Papa Francisco ainda não se pronunciou sobre as igrejas incendiadas no Chile

Conforme noticiou o Conexão Política, a Igreja da Assunção, em Santiago, no Chile, foi completamente incendiada após uma série de ataques provocados por grupos encapuzados em meio a uma grande onda de vândalos em ato pelo primeiro aniversário do início dos protestos sociais no país.

A igreja foi o segundo templo a ser atacado no domingo (18) em protestos violentos em Santiago.

Quando a estrutura religiosa começou a despedaçar com chamas de fogo, os manifestantes comemoraram.

“Deixa cair, deixa cair”, gritaram os encapuzados, que celebravam o ataque.

Segundo a imprensa local, 580 pessoas já foram detidas, sendo 287 delas apenas na região metropolitana.

O silêncio ensurdecedor

Até o momento (13h50, horário de Brasília, de 19 de outubro), o Papa Francisco ainda não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.

Vale frisar que o líder religioso constantemente comenta sobre diversos temas, inclusive questões relacionadas ao Brasil.

Mas o silêncio, até então, segue gerando uma onda de repúdio nas redes sociais.

Rodrigo Constantino, jornalista e analista político, foi um dos que se manifestaram sobre a ausência de um pronunciamento do líder religioso.

“Se esse Papa argentino com viés ‘progressista’ não se manifestar com veemência contra vagabundos anarquistas queimando igrejas no Chile, podemos pensar em impeachment ou é sonhar muito? Volta, Ratzinger!”, afirmou.

Davy Albuquerque, colunista do Conexão Política, também comentou sobre o assunto.

“O silêncio do Papa Francisco sobre as duas igrejas chilenas que foram queimadas por esquerdistas é ensurdecedor”, escreveu Davy.

Conexão política.

 

STF vai decidir se vacinação contra covid-19 será obrigatória

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu, nesta 6ª feira (23.out.2020), que vai levar diretamente ao plenário 3 ações que discutem a realização obrigatória de vacinação e outras medidas profiláticas no combate à pandemia de covid-19.

Relator das ações, Lewandowski aplicou o chamado rito abreviado, que permite o exame do caso diretamente pelo colegiado da Corte. Com isso, abriu mão de emitir uma decisão individual sobre o tema.

Eis a íntegra dos das decisões sobre ação 1 (90KB), movida pelo PTB; ação 2 (73 KB), movida pela Rede Sustentabilidade; ação 3 (88 KB), movida pelo PDT.

O ministro afirmou que o debate em plenário é necessário diante da “importância da matéria e [da] emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus”.

Ele pediu informações à Presidência da República, à AGU (Advocacia Geral da União) e à PGR (Procuradoria Geral da República). Ainda não há data marcada para o julgamento, que só deve ser realizado depois ocorrer das manifestações solicitadas pelo ministro.

 

Atualmente, o Supremo reúne 4 ações que questionam questões relacionadas à vacinação contra o novo coronavírus. Em uma delas, o PDT pediu que o Supremo conceda autonomia para os governos estaduais decidirem a obrigatoriedade da vacinação. Já o PTB pediu que a vacina não seja obrigatória, considerando que os efeitos a curto, médio e longo prazo da vacina são desconhecidos.

Em ação outra, a Rede Sustentabilidade pede para que o presidente Jair Bolsonaro assine o protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac.

Já os partidos de oposição (Psol, Cidadania, PT, PSB e PC do B) pediram que o Supremo mande o Executivo apresentar em até 30 dias quais os planos e o programa do governo relativos à vacina e medicamentos contra a covid-19, além de ações previstas de pesquisa, tratativas, protocolos de intenção ou de entendimentos.

As ações foram protocoladas depois embate em torno da vacina. Na última 3ª feira (20.out.2020), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou 1 acordo para aquisição da da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. No entanto, no dia seguinte, Bolsonaro (sem partido) descartou a compra pelo governo até que haja comprovação de eficácia.

Mais cedo, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, afirmou que deve haver uma “judicialização” dos critérios a serem adotados para a vacinação contra a covid-19. Para Fux, a Corte Suprema será chamada a decidir sobre temas como liberdade individual e requisitos para a imunização.

“O Supremo teve que decidir Código Florestal. Quem entende de Código Florestal no Supremo? Ninguém foi formado nisso. Idade escolar, quem entende de pedagogia ali? Questões médicas…”, disse o ministro.

Poder 360.

Justiça determina volta às aulas nas escolas públicas de Brasília

A Justiça determinou que o governo do Distrito Federal elabore um plano para que as aulas presenciais na rede pública voltem em no máximo 20 dias.

O pedido foi feito pelo Ministério Público e abrange creches e escolas dos ensinos infantil, fundamental e médio.

Na decisão, o juiz da Vara da Infância e da Juventude Renato Scussel afirmou que a Constituição confere “absoluta prioridade” de acesso à educação a crianças e adolescentes.
“Afigura-se público e notório que as escolas particulares já foram reabertas e retornaram às suas atividades bem como o comércio, os locais de cultos religiosos e há autorização para a realização de espetáculos públicos, não sendo justo e nem tampouco lícito que, num país carente de educação, as crianças e adolescentes que utilizam o sistema público de ensino sejam tolhidos no seu direito precípuo de educação”, escreveu.
O antagonista.