A Secretaria Municipal de Saúde de Natal anunciou que vai abrir duas unidades básicas de saúde, desta sexta-feira (21), feriado do Dia de Tiradentes, até o próximo domingo (23), para atender a população que necessitar de atendimento para casos leves de vírus respiratórios. O objetivo, segundo a pasta, é desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), que estão funcionando com alta demanda.
As Unidades de Saúde de Pajuçara e Cidade da Esperança – que normalmente fecham nos feriados e fins de semana – vão funcionar das 7h às 19h, para atendimento de pacientes adultos que apresentarem sintomas gripais leves como febre de até 38 graus, tosse seca não persistente e dor no corpo ou nas articulações.
“Neste período do ano há o aumento na circulação de vírus respiratórios na cidade, também acontece a proliferação de mosquitos que podem causar diversas doenças como dengue, zika e chikungunya. Estamos montando essa estratégia para facilitar o acesso das pessoas que apresentam casos leves e que não precisem de atendimento de urgência e emergência, amenizando assim o tempo de espera desses usuários”, afirma o Secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.
Segundo o secretário, a medida tem a intenção de auxiliar o fluxo das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pajuçara e Cidade da Esperança, facilitando o atendimento para pacientes que apresentem casos não urgentes que são classificados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, nas cores verde e azul no sistema de Acolhimento com Classificação de Risco dos serviços de saúde do município.
O Acolhimento com Classificação de Risco serve para distinguir os graus de riscos ou de sofrimento para os pacientes que procuram os serviços das Unidades Pronto Atendimento (UPAS) de Natal, evitando que casos mais graves não tenham atendimento no tempo adequado. A distribuição é feita por quatro cores que elencam os níveis de classificação, do mais grave aos menos graves.
Os casos de emergência e risco de vida são identificados na cor vermelha e são encaminhados para atendimento em no máximo 15 minutos. A cor amarela representa os casos urgentes, que podem levar no máximo até 30 minutos para receberem atendimento.
Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada.
A Prefeitura de Parnamirim instituirá a campanha “Veterinário no Bairro”. O projeto, cuja lei já foi encaminhada para votação na Câmara Municipal é voltado para o controle populacional de cães e gatos. Após aprovação na casa legislativa, o documento será sancionado pelo prefeito Rosano Taveira.
A campanha será realizada, através de convênio com associações, ONG’s protetoras de animais e entidades que realizam atendimentos veterinários instaladas no município e credenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesad).
As instituições parceiras serão responsáveis pela castração de caninos e felinos (machos e fêmeas) de animais de rua e também para a população de baixa renda. O serviço, realizado de forma gratuita, percorrerá cada bairro da cidade, de acordo com cronograma a ser definido pelo Poder Executivo.
O cadastramento das instituições parceiras será realizado pelo setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde, assim como da população de baixa renda com animais aptos à castração.
Como forma de conscientizar a população sobre a importância da posse responsável de animais, a Prefeitura de Parnamirim desenvolverá ainda uma campanha educativa com a distribuição de materiais informativos.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim – ASCOM
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social aprovou, nesta segunda-feira (17), o projeto de lei 407/2022 de autoria da vereadora Camila Araújo (União Brasil), que dispõe sobre a inclusão de políticas públicas de saúde para a prevenção dos riscos à saúde ocupacional dos servidores da administração pública municipal no Sistema de Saúde de Natal.
O PL prevê a realização de estudo, confecção e fixação de mapas de risco ocupacional dos órgãos da administração pública municipal; bem como disponibilização de práticas integrativas e complementares (PICS), como recurso para melhoria da saúde ocupacional dos servidores.
“Os riscos ocupacionais são os riscos de acidentes aos quais os trabalhadores estão sujeitos em um ambiente de trabalho. Estão associados a ruídos, vibrações, iluminação inadequada, presença de máquinas, calor, dentre várias outras possibilidades. Há também riscos menores, que às vezes passam despercebidos, como os riscos ergonômicos em escritórios e ambientes administrativos. A prevenção, além de beneficiar os próprios servidores, trará benefício à administração, que estará evitando o afastamento por motivo de acidentes de trabalho e consequências”, justificou a propositora do projeto de lei.
