A prefeita Nilda tem enfrentado, muitas vezes de forma solitária, o peso da responsabilidade pela superlotação do sistema de saúde municipal, cuja UPA de Nova Esperança se tornou o principal ponto de tensão. Críticas têm recaído com intensidade sobre a gestora de Parnamirim, especialmente diante de episódios delicados como o recente falecimento de uma mulher residente em Macaíba.
Em um primeiro momento, setores da oposição não hesitaram em explorar politicamente o fato, tentando imputar à prefeita Nilda a responsabilidade por um episódio que, posteriormente, veio a se esclarecer com o relato da própria família da vítima. A mulher, ao contrário do que se propagou inicialmente, não faleceu em decorrência do atendimento prestado em Parnamirim, mas sim enquanto recebia um procedimento odontológico em Macaíba.
Esse caso isolado ajuda a lançar luz sobre uma realidade mais ampla e preocupante: a crescente demanda de pacientes oriundos de outros municípios vizinhos, como Macaíba, Nísia Floresta e São José de Mipibu que buscam atendimento na rede de saúde de Parnamirim, especialmente na UPA de Nova Esperança e no hospital Márcio Marinho. Trata-se de um reflexo direto da sobrecarga suportada pelo município de Oarnamirim que arca sozinho com custos que deveriam ser partilhados de forma mais equilibrada.
A prefeita Nilda tem sido transparente ao apontar as limitações orçamentárias e estruturais enfrentadas pelo município que além de atender sua própria população, ainda acolhe, de forma humanitária e por determinar a lei do SUS, pacientes de cidades vizinhas sem o devido suporte financeiro ou institucional. Soma-se a isso a atuação ainda da regulação estadual, a qual precisa ser mais célere e eficiente no redirecionamento dos atendimentos para evitar a saturação da UPA, uma unidade que foi concebida para casos de urgência e emergência e não como hospital de retaguarda para internações prolongadas.
É necessário, portanto, responsabilidade e honestidade intelectual no debate público. Antes de direcionar acusações à gestão da prefeita Nilda. É fundamental compreender a complexidade do cenário e identificar os verdadeiros gargalos do sistema. Fazer política com seriedade é reconhecer onde estão os problemas e trabalhar por soluções conjuntas e não usar a dor alheia como palanque para ataques infundados.
A Prefeitura de Parnamirim revogou a Lei nº 2554/2024, que autorizava e regulamentava a atividade de bronzeamento artificial na cidade, que consiste no processo de escurecimento da pele através da exposição a raios ultravioleta em equipamentos específicos.
O procedimento é proibido no Brasil para fins estéticos desde 2009 pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa). A proibição visa proteger a saúde da população, uma vez que esses equipamentos aumentam significativamente o risco de câncer de pele e outros problemas de saúde. A Anvisa também proíbe a fabricação, venda, uso e comercialização de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia é outro órgão que não recomenda o bronzeamento artificial e enfatiza que existem outras formas de se bronzear sem prejudicar a saúde da pele, como os autobronzeadores removíveis após a lavagem, e a própria luz solar.
Os alunos do 6º e 7º ano da Escola Municipal Ivanira Paizinho participaram nesta sexta-feira (23) da ação educativa “Edinho e você enfrentando o Aedes”. A iniciativa faz parte de um projeto desenvolvido pela Prefeitura de Parnamirim, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), em parceria com o Grupo de Ciência e Tecnologia da Informação e Inovação (GCTI), e tem como objetivo promover a conscientização sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti de forma lúdica e interativa.
A proposta utiliza o personagem “Edinho” como ferramenta educativa para sensibilizar crianças e adolescentes sobre os riscos e formas de prevenção das arboviroses como Dengue, Chikungunya e Zika vírus. O projeto percorre escolas do município levando informação de forma acessível e divertida.
