Com Cartão Educaparnamirim, Gestão Nilda inova na educação para compra de A espera acabou. Sob a liderança da prefeita Nilda Cruz, Parnamirim inicia nesta segunda (23) a distribuição dos Cartões EducaParnamirim, uma iniciativa que já se consolida como um dos maiores marcos de sua gestão. Mais de 24 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino receberão o cartão, que garante apoio na compra de material escolar e itens de uso pessoal, contribuindo diretamente para o dia a dia dos estudantes. Mais do que um benefício, o programa representa uma verdadeira transformação: ao mesmo tempo em que garante liberdade de escolha para estudantes e suas famílias na compra do material escolar, também promove um forte aquecimento da economia local.
Com o cartão, os recursos chegam diretamente às mãos da população e são investidos no comércio da própria cidade, fortalecendo pequenos negócios, gerando emprego e fazendo o dinheiro circular dentro de Parnamirim. Ao todo, serão R$ 4,8 milhões injetados na economia do município.
Na educação, o impacto também é direto. Alunos da Educação Infantil e dos Anos Iniciais recebem R$ 200, enquanto estudantes dos Anos Finais e da EJA contam com R$ 150, valores destinados exclusivamente à compra de materiais de uso individual, respeitando as necessidades de cada aluno.
A iniciativa une autonomia, dignidade e desenvolvimento econômico em uma única política pública. Um avanço que vai além da sala de aula e alcança toda a cidade, mostrando que investir em educação também é impulsionar o futuro de Parnamirim.
A última grande modernização dos semáforos da cidade ocorreu em 2009, o que torna o sistema atual defasado diante da realidade do trânsito | Foto: Adriano Abreu
Quem dirige pelas ruas de Natal já deve ter se deparado com situações em que, mesmo com o sinal aberto, motoristas permanecem enfileirados, avançam sobre a área de interseção e acabam bloqueando o fluxo contrário. O resultado são retenções sucessivas e perda de tempo no trânsito. Um dos principais fatores é o modelo atual de semáforos com tempos fixos, que não acompanha a variação da demanda de veículos ao longo do dia. Esse cenário motivou a elaboração de um projeto que promete mudar a dinâmica do tráfego na capital potiguar: a implantação de semáforos inteligentes.
Natal foi contemplada pelo Governo Federal, dentro do Novo PAC – Mobilidade Urbana Sustentável, com um financiamento de R$ 30,5 milhões para a implantação desse modelo, voltado à modernização da rede e à melhoria da fluidez, sobretudo nos corredores de transporte público.
De acordo com a secretária de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), Jódia Melo, a última grande modernização semafórica da cidade ocorreu em 2009, o que torna o sistema atual defasado diante da realidade do trânsito. “O nosso objetivo maior é dar fluidez, em especial ao transporte público, porque ele vai priorizar o transporte público quando fizer a adequação dos tempos”, explica.
A proposta já foi apresentada no Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) e prevê a modernização de todo o parque semafórico. Ao todo, 197 cruzamentos serão contemplados, sendo 138 com tecnologia adaptativa capaz de ajustar automaticamente o tempo dos sinais conforme o fluxo. Outros 59 estarão integrados à central de controle, permitindo ajustes remotos em tempo real.
Além disso, o projeto inclui 483 pontos de coleta de dados por videodetecção, que irão monitorar o volume de tráfego, e a instalação de 398 botoeiras sonoras para pedestres, ampliando a acessibilidade e a segurança nas travessias.
A expectativa da STTU é de impacto direto no tempo de deslocamento. “No horário de pico, a gente pode ter uma redução de cerca de 20% no tempo de viagem”, estima Jódia Melo.
De acordo com a secretária, os novos equipamentos terão câmeras e sensores capazes de “ler” o trânsito em tempo real e adaptar o funcionamento dos sinais automaticamente. “Hoje o tempo do semáforo é fixo, independentemente da quantidade de carros. Às vezes enche tanto que até o cruzamento fica bloqueado. O sinal inteligente vai conseguir perceber isso sozinho, sem você ter que reprogramar”, detalha.