No encerramento da reunião, o presidente da comissão, vereador Herberth Sena (PL), convocou os membros para, na próxima segunda-feira (24), visitar a Unidade de Saúde dos Guarapes, na zona Oeste da cidade, para vistoriar a estrutura e os serviços prestados à população.
Também participaram da reunião da Comissão de Saúde, desta segunda (17), o vereador Aroldo Alves (PSDB), que é vice-presidente, e os vereadores Peixoto (PTB) e Preto Aquino (PSD), membros do colegiado, que designaram para relatoria outras oito matérias legislativas.
Fonte: www.cmnat.rn.gov.br – Câmara Municipal de Natal
O Dia D de Multivacinação vai ocorrer, das 8h às 17h, e o atendimento à população vai ser realizado pela equipe de vacinação da UBS Cohabinal, na sede da Câmara de Parnamirim, neste sábado (15). O presidente da Casa Legislativa, vereador Wolney França, informou que todos os grupos prioritários podem se vacinar. “Temos alegria em ceder o espaço da Casa do Povo para que a população parnamirinense se imunize contra a Covid-19, febre amarela e influenza, estamos de portas abertas”. Conforme a Prefeitura Municipal, os públicos prioritários são os seguintes:
Febre Amarela – Toda a população dos 9 meses até os 59 anos, que ainda não tenha tomado nenhuma dose.
Influenza – Crianças de 6 meses a 6 anos; – Gestantes de 9 a 59 anos; – Trabalhadores de saúde de 18 a 59 anos; – Puérperas de 9 a 59 anos; – Idosos a partir de 60 anos; – Indígenas; – Pessoas com deficiência permanente de 6 a 59 anos; – População privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas de 9 a 59 anos; – Funcionários do sistema prisional de 18 a 59 anos; – Forças de Segurança e Salvamento de 18 a 59 anos; – Forças Armadas de 18 a 59 anos; – Professores – Ensino Básico e Superior de 18 a 59 anos; – Caminhoneiros de 18 a 59 anos; – Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário Passageiros Urbano e de Longo Curso de 8 a 59 anos; – Trabalhadores Portuários de 19 a 59 anos; – Pessoas com comorbidades a partir de 6 anos.
Covid-19 Bivalente – Pessoas com 60 anos ou mais; – Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; – Imunossuprimidos (a partir de 12 anos de idade); – Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade); – Gestantes e puérpera; – Trabalhadores da saúde; – Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade); – População privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas; – Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade.
O presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Wolney França, assinou nesta quinta-feira (13) os termos de homologação e compromisso para a doação de equipamentos de Saúde para o município. A iniciativa faz parte da tradicional doação anual realizada pela Câmara Municipal, e conta com o apoio dos demais vereadores da Casa Legislativa.
Para Wolney França, o objetivo do ato é beneficiar a população que depende do serviço público. “A doação anual de 2023 é de extrema importância e vai contribuir com a Saúde do nosso município, especialmente o setor de cardiologia. Esse gesto da Câmara Municipal representa um avanço na qualidade de vida da população”, declara.
Os equipamentos – eletrocardiógrafo, aparelho de ultrassonografia, teste ergométrico e holter – serão entregues ao setor de Cardiologia do município, em breve. “Esse é mais um compromisso que assumimos com o povo de Parnamirim”, finaliza Wolney.
A Comissão de Saúde, Previdência e de Assistência Social da Câmara Municipal de Natal realizou na tarde desta segunda-feira (10), mais uma visita fiscalizatória aos equipamentos de saúde da capital potiguar. Dessa vez, a atividade aconteceu no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST, localizado no bairro da Cidade Alta. Participaram do encontro os vereadores Herberth Sena (PSDB), Camila Araújo (União Brasil), Preto Aquino (PSD) e Peixoto (PTB).
O Cerest é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além disso, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas.
