A partir de segunda, mulheres poderão denunciar agressores pelo WhatsApp

Foto: Jorge William/Agência O Globo

O Disque 100 e o Ligue 180 chegaram ao WhatsApp. A ferramenta de mensagens instantâneas agora também poderá ser utilizada como mais uma plataforma para denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher aos canais de atendimento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Para utilizar o serviço no novo canal, basta enviar uma mensagem para o número que passará a ser divulgado pelo governo na semana que vem. Após resposta automática, ele será atendido por uma pessoa da equipe da central única dos serviços. A denúncia recebida será analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos.

Para Damares Alves, a ampliação das plataformas do Disque 100 e do Ligue 180 vai assegurar o atendimento efetivo a todos. “Os violadores de direitos humanos se modernizaram. O mesmo ocorreu com nossos canais de atendimento”, afirma a ministra.

Veja

A estratégia do governo para cooptar Maia e eleger um aliado na Câmara

Há quatro meses, um influente ministro de Jair Bolsonaro procurou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com uma proposta inimaginável para quem acompanhava a cena política àquela altura. Ele perguntou se o deputado aceitaria passar uma borracha nas rusgas colecionadas com o presidente da República, e nos ataques que sofria das hostes bolsonaristas nas redes sociais, para assumir um ministério de peso. Ou seja: se toparia trocar o papel de adversário público e notório pelo de aliado do governo. Maia, que há tempos trabalha pela construção de uma candidatura de centro capaz de rivalizar com Bolsonaro na próxima corrida presidencial, recusou o convite, mas o assunto não foi esquecido. Numa tentativa de reduzir a influência do parlamentar na eleição para o comando da Câmara e garantir a vitória de um aliado no pleito, marcado para fevereiro, auxiliares do presidente retomaram o projeto, que ganhou tração depois que o próprio deputado rechaçou num evento com investidores a possibilidade de disputar um novo mandato à frente da Casa.

Pela Constituição, tanto Maia quanto Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do Senado, não podem concorrer à renovação de seus cargos, mas há uma ofensiva para que o Judiciário garanta a ambos o direito de tentar a recondução. Mesmo que o assunto esteja de fato encerrado para Maia, o deputado é considerado um ator importante na sucessão. O temor do governo é que um nome apadrinhado por ele vença na Câmara o candidato escolhido pelo presidente. Por isso, a tentativa de cooptá-lo com um cargo voltou à mesa de negociação. Oficialmente, em nome da harmonia e da independência entre os poderes, o governo não se envolve em eleições no Legislativo. Na prática, Bolsonaro considera prioridade número 1 conquistar a chefia da Câmara. Os motivos são compreensíveis. Cabe ao presidente da Casa definir a pauta de votações, o que é decisivo para o futuro das reformas que precisam ser feitas, instalar comissões parlamentares de inquérito e, (por último, mas não menos importante) decidir sobre pedidos de impeachment.

Além da oferta de uma cadeira na Esplanada dos Ministérios, governistas falam em oferecer uma embaixada a Maia. Seria uma forma de agradar-lhe, mas mantendo-o convenientemente a distância. Outro canto de sereia que chegou a ser entoado prega a possibilidade de o parlamentar ser o vice na chapa à reeleição de Bolsonaro. “Essa seria uma espetacular obra de engenharia política para o Brasil”, diz um influente congressista que goza da intimidade de Rodrigo Maia e que recentemente se juntou à corte de Jair Bolsonaro. Essa proposta, porém, é levada tão a sério quanto uma nota de 3 reais. Desde o início do seu mandato, Bolsonaro considera Maia um adversário, que usaria o seu cargo para desestabilizar o governo e pavimentar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, João Doria, numa chapa formada pelos antigos parceiros PSDB e DEM. Quando o presidente participou de um ato que pregava o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), Maia e o ministro do STF Gilmar Mendes se reuniram na residência oficial do presidente da Câmara. A aliados, naquele modo delirante que às vezes assume, Bolsonaro disse ter certeza de que o encontro serviu para discutir a sua derrubada.