A tecnologia permitirá ainda a criação de uma espécie de “onda verde”, liberando sequencialmente os sinais em vias com maior fluxo. Em situações específicas, como a aproximação de ambulâncias, o sistema poderá priorizar a passagem. “Ao observar a ambulância, ele vai ficar aberto até a ambulância passar. A gente consegue dar esse comando para o sistema que opera a inteligência do semáforo”, afirma a secretária.
Segundo a secretária Jódia Melo, 138 semáforos passarão a contar com tecnologia para automatizar os sinais de trânsito | Foto: Arquivo TN
Para quem enfrenta o trânsito diariamente, a falta de sincronização dos semáforos é um problema evidente. O motorista Isaías Morais relata desequilíbrio nos tempos dos sinais em vias importantes da cidade. “O principal é a questão de tempo. Tem locais que até têm um tempo proporcional, mas em outros demoram muito a abrir e fecham muito rápido em relação aos outros sentidos”, afirma. Para ele, a mudança pode trazer impacto direto: “Acredito que um semáforo inteligente resolveria isso sim.”
Já o motorista Thalys Ferreira chama atenção para pontos críticos, como acessos a pontes. “A questão do tempo no semáforo deveria ser específica de cada região. Nas pontes e acessos, qualquer incidente já congestiona, principalmente por causa de acidentes com motos”, relata.
Controle remoto
O secretário adjunto de Trânsito, Walter Pedro, destaca que a principal mudança será a forma de operação do sistema. Hoje, qualquer ajuste exige deslocamento de equipes até o local. “Hoje é manual. A gente precisa ir no semáforo para ajustar. Com o novo sistema, isso poderá ser feito da central, de um tablet ou celular”, explica. Ele acrescenta que a central semafórica integrada também permitirá respostas mais rápidas a ocorrências no trânsito. “Se houver uma retenção, a gente consegue ajustar remotamente para dar mais fluidez.”
Para os pedestres, o projeto prevê botoeiras inteligentes, com recursos de acessibilidade. “A botoeira vai conseguir identificar, por exemplo, uma pessoa com mobilidade reduzida e dar mais tempo para a travessia”, afirma.
Outro ponto é a instalação de sistemas de energia de reserva. “Teremos cruzamentos com nobreak, para que os sinais não parem em caso de falta de energia”, completa.
Projeto está em fase final para contratação
Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o projeto já foi habilitado e selecionado pelo Ministério das Cidades e teve sua validação técnica concluída. “Atualmente, o projeto encontra-se na fase de tramitação para contratação da operação de crédito, que envolve as análises internas da Caixa e, paralelamente, o envio pelo município do Pedido de Verificação de Limites (PVL) à Secretaria do Tesouro Nacional, conforme previsto no Manual de Instrução de Pleitos daquela Secretaria”, informou a Caixa Econômica Federal.
Segundo o banco, o andamento do processo está dentro da normalidade, considerando-se tratar de uma operação de crédito com ente público, lastreada em recursos do FGTS. “A expectativa é de que a contratação seja concluída no primeiro quadrimestre de 2026. A liberação dos recursos ocorrerá de forma gradual, conforme o cronograma físico-financeiro e a execução do projeto”, esclareceu.
A secretária da STTU, Jódia Melo, afirma que, paralelamente à tramitação na Caixa, a Prefeitura já realizou o processo licitatório para contratação de uma empresa escolhida. “Ainda não assinamos contrato com a empresa vencedora porque só pode ocorrer após formalizar o convênio com a Caixa, para a secretaria e o fornecedor firmarem o contrato.”
Proposta também avança na Câmara Municipal
Paralelamente à iniciativa do Executivo, a modernização do sistema semafórico também vem sendo discutida no Legislativo. Um projeto de lei de autoria do vereador Léo Souza (União) propõe a criação da Política de Semaforia Inteligente em Natal, com diretrizes semelhantes às que já estão sendo implementadas pela Prefeitura.
O texto estabelece que o município deverá substituir gradualmente os controladores convencionais por equipamentos inteligentes, capazes de identificar o fluxo de veículos em tempo real, por meio de sensores como câmeras e laços indutivos. A proposta prevê que essa transição comece por eixos viários estratégicos, como as avenidas Engenheiro Roberto Freire, Hermes da Fonseca/Salgado Filho, Prudente de Morais, Tomaz Landim e a Ponte Newton Navarro, corredores que concentram grande volume de tráfego na capital.
