Bolsonaro: Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira, dia 7, que “acabou” com a Operação Lava Jato porque, segundo ele, “não tem mais corrupção no governo”. “Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”, completou, em cerimônia no Palácio do Planalto para anunciar um pacote de ações que simplificam procedimentos de registro de pilotos e aeronaves.

“É um orgulho dizer para essa nossa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. (…) Nós fazemos um governo de peito aberto e quando eu indico qualquer pessoa para qualquer local tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe por grande parte da mídia”, disse o presidente.

A declaração de Bolsonaro ocorre num momento em que ele é criticado por apoiadores da Lava Jato pela indicação do desembargador Kassio Nunes ao Supremo Tribunal Federal (STF) – nome que foi chancelado por integrantes do Centrão, os ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli e parlamentares contrários à Lava Jato.

A fala também foi dita no mesmo dia em que a Lava Jato deflagrou a 76ª fase da operação, que mira um esquema de corrupção na venda compra de combustível para navios da Petrobras. No endereço de um dos alvos, a Polícia Federal encontrou quase 3 milhões de reais em dinheiro vivo.

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Setembro foi o mês mais quente do mundo na história, aponta estudo europeu

O mês de setembro de 2020 foi o mais quente na história, de acordo com o C3S (Copernicus Climate Change), um centro europeu de pesquisas. O instituto levou em consideração temperaturas do mundo todo na análise.

No Brasil, as temperaturas altas influenciaram nas queimadas da Amazônia e do Pantanal, de acordo com o C3S. O calor também quebrou recordes no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. A capital paulista teve o mês mais quente da história, segundo dados do Inment (Instituto Nacional de Meteorologia). E existe a tendência de mais calor nos próximos dias, com possibilidade de termos a maior temperatura já registrada no Brasil.

As temperaturas elevadas de setembro também deixaram marcas no resto do planeta. O C3S apontou que isso contribuiu para incêndios em regiões como Sibéria (Rússia) e Califórnia (EUA).

O calor deve seguir forte na maior parte das regiões do planeta. Então o C3S aponta que 2020 pode se tornar o ano mais quente já registrado por cientistas, superando o nível de 2016.

O C3S também constatou o maior derretimento do gelo marinho no Ártico desde setembro de 2012. Esse período é tradicionalmente aquele em que o gelo da região atinge a extensão mínima.

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