporariamente se o Senado aprovar.

ENTENDA A SITUAÇÃO

O senador Chico Rodrigues é investigado por supostos desvios de dinheiro. Na 4ª feira (14.out.2020), ele foi flagrado escondendo cerca de R$ 15.000, em dinheiro vivo, na cueca. Policiais Federais perceberam a situação, enquanto executavam 1 mandado de busca e apreensão contra o congressista.

Apesar do flagrante, Rodrigues não foi preso. Isso porque os policiais não tinham como afirmar que a quantia apreendida foi obtida a partir dos desvios investigados. Além disso, o congressista possui imunidade parlamentar e só pode ser preso caso seja alvo de 1 flagrante de crime hediondo.

Poder 360.

Eleições 2020: Brasil tem 147,9 milhões de eleitores aptos a votar

Mulher, com ensino médio e de 35 a 59 anos é o perfil majoritário do eleitor que votará nas eleições de 2020, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, 147.918.483 pessoas estão aptas a votar, um crescimento de 2,66% em relação às eleições municipais de 2016.

O contingente elegerá novos prefeitos e vereadores em 5.569 municípios em 15 de novembro. Não participam da votação neste ano os eleitores do Distrito Federal e de Fernando de Noronha, que não têm prefeito, e os brasileiros registrados no exterior, que só podem votar em trânsito nas eleições gerais a cada quatro anos.

Biometria

Por causa da pandemia de covid-19, a Justiça Eleitoral excluiu a biometria como meio de identificação nas eleições deste ano. Mesmo assim, a coleta dos dados biométricos continuou a aumentar em 2020. Em dezembro do ano passado, pouco mais de 113,5 milhões de pessoas tinham feito o procedimento, o equivalente a 76% do eleitorado. Em agosto deste ano, quando foi encerrado o registro para as eleições municipais, 117.594.975 pessoas estavam identificadas pela biometria, 79.5% do eleitorado.

Perfil

Na divisão por gêneros, as mulheres somam 77.649.569 eleitores (52,49%) do total. Os homens totalizam 70.228.457 eleitores (47,48%). Outras 40.457 pessoas não declararam o gênero, representando 0,03% do eleitorado. Um total de 9.985 pessoas usarão o nome social no título de eleitor, prática autorizada pela Justiça Eleitoral desde 2018.

Em relação ao grau de instrução, a maior parte dos eleitores informou ter o ensino médio completo, com 37.681.635 (25,47%) pessoas nessa condição. A faixa de menor escolaridade, com ensino fundamental incompleto, vem em segundo lugar, com 35.771.791 eleitores (24,18%), seguida pelo contingente com ensino médio incompleto, com 22.900.434 (15,48%). Somente 10,68% do eleitorado, que somam 15.800.520 pessoas, têm nível superior completo.

Um total de 1.158.234 eleitores se declararam com alguma deficiência em 2020. O número representa aumento de 93,58% na comparação com as 598.314 pessoas que haviam afirmado ter alguma limitação física em 2016. Segundo o TSE, o aumento não significa necessariamente alta na participação de pessoas com deficiência, porque as estatísticas se baseiam em autodeclarações do cidadão no momento do registro eleitoral.

Estados e municípios

Na comparação com 2016, o estado com maior incremento no eleitorado foi o Amazonas, cujo número de eleitores ativos subiu 7,88%, para 2.503.269. O único estado com redução no total de eleitores foi o Tocantins, com queda de 0,17% nos últimos quatro anos, de 1.037.063 para 1.035.289.

Maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem 33.565.294 eleitores aptos a votar em 2020, alta de 2,69% em relação a 2016. Na comparação por municípios, a capital paulista concentra o maior número de eleitores, com 8.986.687 no total.

O menor colégio eleitoral do país é Araguainha (MT), com 1.001 eleitores. A cidade, que estava nas mesmas condições na votação de 2016, havia perdido o posto para Serra da Saudade (MG) nas eleições gerais de 2018. Em 2020, o município recuperou o título. Também em Mato Grosso, o município de Boa Esperança do Norte escolherá prefeitos e vereadores pela primeira vez.