Apesar do recente armistício com o governo e de ter saído da alça de mira do bolsonarismo nas redes sociais, Maia ainda trabalha para que um candidato seu vença a disputa na Câmara. O deputado costuma andar acompanhado do líder do MDB na Casa, Baleia Rossi, postulante ao cargo. Também mantém boa relação com Aguinaldo Ribeiro, que sonha com uma candidatura dita independente pelo PP. A colegas, Maia já admitiu que ficaria por mais um mandato se houvesse unanimidade em torno de sua reeleição — e essa unanimidade resultasse na aprovação de uma mudança na Constituição que permitisse a sua candidatura. A chance de isso ocorrer é praticamente nula. Mesmo se ocorresse, ele jura, em público, que pensaria duas vezes antes de abraçar a oportunidade, porque uma nova reeleição poderia arranhar a sua imagem. “O Fernando Henrique Cardoso ficou com uma marca. Como a gente fala muito em democracia e em alternância de poder, não é uma construção simples”, costuma alegar.

Líder do notório Centrão, que agora faz as vezes de base governista no Congresso, o deputado Arthur Lira (PP-AL) circula como o principal candidato de Bolsonaro. A cada semana, ele participa de reuniões com empresários e investidores para convencê-los de que, se assumir a função, se dedicará a dar andamento às reformas estruturantes e proteger as contas públicas. Lira tem prometido aos colegas usar o cargo para fortalecê-los politicamente, seja distribuindo poder a eles, seja trabalhando para que as demandas de cada parlamentar sejam atendidas pelo governo. Detalhe: Lira tem fama de bom pagador de promessas, daqueles que cumprem o que dizem. Como não custa nada tentar, ele ensaia também uma aproximação com os partidos de esquerda, que têm mais de 100 dos 513 deputados. Trata-se de uma tentativa de costura de um grande acordo entre antigos conhecidos, já que o PP foi da base de apoio de Dilma Rousseff antes de embarcar no impeachment e na aliança governista de Michel Temer. Até aqui, os esquerdistas torcem o nariz para o pupilo do presidente. O fato é que o futuro comandante da Câmara pode servir de âncora da estabilidade política ou o contrário. Bolsonaro, que é candidato à reeleição, sabe muito bem disso. Maia também.

Veja

Em reunião com o Governo do RN, Azul Viagens anuncia aumento de voos para Natal

Encerrando a agenda de reuniões na capital paulista, com foco no incremento à retomada da atividade turística no Rio Grande do Norte, a equipe de governo liderada pela governadora Fátima Bezerra reuniu-se na quinta-feira (22) com a Azul Linhas Aéreas. Na ocasião a chefe do executivo estadual foi recebida pelo CEO da companhia, John Rodgerson, que anunciou o incremento na oferta de voos para o Rio Grande do Norte. A Azul representa, hoje, 16% da oferta de assentos no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves.

A Azul Linha Aéreas anunciou o retorno de voos regulares para o Rio Grande do Norte vindos de Campinas-SP e Belo Horizonte-MG, que são dois grandes polos emissores de turistas para o estado, além de melhorar substancialmente a conectividade com as regiões Sul e Sudeste. A governadora Fátima reforçou junto à diretoria da companhia, a importância da manutenção dessas operações após o período de alta temporada, devido ao papel estratégico que  representam para o turismo. Também foi confirmado o aumento da frequência com o aeroporto de Recife-PE que atingirá o número de cinco voos diários, a partir de novembro.

“O turismo é uma das principais atividades econômicas do RN. E notícias como essa que recebemos da Azul, que vai aumentar o número de voos para o nosso estado, nos deixa satisfeitos enquanto Governo. Não medimos esforços para criar medidas para mitigar os impactos causados pela pandemia e estamos aqui dialogando com as empresas para trilharmos juntos um caminho seguro nesta retomada”, destacou a governadora Fátima Bezerra.