Na ocasião, os parlamentares não obtiveram as informações que buscavam, haja vista que a diretoria da instituição estava em atividade externa e não pôde se reunir com a comissão. O vereador Herberth Sena falou que diante da impossibilidade de falar com os gestores neste momento, o próximo passo será oficializar as demandas, especialmente denúncias sobre problemas com o funcionamento do órgão. “Precisamos de respostas para os questionamentos enviados ao nosso colegiado pela população. E com certeza faremos uma nova visita, na expectativa de conversarmos com seus diretores”, avisou.
Por sua vez, a vereadora Camila Araújo aproveitou para elencar algumas deficiências encontradas na repartição. “O ar-condicionado está quebrado, o telefone, principal meio de comunicação com os usuários, não funciona e a equipe não conta com psicólogo para prestar assistência aos trabalhadores que precisam se afastar por problemas mentais. Precisa também de ortopedista, reumatologista e fisioterapeuta para os indivíduos que sofrem com fibromialgia”.
O Rio Grande do Norte inicia na segunda-feira (10) a vacinação contra a Influenza. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a meta é imunizar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.
A população que faz parte dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde deve comparecer à unidade de saúde mais próxima de sua residência para garantir a imunização contra a doença.
A campanha nacional de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde segue até 31 de maio, e é vista como uma das medidas de prevenção mais importantes contra a Influenza, uma infecção respiratória aguda que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade.
Foto: Assessoria de Comunicação de Parnamirim – ASCOM
A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) disponibilizou a partir desta segunda-feira (3), a vacina bivalente contra a Covid-19 para a população a partir dos 12 anos com comorbidades.
O imunizante está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A vacina é uma versão atualizada dos já existentes contra e oferece uma proteção ainda maior contra as novas variantes da Ômicron.
Para tomar o imunizante, é necessário ter pelo menos 2 doses – ou a dose única – da vacina monovalente, observando um intervalo de pelo menos 4 meses da última dose.
Confira a lista de doenças pré-existentes:
Diabetes mellitus;
Pneumopatias crônicas graves;
Hipertensão Arterial Resistente (HAR);
Hipertensão arterial estágio 3;
Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
Insuficiência cardíaca (IC);
Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;
Cardiopatia hipertensiva;
Síndromes coronarianas;
Valvopatias;
Miocardiopatias e Pericardiopatias;
Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;
Arritmias cardíacas;
Cardiopatias congênita no adulto;
Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;
Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;
Doença renal crônica;
Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;
Obesidade mórbida;
Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;
Doença hepática crônica.
há necessidade de comprovação da comorbidade para se vacinar, conforme orientação do ministério.
Fonte: Assessora de Comunicação de Parnamirim – ASCOM (Saulo Tarso)
A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante informa que já estão à caminho as primeiras reposições de remédios referentes às perdas ocorridas durante o incêndio na farmácia que acarretou um prejuízo de cerca de 10 milhões de reais.
A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), através de uma articulação com a Secretaria de Saúde de São Gonçalo, realizou nesta quinta-feira (23), o envio de 160 mil itens para a o município. São medicamentos e insumos médicos destinados a recompor o estoque que foi reprimido com o ataque criminoso da semana passada.
O carregamento inclui diversos medicamentos como antibióticos, antitérmicos, analgésicos, anestésicos, anti-inflamatórios, xaropes, vitaminas, cremes para tratar queimaduras, antifúngicos, cateteres, seringas, agulhas, sondas, luvas, coletores, entre outros.A Sesap seguirá com todo o apoio necessário e monitoramento da situação.
O prefeito Eraldo Paiva agradece ao governo do Rio Grande do Norte, nas pessoas da governadora Fátima Bezerra e dos secretários Cipriano Maia e Lyane Ramalho, e aos deputados Fernando Mineiro e Divaneide Basílio, pela parceria forte em favor do povo são-gonçalense!
Devido aos novos atentados que continuam ocorrendo no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (16), e a dificuldade de acesso ao transporte público, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante determinou a suspensão do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde em todo o município.
A Prefeitura de Parnamirim deu início nessa segunda-feira (13) às Pré-conferências Municipais de Saúde. Com o tema: “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”, o objetivo é juntar representantes da sociedade civil, poder público e profissionais da saúde para discutir assuntos importantes à mensagem proposta.