Recentemente, a iniciativa foi selecionada para o XXXVIII Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), que acontecerá de 15 a 18 de junho de 2025, em Belo Horizonte (MG). Entre os 26 projetos do Rio Grande do Norte escolhidos para participar, “Edinho e você enfrentando o Aedes” se destacou entre 141 trabalhos inscritos.
O técnico de Vigilância Ambiental e idealizador do projeto, Kleyton Felipe, destacou o impacto positivo da ação: “Nossa intenção é transformar o conhecimento em atitude. Ao envolver os estudantes de forma criativa, conseguimos ampliar o alcance das informações e formar agentes multiplicadores dentro das comunidades”.
De acordo com o técnico de Vigilância Ambiental e idealizador do projeto, Kleyton Felipe, o “agente Edinho” atua como facilitador, promovendo a aproximação com a comunidade, profissionais e crianças. “Através de materiais lúdicos, a proposta reforça a ideia de que todos somos agentes de cuidado à saúde dentro de nossas casas, potencializando o trabalho essencial da Prefeitura no enfrentamento ao Aedes aegypti’, declarou.
A Prefeitura de Parnamirim está disponibilizando, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a vacinação contra a Influenza para toda a população, independentemente de faixa etária ou grupos prioritários.
Além da imunização contra a gripe, os cidadãos também poderão aproveitar a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação, garantindo proteção contra diversas doenças.
A iniciativa faz parte das ações preventivas da gestão municipal, que tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e promover mais qualidade de vida para a população.
Parnamirim já se destaca como referência em imunização no estado. No último Dia D de vacinação promovido pelo município, 3.107 pessoas foram imunizadas contra a Influenza, colocando a cidade em primeiro lugar entre os municípios do Rio Grande do Norte, segundo dados da plataforma RN+ Vacina. Ao todo, considerando todos os imunizantes disponíveis, foram aplicadas mais de 4.800 doses em apenas um único dia.
Na última segunda-feira (19), a Câmara Municipal de Parnamirim realizou uma Sessão Solene para a entrega da Comenda do Mérito Ana Neri. A honraria homenageia Ana Neri, que atuou nos campos de batalha e se tornou um símbolo da enfermagem brasileira.
Proposta pelo vereador Irani Guedes, a solenidade fez parte da programação da Semana Brasileira de Enfermagem, realizada entre os dias 12 e 20 de maio. Estiveram presentes profissionais das equipes de enfermagem do município, que tiveram seu trabalho reconhecido pela contribuição à promoção da saúde da população.
A mesa de honra foi composta pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Dr. César Maia; vereador Irani Guedes; Secretário de Saúde Rogério Rodrigues Gurgel; e o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Norte, Luciano Cavalcanti.
Na tribuna, representando os profissionais de enfermagem, a enfermeira Mariana Furtado ressaltou a relevância dos enfermeiros e reafirmou seu comprometimento com a valorização da classe. “Apesar das agruras da profissão, permanecemos firmes e comprometidos com a nossa vocação de cuidar e fazer a diferença na vida das pessoas”, pontuou.
O vereador Irani Guedes destacou a importância da categoria e reforçou a necessidade de reconhecimento e melhores condições de trabalho para que esses profissionais possam “oferecer à população a dignidade e o respeito que eles merecem”.
Finalizando os pronunciamentos, a vereadora Rárika Bastos também enalteceu os profissionais de enfermagem, destacando a importância da categoria e o legado que cada um carrega em sua trajetória.
A Prefeitura de Parnamirim inaugurou nesta sexta-feira (16) a nova ala de reabilitação auditiva do Centro Especializado em Reabilitação (CER). A unidade, que atende pessoas com deficiências físicas, auditivas e intelectuais, também contará com o retorno das atividades nas piscinas terapêuticas, que estavam desativadas desde o ano passado.
Durante a inauguração, a prefeita agradeceu às equipes da Secretaria de Saúde e do CER pelo empenho e destacou a importância da conquista. “Inaugurar a ala auditiva não é mais um sonho, se tornou realidade. Muita alegria por mais esta conquista para o CER, que seria desativado, mas com união e comprometimento das equipes da saúde, alcançamos várias melhorias e hoje estamos realizando um bom atendimento a tantas pessoas”, declarou.