Entre os mecanismos previstos está o chamado “modo autônomo”, no qual o próprio sistema ajusta os tempos de abertura e fechamento dos sinais de acordo com a demanda, evitando situações comuns no modelo atual, como motoristas parados em um sinal vermelho mesmo quando não há fluxo na via transversal.
Outro ponto central do projeto é a chamada “onda verde dinâmica”, que sincroniza semáforos em sequência para permitir que veículos trafeguem com maior fluidez em velocidades constantes, reduzindo paradas desnecessárias. A proposta também inclui a “prioridade seletiva”, que permite a abertura antecipada do sinal para ônibus em atraso e veículos de emergência, como ambulâncias, viaturas policiais e do Corpo de Bombeiros.
Na justificativa, o vereador argumenta que o sistema atual, baseado em tempos fixos, “não reflete a dinâmica imprevisível do trânsito moderno” e contribui para congestionamentos e desperdício de tempo. Ele também destaca impactos ambientais e econômicos, ao apontar que a redução do chamado efeito “anda e para” pode diminuir a emissão de poluentes e o consumo de combustível. Outro aspecto previsto é a integração dos dados coletados pelos sensores a plataformas digitais do município, como o aplicativo “Natal na Mão”, permitindo que a população acompanhe, em tempo real, estimativas de deslocamento com base nas condições do trânsito.
Uma forte chuva acompanhada de granizo pegou moradores de São Rafael de surpresa na tarde deste domingo (22). O fenômeno, raro na região, rapidamente virou assunto nas redes sociais.
Vídeos compartilhados por moradores mostram pequenas pedras de gelo caindo sobre ruas, telhados e veículos, cenário incomum para o clima do interior potiguar. O episódio gerou espanto entre a população, pouco acostumada com esse tipo de ocorrência.
Apesar da intensidade da chuva e do granizo, não há registro imediato de danos mais graves. Ainda assim, o momento chamou atenção pela força da precipitação e pela característica atípica do fenômeno.
Casos de granizo são raros no Rio Grande do Norte, especialmente em cidades do interior, o que explica a repercussão e o grande número de registros feitos por moradores durante a chuva.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez uma busca no Google para identificar o juiz responsável por sua investigação um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. A informação consta em dados extraídos do celular do empresário, apreendido pela Polícia Federal no momento da detenção.
A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O registro da pesquisa, feito em 16 de novembro, reforçou entre investigadores a suspeita de que informações sigilosas teriam vazado antes da operação. Vorcaro foi preso no dia seguinte, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai.
Além da busca, o empresário também fez anotações com nomes de magistrados ligados à Justiça Federal e teria enviado mensagens a contatos questionando proximidade com juízes. A ordem de prisão foi assinada pelo magistrado responsável horas antes da detenção.
As investigações apontam ainda que Vorcaro teria acesso indevido a sistemas internos de órgãos como o Ministério Público e a própria Polícia Federal, o que pode ter permitido antecipar movimentos da operação. Há também indícios de tentativas de interferência e monitoramento de informações sigilosas.
O caso segue sob apuração e alimenta suspeitas de vazamento dentro das investigações, já que a decisão judicial deveria ser restrita a poucos envolvidos até o cumprimento do mandado.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou que na próxima sexta-feira (27), encerrará sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Segundo Allyson, a saída ocorre com sentimento de dever cumprido e orgulho pelo trabalho realizado ao longo dos últimos anos. A administração municipal será assumida pelo vice-prefeito Marcos Medeiros, que dará continuidade aos projetos e ações iniciados durante sua gestão.
O prefeito também revelou seus próximos passos na vida pública. Já no domingo, 29 de março, ele dará início a uma série de viagens por todo o estado do Rio Grande do Norte, marcando o começo de sua pré-campanha ao governo estadual.
“Só gratidão pela confiança do meu povo por todos esses anos. Vamos seguir com fé e pé no chão, porque a gente tem 167 razões para acreditar que o Rio Grande do Norte vai viver um novo tempo. Conto com vocês nessa caminhada”, disse.