Voto facultativo

Nestas eleições, 14.538.651 pessoas têm a opção do voto facultativo, permitido a eleitores com 16 e 17 anos e a idosos a partir de 70 anos. Desse total, 1.030.563 são jovens, 8.784.004 têm entre 70 e 79 anos, e 4.658.495 têm entre 80 e 99 anos. Existem 65.589 idosos com mais de 100 anos aptos a votar em 2020.

Mais informações podem ser obtidas no censo do TSE com o perfil do eleitorado brasileiro em 2020. O tribunal compilou os principais dados neste documento. Também é possível acessar o Repositório de Dados Eleitorais (RDE), que permite baixar tabelas com todos os dados do eleitorado e fazer cruzamentos estatísticos.

Agência Brasil

Brasil registra 230 mortes por covid-19 em 24 horas; total vai a 153.905

 

 

Pium mostra força e abre as portas para Éder Queiroz e Ademir em uma grande movimentação política

 

O candidato a vereador Éder Queiroz fez um verdadeiro arrastão no litoral. Homens, mulheres e crianças ganharam as rua de pium, abriram suas casas para receber o filho da saudosa dona Hélia do mercadinho, que nessa campanha é o único representante do litoral. Éder caminhou rua por rua e ouviu as reivindicações da população. Na caminhada organizada, por Ademir, principal liderança da comunidade, deixou claro que o seu apoio a Éder, faz parte de um projeto de união e fortalece do litoral, visando uma conscientização para a importância de se ter no legislativo, um representante legítimo que conhece o dia do povo do litoral e mais do que isso o povo sabe onde encontrá-lo. Éder Queiroz se comprometeu a lutar para fortalecer o turismo, um dos maiores geradores de renda litoral, a trabalhar para assegurar uma legislação municipal capaz beneficiar os parnamirinenses, em especial aos que residem em Pium, Cotovelo e Pirangi. O filho de dona Hélia não nega forças para o trabalho, desde cedo aprendeu que tudo se constrói com trabalho e fé, Éder sabe como lutar por um litoral e uma Parnamirim melhor.

 

O senador Capitão Styvenson e Francisca do PH3 movimentam a política de Parnamirim sem nenhuma estrutura ou poluição sonora

 

A candidata Francisca Henrique do PH3 foi surpreendida com a presença do senador Capitão Styvenson, quando participava de entrevista na Liberdade FM, no programa Voz da liberdade. A candidata á prefeita, teve do presidente estadual do seu partido, podemos, a garantia de que ninguém atropelará o seu projeto de formar uma nova classe política com ética e sem uso de recursos públicos. O senador deu sua contribuição, fez duras críticas a classe e não poupou até o eleitor, quando o assunto era a responsabilidade de cada um na hora de votar. O Capitão Styvenson cobrou a aplicação dos recursos destinados à área da saúde, destacou que não aceitará como resposta apenas os relatórios e prometeu fazer pessoalmente uma fiscalização. O senador, considerando a audiência do programa a voz da liberdade, propôs um desafio, afirmando que se alguém encontrassse algum familiar seu, indicado por ele, ocupando qualquer cargo nas esferas municipal, estadual ou federal, ele renunciaria o mandato de senador. Styvenson disse ainda que se fosse para escolher entre o senado e a polícia militar, escolheria a PM. Ele enalteceu a candidatura da professora Francisca Henrique, revelou que antes de convidá-la para ser candidata a prefeita, fez um verdadeiro raio x na vida da empresária, que tem em seu currículo, uma passagem pela secretaria de educação na gestão do prefeito Taveira, mas que por não tido apoio para realizar as ações no primeiro ano de governo, solicitou a renúncia do cargo. O senador capitão Styvenson afirmou que não tem nenhum interesse de ser candidato a governador em 2022. No momento, sua vontade é poder aprovar a PEC que possibilitará seu retorno ao efetivo da PMRN. Depois dá entrevista, o capitão foi visitar algumas pessoas que queriam lhe conhecer pessoalmente e abriram suas casas para o senador.