Os atendimentos na nova ala auditiva serão iniciados ainda este mês, após o planejamento do fluxo de atendimento. Já as piscinas terapêuticas voltarão a funcionar até o mês de junho. O equipamento estava parado desde a gestão anterior devido à necessidade de conserto no sistema de aquecimento e nas bombas.
O CER de Parnamirim tem passado por uma série de melhorias na atual gestão. Além da nova ala e da reativação das piscinas, o centro recebeu reforço na equipe de profissionais, um veículo próprio para o transporte de pacientes, implantação de prontuário eletrônico, entre outras ações voltadas para qualificação do atendimento.
Com 3.107 doses de vacinas aplicadas ao longo do último sábado (10), Parnamirim ficou em primeiro lugar entre os municípios do Rio Grande do Norte que realizaram o Dia D de Vacinação contra a Influenza. Os dados foram divulgadas pela plataforma RN + Vacina. Natal com 2.639 aplicadas e Ceará-Mirim com 1.719 completaram o pódio do Estado.
A prefeita Nilda Cruz que acompanhou toda a movimentação nas unidades de saúde da rede pública municipal não escondeu a satisfação com a medalha de ouro obtida pelo município: “Essa é uma conquista bastante expressiva e nos enche de orgulho. Não tenho dúvidas de que esse primeiro lugar foi fruto do esforço, empenho e dedicação da Prefeitura. Fizemos um amplo trabalho de divulgação, abrimos nossas unidades e o resultado está aí. Agradecer também a população que entendeu a importância de se vacinar e hoje deu esse verdadeiro show”, ressaltou a prefeita.
Além das vacinas contra a Influenza, Parnamirim também imunizou a população contra outras doenças, buscando atualizar a caderneta de vacinação de todos os grupos populacionais do Município. Só neste sábado, foram mais de 4.800 doses de vacinas aplicadas nas unidades de saúde da cidade.
O Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) lança nesta segunda-feira (12) uma nova ação de conscientização sobre a doação de medula. Com o tema “A vida deve ser compartilhada”, a campanha busca ampliar o número de voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Como parte da mobilização, o Hemonorte realizará o Dia D de cadastro de medula óssea no próximo sábado (17), das 13h às 17h, na sede do hemocentro. Durante o mutirão, a equipe estará com toda a estrutura preparada para atender quem deseja se tornar um doador.
De acordo com o diretor-geral Rodrigo Villar, a campanha pretende sensibilizar a população potiguar. “Nosso objetivo é ampliar o número de potenciais doadores no Estado, promovendo o engajamento das pessoas nessa causa solidária”, afirmou.
Cadastro é rápido e salva vidas
Para se cadastrar, o voluntário precisa ter entre 18 e 34 anos e meio, não possuir histórico de doenças oncológicas e apresentar documento de identidade e telefones de contato. O processo é simples: coleta de 5ml de sangue para análise genética, preenchimento e assinatura de um formulário de autorização para inserção dos dados no Redome.
Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 53 pacientes na fila de espera por um transplante de medula, apesar de já ter realizado 165 procedimentos em 2024 — um aumento de 58 em relação ao ano anterior. Esses números reforçam a necessidade de ampliar o cadastro de doadores.
Além disso, o Hemonorte alerta que pessoas já registradas no Redome devem manter seus dados atualizados no site ou aplicativo. Mudanças de endereço ou número de telefone podem dificultar o contato em caso de compatibilidade com um paciente.
A Unidade de Pronto Atendimento de Nova Esperança, em Parnamirim, registrou um fluxo de atendimento eficiente durante as primeiras horas da madrugada deste domingo (4), apesar dos desafios enfrentados pela unidade. Segundo os prontuários de pacientes, de meia-noite às 9h, o tempo médio de atendimento foi de cerca de 3 horas, da recepção até a alta médica, o que é comparável ao tempo de espera de hospitais particulares.
