A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, recebeu na manhã deste sábado (07) uma retroescavadeira destinada ao município por meio de emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim.
A entrega do equipamento ocorreu no município de Macaíba, durante um evento que reuniu representantes de diversas cidades do estado que também foram contempladas com máquinas novas.
De acordo com a prefeita, a chegada da retroescavadeira representa um importante reforço para os serviços realizados pela Prefeitura de Extremoz, principalmente nas áreas de infraestrutura, manutenção de estradas e apoio a ações na zona urbana e rural do município.
Jussara Sales agradeceu ao senador pela parceria com o município e destacou a importância do investimento para melhorar o atendimento à população.
“Quero agradecer ao senador Styvenson Valentim por mais essa parceria com Extremoz. Essa máquina será muito importante para fortalecer os serviços da prefeitura e ajudar no desenvolvimento do nosso município”, afirmou a prefeita.
Segundo a gestão municipal, o novo equipamento deve contribuir diretamente para agilizar obras e serviços, ampliando a capacidade de atendimento das demandas da população.
A retroescavadeira entregue é zero quilômetro e faz parte de um conjunto de equipamentos destinados a municípios potiguares por meio de emendas parlamentares, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura e apoiar as gestões municipais.
O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu no último domingo (8), uma reportagem explicando o funcionamento do software utilizado pela Polícia Federal para realizar a varredura de celulares apreendidos em investigações. A ferramenta é capaz de extrair e organizar dados armazenados nos aparelhos, convertendo conteúdos como imagens, documentos e arquivos de áudio em texto pesquisável.
Com isso, investigadores conseguem localizar rapidamente palavras, nomes ou trechos específicos dentro do material coletado. Segundo a reportagem, a tecnologia também permite estruturar grandes volumes de dados digitais para facilitar a análise pericial durante os inquéritos.
“Como a reportagem mostrou, essa semana foram divulgadas trocas de mensagens entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e autoridades da política e do judiciário. Muitas delas negaram ter participado das conversas que vieram a público. O Fantástico falou com um perito que simulou o funcionamento do software que a Polícia Federal usa para fazer a varredura de celulares apreendidos em investigações”, externou a apresentadora do televisivo global.
Parlamentares dos Estados Unidos divulgaram nesta semana um relatório no qual expressam preocupação com a presença de infraestrutura espacial ligada à China na América Latina. O documento afirma que parte desses projetos pode ter aplicações de interesse militar e cita ao menos duas iniciativas instaladas no Brasil.
A análise foi elaborada pela Comissão Seleta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, criada em 2023 para avaliar os impactos da crescente influência de Pequim em setores considerados estratégicos por Washington. Segundo os parlamentares, a cooperação tecnológica firmada com países latino-americanos na área espacial não se limitaria a projetos científicos, podendo integrar uma rede com potencial de uso duplo — civil e militar — capaz de ampliar a capacidade chinesa de monitoramento e coleta de informações estratégicas na região.
O integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande do Norte realizaram protestos na manhã desta segunda-feira (9), na região Oeste e no Litoral Norte do estado, como parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. As manifestações ocorreram na BR-101, em Touros, e na BR-405, na Chapada do Apodi, com manifestantes ocupando as rodovias e bloqueando o trânsito.
De acordo com o MST, as mulheres reivindicam o cumprimento da pauta do movimento ao Governo do Estado e denunciam os impactos dos megaprojetos de energia eólica, alegando ameaças ao modo de vida dos povos do campo.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois bloqueios tiveram início por volta das 6h. Tanto na BR-101 quanto na BR-405, os manifestantes do MST bloquearam as rodovias nos dois sentidos. A PRF efetuou deslocamento até os dois locais. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar estiveram no trecho da via em Apodi, no bloqueio em Touros.
O movimento que se concentra na Chapada do Apodi, na região Oeste, cobra agilidade e a conclusão da desapropriação das terras do Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba), onde cerca de 100 famílias aguardam para serem assentadas. Outros 10 acampamentos também reivindicam terra, na região que está há 20 anos sem nenhuma desapropriação.
Já em Touros, no litoral Norte do RN, as mulheres denunciam o avanço do capital energético e a territorialização das empresas, que ameaça as famílias do campo, restringe o uso da terra e coloca em risco os territórios e a natureza.
Com o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, a jornada acontece de 8 a 12 de março em todo o Brasil. Segundo o MST, as ações denunciam a paralisação da Reforma Agrária no país e o modelo que “prioriza o agronegócio e a produção de commodities, aprofundando desigualdades, violência no campo, fome e pobreza”.
ATUALIZAÇÃO: Em Apodi, às 10h50, manifestantes do MST liberaram a rodovia em ambos os sentidos. A PRF intermediou as negociações com as autoridades que foram demandadas.
Um moto-entregador por aplicativo foi agredido na noite do último domingo (8), na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal. O caso aconteceu enquanto o trabalhador aguardava a retirada de um pedido em frente a um restaurante da região.
De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, o motoboy aguardava a corrida quando foi abordado pelo proprietário do estabelecimento, que teria se irritado com a presença do entregador próximo ao carro. A situação rapidamente evoluiu para uma discussão.
Testemunhas afirmam que o empresário se aproximou de forma agressiva e, durante o desentendimento, cuspiu e deu um tapa no rosto do trabalhador, que aguardava para realizar a entrega. A agressão teria ocorrido diante de outras pessoas que estavam nas proximidades.