O STF (Supremo Tribunal Federal) e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informaram, neste sábado (21), que procuraram a Polícia Civil do Paraná para investigar os ofensas de cunho racistassofridas pelo conselheiro do CNJ, Fábio Francisco Esteves, e a juíza auxiliar da presidência do STF, Franciele Pereira do Nascimento, durante a transmissão virtual do evento “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”.
“É absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais e em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira”, diz nota conjunta.
Os comentários foram proferidos no chat da transmissão ao vivo.
“Reafirmamos que o racismo, em qualquer de suas formas, não é apenas um ataque individual, mas uma agressão direta aos valores democráticos e aos pilares da Constituição Federal de 1988, que estabelece a promoção do bem de todos, sem preconceitos de raça, como objetivo fundamental da República brasileira”, completa o texto.
Diante da gravidade dos fatos, o Supremo e o Conselho informaram que estão tomando providências legais e administrativas. “Os comentários ofensivos foram imediatamente bloqueados e registrados, e as respectivas provas digitais preservadas para fins de rigorosa apuração criminal”.
Segundo o STF e o CNJ, diligências imediatas foram adotadas, incluindo a solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para identificação e responsabilização dos autores.
“O Poder Judiciário seguirá vigilante e firme no combate ao racismo estrutural, garantindo que este crime, imprescritível e inafiançável, seja enfrentado com todo o rigor da lei”, conclui a nota.
O Partido Liberal protagonizou, no último sábado (21), um dos maiores eventos políticos já registrados no Rio Grande do Norte. Com o Boulevard completamente lotado, o ato de filiação reuniu mais de 8 mil pessoas (dentro e fora do espaço) e consolidou a força do grupo político liderado no estado pelo senador Rogério Marinho.
Além de marcar um grande ato de filiação, o evento também apresentou ao RN a chapa com os pré-candidatos da majoritária. Álvaro Dias e Babá Pereira, como pré-candidatos a governador e vice; Hélio Oliveira e Styvenson Valentim como senadores; e Flávio Bolsonaro, para presidência da República.
A mobilização impressionou não apenas pelo público, mas pela presença de grandes nomes da política nacional e estadual. Estiveram presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, senador Efraim Moraes Filho, deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder da oposição na Câmara, além de ex-ministros do Governo Bolsonaro.
Presença muito forte também de prefeitos de diversas regiões do estado, deputados e lideranças políticas, que reforçam o crescimento da sigla e do grupo político no RN.
O clima foi de entusiasmo e união. Mais do que um ato partidário, o encontro funcionou como uma demonstração de força, articulação e capacidade de mobilização.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entregou no último sábado (21) o Complexo de Educação, Saúde, Esporte e Lazer no Sítio Chafariz, lugar onde nasceu, ampliando os investimentos em infraestrutura e qualidade de vida para a população da zona rural. Essa é a última obra entregue por ele à frente da Prefeitura de Mossoró.
“É a prova que Deus existe. Caminhei por essas ruas de barro no Chafariz quando eu não tinha sequer uma bolsa pra ir pra escola. Estou extremamente feliz e emocionado. Essa é a última obra que entrego como prefeito e estou concluindo a minha gestão fazendo pela minha terra”, destacou Allyson.
O espaço reúne equipamentos importantes para a comunidade, com a entrega de uma escola, uma creche, uma biblioteca e laboratório de informática, uma quadra de esportes, uma praça e uma Unidade Básica de Saúde (UBS), garantindo mais acesso à educação, prática esportiva e serviços de saúde.
Com a nova unidade de saúde, a gestão municipal chega à marca de 15 UBSs entregues em cerca de um ano, resultado de uma parceria com a senadora Zenaide Maia, fortalecendo a rede de atenção básica no município. Mais duas UBSs estão em construção nos bairros Bom Jardim e Belo Horizonte.
A entrega marca o encerramento de um ciclo administrativo. Allyson deixará nos próximos dias a Prefeitura de Mossoró. O vice-prefeito Marcos Medeiros assumirá o cargo. Allyson segue para uma nova missão estadual, como pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte.
