Uma forte explosão foi registrada na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã. A situação aumenta ainda mais a preocupação internacional em meio à escalada de tensões na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA devem atacar o Irã com muita força ainda hoje, o que eleva o alerta global para possíveis novos desdobramentos no conflito.
Semana da Mulher tem início com encontro de fé conduzido pela prefeita Nilda no Convento de Emaús
A prefeita Nilda Cruz deu início à programação da Semana da Mulher na tarde deste sábado (7), com uma visita ao Convento de Emaús. Na ocasião, participou de um café com as religiosas da congregação Filhas do Amor Divino, em um gesto de respeito às mulheres que dedicaram suas vidas ao serviço de Deus e ao amor ao próximo.
Durante o encontro, Nilda destacou que a missão das religiosas, marcada pela dedicação e pelo cuidado com o próximo, guarda semelhanças com o compromisso de quem assume a responsabilidade de administrar uma cidade e trabalhar pelo bem coletivo.
O grupo, composto por secretárias municipais, visitou a enfermaria, compartilhou experiências e ressaltou o reconhecimento pelo trabalho e pela missão desempenhados ao longo dos anos.
“Muitas vezes a missão de servir exige dedicação, sensibilidade e amor ao próximo. E isso é algo que aprendemos muito ao olhar para a história dessas mulheres que dedicaram suas vidas a cuidar das pessoas”, ressaltou a prefeita.
O encontro também foi um momento de emoção pois muitas das religiosas presentes já atuaram na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, onde contribuíram durante anos com a comunidade local, seja na catequese, no acompanhamento pastoral ou em diversas ações de evangelização e cuidado com as pessoas.
“Vocês são mulheres do povo, trabalham com o povo. Nós somos mulheres consagradas em função do povo, de alguma forma a gente se completa. Nós somos mulheres consagradas ao serviço do povo. Cumprimos missões que se encontram e se complementam”, finalizou a irmã Vilma Lúcia, professora de formação inicial da Província Nossa Senhora das Neves.
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs — Foto: Arquivo pessoal
Um brasileiro de 34 anos foi morto a tiros por policiais em Powder Springs, cidade no estado da Geórgia (EUA). Segundo familiares, Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, morava em Acworth há mais de 20 anos e foi baleado sem motivo enquanto conversava com conselheiras do governo para receber tratamento psicológico e psiquiátrico.
Apesar da versão apresentada pelos parentes, o Departamento de Polícia de Powder Springs alega que o homem sacou uma arma durante uma “ocorrência relacionada à saúde mental”. No entanto, a mãe nega que o filho estivesse armado. O caso é apurado pela Agência de Investigação da Geórgia, um órgão estadual que funciona como a Polícia Civil no Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores informou que tem ciência do ocorrido e está em contato com a família do brasileiro.
“Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”, completou o Itamaraty.
Pedido de ajuda
A mãe da vítima, que pediu para não ser identificada, relatou que Gustavo apresentava sinais de transtornos psiquiátricos, mas recusava ajuda profissional e nunca teve um diagnóstico. Na semana passada, ele chegou a ficar alguns dias sem falar com a família antes de procurar os parentes demonstrando interesse em receber assistência.
Após retomar o contato com os familiares, na última terça-feira, o brasileiro se encontrou com a mãe e duas profissionais de saúde mental do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado de Powder Springs para conversar.
“A ideia era, pelo menos, fazer uma triagem. Ele começou a conversar com elas, explicou o que sentia e os problemas que estava enfrentando. Durante a conversa, ele começou a falar mais alto, mas não agrediu ninguém, apenas ficou nervoso com a situação”, disse uma prima de Gustavo.
Ainda conforme os parentes, em determinado momento, policiais chegaram ao local dizendo que receberam uma denúncia sobre uma pessoa com transtornos mentais em surto.
“Naquele momento, ele não estava em surto, mas a chegada dos policiais acabou desencadeando esse medo que ele já tinha dos agentes, e então ele começou a se desesperar”, contou a prima.
Por causa da situação, a mãe dele teve um mal-estar e foi levada ao hospital por uma ambulância, enquanto Gustavo ficou no estacionamento com os policiais.
“Durante o atendimento da mãe no hospital, ela recebeu a informação de que ele havia sido morto com quatro disparos, incluindo um atrás da cabeça”, concluiu a prima. A família contesta a versão da polícia de que ele estava armado.
O que diz a polícia americana?
O Departamento de Polícia de Powder Springs diz que agentes da Agência de Investigação da Geórgia investigam um tiroteio. De acordo com o órgão, o brasileiro Gustavo Guimarães, residente de Acworth, foi morto a tiros no incidente, por volta das 21h, no quarteirão 3.000 da New MacLand Road.
“Ao chegarem ao local, os policiais entraram em contato com Guimarães. Durante a abordagem, Guimarães sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram em Guimarães, atingindo-o várias vezes”, informou o departamento.
Ainda segundo a polícia americana, nenhum policial ficou ferido. Já o brasileiro foi levado ao hospital, onde teve a morte confirmada.
“Assim que a investigação for concluída, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise”, completou a polícia de Powder Springs.
Família contesta polícia
A mãe de Gustavo contesta a versão da polícia e afirma que ele não estava armado quando foi baleado.
“Ele era completamente contra armas, era ativista contra a violência, era ativista contra a crueldade dos animais e outras causas. Ele dizia que Deus não criou as armas, que foram os homens. Meu filho não estava armado nem andava armado”, disse a mulher.
Quem era o brasileiro
Gustavo Guimarães era estudante de biologia e líder de ética na biblioteca da Life University, na Geórgia. De acordo com a família, ele tinha cidadania americana há mais de 20 anos.