O retorno das atividades da companhia no aeroporto de Mossoró também foi um dos temas abordados na reunião. Governo e Azul firmaram um compromisso de realizar uma força-tarefa com o objetivo de solucionar os entraves para possibilitar a retomada brevemente. A governadora Fátima pleiteou a criação de uma nova rota ligando Mossoró, Natal e Recife.

Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Maria da Costa, as reuniões ocorridas de 20 a 22 na capital paulista confirmam a excelente expectativa para a alta temporada. “A agenda em São Paulo foi muito positiva, o plano de retomada do turismo construído pelo Governo do RN, através da Setur/Emprotur em parceria com a Fecomércio através do SENAC, Sebrae, entidades do trade turístico e municípios , está promovendo esse ambiente favorável ao desenvolvimento do setor. Agora é hora de intensificar cada vez mais a promoção e divulgação do destino para manter esta malha aérea crescente”, ressaltou.

Durante a reunião, a operadora Azul Viagens anunciou a volta da comercialização de voos dedicados, que são aqueles que não compõem o cardápio de ofertas da malha regular, e o início das operações em novembro deste ano. Os voos adicionais trazem passageiros de Goiânia-GO, Guarulhos-SP, Uberlândia-MG e Ribeirão Preto-SP, importantes mercados emissores para o Rio Grande do Norte.

Além dos já citados, participaram da reunião os secretários Estado Carlos Eduardo Xavier (Tributação), Guia Dantas (Comunicação), Bruno Reis (diretor-presidente da Emprotur), a assessora especial do Gabinete Civil, Luciana Daltro e o gerente de negócios Aéreos da Inframerica, Roberto de Oliveira Luiz.

ASSECOM/RN

Dia D da vacinação antirrábica acontece neste sábado (24) em Parnamirim

Foto: Divulgação

Mais de 49 postos de imunização serão disponibilizados durante o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica. A ação é da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Cães e gatos a partir de três meses de idade deverão ser protegidos contra a raiva, doença infecciosa viral aguda, que acomete animais mamíferos e pode ser transmitida ao homem.

A vacinação está ocorrendo desde 25 de julho e já imunizou, até o momento, cerca de 11 mil animais, o que equivale a 37% do total registrado no município. O Dia D acontece para potencializar a ação e ofertar vários outros pontos de vacinação à população.

De acordo com a SESAD, animais que estão doentes, prenhes ou amamentando não devem ser vacinados. Neste caso, os donos podem procurar o CCZ, de segunda a sexta, para mais informações. Vale lembrar que a vacinação está disponível ao longo de todo o ano.

Os horários serão das 8h às 15h nos pontos abaixo:

CENTRO 

-Farmácia Santa Fé (próximo ao Mercado)