Uma confusão envolvendo torcedores foi registrada neste sábado (21), em Natal, no dia do clássico entre ABC e América-RN. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram grupos de torcedores trocando agressões em via pública, gerando correria e preocupação entre pessoas que estavam no local. As imagens rapidamente repercutiram na internet e reacenderam o debate sobre a violência entre torcidas organizadas em dias de jogos importantes.
O clássico entre ABC e América costuma mobilizar um grande número de torcedores e exige atenção especial das autoridades de segurança. Até o momento, não havia informações oficiais sobre feridos ou detenções, mas a situação chamou a atenção dos moradores e de quem acompanhava a movimentação nas redes sociais.
Casos como esse voltam a levantar questionamentos sobre a necessidade de mais fiscalização, punições e medidas preventivas para evitar confrontos entre torcedores, garantindo que o futebol seja um ambiente de lazer e não de violência.
As seis dezenas do concurso 2.987 da Mega-Sena serão sorteadas, neste sábado (21), a partir das 21h, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Trecho de Natal para Montevidéu terá partida às 16h20 e chegada às 21h20 – Foto: Reprodução
O voo direto entre Natal e Montevidéu será inaugurado neste sábado (21). A nova rota será operada pela Gol Linhas Aéreas e é resultado de ações conjuntas da Embratur, do Governo do RN, por meio da Emprotur, e do Natal Airport para atender ao aumento da procura de turistas estrangeiros pelo estado.
Os voos serão realizados aos sábados, em três períodos do ano: de 21/03 a 04/04, de 04/07 a 25/07 e de 05/12 a 26/12. A saída de Natal está prevista para às 16h20, com chegada em Montevidéu às 21h20.
No sentido contrário, o embarque ocorre às 22h15, com chegada ao RN às 3h35. A nova rota, soma-se a outras duas da companhia, que ligam Natal a aeroportos da América Latina.
Para divulgar o destino potiguar no Uruguai, a Emprotur firmou parceria com a 5M, grupo de operadoras de turismo, e realizará nos dias 23 e 24 uma “blitz” nas agências uruguaias, divulgado nossas belezas e experiências únicas.
Segundo o presidente da Emprotur, Raoni Fernandes, “adesivamos uma van e visitaremos de agência em agência, conversando com operadores, distribuindo brindes e divulgando ainda mais a nova rota, que resolverá um gargalo de conexão historicamente demandado pelas operadoras e agentes de viagens, que recebem pedidos constantes por parte de seus clientes”, pontuou.
A Secretaria Municipal de Educação de Natal apresentou, nesta sexta-feira (20), os resultados do projeto BB Alimentação Escolar, desenvolvido pelo Banco do Brasil em parceria com a Prefeitura do Natal. A iniciativa busca promover alimentação mais saudável, reduzir o desperdício de alimentos, gerar economia, qualificar profissionais da área e aprimorar a gestão da merenda escolar.
Atualmente, quatro unidades participam da fase piloto: as Escolas Municipais Professor Carlos Bello Moreno e Professora Josefa Botelho, além dos Centros Municipais de Educação Infantil Professora Stella Lopes da Silva e Professora Maria Ilka Soares da Silva.
Os dados apontam redução no desperdício de alimentos nas unidades participantes: 88% na Escola Municipal Professor Carlos Bello Moreno, 55% na Escola Municipal Professora Josefa Botelho, 73% no CMEI Professora Stella Lopes da Silva e 42% no CMEI Professora Maria Ilka Soares da Silva.
O projeto utiliza um equipamento eletrônico com tecnologia de reconhecimento facial, que permite às merendeiras e nutricionistas acessar informações sobre o consumo alimentar dos estudantes. Com esses dados, é possível planejar melhor o preparo das refeições, ajustar porções e reduzir perdas.
O secretário adjunto de Gestão Escolar, Adson Soares de Azevedo, afirmou que o uso da tecnologia tem contribuído para a melhoria dos processos. “A adoção de soluções tecnológicas permite integrar informações, qualificar o trabalho das equipes e reduzir falhas operacionais, melhorando toda a gestão da alimentação escolar”, disse.