O novo serviço ‘Posso Ajudar?’ tem contribuído para esse resultado, principalmente no controle do fluxo da recepção, que agora tem menos pessoas aguardando, o que aumenta a rapidez e a eficiência do serviço.
Durante a madrugada, os poucos pacientes no corredor da unidade estavam em observação, depois de receber medicação, ou aguardavam o surgimento de vagas na rede estadual de saúde para serem transferidos. Apesar disso, manter a unidade em funcionamento com um tempo de espera considerado ‘aceitável’ para o paciente é um grande desafio para as equipes que trabalham na UPA, já que a unidade não acolhe pacientes apenas pela recepção. A todo momento chegam ambulâncias com pacientes em busca de estabilização e de pronto atendimento. A maioria dos casos são psiquiátricos, o que por vezes é um grande desafio para as equipes médicas.
Normalmente, a unidade realiza mais de 300 atendimentos diários, mas já houve dias de mais de 500 procedimentos realizados. Neste domingo, a UPA contava com 5 profissionais médicos atendendo, um na observação, dois intensivistas (nas alas vermelha e amarela) e um profissional dentista para os casos de urgência. “A escala médica está completa, o laboratório está abastecido e o estoque de medicação está dentro da normalidade. Desde meia-noite até o início da manhã, conseguimos atender bem à demanda e controlar a movimentação de pacientes. No geral, consideramos ter sido uma madrugada tranquila”, disse a encarregada pela unidade, Karina Ferreira.
Com o objetivo de buscar recursos para ampliar a estrutura física e a capacidade da Unidade de Prontoatendimento de Nova Esperança, a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, vai cumprir uma extensa agenda em Brasília na próxima semana. A gestora vai visitar os parlamentares da bancada potiguar na Câmara Federal e no Senado, bem como vai ao Ministério da Saúde para encaminhar essas solicitações.
“Vamos a Brasília para apresentar essa demanda urgente e necessária para o nosso município. A UPA de Nova Esperança é a única de Parnamirim e a estrutura atual precisa ser ampliada. Só nesses primeiros quatro meses do ano foram mais de 30 mil atendimentos. Tenho certeza que nossos parlamentares e o Governo Federal vão se sensibilizar com nossas reivindicações e voltaremos dessa viagem com boas notícias para a população de Parnamirim”, falou a prefeita.
Nilda lembrou ainda que desde quando assumiu a Prefeitura já realizou diversas melhorias na UPA como a execução da revisão elétrica e hidráulica do prédio, o reabastecimento da farmácia, a ampliação da capacidade de exames do laboratório, saindo de dois procedimentos para 32, hoje são três ambulâncias dando suporte aos pacientes da unidade e já foi iniciada a utilização do prontuário eletrônico: “A realidade de hoje é completamente diferente da que recebemos. Nossa gestão cuida e trata a saúde com a devida importância que ela tem”, finalizou a chefe do executivo municipal.
Os avanços na saúde de Parnamirim implementados pela gestão da prefeita Nilda Cruz não param. Entre janeiro e março deste ano, após a implementação do serviço de ultrassonografia 24 horas para as gestantes atendidas no Hospital Maternidade Divino Amor (HMDA), foram realizados mais de 1.300 exames no local. Melhorar o acolhimento e o atendimento na unidade de referência materno-infantil do Município é um dos principais compromissos da atual administração municipal.
“Essa foi uma conquista muito importante que nossa gestão está disponibilizando para as pacientes da Divino Amor. O serviço de ultrassonografia é extremamente importante e nós reforçamos essa questão. Encontramos a nossa rede pública municipal de saúde totalmente desestruturada e estamos trabalhando muito para poder recuperá-la. Saúde é prioridade para nós”, enfatizou a prefeita.