BOA ESPERANÇA

-Escola Municipal Professor Homero de Oliveira Dantas

JARDIM PLANALTO

-Cajupiranga Rações

-Escola Municipal Professora Neilza Gomes de Figueiredo

LIBERDADE 

-Lima Rações

-Unidade de Saúde

CAJUPIRANGA

-Centro de Controle de Zoonoses

-Pet Shop Cães e Gatos

COHABINAL

-Cohabinal Rações

VALE DO SOL

-Escola Municipal Professora Enedina Eduardo do Nascimento

-Escola Municipal Historiador Hélio Mamede Galvão

-Piauí Rações

-Shopping do Criador

NOVA ESPERANÇA 

-Escola Municipal Eulina Augusta de Almeida

-Prime Rações

-Pet Shop Bitinha

-UBS Santa Julia

SANTA TEREZA 

-Escola Municipal Professor Jussier Santos

ROSA DOS VENTOS

-UBS CAIC

-Sertão Rações

-Angra’s Pet

BELA PARNAMIRIM 

-Fedora Rações

-Escola Municipal Maria Fernandes Saraiva

SANTOS REIS

-Real Rações

-P.A. Almoxarifado

PASSAGEM DE AREIA

-Unidade de Saúde II

-RR Rações

VIDA NOVA

-Pet Shop Perimetral

JOCKEY CLUB

-UBS Jockey Club

MONTE CASTELO 

-Escola Municipal Francisca Fernandes da Rocha

-Unidade de Saúde

PARQUE DE EXPOSIÇÃO I 

-Unidade de Saúde

PARQUE DE EXPOSIÇÃO II 

-Escola Municipal Eva Lúcia Bezerra de Souza

EMAÚS 

-UBS Professor Clóvis Gonçalves

PARQUE INDUSTRIAL

-Escola Municipal Administrador Josafá Sisino Machado

-Farmácia Santa Fé

PARQUE DAS ORQUÍDEAS

-Unidade de Saúde

PARQUE DO PITIMBÚ

-Nordestão Maria Lacerda

-Unidade de Saúde João Dias

NOVA PARNAMIRIM 

-Escola Municipal Poeta Luiz Carlos Guimarães

-Patati Patatá Pet Shop

-Pet Shop Rações

-UBS Suzete Cavalcante

-Pet Salon

COOPHAB

-Unidade de Saúde

PARQUE DAS ÁRVORES 

-Mercadinho Dona Marileide

PIUM

-Campo de Pium

-Casar Rações

PIRANGI DO NORTE 

-Secretaria do Litoral

Secom Parnamirim

Confiança do Consumidor tem primeira queda desde maio

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor brasileiro (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1 ponto na passagem de setembro para outubro e atingiu 82,4 pontos, em uma escala de zero a 200. Com isso, o indicador interrompeu uma sequência de cinco altas iniciada em maio deste ano.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos consumidores no presente, recuou 0,2 ponto e atingiu 72,4 pontos. O componente que teve maior queda foi a situação das finanças familiares, que cedeu 0,5 ponto.

O Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e passou 90,2 pontos. O ímpeto de compras de bens duráveis para os próximos meses teve queda de 1,4 ponto.

“Há ainda bastante incerteza com relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica, já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e renda. Diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis, continuam menos confiantes que os demais. A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da covid-19, motivando uma postura muito cautelosa, que deve persistir enquanto não houver uma solução para a crise sanitária”, disse Viviane Seda Bittencourt,  pesquisadora da FGV.

Agência Brasil

Anticorpos contra covid-19 duram pelo menos sete meses, mostra estudo

Foto: LMMV/IOC/Fiocruz

Uma das questões que mais tem suscitado interesse e investigação por parte da comunidade científica, desde o início da pandemia, é perceber se os organismos de doentes com covid-19 são capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. Agora, um novo estudo norte-americano revelou que os anticorpos, que protegem o organismo de ser infectado com o novo coronavírus, podem ter uma duração de até sete meses.

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acompanharam durante meses cerca de 6 mil pacientes infectados com o novo coronavírus e descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por um período de, no mínimo, cinco a sete meses.

Recentemente, foram confirmados casos de pessoas reinfectadas que, de acordo com o jornal espanhol El País, apresentaram sintomas mais graves quando ficaram doentes com covid-19 pela segunda vez – exemplos que suscitam duvidas à comunidade científica quando se fala em imunidade.

Ao longo dos últimos meses foram divulgados diversos estudos que mostravam que os anticorpos – proteínas do sistema imunitário que evitam que o vírus infecte as células do organismo – contra o novo coronavírus iam diminuindo passados alguns meses após a infecção, principalmente em pessoas que apresentaram sintomas ligeiros.

As teorias são várias e as dúvidas ainda mais. Mas a questão mantém-se: as pessoas ficam protegidas após a primeira infeção?

O estudo norte-americano, divulgado na terça-feira (20) na publicação científica Immunity, e considerado um dos maiores realizados até agora, por ter analisado cerca de 6 mil pessoas, indica que sim: quem já esteve infectado com o novo coronavírus pode ter imunidade até, pelo menos, sete meses.

“O nosso estudo mostra que é possível gerar uma imunidade duradoura contra esse vírus”, explicou ao jornal espanhol Deepta Bhattacharya, pesquisador da Universidade do Arizona e coautor do trabalho.