O gerente de relacionamento do setor público do Banco do Brasil, Fabrício Aires Rocha, destacou os resultados da parceria. “A iniciativa alia tecnologia e gestão para promover melhorias na alimentação escolar e gerar impacto positivo na rede pública de ensino”, afirmou.
A gestora administrativa do CMEI Professora Stella Lopes da Silva, Andréia Kátia B. da Silva, relatou mudanças no cotidiano da unidade. “O projeto trouxe mais organização e precisão no preparo das refeições. Conseguimos reduzir o desperdício e atender melhor às necessidades das crianças”, disse.
Os resultados observados na fase piloto indicam redução de perdas e melhoria na organização do serviço de alimentação escolar nas unidades participantes.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na sexta-feira (20), a “Operação Última Ceia”, com o objetivo de cumprir quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra dois homens — um empresário e um policial militar — investigados por extorsão, usura (agiotagem) e associação criminosa. A ação contou com apoio da Polícia Militar.
De acordo com as investigações, o grupo atuava na cobrança violenta de dívidas provenientes de empréstimos informais. As vítimas eram obrigadas não apenas a pagar valores supostamente devidos com juros abusivos, mas também quantias extras relacionadas a alegados prejuízos financeiros decorrentes da “Operação Amicis”, realizada em junho de 2025.
Na ocasião, a operação anterior teve como alvo um esquema milionário envolvendo empresários, influenciadores e contadores, com o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão em Natal e na Região Metropolitana.
Ainda segundo a apuração, após ter bens apreendidos, um dos investigados passou a tentar repassar o suposto prejuízo às vítimas, utilizando ameaças e coação. O grupo evoluiu para práticas de terror psicológico contínuo, com monitoramento da rotina das vítimas, incluindo informações sobre horários e deslocamentos de crianças e adolescentes, o que configura grave violação à segurança familiar.
Também foram registrados episódios de vigilância constante nas residências e condomínios, com rondas frequentes. Em um dos casos, um bilhete ameaçador foi deixado dentro do sapato de uma das vítimas, reforçando o clima de perseguição.
Durante a operação, em dois endereços ligados ao empresário, em Lagoa Nova, foram apreendidos valores em moeda nacional e estrangeira: cerca de 7.535 dólares, 700 euros e R$ 12.700 em espécie, totalizando aproximadamente R$ 55,7 mil.
Além disso, cinco veículos foram apreendidos, incluindo um carro que teria sido utilizado nas ações de intimidação e que aparece em registros das investigações. Todo o material será analisado para aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo.
Um dos presos é sargento da Polícia Militar do RN e já possui histórico de envolvimento em crimes graves. Ele havia sido preso na “Operação Caronte”, em 2024, por suspeita de participação em grupo de extermínio e homicídios, além de já ter respondido por peculato. Nesta nova ação, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A operação contou com cerca de 70 policiais civis e apoio do Canil da PCRN. As cadelas Aika e Luna auxiliaram nas buscas, sendo que uma delas localizou um celular pertencente a um dos investigados.
O nome “Última Ceia” faz referência a um episódio simbólico identificado durante as investigações: um dos suspeitos se autointitulava “escolhido de Jesus” e chegou a ser encontrado dentro da casa de uma vítima, sentado à mesa do café da manhã, sem autorização — um ato que evidencia o nível de intimidação imposto.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e orienta que informações anônimas podem ser repassadas por meio do Disque Denúncia 181.
Violência nas escolas brasileiras registrou alta de 23% em 2024, com 15.759 casos, aponta relatório do MEC • Google Street View/Reprodução
O Colégio São Domingos, localizado em Perdizes, zona oeste da capital paulista, suspendeu cinco alunos do 9º ano (entre 14 e 15 anos) após a descoberta de mensagens de cunho misógino e apologia a crimes sexuais em um grupo de WhatsApp.
Três estudantes foram punidos pela criação de uma lista que classificava colegas como “estupráveis”, enquanto outros dois sofreram sanções por compartilharem figurinhas de Jeffrey Epstein, financista americano condenado por tráfico e exploração sexual de menores. O caso veio à tona na última semana, quando as próprias alunas descobriram o conteúdo e confrontaram os autores no grupo da turma, reportando o ocorrido à coordenação da unidade.