A programação faz parte de uma parceria com o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e teve início no auditório do Centro Administrativo, Pólo Cohabinal, com a presença da secretária de Saúde, Luciana Guimarães e a vice-presidente do CMS, Rosires Paiva.
Essas atividades antecedem a 8ª Conferência Municipal de Saúde, que ocorrerá nos dias 30 e 31 deste mês. Estão abertas à comunidade, usuários, gestores e prestadores de serviço.
Confira as datas e locais das pré-conferências:
Polo Cohabinal – 13/03 às 13h no Auditório da Prefeitura de Parnamirim (Compreende os bairros de Vale do Sol, Cohabinal, Santos Reis, Monte Castelo, Vida Nova e Parque de Exposições);
Polo Santa Tereza – 14/03 às 8h na UBS de Santa Tereza (Compreende os bairros de Bela Parnamirim, Passagem de Areia, Rosa dos Ventos e Nova Esperança);
Polo Emaús – 15/03 às 13h no Conselho Comunitário de Jardim Aeroporto (Compreende os bairros de Parque Industrial, Nova Parnamirim, Emaús e Parque das Orquídeas);
Polo Liberdade – 16/03 às 8h no CRAS de Liberdade (Compreende os bairros de Boa Esperança, Liberdade, Coophab, Jardim Planalto, Centro e Cajupiranga);
Polo Pirangi – 17/03 às 8h na Escola Erivan França (Compreende os bairros de Pirangi, Cotovelo e Pium);
CONFERÊNCIA MAGNA – 30/03 às 13h e 31/03 às 8h, ambas no Auditório do IFRN Campus Parnamirim.
Um protesto silencioso chegou aos ouvidos do prefeito Taveira logo nas primeiras horas da manhã.
Músicos revoltados e que durante a pandemia vêm sofrendo por não ter como trabalhar, se reuniram para pedir socorro ao chefe do executivo. Os profissionais exigem uma alternativa para o enfrentamento desse momento de crise.
A proposta foi entregue a vice prefeita Kátia Pires, que foi abordada ao chegar na sede da Prefeitura aonde encontrava-se o movimento.
O músicos querem a crianção de um auxílio ou maiores condições de trabalhos respeitando os protocolos para combater o coronavírus.
Para conter o avanço da Covid-19 e os efeitos do vírus na economia, o governo liberou R$ 604,7 bilhões no Orçamento em 2020, segundo o Tesouro Nacional. Parte do dinheiro, porém, ficou parada –ou seja, não foi usada. No ano passado, o montante represado chegou a R$ 80 bilhões.
Os gastos de algumas medidas lançadas em 2020 puderam ser estendidos para este ano, mas em valor mais baixo. Cerca de R$ 37,5 bilhões dessa sobra ainda podem ser desembolsados em 2021. Mas, até agora, passados os primeiros dois meses do ano, mais de 90% desses recursos permanecem estacionados.
As áreas com maior empoçamento de recursos, no ano passado e no início de 2021, foram o pagamento de auxílio emergencial, a verba para a saúde (inclusive para aquisição de imunizantes) e o programa de corte de jornada e de salários dos trabalhadores da iniciativa privada.
Do total programado para 2021 (R$37,5 bilhões), quase R$ 25,5 bilhões são para ações do Ministério da Saúde, mas apenas R$ 1,3 bilhão foi usado até fevereiro. Portanto, a área de saúde ainda tem mais de R$ 24 bilhões, especialmente para a compra das vacinas contra a Covid-19.
A pandemia atinge novos recordes em fevereiro —um ano após o primeiro caso de coronavírus confirmado no país. O Ministério da Economia tenta conter a pressão para que mais dinheiro extraordinário seja liberado em 2021, mas com a lentidão do setor público, nem mesmo a verba disponível desde 2020 está sendo totalmente aproveitada.
No auxílio emergencial, por exemplo, sobraram quase R$ 29 bilhões no ano passado. Há autorização somente para R$ 2 bilhões no começo deste ano. O restante expirou com o término do período de calamidade.
O montante atual —R$ 2 bilhões— é destinado ao pagamento de parcelas a quem conseguiu direito ao benefício no fim de 2020 (e pode receber cotas residuais no início de 2021). Também está reservado à espera de checagens, por exemplo, recursos de pedidos de auxílio que foram negados no ano passado.