“Nas infeções moderadas que analisamos, a resposta de anticorpos parece bastante convencional. Os níveis dessas proteínas sobem primeiro, depois caem e no fim acabam por estabilizar”, continuou. E quanto às reinfecções, o investigador explica que pode acontecer mas que são casos “excepcionais”.

Quando um vírus infecta o corpo, o sistema imunológico produz células plasmáticas de curta duração, que produzem anticorpos para combater imediatamente o agente patogênico. Esses anticorpos aparecem no sangue, normalmente, até 14 dias após a infecção e, segundo o autor do estudo, alguns deles “são muito sofisticados”, podendo memorizar um patogênico para sempre e desenvolver armas moleculares para o destruir, incluindo diferentes tipos de anticorpos de elevada potência.

Estudo

O estudo norte-americano resultou de uma campanha de testes que envolveu 30 mil pessoas. Os investigadores, no entanto, analisaram e acompanharam 5.882 dessas pessoas, estudando a produção de anticorpos neutralizantes em mais de mil.

A prevalência de infeções é baixa, contando apenas com cerca de 200 pessoas que transmitiram o vírus e produziram anticorpos neutralizantes, explicou Bhattacharya.

“Se os anticorpos fornecem proteção duradoura contra o novo coronavírus tem sido uma das perguntas mais difíceis de responder, essa investigação não só nos deu a capacidade de testar com precisão os anticorpos contra a covid-19, mas também o conhecimento de que a imunidade duradoura é uma realidade”.

Ao analisar o sangue de voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus, os cientistas descobriram que os anticorpos estavam presentes em níveis viáveis ​​por um período de, pelo menos, cinco a sete meses. Contudo, o máximo que a equipe conseguiu voltar atrás no tempo, para ver a duração dos anticorpos foi precisamente sete meses, uma vez que a epidemia chegou relativamente mais tarde ao Arizona.

“Só conseguimos testar seis pessoas que foram infectadas há cerca de sete meses, mas temos muitas outras infectadas há três, quatro, cinco meses”, disse o pesquisador. “Não temos uma bola de cristal para saber quanto tempo os anticorpos duram, mas com base no que sabemos sobre outros coronavírus, esperamos que a resposta imunológica seja mantida durante pelo menos sete meses, e provavelmente por muito mais tempo”.

“Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus da Sars, que é o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda conseguem estar imunes 17 anos após a infecção”, acrescentou Bhattacharya. “Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável qualquer período muito mais curto [do que isso].”

Agência Brasil

Prévia da inflação tem maior alta para outubro desde 1995: 0,94%

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, teve alta de 0,94% neste mês. Esta é a maior taxa para um mês de outubro desde 1995, quando havia ficado em 1,34%. A taxa também é superior à de setembro deste ano (0,45%).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 2,31% no ano e 3,52% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo de despesas que mais influenciou a prévia da inflação em outubro foi alimentação e bebidas, que registrou alta de preços de 2,24%. Entre os produtos que apresentaram inflação no período: carnes (4,83%), óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%), tomate (14,25%) e leite longa vida (4,26%).

Os transportes, com taxa de 1,34%, também tiveram grande impacto na inflação, devido à alta de preços de itens como passagens aéreas (39,90%), gasolina (0,85%) e seguro voluntário de veículos (2,46%).

Também tiveram altas de preços os artigos de residência (1,41%), vestuário (0,84%), habitação (0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,28%), comunicação (0,23%) e despesas pessoais (0,14%).

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi educação (-0,02%).

Agência Brasil

Preso ataca Abdelmassih em hospital penitenciário

Um preso que teve a irmã estuprada atacou hoje, no hospital penitenciário, o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar das pacientes.

“Quando soube que Roger estava na mesma ala do hospital penitenciário, ele invadiu o quarto, pulou sobre Roger e o atacou com as mãos”, narrou à TV Nivaldo Restivo, secretário da Administração Penitenciária.