O episódio levanta um debate urgente sobre a crescente violência simbólica no ambiente escolar e a responsabilidade compartilhada entre famílias e instituições de ensino.
O caso não é isolado, mas sintomático de um fenômeno que especialistas observam com preocupação: o crescimento da misoginia entre jovens. Para a psicopedagoga, arteterapeuta e escritora Paula Furtado, esse comportamento não surge no vácuo.
Segundo ela, a violência simbólica e verbal ganhou visibilidade e uma perigosa legitimação em ambientes digitais, refletindo modelos culturais e discursos sociais polarizados que os adolescentes consomem precocemente.
“A misoginia entre crianças e adolescentes não surge isoladamente: ela reflete modelos culturais, discursos sociais polarizados, consumo precoce de conteúdos inadequados e dificuldades no desenvolvimento da empatia”, explica Paula.
A especialista aponta ainda que o excesso de estímulos digitais e a falta de mediação adulta têm causado um “empobrecimento das habilidades socioemocionais”, tornando a escola o palco onde esses conflitos internos e sociais se manifestam de forma crua.
Recentemente, duas tradicionais instituições de ensino do país – o Colégio Pedro II e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) – tiveram o nome vinculado a crimes de violência de gênero. Em ambos os casos, o corpo diretivo reafirmou compromisso pedagógico com uma formação que prioriza valores como equidade de gênero e repúdio à misoginia.
Paula Furtado defende que as instituições devem responder com rapidez e clareza, priorizando a escuta qualificada das vítimas e o acolhimento emocional.
No entanto, a punição — como a suspensão aplicada pelo colégio — não deve ser o fim do processo. “É essencial transformar o episódio em oportunidade educativa, promovendo reflexão coletiva e ações preventivas permanentes. A cultura escolar precisa ser de proteção, pertencimento e diálogo, não apenas de punição”, afirma a psicopedagoga. Ela sugere a implementação de programas de educação socioemocional, práticas restaurativas e projetos interdisciplinares que trabalhem o respeito e a diversidade desde cedo.
A responsabilidade pelo combate a esse tipo de comportamento é dividida. Enquanto a escola atua na formação do cidadão crítico e na criação de protocolos de convivência, cabe às famílias o papel de modelar comportamentos e supervisionar o conteúdo consumido pelos filhos no mundo digital.
Para a especialista, a eficácia da educação para o respeito depende da coerência entre o discurso familiar e o institucional. “Trabalhar valores desde cedo, por meio de experiências vivenciais, ajuda a criança a reconhecer emoções, desenvolver empatia e compreender limites nas relações. A prevenção é sempre mais eficaz quando acontece de forma contínua e integrada ao currículo.”
O equívoco de recriar uma “nova BR estatal”. Por Jean Paul Prates.
A venda da BR Distribuidora foi, sem exagero, um dos movimentos mais equivocados da história recente da Petrobras e da política energética brasileira. Rompeu-se, de forma abrupta, uma integração construída ao longo de décadas entre produção, refino e distribuição – uma integração que não era um capricho empresarial, mas um instrumento estratégico de política energética.
À época, alertei, ainda no Senado, que se tratava de uma operação feita “por dentro”: não apenas a venda de um ativo, mas a saída completa da Petrobras de um elo essencial da cadeia. Prometia-se mais concorrência, maior eficiência e redução de preços ao consumidor. Nada disso se materializou de forma estrutural.
O erro, portanto, é real e precisa ser reconhecido. Mas reconhecer um erro não autoriza a adoção de qualquer solução. E é exatamente aqui que o debate recente começa a se desviar perigosamente.
A ideia de criar uma nova estatal de distribuição, como forma de “substituir” a antiga BR, não é apenas equivocada – é tecnicamente frágil, economicamente ineficiente e estrategicamente anacrônica.
Distribuição de combustíveis não é uma atividade que se organiza por decreto. Trata-se de um mercado altamente consolidado, com barreiras relevantes de entrada: infraestrutura logística capilarizada, contratos de longo prazo com postos, escala operacional e margens comprimidas. Construir isso do zero exige tempo – anos – e volumes expressivos de capital, sem qualquer garantia de captura de mercado.