Além da implementação do serviço de 24 horas de ultrassonografia, a gestão Nilda executou reparos na estrutura elétrica e hidraulica do prédio, a farmácia foi reabastecida, os aparelhos de ar-condicionado foram reparados e o laboratório está funcionando na sua integralidade. Só nos primeiros três meses do ano, a unidade já realizou mais de 490 partos.
O Hospital Maternidade Divino Amor dispõe hoje de 76 leitos, serviço de UTI Neonatal e conta hoje com uma equipe qualificada formada por 586 servidores entre médicos, enfermeiros, técnicos, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, assistentes sociais, demais profissionais da saúde, além de equipe administrativa, maqueiros, auxiliares de serviços gerais, seguranças e porteiros.
A maternidade também funciona com um ambulatório, prestando serviços de imunização, banco de leite, ultrassonografia, colposcopia, pré-natal de alto risco e teste do pezinho.
A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria de Obras Públicas e Saneamento (Semop), vai licitar a construção de um importante equipamento de garantia de direitos da população, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social. O novo Creas será implantado no bairro de Nova Esperança, na área verde ao lado da Unidade de Pronto Atendimento da cidade.
O Creas é o órgão responsável por atender e acompanhar famílias e pessoas que estão em situação de risco social ou tiveram seus direitos violados. Será o início das intervenções da Prefeitura em um dos bairros da cidade que mais crescem em população, mas que não recebeu investimentos relevantes de infraestrutura ou de serviço público ao longo dos últimos anos.
A sessão de abertura das propostas das empresas interessadas na concorrência eletrônica está marcada para o próximo dia 9 de maio.
Joel Câmara – ASCOM Fotografia de: Ruben Rafael Rodrigues
O sábado (26) foi movimentado em Parnamirim com a realização do Dia D de multivacinação nas escolas públicas do Município. De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) foram aplicadas 2.845 doses de diversos imunizantes ao longo do dia. A prefeita Nilda Cruz acompanhou a ação e circulou em várias escolas.
O objetivo da campanha é atualizar a caderneta de vacinas das crianças, adolescentes e jovens adultos, bem como reforçar a importância da proteção com a aplicação de mais uma dose de vacina.
Foram oferecidas todas as vacinas disponíveis no calendário nacional, incluindo COVID-19, Influenza, HPV, Meningocócica ACWY e Febre Amarela. Ao todo, 27 unidades de ensino entre escolas municipais e estaduais abriram as portas neste sábado.
“Foi um dia muito importante e estamos muito satisfeitos com o resultado deste sábado. Foram mais de 2.800 vacinas aplicadas, ampliando a proteção das nossas crianças e jovens. É fundamental que a população se conscientize e busque atualizar as suas cadernetas vacinais. Vamos seguir estimulando e conscientizado a sociedade sobre a importância das vacinas”, disse a prefeita Nilda Cruz.
Ao longo da semana, a população pode se dirigir a qualquer uma das 29 salas de vacinação das unidades de saúde de Parnamirim para se imunizarem. No próximo dia 10/05, a Prefeitura vai organizar um novo Dia D de Vacinação.
Jihane Paiva diz que, com indicação estabelecida, “canetas” são alternativas eficazes para pacientes com obesidade e diabetes| Foto: Adriano Abreu
Um fenômeno de saúde e comportamento tem se disseminado entre celebridades, influenciadores e pessoas comuns que desejam perder peso de forma rápida e prática: as chamadas “canetas emagrecedoras”. O nome popular mascara a complexidade desses medicamentos injetáveis, criados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade. Produtos como Ozempic, Saxenda, Wegovy e Monjauro estão no centro de uma corrida nacional pelo emagrecimento, enquanto especialistas alertam: não se trata de soluções mágicas, mas de medicamentos que exigem responsabilidade, prescrição médica e acompanhamento rigoroso.