Segundo o Ministério da Cidadania, o valor é destinado a contestações e reavaliações que podem incluir mais pessoas no programa. “As liberações estão sendo efetivadas de acordo com a conclusão desses processos”, afirma a pasta.
Sobre a verba do auxílio não usada no ano passado, a pasta diz que houve cruzamentos de dados e medidas antifraude reduziram os custos do programa. Isso fez o dinheiro ser direcionado a quem mais precisava.
“Dessa forma, a previsão orçamentária inicial sofreu uma variação que está se refletindo na execução”, afirmou a pasta.
O governo promete uma nova rodada do auxílio emergencial, diante do repique da pandemia em 2021, mas essa medida, em formato reformulado, depende de nova autorização do Congresso.
Houve represamento também de recursos destinados a cobrir o Benefício Emergencial do Emprego e da Renda (o BEm), pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato.
Para o pagamento desse benefício foram reservados R$ 51,5 bilhões em 2020. Ao final do ano, porém, R$ 18 bilhões (32% do total) não tinham sido executados. Com o fim do decreto de calamidade, o programa não pode ser estendido a 2021, mesmo contando com sobra de recursos
Apenas uma parte, R$ 8 bilhões, tem autorização para ser gasta nos primeiros meses de 2021. O objetivo é cobrir o corte na renda de trabalhadores que tiveram a jornada reduzida no fim do ano passado.
Desses R$ 8 bilhões, menos de R$ 400 milhões foram usados até o fim de fevereiro. O motivo é a demora para analisar os pedidos de trabalhadores pelo pagamento do governo -inclusive na Justiça.
Houve também descompassos nas projeções sobre o alcance do programa. O Ministério da Economia desenhou a medida considerando uma adesão de 73% de todos os trabalhadores formais do país, baseado na tese de que os outros 27% eram de segmentos considerados essenciais e não seriam afetados pela crise.
De acordo com a pasta, foi projetado esse quantitativo para seguir o mote de que ninguém seria deixado para trás. Depois disso, na visão do ministério, a retomada das atividades e a reação da economia fizeram a demanda ser menor do que a imaginada.
“O total de acordos realizados foi, portanto, abaixo do necessário, o que ocasionou a não utilização total do orçamento inicialmente previsto. E isso é algo extremamente positivo, pois mostra a rápida recuperação e evita um maior endividamento do país”, afirmou o Ministério da Economia, em nota.
Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e um dos principais articuladores do programa de empregos em 2020, houve um declínio natural da medida conforme ela foi sendo usada pelas empresas.
No entanto, ele contestou a tese de declínio da demanda. Para Solmucci, uma nova medida do tipo é urgente. “O BEm não só foi importante como continua sendo vital para salvar as empresas que sobreviveram até agora.”
Especialistas dizem que o superdimensionamento de programas na área econômica em 2020 garantiu, por um lado, recursos mais que suficientes para atender os beneficiários segundo as regras adotadas. Isso ocorreu, lembram, em um cenário em que havia pouca clareza sobre a correta demanda por medidas.
Por outro lado, há críticas sobre os recursos terem chegado a 2021 sem poderem ser usados, travados principalmente por diferentes regras orçamentárias.
Bráulio Borges, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que isso poderia ter sido resolvido com um diálogo técnico ao longo do ano passado com órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União).
“Certamente tinha espaço para prorrogá-las neste ano, mesmo sem o decreto de calamidade. Acho que teve um erro de cálculo enorme, ou um wishful thinking [pensamento positivo, nesse caso sobre a melhora da pandemia]”, afirmou.
Na avaliação de Borges, declarações da equipe econômica sobre a baixa probabilidade de uma nova onda da Covid indicam que o governo, na verdade, chegou ao fim do ano apostando no arrefecimento da pandemia.
Para 2021, os analistas afirmam que, neste segundo ano de pandemia, há menor margem de tolerância para medidas incorretamente desenhadas ou dimensionadas e erros de procedimento, principalmente considerando o cenário do endividamento público.