Após fala de Doria, Bolsonaro diz que vacinação não será obrigatória

 

 

O presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina contra a Covid-19 vai ser fornecida pelo Ministério da Saúde, mas “sem impor ou tornar a vacinação obrigatória”.

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria, disse que a imunização seria obrigatória no estado.

Em post no Facebook, Bolsonaro não respondeu diretamente a Doria, mas citou duas leis para dizer que é o governo federal quem vai decidir sobre a obrigatoriedade da vacina:

 

O antagonista.

Covid-19: vacina será obrigatória em SP quando estiver disponível, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta 6ª feira (16.out.2020) que a vacina contra a covid-19 será obrigatória em todo o estado paulista, caso ela seja aprovada nos testes e tenha o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo Doria, apenas pessoas com atestado médico poderão ser liberadas de receber o imunizante.

“Em São Paulo a vacinação será obrigatória, exceto para quem tenha orientação médica e atestado médico de que não pode tomar a vacina. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, disse Doria, em entrevista coletiva em São Paulo.

O governador revelou que os testes com a vacina chinesa CoronaVac devem ser finalizados neste final de semana e os resultados desses testes deverão ser anunciados em coletiva à imprensa na 2ª feira (19.out.2020). Doria também disse que os resultados desses testes serão encaminhados nesse mesmo dia à Anvisa

Na 4ª feira (21.out.2020), Doria deve se reunir com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir sobre a possibilidade de distribuir a vacina nacionalmente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). No mesmo dia, o governador vai se reunir com o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

“O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina do Butantan para que outros estados brasileiros possam vacinar. São Paulo vai vacinar. Já garanti que os 45 milhões de brasileiros em São Paulo serão vacinados”, disse Doria.

TESTES

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo vai receber 46 milhões de doses da vacina até dezembro deste ano. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan .

 

A CoronaVac está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Nesta etapa, é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o coronavírus. Caso os testes de fase 3 comprovem que ela é uma vacina eficaz, a CoronaVac ainda vai precisar de uma aprovação da Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista prevê que o início da vacinação possa ocorrer a partir de 15 de dezembro deste ano.

O governador enfatizou que a vacina chinesa vem se mostrado segura, ou seja, os voluntários não apresentaram efeitos colaterais graves. “Até aqui, sem nenhuma colateralidade. Até aqui os testes da CoronaVac são positivos”, disse Doria.

Segundo o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, as duas primeiras fases de testagem da vacina também indicaram que sua eficácia é de cerca de 98%. Geralmente, para ser aprovada, uma vacina necessita minimamente ser 70% eficaz, mas a Anvisa estuda flexibilizar a aprovação da vacina se ela tiver ao menos 50% de eficácia.

“O Ministério da Saúde, neste momento, fala em número superior a 50%. Se tivermos eficácia superior a 50%, a vacina poderá ser aprovada pela Anvisa. Os estudos que temos até o momento, de fases 1 e 2, apontam para eficácia em torno de 98%. Não tenho acesso ainda aos testes de fase 3 no Brasil. Para comparação, a vacina para Influenza [gripe] tem eficácia em torno de 90%”, disse Gabbardo.

O coordenador disse crer que a CoronaVac preenche todos os requisitos elencados pelo Ministério da Saúde para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunização, tais como segurança, eficácia, prazo de desenvolvimento, produção em escala e preço razoável.

“Nós acreditamos que a vacina preenche todos os requisitos elencados pelo Ministério da Saúde para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações”, disse Gabbardo.

Poder 360.

Desemprego atinge 14,4%, maior taxa desde o início da pandemia

A taxa de desemprego ficou em 14,4% na 4ª semana de setembro. É o mais alto percentual desde o início da pandemia, de acordo com a Pnad Covid-19, divulgada nesta 6ª feira (16.out.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Na 1ª semana de maio, a taxa era de 10,5%.