A farmacêutica Eli Lilly, que desenvolve o medicamento para diabetes Mounjaro, anunciou na sexta-feira (25) que o produto vai ser lançado no Brasil oficialmente na segunda quinzena de maio, com valores a partir de R$ 1400. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2 e agora espera a avaliação da indicação de controle crônico do peso, como forma auxiliar à dieta e atividade física.
Especialistas que acompanham essa tendência em consultório relatam um aumento considerável na procura. A médica endocrinologista Jihane Paiva afirma que os tratamentos são eficazes, mas vêm sendo utilizados de forma indiscriminada, muitas vezes sem qualquer prescrição. “Temos que saber separar muito bem as pessoas que buscam esses tratamentos porque realmente têm uma condição de saúde que justifica o uso do remédio, daquelas que têm o desejo social de emagrecer”, afirma.
Na prática clínica, os resultados com uso controlado são notáveis. A substância ativa desses medicamentos, como a semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (no Monjauro), imita hormônios intestinais como o GLP-1 e o GIP. Essas moléculas agem no sistema nervoso central promovendo saciedade, além de retardarem o esvaziamento do estômago. Como resultado, o paciente sente menos fome, consome menos calorias e emagrece.
Apesar da eficiência comprovada, a endocrinologista Natália Nóbrega alerta que não se deve reduzir o combate à obesidade ao uso de um único medicamento. “Na prática clínica, o manejo da obesidade envolve múltiplos pilares, como a reeducação alimentar, prática regular de atividade física, manejo de saúde mental, além do tratamento medicamentoso e, em alguns casos, até a abordagem cirúrgica”, pontua.
Natália explica que os efeitos colaterais dos medicamentos existem e podem ser agravados pelo uso sem acompanhamento médico. Entre eles, náuseas, constipação, refluxo, vômitos e, em casos graves, pancreatite, desidratação e perda de massa magra. “Por se tratarem de medicamentos relativamente novos, ainda estamos acumulando evidências sobre efeitos com o uso prolongado. Por isso, o acompanhamento médico regular com um endocrinologista é essencial”, afirma.
A popularidade das “canetinhas” cresceu de forma explosiva nos últimos dois anos, impulsionada por celebridades e influenciadores que apresentam os efeitos do uso como resultado de emagrecimento, o que, na opinião de especialistas, contribui para a banalização do tratamento. “Vejo com preocupação essa banalização. Quando utilizadas de forma inadequada, sem indicação médica ou em doses incorretas, essas medicações podem oferecer riscos, aumentando a chance de efeitos colaterais e frustrando expectativas em relação aos resultados”, ressalta Natália.
Apesar das advertências, o número de pessoas buscando os remédios ainda cresce, inclusive em contextos clínicos apropriados. Segundo a médica Jihane, muitos pacientes com obesidade ou diabetes têm finalmente encontrado uma alternativa eficaz, segura e acessível. “Lembrando que só temos uma garantia de eficácia e segurança naquelas pessoas que usam com indicação bem estabelecida”, reforça
Eficácia acontece aliada ao acompanhamento
A trajetória do empresário José Luís, de 59 anos, é um exemplo de uso responsável das canetas injetáveis. Ele estava prestes a realizar cirurgia bariátrica quando iniciou o tratamento medicamentoso com prescrição médica. “Minha endocrinologista me orientou a tentar perder 10% do peso antes da cirurgia. Comecei com a Saxenda, depois passei para o Ozempic e atualmente uso o Monjauro. Em pouco mais de dois anos, perdi quase 60 quilos”, conta.
José Luís pesava 152 kg em 2019 e se mantém com 92 kg desde 2021. A ideia era realizar a cirurgia, mas ele acabou desistindo. “O tratamento deu certo. Nunca tive efeitos colaterais, porque sempre fui acompanhado, fazia exames a cada três meses, cuidava da alimentação e da rotina. Hoje não tomo mais remédio para pressão, minha glicose está controlada. Foi uma mudança de vida”, relata.