O advogado de Abdelmassih, Evandro Cordeiro, disse que ele passa bem e continua internado no mesmo hospital. Exame de corpo de delito não apontou nenhuma lesão.

O antagonista.

68% das indústrias relatam dificuldade para obter matéria prima, diz CNI

Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 68% das empresas do ramo industrial está com alguma dificuldade para obter matérias primas ou insumos no mercado brasileiro. No mercado externo, essa parcela é de 56%.

São 44% as empresas que disseram estar com dificuldades para atender clientes. Nesse universo, 47% afirmaram que é por falta de estoque. Outros 38% dizem que não conseguem aumentar a produção, sendo que 76% dessas empresas reclamam da falta de insumos ou matéria prima.

|reprodução/CNI

reprodução/CNI

reprodução/CNI

“Com a vigorosa e inesperada recuperação dos meses seguintes [aos efeitos mais agudos da pandemia], a indústria se viu diante de um descompasso entre a oferta e demanda de insumos”, diz o estudo. Leia a íntegra (2Mb).

A dificuldade para obter matéria prima varia de acordo com o porte da empresa, como mostram os gráficos a seguir:

reprodução/CNI

reprodução/CNI

Entre as indústrias que afirmaram que estão com dificuldades para adquirir insumos, 55% disseram que devem conseguir normalizar o atendimento aos clientes somente a partir de 2021.

reprodução/CNI

De acordo com 82% das empresas consultadas pela CNI, os insumos e matérias primas ficaram mais caros no 3ª trimestre de 2020 em relação ao anterior.

reprodução/CNI

A sondagem foi realizada de 1 a 14 de outubro de 2020. Foram ouvidas 1.855 empresas, sendo 728 de pequeno porte, 664 médias e 463 grandes. O levantamento considerou 27 setores.

Poder 360.

Ministério da Infraestrutura prepara lista de obras a serem feitas até 2050

Rio Verde (GO) – Obras de implantação do Polo de Cargas do Sudoeste de Goiás da Ferrovia Norte-Sul, trecho Rio Verde-Santa Helena de Goiás (Beth Santos/Secretaria-Geral da PR)

Após décadas de estagnação, o transporte ferroviário no Brasil voltará a ser foco de investimentos e ganhará mais espaço na distribuição de insumos e mercadorias dentro do modelo logístico nacional, segundo informou o secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, em entrevista à Agência Brasil.

Adequado ao transporte de cargas de grande volume, como minério e produtos agrícolas, o transporte ferroviário é visto como extremamente competitivo e adaptável a todas as regiões do Brasil. Ambientalmente equilibrados, os trens de carga são tidos como o melhor custo-benefício energético para países de grandes dimensões.

“Esse tipo de transporte é perfeito para vencer grandes distâncias – característica marcante do nosso país. Pelo tipo de carga, pelo tipo de distância, podemos considerar as ferrovias o futuro da logística no nosso país”, afirmou Marcello Costa.

De acordo com Costa, que é doutor em transportes, com ênfase em logística pela Universidade de Brasília, as modalidades de transporte precisam refletir as características geográficas, dimensões, distâncias e os tipos de carga que são transportados.

“Temos uma produção muito significativa de commodities – minerais ou de agricultura – transportadas a grandes distâncias, longe dos grandes portos. Temos que adaptar para as formas mais competitivas, como o modal ferroviário”, diz o secretário.

Segundo números do Ministério da Infraestrutura, o Brasil conta com apenas 15% de participação do transporte ferroviário no tráfego de grandes volumes de mercadoria e insumos no país. As rodovias têm cerca de 65% de participação.

Marcello afirma que, para produtos de baixo valor agregado e de grande volume, o transporte ferroviário é o mais adequado. O planejamento que o ministério segue, explica, visa equilibrar a matriz de transporte, investindo principalmente nos modais que mais se adaptam ao país, que em sua opinião são o ferroviário e o aquaviário, incluindo o transporte de cabotagem –aquele que é feito por via marítima na costa.