Há um ponto que raramente aparece no debate público, mas que é decisivo: não há “espaço vazio” a ser ocupado. O número de postos no Brasil não cresce de forma relevante há décadas, e os pontos de venda existentes já estão, em sua esmagadora maioria, vinculados a redes estabelecidas. A entrada de um novo player estatal implicaria disputar contratos já firmados ou investir pesadamente na criação de uma rede própria – ambas as alternativas caras, lentas e de eficácia duvidosa.
Além disso, o setor atravessa uma transição estrutural. A eletrificação da frota, a diversificação energética e a mudança nos padrões de mobilidade indicam que o modelo tradicional de distribuição tende a perder centralidade ao longo do tempo. Investir hoje na construção de uma rede física estatal de postos é, no mínimo, ignorar essa tendência – quando não apostar deliberadamente contra ela.
Também é ilusório imaginar que a simples presença de uma estatal reduziria preços. O preço dos combustíveis no Brasil é determinado majoritariamente por fatores como cotação internacional do petróleo, taxa de câmbio, carga tributária e mistura obrigatória de biocombustíveis. A distribuição, embora relevante, responde por uma parcela limitada dessa formação. A experiência de outros setores regulados com presença estatal, como o bancário, demonstra que isso não se traduz automaticamente em preços mais baixos ao consumidor.
Por fim, há o custo institucional. Criar uma nova estatal exige lei específica, dotação orçamentária, estrutura de governança e inevitável exposição a disputas políticas. Tudo isso para ingressar em um mercado já plenamente atendido – ainda que imperfeito.
Diante desse quadro, insistir nessa proposta é, na prática, tentar corrigir um erro estrutural com um improviso ainda mais custoso.
Mas há um caminho melhor – e ele já estava em construção.
Durante nossa gestão na Petrobras, iniciamos um processo estruturado e responsável de reaproximação com a Vibra Energia, sucessora da BR Distribuidora. Esse movimento não se dava por ruptura, mas por reconstrução de valor.
Primeiro, a revisão do contrato de uso da marca Petrobras, que hoje permite, de forma distorcida, a comercialização de combustíveis que não são da Petrobras sob uma marca que carrega décadas de reputação e confiança.
Segundo, a construção de alternativas para uma reentrada da Petrobras na composição acionária da Vibra, de forma negociada e alinhada com os interesses dos acionistas de ambas as companhias. Ao contrário do que muitos supõem, mecanismos como as chamadas “poison pills” não são barreiras intransponíveis – são instrumentos de proteção que podem ser ajustados pelos próprios acionistas, caso haja uma proposta que gere valor.
Terceiro, a recomposição de ativos estratégicos no refino, com negociações avançadas para a recuperação de unidades relevantes, como as refinarias da Bahia e do Rio Grande do Norte, cuja venda fragmentou o sistema e criou distorções regionais importantes.
Esses processos estavam em estágio avançado: due diligences realizadas, entendimentos firmados e caminhos desenhados. Tratava-se de uma estratégia consistente de recomposição da integração da Petrobras – não por decreto, mas por racionalidade econômica e governança de mercado.
Esse trabalho, no entanto, foi interrompido de forma abrupta com minha saída da presidência da companhia. Desde então, pouco se avançou nessa agenda. E, agora, ressurge a tentação de soluções simplistas, que ignoram tanto a complexidade do setor quanto os caminhos já estruturados.
O Brasil não precisa reinventar a roda – muito menos criar uma nova empresa estatal para repetir, com atraso e maior custo, o que já existia. Precisa, sim, de uma estratégia madura para recompor sua capacidade de coordenação no setor de combustíveis, respeitando o mercado, a governança e as transformações em curso.
Corrigir erros exige método, não voluntarismo. E, sobretudo, exige não substituir um equívoco por outro ainda maior.
Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi Secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais da Governsdora Wilma de Faria no Estado do Rio Grande do Norte (2003–2005 e 2007–2010), Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Norte (2019–2023), Coordenador do capítulo de Energía, Petróleo e Gás da Transição de Governo do Presidente Lula (2022–2023) e presidente da Petrobrás (2023–2024).