Ele passou a usar o medicamento por necessidade, depois de ter tentado outras alternativas, como dietas. Então, aliou a medicação à pratica de exercícios físicos, como caminhadas, além do controle da alimentação, que já era relativamente equilibrada. “O medicamento tira sua fome. Você tem que estar consciente. Se tomar e comer uma feijoada, vai passar mal. Se você não comer, não vai. Não sou médico, mas acho que tomar por conta própria porque quer perder uns quilinhos não é o jeito certo”, avalia.
As endocrinologistas ouvidas nesta matéria concordam que os medicamentos são hoje um marco no tratamento da obesidade, com resultados superiores a qualquer outra abordagem medicamentosa existente até então. “Tratamento de obesidade, sobrepeso e diabetes deve ser encarado como de fato é: um tratamento médico, que necessita de acompanhamento médico regular. Precisamos sempre prezar pela saúde como um todo”, alerta Jihane.
Para Natália, é essencial que o paciente entenda que a perda de peso precisa estar ligada à manutenção da saúde e do bem-estar. “É fundamental reforçar que o tratamento da obesidade vai muito além do uso de medicamentos. A perda de peso deve ser gradual, saudável e sustentável. Sempre digo aos meus pacientes que mais importante do que a rapidez ou intensidade do emagrecimento é a manutenção do peso perdido e, principalmente, da saúde ao longo do tempo”.
No fim das contas, o tratamento com os análogos de GLP-1 e GIP é uma ferramenta efetiva — mas não é a única. Reeducação alimentar, psicoterapia, suporte nutricional, sono de qualidade e atividade física seguem sendo indispensáveis no combate à obesidade. “A mudança de estilo de vida – dieta e atividade física – é a base do tratamento de doenças como obesidade, sobrepeso e diabetes e sempre deve ser incentivada”, resume Jihane
Anvisa exige retenção de receita na compra
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu na quarta-feira (16) tornar obrigatória a retenção de receita médica na venda das chamadas canetas emagrecedoras como Monjauro, Ozempic, Saxenda e Wegovy. A partir de agora, as farmácias deverão reter o receituário no ato da compra pelo consumidor. Antes da decisão, a venda era feita somente com a apresentação da receita.
A medida foi tomada pela Anvisa durante reunião da diretoria colegiada do órgão. Por unanimidade, a agência entendeu que a retenção é necessária para aumentar o controle do uso desses medicamentos e proteger a saúde coletiva do “consumo irracional” dos emagrecedores. “É uma forma de conter a automedicação, garantir que o paciente seja avaliado por um profissional e evitar que quem realmente precisa fique sem acesso por conta da alta demanda criada artificialmente”, diz a médica Natália.
Para serem aceitas nas drogarias, as receitas deverão ter validade de 90 dias e possuírem duas vias. Os estabelecimentos deverão registrar o receituário no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A decisão da Anvisa entrará em vigor 60 dias após a publicação da medida, que deve ocorrer nos próximos dias.
De acordo com a agência, a restrição foi aprovada após a constatação de um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso indiscriminado dos emagrecedores. Os efeitos ocorrem principalmente em pessoas que decidiram usar as canetas apenas com finalidade estética, sem acompanhamento médico.
A Prefeitura de Parnamirim, através das Secretarias Municipais de Saúde (SESAD) e Educação (SME), convida os pais para atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes, no período de 22 a 26 de abril.
A campanha de vacinação ocorrerá dentro das escolas municipais, e tem como público-alvo pessoas em idade escolar (2 a 19 anos), que estiverem precisando fazer a atualização da caderneta de vacinação para COVID-19, Influenza, HPV, Febre amarela, entre outras.
Documentação necessária: – Menores de 18 anos: A autorização dos pais, que a própria escola irá entrar em contato para adquirir; – Maiores de 18 anos: CPF e documento com foto; – Caderneta Vacinal para todas as idades.
A campanha também é aberta ao público externo, e reforça o comprometimento da Prefeitura de Parnamirim para que a população esteja com a saúde em dia e protegida com as respectivas vacinas.