De acordo com Borges, houve grande desperdício principalmente no auxílio emergencial, com estimativas indicando que R$ 50 bilhões foram pagos a quem não tinha direito.
Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas), disse que a tolerância para erros em 2021 é menor pois a crise não é mais algo imprevisível e as necessidades da sociedade já são em grande parte conhecidas.
“No ano passado, ok, teve o problema do superdimensionamento porque os programas tiveram de ser desenhados com rapidez. Mas neste ano não pode se repetir o erro”, afirmou.
Outra crítica feita por Salto é a necessidade de elevar o rigor no controle e no monitoramento sobre as medidas para que elas sejam aprimoradas.
“Faltou um maior acompanhamento do governo para verificar onde teve uma superestimativa e onde precisava mexer, para avaliar e adaptar as necessidades”, disse. Ele dá como exemplo o repasse a estados e municípios, visto por parte dos economistas como exagerado.
“Agora, o governo já tem o aprendizado do ano passado. Ou espera-se que tenha”, disse Salto.
Vacinação drive-thru contra a covid-19 no Parque da Cidade, em Brasília.
Os casos e mortes de covid-19 nos Estados Unidos (EUA) caíram 30% na última semana em comparação com a semana anterior, e a maioria dos países sul-americanos registra queda em novos casos, mas serão necessários meses até que as vacinas afetem a taxa de infecções, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nessa quarta-feira (24).
A diretora da Opas, Carissa Etienne, fez um apelo aos governos e fabricantes para acelerar a entrega de vacinas na região, onde 1 milhão de pessoas adoeceram e 34 mil morreram nos últimos sete dias.
Até esta semana, 78 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas, a grande maioria na América do Norte, e apenas 13 milhões na América Latina e Caribe, disse ela.
“Isso não é suficiente e não é aceitável”, declarou Etienne, em entrevista coletiva virtual, de Washington.
Para a diretora, um sinal de esperança é oferecido pelo consórcio Covax, liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Gavi para fornecer acesso equitativo às vacinas, com centenas de milhares de doses para serem entregues nas próximas semanas aos países que se inscreveram no programa.
A queda nos casos nas Américas foi, em grande parte, impulsionada pela redução de novas infecções nos Estados Unidos, como resultado de medidas de saúde pública mais rígidas, com maior adesão do público e melhor coordenação na vacinação.
Um ano após o início da pandemia, quase 50 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus nas Américas, ou o equivalente a quase toda a população da Colômbia, de acordo com a Opas.
“Embora os meios de comunicação estejam relatando grandes quedas nos casos de covid-19, quero enfatizar que certamente não estamos fora de perigo”, afirmou Carissa.
Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) desenvolveram um teste com protocolo RT-PCR que, além de confirmar a infecção por SARS-CoV-2, aponta se a pessoa foi contaminada por uma das três variantes de preocupação (brasileira, britânica e sul-africana).
A circulação dessas três variantes do novo coronavírus é objeto de estudo e preocupação de pesquisadores e autoridades sanitárias ao redor do mundo, já que alterações na principal proteína usada pelo vírus para infectar as células humanas tornam essas novas linhagens potencialmente mais transmissíveis.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já tem 204 casos confirmados das variantes, sendo 20 da variante britânica e 184 da variante brasileira, identificada pela primeira vez em Manaus.
O vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, destacou que o novo teste é uma ferramenta mais rápida que o sequenciamento na identificação das variantes e vai reforçar a vigilância genética do vírus no Brasil.
“É possível fazer centenas de amostras diariamente, porque o protocolo de PCR em tempo real é muito mais fácil e direto do que o sequenciamento, então, a gente consegue fazer hoje com a nossa capacidade centenas de amostras por dia”, comenta Naveca em texto divulgado pela Fiocruz.
Para confirmar a precisão do teste, foram analisadas 87 amostras já sequenciadas geneticamente, e o protocolo RT-PCR obteve os mesmos resultados.
O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) será o primeiro a usar o produto, e há tratativas para que ele esteja disponível em seguida em Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio de Janeiro e outros laboratórios interessados.
Segundo Naveca, ainda não há insumos que permitam a distribuição do teste para todo o país, mas a validação do protocolo em maior escala poderá permitir que isso aconteça.