Após fala de Doria, Bolsonaro diz que vacinação não será obrigatória

 

 

O presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina contra a Covid-19 vai ser fornecida pelo Ministério da Saúde, mas “sem impor ou tornar a vacinação obrigatória”.

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria, disse que a imunização seria obrigatória no estado.

Em post no Facebook, Bolsonaro não respondeu diretamente a Doria, mas citou duas leis para dizer que é o governo federal quem vai decidir sobre a obrigatoriedade da vacina:

 

O antagonista.

Covid-19: vacina será obrigatória em SP quando estiver disponível, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta 6ª feira (16.out.2020) que a vacina contra a covid-19 será obrigatória em todo o estado paulista, caso ela seja aprovada nos testes e tenha o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo Doria, apenas pessoas com atestado médico poderão ser liberadas de receber o imunizante.

“Em São Paulo a vacinação será obrigatória, exceto para quem tenha orientação médica e atestado médico de que não pode tomar a vacina. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, disse Doria, em entrevista coletiva em São Paulo.

O governador revelou que os testes com a vacina chinesa CoronaVac devem ser finalizados neste final de semana e os resultados desses testes deverão ser anunciados em coletiva à imprensa na 2ª feira (19.out.2020). Doria também disse que os resultados desses testes serão encaminhados nesse mesmo dia à Anvisa

Na 4ª feira (21.out.2020), Doria deve se reunir com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir sobre a possibilidade de distribuir a vacina nacionalmente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). No mesmo dia, o governador vai se reunir com o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

“O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina do Butantan para que outros estados brasileiros possam vacinar. São Paulo vai vacinar. Já garanti que os 45 milhões de brasileiros em São Paulo serão vacinados”, disse Doria.

TESTES

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo vai receber 46 milhões de doses da vacina até dezembro deste ano. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan .

 

A CoronaVac está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Nesta etapa, é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o coronavírus. Caso os testes de fase 3 comprovem que ela é uma vacina eficaz, a CoronaVac ainda vai precisar de uma aprovação da Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista prevê que o início da vacinação possa ocorrer a partir de 15 de dezembro deste ano.

O governador enfatizou que a vacina chinesa vem se mostrado segura, ou seja, os voluntários não apresentaram efeitos colaterais graves. “Até aqui, sem nenhuma colateralidade. Até aqui os testes da CoronaVac são positivos”, disse Doria.

Segundo o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, as duas primeiras fases de testagem da vacina também indicaram que sua eficácia é de cerca de 98%. Geralmente, para ser aprovada, uma vacina necessita minimamente ser 70% eficaz, mas a Anvisa estuda flexibilizar a aprovação da vacina se ela tiver ao menos 50% de eficácia.

“O Ministério da Saúde, neste momento, fala em número superior a 50%. Se tivermos eficácia superior a 50%, a vacina poderá ser aprovada pela Anvisa. Os estudos que temos até o momento, de fases 1 e 2, apontam para eficácia em torno de 98%. Não tenho acesso ainda aos testes de fase 3 no Brasil. Para comparação, a vacina para Influenza [gripe] tem eficácia em torno de 90%”, disse Gabbardo.

O coordenador disse crer que a CoronaVac preenche todos os requisitos elencados pelo Ministério da Saúde para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunização, tais como segurança, eficácia, prazo de desenvolvimento, produção em escala e preço razoável.

“Nós acreditamos que a vacina preenche todos os requisitos elencados pelo Ministério da Saúde para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações”, disse Gabbardo.

Poder 360.

Desemprego atinge 14,4%, maior taxa desde o início da pandemia

A taxa de desemprego ficou em 14,4% na 4ª semana de setembro. É o mais alto percentual desde o início da pandemia, de acordo com a Pnad Covid-19, divulgada nesta 6ª feira (16.out.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Na 1ª semana de maio, a taxa era de 10,5%.

O número de desempregados no Brasil chegou a 14 milhões. Na 3ª semana de setembro, eram 13,3 milhões de pessoas desocupadas. Eis a íntegra da pesquisa (286 KB).

ISOLAMENTO

 

O grupo de pessoas que ficou rigorosamente em isolamento social (31,6 milhões) diminuiu em 2,2 milhões, na comparação com a semana anterior.

Do mesmo modo, aumentou o número de pessoas que não adotaram nenhuma medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Esse contingente cresceu 937 mil em uma semana, chegando a 7,4 milhões de pessoas.

A maior parte da população economicamente ativa (86,7 milhões) diz ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continua saindo de casa ou recebendo visitas. O dado representa aumento de 1 milhão em relação à 3ª semana de setembro.

Quem ficou em casa e só saiu em razão de alguma necessidade soma 84,6 milhões. O número ficou praticamente estável em relação à semana anterior.

EDUCAÇÃO

A pesquisa também mostra que, na 4ª semana de setembro, dos 46,1 milhões de estudantes que estavam matriculados em escolas e universidades, 39,2 milhões (85%) tiveram alguma atividade. Outros 6,4 milhões (13,9%) não tiveram atividade. O restante estava de férias (1,1%).

O estudo aponta ainda que apenas 26,1 milhões (66,7%) tiveram atividades escolares durante 5 dias da semana. Outros 807 mil estudantes (2,1%) só tiveram atividades uma vez por semana.

Poder 360.

Paulo Guedes diz que não desistiu do imposto sobre transações digitais