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As duas mulheres que aparecem em imagens paradas na ciclofaixa, momentos antes da morte de um ciclista em Passo Fundo, no Norte do RS, passaram a ser investigadas por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.
O acidente aconteceu na última quinta-feira (4), na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão. Conforme a investigação, o ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, trafegava pela área destinada às bicicletas quando teria colidido com as duas mulheres.
Com o impacto, ele teria se desequilibrado, caído na pista e sido atropelado por um carro. Diante disso, as duas passaram à condição de investigadas.
Elas estavam no local para tirar fotos para as redes sociais, segundo a Polícia Civil.
Elas devem ser ouvidas ainda nesta semana. As identidades não foram divulgadas, mas, segundo a polícia, elas moram em Carazinho, cidade vizinha.
‘Tinha problemas com pedestres’
Para familiares de Cleocir, situações de risco na ciclovia já eram frequentes.
“Ele sempre comentou que tinha problemas com pedestres na ciclovia. Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante”, afirma o sobrinho Rafael Iarchescki.
O município conta com mais de 37 km de malha cicloviária, distribuídos entre avenidas e parques. Em espaços mais recentes, há separação entre ciclovia e caminhódromo, permitindo o uso distinto por ciclistas e pedestres.
Já em trechos mais antigos, a divisão nem sempre existe ou é bem definida, o que aumenta o risco de acidentes. A sinalização, em muitos pontos, tenta orientar os usuários, com placas que indicam espaços exclusivos ou compartilhados.
Segundo a prefeitura, quando não há caminhódromo, o pedestre deve utilizar a calçada. “Hoje temos ciclofaixas que são exclusivas para ciclistas, não pode ter pedestre ali. Nesses casos onde não tem caminhódromo, o pedestre precisa usar o passeio público”, explica o secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade.
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Convivência e conscientização
Cleocir era conhecido por manter uma rotina ativa e utilizava a bicicleta com frequência, principalmente para cuidar da saúde.
Para familiares e para quem utiliza a ciclovia diariamente, além da dor, fica o pedido por mais conscientização no uso dos espaços.
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