Em entrevista após o ocorrido, o entregador relatou que estava encostado em um carro quando foi repreendido pelo dono do estabelecimento. Segundo ele, mesmo após se afastar, o homem voltou a questioná-lo e acabou partindo para agressão física. O motoboy afirma que sofreu um soco na boca, que provocou um corte, e que o suspeito ainda teria feito menção de estar armado ao passar de carro pelo local pouco depois.
Funcionários disseram desconhecer a situação e informaram que o proprietário não estava no local para comentar o caso. O trabalhador afirmou que pretende buscar justiça após a agressão.
O governo do presidente norte-americano Donald Trump deve anunciar nos próximos dias que as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) serão designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras pelos EUA.
A documentação em relação aos dois grupos foi finalizada no Departamento de Estado há alguns dias, passou por uma série de outras agências que deram ok ao material, e segue o mesmo formato do que já foi feito pela gestão Trump em relação a outras quadrilhas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, do México, ou o Tren de Aragua, da Venezuela.
Depois de sair da mesa do secretário de Estado Marco Rubio, o material deverá ainda ser entregue ao Congresso e finalmente publicado no Registro Oficial Federal, o que pode levar aproximadamente mais duas semanas.
A informação foi confirmada ao UOL por diferentes fontes dentro ou próximas à administração Trump. A reportagem apurou ainda que o chanceler brasileiro Mauro Vieira soube do avanço do tema em Washington e tem tentando conversar com sua contraparte, o secretário de Estado Marco Rubio, desde ontem. Até a publicação deste texto, não houve a confirmação de que a conversa entre ambos tenha acontecido.
A designação de um cartel como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) pelo Departamento de Estado congela ativos de seus integrantes nos EUA, impede acesso destes grupos ao sistema financeiro do país e barra o fornecimento de “apoio material”, como armas, por entes norte-americanos.
Além disso, impõe restrições de imigração aos EUA aos associados às quadrilhas e aumenta os riscos legais para empresas que operam nas regiões afetadas. Elas passam a estar sujeitas a sanções do Tesouro dos EUA. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) tem emitido alerta a empresas quanto ao risco aumentado de fazer negócios em países como o México, em que operam cartéis designados como terroristas.
Trump também já fez ameaças explícitas de ataques militares contra cartéis no território do México, por exemplo, embora haja divergência entre especialistas sobre se a designação dos cartéis como grupo terrorista daria à Casa Branca cobertura legal para esse tipo de ação.
O assunto vinha sendo tocado há meses por diferentes funcionários do governo americano, entre os quais o subsecretário de Estado para Hemisfério Ocidental Christopher Landau, o secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais dos Estados Unidos, Darren Beattie, e o Conselheiro Sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental Ricardo Pita. O tema também conta com a simpatia da nova Czar das Drogas de Trump, Sarah Carter, confirmada em janeiro pelo Congresso como Diretora do Gabinete de Políticas Nacionais de Controle de Drogas.
O combate ao tráfico de drogas nas Américas é tema prioritário para a administração Trump e foi assunto de um encontro liderado pelo presidente americano junto a líderes de direita da América Latina, ontem, em Miami, batizado de Shield of the Americas (Escudo das Américas).
Segundo apuração do UOL apurou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que não participou das reuniões dos chefes de Estado, pediu pessoalmente ao presidente da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele, que fizessem avançar a agenda de designação de CV e PCC como grupos terroristas por Trump.
O governo Lula se opunha à designação da facções brasileiras como terroristas e afirmou isso ao governo dos EUA em diferentes ocasiões.
Em parte, a resistência se deve ao temor de que essa designação possa afetar a soberania do Brasil em lidar com suas questões de segurança doméstica, incluindo aí uma facilitação para a atuação militar dos americanos, que têm bombardeado embarcações supostamente ligadas ao tráfico no Caribe.
Além disso, o governo brasileiro diz que nem PCC nem CV possuem motivações políticas ou ideológicas, sendo meramente organizações criminosas que visam lucros ilícitos, e portanto não se aplicaria o conceito de terrorismo para designar tais grupos.
Brasil e EUA estão em negociação para lançar uma cooperação bilateral no combate ao crime organizado. Com a derrubada das tarifas por decisão da Suprema Corte dos EUA, esta se tornou a principal pauta de um possível encontro entre Trump e Lula na capital americana, que o brasileiro gostaria que ocorresse ainda este mês – mas que segue sem data marcada.
Em dezembro passado, Lula telefonou para Trump para propor esse esforço conjunto, especialmente com trabalho compartilhado de inteligência que pudesse barrar a lavagem de dinheiro dessas quadrilhas em território americano. Lula chegou a apontar alvos específicos que atuariam na Flórida para lavar lucro ilegalmente obtido com imóveis, por exemplo. A negociação estava em aberto, mas como o UOL mostrou no fim do mês passado, havia certa tensão nos escalões inferiores da diplomacia.
Em parte, a negociação proposta por Lula já era uma tentativa do Planalto de impedir o avanço da direita sobre o tema nos EUA, como aconteceu com tarifas e a Lei Global Magnitsky. Segurança pública deverá ser um dos grandes assuntos da eleição presidencial do Brasil, em outubro.
Consultados, nem o Itamaraty nem o Planalto enviaram comentários oficiais sobre o assunto até a publicação desta reportagem.