O número de desempregados no Brasil chegou a 14 milhões. Na 3ª semana de setembro, eram 13,3 milhões de pessoas desocupadas. Eis a íntegra da pesquisa (286 KB).

ISOLAMENTO

 

O grupo de pessoas que ficou rigorosamente em isolamento social (31,6 milhões) diminuiu em 2,2 milhões, na comparação com a semana anterior.

Do mesmo modo, aumentou o número de pessoas que não adotaram nenhuma medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Esse contingente cresceu 937 mil em uma semana, chegando a 7,4 milhões de pessoas.

A maior parte da população economicamente ativa (86,7 milhões) diz ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continua saindo de casa ou recebendo visitas. O dado representa aumento de 1 milhão em relação à 3ª semana de setembro.

Quem ficou em casa e só saiu em razão de alguma necessidade soma 84,6 milhões. O número ficou praticamente estável em relação à semana anterior.

EDUCAÇÃO

A pesquisa também mostra que, na 4ª semana de setembro, dos 46,1 milhões de estudantes que estavam matriculados em escolas e universidades, 39,2 milhões (85%) tiveram alguma atividade. Outros 6,4 milhões (13,9%) não tiveram atividade. O restante estava de férias (1,1%).

O estudo aponta ainda que apenas 26,1 milhões (66,7%) tiveram atividades escolares durante 5 dias da semana. Outros 807 mil estudantes (2,1%) só tiveram atividades uma vez por semana.

Poder 360.

Paulo Guedes diz que não desistiu do imposto sobre transações digitais

Prefeitura de Parnamirim inicia testagem rápida para diagnóstico de sífilis

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim (SESAD) iniciou, na manhã desta sexta-feira (16), a testagem rápida para diagnóstico de sífilis. A Campanha tem a coordenação do Ministério da Saúde e elegeu Parnamirim como um dos municípios prioritários. A coleta está sendo realizada por meio de drive thru, no Serviço de Assistência Especializada (SAE), em Monte Castelo.

Vale ressaltar que todas as Unidades de Saúde (UBS) estão aptas a realizar o exame e dispõem de insumos para testagem. Entretanto, a intenção das campanhas é conscientizar a população e dar maior visibilidade à concentração de esforços, para combater com mais velocidade o problema.

A campanha acontecerá ao longo da semana e intensificará os serviços de testes rápidos de sífilis e demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No local, os profissionais alertam para os cuidados e entregam materiais preventivos como preservativos masculinos e femininos, além de lubrificantes.

De acordo coma SESAD, qualquer pessoa poderá realizar o exame desde esteja portando a Carteira de Identidade. A companha reforça a importância da testagem considerando o grande número de casos assintomáticos, principalmente nas gestantes, casos em que a ausência do diagnóstico pode causar danos irreversíveis ao bebê.

Assecom Parnamirim

Petrobras reduz preço da gasolina em 4% nas refinarias

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (15), redução de 4% no preço médio da gasolina vendida nas refinarias em todo o país. O novo valor vale a partir desta sexta-feira (16), na venda às distribuidoras. O diesel não teve o preço modificado.

“Desde janeiro de 2020, o preço médio da Petrobras acumula uma queda de 24,3% no preço do diesel vendido às distribuidoras e uma redução acumulada de 9,1% no caso da gasolina. Para se ter uma ideia, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,74 por litro após o reajuste. Entre julho e agosto, o preço médio da Petrobras correspondeu a cerca de 30% do preço final ao consumidor nos postos de combustíveis”, explicou a companhia em nota.

Os valores finais aos motoristas dependerão de cada posto, que acrescem impostos, taxas, custos com mão de obra e margem de lucro. Além disso, o mercado brasileiro é baseado na livre concorrência, fazendo com que cada empresa cobre o que achar melhor.

A Petrobras lembra também que a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo “A”, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo “A” misturados a biocombustíveis.

(ABr)