PLANEJAMENTO LOGÍSTICO

As metas de transformação da logística brasileira são amplas e contemplam medidas estratégicas de longo prazo, afirma Costa. Esses objetivos constam no PNL (Planejamento Nacional de Logística), 1 documento que visa aperfeiçoar e otimizar a forma como produtos entram e saem dos estados e chegam às rotas de exportação nos portos.

O PNL atual compreende o período de 2018 a 2025 e estima mais do que dobrar a participação do modal ferroviário. “O objetivo é chegar a 31, 32% de participação ferroviária na logística brasileira”, afirma Costa.

Segundo o secretário, o Ministério da Infraestrutura planeja entregar em 2021 uma revisão do PNL que trará cenários revisados até 2035. Segundo Costa, o governo entregará, antes do fim do atual mandato, as metas de evolução do setor até 2050.

“As metas são coerentes com o planejamento de uma ferrovia. Uma ferrovia demora cerca de uma década para ficar pronta, e é operada durante 20, 30 anos. Esse horizonte de planejamento é razoável”, disse.

Além do Plano Nacional de Logística até 2050, o Ministério da Infraestrutura pretende terminar todas as renovações antecipadas da atual malha ferroviária nacional e elaborar e lançar os leilões das ferrovias que estão previstas para o futuro.

“Seguimos uma forte determinação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Tarcísio Freitas de revolucionar o setor ferroviário brasileiro. O transporte ferroviário será colocado novamente como uma grande prioridade estratégica”, afirma.

Marcello Costa cita ainda a influência das novas tecnologias para o setor ferroviário. A tecnologia 5G, que chegou neste ano ao Brasil, será um dos fatores cruciais de otimização operacional para o transporte de cargas. Ele afirma que a demanda por eficiência e competitividade no setor criará espaço para o nascimento de soluções nacionais que envolvam a automação e a digitalização dos processos. “Uma indústria que deve movimentar cerca de R$ 50 bilhões ou R$ 60 bilhões nos próximos anos, sem dúvida, impulsionará paralelamente setores adjacentes da economia.”

“Temos uma parceria para implantação de um centro de excelência para o transporte ferroviário. O ministro Tarcísio entendeu a necessidade de viabilizar e permitir estudos e pesquisas acadêmicas, testes de novos equipamentos, treinamentos e cursos de aprimoramento para profissionais.”

Costa informa também que há previsão de criar uma rede de pesquisa universitária de engenharia, tecnologia e inovação encabeçada pelo Instituto Militar de Engenharia, que tem tradição no sistema ferroviário brasileiro.

BAIXA DENSIDADE

Comparado a outros países de dimensões continentais, o Brasil tem malha ferroviária de baixa extensão. São cerca de 29.000 quilômetros, com apenas 20.000 operacionais. China, Rússia e Estados Unidos têm extensas ferrovias, com alto fluxo de distribuição de insumos e mercadorias pelo modal ferroviário.

O Ministério da Infraestrutura trabalha em duas grandes frentes de impulsionamento do transporte ferroviário: recuperação de trechos, com melhoria de vias antigas e de baixa performance, e construção de novas vias ferroviárias, modernas e eficientes.

“Por 1 lado, precisamos aumentar a capacidade da malha existente nesses 29 mil quilômetros, principalmente os 9 mil não operacionais. Precisamos repotencializar e aumentar a capacidade da malha ferroviária, que ainda é do século passado. A velocidade média do transporte de carga por vias ferroviárias é de cerca de 23km/h [quilômetros por hora], que demonstra o primeiro desafio a ser superado para aumentar a eficiência”, disse Marcello Costa.

Segundo Costa, o ministério avalia atualmente as vantagens da renovação de contratos das 5 grandes ferrovias brasileiras. Contratos da Rumo Malha Paulista – que alimenta o Porto de Santos –, da estrada de ferro Carajás e a ferrovia Vitória-Minas já foram apreciados e renovados antecipadamente. A Rumo Malha Sul, MRS e VLI – outras grandes ferrovias nacionais – ainda estão sendo apreciadas pela pasta.

INVESTIMENTOS EXTERNOS

Historicamente, o aporte de recursos privados impulsionou em larga escala a expansão ferroviária em países com grandes malhas. Portanto, a participação de investidores internos e externos é essencial para o avanço ferroviário brasileiro, afirma o secretário. “A infraestrutura brasileira é uma grande oportunidade de negócios. Temos muita maturidade nos nossos contratos de concessão, o que atrai ainda mais investidores.”

Sobre o mercado de investimentos, Costa afirma que a variedade de oportunidades é uma grande força brasileira, já que geralmente o investidor busca negócios diversificados ao entrar na oferta nacional. “O investidor estrangeiro pode estar de olho em um terminal, em um porto e também em uma ferrovia, o que torna possível a participação em toda cadeia logística. Isso é bem atrativo”, disse.

“O país honra os contratos”, afirma Marcello. “Estamos criando essa cultura, essa tradição de cumprir contratos. Isso dá estabilidade para grandes investidores.”

CONCLUSÃO DA NORTE-SUL

A pandemia do novo coronavírus não afetou o calendário de entregas ferroviárias previsto pelo Minfra para 2020. A Ferrovia Norte-Sul, em construção desde 1987, será finalizada em 2021, com a entrega dos últimos 1.550 quilômetros, leiloados em 2019.
As obras estão em estágio avançado e dentro da perspectiva inicial da retomada do projeto, informou o secretário. “Nossa expectativa é entregar boa parte dos projetos ferroviários já em andamento, em execução, com contratos assinados.”

INFOVIAS

Outro benefício trazido pela expansão ferroviária brasileira é a ampliação da cobertura de fibra ótica, que será implementada paralelamente aos trilhos e levará internet de alta velocidade para cidades remotas.

Poder 360.

Salles vai ao Twitter e sugere que general Ramos é ‘#mariafofoca’ do governo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, usou sua conta no Twitter para fazer duro ataque ao general Luiz Eduardo Ramos, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, a quem chamou de “#mariafofoca”.

“@MinLuizRamos [Luiz Eduardo Ramos] não estiquei a corda com ninguém. Tenho enorme respeito e apreço pela instituição militar. Atuo da forma que entendo correto. Chega dessa postura de #mariafofoca”, escreveu Salles no seu perfil pessoal no Twitter.

Esse é 1 dos confrontos mais fortes e abertos entre 2 ministros de Bolsonaro desde o início do governo.

A irritação de Salles se deu por causa de uma nota (para assinantes) publicada pela jornalista Bela Megale, no jornal O Globo, com o título “Salles estica a corda com ala militar do governo e testa blindagem com Bolsonaro”.

Ricardo Salles chamou o colega Ramos de ‘#mariafofoca’ e logo recebeu apoio de bolsonaristas, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)

O texto da reportagem não cita Ramos. Diz apenas que o titular do Meio Ambiente “decidiu testar a blindagem dada por Bolsonaro e partiu pra cima do próprio governo” ao ter decidido que, por falta de fundos, seria necessário desmobilizar brigadistas que trabalham no combate a focos de incêndio.

Salles entendeu que a fonte da informação teria sido o general, que tem assento dentro do Palácio do Planalto e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia das Agulhas Negras.

Poder360 apurou que Salles ficou furioso e tem segurança de que a fonte da informação teria sido Ramos. O ministro telefonou no fim da 5ª feira para o general e a conversa entre os 2 foi dura e com muitas acusações.

Até a publicação desta reportagem, Ramos não havia respondido ao post de Salles nem à acusação de que seria fofoqueiro. Jair Bolsonaro tampouco havia se manifestado até 0h05 de 6ª feira. Nesse horário, o post de Salles tinha 5.000 curtidas, mais de 700 comentários e 1.000 retuítes. Entre os comentários, a maioria aplaudia a atitude do ministro de Meio Ambiente, sendo que alguns chamavam o titular a Secretaria de Governo de comunista.

Poder 360.